Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS

PSDB: Sérgio Guerra diz que Dilma invadiu BH

“Dilma invadiu BH” – entrevista com Sérgio Guerra, presidente do PSDB

Por Redatores da Turma do Chapéu

O deputado federal Sérgio Guerra, presidente do PSDB, comenta a entrada de Dilma Rousseff na campanha eleitoral de Belo Horizonte, impondo a candidatura de Patrus Ananias e forçando uma intervenção fracassada de Gilberto Kassab no PSD de BH.

Sérgio Guerra também comenta o naufrágio do PT, que vem colocando nomes fortes na disputa para evitar o encolhimento do partido nas eleições municipais.

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Sérgio Guerra, presidente do PSDB – Foto: Paula Sholl

‘Dilma invadiu BH e deu peso nacional à disputa’

O Estado de São Paulo, 06/08/2012

Tucano critica PT pelo lançamento de Patrus na cidade e diz que Aécio ‘lidera campanha contra invasores de Minas’

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT e a presidente Dilma Rousseff de terem feito “uma invasão ilegítima em Minas Gerais”, ao lançarem o ex-ministro Patrus Ananias para a prefeitura e terem obrigado o presidente do PSD, Gilberto Kassab, a intervir no partido para apoiar o petista. Para o tucano, a ação de Dilma deu importância nacional à eleição na capital mineira. O adversário de Patrus é o prefeito, Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo senador Aécio Neves, potencial candidato a presidente pelo PSDB em 2014. “Aécio lidera a campanha contra o mundo do PT e os invasores”, diz Guerra.

Com a entrada da presidente Dilma Rousseff na campanha de BH, o eixo do duelo nacional muda de São Paulo para Minas?

São Paulo é uma eleição importantíssima pelo peso do PSDB, pelo peso do PT, pelo tamanho de São Paulo, pela relevância de José Serra. Mas Belo Horizonte ganha importância similar. O PT e a presidente Dilma fizeram uma invasão ilegítima em Minas, com o grupo que os acompanha. Isto demonstra o caráter autoritário e antidemocrático desse grupo. O PSD está no meio disso e vai se dar mal.

O PSD está com Serra em São Paulo, mas interveio em BH para se afastar do senador Aécio Neves e se aliar ao PT. O PSD está com Serra ou com Dilma?

Nos últimos 40 dias, o PT descobriu o naufrágio do partido nas eleições municipais. Como só liderava em Goiânia, o senador e ex-governador do Piauí Wellington Dias foi empurrado para ser candidato em Teresina. Do mesmo modo, o Humberto Costa, que é um senador reconhecidamente importante, foi levado a ser candidato na marra em Recife. Em BH é mais grave. O conjunto das forças que estão em torno do PT e que incorpora o PSD invadiu Minas.

Mas afinal, o PSD não é nem Serra, nem Dilma?

Não sei, sobre o PSD sei muito pouca coisa. Não é nem esquerda, nem direita e nem do centro.

O governador Eduardo Campos, presidente do PSB, é hoje uma liderança em ascensão…

Mas a situação dele hoje não é boa. Está ameaçado de perder no Recife; não tem o Ceará; não fez papel bonito em São Paulo. E perdeu o candidato em Belo Horizonte, que hoje é do Aécio.

O sr. antevê um cenário de disputa entre Campos e Aécio na sucessão presidencial de 2014?

Se houver um naufrágio no PT, sim. Mas eu não acredito nisso.

O PSDB avalia que Dilma está fazendo um bom governo?

Não. Ela está bem com a opinião pública, com esse negócio de discurso moralista. Mas a economia está piorando a cada dia. Já não é mais impressão, é realidade. Está com um “PIBinho”, sem dinheiro para pagar contas. A arrecadação está caindo e as empresas estão sem querer ajudar nas campanhas.

Há críticas em relação ao comportamento de Aécio como presidenciável…

Ele acaba de dar uma grande resposta: lidera nossa campanha em Belo Horizonte contra o mundo do PT e os invasores de Minas Gerais.

O sr. prevê uma campanha de ânimos acirrados entre tucanos e petistas por causa do mensalão?

As eleições municipais terão sempre o viés local. Mas o mensalão é a marca de um partido que começa a definhar, por excesso de força e falta de argumentos. Toda vez que essa questão volta à tona, os débitos são óbvios para o PT e seus líderes. A forma como esse tipo de discussão vai se dar e refletir nas eleições, sinceramente, não sou capaz de prever.

Havia uma expectativa de que PSDB e DEM se aliassem pelo menos em cinco capitais. Por que o saldo foi de afastamento?

O DEM tinha dois candidatos que eram favoritos em Salvador e Aracaju. Eles têm nosso apoio. Em outras capitais, como Fortaleza e Recife, o PSDB tem candidato e o DEM também. Nada mais natural e mais equilibrado.

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/dilma-invadiu-bh-sergio-guerra/

Mensalão: secretário do PT critica decisão do STF

Mensalão: André Vargas faz pressão, aumenta tom e diz que ações do tribunal não “são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema”.

Mensalão: PT pressiona STF

Fonte: Fernanda Krakovics – O Globo

Secretário do PT acusa STF de ceder a pressões para julgar mensalão

Para André Vargas, falta austeridade ao tribunal; adversários apostam em desgaste
Mensalão: André Vargas faz pressão, aumenta tom e diz que ações do tribunal não "são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema".

Mensalão: André Vargas faz pressão, aumenta tom e diz que ações do tribunal não "são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema".

BRASÍLIA. Secretário nacional de Comunicação do PT, o deputado André Vargas (PR) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de marcar o início do julgamento do mensalão para agosto, coincidindo com a campanha eleitoral. Os trabalhos começarão no dia 1 de agosto, e a estimativa do presidente do STF, Carlos Ayres Britto, é que até 4 de setembro todo o processo estará terminado.

– Já imaginávamos que ia ter pressão, mas não imaginávamos que segmentos do Supremo seriam tão suscetíveis assim. Infelizmente, as ações do Supremo não são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema. Ministro do Supremo não é para ficar sendo aplaudido em restaurante por dar decisão contra o PT. Nos EUA, eles não podem nem tirar foto, mas aqui tem ministro do Supremo com vocação para pop star – afirmou Vargas.

Adversários do PT nas eleições municipais apostam que o julgamento do mensalão, marcado para agosto, no calor da campanha eleitoral, vai ocasionar, por si só, um desgaste inevitável nos candidatos do partido. Embora estejam cautelosos, os oposicionistas devem explorar o episódio na campanha, mas ainda não há estratégia definida.

– O (julgamento do) mensalão vai ser a nova novela de sucesso. Cada dia um capítulo e todo mundo acompanhando. Pode causar uma série de arranhões em candidatos petistas – afirmou o deputado Lucio Vieira Lima (PMDB-BA) que, apesar de ser aliado do PT no plano nacional, é adversário do partido nas eleições para a prefeitura de Salvador.

Já o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), elogiou o STF:

– É uma vitória da sociedade essa data marcada. Estabelece um marco no fim da impunidade. O símbolo da impunidade é o não julgamento do mensalão. Quando o Supremo marca uma data, a sociedade e a democracia brasileira marcam um gol. Se houve um dado positivo no ano de 2012 foi essa data marcada.

Para o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), o agendamento do julgamento para agosto é importante para não haver prescrição de crimes em caso de condenação.

Cauteloso, o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), disse que o partido não pretende explorar o julgamento no horário eleitoral gratuito na TV:

– Essa é uma questão da Justiça. Nela começou e deve finalmente terminar – disse o dirigente tucano.

Mensalão Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/petista-acusa-stf-de-ceder-pressoes-para-julgar-mensalao-5147343

PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios

PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios – partido tem patrocinado um processo único de discussão e mobilização.

PSDB Minas

Fonte: artigo deputado Marcus Pestana – Deputado federal (PSDB-MG)

PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios

PSDB Minas quer fortalecer gestão dos municípios

A qualificação das administrações municipais

A campanha tucana para as próximas eleições  
PSDB Minas – É no processo eleitoral que começa a se definir a qualidade das administrações que nascerão das urnas. O perfil dos eleitos é um retrato do grau de informação, consciência e organização da sociedade. O poder econômico, o populismo e a demagogia interferem negativamente na formação das intenções de voto.

Em junho, entraremos na reta final para o delineamento do quadro das disputas municipais em 2012, já que serão realizadas as convenções partidárias.

As eleições municipais são geralmente as mais quentes e disputadas, dada a maior proximidade dos atores e temas do cotidiano da população. A população irá acompanhar com interesse crescente as propostas e a movimentação dos candidatos.

Um bom prefeito pode alavancar o desenvolvimento econômico e social de uma cidade, assim como a eleição de um mau prefeito pode ser um desastre a determinar retrocessos gigantescos. Cuidar da educação das crianças, da saúde pública, do transporte coletivo e da mobilidade urbana, da moradia e do saneamento ambiental não é coisa para amadores ou irresponsáveis.

Para que o marketing, a mentira, a manipulação e a compra de votos não substituam o debate de ideias e o confronto de biografias, os partidos políticos têm um insubstituível papel como catalisadores do debate e organizadores da ação política.

Infelizmente, a tradição partidária brasileira obedece a uma lógica eminentemente cartorial. Os partidos se transformaram em meros cartórios de registros de candidaturas, servindo de trampolim para projetos vazios e pessoais.

O PSDB-Minas tem patrocinado um processo único de discussão e mobilização em 2012, ocupando seu espaço e cumprindo seu papel. Serão dez cursos de formação de candidatos, organizados pelo Instituto Teotônio Vilela, nas diversas regiões para preparação de nossos candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores. Já tivemos as etapas sediadas em São João del Rei, Pará de Minas, Lavras, Unaí, Montes Claros, Juiz de Fora, Poços de Caldas. A próxima será em Governador Valadares.

E para alavancar vigorosamente as campanhas tucanas em toda Minas Gerais, realizamos no último 25, em Belo Horizonte, com a presença de Aécio, Anastasia e Sérgio Guerra, o Encontro Estadual do PSDB Minas, com a participação de centenas de pré-candidatos dos quatro cantos do Estado. Além da palavra de nossos maiores líderes, tivemos uma rica mesa-redonda com sete prefeitos do PSDB de regiões diferentes sobre o jeito tucano de governar as cidades, palestras sobre legislação eleitoral e comunicação nas campanhas e uma assembleia que aprovou a Carta Aberta do PSDB aos Municípios Mineiros e à sua População, com diretrizes e princípios que orientarão a postura do partido nas próximas eleições.

Estamos certos que com esse esforço contribuiremos para o avanço dos valores fundamentais da democracia, da equidade social e da ética na vida das cidades e de suas futuras administrações.

PSDB Minas – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=204306,OTE&busca=A%20qualifica%E7%E3o%20das%20administra%E7%F5es%20municipais&pagina=1

Aécio Neves: senador define alianças com Eduardo Campos

Aécio Neves – senador define alianças com governador de Recife para as eleições municipais de 2012. PSDB discute nova agenda nacional.

Aécio Neves

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves 

Aécio Neves: senador define alianças com Eduardo Campos

Aécio Neves: senador define alianças com Eduardo Campos

Entrevista senador Aécio Neves em Recife

Assuntos: Reunião com governador Eduardo Campos, Congresso PSDB Mulher, PSB, agenda PSDB, seca, CPI Cachoeira.

Viagem a Recife
O PSDB vive um momento de fortalecimento de sua estrutura e dos segmentos que o compõe. Ao longo dos últimos meses, fizemos o evento da Juventude do partido, em Goiás, está aqui o presidente hoje participando também deste evento, Marcelo Richa, filho do governador Beto Richa. Fizemos um grande seminário no Rio de Janeiro sobre a questão econômica. Fizemos recentemente em São Paulo o lançamento do movimento sindical do PSDB e, hoje, em Recife, em homenagem ao nosso presidente Sergio Guerra e também ao nosso líder Bruno Araújo, reunimos as mulheres do PSDB. Na verdade, o PSDB começa a renovar o seu discurso, a atualizar as suas propostas e se colocar, claramente, como alternativa real a um modelo de gestão hoje implementado no país. E, obviamente, vindo ao Recife, era natural que eu fizesse uma visita ao meu amigo e ex-colega, enquanto governador, Eduardo Campos.

E nesta visita ao governador Eduardo Campos, na pauta, alguma possível, alguma conversa sobre alguma articulação prevendo uma aproximação entre o PSDB e o PSB, como isso já acontece em várias cidades?
Eu tenho uma proximidade com o governador Eduardo de muito tempo. Desde o tempo em que éramos companheiros na Câmara dos Deputados. Isso se estende também para uma relação entre o PSDB e o PSB em vários estados da federação, em especial, no meu estado Minas Gerais. O PSB, desde a minha primeira eleição para o governo, era um dos principais aliados nossos e continua até hoje participando do projeto transformador que implementamos em Minas Gerais. Tenho que respeitar hoje a posição do partido do governador Eduardo Campos, do PSB aliado do PT em nível federal, mas como já disse e repito, o futuro a Deus pertence. Acho que há uma identidade sim. Há uma visão muito próxima de Brasil e das suas necessidades e também de mundo que nos aproxima.

Mas não vamos tratar hoje, até por respeito ao governador Eduardo, de uma questão futura, mas sim de alianças pontuais, em vários estados, o PSDB apoiará candidaturas municipais do PSB, no caso de Belo Horizonte, por exemplo, no caso de Curitiba, poderia citar muitas outras. E vice-versa, teremos o apoio também do PSB em centenas de cidades brasileiras. E tudo o que é natural na política tem chance de ter êxito. E esta proximidade do PSB com o PSDB não se dá em razão de cargos ou de espaços, enfim, ela se dá com muita naturalidade porque há realmente uma identidade forte que aproxima lideranças do PSB em todo o país, com lideranças do PSDB.

Na última vez que o senhor veio aqui o senhor disse que o PSDB precisava se preparar para o pós-Lula. Ontem, o deputado Sérgio Guerra lhe lançou para presidente. Como o PSDB vai se preparar para o pós-Dilma?
Cada coisa a seu tempo. O PSDB que é o grande responsável ainda hoje pela agenda que está sendo implementada no país. Esta agenda que está aí hoje, da macroeconomia, com metas de inflação, cambio flutuante, superávit primário, passando pela modernização do estado com as privatizações, pela Lei de Responsabilidade Fiscal, pelo início dos programas de transferência de renda, essa é uma agenda do PSDB. Não houve, no governo do PT, uma nova agenda.

E o PSDB se prepara exatamente para isso, para apresentar uma agenda para os próximos 20 anos, uma agenda de desenvolvimento, onde a gestão pública de qualidade se introduza na máquina federal, o que não acontece infelizmente hoje. Uma visão mais pragmática de política externa a favor dos interesses do Brasil e não de um alinhamento ideológico, a meu ver, atrasado. Então, o PSDB tem essa responsabilidade e essa autoridade. E, em especial neste ano em que comemoramos a maioridade do Plano Real ˆ o Plano Real faz, agora em junho, 18 anos da sua implementação ˆ, o PSDB vai revisitar a sua história, até porque não há nada mais importante na vida de um país do que a sua trajetória, do que a sua própria história.

E a história do PSDB nos trouxe até hoje. Vejo que não há, hoje, uma disposição clara do governo do PT em avançar nas grandes reformas, na grande agenda do Brasil, até porque a agenda das reformas de 12 anos atrás continua sendo a agenda das reformas de hoje. Entre elas destacaria a questão da repactuação da federação. O Brasil caminha, e caminha em uma velocidade muito grande para se transformar em um estado unitário, parece que o governo federal gosta dessa posição de fazer favores aos estados e aos municípios, e não dividir, com estados e municípios, a responsabilidade de governar.

São inúmeras as oportunidades perdidas no sentido de fortalecimento dos municípios e dos estados, e aqui uma palavra solidária de um mineiro, principalmente à população do sertão e do agreste pernambucano que vem passando por um momento extremamente difícil com essa estiagem, que se junta já a fragilidade dos municípios brasileiros. Então, o PSDB continuará discutindo com os brasileiros essa nova agenda e, no momento certo, vai apresentar a sua candidatura. Felizmente, o PSDB tem vários nomes em condições de conduzir esta bandeira.

O senhor é favorável a um acordo na CPI do Cachoeira para não convocarem os governadores de Goiás, Distrito Federal e Rio de Janeiro?
Não. Sempre dissemos de forma muito clara, essa é a posição do PSDB. Achamos que se os indícios forem fortes, os governadores devem ir. Não apenas o de um partido, não apenas do PSDB, não apenas de um partido que tem minoria na Comissão, mas de todos os partidos. Mas a condução da CPI é daqueles que tem maioria. Propusemos, no início da sua formatação, a divisão ˆ e o líder Bruno (Araújo) fez isso, o presidente Sérgio Guerra ˆ a divisão do comando da CPI, para que pudéssemos ter a responsabilidade também na sua condução, como acontecia, na verdade, no passado. A oposição e a situação dividiam a presidência e a relatoria da CPI. O governo, a  base do governo, resolveu se apropriar de todos os espaços e a responsabilidade pela condução da CPI é da base do governo.

Sobre a aliança que existe em Pernambuco, existe já algum município em vista?
Acho que aqui quem pode falar melhor sobre isso é o presidente Sergio Guerra.

Aécio Neves: Link da entrevista: http://www.jogodopoder.com/aecio-neves-senador-2

 

Carta de Goiânia: Congresso de jovens tucanos defende realização de prévias para eleições majoritárias do PSDB

Fonte: Estado de S.Paulo

Jovens tucanos defendem prévias em eleições majoritárias

Tema já foi motivo de polêmica no PSDB, quando Aécio Neves e José Serra disputavam posto de presidenciável 

Em um documento intitulado “Carta de Goiânia”, apresentado logo após o Congresso da Juventude da Social Democracia Brasileira, a juventude tucana defendeu a realização de prévias para eleições majoritárias no partido, bandeira apoiada pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG) em sua participação no evento.

“O PSDB surgiu tendo como uma de suas premissas a democracia interna”, diz o texto. “A melhor forma de garanti-la é incluir as bases partidárias diretamente no processo decisório da escolha de nossos candidatos majoritários. Por isso defendemos as primárias já nas eleições de 2012”.

As prévias foram motivo de polêmicas no PSDB há dois anos, quando Aécio fez ampla defesa das eleições internas, contrastando com o ex-governador de São Paulo, José Serra, que embora não tenha se posicionado contra a consulta aos filiados, nunca despendeu esforços para isso. À época, Serra e Aécio duelavam pelo posto de candidato tucano à Presidência da República em 2010. O mineiro desistiu, e Serra foi à disputa.

Na carta, a juventude tucana listou, além das prévias, outras bandeiras. A primeira é a transformação da corrupção, tema que marcou o noticiário político em 2011, em crime hediondo.

“Não podemos permitir que crimes de corrupção terminem sempre de forma inconclusiva e impune. Por isso propomos transformar crimes de corrupção em crime hediondo para que processos como o do ‘mensalão’ (sic) não se estendam por anos sem punição aos condenados”, diz a Carta de Goiânia.

Os jovens tucanos sustentaram ainda que o PSDB “deve sair na vanguarda do clamor popular pela ética e não permitir em seus quadros nenhum candidato que não seja ‘Ficha Limpa’.

A juventude tucana também defende no documento a redução da maioridade penal para 16 anos “sem idade mínima para crimes hediondos”, o fim do alistamento militar obrigatório e o direito a meia – entrada em eventos culturais e esportivos para jovens até 24 anos – uma forma, segundo eles, de acabar “com a atual corrupção gerada pela emissão descontrolada de carteirinhas estudantis”.

Os jovens tucanos advogaram ainda pelo voto distrital puro.