Mensalão: Valério em fita diz que Lula é o chefe

Mensalão do PT: “O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula, atesta um amigo íntimo”, contou Noblat em O Globo.

Mensalão: Valério e chumbo grosso contra Lula

Fonte: Artigo Ricardo Noblat

A quarta cópia, por Ricardo Noblat

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Marcos Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão. A certeza de que vai cumprir pena preso, fez com que o publicitário girasse a metralhadora contra Lula.

Mensalão – Dá-se a prudência como característica marcante dos mineiros.

Teria a ver, segundo os estudiosos, com a paisagem das cidadezinhas de horizonte limitado, os depósitos de ouro e de pedras preciosas explorados no passado até se esgotarem, e a cultura do segredo e da desconfiança daí decorrente.

Não foi a imprudência que afundou a vida de Marcos Valério. Foi Roberto Jefferson mesmo ao detonar o mensalão.

Uma vez convencido de que o futuro escapara definivamente ao seu controle, Valério cuidou de evitar que ele se tornasse trágico.

Pensou no risco de ser morto. Não foi morto outro arrecadador de recursos para o PT, o ex-prefeito Celso Daniel, de Santo André?

Pensou na situação de desamparo em que ficariam a mulher e dois filhos caso fosse obrigado a passar uma larga temporada na cadeia. E aí teve uma ideia.

Ainda no segundo semestre de 2005, quando Lula até então insistia com a lorota de que mensalão era Caixa 2, Valério contratou um experiente profissional de televisão para gravar um vídeo.

Poderia, ele mesmo, ter produzido um vídeo caseiro. De princípio, o que importava era o conteúdo. Mas não quis nada amador.

Os publicitários de primeira linha detestam improvisar. Valério pagou caro pelo vídeo do qual fez quatro cópias, e apenas quatro.

Guardou três em cofres de bancos. A quarta mandou para uma das estrelas do esquema do mensalão, réu do processo agora julgado pelo Supremo Tribunal Federal.

Renilda, a mulher dele, sabe o que fazer com as três cópias. Se Valério for encontrado morto em circunstâncias suspeitas ou se ele desaparecer sem dar notícias durante 24 horas, Renilda sacará dos bancos as três cópias do vídeo e as remeterá aos jornais O Estado de São Paulo, Folha de S. Paulo e O Globo. (Sorry, VEJA!)

O que Valério conta no vídeo seria capaz de derrubar o governo Lula se ele ainda existisse, atesta um amigo íntimo do dono da quarta cópia.

Na ausência de governo a ser deposto, o vídeo destruiria reputações aclamadas e jogaria uma tonelada de lama na imagem da Era Lula. Lama que petrifica rapidinho.

A fina astúcia de Valério está no fato de ele ter encaminhado uma cópia do vídeo para quem mais se interessaria por seu conteúdo. Assim ficou provado que não blefava.

Daí para frente, sempre que precisou de ajuda ou consolo, foi socorrido por um emissário do PT. Na edição mais recente da VEJA, Valério identifica o emissário: Paulo Okamotto.

Uma espécie de tesoureiro informal da família Lula da Silva, Okamotto é ligado ao ex-presidente há mais de 30 anos.

No fim de 2005, um senador do PT foi recebido por Lula em seu gabinete no Palácio do Planalto. Estivera com Valério antes. E Valério, endividado, queria dinheiro. Ameaçava espalhar o que sabia.

Lula observou em silêncio a paisagem recortada por uma das paredes envidraçadas do seu gabinete. Depois perguntou: “Você falou sobre isso com Okamotto?”

O senador respondeu que não. E Lula mais não disse e nem lhe foi perguntado. Acionado, Okamotto cumpriu com o seu dever. Pulou-se outra fogueira. Foram muitas as fogueiras.

Uma delas foi particularmente dramática.

Preso duas vezes, Valério sofreu certo tipo de violência física que o fez confidenciar a amigos que nunca, nunca mais voltará à prisão. Prefere a morte.

Valério acreditou que o prestígio de Lula seria suficiente para postergar ao máximo o julgamento do processo do mensalão, garantindo com isso a prescrição de alguns crimes denunciados pela Procuradoria Geral da República.

Uma eventual condenação dele seria mais do que plausível. Mas cadeia? E por muito tempo?

Impensável!

Pois bem: o impensável está se materializando. E Valério está no limiar do desespero.

Mensalão: Quarta Cópia – Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/09/17/a-quarta-copia-por-ricardo-noblat-465709.asp

IDEB: Veja destaca Educação em Minas

IDEB: Especialista afirma que Minas faz a “lição de casa” em matéria de Educação e que segue “a receita de estruturar o ensino”.

IDEB 2011: Educação em Minas

Fonte: Agência Minas

VEJA destaca excelência da educação pública de Minas e os bons resultados do Estado no IDEB

Entrevistado da publicação declara que municípios mineiros estão fazendo a “lição de casa”; escolas públicas de Minas são citadas como exemplo

 IDEB: Veja destaca educação em Minas

IDEB: Especialista afirma que Minas faz a “lição de casa” em matéria deEducação e que segue “a receita de estruturar o ensino”.

A edição nacional da revista VEJA desta semana destaca em duas matérias os bons resultados alcançados pelas escolas públicas mineiras no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), divulgado na semana passada pelo Ministério da Educação.

Na entrevista de Páginas Amarelas, o especialista João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e BetoONG dedicada a estudos educacionais – afirma que vários municípios de Minas Gerais, de São Paulo e do Ceará estão fazendo a “lição de casa” em matéria de Educação. “Elas seguem a receita de estruturar o ensino, de cuidar de questões que realmente fazem a diferença”, pontua o educador. Clique aqui para ler a íntegra da entrevista.

As escolas públicas mineiras também são destacadas na reportagem em que a VEJA analisa especificamente os resultados do IDEB. A matéria utiliza o exemplo de Minas Gerais para afirmar que “mais dinheiro não é condição necessária para alcançar excelência” no ensino.

“O estado é campeão nacional no primeiro ciclo do ensino fundamental – com IDEB 5,9 em contraste com o IDEB 5 da média brasileira –, mas no ranking dos gastos por aluno está em apenas 14º. Em contraponto, a revista cita o caso do Amapá, que tem IDEB 4,1 (30% menos que o de Minas) mas aparece na terceira colocação entre os estados mais gastadores.

 IDEB: Veja destaca educação em Minas

IDEB: Veja destaca educação em Minas

De acordo com a especialista Maria Helena Guimarães, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira(INEP), citada na matéria, a explicação é que a educação em Minas está fundada sobre as bases da continuidade nas políticas públicas e na articulação entre estado e municípios.

“Além disso, o estado – que ainda emplacou em primeiro lugar a Escola Municipal Carmélia Dramis Malaguti, de Itaú de Minas – tem dado relevante ênfase aos programas de alfabetização”, conclui a reportagem.

Clique aqui para ler a íntegra da reportagem da VEJA.

IDEB: educação em Minas – Link para matéria – http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/veja-destaca-excelencia-da-educacao-publica-de-minas-e-os-bons-resultados-do-estado-no-ideb/

Read more: http://www.jogodopoder.com/blog/politica/ideb-veja-destaca-educacao-em-minas/#ixzz24OpmZ16W

Gilmar Mendes: Brasil não é a Venezuela de Chávez

Gilmar Mendes: ministro do STF confirma teor da conversa com Lula. “O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira”.

Gilmar Mendes: Lula e o mensalão

Fonte: Sergio Fadul e Carolina Brígido – O Globo

Gilmar Mendes: Brasil não é a Venezuela de Chávez

Gilmar Mendes diz que ‘intuito é trazer STF à vala comum’

Ministro critica ex-presidente Lula e fala em ação orquestrada para enfraquecer instituição

BRASÍLIA- Indignado com o que afirma ser uma sórdida ação orquestrada para enfraquecer o Supremo, levar o tribunal para a vala comum, fragilizar a instituição e estabelecer a nulidade da Corte, o ministro Gilmar Mendesafirmou nesta terça-feira, em entrevista no seu gabinete no início da noite, que o Brasil não é a Venezuela de Chávez, onde o mandatário, quando contrariado, mandou até prender juiz. Gilmar acredita que por trás dessa estratégia está a tentativa de empurrar o julgamento do mensalão para pegar o STF num momento de transição, com três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Gilmar, que afirma ter ótima relação pessoal com Lula, conta que se surpreendeu com a abordagem recente do ex-presidente na casa do ex-ministro Nelson Jobim. Gilmar afirma que há estresse em torno do julgamento do mensalão e diz que os envolvidos estão fazendo com que o julgamento já esteja em curso. Ironicamente, diz, as ações para abortar o julgamento estão tendo efeito de precipitá-lo.

O GLOBO: Como foi a conversa com o presidente Lula?

GILMAR MENDES: Começou de forma absolutamente normal. Aí eu percebi que ele entrava insistentemente com tema da CPMI, dizendo do controle, do poder que tinha. Na terceira ou quarta vez que ele falou, eu senti-me na obrigação de dizer pra ele: “Eu não tenho nenhum temor de CPMI, eu não tenho nada com o Demóstenes”.

Isso soou a ele como provocação?

GILMAR: Isso. A reação dele foi voltar para a cadeira, tomou um susto. E aí ele disse: “E a viagem a Berlim? Não tem essa história da viagem a Berlim?” Aí eu percebi que tinha uma intriga no ar e fiz questão de esclarecer.

Antes disso ele tinha mencionado o mensalão?

GILMAR: É. Aqui ocorreu uma conversa normal. Ele disse que não achava conveniente o julgamento e eu disse que não havia como o tribunal não julgar neste ano. Visões diferentes e sinceras. É natural que ele possa ter uma avaliação, um interesse de momento de julgamento.

Isso é indício de que o presidente Lula não se desprendeu do cargo?

GILMAR: Não tenho condições de avaliar. Posso dizer é que ele é um ente político, vive isso 24 horas. E pode ser que ele esteja muito pressionado por quem está interessado no julgamento.

Na substituição de dois ministros, acha que as nomeações podem atender a um critério ideológico?

GILMAR: É uma pressão que pode ocorrer sobre o governo. Toda minha defesa em relação ao julgamento ainda este semestre diz respeito ao tempo já adequado de tramitação desse processo. O presidente Ayres Britto tem falado que o processo está maduro. Por outro lado, a demora leva à ausência desses dois ministros que participaram do recebimento da denúncia e conhecem o processo, que leva à recomposição do tribunal sob essa forte tensão e pressão, o que pode ser altamente inconveniente para uma corte desse tipo, que cumpre papel de moderação.

A partir da publicação da conversa do presidente Lula com o senhor, os ministros do STF estariam pressionados a condenar os réus, para não parecer que estão a serviço de Lula?

GILMAR: Não deve ser isso. O tribunal tem credibilidade suficiente para julgar com independência (…) O que me pareceu realmente heterodoxo, atípico, foi essa insistência na CPMI e na tentativa de me vincular a algo irregular. E de forma desinformada.

Quem está articulando o adiamento do mensalão dá um tiro no pé?

GILMAR: Acho que sim. E talvez não reparar que o Brasil não é a Venezuela de Chávez… ele mandou até prender juiz. Um diferencial do Brasil é ter instituições estáveis e fortes. Veja a importância do tribunal em certos momentos. A gente poderia citar várias. O caso das ações policialescas é o exemplo mais evidente. A ação firme do tribunal é que libertou o governo do torniquete da polícia. Se olharmos a crise dos jogos, dos bingos, era um quadro de corrupção que envolvia o governo. E foi o Supremo que começou a declarar a inconstitucionalidade das leis estaduais e inclusive estabeleceu a súmula. Eu fui o propositor da súmula dos bingos.

Depois que o ministro Jobim o desmentiu, o senhor conversou com ele?

GILMAR: Sim. O Jobim disse que o relato era falso. Eu disse: “Não, o relato não é falso”. A “Veja” compôs aquilo como uma colcha de retalhos, a partir de informações de várias pessoas, depois me procuraram. Óbvio que ela tem a interpretação. O fato na essência ocorreu. Não tenho histórico de mentira.

O julgamento já está em curso?

GILMAR: Sim, de certa forma. Por ironia do destino, talvez essas tentativas de abortar o julgamento ou de retardá-lo acabou por precipitá-lo, ou torná-lo inevitável.

O momento é de crise?

GILMAR: Está delicado. O país tem instituições fortes, isso nos permite resistir, avançar.

Tem uma ação deliberada de tumultuar processos em curso?

GILMAR: Ah, sim.

Existe fixação da figura do senhor?

GILMAR: Isso que é sintomático. Ficaram plantando notícias.

Qual o motivo disso?

GILMAR: Tenho a impressão de que uma das razões deve ser a tentativa de nulificar as iniciativas do tribunal em relação ao julgamento desse caso.

Mas por que o senhor?

GILMAR: Não sei. Eu vinha defendendo isso de forma muito enfática (o julgamento do mensalão o quanto antes). Desde o ano passado venho defendendo isso. O tribunal está passando por um momento muito complicado. Três juízes mais jovens, recém-nomeados, dois dos mais experientes para sair, uma presidência em caráter tampão. Isso enfraquece, debilita a liderança. Já é um poder em caráter descendente.

Um tribunal com ministros mais recentes é mais fraco que um com ministros mais experientes?

GILMAR: Não é isso. Mas os ministros mais recentes obviamente ainda não têm a cultura do tribunal, tanto é que participam pouco do debate público, naturalmente.

Dizem que os réus do mensalão querem adiar o julgamento para depois das substituições.

GILMAR: Esse é um ponto de ainda maior enfraquecimento do tribunal. Sempre que surge nova nomeação sempre vêm essas discussões acerca de compromissos, que tipo de compromissos teria aceito. Se tivermos esse julgamento, além do risco de prescrição no ano que vem, vamos trazer para esses colegas e o tribunal esta sobrecarga de suspeita.

Haverá suspeita se a indicação deles foi pautada pelo julgamento?

GILMAR: Vai abrir uma discussão desse tipo, o que é altamente inconveniente nesse contexto.

O voto do senhor na época da denúncia não foi dos mais fortes…

GILMAR: Não. É uma surpresa. Por que esse ataque a mim? Em matéria criminal, me enquadro entre os mais liberais. Inclusive arquei com o ônus de ser relator do processo do Palocci, com as críticas que vieram, fui contra o indiciamento do Mercadante, discuti fortemente o recebimento da denúncia do Genoino lá em Minas. Ninguém precisa me pedir cautela em termos de processo criminal. Combato o populismo judicial, especialmente esse em processos criminais, denuncio isso.

Todas as figuras que o senhor citou são petistas proeminentes. Por que querem atacar o senhor agora?

GILMAR: Desde o início desse caso há uma sequência de boatos, valendo-se inclusive desse poder perverso, essa associação de vazamentos, Polícia Federal, acesso de CPI. Como fizeram com o (procurador-geral da República, Roberto) Gurgel, de certa forma.

Um ex-presidente empenhado em pressionar o STF não mostra alto grau de desespero com a possibilidade de condenação no mensalão?

GILMAR: É difícil classificar. A minha indignação vem de que o próprio presidente poderia estar envolvido na divulgação de boatos. E a partir de desinformação, esse que é o problema.

Ele pode ter sido usado?

GILMAR: Sim, a sobrecarga… Ele não está tendo tempo de trabalhar essas questões, está tratando da saúde. Alguém está levando esse tipo de informação. Fui a Berlim em viagem oficial. Por conta do STF. Pra que ficar cultivando esse tipo de mito? São historietas irresponsáveis. Qualquer agente administrativo saberia esclarecer isso.

Esses ataques não atingem o STF?

GILMAR: Claro, evidente. O intuito, obviamente, não é só me atingir, é afetar a própria instituição, trazê-la para essa vala comum.

Gilmar Mendes – Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/gilmar-mendes-diz-que-intuito-trazer-stf-vala-comum-5062901#ixzz1wM1vDm5k

Lula teria feito ligação de Gilmar com Cachoeira

Lula em encontro com Gilmar teria dito que Cachoeira pagou ida do ministro do STF a Berlim. Jornal Nacional repercute reportagem da Veja.

Lula contra Gilmar

Fonte: Jornal Nacional

Lula nega que tenha sugerido adiar julgamento do mensalão

Uma reportagem publicada no fim de semana elevou a temperatura política em Brasília. A oposição pediu investigação.

Lula – Uma reportagem publicada no fim de semana elevou a temperatura política em Brasília. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o ex-presidente Lula sugeriu que o mensalão fosse julgado só depois das eleições. O ex-presidente disse que está indignado. A oposição foi à procuradoria-geral da República pedir investigação.

Segundo a reportagem, no dia 26 de abril, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, teve um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escritório de Nelson Jobim, que foi presidente do Supremo e ministro do governo Lula.

Segundo a revista, Lula disse a Gilmar Mendes que o julgamento do processo do mensalão, antes das eleições de outubro, seria inconveniente. Ainda de acordo com a revista, Lula estaria tentando influenciar os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

De acordo com a Veja, Lula afirmou ainda que teria o controle político da CPI do Cachoeira e, em troca do apoio de Gilmar Mendes para atrasar o julgamento do mensalão, o ex-presidente teria oferecido blindagem ao ministro nas investigações do Congresso.

Lula perguntou a Gilmar sobre viagem a Berlim junto com o senador Demóstenes Torres. De acordo com a reportagem, há boatos de que a viagem teria sido paga por Carlinhos Cachoeira. Gilmar teria dito que vai com frequência a Berlim porque tem uma filha morando lá, e que tinha pago a viagem com recursos próprios.

Nesta segunda-feira (28), em Manaus, o ministro Gilmar Mendes confirmou o encontro com o ex-presidente.

“O presidente tocou várias vezes na questão da CPMI. Desenvolvimento da CPMI, o domínio que o governo tinha sobre a CPMI e tudo mais. Então eu disse a ele com toda franqueza: ‘Presidente, deixa eu lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação confusa. Ou o senhor não está devidamente informado. Eu não tenho nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e trabalho funcional, com o senador Demóstenes’. E aí ele, um pouco, ficou assustado. E disse: ‘Mas não tem? E essa viagem de Berlim?’”, afirmou Gilmar Mendes.

O ministro confirmou também que Lula considerava inconveniente o julgamento do mensalão agora, mas que não houve um pedido explícito do ex-presidente para um adiamento:

“Não houve nenhum pedido específico do presidente em relação ao mensalão. Manifestou um desejo, eu disse da dificuldade que o tribunal teria. Ele não pediu a mim diretamente. Disse: ‘O ideal era que isso não fosse julgado’. Então eu disse: ‘Não, vamos torcer para que haja um julgamento, e é tudo que o tribunal quer, e essa é a minha posição em matéria penal, é muito conhecida.”

O ministro disse que ficou constrangido com o tom da conversa. “Nunca nós tivemos conversa desse tipo, e me pareceu realmente uma colocação absolutamente imprópria e indevida em todos os seus termos.”

O Instituto Lula confirmou, em nota, que a reunião existiu, mas que a versão dada por Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente sobre a reportagem. A nota segue afirmando que Lula jamais tentou interferir nas decisões do Supremo em relação ao mensalão e que nenhum dos oito ministros indicados por ele pode registrar qualquer tipo de pressão. Lula encerra dizendo que a autonomia e a independência do judiciário sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos.

Na manhã desta segunda, quando esteve no Congresso, Nelson Jobim não quis comentar a reportagem. “Eu não vou falar mais sobre esse assunto, já está tudo certo, ponto”, disse.

No sábado, em entrevista ao blog do jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, ele também negou que o conteúdo da conversa entre Gilmar e Lula tenha sido o que foi publicado por Veja e confirmado em parte por Gilmar Mendes.

No plenário do Senado, a reportagem virou tema dos discursos.

“Na verdade, houve uma tentativa patética de chantagear e cooptar um ministro do Supremo Tribunal Federal, valendo-se de uma suposta autoridade sobre uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada no Congresso Nacional”, declarou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido.

O líder do PT na Câmara, o deputado Jilmar Tatto (SP), criticou a oposição. “Quando foi presidente da República, nunca fez isso. Por que faria agora? Quando teve poder, quando teve condições, nunca fez. Por que faria agora? Não tem sentido. Então, é totalmente descabido esse tipo de diálogo. Não faz parte da história do presidente Lula.”

Partidos da oposição e parlamentares considerados independentes assinaram uma representação pedindo que a procuradoria-geral da República investigue o caso. Os integrantes da CPI, no entanto, concordaram que o assunto não deve virar tema da comissão. O presidente da CPI, Vital do Rêgo, confirmou que vai seguir a agenda e colocar em votação nesta terça os requerimentos que pedem a convocação de governadores e a quebra do sigilo da Delta nacional.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski confirmaram que tiveram encontros com o ex-presidente Lula, mas negaram ter sofrido qualquer tipo pressão por parte dele.

Lula contra Gilmar -Link da matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/05/lula-nega-que-tenha-sugerido-adiar-julgamento-do-mensalao.html

Lula desmente tentativa de controle do STF

Lula desmente tentativa de controle do STF. Gilmar Mendes reafirma que ex-presidente tentou interferir no julgamento do mensalão.

Lula: controle do STF

Fonte: Folha de S.Paulo

Lula contesta ministro e diz que não pressionou Supremo

Ex-presidente se diz indignado com relato de Gilmar Mendes sobre mensalão

Ministro reafirma que petista tentou interferir no caso e fala que atraso no julgamento abre espaço a ‘oportunistas’ 

 

Lula desmente tentativa de controle do STF

Lula desmente tentativa de controle do STF

O ex-presidente Lula negou ontem ter tentado pressionar o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a adiar o julgamento do mensalão.

Em nota, ele se disse indignado com o ministro e afirmou que o seu relato sobre a conversa que os dois mantiveram em abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim em Brasília, é “inverídico”.

Segundo reportagem de sábado da revista “Veja”, Lula teria dito a Mendes que seria “inconveniente” julgar o caso antes das eleições.

Em troca do apoio ao adiamento, ele teria oferecido proteção na CPI do Cachoeira, que poderia vir a investigar as relações de Mendes com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

“A reunião existiu, mas a versão da ‘Veja’ sobre o teor da conversa é inverídica”, diz texto da assessoria de Lula.

A nota afirma que o ex-presidente “jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação à ação penal do chamado mensalão“.

“Meu sentimento é de indignação”, diz Lula no texto.

Lula quebrou o silêncio à noite, cerca de duas horas após o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, fazer uma cobrança pública para que ele se manifestasse sobre o caso.

“O diálogo foi protagonizado por três pessoas. Dois já explicitaram sua interpretação dos fatos. Falta o terceiro”, disse Ayres Britto.

À noite, o presidente do STF disse que irá conversar com os outros ministros “olho no olho” para “fazer um levantamento da situação.” “Sigo observando”.

Jobim, que já havia contestado o relato de Mendes no fim de semana, manteve a negativa em entrevista ao jornal “Zero Hora”. “Foi uma conversa institucional, não teve nada nesses termos que a ‘Veja’ está se referindo.”

 

BLINDAGEM
Também ao “Zero Hora”, Mendes reafirmou seu relato, dizendo que Lula falou várias vezes sobre o tema mensalão, insinuando que poderia acionar congressistas aliados para blindá-lo. “Percebi que havia um tipo de insinuação.”

À noite, em Manaus, o ministro disse que o próprio Lula pode estar sob pressão.

“Tive ao longo dos anos dezenas de conversas com o presidente, nunca tinha experimentado sensação igual a essa, me parece que ele próprio esteja sobre pressão.”

Ele disse que o que o motivou a relatar o encontro com Lula foi quando recebeu informação “de pessoas confiáveis” de que notícias contra ele estavam “sendo plantadas e divulgadas, inclusive com participação do presidente”. Aí me preocupou.”

Mendes se recusou a comentar o comunicado de Lula, mas disse que o STF está “demorando muito” para julgar o processo do mensalão. “Como nós estamos demorando muito nessa definição, surgem essas infecções oportunistas. E aproveitadores de toda a sorte que vem conturbar o ambiente do tribunal.”

Segundo ele, o tribunal passa por uma fase “muito delicada” por ter três ministros recém-nomeados (Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli) e por outros dois estarem próximos da aposentadoria (Ayres Britto e Cezar Peluso).

 

Lula e o STF – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/45648-lula-contesta-ministro-e-diz-que-nao-pressionou-supremo.shtml

PT intimida pelo controle social da imprensa e censura

Censura do PT: intimidação pela liberdade de expressão – artigo de Demétrio Magnoli que PT tenta fazer o controle social da imprensa e  mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais

 PT, a censura e o controle social da mídia

Fonte: Blog do Augusto Nunes

‘Os bons companheiros’, um artigo de Demétrio Magnoli

Publicado em O Globo – 24/05

Censura: PT intimida pelo controle social da imprensa - Collor é aliado nessa luta

Censura: PT intimida pelo controle social da imprensa - Collor é aliado nessa luta

 

DEMÉTRIO MAGNOLI

PT – De “caçador de marajás”, Fernando Collor transfigurou-se em caçador de jornalistas. Na CPI do Cachoeira, seu alvo é Policarpo Jr., da revista “Veja”, a quem acusa de associar-se ao contraventor “para obter informações e lhe prestar favores de toda ordem”. Collor calunia, covardemente protegido pela cápsula da imunidade parlamentar. Os áudios das investigações policiais circulam entre políticos e jornalistas ─ e quase tudo se encontra na internet. Eles atestam que o jornalista não intercambiou favores com Cachoeira. A relação entre os dois era, exclusivamente, de jornalista e fonte ─ algo, aliás, registrado pelo delegado que conduziu as investigações.

Jornalistas obtêm informações de inúmeras fontes, inclusive de criminosos. Seu dever é publicar as notícias verdadeiras de interesse público. Criminosos passam informações ─ verdadeiras ou falsas ─ com a finalidade de atingir inimigos, que muitas vezes também são bandidos. O jornalismo não tem o direito de oferecer nada às fontes, exceto o sigilo, assegurado pela lei. Mas não tem, também, o direito de sonegar ao público notícias relevantes, mesmo se sua divulgação é do interesse circunstancial de uma facção criminosa.

Os áudios em circulação comprovam que Policarpo Jr. seguiu rigorosamente os critérios da ética jornalística. Informações vazadas por fontes diversas, inclusive a quadrilha de Cachoeira, expuseram escândalos reais de corrupção na esfera federal. Dilma Rousseff demitiu ministros com base naquelas notícias, atendendo ao interesse público. A revista na qual trabalha o jornalista foi a primeira a publicar as notícias sobre a associação criminosa entre Demóstenes Torres e a quadrilha de Cachoeira ─ uma prova suplementar de que não havia conluio com a fonte. Quando Collor calunia Policarpo Jr., age sob o impulso da mola da vingança: duas décadas depois da renúncia desonrosa, pretende ferir a imprensa que revelou à sociedade a podridão de seu governo.

A vingança, porém, não é tudo. O senador almeja concluir sua reinvenção política inscrevendo-se no sistema de poder do lulopetismo. Na CPI, opera como porta-voz de José Dirceu, cujo blog difunde a calúnia contra o jornalista. Às vésperas do julgamento do caso do mensalão, o réu principal, definido pelo procurador-geral da República como “chefe da quadrilha”, engaja-se na tentativa de desqualificar a imprensa ─ e, com ela, as informações que o incriminam.

O mensalão, porém, não é tudo. A sujeição da imprensa ao poder político entrou no radar de Lula justamente após a crise que abalou seu primeiro mandato. Franklin Martins foi alçado à chefia do Ministério das Comunicações para articular a criação de uma imprensa chapa-branca e, paralelamente, erguer o edifício do “controle social da mídia”. Contudo, a sucessão representou uma descontinuidade parcial, que se traduziu pelo afastamento de Martins e pela renúncia ao ensaio de cerceamento da imprensa. Dirceu não admitiu a derrota, persistindo numa campanha que encontra eco em correntes do PT e mobiliza jornalistas financiados por empresas estatais. Policarpo Jr. ocupa, no momento, o lugar de alvo casual da artilharia dirigida contra a liberdade de informar.

No jogo da calúnia, um papel instrumental é desempenhado pela revista “Carta Capital”. A publicação noticiou falsamente que Policarpo Jr. teria feito “200 ligações” telefônicas para Cachoeira. Em princípio, nada haveria de errado nisso, pois a ética nas relações de jornalistas com fontes não pode ser medida pela quantidade de contatos. Entretanto, por si mesmo, o número cumpria a função de arar o terreno da suspeita, preparando a etapa do plantio da acusação, a ser realizado pela palavra sem freios de Collor. Os áudios, entretanto, evidenciaram a magnitude da mentira: o jornalista trocou duas, não duzentas, ligações com sua fonte.

A revista não se circunscreveu à mentira factual. Um editorial, assinado por Mino Carta, classificou a suposta “parceria Cachoeira-Policarpo Jr.” como “bandidagem em comum”. Editoriais de Mino Carta formam um capítulo sombrio do jornalismo brasileiro. Nos anos seguintes ao AI-5, o atual diretor de redação de Carta Capital ocupava o cargo de editor de “Veja”, a publicação na qual hoje trabalha o alvo de suas falsas denúncias. Os editoriais com a sua assinatura eram peças de louvação da ditadura militar e da guerra suja conduzida nos calabouços. Um deles, de 4 de fevereiro de 1970, consagrava-se ao elogio da “eficiência” da Operação Bandeirante (Oban), braço paramilitar do aparelho de inteligência e tortura do regime, cuja atuação “tranquilizava o povo”. O material documental está disponível no blog do jornalista Fábio Pannunzio, sob a rubrica “Quem foi quem na ditadura”.

Na “Veja” de então, sob a orientação de Carta, trabalhava o editor de Economia Paulo Henrique Amorim. A cooperação entre os cortesãos do regime militar renovou-se, décadas depois, pela adesão de ambos ao lulismo. Hoje, Amorim faz de seu blog uma caixa de ressonância da calúnia de Carta dirigida a Policarpo Jr. O fato teria apenas relevância jurídica se o blog não fosse financiado por empresas estatais: nos últimos três anos, tais fontes públicas transferiram bem mais de um milhão de reais para a página eletrônica, distribuídos entre a Caixa Econômica Federal (R$ 833 mil), o Banco do Brasil (R$ 147 mil), os Correios (R$ 120 mil) e a Petrobras (que, violando a Lei da Transparência, se recusa a prestar a informação).

Dilma não deu curso à estratégia de ataque à liberdade de imprensa organizada no segundo mandato de Lula. Mas, como se evidencia pelo patrocínio estatal da calúnia contra Policarpo Jr., a presidente não controla as rédeas de seu governo ─ ao menos no que concerne aos interesses vitais de Dirceu. A trama dos bons companheiros revela a existência de um governo paralelo, que ninguém elegeu.

PT –  Link do artigo: http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/feira-livre/os-bons-companheiros-um-artigo-de-demetrio-magnoli/

Veja denuncia: Diretor dos Correios em Minas enviou telegrama a eleitores para promover Hélio Costa

O “mala direta”

Fonte: Revista Veja

Imerso em denúncias de corrupção e enfrentando graves problemas de gestão, os Correios atravessam uma crise sem precedentes. No meio desse enrosco, seu diretor em Minas Gerais, Fernando Miranda, enviou milhares de telegramas a eleitores mineiros propalando que a empresa foi apontada com uma das melhores do país pela revista Seleções. Miranda diz que fez uma ação comercial. Candidato à reeleição, o governador Antonio Anastasia (PSDB) alega que a ação promove seu adversário do PMDB, Hélio Costa, ex-ministro das Comunicações. Nomeado por Costa, Miranda apareceu em duas dezenas de atos públicos com o peemedista.

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