Governo de Minas: safra de grãos em Minas cresce e deve bater novo recorde

Produção estadual aumenta 10,7%, enquanto a média nacional cai 1,7%

Divulgação / New Holland
Produção de milho deve crescer 15,4%
Produção de milho deve crescer 15,4%

Os produtores mineiros deverão atingir um novo recorde na colheita de grãos na safra 2011/2012. Com base em levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado nesta quinta-feira (10), a expectativa é de que sejam colhidas 11,8 milhões de toneladas, cerca de 1,1 milhão de toneladas a mais do que o maior volume registrado até agora, na safra 2010/2011, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

Os números anunciados indicam que a safra de grãos de Minas deve crescer 10,7%, enquanto a produção estimada para o Brasil (160 milhões de toneladas) terá uma retração de 1,7%.

Milho e soja

A produção estimada de milho em Minas, nesta safra, é de 7,5 milhões de toneladas, um aumento de 15,4% na comparação com o período anterior. A área plantada do grão corresponde a 1,3 milhão de hectares, portanto, uma expansão de  8%. O rendimento médio das lavouras é de 5,8 toneladas, ou 6,8% maior que o obtido na safra 2010/2011.

De acordo com os dados da Seapa, o milho responde por 63,8% da safra total prevista para o Estado. O superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez, explica que, embora as vendas do produto no exterior tenham registrado retração nas avaliações mais recentes, a demanda continua em ascensão no mercado interno.

“A expansão das vendas do milho no país está relacionada com o aumento da produção de frango, peru, suínos e bovinos, que dependem da ração formulada a partir do grão”, analisa.

No caso da soja, embora a área plantada (cerca de 1 milhão de hectares) tenha apresentado redução de 1,8%, a produção deve aumentar como consequência dos investimentos em tecnologia e por causa das condições climáticas nas áreas tradicionais de cultivo. “A previsão de uma safra da ordem de 3 milhões de toneladas, aumento de 2,9%, confirma as expectativas dos analistas”, diz Albanez. “Enquanto isso, houve uma quebra expressiva, por causa de problemas climáticos, no Paraná e Rio Grande do Sul, bem como na Argentina, que respondem por grande volume de produção”, conclui Albanez.

Sorgo e feijão

As perspectivas para a safra de sorgo também são boas, com produção estimada em 419,6 mil toneladas, aumento de 14,1%. A área plantada nesta safra alcança 134,8 mil hectares, aumento de 6,3%. O rendimento das lavouras é de 3,1 toneladas por hectare, uma progressão de 7,3%, que também indica que foram feitos investimentos em tecnologia estimulados pela possibilidade de boas vendas, pois o sorgo vem ganhando espaço como alternativa na formulação de ração animal, sobretudo para aves.

Albanez ainda considera positivas as previsões para as lavouras de feijão, que na segunda safra devem registrar uma colheita de 208,1 mil toneladas, volume 17,6% superior ao registrado no período anterior. “Os resultados do feijão estão relacionados com o momento favorável do mercado, pois os bons preços do produto estimularam os agricultores mineiros a aumentar em 10,9% as áreas de cultivo na segunda safra, alcançando 152,1 mil hectares. Com a utilização de tecnologia e boas práticas de produção, aliadas a condições climáticas favoráveis, eles vêm obtendo também índices expressivos de produtividade”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/safra-de-graos-em-minas-cresce-e-deve-bater-novo-recorde/

Gestão Anastasia: produtor mineiro de carne suína recupera renda com exportações

Setor aumenta vendas externas em quase 200% no primeiro quadrimestre do ano

As vendas da carne suína de Minas Gerais no exterior movimentaram, entre janeiro e abril de 2012, US$ 37,2 milhões, cifra 198,45% superior à registrada no primeiro quadrimestre de 2011. Os números são da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez, os bons resultados do quadrimestre confirmam uma tendência de ascensão do produto no mercado mundial em contraponto à retração dos mercados por causa da crise econômica.

O desempenho de Minas Gerais é melhor que a média nacional. Os dados do Brasil mostram que as exportações de carne suína no primeiro quadrimestre movimentaram cerca de US$ 434,0 milhões, uma retração de 3,6% diante dos resultados do mesmo período de 2011.

Segundo Albanez, a soma obtida com a comercialização da carne suína no exterior é consequência do aumento dos embarques do produto para 13 mil toneladas (143,59%) e do preço médio na faixa de US$ 2,8 mil a tonelada, equivalente a uma progressão de 22,51% diante do valor registrado no primeiro quadrimestre de 2011.

Ele observa que os dados do primeiro trimestre de 2012 já mostravam a carne suína de Minas, por meio do aumento do valor médio e da expansão das vendas nos mercados de destino, superando os resultados negativos do ano anterior e firmando-se no cenário internacional.

A Rússia manteve a liderança das importações da carne suína mineira no quadrimestre, com 45,8% do valor exportado. Em seguida vêm Hong Kong (21,9%), Ucrânia (16,2%) e Albânia (5,8%). Os quatro destinos adquirem 89,7% do produto colocado por Minas no mercado externo. Outros 17 países também fazem parte da relação de compradores.

Cenário alternativo

Para o superintendente, “o mercado internacional se transformou em boa alternativa para a colocação da carne suína mineira numa fase em que o cenário brasileiro se mostrava pouco sustentável para os negócios da suinocultura”. Dados de 2011 mostram que, enquanto os abates inspecionados do setor no Estado alcançavam 4,1 milhões de cabeças, ou 390,4 mil toneladas, as exportações de todo o ano foram de apenas 6,6% daquele volume. Já no primeiro quadrimestre deste ano, o volume exportado equivale a 49% das exportações de 2011, ele acrescenta.

“O aumento das exportações é oportuno porque os produtores fizeram altos investimentos em matrizes no ano passado para atender a um possível aumento do consumo interno e externo. Mas houve obstáculos, como as barreiras da Argentina às importações e o consequente aumento da oferta de carne suína no Brasil, principalmente por causa do grande volume da carne procedente das granjas do sul do país.

“Além de superar parte do problema por meio das exportações, os suinocultores de Minas agora têm a expectativa de melhoria também do mercado interno, começando com a possiblidade de boas vendas da carne para o Dia das Mães”, explica Albanez.

Exportações de carne suína jan/abr2012:

Minas:US$ 37,2 milhões (+198,45%)

Embarques: 13,0 mil t (+143,59%)

Brasil:US$ 434,0 milhões (-3,6%)

Embarques: 168,3 mil/t (+0,96%)

Álcool e café

O álcool foi o produto do agronegócio mineiro com maior índice de crescimento (370,4%) nas vendas externas, ao registrar uma receita da ordem de US$ 16 milhões. Esses números resultaram do aumento dos embarques para 13,3 mil toneladas (325,0%) e do valor médio do produto para US$ 1,2 mil a tonelada (10,7%).

A quebra das barreiras dos Estados Unidos ao álcool brasileiro tem contribuído para o aumento das exportações do produto. No primeiro quadrimestre de 2012, o país adquiriu 99,9% do alcool embarcado por Minas. O restante foi destinado ao Paraguai e Guiné Equatorial.

No grupo café, apesar da retração das exportações do produto em grão, o processado (solúvel) teve vendas de US$ 6,3 milhões, valor cerca de 13,0% superior ao registrado em idêntico período de 2011. Embora os embarques tenham se mantido praticamente no mesmo nível, em torno de mil toneladas, o produto alcançou uma cotação média de US$ 5,9 mil a tonelada, equivalente a um aumento de 13,4% na comparação com o valor registrado entre janeiro e abril do ano passado.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtor-mineiro-de-carne-suina-recupera-renda-com-exportacoes/

Governo de Minas: pesquisas da Epamig consolidam sistema de produção eficiente de leite

Na última década, Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1

José Reinaldo Mendes Ruas/EPAMIG

O Brasil é o sexto maior produtor mundial de leite. Minas Gerais destaca-se por ter o maior rebanho bovino leiteiro, além de ser o maior produtor nacional. O Estado produz 8,4 bilhões de litros, representando 27,3% do total produzido no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Uma das principais características do rebanho bovino no Brasil é sua composição: 74% das vacas são mestiças e produzem 1.276 kg de leite por lactação. Minas possui 7,4 milhões de fêmeas, sendo 5,4 milhões cabeças em lactação, o maior plantel do país.

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) desenvolve pesquisas para o sistema de produção de leite com vacas mestiças há 14 anos. Esse sistema utiliza fêmeas F1 (cruzamento de Holandês e Zebu – HZ), mantidas em regime de pasto durante o verão e suplementadas em cocho com volumoso (tais como silagens de milho, sorgo e capineiras; os fenos, a cana-de-açúcar e as palhadas) durante o inverno. Na última década, a Epamig foi a empresa de pesquisa agropecuária que mais gerou tecnologias para o sistema de produção de leite em gado F1. As pesquisas têm como base animais mestiços, que têm proximidade maior com a realidade do produtor mineiro e brasileiro.

Embora seja o maior estado produtor de leite, Minas Gerais ainda apresenta baixos índices de produtividade. Segundo o pesquisador da Epamig, José Reinaldo Mendes Ruas, a pecuária é uma atividade desenvolvida, principalmente, em sistema de pasto e este pasto está hoje com alto nível de degradação. “A Epamig, responsável pela pesquisa agropecuária de Minas Gerais, tem a oportunidade de contribuir para a mudança deste quadro”. O pesquisador conta que desde 1998 são desenvolvidas pesquisas em sistema de produção de leite na Fazenda Experimental de Felixlândia (FEFX), no Centro-Oeste do Estado, e, atualmente, a fazenda é referência devido aos diversos projetos desenvolvidos – em parceria com universidades e com apoio de diversas fontes fomentadoras estaduais e federais. A Fazenda de Felixlândia possui área de 890 hectares, com solos de cerrados em sua maior extensão.

Além das pesquisas, são realizados na FEFX cursos, treinamentos, dias de campo e visitas técnicas. Através do Programa Estadual da Cadeia Produtiva do Leite (Minas Leite), lançado em 2005 e coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram capacitados na FEFX mais de 500 participantes, dentre eles técnicos, produtores rurais, estudantes e, principalmente extensionistas.

“A integração com a extensão é muito positiva, pois os profissionais da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater) têm mais contato com o produtor rural, que será o grande beneficiado com a utilização dessas novas técnicas”, afirma o gerente da FEFX, Arismar de Castro.  O Minas Leite já atende a 1.036 propriedades de agricultores familiares do Estado. Em 2011, houve um crescimento de 62% em relação ao volume de fazendas incluídas até o ano anterior, segundo o coordenador do programa pela Seapa, Rodrigo Puccini Venturin.

De acordo com o pesquisador José Reinaldo, nesses anos de pesquisa as avaliações econômicas apontaram que é possível produzir leite com rentabilidade. “Quando iniciamos as pesquisas em gado de leite F1, na FEFX, as vacas produziram em torno de 2.000 kg por lactação na primeira cria. Com a adoção das tecnologias geradas pelo próprio sistema – aumento de peso, amansamento, frequência de ordenha – essa produção ultrapassou 3.000 kg na primeira cria”, explica Ruas. Os resultados demonstraram que vacas F1 foram capazes de produzir bezerros de qualidade, quando considerados o ganho médio diário e o peso do desmame, podendo contribuir para a sustentabilidade da produção. “A venda desses bezerros pode complementar a receita da propriedade”, explica o pesquisador.

José Reinaldo afirma que o Sistema desenvolvido pela Epamig demonstra que fêmeas F1 HZ mostraram-se eficientes para produzir bezerro e leite em sistema de pastagens nas condições do Brasil Central. Quando o produtor chega na Fazenda Experimental de Felixlândia ele se identifica com o modelo de produção da Epamig e vê a possibilidade de adotá-lo em sua propriedade”, ressalta.

Segundo o pesquisador, as tecnologias geradas permitem flexibilidade e oferecem vantagens econômicas, além de serem de fácil aplicabilidade e de administração simples. “Fatores como localização da propriedade, processos gerenciais adotados, tamanho de rebanho e qualidade da mão de obra podem causar diferenças, portanto, é importante o acompanhamento zootécnico e financeiro do Sistema de Produção”, alerta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisas-da-epamig-consolidam-sistema-de-producao-eficiente-de-leite/

Gestão Anastasia: cotação da mandioca estimula produtor de Minas Gerais

Próximo plantio deve aumentar para atender ao mercado na Copa do Mundo

Divulgação/Seapa MG
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca

Com base nos resultados contabilizados nos dois últimos meses, os produtores mineiros de mandioca para consumo de mesa apostam na manutenção de boas vendas em 2012. Neste início de colheita, o valor da caixa de 22 quilos nas propriedades alcança até R$ 20,00, uma alta de 150% em relação ao preço médio registrado há um ano, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A perspectiva de aumento da remuneração, principalmente no período de frio, estimula os agricultores de Bonfim, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Eles estão interessados também na ampliação da área plantada de mandioca, a partir de outubro, para atender ao possível aumento do consumo na Copa do Mundo de 2014.

O extensionista da Emater-MG, Sidney Lacerda Marcelino do Carmo, explica que o período de cultivo da mandioca é de cerca de um ano e meio. “Portanto, a parte principal da colheita nas lavouras em expansão deverá coincidir mesmo com o período dos jogos, e tudo indica que a demanda do produto pelos bares, restaurantes e hotéis será incrementada”, ressalta.

Produtor tradicional

Diante da perspectiva de aumento temporário do número de consumidores –  grande parte constituída por turistas dispostos a pagar mais pelo produto –, os agricultores de Bonfim acreditam que a posição do município como um dos polos tradicionais da mandioca em Minas será reforçada. Entre os 500 produtores locais que se dedicam à cultura, a maioria trabalha em lavouras de até quatro hectares, conforme a avaliação de Sidney Lacerda.

“Além de aumentar a área de plantio, os produtores também deverão investir mais em tecnologia”, enfatiza o extensionista. Por enquanto, o foco para os produtores é atender à expansão da demanda por mandioca no mercado da RMBH. Dados da Ceasa Minas mostram que, no acumulado de fevereiro e março deste ano, o município de Bonfim colocou no entreposto 1,1 mil tonelada de mandioca. Esse volume equivale a 37,1% da entrega total do produto pelos agricultores mineiros à Ceasa nesse período.

Da lavoura do agricultor Vandeir Fernandes do Carmo, numa área de 20 hectares, saíram 18 mil caixas de 22 quilos em 2011. Embora a colheita prevista para este ano seja um pouco menor, por causa de problemas climáticos no período anterior, a cotação do mercado deverá compensar. “O preço varia de R$ 25,00 a R$ 26,00 a caixa nas vendas para a Ceasa e para um grande supermercado de Belo Horizonte”, ele explica.

O custo médio de produção, principalmente com a aquisição de adubo e calcário, é R$ 4,00 por caixa, segundo a avaliação do produtor. “Por isso, a caixa deve ser vendida no mínimo por R$ 10,00 para garantir algum retorno”, finaliza Vandeir.

Agricultura familiar

De acordo com o Censo Agropecuário 2006 do IBGE, a agricultura familiar em Minas, contando com cerca de 440 mil estabelecimentos, responde por 84% da produção estadual de mandioca (o total estimado para este ano é 808,4 mil toneladas). Para o subsecretário de Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, esse número mostra a importância da atividade voltada para um produto utilizado em grande escala na culinária do Estado, tanto para o consumo “in natura” quanto nas formas processadas.

O subsecretário também observa que as diversas variedades de mandioca existentes em Minas facilitam a produção. “Em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, foram identificadas mais de 30 variedades com resistências diferentes às situações de clima e solo”, ele explica.

Gadelha destaca, ainda, a importância da assistência da Emater-MG aos estabelecimentos de agricultura familiar na adoção de boas práticas com o objetivo de garantir mandioca de alta qualidade para consumo de mesa ou industrialização. “Esse acompanhamento é fundamental também para a inclusão, nos estabelecimentos, de tecnologias de baixo custo que possibilitem o processamento da mandioca conforme as normas de qualidade e segurança alimentar e, como consequência, ajudem a aumentar a renda do produtor”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cotacao-da-mandioca-estimula-produtor-de-minas-gerais/

Gestão em Minas: Emater-MG apresentará modelo de tecnologia sustentável na Expozebu

Sistema de integração, lavoura, pecuária e florestas será destaque na maior mostra de zebuínos do mundo

Emater Uberaba / Divulgação
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) integrará o estande do Governo de Minas na 78ª edição da Exposição Internacional das Raças Zebuínas (Expozebu), em Uberaba, no Triângulo mineiro. No local, ao lado de outras instituições do Estado, a Emater-MG disponibilizará material técnico para os visitantes da feira.

Além disso, extensionistas estarão disponíveis ao público para esclarecer eventuais dúvidas relativas aos trabalhos desenvolvidos pela extensão rural e divulgar as políticas públicas do setor. Programada para o período de 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, a Expozebu é considerada a maior mostra de zebuínos do mundo. A feira é realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Além de integrar o estande do Estado, a Emater-MG também marcará presença no Espaço da Sustentabilidade, área dedicado pelos organizadores do evento à exibição de práticas sustentáveis na agropecuária. Segundo o gerente da regional Emater-MG de Uberaba, Gustavo Laterza, será disponibilizada a “maquete viva” de uma unidade demonstrativa do sistema Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

“A ILPF é um exemplo de tecnologia sustentável, pois consiste em diferentes sistemas produtivos implantados na mesma área, em consórcio de rotação ou em sucessão. O sistema promove uma importante integração, envolvendo o plantio de árvores, grãos e forragens para recuperação de pastagens. E isso proporciona a produção de alimentos e de energia renovável de madeira. A ILPF fomenta a geração de empregos, renda e melhores condições ao produtor rural, estimulando uma harmonia entre produção e meio ambiente”, argumenta.

Desde o ano passado, a Emater-MG de Uberaba vem incentivando a ILPF nos municípios que compõem a regional, por meio da implantação de treze unidades demonstrativas. Cinco unidades com esse fim já foram montadas e outras oito estão em curso, segundo o gerente da regional da empresa. Os municípios que estão recebendo as unidades são Uberaba, União de Minas, Frutal, Pirajuba, Conceição das Alagoas, Campo Florido, Itapagipe, Tapira e Sacramento, de acordo informações do coordenador técnico regional da Emater-MG, Wilson Marajó.

“Esta tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa e cabe à extensão rural, por meio da Emater-MG, compartilhar as informações com os produtores rurais. Trata-se basicamente de três culturas numa mesma área: lavoura de milho ou sorgo, pastagem e floresta de eucalipto”, explica Laterza. Ele pontua mais objetivos do Programa da ILPF, como diminuir impactos ambientais, oriundos da atividade agrícola e pecuária; e preservar florestas nativas e matas ciliares, diminuindo a necessidade de desmatamento de novas áreas.

Pró-Genética

O Projeto de Melhoria Genética do Rebanho Bovino do Estado de Minas Gerais (Pró-Genética) também marcará presença na Expozebu 2012. No próximo dia 03, às 14h, a Emater-MG participará de uma reunião para apresentar os resultados e oportunidades de expansão do programa em outros estados. O programa, incentivado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pela Emater-MG, promove feiras de touros geneticamente melhorados e registrados, em parceria com a ABCZ e outras entidades. Também promove ações educativas.

Em 2011, o Pró-Genética promoveu 15 feiras em todo o Estado, com a comercialização de 279 touros. A regional Emater-MG de Uberaba teve o maior número de eventos, com a realização de seis feiras e a comercialização de 118 animais, representando 42% das vendas em Minas.

Iniciado em 2006, o Pró-Genética é um programa do Governo de Minas que objetiva melhorar a qualidade genética do rebanho bovino do Estado para fortalecer as cadeias produtivas da carne e do leite nas propriedades típicas do Estado, voltado, principalmente, para os pequenos produtores.

Já na próxima quarta-feira (02), a Emater-MG participará da reunião do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro, composto por 30 sindicatos rurais associados. Na oportunidade a empresa pública mineira vai mostrar o trabalho da extensão rural no estado. No dia 08, em outra reunião na Expozebu, promovida pela a Associação Pontal Leite, a Emater-MG vai mostrar as ações de incentivo à bovinocultura de leite, por meio de programas como Minas Sem Fome e o Minas Leite.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/emater-mg-apresentara-modelo-de-tecnologia-sustentavel-na-expozebu/

Governo de Minas: exportações mineiras de carne suína batem recorde no trimestre

Receita cresceu 218,3% em relação à registrada em 2011

A receita das exportações mineiras de carne suína alcançou US$ 24,7 milhões no primeiro trimestre de 2012, aumento de 218,3% em relação à cifra de 2011. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e foram analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

O valor médio da carne exportada foi recorde: US$ 2,7 mil a tonelada, aumento de 11,1% ante o registrado há um ano, informa a assessora técnica Márcia Aparecida de Paiva Silva, da Superintendência de Política e Economia Agrícola (Spea). Já o volume embarcado (9 mil toneladas) apresentou crescimento de 186,4% na comparação com o acumulado de janeiro a março de 2011.

Márcia diz que o comportamento das exportações mineiras de carne suína foi superior ao registrado pelo Brasil. “Entre o primeiro trimestre de 2011 e o de 2012, as exportações brasileiras de carne suína ficaram praticamente inalteradas, com incremento de 1,3%. Dessa forma, entre os dois períodos, a participação de Minas nas exportações brasileiras de carne suína  passou de 2,5% para 8,0%”, afirmou.

Recuperação

O bom desempenho das exportações mineiras de carne suína em 2012 mostra a recuperação do segmento diante dos resultados negativos do ano anterior. Segundo Márcia Silva, em 2011, embora as exportações agregadas do agronegócio tenham registrado recorde, as vendas externas de carne suína não obtiveram resultados animadores.

No primeiro trimestre de 2012, o aumento das exportações foi beneficiado por fatores como a ampliação do valor médio e o aquecimento das compras dos mercados de destino. “Houve também o crescimento do número de importadores. Entre os primeiros três meses de 2011 e 2012, o número de países de destino da carne originária dos frigoríficos mineiros passou de 18 para 21”, informou a assessora.

Além do maior número de países compradores houve significativa expansão do montante dos principais importadores. A Rússia, que foi o principal país de destino em 2012, expandiu suas importações da carne suína mineira em 2.928,9%, que atingiram US$ 11,3 milhões.

O Estado de Minas Gerais não foi afetado pelo embargo da Rússia, deflagrado em junho de 2011, que afetou as plantas frigoríficas do Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná.

Os países que seguiram a Rússia no ranking dos principais destinos – Hong Kong, Ucrânia e Albânia – também registraram individualmente um incremento nas compras. Os quatro principais mercados citados, juntos, somaram 90,0% da receita de vendas externas de Minas Gerais.

No grupo dos produtos que compõem o segmento de carne suína, a carne congelada respondeu por maior participação, referente a 93,0%, e a receita de vendas chegou a US$ 23,0 milhões. A cifra é 235,4% superior à obtida no primeiro trimestre de 2011.

Entre os primeiros três meses de 2011 e 2012, a participação de Minas no ranking dos principais Estados exportadores da carne suína congelada passou de 2,8% para 9,3%. Com essa evolução, o Estado deixou o sétimo lugar para ocupar o quarto entre os maiores exportadores.

Os problemas decorrentes dos embargos comerciais como da Rússia e, recentemente, da Argentina não afetaram as vendas externas dos frigoríficos mineiros, acrescenta Márcia Silva. “Esse fato é positivo para o mercado estadual, uma vez que o embargo à carne resulta em aumento da disponibilidade de produto no mercado interno, que pressiona as cotações para baixo. Assim, os produtores sofrem prejuízos pela perda de mercado e pela menor remuneração de seus produtos”, finalizou.

Carne suína/MG: vendas aquecidas

Exportações janeiro-março: US$ 24,7 milhões

Aumento de 218,3%

Preço médio: US$ 2,7 mil a t (+11,1%)

Embarques: 9 mil t (+186,4%)

Principal destino, Rússia: US$ 11,3 milhões

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/exportacoes-mineiras-de-carne-suina-batem-recorde-no-trimestre/

Gestão em Minas: produtor mineiro de amendoim prevê situação favorável em 2012

Período de festas juninas deve aquecer as vendas

O mercado já está recebendo parte da safra mineira de amendoim e as perspectivas de vendas para este ano são favoráveis, com base em dados dos produtores analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Embora o período seja de grande oferta do produto, o preço alcança uma cotação de até R$ 30,00 o saco, cifra cerca de 4% superior à registrada no mesmo período do ano passado.

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em 2012, a produção estadual de amendoim deve totalizar 8,7 mil toneladas, volume 7,4% superior ao registrado na safra passada.

“Como o cultivo do amendoim em Minas Gerais ocorre no período de seca, os melhores resultados são registrados nas regiões onde os produtores adotam a irrigação conjugada com o preparo do solo e a adubação bem orientada”, explica o superintendente de Política e Economia Agrícola da Seapa, João Ricardo Albanez.

Ele destaca a atuação do Triângulo Mineiro, responsável por mais de 90% da safra mineira de amendoim. Em Tupaciguara, a safra prevista equivale a 73,5% da colheita total de amendoim do Estado, volume que garante ao município a liderança absoluta na produção.

Outros municípios do Triângulo também apresentam números crescentes como consequência dos investimentos nas lavouras. É o caso de Iturama, onde o produtor Osmar Lorenzato informa que a sua produção neste ano deve saltar para 1,6 mil toneladas, volume cerca de 60% superior ao colhido em 2011.

Os 32 mil sacos de 50 quilos da colheita estimada serão vendidos quase exclusivamente às fábricas de doces dos municípios de Ribeirão Preto e Dumont, no estado de São Paulo.

Boas previsões

A valorização do amendoim no período inicial do abastecimento é um dos principais indicadores de boas vendas para este ano. De acordo com Lorenzato, a cotação da saca poderá alcançar R$ 35,00 a partir das festas juninas, período de referência para o aumento do consumo.

O empresário considera que a escalada dos preços do amendoim neste ano deverá estimular os produtores a investir mais nas lavouras. O próximo plantio em Minas Gerais vai começar no fim de outubro e início de novembro, e os trabalhos se estendem por quatro meses dentro do período de estiagem.

“Fazemos a semeadura principalmente em áreas onde foi colhida a cana-de-açúcar, o que possibilita o aproveitamento de nutrientes do solo. Depois da colheita do amendoim, as lavouras são novamente ocupadas pela cana-de-açúcar”, conta o produtor Osmar Lorenzato.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtor-mineiro-de-amendoim-preve-situacao-favoravel-em-2012/

Governo Anastasia: melhorias na alimentação escolar em Minas vão a debate em seminário

Seapa destaca que informação deve ser reforçada

A lei que estabelece o direito de todos os alunos matriculados na rede pública de ensino à alimentação irá a debate no segundo seminário regional para lançamento do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, do Governo de Minas. O evento será realizado nos dias 25 e 26 de abril, na cidade de Ipatinga, Vale do Rio Doce. A apresentação do tema será feita pelo superintendente de Agricultura Familiar (SAF) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), José Antônio Ribeiro.

Conforme explica o superintendente, a Lei nº 11.947 de 2009 determinou, em seu artigo 14, que no mínimo 30% dos recursos repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam utilizados na aquisição de alimentos produzidos pela agricultura familiar. “A medida é obrigatória desde janeiro de 2010”, assinala. A lei é a base do programa estruturador, que tem a gestão compartilhada entre a Secretaria da Agricultura, Secretaria de Saúde, Secretaria de Educação, e Secretaria Executiva do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (CTSANS).

De acordo com Ribeiro, as medidas possibilitam o fortalecimento da atividade, gerando emprego e renda no campo, mas é fundamental que sejam amplamente difundidas principalmente entre as pessoas e instituições envolvidas nas ações da agricultura familiar.

Ele enfatiza que é necessário levar a informação sobre o programa a todos os segmentos que atuam na alimentação escolar. “Inclusive para esclarecer as pessoas envolvidas no preparo dos alimentos sobre as características do produto fornecido pela agricultura familiar”, explica o superintendente.

Outro desafio, segundo Ribeiro, é fazer alterações no cardápio básico das escolas para garantir um maior volume de produtos saudáveis. O fornecimento é garantido, pois o atendimento à rede escolar estadual (nível básico) depende do trabalho de 15 mil agricultores familiares, enquanto Minas Gerais conta com cerca de 720 mil em 440 mil propriedades.

Ribeiro ainda diz que está sendo estimulada a maior integração dos sistemas institucionais que participam do programa de abastecimento das escolas com produtos da agricultura familiar. Uma das propostas é a criação de comitês gestores para responder nos municípios pelas questões locais em relação ao programa.

Programação do seminário

A primeira palestra do seminário de Ipatinga, no dia 25, será “Binômio Educação e Nutrição: Direito Humano à Alimentação Saudável, Adequada e Solidária”, pelo presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável de Minas Gerais (Consea-MG), Dom Mauro Morelli. Em seguida, a secretária-executiva do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, Jaqueline Junqueira abordará o “Programa Cultivar, Nutrir e Educar”.

Já no dia 26, a primeira palestra será de José Antônio Ribeiro (SAF), Desafios da Execução da Lei 11.947 de 2009. Em seguida, haverá apresentação sobre “Estratégias do Programa Estruturador Cultivar, Nutrir e Educar, por Jaqueline Miriam Maciel Junqueira, gerente do programa. O “Processo da Alimentação” será analisado pela gerente de Processo da Secretaria Estadual de Educação (SEE), Valéria Monteiro.

Depois, Ignes Botelho Figueiredo Matias, da SAF, vai falar sobre o projeto Fortalecimento da Agricultura Familiar para o Abastecimento Alimentar, do qual é gerente. Haverá ainda uma apresentação sobre Estratégias Nutricionais de Promoção à Saúde, por Marcelo Mascarenhas Corrêa, gerente de projeto da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Trabalho em parceria

O seminário de Ipatinga terá a participação também de representantes dos municípios de Belo Oriente, Bom Jesus do Galho, Caratinga, Iapu, Inhapim, Ipaba, Mesquita, Periquito e Tarumirim. É o segundo dos quatro encontros que serão promovidos no Estado. O primeiro foi realizado nos dias 11 e 12 de abril, em Taiobeiras, município do Norte de Minas. Os próximos serão em Viçosa, na Zona da Mata (9 e 10 de maio), e em Capelinha, Vale do Jequitinhonha  (30 e 31 de maio).

A série de eventos está sendo executada pela Secretaria-Geral da Governadoria por meio da Secretaria Executiva do Comitê Temático de Segurança Alimentar e Nutricional (CTSANS); Secretaria de Estado da Educação (SEE), por meio da Subsecretaria de Administração do Sistema Educacional; Secretaria de Estado da Saúde (SES) por meio da Subsecretaria de Vigilância e Proteção à Saúde; e Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento por meio da Subsecretaria de Agricultura Familiar (SAF).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/melhorias-na-alimentacao-escolar-em-minas-vao-a-debate-em-seminario/

Governo de Minas: Alberto Pinto Coelho participa do lançamento da SuperAgro 2012

Vice-governador ressalta importância do agronegócio mineiro para o país

Carlos Alberto/Imprensa MG
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local
Alberto Pinto Coelho afirmou, durante pronunciamento, que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local

O vice-governador Alberto Pinto Coelho participou, nesta quinta-feira (19), do lançamento da Superagro 2012, maior e mais diversificada mostra do agronegócio mineiro, que na edição deste ano será realizada entre os dias 3 e 10 de junho, no Parque de Exposições da Gameleira/Expominas. Durante o lançamento do evento, na sede da Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), o vice-governador ressaltou a importância do Estado para o agronegócio do Brasil.

“Minas Gerais tem a felicidade de ter um sistema operacional de primeira linha no Estado. Temos as universidades e, mais do que isso, fundamentalmente, temos aqueles que se dedicam à atividade e que fazem de Minas Gerais uma referência no setor do agronegócio, que a cada dia ganha maior expressão e maior representatividade na economia de nosso Estado e país”, destacou o vice-governador.

Os promotores da feira estão otimistas para a edição 2012 e esperam bons negócios, após o recorde alcançado pelo Produto Interno Bruto (PIB) agrícola mineiro em 2011, de R$ 118 bilhões, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP. A Superagro é realizada pelo Governo de Minas Gerais – por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) – em parceria com a Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg) e Sebrae Minas.

O presidente da Faemg, Roberto Simões, agradeceu o apoio do vice-governador Alberto Pinto Coelho na realização da mostra. “A Superagro tem um significado maior do que exposições comuns. Além da exposição agropecuária, temos uma série de eventos e novidades. A Superagro vai além dos objetivos normais de uma promoção dessa natureza. Além dos negócios, a feira tem o aspecto educativo e social”, afirmou Roberto Simões.

Parque da Gameleira

Durante o lançamento da Superagro 2012, Alberto Pinto Coelho afirmou que o Governo de Minas estuda alternativas para não transferir o Parque da Gameleira para outro local, mantendo as principais exposições agropecuárias.

“Essa é uma discussão que se arrasta há anos. O Estado está buscando soluções, já que as atividades no parque aumentam a cada ano”, disse o vice-governador. Alberto Pinto Coelho afirmou que as associações do Parque da Gameleira estão sendo ouvidas para agregar o parque ao Expominas, de forma que o local se transforme em um centro de convenções completo.

“Essa dicotomia de separar o Expominas do Parque da Gameleira caiu por terra e estamos estudando uma solução para integrar os dois espaços”, afirmou o vice-governador. Ele explicou que já foi aberta a consulta pública para coletar sugestões a essas mudanças. A ideia é construir no parque por meio de uma parceria público-privada, um complexo multiuso, mantendo o espaço para as exposições agropecuárias.

Alberto Pinto Coelho disse, ainda, que quatro parceiros já manifestaram interesse em participar da parceria público-privada para a reforma do parque de exposições. “Estamos na consulta pública e quatro parceiros já se manifestaram. Seguiremos no prazo para colher as sugestões para aprimorar a proposta de reforma inicialmente colocada. Em nenhum momento o setor do agronegócio, assim como o setor de eventos e o trade turístico, deixará de estar presente com voz e vez para contribuir na solução que queremos encontrar”, afirmou Alberto Pinto Coelho.

Também participaram da cerimônia o secretário de Estado de Transportes e Obras públicas, Carlos Melles; o ex-secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Gilman Viana; o presidente do Conselho Regional de Veterinária, Nivaldo de Freitas; além de deputados estaduais e autoridades.

Superagro

A Superagro abriga dois importantes eventos de abrangência nacional, representados pela Exposição Estadual Agropecuária e pela Feira e Festival Internacional da Cachaça (Expocachaça), incorporada à feira em 2005.

A exposição conta com a presença de animais, entre bovinos, equídeos, caprinos, ovinos e bubalinos, de propriedade de criadores de Minas Gerais e de vários outros estados brasileiros. A Expocachaça oferece um amplo leque de marcas da bebida para a venda no atacado e no varejo, procedentes de Minas e outros estados, e também equipamentos e máquinas utilizadas em toda a cadeia produtiva da cachaça.

A Feira reúne empresas fornecedoras de produtos, equipamentos, insumos em geral e novas tecnologias de suporte a diferentes atividades do agronegócio, especialmente nas áreas de saúde, genética e nutrição animal, equipamentos para manejo do gado, como troncos e balanças, máquinas agrícolas e veículos utilitários, entre muitos outros.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alberto-pinto-coelho-participa-do-lancamento-da-superagro-2012/

Gestão Eficiente: agronegócio mineiro mantém tendência de crescimento em 2012

PIB do setor começa ano em expansão, projetando renda anual para R$ 117,7 bilhões

O PIB do agronegócio mineiro mantém expectativa favorável de crescimento para este ano. Em janeiro, o aumento registrado foi 0,2%, projetando renda anual para R$ 117,7 bilhões (valores atuais). Desse montante, 57,5% vêm do agronegócio da agricultura e 42,5% do agronegócio da pecuária.

O PIB do agronegócio mineiro representa a soma das riquezas do setor de quatro grupos: produção básica (dentro da porteira), insumos, agroindústria e distribuição. O levantamento foi elaborado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP, encomendado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e pelo Sistema Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais).

A tendência de crescimento para 2012 se deve aos preços das commodities, que vêm se mantendo altos em função dos baixos estoques mundiais. A evolução da renda agrícola dentro da porteira foi beneficiada, principalmente, pelos preços positivos e aumento da produção.

O café, produto que apresenta peso significativo dentro do segmento básico da agricultura, foi um dos que contribuíram para o resultado positivo do PIB do agronegócio em janeiro. Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento, essa contribuição se deve ao aumento da produção mineira na safra 2012/2013. “A estimativa é de crescimento de 15,67% em relação à safra anterior, que poderá não ser suficiente para acompanhar o crescimento da demanda global e recompor os estoques, o que poderá resultar em bons preços” analisa. Esse quadro pode fazer com que os preços sigam atrativos aos produtores durante todo o ano, ampliando o PIB do agronegócio no Estado.

O milho vem sendo beneficiado pela conjuntura econômica no país. “Devido ao crescimento da renda interna da população brasileira, influenciado pelo aumento do salário mínimo, vem-se constatando a elevação da demanda por carnes (bovina, suína, frango e pescado). Isso favorece o mercado de grão, um dos principais insumos da pecuária”, explica o secretário.

Outras culturas que devem contribuir para a expansão do faturamento do agronegócio mineiro, em função do aumento de preço são: cana-de-açúcar (25,4%), feijão (123,2%), batata-inglesa (54,2%), tomate (70,7%) e banana (10,8%).

As atividades da pecuária foram uma das variáveis que limitaram maior projeção do PIB mineiro para este ano. O setor começou o ano com retração de 0,41%. Isso se deve ao comportamento dos preços, principalmente na bovinocultura, suinocultura e avicultura, sendo positivo apenas para o leite.

De acordo com o presidente do Sistema Faemg, Roberto Simões, as cadeias produtivas de carnes são mais sensíveis ao cenário econômico mundial. “Como o Brasil tem grande importância no comércio mundial desses produtos, a volatilidade de preços e os riscos no mercado internacional têm influenciado o abate e as cotações no mercado interno”, analisa.

O segmento de insumos do agronegócio mineiro iniciou o ano com crescimento de 0,75% da renda. O desempenho positivo é resultado do aumento de preços e da elevação em volume de fertilizantes e corretivos. Destaca-se que a alta desses insumos, apesar de contribuírem para o crescimento do PIB, pesam sobre os custos e pressionam a renda dos produtores.