Gestão Anastasia: produtor mineiro de carne suína recupera renda com exportações

Setor aumenta vendas externas em quase 200% no primeiro quadrimestre do ano

As vendas da carne suína de Minas Gerais no exterior movimentaram, entre janeiro e abril de 2012, US$ 37,2 milhões, cifra 198,45% superior à registrada no primeiro quadrimestre de 2011. Os números são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez, os bons resultados do quadrimestre confirmam uma tendência de ascensão do produto no mercado mundial em contraponto à retração dos mercados por causa da crise econômica.

O desempenho de Minas Gerais é melhor que a média nacional. Os dados do Brasil mostram que as exportações de carne suína no primeiro quadrimestre movimentaram cerca de US$ 434,0 milhões, uma retração de 3,6% diante dos resultados do mesmo período de 2011.

Segundo Albanez, a soma obtida com a comercialização da carne suína no exterior é consequência do aumento dos embarques do produto para 13 mil toneladas (143,59%) e do preço médio na faixa de US$ 2,8 mil a tonelada, equivalente a uma progressão de 22,51% diante do valor registrado no primeiro quadrimestre de 2011.

Ele observa que os dados do primeiro trimestre de 2012 já mostravam a carne suína de Minas, por meio do aumento do valor médio e da expansão das vendas nos mercados de destino, superando os resultados negativos do ano anterior e firmando-se no cenário internacional.

A Rússia manteve a liderança das importações da carne suína mineira no quadrimestre, com 45,8% do valor exportado. Em seguida vêm Hong Kong (21,9%), Ucrânia (16,2%) e Albânia (5,8%). Os quatro destinos adquirem 89,7% do produto colocado por Minas no mercado externo. Outros 17 países também fazem parte da relação de compradores.

Cenário alternativo

Para o superintendente, “o mercado internacional se transformou em boa alternativa para a colocação da carne suína mineira numa fase em que o cenário brasileiro se mostrava pouco sustentável para os negócios da suinocultura”. Dados de 2011 mostram que, enquanto os abates inspecionados do setor no Estado alcançavam 4,1 milhões de cabeças, ou 390,4 mil toneladas, as exportações de todo o ano foram de apenas 6,6% daquele volume. Já no primeiro quadrimestre deste ano, o volume exportado equivale a 49% das exportações de 2011, ele acrescenta.

“O aumento das exportações é oportuno porque os produtores fizeram altos investimentos em matrizes no ano passado para atender a um possível aumento do consumo interno e externo. Mas houve obstáculos, como as barreiras da Argentina às importações e o consequente aumento da oferta de carne suína no Brasil, principalmente por causa do grande volume da carne procedente das granjas do sul do país.

“Além de superar parte do problema por meio das exportações, os suinocultores de Minas agora têm a expectativa de melhoria também do mercado interno, começando com a possiblidade de boas vendas da carne para o Dia das Mães”, explica Albanez.

Exportações de carne suína jan/abr2012:

Minas:US$ 37,2 milhões (+198,45%)

Embarques: 13,0 mil t (+143,59%)

Brasil:US$ 434,0 milhões (-3,6%)

Embarques: 168,3 mil/t (+0,96%)

Álcool e café

O álcool foi o produto do agronegócio mineiro com maior índice de crescimento (370,4%) nas vendas externas, ao registrar uma receita da ordem de US$ 16 milhões. Esses números resultaram do aumento dos embarques para 13,3 mil toneladas (325,0%) e do valor médio do produto para US$ 1,2 mil a tonelada (10,7%).

A quebra das barreiras dos Estados Unidos ao álcool brasileiro tem contribuído para o aumento das exportações do produto. No primeiro quadrimestre de 2012, o país adquiriu 99,9% do alcool embarcado por Minas. O restante foi destinado ao Paraguai e Guiné Equatorial.

No grupo café, apesar da retração das exportações do produto em grão, o processado (solúvel) teve vendas de US$ 6,3 milhões, valor cerca de 13,0% superior ao registrado em idêntico período de 2011. Embora os embarques tenham se mantido praticamente no mesmo nível, em torno de mil toneladas, o produto alcançou uma cotação média de US$ 5,9 mil a tonelada, equivalente a um aumento de 13,4% na comparação com o valor registrado entre janeiro e abril do ano passado.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtor-mineiro-de-carne-suina-recupera-renda-com-exportacoes/

Governo de Minas: pesquisas da Epamig consolidam sistema de produção eficiente de leite

Na última década, Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1

José Reinaldo Mendes Ruas/EPAMIG

O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite. Minas Gerais destaca-se por ter o maior rebanho bovino leiteiro, além de ser o maior produtor nacional. O Estado produz 8,4 bilhões de litros, representando 27,3% do total produzido no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma das principais características do rebanho bovino no Brasil é sua composição: 74% das vacas são mestiças e produzem 1.276 kg de leite por lactação. Minas possui 7,4 milhões de fêmeas, sendo 5,4 milhões cabeças em lactação, o maior plantel do país.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve pesquisas para o sistema de produção de leite com vacas mestiças há 14 anos. Esse sistema utiliza fêmeas F1 (cruzamento de Holandês e Zebu – HZ), mantidas em regime de pasto durante o verão e suplementadas em cocho com volumoso (tais como silagens de milho, sorgo e capineiras; os fenos, a cana-de-açúcar e as palhadas) durante o inverno. Na última década, a Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1. As pesquisas têm como base animais mestiços, que têm proximidade maior com a realidade do produtor mineiro e brasileiro.

Embora seja o maior estado produtor de leite, Minas Gerais ainda apresenta baixos índices de produtividade. Segundo o pesquisador da Epamig, José Reinaldo Mendes Ruas, a pecuária é uma atividade desenvolvida, principalmente, em sistema de pasto e este pasto está hoje com alto nível de degradação. “A Epamig, responsável pela pesquisa agropecuária de Minas Gerais, tem a oportunidade de contribuir para a mudança deste quadro”. O pesquisador conta que desde 1998 são desenvolvidas pesquisas em sistema de produção de leite na Fazenda Experimental de Felixlândia (FEFX), no Centro-Oeste do Estado, e, atualmente, a fazenda é referência devido aos diversos projetos desenvolvidos – em parceria com universidades e com apoio de diversas fontes fomentadoras estaduais e federais. A Fazenda de Felixlândia possui área de 890 hectares, com solos de cerrados em sua maior extensão.

Além das pesquisas, são realizados na FEFX cursos, treinamentos, dias de campo e visitas técnicas. Através do Programa Estadual da Cadeia Produtiva do Leite (Minas Leite), lançado em 2005 e coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram capacitados na FEFX mais de 500 participantes, dentre eles técnicos, produtores rurais, estudantes e, principalmente extensionistas.

“A integração com a extensão é muito positiva, pois os profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) têm mais contato com o produtor rural, que será o grande beneficiado com a utilização dessas novas técnicas”, afirma o gerente da FEFX, Arismar de Castro.  O Minas Leite já atende a 1.036 propriedades de agricultores familiares do Estado. Em 2011, houve um crescimento de 62% em relação ao volume de fazendas incluídas até o ano anterior, segundo o coordenador do programa pela Seapa, Rodrigo Puccini Venturin.

De acordo com o pesquisador José Reinaldo, nesses anos de pesquisa as avaliações econômicas apontaram que é possível produzir leite com rentabilidade. “Quando iniciamos as pesquisas em gado de leite F1, na FEFX, as vacas produziram em torno de 2.000 kg por lactação na primeira cria. Com a adoção das tecnologias geradas pelo próprio sistema – aumento de peso, amansamento, frequência de ordenha – essa produção ultrapassou 3.000 kg na primeira cria”, explica Ruas. Os resultados demonstraram que vacas F1 foram capazes de produzir bezerros de qualidade, quando considerados o ganho médio diário e o peso do desmame, podendo contribuir para a sustentabilidade da produção. “A venda desses bezerros pode complementar a receita da propriedade”, explica o pesquisador.

José Reinaldo afirma que o Sistema desenvolvido pela Epamig demonstra que fêmeas F1 HZ mostraram-se eficientes para produzir bezerro e leite em sistema de pastagens nas condições do Brasil Central. Quando o produtor chega na Fazenda Experimental de Felixlândia ele se identifica com o modelo de produção da Epamig e vê a possibilidade de adotá-lo em sua propriedade”, ressalta.

Segundo o pesquisador, as tecnologias geradas permitem flexibilidade e oferecem vantagens econômicas, além de serem de fácil aplicabilidade e de administração simples. “Fatores como localização da propriedade, processos gerenciais adotados, tamanho de rebanho e qualidade da mão de obra podem causar diferenças, portanto, é importante o acompanhamento zootécnico e financeiro do Sistema de Produção”, alerta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisas-da-epamig-consolidam-sistema-de-producao-eficiente-de-leite/

Gestão Anastasia: cotação da mandioca estimula produtor de Minas Gerais

Próximo plantio deve aumentar para atender ao mercado na Copa do Mundo

Divulgação/Seapa MG
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca

Com base nos resultados contabilizados nos dois últimos meses, os produtores mineiros de mandioca para consumo de mesa apostam na manutenção de boas vendas em 2012. Neste início de colheita, o valor da caixa de 22 quilos nas propriedades alcança até R$ 20,00, uma alta de 150% em relação ao preço médio registrado há um ano, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A perspectiva de aumento da remuneração, principalmente no período de frio, estimula os agricultores de Bonfim, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Eles estão interessados também na ampliação da área plantada de mandioca, a partir de outubro, para atender ao possível aumento do consumo na Copa do Mundo de 2014.

O extensionista da Emater-MG, Sidney Lacerda Marcelino do Carmo, explica que o período de cultivo da mandioca é de cerca de um ano e meio. “Portanto, a parte principal da colheita nas lavouras em expansão deverá coincidir mesmo com o período dos jogos, e tudo indica que a demanda do produto pelos bares, restaurantes e hotéis será incrementada”, ressalta.

Produtor tradicional

Diante da perspectiva de aumento temporário do número de consumidores –  grande parte constituída por turistas dispostos a pagar mais pelo produto –, os agricultores de Bonfim acreditam que a posição do município como um dos polos tradicionais da mandioca em Minas será reforçada. Entre os 500 produtores locais que se dedicam à cultura, a maioria trabalha em lavouras de até quatro hectares, conforme a avaliação de Sidney Lacerda.

“Além de aumentar a área de plantio, os produtores também deverão investir mais em tecnologia”, enfatiza o extensionista. Por enquanto, o foco para os produtores é atender à expansão da demanda por mandioca no mercado da RMBH. Dados da Ceasa Minas mostram que, no acumulado de fevereiro e março deste ano, o município de Bonfim colocou no entreposto 1,1 mil tonelada de mandioca. Esse volume equivale a 37,1% da entrega total do produto pelos agricultores mineiros à Ceasa nesse período.

Da lavoura do agricultor Vandeir Fernandes do Carmo, numa área de 20 hectares, saíram 18 mil caixas de 22 quilos em 2011. Embora a colheita prevista para este ano seja um pouco menor, por causa de problemas climáticos no período anterior, a cotação do mercado deverá compensar. “O preço varia de R$ 25,00 a R$ 26,00 a caixa nas vendas para a Ceasa e para um grande supermercado de Belo Horizonte”, ele explica.

O custo médio de produção, principalmente com a aquisição de adubo e calcário, é R$ 4,00 por caixa, segundo a avaliação do produtor. “Por isso, a caixa deve ser vendida no mínimo por R$ 10,00 para garantir algum retorno”, finaliza Vandeir.

Agricultura familiar

De acordo com o Censo Agropecuário 2006 do IBGE, a agricultura familiar em Minas, contando com cerca de 440 mil estabelecimentos, responde por 84% da produção estadual de mandioca (o total estimado para este ano é 808,4 mil toneladas). Para o subsecretário de Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, esse número mostra a importância da atividade voltada para um produto utilizado em grande escala na culinária do Estado, tanto para o consumo “in natura” quanto nas formas processadas.

O subsecretário também observa que as diversas variedades de mandioca existentes em Minas facilitam a produção. “Em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, foram identificadas mais de 30 variedades com resistências diferentes às situações de clima e solo”, ele explica.

Gadelha destaca, ainda, a importância da assistência da Emater-MG aos estabelecimentos de agricultura familiar na adoção de boas práticas com o objetivo de garantir mandioca de alta qualidade para consumo de mesa ou industrialização. “Esse acompanhamento é fundamental também para a inclusão, nos estabelecimentos, de tecnologias de baixo custo que possibilitem o processamento da mandioca conforme as normas de qualidade e segurança alimentar e, como consequência, ajudem a aumentar a renda do produtor”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cotacao-da-mandioca-estimula-produtor-de-minas-gerais/

Gestão em Minas: Emater-MG apresentará modelo de tecnologia sustentável na Expozebu

Sistema de integração, lavoura, pecuária e florestas será destaque na maior mostra de zebuínos do mundo

Emater Uberaba / Divulgação
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) integrará o estande do Governo de Minas na 78ª edição da Exposição Internacional das Raças Zebuínas (Expozebu), em Uberaba, no Triângulo mineiro. No local, ao lado de outras instituições do Estado, a Emater-MG disponibilizará material técnico para os visitantes da feira.

Além disso, extensionistas estarão disponíveis ao público para esclarecer eventuais dúvidas relativas aos trabalhos desenvolvidos pela extensão rural e divulgar as políticas públicas do setor. Programada para o período de 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, a Expozebu é considerada a maior mostra de zebuínos do mundo. A feira é realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Além de integrar o estande do Estado, a Emater-MG também marcará presença no Espaço da Sustentabilidade, área dedicado pelos organizadores do evento à exibição de práticas sustentáveis na agropecuária. Segundo o gerente da regional Emater-MG de Uberaba, Gustavo Laterza, será disponibilizada a “maquete viva” de uma unidade demonstrativa do sistema Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

“A ILPF é um exemplo de tecnologia sustentável, pois consiste em diferentes sistemas produtivos implantados na mesma área, em consórcio de rotação ou em sucessão. O sistema promove uma importante integração, envolvendo o plantio de árvores, grãos e forragens para recuperação de pastagens. E isso proporciona a produção de alimentos e de energia renovável de madeira. A ILPF fomenta a geração de empregos, renda e melhores condições ao produtor rural, estimulando uma harmonia entre produção e meio ambiente”, argumenta.

Desde o ano passado, a Emater-MG de Uberaba vem incentivando a ILPF nos municípios que compõem a regional, por meio da implantação de treze unidades demonstrativas. Cinco unidades com esse fim já foram montadas e outras oito estão em curso, segundo o gerente da regional da empresa. Os municípios que estão recebendo as unidades são Uberaba, União de Minas, Frutal, Pirajuba, Conceição das Alagoas, Campo Florido, Itapagipe, Tapira e Sacramento, de acordo informações do coordenador técnico regional da Emater-MG, Wilson Marajó.

“Esta tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa e cabe à extensão rural, por meio da Emater-MG, compartilhar as informações com os produtores rurais. Trata-se basicamente de três culturas numa mesma área: lavoura de milho ou sorgo, pastagem e floresta de eucalipto”, explica Laterza. Ele pontua mais objetivos do Programa da ILPF, como diminuir impactos ambientais, oriundos da atividade agrícola e pecuária; e preservar florestas nativas e matas ciliares, diminuindo a necessidade de desmatamento de novas áreas.

Pró-Genética

O Projeto de Melhoria Genética do Rebanho Bovino do Estado de Minas Gerais (Pró-Genética) também marcará presença na Expozebu 2012. No próximo dia 03, às 14h, a Emater-MG participará de uma reunião para apresentar os resultados e oportunidades de expansão do programa em outros estados. O programa, incentivado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pela Emater-MG, promove feiras de touros geneticamente melhorados e registrados, em parceria com a ABCZ e outras entidades. Também promove ações educativas.

Em 2011, o Pró-Genética promoveu 15 feiras em todo o Estado, com a comercialização de 279 touros. A regional Emater-MG de Uberaba teve o maior número de eventos, com a realização de seis feiras e a comercialização de 118 animais, representando 42% das vendas em Minas.

Iniciado em 2006, o Pró-Genética é um programa do Governo de Minas que objetiva melhorar a qualidade genética do rebanho bovino do Estado para fortalecer as cadeias produtivas da carne e do leite nas propriedades típicas do Estado, voltado, principalmente, para os pequenos produtores.

Já na próxima quarta-feira (02), a Emater-MG participará da reunião do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro, composto por 30 sindicatos rurais associados. Na oportunidade a empresa pública mineira vai mostrar o trabalho da extensão rural no estado. No dia 08, em outra reunião na Expozebu, promovida pela a Associação Pontal Leite, a Emater-MG vai mostrar as ações de incentivo à bovinocultura de leite, por meio de programas como Minas Sem Fome e o Minas Leite.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/emater-mg-apresentara-modelo-de-tecnologia-sustentavel-na-expozebu/

Governo de Minas: Alberto Pinto Coelho participa do lançamento da SuperAgro 2012

Vice-governador ressalta importância do agronegócio mineiro para o país

Carlos Alberto/Imprensa MG
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local

O vice-governador Alberto Pinto Coelho participou, nesta quinta-feira (19), do lançamento da Superagro 2012, maior e mais diversificada mostra do agronegócio mineiro, que na edição deste ano será realizada entre os dias 3 e 10 de junho, no Parque de Exposições da Gameleira/Expominas. Durante o lançamento do evento, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), o vice-governador ressaltou a importância do Estado para o agronegócio do Brasil.

“Minas Gerais tem a felicidade de ter um sistema operacional de primeira linha no Estado. Temos as universidades e, mais do que isso, fundamentalmente, temos aqueles que se dedicam à atividade e que fazem de Minas Gerais uma referência no setor do agronegócio, que a cada dia ganha maior expressão e maior representatividade na economia de nosso Estado e país”, destacou o vice-governador.

Os promotores da feira estão otimistas para a edição 2012 e esperam bons negócios, após o recorde alcançado pelo Produto Interno Bruto (PIB) agrícola mineiro em 2011, de R$ 118 bilhões, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP. A Superagro é realizada pelo Governo de Minas Gerais – por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) – em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae Minas.

O presidente da Faemg, Roberto Simões, agradeceu o apoio do vice-governador Alberto Pinto Coelho na realização da mostra. “A Superagro tem um significado maior do que exposições comuns. Além da exposição agropecuária, temos uma série de eventos e novidades. A Superagro vai além dos objetivos normais de uma promoção dessa natureza. Além dos negócios, a feira tem o aspecto educativo e social”, afirmou Roberto Simões.

Parque da Gameleira

Durante o lançamento da Superagro 2012, Alberto Pinto Coelho afirmou que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local, mantendo as principais exposições agropecuárias.

“Essa é uma discussão que se arrasta há anos. O Estado está buscando soluções, já que as atividades no parque aumentam a cada ano”, disse o vice-governador. Alberto Pinto Coelho afirmou que as associações do Parque da Gameleira estão sendo ouvidas para agregar o parque ao Expominas, de forma que o local se transforme em um centro de convenções completo.

“Essa dicotomia de separar o Expominas do Parque da Gameleira caiu por terra e estamos estudando uma solução para integrar os dois espaços”, afirmou o vice-governador. Ele explicou que já foi aberta a consulta pública para coletar sugestões a essas mudanças. A ideia é construir no parque por meio de uma parceria público-privada, um complexo multiuso, mantendo o espaço para as exposições agropecuárias.

Alberto Pinto Coelho disse, ainda, que quatro parceiros já manifestaram interesse em participar da parceria público-privada para a reforma do parque de exposições. “Estamos na consulta pública e quatro parceiros já se manifestaram. Seguiremos no prazo para colher as sugestões para aprimorar a proposta de reforma inicialmente colocada. Em nenhum momento o setor do agronegócio, assim como o setor de eventos e o trade turístico, deixará de estar presente com voz e vez para contribuir na solução que queremos encontrar”, afirmou Alberto Pinto Coelho.

Também participaram da cerimônia o secretário de Estado de Transportes e Obras públicas, Carlos Melles; o ex-secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana; o presidente do Conselho Regional de Veterinária, Nivaldo de Freitas; além de deputados estaduais e autoridades.

Superagro

A Superagro abriga dois importantes eventos de abrangência nacional, representados pela Exposição Estadual Agropecuária e pela Feira e Festival Internacional da Cachaça (Expocachaça), incorporada à feira em 2005.

A exposição conta com a presença de animais, entre bovinos, equídeos, caprinos, ovinos e bubalinos, de propriedade de criadores de Minas Gerais e de vários outros estados brasileiros. A Expocachaça oferece um amplo leque de marcas da bebida para a venda no atacado e no varejo, procedentes de Minas e outros estados, e também equipamentos e máquinas utilizadas em toda a cadeia produtiva da cachaça.

A Feira reúne empresas fornecedoras de produtos, equipamentos, insumos em geral e novas tecnologias de suporte a diferentes atividades do agronegócio, especialmente nas áreas de saúde, genética e nutrição animal, equipamentos para manejo do gado, como troncos e balanças, máquinas agrícolas e veículos utilitários, entre muitos outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alberto-pinto-coelho-participa-do-lancamento-da-superagro-2012/

Gestão Anastasia: crescimento do valor da produção agrícola de Minas supera a média nacional

Valor Bruto da Produção Agrícola do Estado deve crescer 10,4% em 2012

O Valor Bruto da Produção (VBP) Agrícola de Minas Gerais, que é a soma dos valores das 20 principais culturas do Estado, dever alcançar neste ano R$ 24,5 bilhões, cifra 10,4% superior à registrada em 2011. Os dados, referentes a um estudo realizado em março pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), foram analisados pela Superintendência de Política e Economia Agrícola da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Já para o Brasil, a previsão de crescimento do VBP é de 2,5%.

Para o café, principal produto da agricultura estadual, o VBP calculado é de R$ 11,3 bilhões, cifra 0,5% superior à do ano passado. De acordo com o superintendente da Seapa, João Ricardo Albanez, “a pequena evolução do valor do produto se deve aos reflexos da crise no comércio internacional, mesmo havendo expectativa de produção recorde”.

O produto agrícola mineiro em segundo lugar quanto ao valor é a cana-de-açúcar, que registra R$ 4,3 bilhões, aumento de 16,9% na comparação com 2011. Além do aquecimento do mercado interno, os produtos da cana-de-açúcar têm alcançado bons resultados no mercado externo. No caso do etanol, Minas Gerais registrou em março exportações de  US$ 5,2 milhões, cifra 479% superior à obtida em fevereiro. Com o açúcar, o Estado teve, no terceiro mês deste ano, vendas de US$ 9,2 milhões, um valor 95,6% maior que o registrado no período anterior. Albanez observa que o café e a cana-de-açúcar contribuem com 63,5% do VBP agrícola mineiro.

Em terceiro lugar na relação dos produtos agrícolas mineiros mais valorizados está o milho, com o VBP estimado de R$ 3,2 bilhões, cifra 12,5% superior à do ano passado. Esse produto, segundo Albanez, beneficia-se sobretudo do expressivo aumento da produção do grão, para dar suporte principalmente ao crescimento da produção de aves, suínos e bovinos.

A batata também mostra bons resultados, com um VBP estimado de R$ 947,2 milhões, equivalentes a um crescimento de 30% em relação ao valor obtido no ano passado. Para o algodão em caroço, que tem uma previsão de R$ 224,6 milhões, o crescimento é de 22,8%.

De acordo com o estudo, a soja em grão é um dos produtos da agricultura mineira com previsão negativa (-1,5%), pois o valor calculado é de R$ 2,1 bilhões. Outro produto citado é o feijão, que tem VBP estimado em R$ 1 bilhão, cifra 0,6% inferior à apresentada em 2011.

Números do Brasil

O Ministério da Agricultura informa que o VBP da agricultura brasileira em 2012, com base nos estudos de março, é de R$ 218,6 bilhões. Os produtos que lideram o aumento do valor são algodão (27,2%), batata inglesa (156,7%), cana-de-açúcar (20%) e milho (14,5%). Os bons resultados são devidos aos preços favoráveis e aos melhores níveis de produção.

Valores da agricultura mineira

VBP: R$ 24,5 bi (+10,4%)

Café: R$ 11,3 bi (+0,5%)

Cana-de-açúcar: R$ 4,3 bi (+16,9%)

Milho: R$ 3,2 bi (+12,5%)

Batata: R$ 947,2 milhões (+ 30,0%)

Algodão: R$ 224,6 milhões (+ 22,8%)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/crescimento-do-valor-da-producao-agricola-de-minas-supera-a-media-nacional/

Gestão Antonio Anastasia: exportações do agronegócio mineiro cresceram 4,8% em março

Produtos do grupo carnes tiveram destaque no aumento de receita

Divulgação/Seapa
Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes
Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes

As exportações do agronegócio mineiro, em março último, movimentaram US$ 537,7 milhões, valor 4,8% superior ao registrado em fevereiro, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O volume embarcado por Minas, no período, foi da ordem de 261,4 mil toneladas, equivalente a um aumento de 7,2% na comparação com o mês anterior.

De acordo com o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, Minas respondeu por 10,7% da receita obtida com as vendas totais do agronegócio brasileiro. “O faturamento do agronegócio mineiro representou 19,1% da receita total das exportações do Estado”, acrescenta.

Entre os produtos do agronegócio exportados por Minas tiveram destaque, em receita, os componentes do grupo carnes. Os negócios com a carne suína no mercado externo alcançaram US$ 13,3 milhões, uma progressão de 141,16% em relação a fevereiro.

A carne bovina alcançou vendas de US$ 29,9 milhões, cifra 55,45% maior que a do mês anterior. Já o frango, ao movimentar cerca de US$ 27,5 milhões, apresentou evolução de 38,5%.

Evolução percentual

O índice de crescimento mais expressivo nas exportações do agronegócio estadual foi alcançado pelo farelo de soja, um salto de 3 mil por cento, com a receita de 11,1 milhões. Também para o álcool as negociações foram favoráveis no terceiro mês, alcançando crescimento de 479,0%, pois a receita foi de US$ 5,2 milhões.

Albanez ainda explica que a comercialização de açúcar, em março, cresceu 95,6% sobre o mês anterior, sendo a receita de US$ 9,2 milhões. Segundo o coordenador, a reação do mercado internacional, ao comprar mais, pode ser atribuída à previsão de queda da produção de açúcar no Brasil. A perspectiva é de menos cana-de-açúcar por causa de efeitos climáticos (estiagem de novembro e dezembro de 2011, além do baixo volume de chuvas em janeiro/fevereiro deste ano. Há também o envelhecimento dos canaviais após um período de baixos investimentos nas lavouras nos anos 2008/2010.

“A estimativa de queda de produção no Brasil repercutiu no exterior, porque o país é o principal produtor de açúcar (21,2% do total) e o primeiro exportador, respondendo por 42% do abastecimento mundial”, acrescenta.

Além do açúcar, o café solúvel de Minas teve expressivo crescimento de receita (19,2%), com a movimentação de US$ 1,7 milhão no mercado mundial.

Vendas externas do agronegócio/MG – março 2012

Receita: US$  537,7 mi ( +4,8%)

19,1% exportações totais do Estado

10,7% exportações do agronegócio brasileiro

Embarques: 261,4 mil t (+7,2%)

Principais produtos:

Carne suína: US$ 13,3 milhões (+141,16%)

Carne bovina: US$  29,9 milhões (+ 55,45%)

Açúcar: US$ 9,2 milhões (+ 95,6%)

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/exportacoes-do-agronegocio-mineiro-cresceram-48-em-marco/

Governo de Minas: parceria entre Sedru e Seapa visa qualificar produtores rurais através das Associações de Municípios

Termo de Cooperação Técnica foi assinado na terceira reunião de trabalho entre as Associações de Municípios com o Governo de Minas

Rafael Rebuiti
Secretários Elmiro Nascimento e Bilac Pinto assinam termo de cooperação técnica para capacitar mão de obra agrícola
Secretários Elmiro Nascimento e Bilac Pinto assinam termo de cooperação técnica para capacitar mão de obra agrícola

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) e a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) assinaram, nesta quinta-feira (29), Termo de Cooperação Técnica para acompanhar a implementação das políticas públicas da agricultura e da pecuária nos municípios mineiros por intermédio das associações microrregionais, responsáveis pelo apoio operacional. O termo foi assinado pelos secretários Bilac Pinto, da Sedru, e Elmiro Nascimento, da Seapa, na terceira reunião de trabalho entre as Associações de Municípios com o Governo de Minas.

A parceria tem o objetivo de capacitar e prestar apoio técnico na formação da mão de obra dos municípios, desenvolvendo as políticas na área da agricultura e da pecuária no Estado.

Com essa iniciativa, o Governo de Minas pretende aumentar e qualificar o capital humano agrícola das cidades mineiras, tendo as 42 Associações Microrregionais do Estado como articuladoras no apoio técnico às prefeituras.

Para o secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, a parceria entre as secretárias para o desenvolvimento da agricultura no Estado é fruto da mentalidade deste governo de atuar em rede em todas as áreas.

“A nossa economia é baseada no setor agrícola e o objetivo do Estado é que ela seja desenvolvida com muita qualidade. Desta forma, iniciamos este trabalho, em parceria com a Sedru e com as associações, para melhorar a condição técnica dos trabalhadores rurais, dando a eles a oportunidade de se capacitarem” destacou.

Por sua vez, o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, destaca o trabalho de fortalecimento das Associações de Municípios desenvolvido pelo Governo de Minas, que passa pela inclusão dessas instituições como apoiadoras no fomento das políticas públicas desenvolvidas pelo Estado nos municípios.

“Queremos utilizar o associativismo para que o desenvolvimento possa chegar aos municípios. Dessa forma, queremos cada vez mais alinhar as políticas públicas do Estado com os municípios através das associações microrregionais” disse Bilac.

Reuniões com as Associações

A proposta da Sedru é que as reuniões com as Associações Microrregiões sejam realizadas de dois em dois meses e que sejam debatidas questões tidas como prioritárias pelas associações. O encontro que teve a participação da Seapa é a terceira realizada pela Sedru.

Para a subsecretária de Desenvolvimento Regional, Beatriz Morais, o objetivo das reuniões é potencializar as ações do governo em todas as regiões. “O objetivo é apresentar alternativas para agir de forma mais efetiva nos municípios” afirmou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/parceria-entre-sedru-e-seapa-visa-qualificar-produtores-rurais-atraves-das-associacoes-de-municipios/

Governo Anastasia: Minas Leite faz circuito para reforçar atuação no Estado

Meta do programa neste ano é assistir a mais de 1,2 mil propriedades

Divulgação/Seapa
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais
Programa orienta sobre boas práticas para aumentar a produção de leite, como alimentação e manejo dos animais

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) vai realizar, neste ano, 50 encontros com os pecuaristas de diversas regiões do Estado para impulsionar a adoção das boas práticas de produção e gestão nas propriedades leiteiras de agricultura familiar. O circuito faz parte das atividades do Minas Leite, programa criado pela secretaria e executado pela Emater-MG.

Até dezembro de 2012, o número de fazendas integradas ao programa, no Estado, deve subir para no mínimo 1.200, pois a meta de expansão é de 15%, diz o coordenador do Minas Leite pela secretaria, Rodrigo Puccini Venturin. Ele enfatiza a importância do circuito para a busca desse crescimento. O objetivo do programa é levar aos pecuaristas de pequenas propriedades orientações sobre gerenciamento e técnicas de baixo custo para aumento da produção e da produtividade. O programa tem um efeito multiplicador. Cada propriedade assistida se transforma numa unidade demonstrativa para outros 10 produtores vizinhos.

Nesta quinta-feira (29), será realizada a primeira das 20 reuniões agendadas para a região Leste do Estado, e o ponto de encontro será o município de Mutum. Localizado na área polarizada pela unidade regional da Emater de Ipatinga, o município já conta com sete propriedades inscritas no programa. Os proprietários dessas fazendas terão oportunidade de apresentar a sua experiência com a utilização das boas práticas de produção e gestão da atividade leiteira. Além disso, poderão agregar novos conhecimentos por meio das palestras técnicas que serão feitas pelos extensionistas da Emater.

Produção aumenta

Contando há um ano com a assistência do Minas Leite, a Fazenda Três Encruzilhadas, de Ailton Marques Pereira, destaca-se pelos resultados em Mutum. De acordo com o extensionista Tiago Tertuliano Pinel, da Emater, a produção leiteira na propriedade, de 15 hectares, alcançou no ano passado a média de 160 litros/dia, volume 26% superior ao de 2010.

“Nos períodos mais favoráveis para a produção, as ordenhas diárias somaram até 200 litros e só houve redução quando entrou a entressafra”, ressalta o extensionista. Já a média obtida pelo conjunto das propriedades leiteiras dos demais municípios vinculados à unidade da Emater em Ipatinga é 155 litros/dia”, acrescenta.

A Três Encruzilhadas conta atualmente com um plantel de 20 vacas, cinco a mais do que no ano passado, mas este não é o principal responsável pelo aumento da produção, ressalta Pinel. “A melhoria da produtividade por animal é que faz a diferença, e neste caso foram fundamentais as mudanças na alimentação e no manejo dos animais.”

Para o coordenador de Pecuária da Emater Ipatinga, Aldrin Regiane, foi muito importante a introdução de diversas práticas para a melhoria da qualidade do leite produzido na Três Encruzilhadas. Os animais são submetidos a avaliações periódicas de saúde, na parte de manejo foi introduzida a organização das ordenhas e, para melhorar a alimentação do gado, houve a inclusão de minerais e proteínas.

Aldrin observa também que a qualidade e a segurança alimentar do leite produzido na fazenda foram aumentadas por meio de práticas simples, como a limpeza dos equipamentos de ordenha e a higienização das vacas antes e depois da retirada do leite.

Fonte:

Já para a preservação ambiental e sustentabilidade do projeto houve a recuperação de áreas degradadas, e em seu lugar dos solos abandonados existem pastos. Uma área de um hectare foi reservada para a construção de 28 piquetes com madeira de eucalipto tratada, onde os animais têm acesso direto ao pasto e recebem sal e água, além de volumoso. O número de piquetes possibilita a rotatividade diária dos animais.

Força da extensão

Segundo Rodrigo Puccini Venturin, o testemunho de agricultores familiares já integrados ao Minas Leite será apresentado também nas etapas seguintes do Circuito Leste, envolvendo diversos municípios polarizados pela Emater em Guanhães e Valadares.

Para o secretário da Agricultura, Elmiro Nascimento, os resultados registrados pelo Minas Leite correspondem aos objetivos traçados pela secretaria. “Merece reconhecimento principalmente a atuação da Emater, pois seus extensionistas têm feito um bom trabalho para a qualificação gerencial e técnica das propriedades leiteiras do Estado, fatores básicos para a melhoria de renda dos agricultores familiares, que predominam nesse segmento respondendo por 45% da produção estadual”, finaliza.

Os produtores interessados em aderir ao programa devem fazer sua inscrição em uma unidade da Emater-MG.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-leite-faz-circuito-para-reforcar-atuacao-no-estado/

Governo de Minas: produtor mineiro de coco-da-baía aposta na recuperação do preço

Cotação atual do fruto no Estado é 44,0% superior à registrada no ano passado

Divulgação/Seapa
Segundo a Secretaria de Agricultura, Minas deve colher 45,6 milhões de cocos em 2012
Segundo a Secretaria de Agricultura, Minas deve colher 45,6 milhões de cocos em 2012

Minas Gerais deve colher 45,6 milhões de cocos-da-baía em 2012, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento estimado da produção, comparado à safra anterior, é apenas de 1%, mas os produtores acreditam que a renda do setor vai aumentar, principalmente como consequência da recuperação dos preços do fruto registrada desde a última semana de fevereiro.

Arlim Maria Ribeiro Neto, administrador da Fazenda Coqueiro Verde, no município de Várzea da Palma (Norte do Estado), diz que o preço líquido do coco ao produtor em Minas oscila atualmente entre R$ 0,70 e R$ 0,75 a unidade. “Caso este valor seja mantido, o produtor poderá garantir a sua renda. Nesta situação, mesmo considerando que houve retração dos preços de janeiro até a terceira semana de fevereiro, a média atual será cerca de 44% superior à registrada em 2011.

De acordo com o administrador, o mercado de coco, em Minas Gerais, sempre tem boas condições de recuperação, porque o produto é de alta qualidade e disputado inclusive por outros estados, sendo o consumo crescente principalmente no litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro.

“O produtor precisa ter certeza de que venderá grandes volumes para investir no aumento da produção e na melhoria da qualidade do coco”, explica Neto. ”A Fazenda Coqueiro Verde acredita na recuperação do mercado e vem obtendo safras cada vez maiores, sendo a de 2012 estimada em 4 milhões de frutos. O volume é 14,2% superior ao registrado no ano passado e corresponde a 30% da produção prevista este ano para a região Norte.”

Atividade sustentável

A área plantada com coco na Coqueiro Verde é de 180 hectares, a maior do Estado, representando 26,2% da área total ocupada pela cultura na região. “O trabalho na fazenda é orientado por práticas recomendadas para a obtenção da sustentabilidade. Utilizamos processos automatizados de irrigação que controlam o volume de água para cada área de plantio, conjugando a prática com a adubação, principais responsáveis pela produtividade da ordem de 36 mil frutos por hectare. O volume equivale ao dobro do rendimento médio das áreas de coco de todo o Estado, conforme a previsão do IBGE para 2012.

Um dos projetos da Coqueiro Verde para este ano é a implantação de mais 150 hectares de coqueiros, que devem começar a produzir até 2016. Segundo Neto, a boa localização de Várzea da Palma em relação principalmente aos mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte é um fator importante para a decisão de manter o plano de expansão do plantio.

Além da região Norte, que responde por cerca de 19,1 milhões de frutos ou 42,0% da colheita de coco no Estado prevista para este ano, a produção do fruto é expressiva também no Rio Doce (11,6 milhões de frutos), Jequitinhonha/Mucuri (5,7 milhões de frutos), Zona da Mata (5,7 milhões de frutos), e Triângulo (2,3 milhões de frutos).

“O destaque do Norte de Minas e especialmente do município de Várzea da Palma na produção de coco é uma prova do papel transformador da irrigação na agricultura”, diz o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento. “Conjugados com a adubação orientada por técnicos, os programas de irrigação ampliam os períodos de produção dos alimentos, como no caso da Fazenda Coqueiro Verde, onde coco de qualidade é colhido em grande volume o ano inteiro. Segundo estimativa da FAO, nos próximos vinte anos, cerca de 40% do aumento da produção de alimentos deverão ser gerados pelas áreas irrigadas”, finaliza.

Fontehttp://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtor-mineiro-de-coco-da-baia-aposta-na-recuperacao-do-preco/