Gestão Anastasia: Governo de Minas destinará materiais de construção a municípios do Alto Paraopeba

Doação de vigas foi anunciada em Entre Rios de Minas pelo secretário Carlos Melles

Bernadete Amado
Setop busca realizar o atendimento das demandas apresentadas pelos municípios, diz Carlos Melles
Setop busca realizar o atendimento das demandas apresentadas pelos municípios, diz Carlos Melles

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), oficializou a entrega de 10 conjuntos de vigas para construção de pontes, para os municípios de Casa Grande, Brás Pires, Catas Altas da Noruega, Cristiano Otoni, Desterro de Entre Rios, Entre Rios de Minas, Itaverava, Piranga, Queluzito e Senhora de Oliveira.

As doações foram anunciadas durante a realização da última Assembleia Ordinária da Associação dos Municípios do Alto Paraopeba (Amalpa), que aconteceu em Entre Rios de Minas, na região Central do Estado, nesta sexta-feira (27).

Os termos de transferência gratuitas de bens tem como finalidade fornecer elementos estruturais aos municípios visando a melhoria das vias públicas, de forma a otimizar o escoamento de bens e serviços e a movimentação de pessoas, bem como apoiar o município em obras de infraestrutura para o desenvolvimento e crescimento sustentável.

Segundo o secretário de Transportes e Obras Públicas, Carlos Melles, “a Setop busca realizar o atendimento das demandas apresentadas pelos municípios com o objetivo de melhorar a infraestrutura local”. “É fundamental que as prefeituras tenham atenção ao cumprimento de toda a documentação exigida durante processo para a transferência dos bens”, concluiu o secretário Melles.

Transferência de materiais

Depois das assinaturas dos termos de transferências dos materiais, a entrega das vigas para as pontes dependerá do encaminhamento de documentação pelos municípios e de publicação no jornal “Minas Gerais“, diário oficial dos Poderes do Estado.

“Por estas pontes que serão reconstruídas passam o desenvolvimento de nossas cidades. É a educação, a saúde e a produção agrícola se deslocando em nossas estradas municipais”, disse o presidente da Amalpa e prefeito de Senhora de Oliveira, Sebastião Araújo de Oliveira.

O prefeito de Entre Rios de Minas, Mário Augusto Alves de Andrade, explicou a importância da liberação deste conjunto de vigas para o município. “Com as fortes chuvas de janeiro deste ano, a ponte que liga as comunidades de Brumadinho e Coelhos foi interditada e as cerca de 600 pessoas que transitam pela região têm que fazer um desvio de aproximadamente 14 quilômetros”, destacou o prefeito.

Mário Augusto avaliou como “muito produtiva” a presença do secretário Carlos Melles na cidade, já que além das assinaturas dos convênios de doações de materiais, foram apresentados todos os investimentos do Governo de Minas na região. Um dos exemplos é o detalhamento das obras de duplicação da MG-383, nos trechos entre Jeceaba, São Brás do Suaçuí e o entroncamento com a BR-040, que estão em fase de execução. O secretário também reiterou que, em breve, será executada a pavimentação do trecho que liga Passa Tempo a Desterro de Entre Rios, na MG-270.

Ações na região

Na região Central, há 517 quilômetros de estradas, divididos em 26 trechos, beneficiados pelo Programa Proacesso, sendo que vinte e duas obras já estão concluídas. Na região da Amalpa, duas obras do Proacesso estão concluídas, somando 52 quilômetros; são trechos da MG-270, ligando Desterro de Entre Rios a Entre Rios de Minas, com 34,1 km, e a rodovia de acesso, entre Santana dos Montes e o entroncamento BR 040, com 15,1 km.

Pelo ProMG estão contratados 1.511,2 quilômetros de rodovias na região Central, totalizando 110  trechos, gerenciados pelas Coordenadorias Regionais do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG), de Belo Horizonte, Barbacena e Pará de Minas. Somente na região da Amalpa são cerca de 150 quilômetros, beneficiando 11 trechos e as cidades de Moeda, Itabirito, Santana dos Montes, Rio Espera, Lamim, Senhora de Oliveira, Catas Altas da Noruega, Jeceaba, Ouro Branco, Conselheiro Lafaiete, Itaverava e Casa Grande.

Por meio do Programa Caminhos de Minas, está prevista a pavimentação de sete trechos na região, que somam aproximadamente 250 quilômetros, beneficiando as cidades de Belo Vale, Bonfim, Brás Pires, Cipotânea, Rio espera, Congonhas, Jeceaba, Itabirito, São Brás do Suaçui, São João Del Rei. Um deles já está com obras em andamento, que é o da MG-383 e MG 155, que passa por Jeceaba, São Brás do Suaçui e o entroncamento da BR-040.

De 2003 a 2007 foram celebrados 170 convênios com municípios da Amalpa, com um valor médio de repasse de recursos por parte do Governo de Minas de R$ 25 milhões. De 2007 a 2011 foram doados 262 metros de bueiros metálicos e 26 conjuntos de vigas metálicas.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-destinara-materiais-de-construcao-a-municipios-do-alto-paraopeba/

Governo de Minas: Epamig e Emater–MG estimulam o manejo ecológico de lavouras de pimenta

Empresas implantaram uma unidade demonstrativa em Piranga, onde é feito o manejo ecológico da pimenta

Divulgação/Emater
A produção de pimenta é uma importante atividade no município de Piranga, Zona da Mata
A produção de pimenta é uma importante atividade no município de Piranga, Zona da Mata

A produção de pimenta é uma importante atividade de Piranga, Zona da Mata mineira. Somente no ano passado, o município comercializou cerca de 35 toneladas do produto. Uma das dificuldades dos produtores é o combate a pragas e doenças, que em muitos casos é feito de maneira inadequada. Para mudar essa prática, a Emater–MG e a Epamig implantaram no município uma unidade demonstrativa, onde é feito o chamado manejo ecológico. A técnica, além de eficiente, evita o uso de agrotóxicos, oferece menos riscos ao produtor e consumidor e ajuda na preservação do meio ambiente.

Na prática, o manejo ecológico consiste numa série de procedimentos. Entre eles estão as práticas culturais, como, por exemplo, a rotação de culturas; métodos mecânicos (catação e destruição de frutos de pimenta com sintomas de ataque de broca); controle biológico e, quando necessário, o uso de produtos seletivos e de baixa toxicidade, como extratos de plantas.

Segundo a pesquisadora da Epamig, Madelaine Venzon, o manejo ecológico traz uma série de benefícios. “Para o ambiente, os problemas com a contaminação do solo, das águas e a morte de organismos benéficos são evitados. Para os produtores, a utilização dessas estratégias não ocasionará problemas de intoxicações, e o consumidor terá um produto livre de resíduos”, explica a pesquisadora.

Em alguns casos, o controle de pragas e doenças na lavoura de pimenta é feito de maneira inadequada, com o uso de produtos que não são indicados para a cultura. “Muitos produtos são aplicados próximo da época de colheita, o que acarreta a presença de resíduos nos frutos. O uso inadequado de inseticidas e acaricidas afeta negativamente a fauna benéfica e causa problemas de contaminação do meio ambiente e pode causar intoxicações nos aplicadores”, explica Madelaine Venzon.

A unidade demonstrativa foi implantada em Piranga no ano passado. A lavoura de pimenta-malagueta tem 0,2 hectare, e a colheita teve início no mês de março. De acordo com a pesquisadora da Epamig, já é possível dizer que o manejo ecológico da plantação foi eficiente. “É esperado, e os resultados preliminares já comprovam, que haja menor incidência de pragas e maior incidência de insetos benéficos (predadores e polinizadores) em plantios próximos a áreas com vegetação espontânea”, afirma Venzon.

A unidade fica na propriedade de Luciano Lana Milagres. Ele soube da pesquisa por meio dos extensionistas da Emater–MG. “Atualmente, é muito importante a adoção do manejo ecológico pelos produtores, uma vez que faltam produtos registrados para cultura. Além disso, no manejo ecológico, o impacto ambiental é menor promovendo maior sustentabilidade da atividade”, afirma a extensionista da Emater–MG, Maísa Faustina de Paula Santos Paiva.

Luciano Milagres recebe o acompanhamento da equipe da Emater e dos pesquisadores da Epamig. Há 7 anos ele trabalha com pimenta e produz anualmente cerca de 7 toneladas. O produtor conta que está satisfeito com o desempenho do manejo ecológico. “Não é difícil de fazer e fica mais em conta do que outras formas de combate a pragas”, diz o produtor.

Para a próxima safra, Luciano Milagres pretende ampliar o manejo ecológico. “Eu usarei a técnica em toda a lavoura de pimenta e também em outras culturas da minha propriedade”, afirma.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/epamig-e-ematermg-estimulam-o-manejo-ecologico-de-lavouras-de-pimenta/