Gestão da Educação: escola do Triângulo Mineiro usa mundo dos quadrinhos para reforçar o aprendizado de Física

Professora incentiva alunos a aplicarem disciplinas em histórias de heróis conhecidos

Divulgação / SEE
Alunos aplicam as leis da Física em histórias de heróis dos quadrinhos
Alunos aplicam as leis da Física em histórias de heróis dos quadrinhos

A iniciativa e a criatividade de uma professora da Escola Estadual Marlene Martins Reis, no município de Pratinha, no Triângulo Mineiro, está melhorando o desempenho de alunos do ensino médio em uma das disciplinas mais complicadas do currículo escolar: a Física. Luscilena Maria José Alves, que leciona a matéria, resolveu utilizar as aventuras dos heróis das histórias em quadrinhos, como o Batman e a Mulher Maravilha, para facilitar o entendimento dos estudantes. A idéia deu origem ao projeto “As histórias em quadrinhos como ferramenta metodológica no ensino de Física”, em que 40 alunos do 3º ano do ensino médio criam histórias e aplicam ao enredo os conhecimentos adquiridos na disciplina.

“Desde o ano passado, venho percebendo que os meus alunos e outros alunos da escola certa dificuldade em aprender Física, seja por ser um tema abstrato ou por ter muitas fórmulas. Então resolvi utilizar os quadrinhos, pois é uma diferente e ao mesmo tempo resgata a infância deles e torna o ensino mais prazeroso”, explica Luscilene Maria.

Para mostrar que o envolvimento do aluno era fundamental, a escolha dos personagens a serem utilizados nas histórias criadas, também foi feita pelos próprios estudantes.  Ainda no período de férias, eles puderam votar, por meio do blog da professora, em seus personagens favoritos. Com os personagens definidos, foi só deixar a imaginação rolar.

Os alunos foram separados em grupos e cada um deles tinha um herói e um tema da Física que deveria ser relacionados nas histórias. “Quando as aulas começaram demos início à criação das histórias, a partir dos assuntos trabalhados dentro da disciplina nos dois primeiros anos do ensino médio”, lembra a professora.

Criação

Entre os temas da Física que passaram a integrar as histórias dos estudantes estão: a energia cinética, a lei da inércia, a aceleração e a velocidade.  “Eu e o meu grupo criamos uma história com a Mulher Maravilha. Tem um momento da história em que ela pára um trem que carregava uma bomba nuclear. Esse trem poderia se chocar com outro que vinha no sentido contrário. Quando a Mulher Maravilha resolveu parar o trem para evitar o choque e a explosão nós trabalhamos o princípio da ação e reação”, ressalta a estudante Natália Cristina Pereira, 16 anos.

Outro grupo da turma utilizou o Batman para trabalhar a energia cinética. “A energia cinética faz o corpo ficar em movimento. Essa energia é igual à massa vezes a velocidade ao quadrado dividido por dois. Tem um momento na história em que o Batman sai pela janela do carro em direção a um bandido com uma determinada velocidade. Então, utilizamos essa velocidade, mais a massa do Batman para calcular se seria possível ou não que ele alcançasse o bandido”, exemplifica Letícia Moreira da Silva, de 17 anos.

A forma lúdica de ensinar a disciplina da área das exatas cumpriu o seu propósito e deixou os estudantes empenhados na matéria. “É bem melhor e nós conseguimos captar mais fácil a matéria, pois a aula envolve a gente. Eu também desenhei a história e pude pratica esse outro lado que gosto”, ressalta Jhonata Whalis da Silva Morais, de 17 anos.

 Apoio pedagógico

As histórias criadas pelos alunos, com a supervisão da professora Luscilene Maria José Alves será repassado a estudantes dos dois primeiros anos do ensino médio. Essa etapa que marca o encerramento do projeto será realizada no final de abril e início de maio. “Eu e meus alunos vamos levar as histórias aos demais estudantes do ensino médio. O material vai servir de apoios para o ensino dos conteúdos de Física nas salas de aula”, adianta a professora.

Com o desenvolvimento das histórias, os alunos também exploram outras habilidades como a leitura, a escrita e a arte.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/escola-do-triangulo-mineiro-usa-mundo-dos-quadrinhos-para-reforcar-o-aprendizado-de-fisica/

Antonio Anastasia tem por unanimidade pedido de cassação negado pelo TRE de Minas convênios com prefeituras foram considerados válidos

Fonte: TRE-MG

TRE rejeita pedido de cassação do governador de Minas Gerais

Para o relator, “a paralisação desses convênios acarretaria grande prejuízo às populações locais”

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais negou nesta quarta-feira (14), por unanimidade, o pedido de cassação do governador de Minas, Antonio Anastasia, e do seu vice, Alberto Pinto Coelho, por suposto abuso de poder político e econômico e conduta vedada a agente público. A ação de investigação judicial foi proposta pela Coligação “Todos Juntos Por Minas”, que lançou Hélio Costa como candidato ao Governo de Minas.

A acusação da Coligação era no sentido de que teria havido transferência de recursos do Estado para municípios em período vedado pela legislação eleitoral e que o número de convênios (mais de três mil) do Estado com prefeituras teria sido muito maior do que o de anos anteriores, com valores envolvidos também mais elevados com relação a outros períodos. Além da cassação do governador e do vice-governador, a Coligação adversária pediu a declaração de inelegibilidade de ambos e a aplicação de multa.

De acordo com o voto do relator, desembargador Brandão Teixeira, que analisou detalhadamente o processo (com 31 volumes, 134 caixas de documentos e mais de 800 anexos com documentação enviada pelas prefeituras notificadas a prestar informações), as condutas vedadas a agentes públicos devem ser avaliadas sob a ótica da potencialidade de influenciarem o pleito. “E não se pode afirmar com segurança que houve convênios irregulares, inexistindo o propalado desequilíbrio de forças entre os candidatos”, afirmou. O desembargador afirmou entender “não se ter configurado o abuso de poder político e econômico, convencido que tais atos faziam parte da dinâmica normal da administração”.

Segundo ele, não se detectou desvio de finalidade dos convênios para fins eleitorais. “Embora os valores repassados tenham representado o dobro do repassado em 2008 e o triplo de 2009, há de se ressaltar a crise econômica de 2009, além do aumento da arrecadação do ICMS do Estado entre 2006 e 2010”. Ou seja, segundo ele, com o aumento da arrecadação, pôde o Estado aumentar o investimento em obras, educação, etc. Brandão Teixeira lembrou que a quantidade de convênios realizados pouco variou de um ano para outro e que as ações estavam inseridas na plataforma administrativa do Estado, com antecedência. Para o relator, “a paralisação desses convênios acarretaria grande prejuízo às populações locais”.

Ele registrou que cerca de R$38,5 milhões foram repassados a prefeituras no período vedado pela legislação, mas já constavam dos cronogramas dos convênios previamente assinados e publicados antes do período vedado, dentro da exceção prevista na Lei 9.504/73. O desembargador também não acolheu a alegação de que teria ocorrido cooptação de apoio de prefeitos por parte do governador candidato à reeleição, pois “não houve, no processo, a indicação específica de qualquer prefeito que tenha sido cooptado”.

Brandão Teixeira ressaltou, ainda, que ficou demonstrado que o Estado celebrou convênios com vários prefeitos de partidos adversários ao candidato do Governo (caso dos municípios de Aimorés, Belo Vale, Bonfim, Caiana, Capitólio, Carvalhos, Centralina, Coluna, Conceição do Mato Dentro, Coromandel, Curvelo, Descoberto, Diamantina, Dom Silvério, Dores de Campos, Espera Feliz, Estiva, Florestal, Inhapim, Ipaba, Itabirito, Ituiutaba, Lagoa Formosa, Mar de Espanha, Montes Claros, Oliveira, Ouro Preto, Paracatu, Pratinha, Rio Espera, Sabinópolis, Santa Luzia, Santo Antônio do Amparo, S. João Del Rei, São Tiago, Senhora dos Remédios, Tapira, Tiradentes, Três Pontas, Vespasiano, Virgínia, etc). Nesse sentido, segundo o relator, os convênios foram feitos a partir de critérios de políticas públicas e da impessoalidade.

Votaram com o relator os juízes Fernando Humberto, Maurício Soares, Luciana Nepomuceno e Maria Edna Fagundes, sob a presidência do desembargador Kildare Carvalho. O parecer do procurador regional eleitoral, Felipe Peixoto, também foi no sentido de negar o pedido de cassação com base no abuso de poder econômico e político. Segundo ele, “os atos administrativos impugnados não ostentam a robustez necessária para macular o pleito, não cabendo se falar em desequilíbrio da eleição e comprometimento de sua normalidade e legitimidade”. “Ademais, não foi devidamente comprovado se as condutas descritas estariam subsidiadas em interesses eleitorais, ou configuravam manobras eleitoreiras com a finalidade de perverter a legitimidade do pleito”, afirmou o procurador em seu parecer.

Também se manifestaram durante o julgamento os advogados Flávio Couto Bernardes, em nome da Coligação autora da ação, e José Sad Júnior, pela defesa.

Processo relacionado: AIJE 696309

Link da matéria:  http://www.tre-mg.jus.br/portal/website/noticias/ano_2011/dezembro/noticia_0005.html_917596318.html