Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador fala sobre avanços no tratamento da aids e lembra ações do governo Fernando Henrique na quebra de patentes.

Aécio Neves: artigo do senador

 Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador comenta os avanços no tratamento da Aidsno governo Fernando Henrique

Fonte: artigo senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Guerra contra a Aids

Aécio Neves: artigo do senador – Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é “Juntos vamos eliminar a Aids“, um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: “Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua”. Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Aécio Neves: artigo do senador – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/56025-guerra-contra-a-aids.shtml

Gestão Anastasia: oficinas no Norte de Minas qualificam agentes de controle social do SUS

As oficinas têm como proposta promover o debate sobre o SUS, visando à preservação e o avanço do controle social

Jerúsia Arruda
A oficina foi promovida, no último final de semana, nas microrregiões de Francisco Sá e Coração de Jesus
A oficina foi promovida, no último final de semana, nas microrregiões de Francisco Sá e Coração de Jesus

O Conselho Estadual de Saúde de Minas Gerais (CES-MG), em parceria com a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros (SRS-MOC) e com a Escola de Saúde Pública (ESP-MG), está realizando, em Montes Claros, no Norte de Minas, oficinas para agentes de controle social do Sistema Único de Saúde (SUS).

As microrregiões Francisco Sá e Coração de Jesus participam da etapa final das oficinas nos dias 1º e 2 de junho. Já nos dias 18 e 19 de junho, será realizada a segunda etapa das oficinas para os representantes dos municípios da microrregião Montes Claros/Bocaiuva, quando será constituído o colegiado microrregional.

No último final de semana, dias 27 e 28 de abril, participaram das oficinas os conselheiros de saúde dos municípios que compõem as microrregiões Francisco Sá e Coração de Jesus. As primeiras oficinas foram realizadas nos dia 13 e 14 de abril, reunindo conselheiros da microrregião Montes Claros/Bocaiuva.

O vice-presidente do CES-MG, Geraldo Heleno Lopes, explica que as oficinas têm como proposta promover o debate sobre o SUS, visando à preservação e o avanço do controle social. “O envolvimento da comunidade no controle, na formulação e na execução das políticas públicas de saúde é uma constante na construção do SUS. Inclusive, foi através de emenda popular que o direito à saúde para todos foi inserido na Constituição de 1988. Por isso, precisamos manter a integração com os Conselhos Municipais de Saúde, que certamente são a instância máxima de deliberação do SUS, para consolidar e avançar a saúde pública no país”, observa Geraldo Heleno.

Para a superintendente regional de Saúde de Montes Claros, Olívia Pereira de Loiola, a qualificação dos conselheiros possibilitará uma melhor atuação dos conselhos municipais, fortalecendo o controle social do SUS. “A função do conselheiro de saúde é solidária, cidadã, mas é preciso estar preparado para exercê-la com conhecimento e discernimento. A saúde pública é uma pauta que se renova a cada dia e esse intercâmbio de informações proporcionado pelas oficinas é importante”, avalia Olívia.

Dinâmica

Os 53 municípios sob jurisdição da SRS-MOC estão agrupados em cinco microrregiões. Cada micro participará das oficinas em dois finais de semana, com cinco representantes dos conselhos de saúde de cada município. A oficina aborda assuntos como planejamento e organização do SUS, reforma sanitária, história das políticas públicas de saúde, atribuições do Conselho Municipal de Saúde, recursos financeiros, planejamento orçamentário em saúde, entre outros.

Ao final da segunda etapa das oficinas, serão indicados dois conselheiros de cada município para integrar o colegiado microrregional que, segundo Geraldo Heleno, tem como objetivo promover o alinhamento das ações junto ao Conselho Estadual de Saúde.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/oficinas-no-norte-de-minas-qualificam-agentes-de-controle-social-do-sus/

Gestão da Saúde: ampliação de Pronto Atendimento fortalece serviço de urgência e emergência no Norte de Minas

Cerca de 450 mil habitantes das microrregiões de Brasília de Minas/São Francisco, Januária e Manga serão beneficiadas

Henrique Chendes/SES-MG
O subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, visitou as novas instalações
O subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, visitou as novas instalações

Cerca de 450 mil habitantes das microrregiões de Brasília de Minas/São Francisco, Januária e Manga serão beneficiadas com as novas instalações do Pronto Atendimento do Hospital Municipal Senhora Santanna. Para a obra, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) repassou, por meio de convênio, R$ 500 mil para ampliação da unidade.

O hospital possui 90 leitos credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 10 de UTI adulto. Atende cerca de três mil pessoas por mês e oferece especialidades como ortopedia/traumatologia; cirurgia geral; ginecologia-obstetrícia; clínica médica; otorrino; pediatria; angiologia, além de ser equipado com tomógrafo e aparelho de raio X.

Segundo o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, a nova estrutura torna a instituição preparada para atender à urgência e emergência. “O hospital está se tornando referência para alguns procedimentos de saúde, principalmente, em relação à demanda por leitos de UTI. Por isso, diversas transformações foram viabilizadas, como melhoraria do acolhimento na porta de entrada do Pronto Atendimento”, pontuou o subsecretário.

O secretário municipal de Saúde de Brasília de Minas, Ednardo Rodrigues Lopes, acrescentou que a reforma priorizou o acolhimento e o acesso ao usuário. “Os espaços arquitetônicos levaram em consideração a urgência e emergência, com atenção ao nível de complexidade. Por isso, a recepção foi ampliada possibilitando mais conforto na área de espera e mais agilidade na triagem de pacientes”, avalia.

Qualidade e humanização

Edson dos Santos Silva, 60, morador de Brasília de Minas, acredita que a ampliação irá melhorar ainda mais os serviços de saúde oferecidos na unidade. Edson disse ter uma boa saúde e que nunca foi atendido no hospital, porém já esteve duas vezes acompanhando familiares.

“Hoje ninguém precisa ir a Montes Claros para ser atendido. Minha família já precisou do hospital duas vezes. Não faltou nada, tudo foi oferecido: exames, procedimentos médicos, tudo”, conta.

Segundo o prefeito de Brasília de Minas, Jair Oliveira Júnior, com as obras de ampliação do PA, o município avançou na construção da saúde pública. “A partir de agora, Brasília de Minas poderá oferecer um atendimento mais eficiente, capaz de solucionar a demanda por pronto atendimento”, disse.

Banco de leite

O hospital também possui os serviços de um Banco de Leite Humano (BLH). Destinado a dar suporte às mães da região, o banco possui estrutura e equipamentos modernos. Ele atenderá diariamente mães e crianças com alguma intercorrência na amamentação, tais como desmames precoces, os traumas mamilares, as mastites, a relactação e o ingurgitamento. Outro serviço de destaque que será oferecido pelo BLH é a busca domiciliar por leite. Por isso, o banco foi contemplado com uma moto.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ampliacao-de-pronto-atendimento-fortalece-servico-de-urgencia-e-emergencia-no-norte-de-minas/u

Gestão em Minas: Santa Casa da Misericórdia de São Sebastião do Paraíso será 100% SUS

Estado passará a cofinanciar a instituição, além de reestruturar a rede assistencial da microrregião

Henrique Chendes
Secretário de Transportes, Carlos Melles; provedor da Santa Casa, Flávio Westin; e Antônio Jorge de Souza Marques
Secretário de Transportes, Carlos Melles; provedor da Santa Casa, Flávio Westin; e Antônio Jorge de Souza Marques

Dentro de pouco tempo, a Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, terá o atendimento voltado 100% para o usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). O compromisso foi assumido esta semana, em reunião presidida pelo secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, lideranças da instituição, prefeitos, secretários municipais de Saúde e ainda o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles.

Com essa garantia, o Estado, segundo o secretário Antônio Jorge, passará a cofinanciar a instituição, além de reestruturar a rede assistencial da microrregião. “Aos municípios caberá a pactuação, fazendo da Santa Casa de São Sebastião do Paraíso hospital referência microrregional”, afirmou. Essa decisão, segundo ele, traz escala, o que garante a autosustentação da instituição. “Queremos que aqui tenha um pronto-socorro no qual o usuário do SUS seja cliente preferencial, o que, estou certo, será possível com uma boa pactuação política regional”, pontuou Antônio Jorge.

O secretário Carlos Melles, ao se dirigir aos prefeitos, gestores de saúde, lideranças de consórcios intermunicipais de Saúde e direção da Santa Casa, confirmou a vocação microrregional dessa instituição, que tem mais de 80 anos e disse estar confiante que todos se envolverão na pactuação, para que tudo esteja funcionando plenamente em pouco tempo.

Reivindicações

Ainda na reunião, o secretário Antônio Jorge garantiu que o Governo de Minas está sensível às dificuldades enfrentadas pelos gestores municipais. Segundo o secretário, a instalação de uma maternidade de alto risco na microrregião está condicionada à construção de uma Casa de Apoio à Gestante. Antônio Jorge garantiu apoio à expansão do serviço de hemodiálise e anunciou a implantação da Rede de Urgência Macro Sul até o fim deste ano. “Antes disso, as ambulâncias do Samu estarão circulando”, assegurou.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: doenças comuns como tétano e difteria podem ser prevenidas com vacinação em dia

As vacinas são gratuitas, não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes

Pedro Cisalpino
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)
Vacinas estão disponíveis em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS)

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) reforça a necessidade de manter atualizadas as vacinas contra o tétano e a difteria, tanto em adultos, quanto em crianças. De acordo com a Vigilância Epidemiológica da SES, estas doenças são muito comuns, porém podem ser prevenidas por meio da vacinação, que é gratuita em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS). As vacinas não tem contraindicação e devem ser reaplicadas a cada dez anos ou a cada cinco anos, no caso das gestantes.

De acordo com o diretor de Vigilância Epidemiológica da SES, Marcelo Mascarenhas, o tétano é uma doença grave que pode levar à morte. A contaminação é feita a partir de lesões na pele causadas por ferimentos (mesmo que pequenos) provocados por metais (enferrujados ou não), madeira, vidro ou outros objetos contaminados. “Devemos manter sempre o cartão de vacina em dia para estarmos protegidos contra doenças transmissíveis, pois nunca sabemos quando nosso organismo entrará em contato com os agentes causais”, explica.

Os principais sintomas do tétano são contrações musculares involuntárias na região do ferimento, seguidas de contrações dos músculos do rosto, do pescoço (rigidez de nuca) e progressivamente do abdômen (barriga dura). Em fase mais avançada, pode provocar dificuldade de engolir, insuficiência respiratória, entre outros sintomas.

“É preciso estar atento aos ferimentos decorrentes de materiais pontudos e cortantes. Em caso de lesão, o local deve ser higienizado, inicialmente, com água e sabão, e a pessoa deve procurar uma unidade ou equipe de saúde mais próxima. O médico deve ser informado de como ocorreu e o que causou o ferimento”, explica Marcelo.

Já a difteria é transmitida pela bactéria Corinebacterium diphtheriae que frequentemente se aloja nas amídalas, faringe, laringe, nariz e, ocasionalmente, em outras mucosas e na pele. A doença é transmitida pela saliva ou outras secreções eliminadas ao tossir, espirrar ou mesmo ao falar, provocando inflamação das vias respiratórias. Um dos sintomas são formações de placas na garganta.

Confira o esquema vacinal completo de rotina por faixa etária:

DTP + Hib (Vacina Combinada contra Difteria, Tétano, Coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b)

1ª dose: 2 meses
Intervalo: 8 semanas

2ª dose: 4 meses
Intervalo: 8 semanas

3ª dose: 6 meses
Intervalo: 8 semanas

DTP 
1º reforço: 15 meses
2º reforço: 4 a 6 anos

dT (difteria + tétano)
Reforço: 15 anos

dT (para adultos)
Reforço: a cada 10 anos

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: representantes da Saúde participam de reunião para conhecer novas ações para o combate às drogas

Encontro aconteceu em Brasília e teve como objetivo conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack e outras drogas

Com o objetivo de conhecer as novas medidas de assistência à saúde dos pacientes usuários de crack, álcool e outras drogas, publicadas recentemente pelo Ministério da Saúde, representantes da coordenadoria de Saúde Mental, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), participaram esta semana de reunião com o secretário de Atenção à Saúde do MS, Helvécio Miranda Magalhães, e com o coordenador da Saúde Mental do MS, Leão Garcia.

O encontro aconteceu em Brasília e foi uma iniciativa do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge. “Estamos elaborando um plano ousado, que prevê a criação da Rede Macrorregional de Atenção à Saúde Mental. Nos 20 polos serão instalados os consultórios de rua, as casas de acolhimento, os Centros de Apoio Psicossocial – Álcool e Drogas (Caps-AD), além dos leitos de retaguarda em hospitais gerais para o tratamento de severas intoxicações e síndromes de abstinências”, explicou.

O secretário disse, ainda, que a reunião foi muito produtiva. Segundo ele, “a questão assistencial está sendo normatizada pelo ministério. O próximo passo agora é a pactuação dos parâmetros necessários à implantação das políticas públicas voltadas para os dependentes de crack e outras drogas em Minas Gerais”, acrescentou.

Nos próximos dias, Antônio Jorge irá se reunir com representantes da Secretaria de Defesa Social para articular as propostas. As considerações, antes de serem apresentadas, serão discutidas com o Colegiado dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems).

Portarias

Dentre as principais mudanças trazidas pelas portarias está a criação das unidades de acolhimento, que são serviços temporários de referências para acolher e abrigar dependentes químicos.  Essas unidades, que possuem como foco o público adulto e infanto-juvenil, levam em conta a vulnerabilidade social e familiar. O Ministério da Saúde vai liberar cerca de R$ 60 milhões/ano para custeio.

Já os Caps-AD foram ampliados, passando a Caps III, que funcionará 24 horas, todos os dias da semana. Já as equipes de consultório de rua, que trabalham de maneira assistencial com os usuários de drogas em espaços públicos, contará com mais financiamentos.

As portarias trouxeram para o Sistema Único de Saúde (SUS) a elaboração dos critérios assistenciais das comunidades terapêuticas, bem como seu financiamento e regulação. Caberá ao ministério ditar o padrão de qualidade do seu funcionamento.

Fonte: Agência Minas

Blog do Anastasia – Gestão Anastasia: Programa Farmácia de Minas conta com 52 unidades na região Sul do Estado

BELO HORIZONTE (20/01/12) – Criado com o objetivo de oferecer uma rede de farmácias para distribuição gratuita de medicamentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), implementou, desde 2007, 303 unidades do Programa Farmácia de Minas. Do total, 52 foram inauguradas na região do Sul de Minas, um investimento aproximado de R$ 4,7 milhões para a construção e compra de equipamentos. Em 2011, foram inauguradas 197 unidades, com investimentos do Tesouro Estadual, que somaram R$ 9 milhões, sendo R$ 90 mil para cada município contemplado. Somente no Sul de Minas, 31 farmácias foram abertas no ano passado. A região também foi contemplada com a primeira unidade do programa no Estado, inaugurada no município de Arceburgo, em fevereiro de 2009.

A rede se propõe a ser referência de serviços farmacêuticos para a população. Cada unidade disponibiliza 159 tipos dos chamados medicamentos básicos. Em 2003, eram apenas 40 tipos. Por meio do programa, o Governo de Minas custeia a construção de farmácias públicas e a contratação de farmacêuticos, com o repasse de R$ 1.200 para complementação salarial.

Sul de Minas

Inaugurada em maio de 2009, a unidade farmacêutica de Fortaleza de Minas já atendeu 28 mil pessoas até janeiro deste ano. Anteriormente, o município com 4 mil habitantes possuía uma unidade de medicamentos que ficava dentro do Pronto-Atendimento de Saúde da cidade. O farmacêutico responsável pela unidade de Fortaleza de Minas, Juscelino Prado, destaca as mudanças vividas pela população com a abertura da Farmácia de Minas na cidade.

“A qualidade do acolhimento, o local de fácil acesso e o atendimento individualizado são as principais características do programa. Antes, o setor que distribuía os medicamentos funcionava em um local apertado e não tínhamos contato com o paciente. Com a Farmácia de Minas a realidade é outra, há acompanhamento do fornecimento de medicamentos, se identificamos que um determinado paciente não veio buscar o medicamento controlado, por exemplo, acionamos o agente de saúde. Dessa forma, formamos uma rede de atendimento multidisciplinar”, destacou Prado.

Turvolândia, com 4,6 mil habitantes, é um dos municípios da região que foi contemplado com uma unidade da Farmácia de Minas no ano passado. Antônio Fernandes é um dos pacientes da cidade que recorre mensalmente à unidade farmacêutica. Aposentado, 62 anos, portador de reumatismo e hipertensão, Fernandes recebe um salário mínimo por mês para sustentar a casa. “Se eu tivesse que comprar os remédios iria ficar muito caro. Nunca imaginei que um dia teríamos uma farmácia com essa estrutura e com essa quantidade de medicamentos à disposição em Turvolândia”, disse Fernandes.

O aposentado também destaca o atendimento individualizado da farmácia. “A farmacêutica da nossa unidade conhece cada paciente e nos trata de forma personalizada, isso é muito importante”, afirmou Fernandes.

Meta

Em 2012, serão inauguradas mais 200 farmácias de Minas em todo o Estado, totalizando 500 unidades. Até 2014, a rede contemplará 700 municípios (80% do total de 853), sendo todos os 493 municípios mineiros com população inferior a 10 mil habitantes, 200 com até 30 mil habitantes e o restante com até 500 mil. As primeiras unidades foram construídas em 2008, em 67 municípios com até 10 mil habitantes.

Além de farmacêutico, o profissional também é gestor do projeto e acompanha, desde a fundação da obra até a montagem final dos equipamentos. Todas as farmácias possuem ainda um Sistema Integrado de Gerenciamento da Assistência Farmacêutica, o que garante o gerenciamento o adequado controle dos medicamentos e cadastro dos pacientes atendidos pela farmácia, bem como de toda a rede.

Confira onde estão as unidades do programa Farmácia de Minas na região:

Inauguradas em 2009: Arceburgo, Cana Verde, Carvalhos, Delfim Moreira, Fortaleza de Minas, Itutinga, Liberdade, Monsenhor Paulo, Ribeirão Vermelho, São José da Barra, São Vicente de Minas, Serrania.

Inauguradas em 2010: Bom Jardim de Minas, Capetinga, Coqueiral, Ipuíuna, Jacuí, Perdões, Santana da Vargem, São Thomé das Letras, São Tomás de Aquino.

Inauguradas em 2011: Aguanil, Aiuruoca, Alpinópolis, Andrelândia, Arantina, Bom Jesus da Penha, Caldas, Campo Belo, Capitólio, Carmo do Rio Claro, Caxambu, Claraval, Consolação, Cruzília, Divisa Nova, Estiva, Heliodora, Ijaci, Ilicínea, Itamogi, Itapeva, Itumirim, Jesuânia, Lambari, Passa-Vinte, Pratápolis, São João Batista do Glória, São José do Alegre, Silvianópolis, Turvolândia e Virgínia.

Fonte: Agência Minas

Anastasia ampliará programa de regionalização do atendimento médico; Estado já investiu R$ 500 milhões em 129 hospitais

Governador Antonio Anastasia quer ampliar programa do Governo do Estado de regionalização do atendimento médico

Fonte: Coligação “Somos Minas Gerais”

Estado já investiu R$ 500 milhões em 129 hospitais regionais e já iniciou processo para construção de outras unidades em cidades-pólo

O governador Antonio Anastasia, candidato à reeleição, afirmou neste sábado (21/08) que, reeleito, ampliará os investimentos do Governo de Minas nos hospitais regionais. De 2003 a 2009, o Estado investiu R$500 milhões em 129 hospitais para melhoria da estrutura física, compra de equipamentos de alta tecnologia, implantação de novos serviços e modernização da gestão. O governador afirmou, ainda, que já está em execução a construção de nova rede de hospitais regionais nas cidades-polo de Minas Gerais.

“Criamos no campo do Estado um programa chamado Pro-Hosp e recuperamos 130 hospitais. Houve um avanço expressivo, 115 cidades foram beneficiadas por esse programa”, disse Antonio Anastasia. E completou: “estamos propondo agora a criação da rede de hospitais regionais, alguns quase prontos para inauguração, como é o caso de Uberlândia, outros em fase inicial de construção, como em Uberaba, Sete Lagoas, Juiz de Fora e Divinópolis”.

As obras do Hospital Regional de Divinópolis, no Centro-Oeste, estão sendo iniciadas e custarão R$ 40 milhões. Já o Hospital Regional do Barreiro, que atenderá a população da região Central, já tem R$ 60 milhões em recursos assegurados pelo Governo do Estado. As obras para construção dos hospitais regionais de Sete Lagoas, Uberaba e Juiz de Fora também já foram licitadas e serão iniciadas. Em Uberlândia, o Estado participou da construção do novo hospital e será parceiro também no custeio.

No Norte de Minas, o Governo do Estado dobrou o número de leitos de UTI em Pirapora, Taiobeiras e Brasília de Minas. Foram abertos cinco novos serviços de hemodiálise em Brasília de Minas, Pirapora, Janaúba, Salinas e Montes Claros.

Janaúba e Montes Claros também ganharam CTI neonatal, além de serviços de oncologia.  Em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, o Governo do Estado investiu em hemodiálise, UTI e neurocirurgia. No Noroeste de Minas, o Governo do Estado criou serviços de oncologia, cirurgia cardíaca e hemodiálise.

Cartão Saúde
Para otimizar a rede de hospitais em Minas, o Governo do Estado também já criou o Cartão Saúde, que é parte do Sistema Estadual de Registro Eletrônico em Saúde. O sistema é executado no Estado, numa parceria da Secretaria de Estado de Saúde com os secretários municipais de 835 dos 853 municípios mineiros.

O Governo de Minas Gerais já investiu R$ 10 milhões no Sistema Estadual de Registro Eletrônico, por meio da Prodemge, sob a coordenação de gestores em saúde. Ao longo dos últimos anos, os profissionais trabalharam na construção das bases para funcionamento do cartão, que registrará em uma única fonte de dados todas as informações médicas de cada cidadão que utilizar a rede pública.

O processo de compra dos cartões já passou por todas as consultas públicas exigidas por lei e está em fase de licitação. Para o Orçamento de 2011 já estão aprovados R$ 60 milhões destinados à compra dos cartões, que serão enviados às secretarias municipais de saúde dos 835 municípios que já aderiram ao sistema.

Telemedicina
Minas possui o maior programa público de Telemedicina do país. O Estado possui telecentros, os chamados Telesaúde, em mais de 500 municípios mineiros. Neles, os médicos do Programa Saúde da Família (PSF) trocam consultas, informações, diagnósticos e exames com outros profissionais de saúde por meio de televias na internet.

Além da troca de avaliações médicas, que já somam 30 mil, são enviados exames. Um município sem cardiologista recebe em 24 horas uma avaliação médica de um especialista ou a segunda opinião sobre um caso. Foram quase 100 mil eletros enviados nos últimos anos.

Tabela do SUS
O governador Antonio Anastasia também cobrou dos candidatos apoiados pelo Governo Federal uma aposição pública sobre os baixos valores da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) e que inviabilizam o funcionamento de muitos hospitais no interior do Estado.

“É bom indagar também porque não houve a melhora da tabela do SUS, porque os hospitais queixam, e queixam muito, que a remuneração dos serviços pagos é ínfima e não têm condições de manter o funcionamento. É a famosa tabela do SUS, conhecida de todos”, disse Antonio Anastasia.