Governo de Minas: pesquisa vai apontar as condições da saúde bucal em municípios do Sul de Minas

 

Exames clínicos e questionários vão permitir a caracterização do nível de utilização de serviços odontológicos e dos riscos à Saúde Bucal da população mineira

Pedro Cisalpino
Projeto será realizado em cinco cidades sul-mineiras
Projeto será realizado em cinco cidades sul-mineiras

Os moradores de Boa Esperança, Guaxupé, Santa Rita do Sapucaí, Turvolândia e Varginha estão incluídos na pesquisa da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) que vai mapear as condições da saúde bucal da população mineira. O inquérito epidemiológico está sendo feito desde o final de abril e vai permitir a identificação dos problemas bucais mais freqüentes, a fim de diagnosticar as necessidades e, assim formular ações de prevenção, tratamentos e reabilitação adequados à realidade das comunidades.

A pesquisa abrange outros 55 municípios mineiros. Em cada um deles serão feitos cerca de 100 exames, totalizando, aproximadamente, seis mil exames no Estado. De acordo com a diretora de Saúde Bucal da SES-MG, Daniele Lopes Leal, a pesquisa vai fortalecer a Política de Saúde Bucal, que vem sendo delineada no estado.

“O projeto Saúde Bucal Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de aferição das doenças bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados. Dessa forma, serão analisados problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre outras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade dos problemas.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, por meio da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto Saúde Bucal Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de Necessidade em Saúde e de Porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames epidemiológicos são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), Daniele Leal.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos e das faixas etárias de 15 a19, 35 a 44 e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

Projeto

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados por meio do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Fonte: www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/pesquisa-vai-apontar-as-condicoes-da-saude-bucal-em-municipios-do-sul-de-minas/

Gestão da Saúde: SES promove pesquisa para mapear a saúde bucal da população do Estado

Exames clínicos e questionários vão permitir a caracterização do nível de utilização de serviços odontológicos e dos riscos à Saúde Bucal dos mineiros

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Pedro Cisalpino
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está realizando uma pesquisa que tem como objetivo mapear as condições de saúde bucal da população mineira, o SB Minas Gerais. Por meio do projeto, a SES-MG pretende identificar os problemas bucais mais frequentes na população, a fim de diagnosticar as necessidades e, formular ações que contemplem prevenção, tratamentos e reabilitação adequados à realidade das comunidades.

Desde o final de abril, moradores de 60 municípios mineiros estão participando do inquérito epidemiológico. Em cada município serão feitos cerca de 100 exames, totalizando, aproximadamente, seis mil exames no Estado. De acordo com a diretora de Saúde Bucal da SES-MG, Daniele Lopes Leal, a pesquisa vai fortalecer a Política de Saúde Bucal, que vem sendo delineada no estado.

“O SB Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de medição dos agravos bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados.  Dessa forma, serão analisadas as condições de problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre ouras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade das doenças bucais.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, através da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto SB Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de necessidade em saúde e de porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da SES-MG.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos, 15 a19 anos, 35 a 44 anos e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados através do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Municípios Participantes

Guaxupé, Conselheiro Lafaiete, Capela Nova, Betim, Contagem, Itabirito, Sabará, Igarapé, Coronel Fabriciano, Pingo-D’água, Naque, Diamantina, Jenipapo de Minas, Serro, Divinópolis, Lagoa da Prata, Onça de Pitangui, Governador Valadares, Central de Minas, Peçanha, São José da Safira, João Monlevade, Virginópolis, Centralina, São Romão, Varzelândia, Juiz de Fora, Arantina, Cataguases, Simonésia, Pedra Bonita, Montes Claros, Janaúba, Monte Azul, Capitão Enéas, Padre Carvalho, Rio Pardo de Minas, Piumhi, Patos de Minas, João Pinheiro, Águas Vermelhas, Santa Maria do Salto, Santa Fé de Minas, Paula Cândido, Santa Rita do Sapucaí, Turvolândia, Piedade do Rio Grande, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Machacalis,Crisólita,Malacacheta, Ubá, Rosário da Limeira, Araxá, Perdizes, Uberlândia, Unaí, Boa Esperança e Varginha.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ses-promove-pesquisa-para-mapear-a-saude-bucal-da-populacao-do-estado/

Gestão Anastasia: projeto piloto destina parte do salário de presos para vítimas no Sul de Minas

Parceria com Poder Judiciário de Santa Rita do Sapucaí garante ressarcimento de prejuízos causados pelos delitos

 Coordenadores de projeto piloto de ressocialização de detentos em Santa Rita do Sapucaí, Sul de Minas Gerais, encontraram uma forma de o condenado ressarcir parte do prejuízo causado pelos seus crimes. Parte do salário que os presos ganham fazendo trabalhos durante o dia, vai para a família das vítimas de seus delitos. Cinco detentos que cumprem pena no presídio da cidade e estão trabalhando na reforma do Fórum da comarca já estão inscritos no projeto. A iniciativa é realizada em parceria entre a Secretaria de Estado de Defesa Social e o Poder Judiciário.

O diretor geral do presídio de Santa Rita do Sapucaí, Gilson Rafael Silva, explica que o dinheiro para pagamento dos presos é arrecadado por meio de parcerias com empresários locais. Até que seja repassada às partes, em audiências de pagamento, a quantia fica depositada em uma conta do Conselho da Comunidade. “Até hoje, duas audiências já foram realizadas. Outras quatro ainda acontecerão”, conta.

De acordo com o juiz da comarca, José Henrique Mallmann, a iniciativa vai ao encontro do conceito de Justiça Restaurativa. “Não fica só na punição, vai um pouco adiante. Também devolve o custo que o preso tem para a sociedade. O trabalho é feito em prédios públicos e históricos, traz a ideia de preservação e pacificação social e a vítima também não foi esquecida”, explica. Apesar de ser um projeto piloto, o magistrado já avalia a iniciativa muito positivamente. “Não houve problema de disciplina e a gente percebe que a própria comunidade está elogiando o trabalho”, destacou.

A ação prioriza detentos que cometeram furtos, já que assim é possível realizar a restituição financeira da vítima. No entanto, há, também, um preso que foi condenado por tráfico. Nesse caso, metade do salário é repassada à Fazenda Esperança, que oferece tratamento a dependentes químicos.

De acordo com Gilson Silva, os detentos gostam, de forma especial, dessa nova oportunidade de trabalho. “Eles podem se desculpar pelo ato cometido às vítimas e ajudar a família enquanto estão ausentes”, afirmou. O diretor do presídio ressalta que o trabalho e o estudo durante o cumprimento da pena permitem aos presos se prepararem para o retorno ao convívio social e ao mercado de trabalho. “Eles aprendem uma profissão e tiram da cabeça aquele vício do crime”.

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham e 4,5 mil estudam enquanto cumprem suas penas em unidades prisionais administradas pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds)..

Todos os presos que participam do projeto têm autorização judicial para trabalho externo. Eles trabalham de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e, além do salário, têm a pena reduzida – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/projeto-piloto-destina-parte-do-salario-de-presos-para-vitimas-no-sul-de-minas/

Governo de Minas: cidades mineiras se preparam para Conferência da Pessoa com Deficiência

Mais de 50 cidades estão envolvidas e vão promover, até 30 de abril, conferências municipais ou regionais

Os municípios mineiros estão se mobilizando, desde março deste ano, para promover melhorias das políticas públicas destinadas às pessoas com deficiência. Mais de 50 cidades estão envolvidas e vão promover, até o dia 30 de abril, conferências municipais ou regionais para discutir e elaborar propostas a serem apresentadas no encontro estadual, marcado para 19 a 21 de junho, em Belo Horizonte.

Com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), os municípios provocam discussões divididas em quatro eixos: Educação, esporte, trabalho e reabilitação profissional; acessibilidade, comunicação, transporte e moradia; saúde, prevenção, reabilitação, órteses e próteses; segurança, acesso à justiça, padrão de vida e proteção social adequados.

Os municípios de Varginha, Timóteo, Governador Valadares, São Tomé das Letras, Araguari, Três Corações e Itabira já realizaram suas conferências e apresentaram demandas que podem ser transformadas em políticas públicas em prol das pessoas com deficiência de todo o Estado.

“Com a apresentação das propostas, vamos saber o que os municípios precisam e querem do Estado. Além disso, teremos discussões importantes para a elaboração do Plano Estadual de Políticas para Pessoas com Deficiência”, destacou a coordenadora Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência, Ana Lúcia Oliveira.

Cada conferência elege delegados para representarem os respectivos municípios na III Conferência Estadual ‘Um Olhar para a Convenção Sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência’. O evento será promovido pela Sedese, por meio da Coordenadoria de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), e pelo Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conped).

O encontro estadual visa o processo de construção e reestruturação das Redes Estadual e Nacional de Proteção e Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência, além de identificar avanços, desafios e priorizar as demandas no âmbito estadual e federal. A expectativa é que cerca de 40 propostas, oriundas da conferência estadual, sejam levadas à Conferência Nacional, a ser realizada em Brasília, de 3 a 6 de dezembro.

Próximas conferências

24 de abril – Limeira, Rosário de Limeira, Sabará, São Lourenço, Três Marias e Martinho Campos

25 de abril – Itajubá, São Tomé das Letras, Uberlândia.

26 de abril – Araxá, Barbacena, Capelinha, Cássia, Cláudio, Coronel Fabriciano, Lassance, Lavras, Piraúba, Pouso Alegre, Santa Rita do Sapucaí, Uberaba.

27 de abril – Brumadinho, Cataguases, Guarani, Itapecirica, Ouro Preto, Poços de Caldas, Santa Luzia e São João do Paraíso.

28 de abril – Divinópolis, Ipatinga,

30 de abril – Piumhi, São João del-Rei.

Informações sobre as conferências municipais devem ser solicitadas por meio do e-mail: conferenciapcd@social.mg.gov.br.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cidades-mineiras-se-preparam-para-conferencia-da-pessoa-com-deficiencia/

Gestão da Educação: em Minas, crianças aprendem robótica aos 6 anos

A educação para tecnologia faz parte do currículo escolar para desenvolver talentos desde a infância em Santa Rita do Sapucaí

Estudantes do ensino público de Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, começam a ter aulas de noções de robótica logo aos seis anos de idade. A educação para a tecnologia faz parte de um projeto para desenvolver o talento dos jovens que vivem na região conhecida como Vale da Eletrônica, onde um quarto da população atua na indústria de produtos eletrônicos.

As informações fazem parte de matéria espécial do site G1.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/em-minas-criancas-aprendem-robotica-aos-6-anos/

Gestão Anastasia: empresas de tecnologia, logística e radiodifusão anunciam investimentos em Minas Gerais

Protocolos de intenção visam assegurar expansão do desenvolvimento e do mercado de trabalho no Estadoa

Felipe Barroca/Sede
Eriez Minerais: Reginaldo Sérgio Liberato, João Vitor Garcia e Ismael Villas Boas
Eriez Minerais: Reginaldo Sérgio Liberato, João Vitor Garcia e Ismael Villas Boas

O Governo de Minas, através do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), assinou, nesta quinta-feira (15), protocolo de intenções com o presidente do Sistema Integrado Martins (mais conhecido como Grupo Martins) – Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A. –, Alair Martins do Nascimento.

Com investimento de R$ 1,8 milhão, o Grupo Martins, com sede em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, mas com atuação no segmento atacadista em todo o Brasil, decidiu oferecer mais um serviço aos fornecedores. O novo empreendimento diversifica as operações e cria a armazenagem terceirizada.

Para a nova opção de serviço está sendo criada a SIM Armazéns Gerais Ltda, que tem as metas de reduzir os custos na cadeia de distribuição e maximizar as vendas. A nova empresa irá prestar serviços de armazéns gerais, com foco, principalmente, em indústrias estabelecidas em outras unidades federativas que mantêm operações comerciais com empresas atacadistas distribuidoras sediadas no Estado de Minas Gerais. O Grupo Martins atende a cerca de 700 fornecedores, incluindo grandes indústrias.

O grupo empresarial, com experiência de 59 anos no segmento atacadista/distribuidor, tem mais de 4 mil representantes comerciais que atendem a cerca de 300 mil clientes em todo o Brasil. Com a SIM Armazéns serão criados 60 empregos diretos e 75 indiretos.

A SIM Armazéns Gerais Ltda pertence ao Sistema Integrado Martins, que tem ainda as empresas Martins Comércio e Serviços de Distribuição S.A; Banco Triângulo S.A; Martins Integração Logística Ltda; Instituto Alair Martins; Tribanco Corretora de Seguros S.A, Tricard Administradora de Cartões Ltda., E-Facil (site de compras), dentre outras empresas.

Tecnologia

Já a Eriez Minerals Group Flotação Brasil Ltda, empresa americana de tecnologia, acaba de assinar protocolo de intenções com o Governo de Minas para ampliar sua unidade de negócios em Belo Horizonte. Com investimento de R$ 110 milhões, a Eriez quer ampliar o atendimento ao setor de mineração. Serão gerados 12 empregos diretos e 120 indiretos.

O escritório mineiro, que representa o Grupo Eriez na América Latina, é destinado à produção e comercialização de colunas de flotação, células mecânicas, equipamentos para laboratório, borbulhadores e feed air jet. A Eriez é uma empresa de tecnologia da cadeia do aço que fabrica equipamentos para o setor de mineração. O carro-chefe da empresa no Brasil é a fabricação, por encomenda, de células ou colunas de flotação e equipamentos com tecnologia para separação de minérios.

Até o final de 2011, a empresa já havia fornecido 220 colunas de flotação no Brasil. Os maiores clientes da Eriez no Brasil são Vale, Samarco e CBMM. Por se tratar de uma empresa detentora de tecnologia, a Eriez não possui parque fabril, atuando por meio da contratação de fabricantes mineiros e utilizando os canteiros de obra para montagem de seus equipamentos. A empresa opera 100% sob o sistema de encomenda.

Radiodifusão

 

Também assinou protocolo de intenções com o Governo de Minas a Auad Correa Equipamentos Eletrônicos Ltda – Teletronix. A empresa, que pretende crescer 10% ao ano, desenvolve e produz em Santa Rita do Sapucaí, no Sul de Minas, equipamentos eletrônicos em radiodifusão para emissoras de rádio, como aparelhos transmissores e receptores, osciloscópios, aparelhos de recepção, conversão e transmissão ou regeneração de voz, imagens ou outros dados. É a única fabricante de transmissor AM em Minas Gerais.

A Teletronix, que já construiu uma nova sede com recursos próprios, investirá mais R$ 350 mil na expansão da sua unidade industrial e modernização da tecnologia em aparelhos de transmissão. Serão gerados 11 empregos diretos e 15 empregos indiretos. A previsão é atingir a capacidade de produção de 327 aparelhos transmissores, 214 aparelhos receptores, 91 analisadores de modulação, 200 processadores de áudio, 29 áudio consoles, 501 chaves híbridas eletrônicas por ano a partir do final de 2014.

O diretor da Teletronix, Rogério de Souza Correa, informou que a empresa está se preparando também para as mudanças que o setor deverá sofrer com a implantação da rádio digital no Brasil. “Estamos modernizando nossas instalações para ampliar a produção, mas acompanhando e aguardando as orientações do governo brasileiro, que ainda este ano deverá decidir qual o padrão – europeu ou americano – será adotado no país, a exemplo do que aconteceu com o sinal digital para a televisão”, informou.

Rogério de Souza Correa acrescentou ainda que o setor defende o desenvolvimento de um padrão de rádio brasileiro criado pelo próprio país, com a cooperação entre universidades, empresas, pesquisadores e os centros de excelência.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: equipe de alunos da rede estadual participará de torneio internacional de robótica

É a primeira vez que uma equipe de Minas participa do ‘First Lego League Aberto da Flórida’

Divulgação/SEE
Integrantes da equipe da X-Factor, uma das representantes do Brasil na competição
Integrantes da equipe da X-Factor, uma das representantes do Brasil na competição

Ansiedade e apreensão são palavras que definem o que 10 estudantes da Escola Estadual Dr. Luiz Pinto de Almeida, em Santa Rita do Sapucaí, estão sentido. Eles integram a equipe da X-Factor, uma das representantes do Brasil na competição que reunirá apaixonados por tecnologia e robótica de todo o mundo. Chamada de ‘First Lego League (FLL) Aberto da Flórida’, a disputa será realizada entre 3 e 6 de maio, na Flórida, nos Estados Unidos.

A vaga foi conquistada devido ao 4º lugar alcançado pela X-Factor durante a grande final brasileira do Torneio FLL, realizado em São Paulo, nos dias 3 e 4 de março. Em princípio, apenas os três primeiros colocados seriam classificados para a etapa internacional, mas a organização abriu uma nova vaga e a equipe de Santa Rita do Sapucaí garantiu um lugar. Segundo a integrante da equipe e aluna do 8º ano do ensino fundamental Jéssica Cristina Silva Lopes, a notícia pegou todos os estudantes de surpresa. “A notícia veio dois dias depois que o torneio nacional tinha terminado. Já estávamos até pensando qual seria o próximo projeto que iríamos criar para participar da etapa estadual do torneio de robótica. Ficamos todos muito felizes e surpresos”.

Depois de receber a notícia, a equipe iniciou um intenso trabalho para aperfeiçoar a pesquisa e o robô. “A competição será bem parecida com a etapa nacional. Vamos utilizar o mesmo robô e a mesma pesquisa, para isso estamos aperfeiçoando-os. Além disso, os alunos se dividiram e três vezes por semana eles treinam o robô e as missões com as mesas, e nos outros dois dias a pesquisa e o trabalho em equipe”, conta a mentora da X-Factor, Luciana de Carvalho Machado Pires.

Além das habilidades intelectuais e práticas da competição, a equipe também prepara o lado emocional dos integrantes. A preparação conta até com palestras com psicólogos, que irão enfatizar a importância do trabalho em equipe e de se manter a calma na hora da competição. “A ideia é tentar nos preparar o melhor possível para sermos uma equipe competitiva e tentar uma boa colocação”, acrescenta Luciana.

É a primeira vez que uma equipe do Estado participará da etapa internacional do torneio de robótica e isso aumenta ainda mais a expectativa da equipe. “Às vezes, tenho a sensação de que a ficha ainda não caiu. Participar de uma competição internacional será uma ótima oportunidade de trocarmos experiências. Todos os dias nós pesquisamos na internet as equipes que vão participar da competição e como é lá na Flórida”, confessa a integrante da equipe e aluna da 8º ano do ensino fundamental Laiza Costa Vicentini.

First Lego League (FLL) Aberto da Flórida                                             

Durante a competição, a X-Factor enfrentará três grandes desafios: projeto de pesquisa, projeto do robô e o desafio robótico. O desafio consiste em 15 tarefas que devem ser executadas em um prazo de dois minutos e meio, por robôs construídos pelas próprias equipes. Mais de 60 equipes de todo o mundo devem participar do ‘Aberto da Flórida’.

A equipe será analisada por juízes, que irão considerar como critérios de avaliação: a performance do grupo ao trabalhar em equipe, a pesquisa de campo realizada e solução apresentada, o projeto desenvolvido para o robô e o cumprimento das missões estabelecidas no desafio do robô.

Trabalho de pesquisa

Além dos desafios robóticos, a equipe apresentará seu projeto de pesquisa. Os estudantes desenvolveram uma etiqueta adesiva que funciona como termômetro irreversível. A etiqueta deve ser colada na embalagem do frango e quando o alimento é descongelado e alcança à temperatura de 8°C a etiqueta mancha. A pesquisa foi pensada para o bem-estar do consumidor, já que ao ser descongelado e congelado novamente o frango fica impróprio para o consumo.

A equipe ainda está pensando em como será a apresentação da pesquisa. “Nós estamos pensando em enxugar um pouquinho a pesquisa para fazer a apresentação na Flórida. Ainda não sabemos se vamos levar um tradutor ou se vamos treinar para apresentar em Inglês”, ressalta Jéssica.

Torneio Nacional de Robótica

Entre os dias 3 e 4 de março, a equipe X-Factor participou do Torneio Nacional de Robótica. Além de conquistar a vaga para o ‘Aberto da Flórida’, os alunos também faturam um troféus na categoria ‘Designer do Robô’. Nessa categoria, os jurados reconheceram o time que desenvolveu um robô bem projetado mecanicamente, que seja durável, eficiente e altamente capaz de desempenhar as missões designadas.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: competição destaca dobradinha entre ciência e tecnologia em projetos que beneficiam a sociedade

Rede estadual de ensino de Minas será representada por três equipes em um dos eventos de robótica mais importantes do mundo
Arquivo
Equipe W-Tec, formada por alunos da Escola Estadual Dr. Luiz Pinto de Almeida
Equipe W-Tec, formada por alunos da Escola Estadual Dr. Luiz Pinto de Almeida

Três equipes compostas por estudantes da rede estadual de ensino participam, neste final de semana, de uma viagem pelo mundo da ciência e da tecnologia. Eles participarão da Etapa Nacional do Torneio First Lego League (FLL), um dos mais importantes torneios de robótica do mundo. O evento será realizado entre 3 e 4 de março, em São Paulo.

A grande final brasileira reunirá 45 equipes de todo o país, formada por estudantes com idades entre 9 e 15 anos. A competição terá como tema ‘Food Factor’ e o objetivo é fazer com que os jovens pensem em alternativas para evitar problemas de saúde às pessoas por conta da ingestão de alimentos.

Durante a competição, as equipes enfrentarão três grandes desafios: projeto de pesquisa, projeto do robô e o desafio robótico. O desafio consiste em 15 tarefas que devem ser executadas em um prazo de dois minutos e meio, por robôs construídos pelas próprias equipes.

Além do projeto de pesquisa, os desafios da arena simulam atividades que envolvem a segurança alimentar, como remoção de pragas, despoluição de nascentes, transporte refrigerado, higiene e aproveitamento das bactérias boas.

Composta por dez estudantes de seis escolas da rede estadual de ensino da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Itajubá, a equipe ‘Blecaute Uai’ levará para competição um projeto no qual desenvolveram um lacre para frangos congelados. “O lacre mostra para o consumidor se o alimento foi descongelado e congelado novamente. É um quebra-cabeça, que se o frango for descongelado fica todo embaralhado”, conta a mentora da equipe, Deise Maria Pizarro Ramos.

A ideia do lacre surgiu durante a pesquisa, que contou com visitas à granja e supermercados da cidade, além de entrevistas com nutricionais e engenheiros alimentares. A estudante do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Maria Lima de Jesus, no município de São José do Alegre, Thayana Karolini Costa, ressalta a importância do projeto para a sociedade. “Resolvemos criar uma coisa que pudesse mostrar ao consumidor se o produto deve ser ou não consumido, porque os casos de intoxicação alimentar estão aumentando. Ele é um saquinho plástico no qual colocamos um quebra cabeça montado. Quando o frango é descongelado a imagem que está junto dele desmonta”.

A estudante também fala sobre sua expectativa. “Estamos muito nervosos e a expectativa é grande. O nosso projeto é simples e a ideia é bem estruturada, e isso dá segurança. Para as competições de arena, por exemplo, montamos um robô que em uma viagem consegue cumprir várias missões. Isso ajuda reduzir o tempo, que é um dos critérios de pontuação”, acrescenta Thayana Karolini Costa.

A ansiedade da jovem é partilhada pelos componentes de outras duas equipes formadas por estudantes da rede estadual: a W-Tec e a X-Factor. Os dois times são formados por alunos da Escola Estadual Dr. Luiz Pinto de Almeida, em Santa Rita do Sapucaí.

Segundo a mentora da equipe X-Factor, Luciana de Carvalho Machado Pires, a preparação dos estudantes para a etapa nacional foi intensa. “O grupo se reuniu nas férias de janeiro, no feriado de Carnaval e nos finais de semana. Além disso, estávamos vindo para a escola todos os dias”.

O projeto de pesquisa que a equipe irá apresentar será uma etiqueta adesiva que funciona como termômetro irreversível. A etiqueta deve ser colada na embalagem do frango e, quando o alimento é descongelado e alcança a temperatura de 8°C, a etiqueta mancha. De acordo com Luciana, ao atingir essa temperatura o alimento não é próprio para consumo. “As nossas pesquisas mostraram que nessa temperatura o nível de microorganismos aumenta e o produto pode causar danos à saúde. Depois que a etiqueta mancha, mesmo que o produto seja congelado novamente, ela não volta ao normal”. Esse tipo de termômetro na forma de adesivo já existe, mas é utilizado em altas temperaturas.

O trabalho da equipe não ficou restrito à competição. Os estudantes foram às ruas para alertar a população da cidade sobre o risco de consumir frangos que foram descongelados e congelados. “Nós fomos aos supermercados e distribuímos panfletos sobre intoxicação alimentar. Tudo para alertar o consumidor. No panfleto também tinha um resumo do nosso projeto e nós perguntávamos às pessoas o que elas achavam da iniciativa e se ela era viável. Colhemos mais de 500 assinaturas apoiando o projeto”, conta a estudante do 8º ano e integrante da equipe X-Factor, Laiza Costa Vicentini.

Já a equipe W-Tec desenvolveu um trabalho voltado para a conservação de frutas. Além da pesquisa, a preparação do projeto contou também com experimentos. “Nós nos preocupamos com o desperdício de alimentos, por isso criamos um saquinho composto por permanganato de potássio e silicato de alumínio. Esse saquinho faz a captura do gás etileno, que influência no amadurecimento das frutas. Fizemos experimentos com mamão e banana prata. Conseguimos prolongar a vida do mamão, por exemplo, de 10 a 15 dias”, revela o colaborador da pesquisa, Florisvaldo Silva.

A integrante da equipe e aluna do 9º ano do ensino fundamental, Ana Carolina Calhâu Pereira, está confiante na classificação para etapa internacional. “A expectativa é muito boa. Acho que vamos passar dessa fase. Nós treinamos muito e a ideia é muito boa”.

Durante a etapa nacional, todos os times são analisados por juízes da First, que consideram como critérios de avaliação: a performance do grupo ao trabalhar em equipe, a pesquisa de campo realizada e solução apresentada, o projeto desenvolvido para o robô e o cumprimento das missões estabelecidas no desafio do robô.

As três melhores equipes da competição serão classificadas para as etapas internacionais da FLL: o World Festival, em St. Louis, EUA; o Open European Championship, em Mannheim, na Alemanha; e o Robots in Paradise, na Flórida, EUA.

O Torneio Nacional FLL é promovido pelo Instituto Aprender Fazendo (IAF), representante da ONG First no Brasil, e apoiado pela ZOOM, distribuidora exclusiva da LEGO Education.

Fonte: Agência Minas