Governo de Minas: Encontro de Inovação apresenta alternativas em gestão municipal para prefeituras

Em evento realizado pelo Simi, pequisadores demonstram novas tecnologias para enfrentar desafios da administração pública

Paulo Valle / Refinaria da Imagem
Pesquisadores puderam apresentar seus projetos a representantes de prefeituras
Pesquisadores puderam apresentar seus projetos a representantes de prefeituras

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), por meio do Sistema Mineiro de Inovação (Simi), promoveu nesta quarta-feira (09), no Expominas, o 3º Encontro de Inovação de Tecnologias para Municípios. O evento, que ocorreu durante o 29º Congresso Mineiro de Municípios, foi uma grande oportunidade para pesquisadores apresentarem suas tecnologias para gestores públicos que buscam encontrar soluções para a administração municipal.

No encontro, foram apresentadas quatro tecnologias que podem ser utilizadas na melhoria da gestão municipal ou dos processos eleitorais: Portal Opinião Pública, da professora da UFMG Helcimara Telles; Gestão de documentos nos municípios, da professora da UFMG Marília Paiva; Futureal – Bolsas de previsão eleitoral, do professor da UFMG Deivison Cruz; e o Sistema Gestão Ver, do professor da PUC Minas Malco Camargos.

Os pesquisadores se mostraram bastante satisfeitos com os resultados das discussões. Para Malco Camargos, a iniciativa do Governo de Minas é de suma importância tanto para quem está na universidade desenvolvendo protótipos e buscando inovação, quanto para quem está no mercado tentando ter um relacionamento com seus consumidores. “Ambos os lados têm a possibilidade de apresentar a uma massa crítica e consumidora seus produtos, ainda em desenvolvimento, e começar a partir daí novas parcerias”, afirmou.

Helcimara Telles gostou principalmente do formato do evento, e pretende levá-lo como modelo à UFMG. “O Encontro de Inovação me deu algumas ideias sobre como trabalhar a divulgação das pesquisas acadêmicas que são feitas na universidade. Normalmente os congressos acadêmicos são aborrecidos, têm um formato muito tradicional. Já aqui tivemos uma metodologia bastante inovadora em relação aos outros congressos dos quais já participei”, destacou.

A professora Marília Paiva, que, inclusive, fechou algumas parcerias com prefeituras, acredita que mais gestores poderiam comparecer ao evento, visto a grande oportunidade para melhoria da administração pública que ele representa. “Hoje já conversamos com quatro ou cinco municípios. Eu acho surpreendente que mais representantes não venham, porque é uma oportunidade incrível. Aqui, você oferece um leque de oportunidades para melhorar a gestão pública”, concluiu.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/encontro-de-inovacao-apresenta-alternativas-em-gestao-municipal-para-prefeituras/

Gestão Anastasia: papel do Sistema Mineiro de Inovação é ratificado em seminário de inovação tecnológica na Fiemg

Um dos destaques do evento foi a palestra “Academia-Empresa Hélice Tríplice: A prática do Sistema Mineiro de Inovação – Simi”

Diulgação/Sectes MG
Superintendente de Inovação Tecnológica da Sectes, José Luciano de Assis Pereira, durante a palestra
Superintendente de Inovação Tecnológica da Sectes, José Luciano de Assis Pereira, durante a palestra

A Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio, Indústria e Artesanato de Minas Gerais realizou, nesta quinta-feira (29), no auditório da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), o seminário Incentivos à Inovação Tecnológica. Um dos destaques do evento foi a palestra “Academia-Empresa Hélice Tríplice: A prática do Sistema Mineiro de Inovação – Simi”, proferida pelo superintendente de Inovação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), José Luciano de Assis Pereira.

Em sua palestra, José Luciano apresentou os objetivos do Governo de Minas com o Sistema Mineiro de Inovação (Simi), que visa estimular a transferência de tecnologias em prol da inovação e promover aumento de renda e benefícios para a sociedade. Como explicado pelo superintendente, o Simi utiliza uma rede de inovação aberta para colocar em contato os três agentes da inovação: governo, empresa e universidade. Por meio do site, é possível que pesquisadores cadastrem e ofertem suas tecnologias, e que empresas divulguem suas demandas tecnológicas a fim de serem atendidas.

Além de seu site, o Simi também aproxima os agentes da inovação com sua metodologia de Encontros de Inovação, que “potencializa interações entre pesquisadores e empresas por meio de encontros presenciais”, como afirmado por Luciano. A prova do sucesso dos encontros está nos resultados mostrados na apresentação: 91% dos participantes afirmam que voltariam a outro encontro e a porcentagem das interações que geraram parcerias aumentou de 15% em 2008/2009 para 21% em 2010.

José Luciano abordou ainda outras ações promovidas pelo Simi, como os editais induzidos e o programa Inove em Minas, que visa à atração de centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para o Estado, “a fim de aumentar investimentos que potencializem seu crescimento e oferecer oportunidades de atração e retenção de pessoal qualificado”. Por último, o superintendente falou do Programa Mineiro de Empreendedorismo na Pós-Graduação, que busca preparar o estudante universitário para o setor empresarial.

Incentivos do governo à inovação tecnológica

José Luciano também apresentou os ambientes e ferramentas de incentivo à inovação em Minas Gerais promovidos pela Superintendência de Inovação Tecnológica (Sint). Ele discursou acerca da importância não apenas dos parques tecnológicos mineiros – que são espaços essenciais para que exista uma maior interação e diálogo entre universidades e empresas (especialmente as médias e de base tecnológica) –, mas também das incubadoras de empresas. Ele lembrou que a incubadora de Viçosa foi eleita a melhor do Brasil em 2011. Em anos anteriores, outras incubadoras mineiras também já haviam sido campeãs pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), entidade que reúne incubadoras brasileiras.

O superintendente falou também do Programa de Incentivo à Inovação (PII), que por meio dos seus Estudos de Viabilidade Técnica, Comercial, Ambiental e Social (EVTECIAS) e do desenvolvimento de Planos Tecnológicos (PPtec) e Protótipos transforma projetos de pesquisa em inovações tecnológicas aplicadas. O programa já se tornou um sucesso entre os institutos de ciência e tecnologia mais renomados do Estado. “É importante que busquemos políticas públicas efetivas de incentivo à inovação. E é isso que a Sectes, em parceria com a Fapemig, está fazendo”, concluiu Luciano.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/papel-do-sistema-mineiro-de-inovacao-e-ratificado-em-seminario-de-inovacao-tecnologica-na-fiemg/

Gestão Anastasia: Centro Tecnológico de Minas Gerais inaugura novo núcleo de bioengenharia

O núcleo é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado

Mônica Campos/Cetec
Mexilhão dourado em boias de navegação
Mexilhão dourado em boias de navegação

Nesta sexta-feira (23), a Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), vinculada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), inaugura o Centro de Bioengenharia de Espécies Invasoras de Hidrelétricas (CBEIH). O novo centro é uma rede de parceria de pesquisadores do Cetec com a Cemig, que dará procedimento aos estudos contra o mexilhão dourado, espécie invasora que tem causado problemas em usinas hidrelétricas.

O impacto do mexilhão nas atividades das hidrelétricas se dá com o entupimento das tubulações das usinas devido à instalação da espécie, causando sobrecargasdos equipamentos e mais gastos de manutenção. O centro visa criar soluções para amenizar os impactos ecológicos, industriais e econômicos causados por espécies invasoras, atuando nas frentes de bioengenharia, monitoramento e modelagem ambiental.

A área da bioengenharia será responsável pelos estudos em relação aos processos e às estruturas microscópicas que compõem os seres vivos. Essas pesquisas permitirão um combate mais eficiente a essas espécies, além de possibilitar que sejam recriados em laboratório processos importantes para a criação de novos materiais com aplicações na medicina, na engenharia e na informática.

As atividades de monitoramento acompanharão o avanço de um organismo em determinado ambiente, ajudando a entender a relação da espécie com o meio onde se instalou, como ela se dispersa, se reproduz e como as variáveis ambientais interferem na sua biologia.

A modelagem usa os conhecimentos biológicos e ecológicos do organismo para gerar dados de indicação das áreas mais suscetíveis à invasão e por quais vias o organismo se dispersa. Essa fase poderá prever o tempo de ocupação de uma espécie em uma determinada usina, possibilitando direcionar ações de manejo antes do entupimento de tubulações de forma mais efetiva.

O CBEIH criou a Base Colaborativa de Dados, ferramenta online hospedada no portal cbeih.org, onde pesquisadores do mundo inteiro podem inserir e coletar dados ambientais e biológicos sobre espécies invasoras, com foco inicial no mexilhão dourado.

Mexilhão Dourado

Os estudos de controle do mexilhão não são novidade para o Cetec. Desde 2002, a fundação atua em parceria com a Cemig buscando soluções contra a proliferação da espécie nas instalações de usinas hidrelétricas.

O mexilhão dourado é uma espécie do sudoeste asiático que chegou na América do Sul pelo porto de Buenos Aires, por meio das águas de lastro dos navios, em 1991, e se disseminou a partir do rio da Prata. O molusco tem alta capacidade reprodutiva e, além de ser tolerante a uma grande variedade de condições ambientais, não encontrou nenhum predador natural nas águas sul-americanas. Assim, em apenas dez anos a espécie se instalou por toda a bacia do Prata e chegou ao rio Paraná, com densidades que podem superar 120.000 indivíduos/m².

A espécie também altera o equilíbrio ambiental local por não haver um predador natural. Ao se proliferar, o molusco compete com espécies originais e cria uma nova disputa por recursos. O invasor pode se instalar em raízes de plantas aquáticas, levando ao sufocamento das mesmas e, por ser um filtrador natural, remove partículas da coluna d’água prejudicando o desenvolvimento dos plânctons.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/centro-tecnologico-de-minas-gerais-inaugura-novo-nucleo-de-bioengenharia/