Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonômia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Royalties: artigo de Antonio Anastasia

Royalties da mineração: artigo Antonio Anastasia – “Não se justifica a disparidade existente entre a CFEM e os royalties do petróleo”, comentou o governador de Minas.

Royalties: artigo Antonio Anastasia

 Royalties: artigo de Antonio Anastasia

Royalties da mineração: artigo Antonio Anastasia – “Não se justifica a disparidade existente entre a CFEM e os royalties do petróleo”, comentou ogovernador de Minas.

Fonte: artigo governador de Minas Antonio Anastasia – O Estado de S.Paulo

 

Minério, petróleo e os novos inconfidentes

Petróleo dá bem mais royalties do que minério. Em 2011, o RJ levou R$ 6,9 bi; MG, só R$ 181 milhões. Mas minério também é finito, também é “safra única”

Royalties – A Inconfidência Mineira legou aos brasileiros um dos mais vigorosos pilares na formação da nacionalidade. Seus líderes tornaram-se ícones da luta pela liberdade e pela independência. Dessa maneira, é muito apropriado buscar inspiração em 1789 para o movimento Justiça Ainda que Tardia, que lançamos recentemente e cujo nome homenageia a bandeira dos inconfidentes.

Nosso combate de hoje busca maior compensação financeira pela exploração de recursos minerais.

Há, atualmente, uma grande disparidade entre os royalties do petróleo e do minério, o que prejudica Estados como Minas Gerais e Pará, com atividade mineradora intensa.

Enquanto, em 2011, os royalties e participações especiais referentes ao petróleo alcançaram a soma de R$ 25,8 bilhões, o valor arrecadado com a Contribuição Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) foi de apenas R$ 1,54 bilhão.

Queremos mudanças na legislação brasileira que define os royalties sobre as atividades de mineração. Não se justifica a disparidade existente entre a CFEM e os royalties do petróleo. Por mais que se rejeite a comparação, não há como negar tão grande distorção.

No caso do minério de ferro, principal produto da pauta das exportações brasileiras, nossa proposta é que o percentual da CFEM seja, em média, de 4% sobre o faturamento bruto das empresas mineradoras.

Em 2011, verificamos que enquanto a CFEM destinou aos cofres de Minas Gerais cerca de R$ 181,4 milhões, o Rio de Janeiro foi destinatário do significativo montante de R$ 6,9 bilhões relativo aos royalties e à participação especial (valor 38 vezes maior do que Minas).

Essa gritante distorção se repete em relação aos municípios. Enquanto todos os municípios mineiros produtores de minério receberam R$ 512 milhões, os municípios fluminenses produtores de petróleo receberam R$ 3,7 bilhões (sete vezes mais).

As atividades de exploração de petróleo e de minérios, produtos primários não renováveis, têm, ambas, alto impacto ambiental. Entretanto, são tratadas de forma muito desigual. Enquanto os royalties do petróleo chegam a até 10% do faturamento bruto, no caso dos minérios são de, no máximo, 3% do faturamento líquido (faturamento bruto menos despesas).

A arrecadação estatal em relação ao minério de ferro teve uma redução expressiva nas últimas décadas. Em 1988, era de US$ 1,30 por tonelada explorada. Hoje, equivale a apenas a US$ 0,26 por tonelada de minério de ferro.

O aumento do valor dos royalties da mineração é necessário para financiar projetos de desenvolvimento sustentável de longo prazo, pois trata-se de uma riqueza finita -como dizia o ex-presidente Arthur Bernardes, o minério só dá uma safra.

Esta é uma discussão mundial. Muitos países têm proposto um aumento de alíquota que pode chegar, em alguns casos, a 15% do faturamento bruto.

Na Austrália, por exemplo, a alíquota é de 7,5% sobre o faturamento bruto no caso do minério de ferro, e está sendo discutida uma participação especial de 30% sobre o lucro. Na Índia, a alíquota está em 10%.

O debate nacional sobre os royalties dos minérios não pode mais ser postergado. O clamor de Tiradentes e seus contemporâneos de rebeldia ajudou a formar o nosso Brasil. Esse é o exemplo de civismo que nos inspira.

ANTONIO ANASTASIA, 51, professor de direito da Universidade Federal de Minas Gerais, é governador do Estado de Minas Gerais pelo PSDB

Royalties do minério – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/55816-minerio-petroleo-e-os-novos-inconfidentes.shtml

Gestão da Educação: Fórum de educadores avalia o panorama do ensino médio noturno no país

Grupo de trabalho formado para discutir e planejar ações para o ensino médio noturno se reúne em Brasília

Os coordenadores do ensino médio nos estados brasileiros e Distrito Federal estão reunidos em Brasília, nesta sexta-feira (11), para uma apresentação das ações desenvolvidas em cada estado com foco no ensino médio noturno. Os educadores compõem o grupo de trabalho criado pelo Ministério da Educação para planejar ações com foco nesse nível de escolaridade. Formado no ‘Fórum Técnico de Ensino Médio’, realizado em abril. A representante da região sudeste é a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, Audrey Regina Carvalho Oliveira.

“Nós, coordenadores do ensino médio na região sudeste do Brasil, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, faremos uma apresentação das ações desenvolvidas em nossos estados que têm sido bem sucedidas”, adianta Audrey Regina.

Discutir para aprimorar

A ideia do grupo de trabalho é que ao final do ano seja feito um relatório com as ações e os encaminhamentos voltados para o ensino médio no noturno. Essas medidas integram o ‘Ensino Médio Inovador’, programa do Ministério da Educação, que busca fortalecer o desenvolvimento de propostas curriculares inovadoras nas escolas de ensino médio, como a capacitação de educadores. Minas Gerais fará adesão ao projeto em 2013 e ele será complementar às ações desenvolvidas pelo Estado como foco no ensino médio.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/forum-de-educadores-avalia-o-panorama-do-ensino-medio-noturno-no-pais/

Governo de Minas: lutador da Zona da Mata é campeão brasileiro de jiu-jítsu

Vice-campeão em 2011, Leonardo Saggioro, de 23 anos, venceu competição nacional disputada no Rio De Janeiro

O lutador Leonardo Saggioro, de Juiz de Fora,  sagrou-se campeão nacional de jiu-jítsu na principal categoria do esporte no país no último final de semana. Lutando na faixa preta, adulto, peso pena, Cascão, como é mais conhecido, venceu todas as lutas da competição, disputada no Grajaú Country Club, no Rio de Janeiro. As informações são do jornal Tribuna de Minas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/lutador-da-zona-da-mata-e-campeao-brasileiro-de-jiu-jitsu/

Governo de Minas: Antonio Anastasia toma posse na Academia Nacional de Economia

Governador foi eleito por unanimidade e passa a ocupar a cátedra que tinha como titular o jornalista Roberto Marinho

Wellington Pedro/Imprensa MG
Antonio Anastasia vai ocupar cadeira que pertencia a Roberto Marinho
Antonio Anastasia vai ocupar cadeira que pertencia a Roberto Marinho

O governador Antonio Anastasia tomou posse, nesta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, como membro titular imortal da Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais – Academia Nacional de Economia (ANE). Anastasia foi indicado por um dos membros da Academia e foi escolhido por uma comissão de seleção por seu currículo, segundo os critérios do estatuto social e do regimento, e eleito por unanimidade pela instituição para ocupar a Cátedra número 4.

Durante seu discurso de posse, o governador ressaltou que aceitou o convite para tomar assento em uma das cátedras da Academia como uma homenagem a Minas Gerais.

“Minas jamais refugou diante dos desafios e das missões que lhe atribuiu a Pátria. Jamais desertamos da causa única da República: a Liberdade. Liberdade que é o tônico da política e o bálsamo da economia”, disse.

A cátedra número 4 tinha como titular o jornalista Roberto Marinho, cujo patrono é o político, escritor e jornalista Aureliano Cândido Tavares Bastos, considerado um precursor do federalismo, destacado por sua luta contra a excessiva centralização administrativa durante o segundo reinado (1840-1889).

Lembrando seu patrono, o governador mais uma vez se colocou contra o centralismo político administrativo, a favor de uma forte e verdadeira federação.

“Do patrono desta cátedra tomo a medida de minha responsabilidade. É preciso urdir um sistema de colaboração institucional entre os diversos atores do cenário político nacional, para permitir que o Estado e seus governos convivam harmoniosamente, assim como previu a Constituição. É apenas essa harmonia que permite que governos e mercados mantenham uma coexistência saudável e progressista”, declarou Anastasia.

Academia

Fundada em 1944, a Academia Nacional de Economia é uma sociedade particular, com caráter científico e cultural, com sede no Rio de Janeiro. Tem por finalidade estimular o progresso e desenvolvimento das Ciências Econômicas, Políticas e Sociais, estudando e discutindo os assuntos dessas áreas. Busca também preservar a história e a memória das ciências e profissões afins e estimular a reverência e a homenagem aos colegas profissionais importantes do passado e do presente.

Podem ser membros titulares acadêmicos da Academia Nacional de Economia, os brasileiros que tenham inquestionável notoriedade – profissionais de notória competência e saber –, em qualquer das ciências ou profissões abrangidas pela sociedade.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/antonio-anastasia-toma-posse-na-academia-nacional-de-economia/

Governo de Minas: Antonio Anastasia toma posse na Academia Nacional de Economia

Governador foi eleito por unanimidade e passa a ocupar a cátedra que tinha como titular o jornalista Roberto Marinho

Wellington Pedro/Imprensa MG
Antonio Anastasia vai ocupar cadeira que pertencia a Roberto Marinho
Antonio Anastasia vai ocupar cadeira que pertencia a Roberto Marinho

O governador Antonio Anastasia tomou posse, nesta quarta-feira (25), no Rio de Janeiro, como membro titular imortal da Academia Brasileira de Ciências Econômicas, Políticas e Sociais – Academia Nacional de Economia (ANE). Anastasia foi indicado por um dos membros da Academia e foi escolhido por uma comissão de seleção por seu currículo, segundo os critérios do estatuto social e do regimento, e eleito por unanimidade pela instituição para ocupar a Cátedra número 4.

Durante seu discurso de posse, o governador ressaltou que aceitou o convite para tomar assento em uma das cátedras da Academia como uma homenagem a Minas Gerais.

“Minas jamais refugou diante dos desafios e das missões que lhe atribuiu a Pátria. Jamais desertamos da causa única da República: a Liberdade. Liberdade que é o tônico da política e o bálsamo da economia”, disse.

A cátedra número 4 tinha como titular o jornalista Roberto Marinho, cujo patrono é o político, escritor e jornalista Aureliano Cândido Tavares Bastos, considerado um precursor do federalismo, destacado por sua luta contra a excessiva centralização administrativa durante o segundo reinado (1840-1889).

Lembrando seu patrono, o governador mais uma vez se colocou contra o centralismo político administrativo, a favor de uma forte e verdadeira federação.

“Do patrono desta cátedra tomo a medida de minha responsabilidade. É preciso urdir um sistema de colaboração institucional entre os diversos atores do cenário político nacional, para permitir que o Estado e seus governos convivam harmoniosamente, assim como previu a Constituição. É apenas essa harmonia que permite que governos e mercados mantenham uma coexistência saudável e progressista”, declarou Anastasia.

Academia

Fundada em 1944, a Academia Nacional de Economia é uma sociedade particular, com caráter científico e cultural, com sede no Rio de Janeiro. Tem por finalidade estimular o progresso e desenvolvimento das Ciências Econômicas, Políticas e Sociais, estudando e discutindo os assuntos dessas áreas. Busca também preservar a história e a memória das ciências e profissões afins e estimular a reverência e a homenagem aos colegas profissionais importantes do passado e do presente.

Podem ser membros titulares acadêmicos da Academia Nacional de Economia, os brasileiros que tenham inquestionável notoriedade – profissionais de notória competência e saber –, em qualquer das ciências ou profissões abrangidas pela sociedade.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/antonio-anastasia-toma-posse-na-academia-nacional-de-economia/

Gestão Anastasia: Emater incentiva plantio de morango em Lima Duarte

Produtores de região tipicamente leiteira podem ter na fruta boa alternativa para aumento de renda

Divulgação / Emater-MG
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte
Unidade Demonstrativa extimula a produção do morango em Lima Duarte

A implantação de uma Unidade Demonstrativa em Lima Duarte, Zona da Mata, tem ajudado a estimular a produção de morango no município. A iniciativa é uma parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater–MG) com a prefeitura e a Cooperativa União da Mata. Os resultados apresentados pela unidade serviram de estímulo para que mais produtores decidissem investir no cultivo do morango.

A Unidade Demonstrativa foi implantada no ano passado. O plantio ocorreu em agosto, e a colheita foi iniciada dois meses depois. Até abril de 2012, a lavoura produziu duas toneladas de morango. O local também tem sido utilizado para realizar cursos sobre a cultura, e, com isso, produtores do município e região puderam saber mais sobre o cultivo de morango.

Segundo o extensionista da Emater–MG Abmael de Lélis Saraiva, o município de Lima Duarte oferece boas condições para o desenvolvimento da cultura. “O clima é favorável, e as áreas são de boa altitude, o que favorece o cultivo de morango”, diz.

A unidade fica na propriedade do produtor Jadelbo Júnior. No local, foram plantados 3.000 pés de morango da variedade Sant’Andreas. Apesar de recente, a lavoura se tornou uma opção de renda para Jadelbo. O morango cultivado por ele é vendido a escolas do município. Com os bons resultados, o produtor já pensa em ampliar a lavoura. “Com isso, eu pretendo comercializar a produção de morango da minha propriedade em outras localidades como Rio de Janeiro e Juiz de Fora”, conta.

Estímulo

A experiência com a Unidade Demonstrativa estimulou outros cinco produtores a investirem na cultura do morango, sob a orientação da Emater–MG. Um deles é o pecuarista José de Oliveira. Até pouco tempo, ele não pensava em trabalhar na atividade, mas, hoje, já pensa diferente. “Eu optei pelo morango, porque acredito que seja uma forma de agregar valor à minha propriedade e que me dê um retorno rápido. Espero que, daqui a um tempo, seja o carro-chefe da propriedade”, diz João de Oliveira.

Para o extensionista Abmael Saraiva, o cultivo do morango ajuda também na diversificação das propriedades do município, que têm a pecuária leiteira como principal atividade. “A cultura do morango é mais uma opção de renda e possibilita aos produtores entrarem em novos mercados”, afirma.

Governo de Minas: região Centro-Oeste conta com 14 cachaças certificadas pelo IMA

Selo do Governo de Minas garante a procedência do produto. Estado é responsável por 50% da produção nacional

Divulgação/Cachaça Caipira
A Cachaça Caipira comercializa anualmente cerca de 40 mil litros da bebida
A Cachaça Caipira comercializa anualmente cerca de 40 mil litros da bebida

Governo de Minas, por meio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), promoveu, desde 2008, a certificação de 221 marcas de cachaça de alambique. Na região Centro-Oeste, 14 cachaças são certificadas pelo órgão estadual. A expectativa para 2012 é que o número de estabelecimentos certificados em Minas aumente em pelo menos 10%.

De acordo com o Sebrae/MG, Minas Gerais possui cerca de 8,4 mil alambiques. O Estado produz, anualmente, cerca de 200 milhões de litros do produto, o que corresponde a aproximadamente 50% do mercado nacional. Na mesorregião Oeste, cerca de 220 estabelecimentos produzem cachaça, o equivalente a aproximadamente 2,6% do total produzido em todo o Estado.

O programa de certificação de produtos agropecuários e agroindustriais do IMA é voltado para produtores de cachaça artesanal, produzida com fermento natural e destilada em alambique de cobre. A certificação é de adesão voluntária e o interessado em participar desse processo pode procurar um dos escritórios do instituto para receber as orientações necessárias.

De acordo com a auditora do IMA, Miriam Alvarenga, o programa de certificação da cachaça foi criado devido ao fato da bebida ser um produto tradicional de Minas Gerais.

“Há um compromisso de governo de estabelecer políticas públicas para o setor, o que inclui a melhoria da qualidade do produto. A certificação visa alcançar mercados cada vez mais competitivos e temos tido um retorno bem positivo dos produtores que conseguem a certificação”, disse Alvarenga.

Certificação alavanca vendas

A cachaça Ferrador, produzida no município de Divinópolis, foi a primeira do Estado a obter o selo do Governo de Minas. De acordo com o proprietário da marca, Geraldo Maia da Silva, a cachaça é fabricada há 26 anos. “Minha família cultivava cana de açúcar desde a segunda metade do século 19. Meu bisavô levava rapadura e toucinho ao Curral Del Rei, arraial que veio a se tornar Belo Horizonte. Com o passar do tempo resolvemos sair do segmento de rapadura e açúcar. Aí começamos a produzir a cachaça de alambique e estamos no ramo até hoje”, informa Silva.

A cachaça Ferrador produz anualmente 3.500 litros da bebida, sendo que 40% do produto é enviado ao exterior, 35% é comercializado no Centro-Oeste mineiro e 25% segue para pontos de venda em estados como Bahia e Rio de Janeiro. De acordo com o produtor da cachaça, o selo do IMA facilita a comercialização do produto para outros países e outros estados da federação.

“A certificação do IMA foi muito importante, pois fez com que a nossa cachaça se tornasse mais desejada pelo consumidor. O selo dá ao cliente uma satisfação de segurança do produto a ser consumido”, destacao proprietário da Cachaça Ferrador.

Desde 1946, a cachaça Caipira é produzida no município de Itapecerica. Os proprietários, os irmãos Paulo César Lima e Guido Antônio Lopes, cresceram vendo o pai fabricar a cachaça de alambique e hoje vivem da fabricação do produto. Certificada pelo IMA em 2008, a fábrica de cachaça comercializa anualmente cerca de 40 mil litros da bebida e já foi exportada para países como a Suíça. Atualmente, a cachaça Caipira é comercializada principalmente na cidade de Itapecerica e nos municípios da redondeza.

“A certificação do IMA melhorou a nossa imagem no mercado. O selo nos leva a um público exigente e que não se importa em pagar mais por um produto de qualidade e que tem a garantia de um órgão estadual”, garanteo produtor Paulo César Lima.

Como obter a certificação

No momento de requerer a certificação, o produtor pode optar por três sistemas produtivos da cana: o sistema orgânico, o sem agrotóxicos e o sistema tradicional. No primeiro, a cana deve ser cultivada sem agrotóxico e adubo químico. No segundo, não pode haver aplicação de agrotóxicos e o uso do adubo químico é permitido. E no tradicional, é permitido o uso de agrotóxicos e adubos químicos indicados para esta cultura, dentro dos parâmetros agronômicos prescritos.

Além disso, o IMA é acreditado pelo Inmetro como Organismo de Certificação de Produtos para cachaça. A acreditação confere ao IMA credibilidade e maior notoriedade em âmbito nacional e internacional no processo de certificação de produtos agropecuários. Além da certificação conjunto junta ao Inmetro, o IMA também certifica pelo protocolo mineiro a cachaça de alambique e a cachaça orgânica de alambique.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/regiao-centro-oeste-conta-com-14-cachacas-certificadas-pelo-ima/

Governo Anastasia: taxa de desocupados na Região Metropolitana de Belo Horizonte cai para 4,7%

Rendimento médio do trabalhador mineiro apresentou crescimento, segundo dados do IBGE

Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada nesta quinta-feira (22), aponta taxa de desocupados na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) de 4,7%,  o que representa uma queda, comparado ao mesmo período do ano passado (6,3%). Em comparação ao mês de janeiro deste ano, a taxa apresentou relativa estabilidade, variando em 0,2% (4,5%).

A taxa de desocupação na RMBH apresentou aumento em relação ao mesmo período de 2011, passando de 56,1%, para 57,3% em fevereiro deste ano. Em relação ao rendimento médio real habitual, a taxa apresentou melhoria aos trabalhadores. O valor passou de R$ 1.487,95, em fevereiro de 2011, para R$ 1.592,00 no mesmo período deste ano.

“Estamos fazendo políticas públicas, incansavelmente, para que possamos levar mais e melhores empregos para a população mineira. Para este ano, a meta é qualificar cerca de 30 mil trabalhadores. Com isso, serão 30 mil pessoas com competência para realizar serviços nas mais diversas áreas para que possam ingressar no mercado de trabalho”, avaliou o secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta.

Dados nacionais

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME) é realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em seis regiões metropolitanas do Brasil, sendo elas Belo Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Recife, Rio de Janeiro e Salvador.

De acordo com os resultados da PME, apurada em fevereiro de 2012, no conjunto das seis regiões, o contingente de desocupados foi estimado em 1,4 milhão de pessoas, resultado considerado estável em relação a janeiro último. Quando comparado com fevereiro de 2011, essa estimativa recuou 8,6% (menos 130 mil).

A população ocupada, estimada em 22,6 milhões em fevereiro de 2012 no agregado das seis regiões, não se alterou frente a janeiro. No confronto com fevereiro de 2011 registrou aumento de 1,9%, o que representou uma elevação de 428 mil ocupados no intervalo de 12 meses.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores, apurado em fevereiro de 2012 em R$ 1.699,70, no conjunto das seis regiões, subiu 1,2% em relação a janeiro último. Frente a fevereiro de 2011, o poder de compra dos ocupados aumentou 4,4%.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/taxa-de-desocupados-na-regiao-metropolitana-de-belo-horizonte-cai-para-47/

Governo de Minas: Fapemig libera recursos para institutos nacionais de ciência e tecnologia

Projetos contemplados receberão, ao todo, recursos da ordem de R$ 10,4 milhões

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) libera a partir desta sexta-feira (16) recursos para a continuidade das pesquisas dos três primeiros Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) de Minas Gerais que passaram pela avaliação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os projetos contemplados são: Medicina Molecular, Nano-biofarmacêutica e Estruturas Inteligentes para Inovação em Engenharia. Eles receberão, ao todo, R$ 10,4 milhões, sendo que a Fapemig investirá R$ 4,6 milhões, a Petrobrás R$ 1,3 milhão e o restante será financiado pelo CNPq.

Todos os 13 INCTs de Minas Gerais aprovados no primeiro edital do programa, lançado pelo CNPq em 2008, receberão financiamento ao longo de cinco anos, conforme previsto, pois foram avaliados com sucesso em 2010 tanto no seminário local quanto no nacional. Como decorrência da avaliação nacional de todos os projetos, em 2011, o Programa dos INCTs foi analisado pelo Comitê do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), que decidiu por sua continuidade.

Por terem sido os primeiros a iniciarem suas atividades no Estado, os três INCTs citados apresentaram suas propostas para continuidade dos projetos ao longo dos próximos dois anos. Estas propostas foram analisadas por consultores ad-hoc e aprovadas pelo CNPq.

Seguindo os prazos previstos, todos os outros dez INCTs de Minas Gerais estão passando por procedimento similares e, ainda no primeiro semestre de 2012, devem ter seus processos prorrogados e novos investimentos vão garantir a continuidade do Programa.

INCTs

O Programa INCTs foi lançado em 2008 pelo CNPq que, com recursos próprios e de parceiros, entre eles, a Fapemig destinou mais de R$ 600 milhões a grupos de pesquisa em todo o país, possibilitando a formação de 123 INCTs. O programa tem o objetivo de mobilizar e agregar, de forma articulada, os melhores grupos de pesquisa em áreas estratégicas para o Brasil, além de impulsionar a pesquisa científica básica e estimular o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica de ponta.

Em Minas Gerais, são 13 INCTs, que congregam universidades e centros de pesquisas em atividades voltadas para áreas específicas do conhecimento. No primeiro investimento, os INCTs mineiros receberam R$ 72 milhões, sendo metade proveniente da FAPEMIG e metade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os recursos vindos da Fapemig foram pagos em três parcelas: em 2009, 2010 e 2011, totalizando R$ 36 milhões.

Além da Fapemig, o Programa do CNPq tem como parceiros a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o Ministério da Saúde (MS), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e as Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), do Pará (Fapespa), de São Paulo (Fapesp), do Rio de Janeiro (Faperj) e de Santa Catarina (Fapesc).

Fonte: Agência Minas