Gestão da Saúde: Governo do Estado e Instituto Mário Penna firmam parceria para o combate do câncer

O instituto atende cerca de 70% da demanda estadual do SUS no tratamento de câncer e faz mais de 2.000 seções de quimioterapia ao mês

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) recebeu, nesta quinta-feira (3), representantes do Instituto Mário Penna para registrar a parceria feita para o biênio de 2011/2012. Por meio Programa Estadual de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS (Pro-Hosp), já foram repassados R$ 2 milhões no ano passado e outros R$ 2 milhões serão repassados ainda neste ano.

Além disso, também foi assinado um termo de doação, em que a SES destina para a instituição um mamógrafo, que irá agilizar o atendimento das pacientes atendidas pelo Sistema Único de Saúde, no Programa Estadual de Controle do Câncer.

O instituto atende cerca de 70% da demanda estadual do SUS no tratamento de câncer e faz mais de 2.000 seções de quimioterapia ao mês. Para o superintendente de Gestão do Instituto Mário Pena, Paulo Afonso, essa parceria não poderia acontecer em melhor hora.

“Estamos muito contentes com a inserção do Instituto Mário Penna no Pro-Hosp, além de ser um reforço para a qualidade de vida dos pacientes, é uma importante parceria para a saúde dos mineiros”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge.

Reforços na assistência ao câncer

A proposta de inclusão dessa instituição no programa tem como objetivo reforçar ainda mais as ações de prevenção e combate ao câncer no Estado, uma das principais causas de mortalidade que acometem a população mineira. “Trata-se de um prestador de referência para 104 municípios da Macrorregião Centro, bem como para outras macrorregiões do Estado nessa especialidade,” explicou o coordenador do Pro-Hosp, Thiago Lucas Silva.

Participaram do encontro, o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, o coordenador do Pro-Hosp, Thiago Lucas, o diretor-geral do Instituto Mário Penna, Éder Lucio, o superintendente de Gestão, Paulo Afonso de Miranda, e a coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Paôlla Perdigão.

Fonte:  http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-do-estado-e-instituto-mario-penna-firmam-parceria-para-o-combate-do-cancer/


Gestão da Saúde: com investimentos do Governo de Minas, hospital é ampliado em Uberaba

Hospital Hélio Angotti, referência em oncologia no Triângulo Mineiro, conta com 22 novos leitos

O Governo de Minas inaugurou, nesta quarta-feira (02), a ampliação do Hospital Hélio Angotti, em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Na solenidade, que contou com a presença do secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, foram entregues 22 novos leitos na unidade de saúde.

Até o final deste ano, outros 22 leitos serão entregues à população de Uberaba. “Investir nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) é uma prioridade. Por isso, vamos aplicar parte dos recursos do Programa Estadual de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS (Pro-Hosp) para assegurar a construção da nova unidade”, anunciou o secretário.

Em junho deste ano, deverá ser entregue à população de Uberaba a Unidade de Pronto Atendimento 24 horas (UPA 24h). Nesta obra, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 2,5 milhões, sendo mais de R$ 987 mil na construção do complexo, além de mais R$ 198 mil para adequação visual e outros R$ 1,31 milhão para aquisição de equipamentos.

“Depois de viver uma grave crise, o Hospital Hélio Angotti deu a volta por cima. Isso se deve à sua capacidade de gestão, à qualidade do gasto e ao espírito republicano das lideranças que apoiam a instituição”, disse o secretário Antônio Jorge. “Este hospital tem sido exemplo e mostra que é possível acreditar no SUS”, completou o secretário.

Para aprimorar o atendimento à população local, o Governo de Minas ficará responsável pela manutenção dos 22 leitos entregues nesta quarta-feira, com os investimentos do Pro-Hosp. As obras de ampliação do Hospital Hélio Angotti contaram, ainda, com investimento Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM), sediada em Araxá.

Investimentos

No ano passado, o Governo de Minas, por meio do Pro-Hosp, aplicou R$ 2 milhões na instituição. Para este ano, está previsto investimento no mesmo valor.  A inclusão do Hospital Hélio Angotti no Pro-Hosp, segundo o coordenador estadual do programa, Tiago Lucas, se deve à sua relevância nos serviços prestados em tratamentos contra o câncer.

Alguns números da instituição demonstram sua importância para o município e para a região do Triângulo Mineiro: 93,78% de atendimentos são feitos pelo SUS; a unidade realiza 16.325 consultas por ano, 4.319 internações e 3.993 cirurgias anuais, sendo que 11.315 são pacientes assistidos por mês na instituição.

Délcio Scandiuzzi, presidente do hospital, afirmou que a instituição preza pela qualidade do atendimento prestado aos usuários do SUS. “Para isso, contamos com investimentos cada vez maiores do Governo de Minas, visando à aquisição das tecnologias mais modernas de tratamento disponíveis no mercado”, destacou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/com-investimentos-do-governo-de-minas-hospital-e-ampliado-em-uberaba/

Governo de Minas: hospital de Ubá se torna referência em Teste da Orelhinha

Com recursos do Pro-Hosp, unidade passou a disponibilizar o exame gratuitamente
Divulgação/SES
O Teste da Orelhinha é realizado desde 2009 no Hospital Santa Izabel, em Ubá
O Teste da Orelhinha é realizado desde 2009 no Hospital Santa Izabel, em Ubá

Desde que passou a disponibilizar o Teste da Orelhinha, ou Triagem Auditiva Neonatal pelo Sistema Único de Saúde, em 2009, o Hospital Santa Izabel, em Ubá, já avaliou 3.932 crianças. Hoje referência na realização do exame, a unidade adquiriu o equipamento de emissão otoacústica com recursos do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS (Pro-Hosp), do Governo de Minas.

O teste é obrigatório por lei desde 2010 e é imprescindível para o diagnóstico e intervenção, caso seja detectada alguma deficiência auditiva. Estudos indicam que, se identificada até os seis meses de idade, a criança pode desenvolver linguagem muito próxima a de uma criança ouvinte.

A fonoaudióloga responsável do Hospital Santa Izabel, Nayara Lana Silva Simões, conta que, hoje, todos os bebês nascidos no hospital já têm alta com a data do exame agendada. “Nos casos de crianças com fatores de risco, elas já vão para casa com o teste realizado e uma nova triagem agendada. Como o hospital atende a 20 municípios da microrregião, os recém-nascidos dos demais hospitais e cidades têm seus exames agendados através do Programa Saúde da Família e secretarias de saúde municipais”, informa.

Edimeire Aparecida Alves de Oliveira, moradora de Ubá, é mãe de duas crianças que nasceram prematuras e ficou aliviada depois que os filhos fizeram o Teste da Orelhinha. “A mãe hipertensa pode gerar problemas para o filho, então eu tinha medo que eles tivessem alguma deficiência”, comenta. Ela lembra a tensão quando o segundo filho nasceu, na transição do sétimo para o oitavo mês. “Ele era muito pequeno e precisou ficar 30 dias sem sair ou receber visitas. Então eu tinha muito receio. Ele fez o exame, que não acusou nada. Eu chamo, ele olha, adora barulho, mas mesmo assim eu voltei para fazer o teste novamente, assim que ele completou seis meses, como fui aconselhada no hospital. E não deu nada”, conta, feliz.

Edimeire considera o exame fundamental. “É muito importante, muitas vezes os pais só desconfiam de alguma coisa quando a criança já está na escola. Tenho uma sobrinha que aconteceu assim, ela está com quatro anos e agora descobrimos que tem problema de audição. Se ela tivesse passado pelo teste, poderia ter cuidado desde cedo”, diz.

O Hospital Santa Izabel tem capacidade para realizar 120 exames por mês, o que equivale a uma média de seis testes do SUS ao dia. O exame utiliza o método de Emissões Otoacústicas Evocadas, com procedimento simples e indolor, que consiste na colocação de uma pequena sonda no ouvido do bebê. O equipamento emite sons que estimulam a cóclea, que responde com outros sons que o aparelho capta. O resultado do exame é emitido imediatamente.

Segundo a fonoaudióloga Nayara Lana, “quando diagnosticada alguma alteração repete-se o procedimento em um intervalo de 15 dias e, caso o resultado se mantenha, o bebê é encaminhado para avaliação complementar em Juiz de Fora”. Ela reforça a importância do exame, principalmente para o público de risco. “Para se ter dimensão da importância da realização do exame é só compará-lo ao teste do pezinho, que aponta em média uma criança com alteração a cada 10 mil nascimentos. Já o teste da orelhinha, a média varia de 1 a 3 crianças diagnosticadas deficientes auditivas a cada mil nascimentos”, explica.

De acordo com a coordenadora do Núcleo de Rede de Atenção à Saúde da Gerência Regional de Saúde de Ubá, Maria das Graças Nascimento Souza, a descentralização e o credenciamento do Serviço de Triagem Auditiva Neonatal em Ubá, facilitaram muito o acesso dos recém-nascidos da microrregião.  “Com isto, pode-se ter um diagnóstico precoce e, consequentemente, melhores prognósticos para os recém-nascidos que apresentarem alguma alteração auditiva, trazendo grande tranquilidade aos pais e profissionais de saúde”, conclui.

Recursos

Desde 2005, o Hospital de Santa Izabel, em Ubá, recebeu R$ 4,9 milhões por meio do Pro-Hosp, que foram aplicados em obras do UTI neonatal e do bloco cirúrgico, além de aquisição de equipamentos. Com os investimentos, serviços como consultas especializadas de otorrino, urologia, neurologia pediátrica, neurocirurgia, neurologia, oftalmologia e procedimentos cirúrgicos de otorrino e urologia foram possibilitados, atendendo à demanda reprimida nos municípios da microrregião.

Pro-Hosp na Zona da Mata

Em toda a Zona da Mata, foram investidos, por meio do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais do SUS, R$ 65,1 milhões, beneficiando 18 hospitais. Além do Santa Izabel, de Ubá, receberam recursos: Hospital São Paulo (Muriaé); Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (Juiz de Fora); Hospital Municipal Mozart Teixeira (Juiz de Fora); Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora; Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora; Santa Casa de Misericórdia de Lima Duarte; Hospital Misericórdia de Santos Dumont; Associação de Caridade de São João Nepomuceno; Hospital Arnaldo Gavazza (Ponte Nova); Hospital Nossa Senhora das Dores (Ponte Nova); Hospital Nossa Senhora da Conceição (Rio Casca); Hospital São João Batista (Viçosa); Hospital São Sebastião de Viçosa; Casa de Caridade de Carangola; Hospital São Salvador (Além Paraíba); Hospital de Cataguases; e Casa de Caridade Leopoldinense.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas já investiu mais de R$ 50 milhões em hospitais do Leste de Minas

Recursos do Pro-Hosp são utilizados para reformas, ampliações e aquisição de equipamentos e UTIs

Divulgação/SES
Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor
Programa possibilitou investimentos em novos equipamentos em Caratinga e Resplendor

O Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas, têm mudado a realidade de muitos hospitais que atendem pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Somente na região no Leste do Estado, o programa alcançou, em 2011, o volume de R$ 53,3 milhões investidos.

Os recursos foram liberados para hospitais das cidades de Governador Valadares, Mantena, Resplendor, Santa Maria do Suaçuí, São João Evangelista, Guanhães, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo e Caratinga.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp no Leste de Minas são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial, treinamento de funcionários e custeio hospitalar.

O Hospital Nossa Senhora do Carmo, na cidade de Resplendor, é um dos vários exemplos da eficiência do Pro-Hosp. Beneficiada pelo programa desde 2004, a instituição foi transformada em uma unidade microrregional, para atender os pacientes do SUS do próprio município e também das cidades de Aimorés, Itueta, Santa Rita do Itueto, Conselheiro Pena, Goiabeira, Cuparaque e Alvarenga.

Até o ano passado, o hospital recebeu R$ 2,3 milhões do Pro-Hosp, que foram usados na ampliação da estrutura e na compra de equipamentos, entre outros benefícios. “O Pro-Hosp mudou a cara do hospital. Antes, nós fazíamos apenas atendimentos básicos. Com os recursos do Governo de Minas, remodelamos o prédio e reequipamos todas as áreas. Hoje, temos condições até de atender casos de média complexidade, inclusive fazer cirurgias, sem precisar encaminhar o paciente para outros locais”, diz o diretor do hospital, Agnaldo Maria Polito.

Um dos equipamentos adquiridos com recursos do Pro-Hosp foi um mamógrafo. A chegada do aparelho, em 2006, fez com que as mulheres da região deixassem de se deslocar até 160 quilômetros até Governador Valadares para fazer um exame essencial para o diagnóstico precoce de câncer de mama. “Já foram mais de três mil exames realizados e não há mais fila de espera. Todas as mulheres da nossa microrregião, que são acompanhadas pelas prefeituras, estão com a mamografia em dia devido por ter o equipamento mais próximo”, informa Agnaldo Polito.

Cidade ganha nova maternidade e UTIs

O Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, de Caratinga, passou a fazer parte da Rede Pro-Hosp desde 2005 e já recebeu investimentos de aproximadamente R$ 4,9 milhões. A maior parte dos recursos foi utilizada na construção de um anexo ao antigo prédio. O número de leitos passou de 77 para 130. Dez dos 53 novos leitos são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) – o que evita que pacientes que precisam de um tratamento mais complexo sejam transferidos para Ipatinga e Governador Valadares.

Também com recursos do Pro-Hosp foi implantada no anexo uma maternidade com sete UTIs para partos de alto risco. “O hospital passou a resolver 100% dos casos de partos de alto risco da microrregião de Caratinga. E, frequentemente, recebemos pacientes de fora da microrregião. Bom para nossa região e bom para as cidades para onde outrora encaminhavam os pacientes”, destaca Cláudio de Oliveira Paiva, administrador do Hospital.

Além de Caratinga, o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora também atende pacientes das cidades de Bom Jesus do Galho, Córrego Novo, Entre Folhas, Imbé de Minas, Inhapim, Piedade de Caratinga, Santa Bárbara do Leste, Santa Rita de Minas, São Domingos das Dores, São Sebastião do Anta, Ubaporanga, Vargem Alegre e Vermelho Novo.

Pro-Hosp já investiu R$ 700 milhões em todo o Estado

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares em 105 cidades de todas as regiões, com recursos provenientes da Tesouro Estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões.

De acordo com o coordenador do Programa, Tiago Lucas, as instituições beneficiadas pelos repasses exercem papel regional e inter-regional relevante para o SUS, por sua participação imprescindível na resolubilidade de clínicas de especialidades estratégicas, tais como cirurgia neurológica, cirurgia e tratamento em oncologia, cirurgia ortopédica e cirurgia cardiovascular.

Segundo ele, o Pro-Hosp possibilita à população mineira atendimento hospitalar de qualidade e com resolutividade o mais próximo possível das residências dos cidadãos. “O objetivo é que o paciente se desloque o mínimo possível de seu município para receber assistência médica necessária, evitando ter que viajar ou ser transportado para os grandes centros ou para Belo Horizonte”, explica Tiago Lucas.

Critérios para o repasse de recursos

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os  hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Hospital Hélio Angotti, de Uberaba, passa a integrar rede Pro-Hosp

Desde 2003, o programa já investiu R$ 45,5 milhões no Triângulo Mineiro, em hospitais de Uberaba e nas cidades de Uberlândia, Frutal, Ituiutaba e Araguari
Divulgação/Secom MG
Rede de hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp inclui 132 unidades, localizadas em 105 municípios de todas as regiões de Minas
Rede de hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp inclui 132 unidades, localizadas em 105 municípios de todas as regiões de Minas

O Hospital Hélio Angotti, em Uberaba, Triângulo Mineiro, já recebeu os primeiros repasses do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), do Governo de Minas. A instituição é uma das quatro em todo o estado que passaram a fazer parte do Programa neste ano. Assim, a rede de hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp inclui 132 unidades, localizadas em 105 municípios de todas as regiões de Minas.

Todos os hospitais da rede Pro-Hosp são contemplados com recursos para melhorar a qualidade da assistência, ampliar a capacidade de atendimento, reforma da infraestrutura, compra de equipamentos, modernização gerencial e custeio hospitalar.

Com média de 11,5 mil atendimentos por mês, o Hospital Hélio Angotti (HHA) é  referência no tratamento oncológico na região, sendo que cerca de 90% dos pacientes são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O Pro-Hosp é de fundamental importância para a consolidação da instituição como centro de tratamento oncológico no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas”, diz o presidente do HHA,  Délcio Scandiuzzi.

Com os recursos do Pro-Hosp, o atendimento do Hospital Hélio Angotti será ampliado, evitando assim que muitos moradores precisem se deslocar para cidades do interior de São Paulo para buscar um tratamento mais especializado. “Já adquirimos equipamentos e medicamentos importantes e novos estão sendo viabilizados com os recursos já remetidos pelo Governo do Estado”, destaca o doutor Scandiuzzi.

Expansão

Além do Hélio Angotti, foram incluídos também na rede Pro-Hosp, em 2012, os hospitais Odilon Behrens e Mário Penna, em Belo Horizonte, e o Cristiano Varella, em Muriaé, na Zona da Mata. As quatro instituições já receberam, juntas, um total de R$ 6,5 milhões.

De acordo com o coordenador do Programa, Tiago Lucas, a expansão da Rede se deu por meio da inclusão de hospitais que exercem papel regional e inter-regional relevante para o SUS, por sua participação imprescindível na resolubilidade de clínicas de especialidades estratégicas, tais como cirurgia neurológica, cirurgia e tratamento em oncologia, cirurgia ortopédica e cirurgia cardiovascular.

Segundo ele, o Pro-Hosp possibilita à população mineira atendimento hospitalar de qualidade e com resolutividade o mais próximo possível das residências dos cidadãos. “O objetivo é que o paciente se desloque o mínimo possível de seu município para receber assistência médica necessária, evitando ter que viajar ou ser transportado para os grandes centros ou para Belo Horizonte”, explica Tiago Lucas.

Desde 2003, o Governo de Minas liberou cerca de R$ 700 milhões para unidades hospitalares, com recursos provenientes da Tesouro estadual. Apenas em 2011, foram aplicados R$ 115 milhões. Para 2012, a previsão de investimentos do Pro-Hosp é da ordem de R$ 130 milhões. Na região do Triângulo Mineiro, o programa já investiu, desde 2003, cerca de R$ 45,5 milhões em hospitais da própria Uberaba e nas cidades de Uberlândia, Frutal, Ituiutaba e Araguari.

Critérios para o repasse de recursos

A transferência de recursos do Tesouro estadual para os  hospitais beneficiados pelo Pro-Hosp leva em conta a população das macrorregiões e microrregiões (base de cálculo per capita) e também a realidade socioeconômica de cada uma, buscando atender ao princípio da equidade. Assim, nas áreas mais carentes – como nos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e nas regiões Nordeste e Norte de Minas – as unidades hospitalares recebem um valor per capita diferenciado, o quê, ao final, representa um maior volume de investimentos.

O Pro-Hosp se fundamenta em uma parceria entre o Estado e os hospitais públicos e filantrópicos que integram o Programa, com a participação dos gestores municipais, Colegiados dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-MG) e Conselhos de Saúde Municipal e Estadual. Por meio da Secretaria de Saúde de Minas Gerais, o Governo de Minas faz o repasse dos recursos, e as instituições se comprometem a cumprir metas assistenciais e gerenciais.

Fonte: Agência Minas