Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição desmascara a soberba do PT e mostra que é hoje a principal Voz Nacional Contra o Governo do PT.

Aécio Neves: Líder da Oposição

Fonte: Jogo do Poder

O líder da oposição, Aécio Neves, hoje é a voz nacional que se levanta para desmascarar a soberba e a ganância do PT por poder.

 Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição

líder da oposiçãoAécio Neves, é hoje a voz nacional que se levanta para desmascarar a ganância do PT por poder. O senador mineiro mostrou que liderará com méritos o projeto de governo que irá contrapor a ineficiência administrativa dos petistas. Esta foi a sensação deixada por seu discurso no Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (20/02), quando fez um contraponto ao circo montado pelo PT para exaltar os 10 anos em que está nopoder central.

senador mineiro mostrou coerência, coragem e espírito democrático ao chamar para si a responsabilidade da crítica à sequência de governos do PT. E por outro lado, afastou definitivamente os rumores de que não teria capacidade para liderar a oposição no país.

Aécio Neves foi direto ao enumerar e justificar com fatos 13 fracassos da administração do PT nos últimos dez anos.

Como bom articulador e estadista, questionou a soberba e a política agressiva com que o PT tem guiado seus passos desde a redemocratização do BrasilAécio Neves chamou a atenção dos petistas para que parassem de usar um discurso tacanho em que não reconhecem a participação da sociedade brasileira e dos demais partidos políticos nos processos de melhoria do país.

E por fim, o senador mineiro mandou um recado aos sabotadores de sua pré-candidatura e principalmente ao PTque, movido pelo medo de perder o tão sonhado poder perpétuo, vem governando o país pensando apenas na reeleição de Dilma Rousseff“vamos falar de um país que qualifica a educação, um país que investe solidariamente em segurança pública, que fortalece os municípios e os estados. Não esse país virtual que o PT criou e quer que os brasileiros acreditem que ele existe”, disse, como legítimo líder da oposiçãoAécio Neves.

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Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonômia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Aecio Neves: Facebook – conheça a trajetória política na fun page

Aecio Neves: internautas também passam a contar com informações sobre a história política do hoje senador por Minas Gerais.

Aecio: Facebook

Fonte: Jogo do Poder

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Senador Aécio Neves estreia página no Facebook

 Aecio Neves ganha página oficial no Facebook

Aecio Neves ganha página oficial noFacebook

Os internautas ligados em política já podem acompanhar o dia a dia do senador Aecio Neves (PSDB-MG) no Facebook. O mineiro surpreendeu o universo das redes sociais ao abrir sua Fan Page nesta terça-feira (23). A página do senador contava com mais de 1.000 fãs.

O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

A Fan Page já recebeu um pequeno arquivo de fotos de eventos recentes em que o senador esteve presente. Em uma das imagens já publicadas, Aecio diz que “a vida pública é difícil para aqueles que não mantêm a coerência.” O senador também publicou uma foto em que aparece ao lado de Ulysses Guimarães, para ele uma referência de democracia e justiça social.

Os internautas também podem encontrar informações sobre a história política do hoje senador por Minas Gerais. Aecio é economista e começou na vida pública em 1983, como secretário particular do então governador de Minas Gerais, Tancredo Neves. Participou ativamente do movimento Diretas Já e da campanha que possibilitou a vitória de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral, dando fim ao regime militar no Brasil.

Entre as citações favoritas, Aecio menciona o jornalista, poeta e escritor Otto Lara Resende, morto em 1992. “Sou brasileiro, sou mineiro, sou cidadão limitado por fronteiras fatais. Creio no homem, creio na justiça, creio na liberdade. Desejo que a vida de meus filhos e de todos os que vierem depois de mim seja melhor do que a minha.

Aecio: Facebook – Link da página no Facebook: http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Caminhos de Minas: gestão eficiente nas rodovias

Caminhos de Minas: gestão eficiente. Anastasia dá continuidade ao Proacesso iniciado por Aécio e anuncia investimento de R$ 3,2 bilhões.

Caminhos de Minas: gestão eficiente

Fonte: Agência Minas

Caminhos de Minas – O governador Antonio Anastasia anunciou nesta segunda-feira (06/08), no Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa, o início de novas obras e licitações para projetos do programa Caminhos de Minas. Foram anunciados o início de trabalhos em quatro trechos e a abertura de licitação para 56 rodovias. Três trechos incluídos no programa já estão em andamento. O governador anunciou a licitação para elaborar projetos executivos em dez outros trechos.

Governo do Estado está investindo R$ 3,2 bilhões nesta etapa do programa Caminhos de Minas, recursos que serão utilizados para pavimentação de 1.955,6 quilômetros de rodovias, beneficiando diretamente 107 municípios e 4 milhões de pessoas.

 Caminhos de Minas: gestão eficiente nas rodovias

Caminhos de Minas: gestão eficienteAnastasia dá continuidade ao Proacesso iniciado por Aécio e anuncia investimento de R$ 3,2 bilhões.

Para Anastasia, asfaltar as estradas significa prosperidade e desenvolvimento. “Com esse grande programa, o Caminhos de Minas, que se inicia, através das licitações e das obras, estamos fazendo a integração histórica de regiões do Estado, diminuindo distâncias, fazendo economia, e, sobretudo, fomentando em Minas um ambiente de bons negócios, para atrairmos grandes empresas, ampliar aquelas que já estão aqui e cumprir a prioridade absoluta de nosso governo, que é gerar empregos de qualidade para os mineiros”, afirmou o governador.

Caminhos de Minas, lançado em 2010, tem como objetivo ampliar e melhorar a infraestrutura logística dos municípios e regiões. É o maior programa rodoviário na história de Minas Gerais, envolvendo a implantação de 7.775 novos quilômetros de rodovias, distribuídos por 234 trechos, beneficiando diretamente 303 municípios e 7,3 milhões de mineiros.

O programa vai impulsionar a comunicação nas diversas regiões do Estado, além de desviar tráfego das rodovias troncais, propiciando maior segurança e mais tranquilidade e rapidez no deslocamento de pessoas, bens e cargas, com reflexo direto no desempenho da economia mineira.

Por exemplo, com a construção dos três trechos “Bom Jesus do Amparo – Nova União”, “Nova União – Taquaraçu de Minas e Contorno de Nova União” e “Taquaraçu de Minas – Entroncamento para Santa Luzia/Jaboticatubas”, será possível aos moradores desses municípios chegarem a Belo Horizonte sem precisar trafegar pela BR-381, uma das mais movimentadas do Estado.

 Caminhos de Minas: gestão eficiente nas rodovias

É o maior programa rodoviário na história de Minas Gerais, envolvendo a implantação de 7.775 novos quilômetros de rodovias, distribuídos por 234 trechos, beneficiando diretamente 303 municípios e 7,3 milhões de mineiros

Na solenidade, Anastasia lembrou-se de quando surgiu a ideia de implantação do Caminhos de Minas, que atende reivindicações históricas de várias regiões do Estado. “Nós tínhamos uma expressão, até com uma palavra inglesa, chamada links faltantes, ou seja, as ligações entre as cidades, porque nós todos sabemos que depois de uma obra feita, há a necessidade de que outra seja realizada”, disse ele, explicando que, após a realização do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (ProAcesso), lançado em 2004, pelo Governo do Estado, com o objetivo de ligar por asfalto os 225 municípios que ainda não tinham ligação asfáltica, surgiu a necessidade de criação do Caminhos de Minas.

Acesso facilitado

A implantação do trecho Brasilândia de Minas – Entroncamento para Paracatu, no Noroeste do Estado vai reduzir em aproximadamente cem quilômetros o trajeto entre as duas cidades. Quem sai de Belo Horizonte com destino ao Serro, se optar por viajar somente em via pavimentada percorre, hoje, cerca de 330 quilômetros através das rodovias BR-040, BR-135, BR-259 e MGC-259. Com a pavimentação do trecho Conceição do Mato Dentro-Serro, o percurso, utilizando a MG-010, será de 225 km.

Quem vai de São José Goiabal até Timóteo tem de percorrer atualmente 160 quilômetros. Quando as obras do Caminhos de Minas forem concluídas na via, o percurso terá cerca de 70 quilômetros.

O prefeito do Serro, Guilherme Simões Neves, que falou na solenidade em nome de todos os municípios, disse que o Caminhos de Minas promoverá, de imediato, impactos positivos no desenvolvimento do Estado.

“Nós podemos afirmar que, com suas metas arrojadas e por sua abrangência, o programa será algo absolutamente extraordinário na conta do progresso do Estado. Ele facilitará os atendimentos em saúde, na rede de educação, na área social, na segurança e na economia”, destacou o prefeito.

Também participaram da solenidade no Auditório Juscelino Kubitschek o vice-governador Alberto Pinto Coelho, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Dinis Pinheiro, o senador Aécio Neves, secretários de Estados, parlamentares e prefeitos e lideranças dos municípios beneficiados.

Caminhos de MinasGestão Eficiente – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governador-anastasia-anuncia-construcao-de-19-mil-quilometros-de-rodovias/

Clique aqui e veja a relação dos 73 trechos desta etapa do Caminhos de Minas e os municípios diretamente beneficiados.

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20 – senador fala das eleições em Belo Horizonte e critica a posição do Governo Dilma em relação ao Código Florestal.

 Aécio Neves: entrevista do senador

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Assuntos: Eleições em BH, PSDB, PT, Rio+20

Sobre a sucessão municipal, o senhor aqui conversando com parlamentares do PR e também a definição do candidato a vice-prefeito em Belo Horizonte.

Aécio: Desde o início do processo de Belo Horizonte, dissemos de forma muito clara que a condução seria feira pelo Diretório Municipal do PSDB, respaldado pelo Diretório Estadual. É uma questão partidária. E o PSDB vem se manifestando há muito tempo em favor da candidatura de Marcio Lacerda, não agora, quando ele está na frente das pesquisas. No caso do PSDB, a nossa manifestação consciente e consistente, sem divisões, sem rachas, sem grupos internos, foi a favor de Marcio Lacerda desde a última eleição, quando ele sequer aparecia, sequer pontuava nas pesquisas eleitorais. E não vemos razão maior para que ele deixe de ter o nosso apoio.

O que esperamos é que cada vez mais a prática administrativa do PSDB, da meritocracia, com a qual ele tem muita afinidade, até porque conviveu conosco como meu secretário de Desenvolvimento Econômico, possa estar avançando na Prefeitura. Temos do ponto de vista administrativo algumas diferenças em relação ao que pratica o PT. Enquanto privilegiamos resultados, metas e a qualidade dos servidores, o PT caminha sempre na direção do aparelhamento da máquina pública e da ineficiência, que assistimos hoje, inclusive no plano federal. Mas, em relação a Belo Horizonte, o PT toma uma decisão, não sei ainda qual a decisão final do PSB, mas o deputado Miguel Corrêa é um nome qualificado. Isso não é para nós o mais relevante. O mais relevante é que o prefeito Marcio Lacerda possa ter como candidato a vice, independente de qual seja o partido, um aliado, e não um adversário, como ele teve nos últimos quatro anos.

A administração pública é complexa, os desafios são permanentes. Se você tem ao seu lado como vice-prefeito alguém que trabalha contra diuturnamente, como aconteceu com o último vice-prefeito do PT, é muito ruim para a cidade, para a administração. Cabe ao prefeito Marcio Lacerda dizer se ele está confortável, confiante na parceria agora indicada pelo PT. Somos a favor de Belo Horizonte. Não estamos nesse jogo político discutindo espaços, brigando por essa ou aquela secretaria, por esse ou aquele espaço político. Até porque considero Marcio Lacerda, o candidato a prefeito de Belo Horizonte, como um aliado político de primeiríssima hora. Até porque quem o trouxe de volta para a vida pública fomos nós, quando o convidei para ser o nosso secretário de Desenvolvimento Econômico e quando lançamos candidato à prefeitura de Belo Horizonte, com apoio do então prefeito Pimentel.

E essa conversa com o PR?

Aécio: Eu tenho com o PR uma aliança histórica. O PR está na nossa base de sustentação desde o meu primeiro mandato. Participamos juntos em eleições no estado inteiro. Aqui mesmo agora, recebo a visita do deputado Aracely que disputará me parece a eleição em Araxá. Vamos conversar com eles. Onde for possível, solidificarmos a nossa aliança, vamos fazer. A nossa base aliada, PSDB aliado aos partidos que nos dão sustentação, todos somados, venceremos cerca de 90% das prefeituras do estado de Minas Gerais nestas eleições.

Qual a expectativa do senhor sobre a Rio+20?

Aécio: Um pouco desorganizada, sobretudo, do ponto de vista do Brasil. O fato de não termos conseguido dar um fecho no Código Florestal é uma sinalização ruim que o Brasil dá para as outras partes do mundo. Já tenho dito, há muito tempo, que o Brasil pode ser, pelas circunstâncias da natureza, circunstâncias que o destino nos proporcionou ter, do ponto de vista da emissão de carbono, enfim, um país autossustentável, temos a matriz energética mais limpa do mundo, mas era preciso que houvesse do ponto de vista do governo, uma ação, a meu ver, mais coordenada e mais incisiva para que o Brasil assuma um papel de liderança e não seja apenas o hospedeiro, apenas o anfitrião, de um evento destas proporções. Na verdade, já começa haver uma divisão entre países desenvolvidos de um lado, pouco propensos a fazerem esforços do ponto de vista exatamente da emissão de gases estufa, enfim, de busca de matrizes energéticas mais limpas, em contraponto com os países em desenvolvimento. Só teremos avanços consistentes quando cada um, no limite das suas possibilidades, contribuir para a construção, não apenas nas próximas décadas, mas até mesmo no próximo século. É um momento importante, um marco importante, mas espero que o Brasil tenha uma posição mais ousada do que apenas de ser o anfitrião do evento.

Aécio Neves: Link da entrevista: http://www.aecioneves.net.br/2012/06/entrevista-do-senador-aecio-neves-sobre-a-rio20-e-outros/

Mensalão: PT tem medo do julgamento, diz procurador

Mensalão: PT –  “há pessoas que foram alvo da atuação do Ministério Público e ficam querendo retaliar”, comentou o procurador República.

Fonte: Carolina Brígido – O Globo

procurador

Mensalão: PT quer intimidar procurador da República

Mensalão: CPI do Cachoeira

Fonte: Carolina Brígido – O Globo

‘Críticas são de quem morre de medo do mensalão’

Procurador-geral da República afirma que por trás de ataques à sua atuação estão mensaleiros ou quem os protege

Mensalão – O procurador-geral da RepúblicaRoberto Gurgel, rebateu ontem as declarações de parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito Mista (CPMI) do caso Cachoeira que defenderam sua convocação. Anteontem, em depoimento à CPMI, o delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques Souza disse que encaminhou os autos da Operação Vegas em 2009, mas Gurgel não deu andamento ao caso. Segundo o procurador-geral, normalmente as críticas à sua atuação vêm de parlamentares que estão “morrendo de medo do julgamento do mensalão“.

O GLOBO: A atuação do senhor tem sido alvo de críticas na CPI do Cachoeira

ROBERTO GURGEL: Na verdade, o que nós temos são críticas de pessoas que estão morrendo de medo do julgamento do mensalão. São pessoas que aparentemente estão muito pouco preocupadas com as denúncias em si mesmas, com os fatos, com os desvios de recursos e com a corrupção. Ficam preocupadas com a opção que o procurador-geral, como titular da ação penal, tomou em 2009, opção essa altamente bem-sucedida. Não fosse essa opção, nós não teríamos Monte Carlo, nós não teríamos todos esses fatos que acabaram vindo à tona. Há um desvio de foco que eu classificaria como, no mínimo, curioso.

Como o senhor classifica o trabalho da CPI?

Gurgel: Eu não posso ficar me preocupando com o que acontece a cada momento, a cada segundo na comissão. Eu tenho que me preocupar em levar adiante a investigação. O que parece haver é uma tentativa de imobilizar o procurador-geral da República para que ele não possa atuar como deve, seja no caso que envolve o senador Demóstenes, seja preparando-se para o julgamento do mensalão. Esse é o atentado mais grave que já tivemos à democracia brasileira. É compreensível que algumas pessoas que são ligadas a mensaleiros tenham essas posturas de querer atacar o procurador-geral e querer também atacar ministros do Supremo, com aquela afirmação falsa de que eu estaria investigando quatro ministros.

O senhor se sente atingido por essas críticas?

Gurgel: A atividade do Ministério Público tem como uma das suas características a de desagradar a muitos, se não a todos. Portanto, faz parte do nosso ofício saber que vamos ser alvo de crítica, que vamos ser alvo de pessoas que já foram alvos, e alvos notórios da atuação do Ministério Público, e que têm agora a sua chance de tentar uma retaliação. E é isso que se está fazendo. A minha preocupação é de continuar trabalhando, de continuar investigando, de levantar o véu e revelar cada vez mais fatos que estão submetidos também à CPMI, mas que parece mais preocupada com outros aspectos, parece mais preocupada com o julgamento do mensalão.

O senhor acha que há algum réu do mensalão como mentor desses ataques?

Gurgel: Eu acho que, se não réus, há protetores de réus como mentores disso.

O senhor suspeita de alguém específico? José Dirceu? Fernando Collor?

Gurgel: (Ri) Eu apenas menciono isso: há pessoas que foram alvo da atuação do Ministério Público e ficam querendo retaliar, é natural isso. E há outras pessoas que têm notórias ligações com pessoas que são réus no mensalão.

O senhor acha que os inquéritos sobre as ligações de Cachoeira devem continuar sob sigilo, apesar de todos os vazamentos?

GURGEL: A lei impõe o sigilo, porque há uma série de interceptações telefônicas. Agora, não há dúvidas de que esse é um dos casos de vazamentos mais escandalosos que temos na História. Pedi ao diretor-geral da Polícia Federal que fosse instaurado inquérito para que se apure. É preciso que se pare com essa coisa no país de achar que o sigilo é para inglês ver. A quebra de sigilo nesse caso foi talvez uma das mais escandalosas de que eu tenha tido notícia.

Mensalão -Link da entrevista: Mensalão: CPI do Cachoeira

Fernando Henrique Cardoso: Política e moral

Fernando Henrique Cardoso: “é preciso politizar o que aparece como constatação tecnocrática e denunciar os abusos usando a linguagem do povo”

Fernando Henrique Cardoso

Fernando Henrique Cardoso

Fonte: artigo de Fernando Henrique Cardoso – O Globo

Fernando Henrique Cardoso

Política e moral

Só os movimentos sociais e de opinião podem despertar a confiança perdida

Acabo de ler o mais recente livro de Alain Touraine“Carnets de campagne” (“Cadernos de campanha”), sobre a campanha de François Hollande. Sem entrar no mérito das apostas políticas do autor, é admirável a persistência com que Touraine vem estudando as agruras da sociedade contemporânea como resultado da crise da “sociedade industrial”. Ele refuta análises baseadas em uma sociologia dos sistemas e não, como lhe parece mais apropriado, em uma sociologia dos “sujeitos históricos” e dos movimentos sociais. O livro vai direto ao ponto: não é possível conceber a política apenas como uma luta entre partidos, com programas e interesses opostos, marcados por conflitos diretos entre as classes. A globalização e o predomínio do capital financeiro-especulativo terminaram por levar o confronto a uma pugna entre o mundo do lucro (como ele designa genericamente, com o risco de condenar toda forma de capitalismo) e o mundo da defesa dos direitos humanos e de um novo individualismo com responsabilidade social, temas que Touraine já tratara em 2010 no livro “Após a crise”, fundamentados em outra publicação, “Penser autrement”, de 2007.

A ideia central está resumida na parte final do “Após a crise”: ou nos abandonamos às crises, esperando a catástrofe final, ou criamos um novo tipo de vida econômica e social. Neste é preciso reviver o apelo aos direitos universais da pessoa humana à existência, à liberdade, aos pertencimentos sociais e culturais – portanto, à diversidade de identidades -, que estão sendo ameaçados pelo mundo desumano do lucro. É preciso contrapor os temas morais ao predomínio do econômico. Há uma demanda crescente de respeito por parte dos cidadãos. Estes aderem a valores não como decorrência automática de serem patrões, empregados, ricos, pobres, pertencerem a esta ou àquela organização, mas por motivos morais e culturais. Com essa perspectiva, Touraine responde categoricamente que não é com os partidos que a política ganhará outra vez legitimidade. As instituições estão petrificadas. Só os movimentos sociais e de opinião, movidos por um novo humanismo expresso por lideranças respeitadas, podem despertar a confiança perdida. Só assim haverá força capaz de se opor aos interesses institucionais do capitalismo financeiro-especulador que transformou o lucro em motor do cotidiano. Daí a importância de novos atores, de novos “sujeitos sociais”, portadores de uma visão de futuro que rejeite o statu quo.

A partir daí, Touraine, sociólogo experimentado, não propõe uma prédica “moralista”, mas sim novos rumos para a sociedade. Esses, no caso da França, não podem consistir em uma volta à “social-democracia“, ou seja, ao que representou na sociedade industrial o acesso aos bens públicos pelos trabalhadores; nem muito menos ao neoliberalismo gerador do consumismo que mantém o carrossel do lucro. Trata-se de fazer o mundo dos interesses ceder lugar ao mundo dos direitos e à luta contra os poderes que os recusam às populações. É preciso libertar o pensamento político da mera análise econômica. Os exemplos de insatisfação abundam, e não só na França, vejam-se os “indignados” espanhóis, os rebeldes da Praça Celestial de Pequim ou os atores da Primavera Árabe. Falta dar-lhes objetivos políticos que, acrescento eu, criem uma nova institucionalidade, mais aberta ao individualismo responsável e à ação social direta que marcam a contemporaneidade.

Por que escrevo isso aqui e agora? Porque, mutatis mutandis, também no Brasil se sentem os efeitos desta crise. Não tanto em seus aspectos econômicos, mas porque, havendo independência relativa entre as esferas econômicas e políticas, a temática referida por Touraine está presente entre nós. Se me parece um erro reduzir o sentimento das ruas a uma crise de indignação moral, é também errado não perceber que a crise institucional bate às nossas portas, e as respostas não podem ser “economicistas”. A insatisfação social é difusa: é a corrupção disseminada, são as filas do SUS e seu descaso para com as pessoas, é o congestionamento do trânsito, são as cheias e os deslizamentos dos morros, é a violência e o mundo das drogas, é a morosidade da Justiça, enfim, um rosário de mal-estar cotidiano, que não decorre de uma carência monetária direta (embora também haja exagero quanto ao bem estar material da população), mas constitui a base para manifestações de insatisfação. Por outro lado, cada vez que uma instituição, dessas que aos olhos do povo aparecem como carcomidas, reage e fala em defesa das pessoas e de seus direitos, o alívio é grande. O Supremo Tribunal Federal, em uma série de decisões recentes, é um bom exemplo.

No momento em que o Brasil parece mirar no espelho retrovisor das corrupções, abusos e leniências das autoridades com o malfeito, corre-se o risco de crer que tudo dá no mesmo: os partidos, as instituições, as lideranças políticas, tudo estaria comprometido. É hora, portanto, para que, sem olhar para o retrovisor e sem bater boca com “o outro lado”, até porque os lados estão confundidos, surja um discurso de base moral para mobilizar a população. Quem sabe, como na França, a palavra-chave seja outra vez “igualdade”. Na medida em que, por exemplo, se vê o Tesouro engordar o caixa das grandes empresas à custa dos contribuintes via BNDES, uma palavra por mais igualdade, até mesmo tributária, pode mobilizar. Para tal, é preciso politizar o que aparece como constatação tecnocrática e denunciar os abusos usando a linguagem do povo.

Está na moda falar sobre as “novas classes médias“, muitas vezes com exagero. Se até agora elas vão ao embalo da ascensão social, amanhã demandarão serviços públicos melhores e poderão ser mais críticas das políticas populistas, pois são fruto de uma sociedade que é “da informação”, que está conectada. Crescentemente, cada um terá de dizer se está ou não de acordo com a agenda que lhe é proposta. As camadas emergentes não são prisioneiras de um status social que regule seu comportamento. Aos líderes cabe politizar o discurso, no melhor sentido, e com ele tocar a alma dos recém-vindos à participação social, não para que entrem em um partido (como no passado), mas para que “tomem partido” contra tanto horror perante os céus. Isso só ocorrerá se os dirigentes forem capazes de propor uma agenda nova, com ressonância nacional, embasada em crenças e esperança. Sem a distinção entre bem e mal, não há política verdadeira. É esse o desafio para quem queira renovar.

Fernando Henrique Cardoso – Link da  matéria: http://clippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/5/6/politica-e-moral

Renegociação da dívida dos estados: pacto federativo

Renegociação da dívida dos estados: pacto federativo – Para Antonio Anastasia maioria dos estados já pagou a dívida mais de uma vez e meia.

Renegociação dívida estados: pacto federativo

Renegociação dívida estados: pacto federativo

A estratégia é aproveitar a discussão do novo indexador das dívidas dos estados para discutir com a União alterações no pacto federativo

Fonte: Simone Cavalcanti – Brasil Econômico

Renegociação da dívida dos estados: pacto federativo –  Governadores querem aproveitar a brecha aberta pela União sobre a troca do indexador da dívida dos estados e ampliar a discussão para o que seria a criação de um novo modelo de distribuição dos impostos.

Assim, após quase um quarto de século, o pacto federativo deve ser remodelado. No balanço geral perde-se de um lado, mas ganha-se de outro, que esses gestores avaliam, está a distribuição dos royalties do petróleo em discussão na Câmara dos Deputados, o fim da guerra dos portos (Resolução 72/10), a reforma do Fundo de Participação de Estados e Municípios e, claro, o pleito pela redução das parcelas mensais do endividamento pagas ao Tesouro Nacional.

“As mudanças na economia global impõem necessidade de reorganização do pacto federativo”, disse o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, lembrando que, em 1988, quando a Constituição foi aprovada as condições econômicas, sociais e globais eram diferentes das atuais, inclusive a relação do Brasil com outros países.

Mais participação

Para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, os estados precisam ter mais participação na distribuição dos recursos arrecadados bem como responsabilidade para tocar seus projetos de infraestrutura. “O Brasil tem um modelo extremamente centralizador”.

Um grupo de oito governadores se reuniu ontem, pela primeira vez, para discutir uma proposta na negociação de suas dívidas com a União em audiência na Câmara dos Deputados. Para todos os governadores que estavam presentes na reunião, é imprescindível que haja uma folga de caixa para que eles possam fazer investimentos e estimular o crescimento da economia dos seus estados.

“É preciso mexer na parcela mensal da dívida, mas, principalmente, no percentual de comprometimento das receitas com a dívida porque hoje ela tira a capacidade de investimentos dos estados, o que é ruim para o Brasil”, afirmou o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

Atualmente a dívida total dos 25 estados brasileiros que negociaram com a União no final dos anos 90 soma cerca de R$ 420 bilhões e segue em trajetória crescente e praticamente impagável ao término dos 30 anos de contrato. Entre os estados com as maiores dívidas estão Minas Gerais e São Paulo.

Juros incompatíveis

Renegociação dívida estados: pacto federativo

Renegociação da dívida dos estados: governadores reivindicam mudanças

As mudanças estão sendo exigidas pelos governadores justamente porque tanto o indexador (Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna, IGP-DI) quanto os juros (entre 6,5% e 9%) são incompatíveis com a estrutura econômica atual.

Colombo dá um exemplo que deixa claro a preocupação dos demais governadores: de cada R$ 3,00 que seu estado paga, R$ 1,00 é efetivamente da dívida e R$ 2,00 são usados para o pagamento dos juros. “Temos que acabar com isso”.

Segundo o governador de Minas GeraisAntonio Anastasia, para a maioria dos estados a dívida já foi paga mais de uma vez e meia e o estoque, às vezes, chega até a cinco vezes o que havia sido repactuado.

Durante a reunião, os governadores acertaram que vão formalizar uma proposta que será encaminhada ao ministro da Fazenda, Guido Mantega. A maioria deles está de acordo com a adoção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como novo indexador. Também serão acrescentados juros de 2% ao ano de maneira uniforme. Mais uma diferença na nova proposta: o nível da taxa Selic seria usado como teto para a correção das parcelas.

O assunto também será debatido no Senado, principalmente porque faz parte de um pacote que o governo sugeriu para viabilizar politicamente a votação da Resolução 72/2010, que coloca fim à guerra dos portos. Deve ser apreciado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em 15 dias o projeto do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), cuja relatoria é do senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

 

Link da matéria: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers

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CPI de Carlinos Cachoeira pode provocar estragos no PT

O senador Aécio Neves e outros líderes da oposição conseguiram obter as assinaturas para a instalação da CPI mista de Carlinhos Cachoeira.

No papel, CPI já é realidade

Partidos obtêm número suficiente de assinaturas para investigar atividades de bicheiro

Fonte: O Globo

O senador Aécio Neves e outros líderes da oposição conseguiram obter as assinaturas para a instalação da CPI mista de Carlinhos Cachoeira

Certos de que a CPI mista de Carlinhos Cachoeira vai provocar estragos imprevisíveis no governo, no PT, em outros partidos, nos governos estaduais e podendo até chegar ao ex-presidente Lula, os líderes do PMDB seguraram até o último minuto o apoio do partido. No final, carimbaram a criação da comissão, considerada explosiva e incontrolável, como uma iniciativa exclusiva do PT. Numa cena inusitada na Secretaria Geral da Mesa da Câmara, expoentes do PT, ao lado de líderes de PSDB e DEM – principais partidos de oposição – comemoravam, por volta das 20h30m, o sucesso na contagem de assinaturas coletadas: 272 deputados, 101 a mais do que o mínimo de 171. As assinaturas podem ser retiradas até algumas horas antes da instalação da comissão, sem data ainda prevista.

No Senado, o líder da bancada do PT, Walter Pinheiro (BA), também comemorou as 67 assinaturas de senadores, 40 a mais do que o mínimo necessário no requerimento de criação da CPI. Ainda ontem à noite, outros líderes na Câmara apresentaram novas assinaturas e o requerimento de criação da CPI já contava com apoio de mais de 340 deputados, estabelecendo uma situação inédita: a união de partidos governistas e de oposição em defesa de uma mesma CPI.

A bancada de deputados do PT contribuiu com o maior número de assinaturas: 78 de um total de 85 deputados. Dois petistas, o presidente da Câmara, Marco Maia (RS), e o líder do governo, Arlindo Chinaglia (SP), alegaram impedimento por causa  das funções que  ocupam. Quatro estavam  fora de Brasília  e apenas um,  presente na Câmara,  não quis assinar, o paranaense André Vargas – mais tarde, disse que assinaria.

Foi diante desse cenário de empolgação dos petistas com a CPI do Cachoeira que o PMDB traçou sua estratégia de demarcar  terreno  nessa  disputa,  deixando  claro  que  foi  o  PT  quem  quis  criar  a  CPI.  Para marcar  ainda  mais o distanciamento do partido com o  assunto, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP),  comunicou que licenciar por 15 dias, em função de doença, que o levou a ser internado em São Paulo para desobstrução de uma artéria.

Os líderes do PMDB contam que em reuniões alertaram o líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), sobre os riscos de uma CPI. Ele, por sua vez, repetiu, que da, presidente Dilma Rousseff, ouviu que não haveria nenhuma orientação. Ontem, antes de liberar a bancada, o líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), voltou a se reunir com Romero Jucá (PMDB-RR), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Braga, que manteve a posição do Planalto.

– Não botem no colo do PMDB uma responsabilidade que não é dele. O PMDB não é protagonista disso e não inventou essa CPI – disse Eunício.

– Na reunião com Sarney e os líderes, alertei que essa seria a CPI mais sangrenta da história do Congresso. Por que vamos puxar um  problema que é da Justiça  para o Congresso? – emendou  o presidente do PMDB, senador  Waldir Raupp (RO).

Até no PT tem engrossado o coro dos cautelosos, além de Jorge Viana(AC), Delcídio Amaral (MS) e Humberto Costa (PE), que têm se posicionado contra. Um deles lamentou que os líderes do partido estejam levando a ferro e fogo uma vontade do ex-presidente Lula, sem medir as consequências:

– Essa orientação de Lula, incendiando a CPI, foi um grande erro e pode ser uma grande tragédia para o governo e para o PT .

O objetivo da CPI é investigar as relações do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com políticos e empresários. E segundo o líder petista no Senado, o requerimento de criação deve ser protocolado amanhã.

– Da nossa parte não tem recuo nenhum – afirmou Walter Pinheiro.

A oposição, por sua vez, decidiu mostrar que o grupo está determinado a levar adiante a CPI. Em ato no qual participaram deputados e senadores de PSDB, DEM e PPS, foi anunciado que a oposição assinaria, em peso, o requerimento.

– Vamos cobrar para que essa CPI não termine em pizza. Se depender da oposição, vamos apurar doa a quem doer. Somos minoria, mas tudo passa pela contundência dos fatos – disse o líder do DEM, ACM Neto (BA).

– Esperamos que não haja nenhum tipo de manobra para impedir a investigação – emendou o deputado Bruno Araújo (PE) , líder do PSDB.

 

Aécio Neves: senador em artigo critica práticas partidárias

Aécio Neves: senador critica quadro partidário e diz que busca pelo poder no Brasil é o que “inspira as práticas partidárias”, comentou.

Eleições e cidadania

Fonte: artigo do senador Aécio NevesFolha de S.Paulo

O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea – e, claro, da condição política aqui no Brasil.

O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração. Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d’além-mar.

No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios. Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias. Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política. Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios. Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.