Maluf e Lula: paulistanos repudiam aliança

Maluf e Lula – Datafolha indica que 59% não votariam num candidato apoiado por Maluf. Serra lidera pesquisa e Haddad perde pontos.

Lula e Maluf:  eleitores rejeitam acordo

Lula e Maluf - Eleitores da capital paulista são contra a aliança. Datafolha indica que 59% não votariam num candidato apoiado por Maluf.

Lula e Maluf – Eleitores da capital paulista são contra a aliança. Datafolha indica que 59% não votariam num candidato apoiado por Maluf – Fonte da Charge: Site Humor Político

Fonte: O Globo

Datafolha: 62% dos eleitores de SP rejeitam aliança de PT com Maluf

Serra lidera a pesquisa com 31% das intenções de voto. Haddad cai dois pontos e fica com 6%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo aponta que 62% dos eleitores da cidade de São Paulo não concordam com a aliança do deputado federal Paulo Maluf com o candidato petista à prefeitura, Fernando Haddad. Entre os entrevistados que declaram preferência pelo PT, a reprovação da aliança chega a 64%.

Na primeira pesquisa após Luiza Erundina desistir de participar da chapa do PT como vice por causa da aliança, José Serra (PSDB) aparece com 31% das intenções de voto, seguido de Celso Russomanno do PRB (24%) e Soninha Franciane do PPS (6%).

Fernando Haddad aparece em quarto lugar com 6% dos votos, empatado com Gabriel Chalita (PMDB) e Netinho de Paula (PCdoB) que desistiu da candidatura e se aliou ao PT. Em relação à pesquisa anterior, Serra subiu um ponto, e Haddad caiu dois.

Os números indicam que 59% disseram que não votariam num candidato apoiado por Maluf. Outros 12% seguiriam sua indicação, e 26% seriam indiferentes.

A desistência de Erundina foi aprovada por 67% dos eleitores. Outros 17% reprovaram a atitude, e 16% não opinaram.

A pesquisa mostra ainda que influência de Lula no quadro eleitoral está em queda. Hoje, 36% dos eleitores dizem que o apoio do ex-presidente os faria escolher um candidato. O índice anterior era de 49%.

O Datafolha ouviu 1.081 eleitores na capital paulista na segunda e terça-feira. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o número 87/2012.

Maluf e Lula: aliança – Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/datafolha-62-dos-eleitores-de-sp-rejeitam-alianca-de-pt-com-maluf-5327732#ixzz1z0GEy2ui

PT: Aliança Lula-Maluf pode prejudicar partido

PT: Aliança Lula-Maluf pode prejudicar partido. Cientista político avalia que acordo pode provocar crise de imagem no PT e perda de votos.

PT: Maluf e Lula

PT: Aliança Lula-Maluf pode prejudicar partido

PT: Aliança Lula-Maluf pode prejudicar partido – Foto Agência Estado

Fonte: O Globo 

PT poderá mais perder do que ganhar com Maluf, diz analista

Professor da UNESP avalia que acordo com PP é uma ‘contradição’ à história dos petistas

A aliança do PT com o PP, de Paulo Maluf, na disputa eleitoral de São Paulo, representa uma contradição à postura histórica do partido e poderá trazer prejuízos à campanha de Fernando Haddad. A avaliação é do professor de ciência política da Universidade Estadual Paulista (UNESP) Marco Aurélio Nogueira, segundo o qual o acordo poderá gerar uma crise na imagem da legenda, que deverá conciliar o discurso da renovação com a expressão do retrógrado. O analista político considera ainda que a aliança com o PP dá mais uma justificativa para que Marta Suplicy se mantenha afastada da campanha petista.

O GLOBO: A aliança em São Paulo do PT com o PP, legenda de Paulo Maluf, contradiz o discurso histórico do partido?

MARCO AURÉLIO NOGUEIRA: O discurso do PT vem se ajustando nos últimos anos, mas é uma contradição. É o reconhecimento de que adversários do passado podem se tornar aliados a qualquer momento, dependendo dos interesses que estão em jogo. É uma mudança não só no discurso, mas na conduta prática do PT. É um reajuste no discurso e na cultura do partido, que pode ter prejuízos no curto prazo, porque uma boa parte da militância partidária não está pronta para isso, ainda não assimilou essa guinada.

O GLOBO: O acordo poderá trazer prejuízos para a campanha de Fernando Haddad?

NOGUEIRA: Pode haver, por um lado, um prejuízo de caráter eleitoral. O que o deputado federal Paulo Maluf trará de votos pode não ser compensado pelo que o PT poderá perder de votos. Por outro lado, pode haver uma crise na imagem do PT. O partido vai para a campanha com o slogan da renovação, mas um dos seus aliados é a expressão do que há de mais antigo e retrógrado na política brasileira, o que pode chamuscar um pouco a imagem do partido.

O GLOBO: A reação da deputada federal Luiza Erundina poderá ser acompanhada pela militância do partido durante a campanha?

NOGUEIRA: Eu acho que vai, sim. Ela vai tentar fazer o papel de consciência crítica do PT.

O GLOBO: A aliança deverá afastar de vez a ex-prefeita Marta Suplicy da campanha eleitoral?

NOGUEIRA: A Marta Suplicy já está afastada da campanha eleitoral. Agora, ela tem uma justificativa a mais para manter esse distanciamento.

O GLOBO: Como disse Paulo Maluf, a “eficiência” dos acordos eleitorais tem predominado hoje sobre as bandeiras da esquerda ou da direita?

NOGUEIRA: Com certeza. Esse fenômeno não é de hoje. Há uma espécie de tendência universal e que está sendo reforçada sistematicamente nos últimos tempos. Essa aliança eleitoral em São Paulo é apenas uma confirmação de que essa tendência é real. O PT nos últimos 20 anos reorganizou a sua conduta nessa direção. O pragmatismo é hoje uma grande variável de avaliação da conduta política dos partidos.

Paulo Maluf, Lula e o PT – Link da entrevista – http://oglobo.globo.com/pais/pt-podera-mais-perder-do-que-ganhar-com-maluf-diz-analista-5259301#ixzz1yuGcxO11

Maluf provoca Erundina por deixar campanha de Haddad

Maluf provoca Erundina por abandonar campanha.  Ex-prefeita de SP (PSB) deixou coligação com PT depois acordo de Lula com Paulo Maluf.

Maluf, Erundina e Lula

Maluf diz que Erundina desistiu de ser vice de Haddad por ciúmes

Maluf provoca Erundina por deixar campanha de Haddad

Maluf provoca Erundina por deixar campanha de Haddad

O deputado federal Paulo Maluf, presidente do PP no estado de São Paulo, disse nesta segunda-feira que a deputada federal Luiza Erundina (PSB) desistiu de ocupar o posto de vice na candidatura do petista Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo por “ciúmes”.

Erundina desistiu de concorrer porque o ato de apoio do PP ao petista foi realizado na casa de Maluf com a presença de Haddad e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A deputada socialista chamou o líder do PP de “nefasto”.

– Isso não é um problema meu. Ele (Lula) tinha recomendação médica para não ir na convenção do PSB, essas coisas nós temos de respeitar. Ele está em tratamento de saúde. Agora se ele veio na minha casa, eu me sinto muito alegre. E se ele vier a segunda e terceira vez, a casa está aberta para o Lula.

Maluf destacou ainda que sempre recebeu em sua casa os presidentes da República.

– Amanhã, se a presidente Dilma (Rousseff) for na minha casa é bem-vinda. O presidente Fernando Henrique esteve em casa. O presidente Itamar Franco esteve em casa . Do (Fernando) Collor, eu fui padrinho do casamento – falou.

O líder do PP negou também que tenha exigido a presença do Lula em sua casa para fechar a aliança com Haddad.

– Quem pode exigir alguma coisa de um presidente da República. Quando o presidente da República vai à casa de alguém, vai porque quer.

Para Maluf, a visita de Lula não poderia deixar de ser registrada.

– Se lá estavam duas dúzias de fotógrafos, não tinha razão nenhuma para na saída não tirar a foto. Seria muito pior se escondessem a foto. Se ele for de novo, eu tiro dez vezes.

Depois de encerrada a entrevista na sede do PP em São Paulo, Maluf voltou à sala onde estavam os jornalistas para mostrar um calendário de 2012, que fez para distribuir para amigos e parentes, em que aparece em fotos, entre outros, com o Papa João Paulo II, com Pelé, Ayrton Senna e com os ex-presidentes americanos Bill Clinton, George Bush e Ronald Reagan.

– Tenho muito orgulho dessas fotos e tenho muito orgulho também da foto com o Lula.

Questionado se o calendário do próximo ano trará a foto do ex-presidente petista, o líder do PP não respondeu.

Maluf garantiu que não está participando das discussões da escolha do vice da chapa do PT em São Paulo e afirmou que a decisão sobre o substituto de Erundina caberá apenas a Haddad. Garantiu que não se opõe nem a um nome do PC do B.

– O governo do PT quando tomou posse em 2003 veio sob dúvidas como iria se comportar ideologicamente. E eu quero dizer em alto e bom tom que o PT se comportou à direita de Paulo Maluf. Eu perto do PT hoje sou comunista. Eles defenderam mais do que eu as multinacionais e os banqueiros – declarou Maluf.

Maluf e Lula – Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/maluf-diz-que-erundina-desistiu-de-ser-vice-de-haddad-por-ciumes-5308037#ixzz1yuALywaZ

Lula e Maluf: artigo fala do encontro histórico

Artigo fala do encontro histórico de Lula e Maluf – Segundo Carlos Eduardo Leão o fato abriga o “que há de mais torpe na política nacional”.

Lula e Maluf

Fonte:  Carlos Eduardo Leão* – Publicado no site da Fundação Dom Cabral

De causar náusea

Deu causa náusea - Lula e Maluf
Está registrado nos anais do fotojornalismo um dos momentos mais repulsivos da política brasileiro

A fotografia jornalística talvez seja o mais claro e objetivo meio de informação da mídia em todos os tempos. Ela tem a imprescindível capacidade de transmitir, após um competente clic, todo um conjunto de informações, ricas em detalhes, conseguido através da sempre aguçada sensibilidade do fotógrafo que, na escolha correta do enquadramento, dará alma à notícia.

O fotojornalismo é, portanto, uma demonstração tácita do mais puro conceito de arte plástica a serviço da informação.

Quem não se lembra daquela personagem que virou símbolo da guerra do Vietnã, uma criança queimada, totalmente nua, correndo no meio de uma estrada que ligava o nada a lugar nenhum? Aquela fotografia resumiu toda uma guerra, suas atrocidades, suas consequências e, sobretudo, todo o sofrimento estampado no horror daquela imagem de dor e desesperança que marcou para sempre aquele rosto da infância vietnamita.

A fotografia de Neil Armstrong, naquele 20 de julho de 1969, quando pisava na Lua, marcou a história e todas as gerações a partir daquele momento. A frase “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” dita por Armstrong no momento do clic, não precisaria ser dita. A fotografia falava por ela.

Outras fotografias, apenas para ilustrar esse pensamento, como a daquele avião-míssil  disparado contra o World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001 ou ainda do famoso Concorde em chamas quando decolava do Aeroporto Charles de Gaulle em Paris para cair momentos depois, não precisavam de textos para explicar as suas tragédias. As imagens perfeitas obtidas pelas excelentes câmeras de notáveis profissionais mostraram com nitidez o perfeito enquadramento do desastre.

Entretanto, nenhuma dessas fotos teve efeito mais devastador, mais chocante, mais incrível, mais surrealista, mais desanimador do que a de Lula “in love” com Maluf, sob as bênçãos do medíocre Fernando Hadad, encenada nos jardins daquela famosa mansão paulistana, que abriga o que há de mais torpe na política nacional. A nitidez da fotografia mostra-nos com detalhes que ambos são idênticos no tocante à moralidade e à honestidade nos preceitos políticos, bem ao estilo “farinha do mesmo saco”.

Já o enquadramento revela dois semblantes de verdadeiros brincalhões que, naquele momento, parecem gozar com a fé de um povo que neles depositaram, por várias vezes, todas as suas esperanças, em lados, porém, totalmente opostos em pensamento, ideologia e, sobretudo, filosofia de linhagem política.

A acuidade da câmera foi definitiva para mostrar o oportunismo de dois inimigos figadais históricos que, em nome do vale-tudo, posam como verdadeiros amigos (e na realidade o são) em prol de interesses que maculam a honra e a ética, atributos raros em políticos que rezam nessa linha de pensamento.

E, por fim, o talento dos fotógrafos foi determinante para mostrar a decepção da natureza que enfeita os jardins da mansão. Parecia que ela entendia a tristeza daquele momento, ao ver ruir o que sobrou daquele outrora bastião da moralidade, sucumbindo aos baixios caminhos da politicagem que só trazem decepção, incredulidade e amargura.

Lembro-me também de uma fotografia que marcou a humanidade. A beleza da Terra focalizada da Lua, com matizes de azul misturadas ao branco, num fundo esverdeado, enfim, uma explosão de cores que seguirá para sempre enfeitando a imensidão.

Assim sendo, continuamos à espera da fotografia em que dois políticos brasileiros estarão abraçados pela honra e o bem de seu povo, não em defesa de interesses mesquinhos e vulgares. Mesmo que seja em preto e branco, esse flagrante será suficiente para transformar a referida foto numa explosão de cores de uma só tradução: Esperança. E quanto ao fotógrafo que imortalizar tal momento, com certeza será candidato ao World Press Photo Award, o “Oscar” do fotojornalismo.

*Carlos Eduardo Leão é médico e cronista

Lula e Maluf – link do artigo : http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=461284

Instituto Lula omite foto com Maluf

Instituto Lula omite foto com Maluf – site que publica informações sobre o ex-presidente ignora acordo entre Lula e Maluf.

Instituto Lula e a foto de Maluf

Instituto Lula omite foto com Lula

Instituto Lula omite foto com Lula – Charge do Amarildo

Instituto Lula omite foto com Lula

Instituto Lula omite foto com Lula

 

Fonte: Maíra Teixeira – Folha Online

Site do Instituto Lula não exibe imagem de Maluf com petista

O Instituto Lula mudou a rotina de atualização de sua página na internet e deixou de publicar as imagens do encontro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) na segunda-feira, em São Paulo.

Eles se encontraram na casa de Maluf, no Jardim América, para selar o apoio do PP à candidatura petista de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo.

O site do Instituto Lula faz atualizações constantes das notícias e publica as fotos do líder petista em eventos que vão de vacinação contra gripe, visitas de amigos no hospital até atos de apoio a pré-candidatos em eleições.

O fotógrafo oficial do instituto, Ricardo Stuckert, esteve no local e ajudou na organização das fotos do evento. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do instituto, as imagens do encontro de Lula com Maluf não serão colocadas na página na internet nem tampouco o fato será divulgado no espaço “Notícias” porque já “está na Folha e em todo o lugar”.

JUSTIFICATIVA

A assessoria informou ainda que só divulgam no site imagens quando não há outros fotógrafos nos eventos.

No calendário do Instituto Lula, pela busca no dia 18 de junho de 2012, também não há registro de eventos.

Segundo o relato de um petista que participou do encontro, Maluf exigiu a presença de Lula em sua casa para selar o acordo: “Ele disse que a foto fazia parte do pacote”.

O ex-presidente ficou contrariado, mas decidiu ir. Posou para as fotos, mas saiu do local sem dar entrevista. Fernando Haddad ficou para o almoço com o ex-prefeito.

Instituto Lula – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/49877-site-do-instituto-lula-nao-exibe-imagem-de-maluf-com-petista.shtml

Erundina abandona Maluf e critica Lula

Erundina: ex-prefeita de São Paulo diz que ação de Lula vai enfraquecer  a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

Erundina, Lula e Maluf

Fonte: O Globo

Erundina: Lula passou dos limites ao formar aliança com Maluf

Deputada diz que atendeu aos apelos da sociedade ao deixar a chapa de Haddad

Erundina abandona Maluf e critica Lula

Erundina abandona Maluf e critica Lula

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse nesta quarta-feira que recebeu muitos elogios por ter desistido da chapa com o petista Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo, devido à aliança do PT com o PP de Paulo Maluf. Indagada se Lula passou dos limites ao articular o acordo para ampliar o tempo de TV, ela respondeu:

Erundina não aprovou a superexposição da fotografia feita com Haddad, Maluf e o ex-presidente Lula. Hoje, ao chegar na Câmara, ela disse que, ao deixar a chapa do PT, atendeu aos apelos da sociedade.

– Nós precisamos estar atentos ao que a sociedade sinaliza, ao que a sociedade acha das atitudes de seus representantes – disse Erundina, completando:

– A militância estava muito empolgada, mobilizada, muito a fim de levar a campanha. Foi uma pena, mas em todo caso vamos levar em frente. Temos que fazer do limão uma limonada.

Na opinião da deputada, a decisão pode enfraquecer a candidatura de Haddad.

– Poderá enfraquecer. Criou-se um clima de perplexidade entre a militância, um desconforto. A militância petista tem exigências, não são indiferentes ao que seus dirigentes decidem.

decisão de Erundina foi anunciada ontem no final da tarde. O anuncio foi feito pelo presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, após uma reunião dos dirigentes do partido com Erundina.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/topico-eleicoes-2012/erundina-lula-passou-dos-limites-ao-formar-alianca-com-maluf-5263613#ixzz1yMBS6hge

Luiza Erundina não será mais vice de Fernando Haddad em SP

Presidente nacional do partido oficializou a decisão sem indicar novo nome

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, anunciou nesta terça-feira, na sede do PSB em Brasília, que a deputada Luiza Erundina (SP) não será mais candidata a vice na chapa de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo. O partido garantiu, no entanto, que continuará a apoiar Haddad

– A Erundina só não vai estar na chapa. A avaliação é que ela ajuda mais na campanha fora para não ter que fazer deste episódio, a coligação do PT (com Maluf), com crise durante toda a campanha. Ela vai participar 24 horas da campanha – disse Campos.

Segundo ele, o PSB não reivindica a vice mas estaria disposto a continuar participando caso o PT assim escolha. No entanto, ele admite que não tem um nome a altura da ex-prefeita em São Paulo.

– Uma expressão como Erundina no PSB de São Paulo só tem uma. Eu gostaria de ter várias Erundinas no partido, mas não tenho.

A reunião dos dirigentes do PSB com Erundina durou cerca de 20 minutos, e ela chegou ao encontro dizendo que não seria mais candidata. Segundo relatos, Erundina afirmou que ficou mais chateada por causa da foto de Lula com Maluf, o que ela considerou ser muita exposição.

Eduardo Campos telefonou para os dirigentes do partido assim que Erundina terminou de falar, para informá-los da decisão. O segundo a receber a notícia foi Haddad. Campos garantiu que o partido continuará apoiando sua candidatura, mas que o petista pode escolher um novo vice.

Haddad, tão logo soube da decisão, lamentou a saída da ex-vice:

– Particularmente, não gostei da decisão. Não tenho plano B – disse ao adiantar que ainda não sabe quem será seu vice. A decisão de Erundina fez o o candidato petista cancelar seu último compromisso de agenda – uma plenária na Zona Leste de São Paulo. Ele disse aos militantes presentes que teria que se reunir com a cúpula do partido para discutir uma solução para a saída de Erundina.

Já o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse ao final da tarde desta terça-feira que foi comunicado pelo vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, da saída de Erundina da chapa de Haddad. Amaral disse que o PSB continuará apoiando Haddad e que Erundina fará campanha para o candidato petista, mas não indicará outro vice.

– Eu lamento. Ela seria uma pessoa importante para a campanha, mas respeito a decisão dela – disse Rui Falcão.

A deputada não chegou a recuar da decisão de desistir de ser vice de Haddad, conforme publicado pelo site do GLOBO no início da tarde. Após a divulgação de uma entrevista concedida à Rádio Brasil Atual na manhã desta terça-feira, ela garantia que seguiria junto com o petista, apesar do descontentamento com a aliança feita com o PP, de Paulo Maluf. O detalhe é que essa entrevista foi realizada às 16h de segunda-feira. Às 17h de ontem, ela disse ao GLOBO que não aceitava a união com Maluf e iria discutir com o partido a sua desistência.

A Rádio Brasil Atual chegou a informar que a entrevista havia sido feita às 21h de segunda-feira. Mas o diretor da emissora, Oswaldo Luiz Vitta, confirmou que Erundina falou a rádio às 16h, portanto antes de dizer ao GLOBO que iria desistir.

Nesse horário, Erundina já sabia da união com Maluf, mas ainda não teria visto as fotos que mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad e o líder abraçados. O encontro aconteceu na casa de Maluf, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Foi a primeira vez que Lula esteve no local.

Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/luiza-erundina-nao-sera-mais-vice-de-fernando-haddad-em-sp-5255473#ixzz1yMDWvYFC

Veja mais:

José Serra: prefeitura de S.Paulo é um ‘grande desafio’

José Serra: em entrevista a O Estado de S.Paulo o tucano dispara comenta sobre as eleições 2012 e diz que 2014 não está nos planos.

José Serra: Eleições 2012

José Serra: Eleições 2012

José Serra nas Eleições 2012

Fonte: Alberto Bombig, Bruno Boghossian – O Estado de S.Paulo

‘SOU CANDIDATO PARA IMPEDIR DESCONTINUIDADE DRAMÁTICA EM SÃO PAULO’

Tucano diz que ‘gosto’ e ‘necessidade política’ motivaram sua décima candidatura

A cinco semanas da convenção que vai oficializar sua candidatura à Prefeitura de São Paulo pelo PSDB, o economista José Serra, de 70 anos, ainda seca as feridas de sua última disputa nas urnas, quando foi derrotado por Dilma Rousseff (PT) na eleição presidencial. Ele reconhece o peso do ex-presidente Lula no processo e assume a frustração: “Eu entrei efetivamente com a expectativa de vencer e perdi”.

O tucano ainda dispara uma infinidade de dados sobre “problemas nacionais”, mas passou a coletar números sobre a capital paulista e diz estar pronto para sua décima disputa em 26 anos. “Eu não sou dependente químico de eleição, mas eu gosto de campanha.” Na quinta-feira, Serra recebeu o Estado em sua casa para uma entrevista exclusiva, na qual defende a gestão de Gilberto Kassab (PSD), e diz que sua campanha de 2010 influencia decisões do governo Dilma. “Cópia, se bem feita, é uma virtude.” Segundo ele, voltar a disputar a Presidência em 2014 não está nos planos.

Depois de ser prefeito, governador, senador e ministro, por que tentar voltar à Prefeitura agora?

Criou-se uma necessidade política, no âmbito do partido e de aliados, de ter uma opção forte para a Prefeitura. E por gosto, porque é algo que me agrada bastante. São Paulo é uma cidade com receitas de município e problemas nacionais. É sempre um grande desafio.

Que motivação política foi essa?

É importante ter uma opção com grande chance de vitória e impedir uma descontinuidade dramática nos rumos da cidade. Levo em conta que, nos últimos oito anos, nós arrumamos São Paulo do ponto de vista fiscal. É claro que os problemas continuam, mas o fato é que é muito importante manter São Paulo no rumo, e numa articulação estreita com outra prefeitura, que é o governo do Estado.

A solução para o trânsito de São Paulo está apenas no transporte sobre trilhos?

O problema da mobilidade na cidade jamais será equacionado, o que não significa que a gente não possa melhorar. São Paulo tem que ter uma teia de aranha de trilhos por baixo da cidade. Isso não desmerece a importância de obras viárias e corredores de ônibus, mas sempre tendo em mente que o ônibus tem, em última análise, que servir ao transporte de trilhos.

A Prefeitura pode resolver o problema da cracolândia no centro da cidade?

São duas questões. Uma é o fenômeno da droga, que está relacionado ao contrabando. As fronteiras abertas para o tráfico levam a uma capacidade de oferta da droga a preços baixos, o que é desastroso. Isso está fora do âmbito da cidade e mesmo do Estado, até certo ponto. É uma tarefa federal, onde não se teve avanço nenhum nos últimos anos. As outras dimensões são a educação e o tratamento. É preciso desenvolver com relação ao crack uma campanha educacional mais intensa da que fizemos contra o cigarro. O governo federal é hesitante.

O senhor pretende aplicar o modelo das organizações sociais (OS)?

A OS não é um modelo para toda a saúde. É um modelo para certas unidades e funciona bem. A saúde continua sendo o assunto número um e o aspecto mais chocante é o encolhimento relativo do governo federal, que chegava a cobrir 60% das despesas com fontes federais e hoje se aproxima de 40%. Em São Paulo, de 2004 a 2012, o orçamento mais que triplicou. Do ponto de vista quantitativo, a saúde deu saltos.

A pesquisa Ibope desta semana mostra alta rejeição do prefeito Gilberto Kassab. Qual a sua avaliação da gestão?

Acho que é uma boa gestão e que o fato de ele ter se envolvido na criação de um partido criou para alguns a sensação de que ele estava desligado da cidade. Digamos: você está num engarrafamento de trânsito e liga o rádio, que diz: “Gilberto Kassab esteve em Alagoas vendo a questão do PSD e tal”. Você fala: “Eu aqui no trânsito e o prefeito cuidando de partido”. Mas é uma sensação, porque, de fato, o Kassab trabalha muito na administração da cidade. Ele deu continuidade à nossa gestão e tem realizações positivas.

Sua própria rejeição (35%, segundo pesquisa do Ibope) o preocupa?

Não. Eu avalio que minha rejeição é normal. Eu sou o mais conhecido e as pessoas têm uma posição mais definida. Eu acabei de disputar uma eleição presidencial: todo mundo me conhece, eu ganhei aqui no 1.º e no 2.º turnos, mas foi uma eleição dividida.

O sr. acredita que já ganhou a eleição?

Não, de forma nenhuma. Todo político que disputa eleição tem de ser um pouco paranoico. Se não for, perde. Todo político tem que olhar a eleição com humildade e achar que não é fácil. Eu me lembro de uma história do Juscelino (Kubitschek), que é verdadeira. Ele era capaz de parar numa estrada para ver um eleitor. Eu faço isso. Eu às vezes paro por causa de uma pessoa. Cada voto é um voto. Além do que, eu tenho gosto também nisso. Eu vou dizer a vocês: eu não sou dependente químico de eleição, mas eu gosto de campanha eleitoral, principalmente do contato com as pessoas.

Padrinhos políticos como a presidente Dilma entrarão na campanha?

Eu acho que os políticos nacionais vão procurar influenciar a campanha em São Paulo, principalmente do lado do PT. Mas outra coisa é a influência que isso possa ter. A influência eleitoral é sempre menor quando é fora do âmbito da esfera de governo da personalidade política. Se você é presidente, influencia mais na eleição para presidente. Se você é governador, idem, e, se você é prefeito, idem. Mas essa influência vai ser exercida, eu não tenho dúvida nenhuma. Se for dentro de certos padrões de decoro, é normal.

O sr. acha que o debate sobre costumes (religião, aborto, casamento gay) deve fazer parte da campanha?

A minha questão não é se deve ou não deve. A minha questão é que a própria imprensa e os próprios setores da sociedade interessados nessas questões as introduzem na campanha. E você não vai proibir. São questões de valores espirituais ou de ética que são postos. Não se trata de misturar religião com política. São coisas diferentes. Religião é opção individual, não é uma opção partidária.

Como o sr. reagirá, caso seja eleito prefeito, se em 2014 surgir um clamor para que o sr. se candidate à Presidência? Já pensou sobre isso?

Eu não pensei nisso porque eu estou com o propósito de me eleger prefeito e governar os quatro anos. Não creio que vá haver (um clamor).

Que avaliação o sr. faz de 2010?

É pouco tempo para avaliar. Eu entrei efetivamente com a expectativa de vencer e perdi. Tem eleições que eu não tinha uma expectativa tão forte de ganhar. O porquê, isso ainda vai ser debatido por muitos anos.

O partido se dividiu na disputa?

(Isso) não teve nenhuma importância. Pode ter tido uma ou outra frouxidão regional com relação à campanha, mas não teve dimensão para afetar o resultado. Efetivamente, quando começou o 2.º turno, havia um empate. No fim, eu acredito que o peso da popularidade do Lula foi decisivo. Isso é opinião mais superficial, que precisa ser analisada.

O senhor tem boa relação com o senador Aécio Neves (PSDB-MG)?

Com o Aécio? Tenho. Relação cordial. Eu não sou de conviver em situações de atrito, de levar uma relação na base do atrito. Boa parte das coisas que existem, aliás, é folclore.

O sr. ficou com alguma mágoa da campanha de 2010?

Não. Eu preferia ter ganhado, mas… Em eleição, você tem que ter um mínimo de preparação para assimilar resultados, porque a decisão não é você que toma. A decisão é das pessoas, milhões de pessoas. Pode parecer frase feita, mas faz parte. A derrota é um ingrediente importantíssimo de uma eleição quando você vai para a disputa. Por outro lado, eu acredito que, nas duas eleições (presidenciais), a minha campanha condicionou muito o próprio desempenho do governo posterior. Agora, muitas das coisas que o governo faz, sem dúvida nenhuma, foram resultado da minha campanha.

O sr. fala especificamente da política de juros do governo Dilma?

Juros, infraestrutura, mesmo a defesa da liberdade de imprensa… Uma série de questões variadas. Dar exemplos sempre é ruim. Sem dúvida nenhuma, o grosso das teses que nós defendemos em 2010 eram corretas e o governo incorporou muitas delas. É normal que isso aconteça. Eu não acho que, na vida pública, cópia seja plágio. Cópia, se bem feita, de maneira honesta e não eleitoreira, é uma virtude.

José Serra – Eleições 2012 – Link da entrevista: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,sou-candidato-para-impedir-descontinuidade-dramatica-em-sao-paulo-,872240,0.htm