Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS

Eleições 2012: Lacerda é reeleito com apoio de Aécio em BH

Lacerda é reeleito com apoio de Aécio em BH. Candidato da coligação “BH Segue em Frente” foi reeleito na noite deste domingo prefeito de Belo Horizonte, com 52,69% dos votos válidos.

Lacerda: Aécio Neves eleições 2012

 Lacerda é reeleito com apoio de Aécio em BH

Lacerda é reeleito com apoio de Aécio em BH. Candidato da coligação “BH Segue em Frente” foi reeleito na noite deste domingo prefeito de Belo Horizonte, com 52,69% dos votos válidos.

Fonte: Estado de Minas

Marcio Lacerda é reeleito prefeito de BH no primeiro turno

Márcio Lacerda (PSB), da coligação “BH Segue em Frente” foi reeleito na noite deste domingo prefeito de Belo Horizonte, com 52,69% dos votos válidos. O ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias (PT), da aliança “Frente BH Popular” ficou em segundo lugar, com 40,80%. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TER-MG), o socialista recebeu 643.664 votos, contra 500.877 do petista.Antes mesmo da confirmação da vitória de Lacerda, apoiadores do socialista já comemoravam o resultado do comitê central da campanha na Avenida Raja Gabaglia. Márcio Lacerda vai governar a capital por mais quatro anos.

A candidata Maria da Consolação (PSOL) obteve 54.530 votos (4,25%) e ficou à frente de Vanessa Portugal (PSTU), com 19.908 (1,55%). Em seguida, estão Alfredo Flister (PHS) – 4.691 (0,37%)-, Tadeu Martins (PPL) – 3.728 (0,29%) e Pepe (PCO) – 782 (0,06%)

O prefeito Marcio Lacerda esteve à frente em todas as pesquisas eleitorais. O último levantamento realizado pelo Instituto MDA em parceria com o jornal Estado de Minas, divulgado nesse sábado, indicou 12,6 pontos de vantagem para Lacerda em ao seu principal adversário.

Polarização

A campanha na capital ficou divida entre petistas e tucanos. Poucos dias antes da oficialização das candidaturas, o PT deu fim à aliança com PSB e a Executiva Nacional lançou o nome do ex-ministro como o candidato na capital.

Lacerda capitaneou uma aliança formada por 19 partidos e teve como principal padrinho político o senador Aécio Neves (PSDB). Já Patrus recebeu o apoio declarado de dois caciques nacionais do PT, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma Rousseff. Ambos estiveram em Belo Horizonte e subiram ao palanque ao lado de Patrus Ananias. A derrota do petista ainda culminou com a saída do PT da prefeitura depois de quase 20 anos de participação no Executivo.

Reta final

As últimas semanas da campanha foram marcadas por ataques de lado a lado. Os coordenadores da campanha de Patrus utilizaram um vídeo no qual o candidato a vice-prefeito na chapa de Lacerda, Délio Malheiros (PV), faz críticas contundentes à gestão do socialista. Na ocasião, Délio afirmou categoricamente que se aliaria com quem estivesse contra Lacerda.

Já a campanha de Marcio Lacerda decidiu usar a imagem de Dilma a favor do socialista. Em um vídeo, a presidente elogia a gestão do prefeito de BH.

Palácio do Planalto

O resultado das eleições em Belo Horizonte compõe um cenário que pode se formar para o pleito de 2014. A vitória de Lacerda reforça a influência de Aécio Neves no eleitorado mineiro e belo-horizontino. O nome do tucano é cogitado para representar a oposição no embate com a presidente Dilma.

Lacerda: Aécio Neves – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/eleicoes/eleicoes-bhregiao/2012/10/07/noticias_internas_eleicoes,322073/marcio-lacerda-e-reeleito-prefeito-de-bh-no-primeiro-turno.shtml

Aécio e as eleições 2012 em Belo Horizonte

Aécio e as eleições 2012 em Belo Horizonte – em jogo a política de alianças que envolve Marcio Lacerda e as eleições de 2014.

Aécio Neves: eleições

Aécio e as eleições 2012 em Belo Horizonte

Aécio e as eleições 2012 em Belo Horizonte

Fonte: Valor Econômico

Sucessão estadual domina debate em torno de Lacerda

A quatro meses das eleições municipais, a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), é vista como praticamente certa. Até agora, ele não tem nenhum adversário que ameace suas chances de ser reeleito até mesmo no primeiro turno. Mas ultimamente as atenções sobre ele têm a ver muito mais com as eleições de 2014 do que com seus projetos em um possível segundo mandato na prefeitura.

Lacerda já foi instado diversas vezes pelo PSDB mineiro a se candidatar ao governo de Minas Gerais em 2014, com apoio do partido. O PT também cogita seu nome. O próprio prefeito alimenta as especulações. Ele tem dito que seu projeto pessoal é continuar na prefeitura e que pretende fazer avançar vários projetos num segundo mandato. Mas deixa em aberto a possibilidade disputar o governo: “Sabe aquela história de dizer dessa água não beberei? Acabei fazendo tanta coisa na minha vida que eu falei que não faria… Na vida as coisas mudam”, disse ele na semana passada a interlocutor ouvido pelo Valor.

PSDB e PT integram a equipe de Lacerda na prefeitura e tendem a se manter na aliança nas eleições de outubro. Em 2014, no entanto, cada partido estará de um lado na disputa presidencial e provavelmente também na briga pelos governos estaduais. Ele terá de escolher um dos lados caso decida disputar o governo de Minas.

Os planos de Lacerda interessam de perto do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que hoje é o principal nome da oposição nas eleições presidenciais daqui a dois anos. O PSDB não tem um nome natural para a sucessão de Antonio Anastasia. E, caso se candidate à Presidência, Aécio precisará contar com candidato forte disputando o governo do Estado. Lacerda é hoje talvez o nome mais forte ao alcance dos tucanos para formar uma base de apoio à candidatura de Aécio em casa.

Mas o PSB de Lacerda integra a base da presidente Dilma Rousseff e o presidente do partido, o governador do Pernambuco, Eduardo Campos, aparece como um dos cotados por setores do PT como candidato a vice-presidente numa provável tentativa de reeleição de Dilma.

Uma eventual costura com Campos passaria por Belo Horizonte, com o PT abrindo mão da candidatura ao governo de Minas em favor de Lacerda. Em visita a Belo Horizonte na semana passada, a presidente fez elogios rasgados a Lacerda, classificando como o melhor prefeito do país e alguém que faz os projetos acontecerem.

Mesmo sendo do partido da base, Lacerda evita manifestar sua posição em relação à possibilidade de Dilma tentar se reeleger. No meio político em Belo Horizonte, muitos davam como certo que ele já teria escolhido um lado. “Inventaram isso. Nunca falei isso. Até porque como prefeito eu não posso ficar me manifestando sobre isso. É contra o interesse da cidade”, disse o prefeito ao Valor.

Para Aécio, seria um revés se Lacerda decidir disputar o governo ao lado do PT. Isso porque pelo cenário atual, o PT terá o vice-prefeito de Lacerda se este for reeleito em outubro. E Lacerda seria um candidato com grandes chances de ser eleito mas então fazendo oposição a Aécio.

Em conversas reservadas, o governador de Minas tem dito que a importância participação de Lacerda nas próximas eleições para o governo deve ser relativizada. Seu argumento é que uma candidatura de Aécio fortalecerá naturalmente o candidato a governo de Minas apoiado pelos tucanos. Ele tem lembrado que em 2008 pouca gente apostaria que ele seria o candidato de Aécio ao governo e que venceria com ampla margem de votos. Anastasia era vice de Aécio. Assumiu o governo quando Aécio se licenciou para disputar o Senado e depois foi eleito governador. Não pode agora disputar a reeleição.

Entre os nomes que são às vezes citados por tucanos como possíveis candidatos à sua sucessão estão o atual vice-governador, Alberto Pinto Coelho (PP), a secretária estadual de Planejamento, Renata Vilhena. Até a irmã de AécioAndréa Neves, chegou a ser cogitada por tucanos em Belo Horizonte. Nenhum deles tem hoje a força nas urnas de Lacerda ou do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel, do PT – caso este venha a disputar o governo.

Foi Aécio quem tirou Lacerda de sua vida de empresário bem sucedido e o colocou como secretário de Estado quando o tucano era governador de Minas. Depois, em 2008, foi Aécio também quem costurou com conjunto com o então prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, sua candidatura à prefeitura.

Lacerda sempre disse que deve lealdade aos dois e que não entraria numa disputa contra nenhum deles. O que poderia deixar Lacerda livre para apoiar Aécio seria um rompimento que partisse do PT – o que hoje não interessa a líderes petistas da direção do partido.

“Por uma questão de lealdade com os meus amigos do PT e com o Pimentel, que foi articulador importantíssimo da minha presença aqui [na prefeitura], eu não posso ser o mentor do rompimento com o PT. Se o PT romper comigo é outra história”, disse Lacerda ao Valor. Ele afirma que se interessa em continuar na Prefeitura e que quer ter petistas e tucanos ao seu lado novamente.

“Eu procurei administrar todas as tensões aqui no sentido de evitar o rompimento porque isso é prejudicial à gestão. Tem dezenas e dezenas pessoas no segundo escalão aqui que são do PT. Como também do PDSDB. Então isso para mim foi um mantra: eu tenho que manter a gestão funcionando bem. Eu sou prefeito. Antes de eu ser pré-candidato, a população olha para o que eu estou fazendo agora. Tenho segurado isso, pressões de todo o tipo, cascas de banana aqui dentro.”

O que a essa altura poderia provocar um rompimento por parte do PT, na avaliação do prefeito, é um ponto ainda em aberto para a definição da chapa para as eleições municipais. O PT já indicou o candidato a vice-prefeito, o deputado Miguel Corrêa Júnior, mas só no dia 30 é que a convenção do partido sacramentará a aliança. Uma questão-chave para Lacerda é fechar ou não uma aliança proporcional com o PT, o que daria aos petistas chances de aumentar sua bancada de vereadores na cidade. Os tucanos dizem que não aceitariam isso.

Caso a proporcional não feche como o PT quer, poderá haver uma reação que reacenda a tese de candidatura própria à prefeitura na convenção petista, avalia o prefeito. Por isso, Lacerda mantém um plano B para o caso de, na convenção, o PT decidir voltar atrás e não mais integrar a chapa com ele. O secretário de governo, Josué Valadão (PP), é a alternativa do prefeito. “Tenho que segurar o Valadão. Eu falei para o pessoal do PT, eu ainda não sei o que vai acontecer.”

Aécio Neves: eleições – Link da matéria: http://www.valor.com.br/politica/2717860/sucessao-estadual-domina-debate-em-torno-de-lacerda

 

Governador Anastasia se reúne com Aécio Neves e Márcio Lacerda

Foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte
Wellington Pedro/Imprensa MG
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda

O governador Antonio Anastasia reuniu-se, na manhã desta segunda-feira (06), no Palácio Tiradentes, com o senador Aécio Neves e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Durante o encontro, foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte.

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia visita Festival do Japão em Minas 2012

O governador de Minas participou da cerimônia de encerramento do Painel Econômico Minas-Japão 2012 e da posse do novo cônsul-geral honorário do Japão em Belo Horizonte, Wilson Brumer
Gil Leonardi/Imprensa MG
O governador degustou comidas típicas e visitou estandes no Pavilhão I do Expominas
O governador degustou comidas típicas e visitou estandes no Pavilhão I do Expominas

O governador Antonio Anastasia participou, nesta sexta-feira (3), da cerimônia de encerramento do Painel Econômico Minas-Japão 2012, seminário econômico que integra a programação do Festival do Japão em Minas 2012. O evento, no Expominas, é promovido pela Associação Mineira de Cultura Nipo-Brasileira e Consulado Geral Honorário do Japão em Belo Horizonte. Na ocasião, o ex-presidente da Usiminas e ex-secretário de Desenvolvimento Econômico em Minas, Wilson Brumer, assumiu o posto de cônsul-geral honorário do Japão em Belo Horizonte.

O governador, acompanhado do prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, do embaixador do Japão no Brasil, Akira Miwa, do cônsul-geral do Japão no Rio de Janeiro, Masaru Watabane, dentre outras autoridades, participou da cerimônia do Kagami Wari, tradicional em festividades no Japão, na qual se quebra o tampo de um barril de sakê, o que significa na cultura nipônica a abertura de caminhos e a busca de paz.

Anastasia também assistiu a uma apresentação artística japonesa, degustou comidas típicas e visitou estandes instalados no Pavilhão I do Expominas. Ao destacar as relações culturais e econômicas entre o Japão e Minas Gerais, Antonio Anastasia ressaltou que a presença do país asiático em Minas foi fundamental para o desenvolvimento do Estado.

“Apesar da presença mais numerosa da colônia japonesa, por exemplo, em São Paulo e no Paraná, a presença econômica do Japão em Minas Gerais foi decisiva para o nosso desenvolvimento, em diversos setores e, o mais importante, na tecnologia, tanto industrial como no campo rural”, disse o governador, em pronunciamento.

Anastasia aproveitou o momento para desejar sorte ao novo cônsul-geral honorário do Japão em Belo Horizonte, Wilson Brumer. Ele substitui Rinaldo Soares, falecido no ano passado. “Com a posse de Wilson Brumer, vamos adensar ainda mais as relações culturais entre Japão e o nosso Estado”, completou.

Relações comerciais

O Japão é o segundo principal parceiro comercial de Minas,considerando o valor das exportações em 2011. No ranking das importações feitas pelo Estado, o Japão é o sexto país. No ranking de estados brasileiros, Minas é o que mais exporta para o Japão e o quarto que mais importa.

A corrente de comércio em 2011 foi de US$ 3,75 bilhões, um aumento de 30,9% em relação a 2010. No ano passado, Minas Gerais exportou cerca de US$ 3,28 bilhões e importou US$ 474 milhões. O superávit comercial foi da ordem de US$ 2,8 bilhões.

No total, 200 empresas exportaram para o Japão em 2011. As principais foram a Vale, CBMM e Cenibra. Na outra ponta, 436 empresas importaram produtos japoneses com destaque para Usiminas, Fiat Automóveis, Vale e Sumidenso do Brasil.

Festival

Inédito em Belo Horizonte, o Festival do Japão em Minas, realizado até domingo (5), tem o objetivo de preservar, fomentar e divulgar a cultura japonesa para os mineiros, nipo-brasileiros e turistas. Em sua programação, concentrada no Pavilhão I do Expominas, será dada ênfase à diversidade cultural envolvendo apresentações de músicas instrumentais, danças e comidas típicas, exposições e oficinas de arte.

O evento conta com 24 apresentações culturais, incluindo grupos de Minas e São Paulo. O destaque são as atrações de músicas instrumentais, como o Taiko de Okinawa (tambores japoneses). O público terá oportunidade de visitar a exposição de calendários do Japão, preparada pelo Consulado Geral do Japão do Rio de Janeiro, e também de participar da tradicional arte da “Cerimonia do Chá”, promovida pelo Centro de Chado Urasenke do Brasil.

A área de artesanato reunirá 18 expositores com produtos típicos japoneses. O setor de gastronomia também será outra grande atração, oferecendo pratos tradicionais da culinária japonesa, tais como sushi, e os populares yakisoba e harumaki. Os ingressos custam R$ 10 e R$ 5 (meia-entrada para menores de 21 anos, estudantes e idosos).

Participaram da solenidade os secretários de Estado Elmiro Nascimento (Agricultura e Pecuária), Adriano Magalhães (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Dorothea Werneck (Desenvolvimento Econômico), Eliane Parreiras (Cultura), o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, o presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior, e o presidente da Usiminas, Julian Eguren.

Blog do Anastasia – Governo de Minas volta a discutir com União liberação de recursos para obras de prevenção

BRASÍLIA (20/01/12) – A comitiva do Governo de Minas, encarregada pelo governador Antonio Anastasia de coordenar a elaboração de projetos de prevenção ao período chuvoso, recebeu do governo federal o posicionamento de que as propostas do Estado serão analisadas até o fim de fevereiro. A comitiva se reuniu com técnicos do Ministério do Planejamento, em Brasília. Após o detalhamento dos projetos, foram definidas as obras prioritárias, que somam cerca de R$ 2 bilhões em investimentos.

“O Ministério do Planejamento ficou de fazer uma checagem nos projetos. O Governo de Minas espera que até o final de fevereiro esta questão seja definida”, afirma o vice-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, que participou da reunião juntamente com o secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Bilac Pinto, o presidente da Copasa, Ricardo Simões, e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda.

Além de ações preventivas, o documento também contempla projetos estruturantes de saneamento básico em municípios de todas as regiões mineiras. Ao todo, o projeto inicial apresentado à União pleiteava R$ 3,1 bilhões e beneficiava cerca de 115 municípios. Após a reunião com o Ministério do Planejamento, o pacote foi revisado e o montante total passou a ser de, aproximadamente, R$ 2 bilhões, para atender a 40 municípios mineiros. Destes, R$ 1,4 bilhão serão destinados a ações preventivas, que incluem intervenções físicas, e R$ 37 milhões em projetos e estudos. Outros R$ 590 milhões serão investidos em saneamento.

De acordo com a proposta, apenas para a contenção de encostas devem ser destinados R$ 330 milhões às cidades de Ribeirão das Neves, Vespasiano, Ibirité, Santa Luzia, Muriaé e Ouro Preto. Dentre as obras de grande impacto na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estão contemplados serviços de contenção de cheias na bacia do Córrego da Ferrugem, em Contagem, e sua expansão para o controle de cheias no Córrego Riacho das Pedras, o que também beneficiará, consequentemente, a população da capital. Há, ainda, o projeto de Requalificação Urbana e Ambiental do Ribeirão Arrudas, dentre outros.

Dentre as grandes obras previstas para o interior de Minas, está o projeto de construção de um conjunto de três barragens, o que permitirá o controle definitivo das cheias na Bacia do Rio Sapucaí, no Sul do Estado, evitando enchentes em vários municípios da região, como Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre. Também estão previstas no projeto, as obras de despoluição das bacias dos rios Jequitinhonha e Mucuri, para universalização do saneamento na região do Grande Norte, beneficiando diretamente cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Fonte: Agência Minas