Gestão da Saúde: vacinação contra a Influenza começa dia 5 de maio em todo o Estado

A meta é imunizar 80% do público alvo, o que representa 2.522.623 milhões de mineiros

André Btant/SES-MG
A meta é, durante as três semanas da campanha, imunizar 80% do público alvo
A meta é, durante as três semanas da campanha, imunizar 80% do público alvo

Começa no dia 5 de maio e se estende até o dia 25 a campanha de vacinação contra a Influenza. Trata-se de uma vacina trivalente, que protege contra três vírus diferentes, incluindo gripe sazonal e Influenza A H1N1.

Em todo o Estado, serão imunizados idosos, gestantes, crianças com idade entre seis meses e dois anos, trabalhadores da área de saúde e indígenas que vivem em aldeias. Este ano, ainda irá receber a vacina, a população carcerária. A meta é, durante as três semanas da campanha, imunizar 80% do público alvo, o que representa 2.522.623 milhões de mineiros.

“Nosso objetivo é proteger a parcela da população que corre mais risco de ter a doença na forma mais grave. Com isso, vamos evitar as internações e, principalmente, a mortalidade em virtude da doença. A meta é vacinar pelo menos até 80% da população alvo”, afirma a coordenadora Estadual de Imunização da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Tânia Brant.

Com o slogan “Proteger é Cuidar”, a campanha envolverá cerca de 13 mil profissionais de saúde em Minas Gerais. Haverá ainda 5.500 postos fixos e volantes, além de 1.525 veículos. Foram investidos R$ 2.696.972,91, sendo R$ 804.960,51 provenientes do tesouro estadual. Outros R$ 1.891.967,40 serão repassados aos Fundos Municipais de Saúde para operacionalização da campanha.

A vacina contra a influenza é composta por diferentes cepas do vírus Myxovirus influenza e inativados, fragmentados e purificados. A composição e concentração das substâncias que compõem a vacina são atualizadas a cada ano, levando em consideração os dados epidemiológicos e as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

A vacina é contra indicada para pessoas que têm alergia grave a ovo de galinha e a seus derivados, bem como para aquelas que apresentaram reações anafiláticas graves a doses anteriores. “A contraindicação é válida somente nos casos de alergia grave. Ou seja, são aquelas pessoas que não podem comer sequer alimentos feitos que levem ovo”, explica Tânia.

Além disso, pessoas que estiverem com doenças agudas febris moderadas ou graves devem adiar a vacinação até o desaparecimento dos sintomas.

Doença

Os sintomas da Influenza Sazonal e da H1N1 costumam ser parecidos, sendo  que as duas são caracterizadas por febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações e coriza (nariz escorrendo). Elas, no entanto, são causadas por diferentes subtipos do vírus Influenza.

A Influenza ou Gripe A (H1N1) é uma doença respiratória aguda, altamente contagiosa de pessoa para pessoa, causada por um novo subtipo do vírus Influenza, que teve origem na recombinação genética do vírus de origem suína, humana e provavelmente aviária.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/vacinacao-contra-a-influenza-comeca-dia-5-de-maio-em-todo-o-estado/

Governo de Minas: Secretaria de Saúde reforça importância do exame e diagnóstico precoce do câncer de mama

Para conscientizar a população feminina sobre a importância do exame, foi criado o Dia Nacional da Mamografia, comemorado neste domingo (5)

André Brant
As mulheres acima de 60 anos são as que mais precisam fazer a mamografia
As mulheres acima de 60 anos são as que mais precisam fazer a mamografia

Uma das principais causas de morte entre as mulheres no mundo, o câncer de mama é também a doença que mais mata as brasileiras. O tratamento só é eficaz se o câncer for descoberto no início, por meio da mamografia. Para conscientizar a população feminina sobre a importância do exame, foi criado o Dia Nacional da Mamografia, comemorado neste domingo (5). Em Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES), possui um conjunto de ações que, até 2014, vão impactar na redução da mortalidade em mulheres de 45 a 69 anos, estimulando a mamografia por rastreamento.

Esses exames são realizados em mulheres acima de 45 anos sem sintomas aparentes e que fazem a mamografia por prevenção. O projeto é um recorte do Programa Viva Vida, que, além da meta de redução da mortalidade infantil e materna em Minas Gerais, trabalha pela saúde integral das mulheres de Minas

De acordo com o coordenador estadual do Programa Viva Mulher, Sérgio Bicalho, as mulheres que mais precisam fazer o exame são aquelas acima de 60 anos, porém são as que menos realizam o exame. Já as que estão com cerca de 40 anos, faixa de menor risco, são as que mais se submetem à mamografia. “As mulheres precisam se conscientizar da importância da prevenção do câncer de mama e da mamografia, que deve ser feita pela primeira vez entre os 35 e 40 anos. Uma parcela significativa da população feminina ainda não faz o exame”, ressalta.

Sérgio observa que não é recomendado confiar apenas no autoexame, pois ele pode não permitir o diagnóstico precoce. “Mulheres que não sentem nada, não têm nenhuma queixa, não têm nada palpável, precisam também da mamografia, pois a finalidade do rastreamento mamográfico é identificar um tumor ainda não palpável, onde existe a possibilidade de cura muito alta”, conclui.

Câncer de mama em Minas

Segundo dados do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer e seus Fatores de Risco da SES, as taxas brutas de mortalidade do câncer de mama passaram de 4,80 óbitos (1979) para 10,6 óbitos (2009), por 100 mil mulheres de Minas Gerais. O cálculo da variação percentual relativa do período mostrou o crescimento de 120% desse tipo de mortalidade. Em 2011, a SES realizou 405.555 mamografias, e no ano anterior, 341.622 mulheres fizeram o exame.

Para a coordenadora do Programa de Avaliação e Vigilância do Câncer e seus Fatores de Risco, Berenice Antoniazzi, o diagnostico precoce é fundamental para uma maior perspectiva de cura ou de melhora na qualidade de vida do paciente. “Lutamos contra a possibilidade da doença se tornar letal. Que ela seja curada, controlada ou permaneça crônica. O que impede é que hoje as pessoas chegam muitas vezes tarde no atendimento para o diagnóstico”, afirma.

Estimativas

Em 2012, estimam-se, para Minas Gerais, 54.200 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, sendo 26.290 em homens e 27.910 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 260 casos novos a cada 100 mil homens e 267 para cada 100 mil mulheres. Para Belo Horizonte, estimam-se 8.560 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma, sendo 3.940 em homens, correspondendo a 337 casos a cada 100 mil homens, e 4.620 em mulheres, correspondendo a 349 casos a cada 100 mil mulheres.

Dia Mundial do Câncer

Neste sábado (4), é lembrado o Dia Mundial do Câncer, criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). No Brasil, as estimativas para o ano de 2012 serão válidas também para o ano de 2013 e apontam a ocorrência de aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele não melanoma. Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele não melanoma, próstata, pulmão, cólon e reto e estômago para o sexo masculino; e os cânceres de pele não melanoma, mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide para o sexo feminino. São esperados um total de 257.870 casos novos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: saúde reúne 30 municípios mineiros para aprimorar o combate à dengue

Entre as ações efetivas anunciadas está a liberação de R$ 1 milhão para a compra de 30 veículos que irão auxiliar no transporte dos agentes e insumos.
Vivian Campos/SES-MG
Secretário de Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, anuncia medidas para impedir o avanço da dengue em 30 municípios
Secretário de Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, anuncia medidas para impedir o avanço da dengue em 30 municípios

Secretários municipais de saúde de 30 municípios mineiros em situação crítica de infestação do mosquito Aedes aegipty se reuniram, nesta quarta-feira (1), com o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge Souza Marques, com o objetivo de reforçar o combate ao vetor e impedir o avanço da doença, que causou 23 mortes no Estado em 2011. A média de infestação por dengue (LirAa) nessas cidades chega a 4,6%, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde consideram 1% como Alto Risco de Transmissão de Dengue.

De acordo com o secretário Antônio Jorge, o Estado apresenta uma situação climática totalmente favorável ao mosquito, mas isso não pode ser usado como justificativa para 100% do problema, mesmo que o volume de água trazido pelas chuvas tenha representado, em algumas cidades, o maior volume de água dos últimos 100 anos. “Tivemos um enorme êxito em 2011, se compararmos com 2010, em que houve uma redução de mais de 80% dos casos notificados. Porém, é fundamental que os gestores municipais tenham uma atenção especial e redobrem a atenção em 2012”. Ele ressaltou, ainda, a introdução do sorotipo 4 do mosquito, que aumenta e fragiliza a cadeia de contaminação.

Entre as ações efetivas para a solução do problema, Antônio Jorge anunciou a liberação de R$ 1 milhão, recurso do Sistema Estadual de Transporte em Saúde (Sets), para a compra de aproximadamente 30 veículos do tipo picape, que irão auxiliar no transporte dos agentes e insumos, considerado pelos secretários municipais, como um dos grandes gargalos na promoção das ações.

Além disso, vem sendo feito o treinamento de 50 médicos que irão, por meio das regionais de saúde, otimizar e capacitar a ação de profissionais locais para um eficaz diagnóstico da doença, uma vez que muitos dos casos que evoluem para óbito estão diretamente ligados ao manejo clínico.

Outro anúncio feito pelo secretário é que, neste ano, os municípios não serão mais responsáveis pela hospedagem e alimentação dos agentes da força-tarefa, transferindo a responsabilidade para a SES.

Notificações

Este ano, dos 2.459 casos de dengue notificados nas 853 cidades mineiras, 30% estão nos municípios convocados, o que representa 328 casos e 10% da população do Estado. “Estamos atentos a qualquer necessidade e pedimos que esses municípios redobrem a atenção para a dengue. Queremos entender os problemas e resolver as questões pontuais”, disse Antônio Jorge.

Outra proposta foi a criação de uma feira, ainda no primeiro semestre, em que os gestores de saúde terão a oportunidade de apresentar e trocar experiências exitosas das ações de dengue. “Parte do resultado negativo nesta guerra contra o mosquito está ligada às políticas de gestão, que muitas vezes podem ser mal aplicadas ou formatadas. Sendo assim, devemos pensar em estratégicas, ações diferentes para provocar melhores resultados, pois a dengue já é uma agenda no Estado há 15 anos e com resultados de melhora distintos”, explicou o secretário.

Os municípios convocados foram: Pocrane, São José da Safira, Marilac, Recreio, Glaucilândia, Central de Minas, Mathias Lobato, Naque, Aimorés, Araguari, Bocaiúva, Bom Despacho, Campo Belo, Curvelo, Dores do Indaiá, Ipatinga, Itabira, Itaúna, Ituiutaba, Januária, Montes Claros, Nova Serrana, Pará de Minas, Pirapora, Pompéu, Teófilo Otoni, Timóteo, Ubá, Unaí e Várzea da Palma.

Fonte: Agência Minas