Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonômia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

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 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Aécio vai apoiar Virgílio em Manaus

Aécio: Virgílio recebe em Manaus senador e possível candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, Aécio Neves (MG).

Aécio: eleições 2012 e presidente 2014

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 Aécio: senador vai a Manaus apoiar Virgílio

Aecio: Virgílio recebe em Manaus senador e possível candidato do PSDB à Presidência da República em 2014,Aécio Neves (MG).

Fonte: Estado de S.Paulo

Manaus será maior vitória do PSDB, afirma Virgílio

Líder nas pesquisas na capital do Amazonas, ex-senador que liderou oposição a Lula diz que, ‘confirmada derrota de Serra’, seu eventual êxito será simbólico

Aécio e Virgílio – O candidato do PSDB à prefeitura de Manaus, Artur Virgílio, afirmou que, se vencer no 2.º turno – ele lidera as pesquisas de intenção de voto -, esse será o resultado mais simbólico para os tucanos nas eleições deste ano. Em entrevista ao Estado, o ex-senador e líder da oposição nos oito anos do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou uma eventual derrota do candidato tucano em São Paulo, José Serra.

“Se for confirmada a derrota do Serra, (a minha vitória) é a mais simbólica para o partido”, afirmou Virgílio anteontem. “Digo isso com pesar porque tenho uma consideração muito grande pelo Serra, tenho respeito, pessoal e intelectual, por ele. Carinho também. Mas são os aprendizados que a história de um povo oferece. São Paulo precisa disso, talvez. Ameaçou ir de (Celso) Russomanno (candidato derrotado do PRB), está indo agora de (Fernando) Haddad. ‘Meno male’, né?”, afirmou o candidato do PSDB em Manaus.

De acordo com sondagens realizadas pelo Ibope e outros institutos locais na semana passada, o ex-senador lidera a disputa e venceria a eleição com 70% dos votos válidos, em média. Sua adversária, segundo essas pesquisas, a senadora Vanessa Grazziotin (PC do B), ficaria na faixa dos 30%. Na noite de segunda-feira, a candidata do PC do B contou com o reforço da presidente Dilma Rousseff, que esteve em Manaus para participar de um comício que reuniu cerca de 40 mil pessoas, conforme estimativa dos organizadores. A Polícia Militar estimou em 30 mil pessoas o público do comício.

Aécio. Com liderança folgada nas pesquisas, o tucano recebe hoje para um comício o senador e possível candidato do PSDB à Presidência da República em 2014, Aécio Neves (MG). Antes, o tucano mineiro visita São Luís, no Maranhão, onde o partido disputa o segundo turno com João Castelo.

Aécio tem rodado o País para fazer campanha com candidatos aliados e, consequentemente, tornar-se mais conhecido do eleitorado de fora de Minas Gerais para suas pretensões em 2014.

De acordo com Virgílio, a presença do presidenciável mineiro em Manaus é o reconhecimento do partido da importância de sua vitória. Algo que, segundo ele, não ocorreu em 2010.

Nas eleições daquele ano, Virgílio foi derrotado em sua tentativa de se reeleger ao Senado. Perdeu justamente para Vanessa e para o ex-governador e principal líder político do Amazonas atualmente, Eduardo Braga (PMDB) – líder do governo no Senado. Um dos principais críticos do governo Lula no período em que estava no Congresso, o tucano atribui à atuação do ex-presidente a responsabilidade pela sua derrota.

“A vinda do Aécio não é apenas para agregar. Trata-se mais de o partido participar de uma eleição que tem um peso simbólico muito forte. Algo que não foi compreendido muito bem em 2010″, afirmou o candidato tucano. “Naquela ocasião, era simbólico para o Lula me derrotar e não foi simbólico para o partido me preservar”, lamentou Virgílio.

Mágoa. De acordo com ele, a derrota em 2010 “azedou” sua relação com a direção do partido. “Acho que depois de todo mundo fazer esforço e o resultado ser negativo, tudo bem. Mas tratar a candidatura do líder da oposição por oito anos, que tinha sido líder do governo e secretário-geral daPresidência da República do governo tucano, que tinha sido secretário-geral do partido por três anos, como algo sem importância, não dá para entender”, reclamou o candidato.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,manaus-sera-maior-vitoria-do-psdb-afirma-virgilio–,950006,0.htm

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas. Oposição deve buscar interlocução com a sociedade, comentou.

Aécio Neves 2014

Fonte: Liderança do PSDB no Senador

Aécio Neves Senador comemora vitória do PSDB e aliados em 85% do municípios de MG

“Resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje”

 Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

O senador Aécio Neves comemorou o resultado obtido pelo PSDB e pelos partidos aliados no primeiro turno das eleições municipais de 2012 em Minas Gerais. A base de apoio de Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia saiu vitoriosa em 85% dos municípios mineiros. Para o senador, a expressiva vitória alcançada comprova que a população aprova o modelo de boa gestão implantado no Estado e hoje aplicado com sucesso em municípios mineiros.

“Temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado, e podemos comemorar a vitória e o reconhecimento dos eleitores, que chega perto de 85% do total das prefeituras em Minas. O PSDB continua sendo um partido majoritário em Minas Gerais (com 143 prefeitos eleitos). O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, quando assumi, e que se mantém vivo e sólido até hoje, valorizando o rigor e o bom uso do dinheiro publico”, afirmou o senador, em entrevista.
Capital mineira

A reeleição de Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte, com o apoio do PSDB e com grande participação de Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, já no primeiro turno, foi considerada pelo senador uma vitória dos belo-horizontinos.

“O resultado foi excepcional. A vitória de uma administração séria, bem avaliada e comprometida com investimentos extremamente importantes para a cidade. O PSDB colocou o interesse de Belo Horizonte à frente. Não fiquei preocupado em termos uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para a população de Belo Horizonte“, disse o senador.

Para Aécio Neves, o prefeito Márcio Lacerda terá, em seu segundo mandato, ainda melhores conduções de fazer uma administração exitosa, pautada pela gestão de qualidade e no atendimento às demandas da população. Lacerda foi secretário deDesenvolvimento Econômico do governo Aécio Neves e lançado candidato a prefeito em 2008 pelo então governador de Minas.

“Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. A prefeitura de BH será mais ágil e mais eficiente. O PT ocupava mais de 900 cargos comissionados. Sempre defendi que o administrador público deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Marcio terá mais liberdade para fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui”, afirmou o senador.

Segundo turno

Aécio Neves garantiu que o PSDB vai se posicionar em relação aos municípios mineiros onde ocorrerá segundo turno. Também em relação ao desempenho nacional do PSDB e aliados, o senador comemorou o resultado saído das urnas nesse primeiro turno.

“O PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade. Esta será a tarefa a que me dedicarei em 2013“, concluiu o senador Aécio Neves.

Aécio Neves 2014 Link da matéria: http://www.lidpsdbsenado.com.br/2012/10/aecio-comemora-vitoria-do-psdb-e-aliados-em-85-dos-municipios-de-mg/

Aécio: senador espera que Dilma cumpra promessas

Aécio: “O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios”, criticou o senador.

Aécio Neves: obras em Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves 

Aécio Neves critica centralismo do governo federal

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, diz o senador

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, disse o senador Aécio Neves.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou a postura do governo federal de não dividir recursos e responsabilidades com estados e municípios. Em entrevista, o senador disse que o centralismo do governo tem gerado atrasos em obras e investimentos importantes para o País.

As críticas do senador foram feitas ao comentar os anúncios de obras para Minas Gerais feitos recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Aécio Neves afirmou esperar que os investimentos anunciados saiam do papel, embora sejam promessas já feitas pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas que não foram cumpridas.

“Quem hoje tem condições de fazer investimentos é o governo central, que concentra mais de 60% de tudo que se arrecada no Brasil. Isso tem sido perverso para o Brasil. Venho alertando para isso: o atraso para a tomada de decisões, a dificuldade que o governo federal tem em transferir para os estados essas responsabilidades. Esse centralismo decisório faz mal ao país. O Brasil está deixando de ser uma Federação, estamos nos transformando quase em um estado unitário, tamanha a concentração de receitas e de poder nas mãos da União. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência. O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios, algo que já poderia ter feito”, afirmou o senador Aécio Neves.

BR 381 e Anel Rodoviário

Dos R$ 4 bilhões prometidos pela presidente para obras de infraestrutura em Minas – a maior parte rodoviária – apenas R$ 17 milhões foram autorizados até o momento. Uma dessas obras é a duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. No entanto, as melhorias da chamada “Rodovia da Morte” ainda não tiveram projeto iniciado.

“São os mesmos compromissos reeditados, e com muito atraso. Eu, com o próprio ex-presidente Lula, conversei sobre isso inúmeras vezes. Estamos aí com o lançamento de um projeto, pelo menos um conjunto de boas intenções, que respeitamos, mas que precisa ser acompanhada a par e passo, porque as experiências que temos com o governo federal são de muitos anúncios e poucas obras. Esse projeto é algo para daqui a cinco, seis anos, estar efetivamente em obras”, disse.

Aécio Neves – Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br

Juiz de Fora presta sua última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo velório, além das principais

Emoção para uma cidade

Fonte: Alessandra Mello e Amanda Almeida  – Estado de Minas

Juiz de Fora presta sua última homenagem ao ex-presidente e senador Itamar Franco. Cerca de 30 mil pessoas passaram pelo velório, além das principais

Uma bandeira gigantesca de Minas Gerais cobria ontem parte da fachada da Câmara Municipal de Juiz de Fora, onde foi velado por todo o dia e madrugada o corpo do ex-presidente ItamarFranco (PPS), de 81 anos. Foi uma homenagem a um político que nunca escondeu seu amor pelo estado.Em clima de emoção, a cidade na Zona da Mata, terra que Itamar adotou como natal, parou para se despedir de um dos seus filhos mais ilustres. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 30 mil pessoas passaram pelo local para dar adeus ao senador, que morreu no sábado, em São Paulo, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC).

O corpo de Itamar chegou na manhã de ontem ao aeroporto de Juiz de Fora, em avião da Força Aérea Brasileira (FAB), coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas Gerais. Minutos antes, também em aeronave da FAB, chegaram as filhas do senador, Georgiana Surerus Franco, de 40 anos, e Fabiana Surerus Franco, de 39. Elas estavam acompanhadas de outros familiares e amigos de Itamar, entre eles o ex-ministro da Casa Civil, Henrique Hargreaves.

Um caminhão aberto do Corpo de Bombeiros levou o corpo de Itamar, saudado pela população no trajeto até a Câmara, cuja fachada foi envolvida por cerca de 70 coroas de flores, uma delas enviadas pela presidente Dilma Rousseff (PT), que vai se despedir do ex-presidente no velório que será feito hoje em Belo Horizonte, no Palácio da Liberdade. Mas o mundo político marcou presença ontem em Juiz de Fora.Prestaram a última homenagem ao senador na cidade os ex-presidentes José Sarney, Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Michel Temer, colegas do Senado, como Magno Malta (PR-ES), Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), além de deputados estaduais e federais e políticos locais, como o prefeito Custódio Mattos (PSDB).

A previsão era de que o corpo do ex-presidente fosse levado para Belo Horizonte na manhã de hoje, com chegada às 8h30 à capital. Depois do velório no Palácio da Liberdade, Itamar será cremado em Contagem, na Grande BH. Suas cinzas serão levadas de volta para Juiz de Fora, sendo depositadas no túmulo de sua mãe, dona Itália Franco, no cemitério municipal.

No fim da tarde, foi celebrado culto ecumênico, comandado pelo monsenhor Miguel Falabella de Castro, vigário-geral da Arquidiocese de Juiz de Fora, e também pelo pastor Carlos Bonifácio (PRB), presidente da Câmara Municipal. Moradores não esvaziaram o local em momento algum.

Sarney, Collor e Lula marcaram presença no velório de Itamar em Juiz de Fora. O petista desembarcou sob aplausos, e o senador do PTB enfrentou vaias. Dilma estará em BH hoje

Cortejo de ex-presidentes
Aplaudido na entrada e na saída da Câmara Municipal , Lula se despede do senador 

Juiz de Fora – Três ex-presidentes da República foram a Juiz de Fora, na Zona da Mata, a 260 quilômetros de Belo Horizonte, participar do velório do ex-presidente e senador Itamar Franco (PPS-MG), 81 anos, que faleceu sábado de manhã, vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internado desde 21 de maio para tratamento de leucemia. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) chegaram a Juiz de Fora em companhia do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB). Os três seguiram juntos no mesmo veículo, para a Câmara de Vereadores, no Centro de Juiz de Fora, onde Itamar foi velado.

No aeroporto, um grupo de cerca de 100 pessoas que aguardava a chegada de Lula ficou surpreso ao ver descendo do avião da FAB três dos quatro ex-presidentes da República que ainda são vivos. Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP) era o único que não estava presente. Muitos tentaram fotografar os três juntos, mas eles não se aproximaram do portão onde estava o grupo, apesar dos pedidos insistentes.

Lula era o mais esperado pela população, que, desde cedo, tomou conta do Parque Halfeld em frente à Câmara para se despedir de Itamar e também ver de perto figuras importantes da política brasileira. Ele foi aplaudido ao descer do carro oficial depois de Sarney e também quando deixou a cerimônia em direção ao aeroporto. Já o ex-presidente Collor não teve a mesma recepção calorosa. O primeiro presidente da República eleito democraticamente após queda do regime militar e de quem Itamar foi vice foi vaiado todos as vezes em que apareceu.

Na saída da cerimônia, sem se incomodar com as vaias, Collor caminhou em direção a pessoas que gritavam seu nome e também vaiavam e cumprimentou algumas. Uma delas, uma mulher de cerca de 40 anos, gritava sem parar o nome de Collor, dizia que tinha votado nele para presidente e afirmava que o ex-presidente um dia ainda ia voltar para o Palácio do Planalto. Ela pediu para tirar uma foto com ele. Prontamente, Collor atendeu o pedido de sua eleitora, que não quis dar entrevistas. Foi a única manifestação de simpatia que o atual senador recebeu em Juiz de Fora. Ele ainda deu um abraço em outro manifestante, o vendedor Romildo Cabral dos Santos, 48 anos, que disse ter votado em Collor e ficado decepcionado com seu desempenho. “Mas não vaiei ele. Se não posso aplaudir também não vaio. Mas não ia recusar o cumprimento dele”, afirmou.

Ao ser questionado sobre as vaias a Collor, Pedro Simon (PMDB-RS), um dos senadores que marcaram presença no velório, fez comparação entre o ex-presidente cassado e Itamar. “Não há no mundo dois pontos tão equidistantes como Itamar e Collor. Acho que, tirando o fato de eles falarem português, não há mais nada em comum entre eles”, provocou, acrescentando que não ficou perto de Collor durante velório.

Os três ex-presidentes ficaram no velório por cerca de 40 minutos e foram embora sem dar entrevista para a imprensa. Representando a presidente Dilma Rousseff, que vai participar hoje do velório no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) destacou a passagem de Itamarpela Presidência da República. “É um exemplo para todos nós que fazemos a vida pública. Especialmente porque ele foi praticante de um dos atos mais importantes do país: a estabilidade em relação à inflação. Ele teve coragem de lançar o Plano Real, que manteve o Brasil nos trilhos de uma boa economia. Deixa exemplo de honestidade.”

Governador ressalta patriotismo
O governador de Minas Gerais, Antonio Augusto Anastasia (PSDB), também participou do velório, entre outras autoridades do estado. Em entrevista, Anastasia destacou o sentimento de pesar da população mineira pelo falecimento de Itamar . O governador destacou as cenas “de patriotismo” que presenciou durante o cortejo entre o aeroporto e a Câmara Municipal. “As pessoas com bandeiras, várias pessoas chorando, demonstrando o grande apreço e o sentimento carinhoso que especialmente o povo de Juiz de Fora tem por esse grande líder mineiro e brasileiro que nós perdemos, o nosso presidente Itamar Franco”, contou. Ele destacou ainda que “Itamar Franco foi um homem cuja autoridade moral, cuja respeitabilidade, estiveram ao longo desses anos todos a serviço de Minas e do Brasil”.

O governador lembrou-se dos tempos de campanha: “Tive a oportunidade, a honra e até o privilégio de ficar ao lado dele diariamente por mais de 60 dias, pude ainda mais aprender com ele seus aconselhamentos de natureza ética, de probidade, de respeito, de responsabilidade social que Itamar tinha com grande força. Todos nós políticos brasileiros temos o dever de seguir o seu exemplo e se inspirar em sua conduta.”

Colegas de Senado, como Magno Malta (PR-ES), que fez questão de ficar ao lado do corpo, Pedro Simon (PMDB-RS), Clésio Andrade (PR-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL), marcaram presença, além do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), outros deputados federais e estaduais. Clésio lembrou-se do conselho de Itamar, quando foi eleito vice-governador com Aécio Neves (PSDB). “Queria apoiar Lula, mas Aécio fazia oposição. Conversei com o Itamar e ele me disse que deveria fazer o que queria. No dia seguinte, ele me levou a encontro com Lula”, disse.

Aécio Neves: “Serei a voz de Minas no Senado”

Fonte: Estado de Minas

“Serei a voz de Minas no Senado”

Entrevista/AÉCIO NEVES

Ex-governador diz que é preciso existir no país um compromisso em torno das reformas

“A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais”
Na era pós-Lula, o ex-governador Aécio Neves (PSDB), candidato ao Senado, pretende, se eleito, fazer o que mais gosta: política. Articular a maioria no Senado, para viabilizar reformas estruturais no país, é um dos principais objetivos do tucano, que reclama do Congresso Nacional uma atuação mais transparente e uma pauta de temas de interesse da nação. “Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido”, afirma. Ele defende as reformas tributária, política e da Previdência e acha necessária a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, e a revisão da Lei dos Royalties para o setor da mineração. O candidato fala ainda sobre a “falta de generosidade” do PT para reconhecer avanços nos governos que antecederam Lula, de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.

Quando em campanha dentro do PSDB pela indicação do partido para concorrer à Presidência da República, o senhor lançou a expressão pós-lulismo. Por quê?
Apresentei uma proposta alternativa ao partido, discuti o quanto pude, viajamos em vários estados levando a proposta de uma candidatura pós-lulismo, olhando para o futuro, que reconhecesse os avanços que vêm ocorrendo no Brasil após esses últimos anos a partir principalmente do governo Itamar Franco, passando pelo governo Fernando Henrique Cardoso e pelo governo Lula. Sinto-me incomodado que o PT não tenha essa generosidade de considerar o que os outros fizeram. O presidente Itamar Franco, quando assumiu o governo no momento de crise, do impeachment de um presidente, o PT negou-se a dar a ele apoio porque tinha um candidato à Presidência da República que aparecia como favorito: o próprio Lula. Quando veio o governo do presidente FHC, apresentamos o Plano Real. O PT se colocou contra porque achava que isso poderia, como acabou acontecendo, fortalecer a candidatura do FHC. Prevaleceu o interesse do partido e não do país. O PT tem essa incapacidade de reconhecer que não teria havido o governo Lula se não tivesse havido o governo FHC e Itamar, a estabilidade econômica. Então propunha algo que reconhecesse em todos os governos um papel muito importante, de apontar para o país uma nova agenda de convergências, de reforma, independentemente de quem fosse governo ou oposição.

Se eleito, como será a sua atuação no Senado na era pós-Lula: na condição de situação ou de oposição?
Eu tive já uma experiência importante no Congresso. Fui parlamentar por 16 anos, fui líder do PSDB no governo FHC por quatro anos, fui presidente da Câmara dos Deputados e consigo distinguir de forma muito clara aquelas que são questões de Estado, que interessam ao país, e aquelas que são questões de governo. É muito importante que haja um compromisso de governo e da oposição, independentemente de quem seja governo e oposição, em torno das questões de Estado. E eu esclareço o que é isso: a reforma política, a reforma tributária, a própria reforma do Estado brasileiro, a reforma da Previdência são questões que precisam acontecer independentemente de quem seja o próximo presidente da República. O que acho que poderá ser o meu papel, se vier a ser eleito, é construir uma maioria da qual participem setores ligados ao eventual futuro governo e da oposição para viabilizar essa agenda. Eu gosto da atividade parlamentar, gosto da discussão. Acho que o Congresso está devendo ao país – e o Senado em especial – uma atuação mais transparente, com uma pauta mais diretamente ligada ao interesse do país. Somos todos caudatários das decisões do Executivo. O Congresso anda curvado, subjugado pela força do Poder Executivo. Pretendo fazer articulação muito além de Minas. Quero que Minas tenha uma bancada de pelo menos 30 senadores ligados a nós, de vários partidos, nos ajudando a defender nossos interesses. O meu papel é ser a voz de Minas no Senado.

As reformas retornam à pauta em toda campanha política, mas, ao final, não se concretizam. Por quê?
A agenda de reformas ou ocorre nos primeiros seis meses de governo, quando todo o Executivo recém-eleito e o parlamento foram hidratados, oxigenados pelas urnas, ou elas não acontecem mais. Então, de todas as prioridades, a primeira delas é construirmos nos primeiros seis meses um consenso, independentemente de quem seja o próximo presidente da República. Nós, ao longo dos últimos 16 anos, assistimos a uma oposição que não fez bem ao país. Tanto o PT em relação ao governo Fernando Henrique, que encontrava vício de origem em tudo o que vinha do Executivo, se colocava contra – como fez com o Plano Real e com a Lei de Responsabilidade Fiscal, para citar apenas dois marcos -, nós mesmos do PSDB, em determinados momentos, fomos por esse mesmo caminho. Acho que o Brasil está maduro o suficiente para que a oposição e a base governista se entendam, repito, em torno de reformas que permitirão ao Brasil superar gargalos enormes e que possibilitarão crescimento muito maior, muito mais vigoroso do que tem ocorrido. O Brasil avançou muito ao longo de todos esses últimos governos. Mas do ponto de vista congressual, estrutural, nós não avançamos. Porque quem estava na oposição, o PT e depois nós, não trabalhávamos no sentido de viabilizar. E não houve vontade política suficiente, do atual governo em especial, porque teve maior tranquilidade – diferentemente do governo FHC, que teve quatro crises econômicas sucessivas. O presidente Lula não demonstrou vontade política de enfrentar contenciosos em torno dessas reformas.

O que faltou ao governo federal para impulsionar as reformas?
O atual governo tem muitas dificuldades de enfrentar contenciosos. Eu me lembro que na disputa pela reeleição o tema central da campanha do presidente no segundo turno era a reforma política. No momento em que ela começa a incomodar alguns partidos aliados, que temem desaparecer ou fazer fusão, ela sai da pauta.

O senhor vai trabalhar por um novo pacto federativo?
O Brasil caminha infelizmente para formar um estado unitário. A federação está em frangalhos. Essa é outra questão que temos de trazer para a discussão congressual. A raiz dos grandes problemas que o Brasil vive hoje está na concentração absurda de receitas tributárias nas mãos da União com fragilização da federação: 70% de tudo o que se arrecada no Brasil está concentrado nas mãos da União. Então, refundar a federação é prioridade minha. Tenho ideias objetivas de como começar. Por exemplo, a figura estradas federais. É uma figura esdrúxula, só existe no Brasil. As estradas devem ser de responsabilidade dos estados com a transferência integral dos recursos da Cide (imposto dos combustíveis). Esse já seria um primeiro passo nessa direção. Vou além. O Fundo Nacional de Segurança e o Fundo Penitenciário, que ainda têm valores irrisórios e devem ser fortalecidos, são contingenciados sucessivamente pelo governo. Deveríamos determinar que a liberação do Fundo Nacional de Segurança e Fundo Penitenciário seja feita automaticamente por duodécimo para cada estado da federação proporcionalmente à sua população. Medidas como essa têm de ser discutidas no Senado.

O problema dos royalties da exploração do minério e a revisão da Lei Kandir, que desonera as exportações, são pontos que estão na agenda política desta eleição. Como viabilizá-los?
É fundamental que haja posição firme do governo federal. Trabalhamos no novo marco regulador do setor mineral, junto com o ministro Edson Lobão, a proposta de reclassificação e aumento dos percentuais dos royalties foi incluída na proposta entregue ao governo por nós. Essa proposta foi apresentada, mas não houve articulação política para que fosse votada. Nós sabemos o que precisa ser feito, mas o que falta é vontade política do governo federal de encaminhar a questão e bancar essa questão no Congresso Nacional. Eu pretendo, sendo do governo ou não, ter uma posição muito ativa na negociação com o governo. Olha, sinto que falta arte na política brasileira, falta articulação e construção de maiorias negociadas. Essa é uma questão plenamente negociável no Congresso Nacional e é das que mais me estimulam, pois é absolutamente injusta a atual repartição.

Dentro do PSDB, o senhor está agora na primeira posição da fila para ter a indicação de candidato à Presidência da República em 2014?
Não posso disputar uma eleição agora pensando no que vai acontecer comigo lá adiante. O que garanto é o seguinte: quando estiver vou estar articulando em favor de Minas, brigando pelos interesses de Minas, e vamos ver o que acontece lá na frente. Eu gosto de fazer política. Faço com prazer e não preciso estar em determinado cargo para ter toda a minha satisfação atendida. Estou muito bem. E me faz muito bem, me completa em minha atuação política a possibilidade de representar Minas no Senado. A Presidência é muito mais destino e é mesmo. Estou vivendo algo nas últimas semanas, que é ser recebido como estou em todas as regiões do estado, com respeito e carinho das pessoas. Isso me basta. A minha candidatura ao Senado é a nova etapa do mesmo projeto, que passa pela eleição do Anastasia aqui.