Governo Anastasia garante apoio a vítimas da seca

Minas: governo Anastasia apoia vitimas da seca em Minas. Foram destinados R$ 11 mi em compras de cestas básicas e outras ações.

Governo de Minas: seca norte de Minas

Fonte: Marcos de Moura e Souza – Valor Econômico

Pecuária e frutas padecem com a seca no norte de MG

 Minas: governo Anastasia garante apoio à seca

Governo de Minas garante apoio às vitimas da seca. Foram destinados R$ 11 mi em compras de cestas básicas, caminhões-pipas e outras ações.

Mais de 100 municípios na região norte do Estado de Minas Gerais estão em estado de emergência por causa da seca. O governo do Estado e o Exército fazem o abastecimento emergencial de água com caminhões-pipa. Na zona rural, uma imagem que está se tornando mais frequente é a de bois e vacas mortos de sede e fome – e suas carcaças abandonadas no que um dia foi pasto.

O estrago da estiagem na economia local se estende pela produção de frutas e de leite e no deslocamento de gado para outras regiões. Muitos pequenos produtores que não têm um pasto alternativo estão vendendo seu gado, apesar dos preços baixos. Diversos municípios estão sem chuva desde o início do ano e decretaram emergência em fevereiro e março. As chuvas devem começar somente em outubro. Hoje são 122 em emergência por causa da seca, concentrados no norte do Estadoe parte deles no nordeste e noroeste. A perspectiva do governo era que neste ano o número ficasse em 114.

“Essa é uma das piores dos últimos 30 anos e que está atingindo Minas, Bahia e outros Estados do Nordeste“” diz Reinaldo Nunes, coordenador técnico da Empresa de Assistência Técnica e Extensão do Estado de Minas Gerais (Emater) em Montes Claros, maior cidade do norte de Minas. O rebanho de gado nessa área é de aproximadamente 2,5 milhões de cabeças e o problema maior é a alimentação, diz Nunes.

Sem pasto e sem água, um dos resultados imediatos na economia da região foi a queda abrupta na produção de leite. “A produção normal é de 600 mil litros por dia e por causa da seca houve uma redução de 40% a 50%. O prejuízo por mês é de R$ 5,4 milhões”, calcula Nunes. A maioria dos pequenos sitiantes e produtores com mais terras na região têm no leite uma renda adicional e diária.

A safra de grãos teve uma redução ainda maior. Segundo a Emater, o chamado veranico (período de 20 e poucos dias de estiagem em meio ao período chuvoso) durou do início de janeiro a até março em vários municípios. Foi num período crítico de plantio de arroz, feijão, milho, sorgo e outros grãos pelos produtores rurais mineiros. “A expectativa era de colher só nessa região norte 500 mil toneladas de grãos, mas perdemos 70% disso, um prejuízo de R$ 180 milhões”, diz o técnico da Emater.

Governo de Minas: seca do norte de Minas – Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2801944/pecuaria-e-frutas-padecem-com-seca-no-norte-de-mg

Quem investe e vive da produção de frutas também está em dificuldades. Gurutuba e Lagoa Grande, dois grandes projetos irrigados no norte do Estado, cujas áreas somam 6,5 mil hectares e onde predomina a fruticultura, são os que mais sentem. “Os produtores estão sendo afetados porque dependem de uma barragem que está com o nível bastante comprometido”, afirma Pierre Santos Vilela, coordenador da assessoria técnica da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg). A entidade informa representar quase 400 mil pequenos, médios e grandes produtores rurais.

Segundo Faemg e Emater, produtores, especialmente os menores, estão vendo parte de seu plantel de gado morrer. Há uma corrida para vender os animais mesmo abaixo do peso e mesmo com preços depreciados pela grande oferta. Sem ter como manter o gado, produtores acabam se descapitalizando porque o que recebem agora pelos animais não permitirá que eles reponham seu rebanho daqui a alguns meses, diz Reinaldo Nunes, técnico da Emater.

O governo do Estado prevê alocar um total de R$ 11 milhões em compras de cestas básicas, caminhões-pipas e outras ações. Além disso, o governo federal, por meio do Ministério da Integração Nacional, enviou mais R$ 10 milhões, que estão sendo usados para reforço das compras de alimentos, galões de água mineral e também para a distribuição de cisternas, disse o tenente coronel Fabiano Villas Bôas, secretário executivo da coordenadoria estadual da Defesa Civil. Em alguns municípios, como Catuti, não há mais água para consumo humano. E, paradoxalmente, em locais abastecidos por caminhões-pipa o desafio das famílias é armazenar essa água. O governo do Estado ainda conta com R$ 4 milhões este ano para a abertura de poços artesianos em locais públicos.

Villas Bôas diz que o que diferencia esta seca das anteriores é a duração. Enquanto geralmente os municípios do norte de Minas começam a decretar situação de emergência em abril e maio, neste ano isso aconteceu em fevereiro e março. Muitos dos decretos já foram prorrogados.

Minas: Governo seca do norte de Minas – Link da matéria: http://www.valor.com.br/empresas/2801944/pecuaria-e-frutas-padecem-com-seca-no-norte-de-mg

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Governo de Minas: educadores formulam criação do Curso de Extensão em Educação Musical

Especialistas e professores de conservatórios estaduais participam de planejamento.

Professores e especialistas dos 12 conservatórios estaduais de música de Minas Gerais iniciaram o planejamento para a criação do Curso de Extensão em Educação Musical. O objetivo é oferecer formação inicial e continuada em educação musical para professores da rede pública de educação básica. As reuniões começaram nesta semana na Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores (Magistra). O curso está previsto para começar no segundo semestre deste ano.

“Nesse encontro, pegamos as experiências que os Conservatórios Estaduais de Música têm para formular um plano de curso para trabalhar de forma criativa e inovadora com os professores das escolas regulares”, destacou Gilbert Gouvêa, coordenador dos Conservatórios.

Entre os temas discutidos no encontro estão: os componentes curriculares, a ementa, a carga horária, a metodologia, os procedimentos didáticos, as formas de monitoramento e avaliação e a organização do atendimento a partir das demandas dos candidatos. Todo o trabalho será construído a partir de uma articulação entres os conservatórios, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) e a Magistra.

Nas reuniões, também foram debatidas as possíveis ferramentas de apoio que os participantes poderão contar durante o curso de formação. O Centro de Referência Virtual do professor (CRV) é uma dessas possibilidades para os educadores durante o curso.

O curso será desenvolvido pelos conservatórios em módulos semestrais e abordará conhecimentos teóricos e práticos da área musical. “Essa será uma retomada em uma das funções das escolas de música que é a da formação musical”, lembra Gilbert Gouvêa.

Em um primeiro momento, os cursos seriam ofertados para professores de arte, supervisores pedagógicos e estudantes dos cursos de Magistério e Pedagogia. Para a primeira fase. estão previstos 50 participantes distribuídos em duas turmas. Até o final do ano, a previsão é que o curso de extensão atenda a 600 cursistas.

 Conservatórios

Minas é o único estado do Brasil que conta com escolas de música na rede pública de ensino. São 12 Conservatórios de Música mantidos pela Secretaria de Estado de Educação. Com o objetivo de atender a diversas regiões do estado, Minas conta com escolas nas cidades de Araguari, Ituiutaba, Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, em São João Del Rei, Juiz de Fora, Leopoldina e Visconde do Rio Banco, cidades da Zona da Mata, em Montes Claros no Norte de Minas, Diamantina no Vale do Jequitinhonha, e em Pouso Alegre e Varginha, cidades do Sul do Estado. As escolas de música atendem cerca de 30 mil alunos com a oferta de cursos técnicos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/educadores-formulam-criacao-do-curso-de-extensao-em-educacao-musical/

Governo de Minas: DER/MG realiza operação contra transporte clandestino em Pirapora

Em quatro dias de operação, foram apreendidos nove ônibus de operadoras irregulares

Divulgação/DER
Operação Benjamim Guimarães realiza blitze regulares para combater transporte clandestino de passageiros
Operação Benjamim Guimarães realiza blitze regulares para combater transporte clandestino de passageiros

Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG) está realizando em Pirapora, no Norte de Minas, blitze regulares para combate ao transporte clandestino de passageiros. A operação denominada “Benjamim Guimarães” – uma alusão ao vapor que navega pelo Rio São Francisco e símbolo da cidade – começou no último dia 26 e termina neste sábado (31).

A operação Benjamim Guimarães é resultado de reuniões com empresários do setor de transporte coletivo, sindicatos, Polícia Militar de Minas Gerais, Polícia Civil, Ministério Público, Secretaria da Fazenda e órgãos públicos municipais, que traçaram ações integradas intensivas e ostensivas de combate ao transporte irregular de passageiros na Região do Norte de Minas.

Em quatro dias de operação, foram apreendidos nove ônibus de operadoras irregulares. Além de terem os veículos apreendidos, oito transportadores foram autuados pelo Decreto 44.035/05 e nove caracterizados na Lei 19.445/11, sendo que um deles possuía a placa de táxi. Por causa da apreensão dos veículos clandestinos, 180 passageiros tiveram de ser transbordados para ônibus do sistema legal.

Operação

Agentes a paisana do DER monitoram desde o primeiro passo dos transportadores clandestinos, que começam com o aliciamento de cidadãos para a venda de passagens ilegais e em seguida partem para a  criação de pontos de embarque e desembarque proibidos. Ao saírem para a viagem, placas e características dos veículos ilegais são repassadas à central de monitoramento e, nas estradas, para que fique evidente a prática ilegal, eles são abordados, multados e apreendidos.

“Quando empresas desse tipo agem, estão colocando os passageiros em risco e lesando diretamente as empresas que andam com a documentação em dia” advertiu o Diretor de Fiscalização do DER/MG, João Baeta Costa Machado.

Os transportadores ilegais flagrados sofrem a aplicação da Lei 19.445/11, que prevê multa de R$ 1.164,55 e cobrança do dobro do valor no caso de reincidência; apreensão do veículo; liberação do veículo apenas após o pagamento de todas as despesas relativas ao guincho, diárias de apreensão, além de todas as multas pendentes do infrator; abertura de processo administrativo e até mesmo o enquadramento do infrator no Art. 301 do Código de Processo Penal para quem é flagrado realizando transporte clandestino.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/dermg-realiza-operacao-contra-transporte-clandestino-em-pirapora/

Gestão Anastasia: governo de Minas apresenta projeto Ecos das Gerais na ONU

O projeto prevê a introdução do aparelho de ultrassonografia portátil (USG) na atenção primária e nos serviços de urgência

Divulgação/SES-MG
O secretário Antônio Jorge de Souza Marques fez a apresentação na sede da Organização das Nações Unidas
O secretário Antônio Jorge de Souza Marques fez a apresentação na sede da Organização das Nações Unidas

O projeto Ecos das Gerais, voltado para a introdução da utilização do ultrassom portátil nos serviços de Urgência e na Atenção Primária, foi apresentado nesta quinta-feira (22), no evento INFOPORVETY, realizado na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, Estados Unidos, pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Antônio Jorge de Souza Marques.

O projeto Ecos das Gerais é uma parceria do Governo de Minas Gerais com o World Interactive Network Focused on Critical Ultrasound (WINFOCUS), organismo internacional, sem fins econômicos, que tem sede na Itália.

O INFOPORVETY é um evento organizado anualmente na ONU, com a participação do Parlamento Europeu e da Universidade de Oklahoma. Tem como objetivo central discutir e disseminar práticas inovadoras nas várias áreas da economia, baseadas em incorporação tecnológica, com vistas ao desenvolvimento sustentável da humanidade.

A utilização do aparelho de ultrassonografia (USG) portátil é antecedida de treinamento e incorporação de novos processos de trabalho médico. “É importante que seja usada uma nova metodologia, na qual o profissional médico adquira habilidades para a utilização do USG”, disse o secretário, ressaltando que essa é uma forma a fortalecer a capacidade clínica e, potencializando a capacidade do médico na solução de problemas que se apresentam na prática médica diária.

O WINFOCUS desenvolve forte ação de disseminação desta metodologia em todo mundo. Inúmeras evidências científicas começam a surgir, o que demonstra a eficácia e a efetividade na prática clínica com melhoria da gestão clínica, principalmente, na área de Urgência e Trauma. “A utilização da tecnologia não é especialista dependente e o impacto financeiro sobre os custos de exames complementares mostra-se vantajosa para os provedores públicos e privados”, assegurou Antônio Jorge. Além disso, completou o secretário, “esse projeto fortalecerá sensivelmente a tomada de decisão do medico regulador, através da transmissão da ultrassonografia a partir das ambulâncias do SAMU 192. Localidades remotas, com restrição de profissionais de saúde, poderão utilizar a telemedicina para a transmissão em tempo real. Isso possibilitará ao profissional obter uma segunda opinião de especialistas à distância”.

Projeto piloto

O projeto piloto do projeto Ecos das Gerais será desenvolvido na Macrorregião Norte de Minas. O objetivo é introduzir na Rede de Urgência e Emergência desta macrorregião a ultrassonografia clínica de uma forma inovadora, com formação, tecnologia, criação de protocolos clínicos e novas abordagens práticas para melhorar a qualidade dos atendimentos de emergência clínica e cuidados no trauma, garantindo a acessibilidade e a sustentabilidade. Outro objetivo é a introdução do USG também na Rede Materno-Infantil da Microrregião de Manga.

O investimento, R$ 5 milhões do Tesouro estadual, será utilizado na capacitação de 250 médicos e na aquisição de 50 equipamentos de ultrassonografia portátil. Os médicos e enfermeiros da linha de frente serão treinados no uso “ponto de cuidado” da ultrassonografia portátil. Os equipamentos serão usados em ambulâncias, hospitais locais, pronto socorros e também na atenção primária. A expectativa que até janeiro de 2013 o projeto esteja implantado em toda a Macrorregião Norte de Minas. “Acreditamos que essa experiência no Norte de Minas servirá como referência não só para todo o Estado de Minas Gerais, como também para a criação de um modelo nacional”, afirmou o secretário.

Fonte:  http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-apresenta-projeto-ecos-das-gerais-na-onu/

 

Governador Anastasia encontra-se com presidente mundial da Fiat e formaliza nova fábrica em Minas

Na Itália, o governador assinou acordo para a instalação de nova fábrica da Case New Holland, em Montes Claros. Empreendimento de R$ 600 mi irá gerar 2,7 mil empregos na região
Soraya Ursine/Imprensa MG
Antonio Anastasia, o presidente da Fiat Mundial, John Elkann, e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne
Antonio Anastasia, o presidente da Fiat Mundial, John Elkann, e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne

O governador Antonio Anastasia e o CEO da Fiat, Sergio Marchionne, assinaram, nesta segunda-feira (5), em Turim, na Itália, protocolo de intenções formalizando a parceria entre o Governo de Minas e a Case New Holland (CNH), garantindo a implantação de nova unidade da fábrica de máquinas de construção em Montes Claros, no Norte de Minas. Serão investidos R$ 600 milhões, entre 2012 e 2014, quando a unidade deverá entrar em operação, gerando cerca de 2,7 mil empregos, sendo 700 diretos e dois mil indiretos. O governador anunciou a instalação da fábrica durante visita ao município mineiro, no dia 29 de fevereiro.

Também assinaram o protocolo o presidente da Fiat Mundial, John Elkamn; o presidente da Fiat Chrysler para América Latina, Cledorvino Belini; o presidente da Case New Holland (CNH), Valentino Rizzioli e os secretários de Estado Dorothéa Werneck (Desenvolvimento Econômico) e Gil Pereira (Desenvolvimento dos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e do Norte de Minas).

O governador expressou, durante pronunciamento, a importância da instalação da CNH em Montes Claros. “A Fiat está levando para o Norte de Minas o mesmo desenvolvimento que, há 35 anos, trouxe para o Estado e o país. Por isso, este investimento da CNH é muito importante. No Brasil, a Fiat é mineira”, disse.

Além da fábrica, a CNH espera reunir em Montes Claros um polo de fornecedores de peças e componentes, ocupando uma área total que deverá atingir 2 milhões de m². “A Fiat em Minas Gerais é nossa maior unidade. São 950 mil veículos produzidos ao ano em uma única planta. A CNH irá gerar novos empregos, mais desenvolvimento e terá um peso importante na economia local. O progresso de Minas Gerais e de sua gestão pública nos estimula a investir mais no Estado. Eu encorajo os empresários a investirem em Minas”, ressaltou Sergio Machionne.

A planta de Montes Claros será a segunda da CNH no Estado. Instalada em Contagem, a fábrica foi a primeira do Grupo Fiat no Brasil e produz, desde 1970, máquinas de construção. A unidade tem mais de 1.100 funcionários e fabrica equipamentos para a Case Construction e para a New Holland Construction. A empresa também mantém um campo de provas em Sarzedo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Mais investimentos

O acordo faz parte da política do Governo do Estado para levar mais desenvolvimento e progresso ao Norte de Minas e aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, regiões conhecidas como Grande Norte. A atração de novos investimentos, com a implantação de grandes empreendimentos no território mineiro, e a geração de empregos de qualidade são estratégias para reduzir as diferenças regionais no Estado.

“É reconhecido por todos que a indústria automobilística tem uma enorme capacidade de multiplicação, basta lembrar que, ao lado de uma fábrica, como é o caso da CNH, estarão instalados também os seus fornecedores, e isso significa mais investimentos e mais empregos. Esse novo investimento será uma mudança muito importante para o Norte de Minas”, explicou a secretária Dorothéa Werneck.

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (Indi), o Grande Norte e o Vale do Rio Doce são as regiões onde mais cresceram os investimentos privados nos últimos anos. Em 2011, foram anunciados R$ 792,97 milhões em investimentos, com geração de 7.610 empregos diretos e 19.800 empregos indiretos em quatro projetos nas áreas de alimentação e agronegócio, confecção, calçados e mineração.

O secretário de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, comemorou a formalização do acordo com a CNH. “Os investimentos da CNH significam o início da industrialização automobilística no Norte e isso vai agregar muito valor à nossa região. Já temos muitas universidades e um polo de biotecnologia. Montes Claros vai fazer parte, agora, do contexto não só de Minas Gerais e do Brasil, mas também do contexto mundial da indústria automobilística”, destacou.

Como partes deste processo de investimentos na região Norte, o Governo de Minas vem desenvolvendo ao longo dos últimos anos projetos nas áreas de infraestrutura, ambiental, econômica e, especialmente, na área social, para minimizar as desigualdades e melhorar os indicadores de desenvolvimento humano.

Para alcançar este desenvolvimento, o Governo de Minas coloca em prática ações produtivas que geram trabalho e renda, alinhadas a projetos de redução do analfabetismo, aumentando a escolaridade de jovens e adultos; de combate à pobreza rural, à fome e desnutrição; de redução dos impactos da seca; de fortalecimento da agricultura familiar e de aumento do PIB regional por meio do desenvolvimento da produção local, além de promover a participação efetiva da sociedade civil organizada nos projetos empreendidos.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: silvicultura terá incremento de 30 mil hectares nos Vales do Mucuri e Jequitinhonha e no Norte de Minas

A previsão é que, em 2012, investimentos no setor alcançarão R$ 180 milhões

Carlos Alberto/Imprensa MG
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas
Parceria entre Banco do Nordeste e Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas

Termo de Cooperação Técnica firmado em janeiro entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste, através do qual serão investidos R$ 1,55 bilhão na implementação do Plano Agrícola 2012/2015 voltado para a região do Grande Norte – que compreende os  vales do Jequitinhonhae do Mucuri e o Norte de Minas, poderá viabilizar já neste ano o plantio de 30 mil hectares de florestas renováveis na região do semiárido. Os investimentos previstos pela Associação Mineira de Silvicultura (AMS) são da ordem de R$ 180 milhões, com cada hectare plantado custando, em média, R$ 6 mil.

O diretor superintendente da AMS, Antônio Tarcizo de Andrade e Silva destaca que o fortalecimento da parceria entre o Banco do Nordeste e o Governo de Minas abre perspectiva promissora para o incremento da silvicultura em Minas Gerais, com geração de emprego e renda, inclusive, para o segmento da agricultura familiar.

“O Banco do Nordeste é um grande parceiro no incremento da silvicultura em Minas Gerais, especialmente nas regiões do Norte e vales do Jequitinhonha e Mucuri. A disponibilização de recursos para o incremento da produção agropecuária da região, especialmente para a silvicultura, cria expectativas favoráveis para o desenvolvimento com o aproveitamento de uma atividade que atualmente gera cerca de oito mil empregos diretos e outros 18 mil postos de trabalho indiretos”,  destaca Andrade.

Além do plantio de novas áreas de florestas renováveis por parte de grupos empresariais que objetivam atender a demanda de empresas do segmento de ferro gusa, no ano passado a Associação Mineira de Silvicultura firmou parceria com o escritório da Emater de Januária através da qual foram distribuídas mais de 42 mil mudas de árvores para pequenos produtores rurais. As mudas estão sendo utilizadas no reflorestamento de áreas nos municípios de Ibiracatu, Itacarambi, Chapada Gaúcha, Manga, Miravânia, Lontra e Japonvar. Do total de mudas disponibilizadas, mais de duas mil foram destinadas à ampliação do Programa de Integração Lavoura, Pecuária, Florestas (ILPF).

Em janeiro,a AMS ampliou parceria firmada com a Emater com o repasse de mais 200 mil mudas para cerca de 30 mil agricultores do Norte de Minas. O objetivo é possibilitar a famílias de pequenos produtores rurais nova alternativa para geração de renda, com a venda de madeira e a diminuição de custos da pecuária leiteira, através do ILPF.

Incentivos

Durante o lançamento do Plano Agrícola de Minas Gerais, em janeiro, o  governador Antonio Anastasia afirmou que a região do Grande Norte –  que compreende os vales do Jequitinhonha e do Mucuri e o Norte de Minas – têm toda confiança e crédito de que conseguirá responder de forma positiva ao apoio que vem recebendo do Governo do Estado para que consiga superar as desigualdades sociais e econômicas ainda existentes.“Toda semente ali plantada frutifica e, por esse motivo, não temos dúvidas de que a região se constitui na nova fronteira de desenvolvimento de Minas Gerais”, assinalou o governador.

Por sua vez o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões disse, no mesmo evento, que ainiciativa do Governo de Minas em fortalecer atuação com o Banco do Nordeste tem condições de acelerar o desenvolvimento dos vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas. “A região tem muitas potencialidades, mas a superação das desigualdades econômicas e sociais só será viabilizada através de investimentos. O apoio à produção agropecuária é um importante segmento a ser explorado, dentro da meta de se procurar igualar o desenvolvimento do Grande Norte às demais regiões do Estado”, afirmou.

Já o secretário de Estado de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e do Norte de Minas, Gil Pereira, comentou a importância da relação estabelecida entre o Governo de Minas e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB): “O investimento em silvicultura previsto pelo Banco para o período 2012/2015 é muito significativo para o Grande Norte, que vive momento positivo em que são absolutamente estratégicas as parcerias financeiras. Neste caso, a geração de empregos é um dos pontos mais relevantes a serem destacados”.

BNB prevê aporte de R$ 250 milhões até 2015

Para o período de 2012/2015, a Superintendência do Banco do Nordeste em Minas Gerais tem previsão de investir R$ 250 milhões na expansão da silvicultura na região do Grande Norte. A instituição iniciou o ano com uma demanda de R$ 18 milhões para o plantio de 5,5 mil hectares de florestas na região do semiárido. Para 2012 a projeção de aportes do Banco para a silvicultura é da ordem de R$ 50 milhões.

No ano passado o BNB liberou mais de R$ 47,4 milhões de financiamentos para o plantio de uma área superior a 24,1 mil hectares de florestas renováveis em Minas. Os municípios onde o BNB possui agências que disponibilizaram maior volume de recursos para a cadeia produtiva da silvicultura foram Capelinha, Salinas, Pirapora, Januária, Montes Claros e Brasília de Minas. Nestas regiões a extensão das áreas plantadas variou de 7,3 mil a 1,3 mil hectares.

O superintendente do BNB em Minas Gerais, José Mendes Batista avalia que “as parcerias firmadas pela instituição com o Governo de Minas tem alcançado resultados positivos visto que, pela primeira vez, em 2011, o Banco conseguiu bater o recorde na liberação de financiamentos no Estado, totalizando quase R$ 1 bilhão. Só através do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE) o total de financiamentos liberados em 2011 chegou a R$ 500 milhões”.

Plano Agrícola

O Plano Agrícola 2012/2015 da região do Grande Norte se destina ao custeio, investimento e comercialização das atividades agropecuárias, entre elas a bovinocultura de leite e corte, fruticultura, produção de cachaça e silvicultura. O montante de financiamento será distribuído num prazo de quatro anos sendo, R$ 300 milhões a serem aplicados em 2011 e R$ 350 milhões em 2013. Para 2014 a previsão é de que sejam disponibilizados R$ 400 milhões, montante que aumentará para R$ 500 milhões em 2015.

No mínimo 50% dos recursos serão destinados ao financiamento de mini e pequenos produtores rurais, incluindo a agricultura familiar por meio do Plano Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). No máximo, 20% dos recursos serão destinados ao financiamento de grandes produtores rurais.

Para a agricultura familiar o prazo para pagamento dos financiamentos poderá chegar a até dez anos, incluindo cinco anos de carência. A taxa de juros vai variar entre 1% e 5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Os agricultores do segmento de médios e grandes produtores rurais, que não fazem parte do Pronaf, poderão pagar os financiamentos num de até 12 anos, incluindo quatro anos de carência. As atividades de reflorestamento têm prazo diferenciado, podendo chegar a 16 anos, já contemplados sete anos de carência. Os juros variam de 5% a 8,5% ao ano, com bônus de 25% para parcelas pagas pontualmente.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas realiza nova reunião de avaliação do período chuvoso

Próximas ações desenvolvidas serão focadas na reconstrução das cidades afetadas pelas chuvas e na prevenção para evitar desastres nos próximos anos

Carlos Alberto/Imprensa MG
O encontro foi promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais
O encontro foi promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais

O Governo de Minas realizou, nesta segunda-feira (13), na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), na Cidade Administrativa, a oitava reunião quinzenal de avaliação do período chuvoso no Estado. O encontro promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG) definiu novas ações de resposta aos eventos adversos causados pelas chuvas – tanto para o atendimento emergencial quanto para o apoio operacional nas eventuais ocorrências.

Dentre elas, destaca-se o auxílio dado pelo Governo de Minas aos municípios que decretaram situação de emergência, para captação de recursos para a realização de obras de reconstrução das cidades junto ao governo federal. A Sedru, em parceria com a Cedec-MG, durante a última semana, prestou apoio técnico a 103 prefeituras para a elaboração e envio do Plano de Trabalho com as demandas de necessidades para recuperar os estragos causados pelas chuvas.

Ao todo, os municípios enviaram uma demanda de R$ 199,5 milhões em investimentos, que será apresentada e negociada, na próxima quarta-feira (15), em Brasília, pela Força Tarefa do Governo de Minas, comandada pelo Secretário da Sedru, Bilac Pinto. A Força Tarefa é encarregada de captar recursos para obras de prevenção de riscos e de recuperação dos estragos das chuvas no Estado, junto à Secretaria Nacional de Defesa Civil.

Ainda durante a reunião, foi apresentado o plano de capacitação técnica, que será implementado durante este ano, para que os municípios mais afetados pelas chuvas tenham condições de desenvolver e implementar seus planos e projetos específicos de recuperação e prevenção. O plano consiste na realização de dois cursos, um voltado para a realização de vistorias em locais atingidos por desastres e o outro para o planejamento de ações preventivas e de captação de recursos.

Para o secretário-adjunto da Sedru, Alencar Viana, o objetivo é que estas ações, realizadas em conjunto pelos diferentes órgãos do Estado, resultem em menos prejuízos e trabalho nos próximos períodos de chuva. “Os encontros promovidos pela Cedec-MG são importantes para que o Estado se alinhe para executar essas ações tão necessárias nas nossas cidades. Com o engajamento de vários órgãos do governo estamos voltando a uma normalidade e já pensando nas ações pros próximos anos, para diminuir a ocorrência de novas tragédias”, disse.

As reuniões técnicas da Cedec-MG fazem parte do conjunto de ações previstas no Plano de Emergências Pluviométricas (PEP) 2011/2012, lançado em outubro de 2011 pelo Governo de Minas. O PEP abrange detalhes sobre os recursos humanos e logísticos de todos os órgãos do Estado envolvidos no enfrentamento ao período chuvoso, com constante apoio às prefeituras.

Chuvas dão trégua

A previsão do tempo para os próximos dias aponta a diminuição de chuvas em todo o Estado. De acordo com o instituto Minas Tempo, a partir da próxima quarta-feira até o final do mês, a tendência é de que haja sol entre nuvens e pancadas de chuvas isoladas no fim do dia.

Mesmo com a trégua dada pela chuva, a Defesa Civil de Minas Gerais continua atenta para novas ocorrências, uma vez que o período chuvoso vai até o final de março. “Embora a meteorologia aponte um período de calmaria nos próximos dias, a Defesa Civil vai continuar focada em todas as ocorrências”, destacou o Diretor de Controle de Emergências da Cedec-MG, capitão BM Paulo Afonso Montezano.

Além da Sedru, participaram da reunião, representantes do Corpo de Bombeiros, das Polícias Militar e Civil, da Cemig, Copasa, Feam, Igam, Emater, Ruralminas e das secretarias de Estado de Transportes e Obras Públicas, Saúde, Planejamento e Gestão, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social, e dos Vales Jequitinhonha, Mucuri e do Norte de Minas. Desde agosto do ano passado, o grupo promove reuniões de avaliação das ações do Governo de Minas durante o período de chuvas.

Medidas preventivas

Desde o início de 2011, o Governo de Minas vem realizando uma série de ações preparatórias para o enfrentamento ao período chuvoso, com foco nas medidas preventivas. A capacitação de agentes para atuação em situações de risco e os treinamentos para criação de Coordenadorias Municipais de Defesa Civil (Comdec) nas cidades mineiras estão entre as principais providências tomadas pelo Estado.

Nos últimos oito anos, o número de Comdecs quase dobrou em Minas – saltando de 374, em 2004, para 696 atualmente. Apenas em 2011, o Governo de Minas estruturou a criação de 15 Comdecs. Além de oferecer a estrutura necessária para que todas as cidades mineiras criem coordenadorias locais, o governo oferece cursos de capacitação para agentes municipais e disponibiliza suporte técnico permanente a todas as Comdecs do Estado.

As ações do Estado também incluem a prorrogação de prazo para recolhimento do ICMS e a remissão do pagamento de IPVA, além de inúmeras facilidades para pagamento das contas de água e luz de moradores das cidades atingidas pelas chuvas. O Governo assegurou ainda a reconstrução de pelo menos 650 casas destruídas pelas enchentes, criou linhas de crédito especiais do BDMG para empresários e produtores rurais que sofreram prejuízos em decorrência dos temporais e decidiu adiantar os recursos do Piso Mineiro de Assistência Social aos municípios em situação de emergência.

Fonte: Agência Minas

Blog do Anastasia – Governo de Minas libera mantimentos para as populações de São João del-Rei e Carandaí

BELO HORIZONTE (11/01/12) – As populações de São João del-Rei e Carandaí, no Campo das Vertentes, começarão a receber mantimentos enviados pelo Governo de Minas para auxiliar as famílias mais afetadas pelas chuvas dos últimos dias. Os donativos já foram liberados pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e incluem colchões, cobertores e cestas básicas.

Em Carandaí, de acordo com a Defesa Civil Municipal, o rio que corta a cidade subiu mais de seis metros acima do nível normal. Oito bairros da cidade foram inundados e a estimativa é de que tenha chovido 120 milímetros na madrugada do último dia 9. Já em São João del-Rei, o Rio das Mortes e o Córrego do Lenheiro transbordaram, deixando, segundo a Defesa Civil do município, cerca de 300 pessoas desalojadas e 16 desabrigadas.

Neste ano de 2012, o Governo de Minas já enviou comboios com mantimentos para 40 cidades afetadas, mas as ações do Estado de enfrentamento aos efeitos das chuvas não param por aí. O governo também está arrecadando donativos (roupas e alimentos), que podem ser entregues pela população nos Batalhões da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Além disso, esta semana, o governador Antonio Anastasia lançou a Força Estadual de Saúde, que, por meio de médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, vai atender às populações dos municípios mais atingidos pelas chuvas. Segundo Anastasia, os voluntários começarão, em primeiro lugar, por Guidoval e Dona Euzébia, na Zona da Mata, e dali deverão circular pela região.

“Temos em torno de 450 voluntários e o cadastramento ainda está aberto. Foi feito um cadastramento pela internet e telefone. Temos profissionais que são do Estado e que não são de Minas. Essas pessoas devem receber sempre o nosso aplauso. Vamos montar 20 equipes, com 60 profissionais. Eles irão em uma caminhonete com tração para poderem chegar a lugares com dificuldade de acesso. Cada caminhonete vai ter uma equipe com um motorista e três profissionais de saúde”, explica o governador.

Kits de Atendimento às Calamidades

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) também está atuando junto aos municípios afetados pelas chuvas e está disponibilizando Kits de Atendimento às Calamidades para a população. Estão sendo distribuídos também medicamentos, de acordo com a demanda apresentada pela Cedec.

Os kits contêm itens que atendem às principais necessidades dos municípios para a prevenção e o atendimento em casos de enfermidades decorrentes do período chuvoso, como amoxicilina, analgésicos, paracetamol, sais de reidratação e sulfametoxazol. A SES garante também a vacinação nos municípios mais afetados. A vacina contra o tétano (dupla adulto) é a mais solicitada no período chuvoso. As 28 Superintendências / Gerências Regionais de Saúde estão com estoque garantido e as doses são encaminhadas de acordo com demanda dos municípios.

Novas medidas

O governador Antonio Anastasia anunciou, ainda, uma série de medidas para minorar os efeitos das chuvas para a população e as atividades empresariais, no âmbito da Copasa, Cemig, Banco de Desenvolvimento (BDMG) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Ações preventivas

Desde setembro de 2011 – antes do início do período chuvoso –, foram realizadas reuniões técnicas quinzenais, envolvendo Corpo de Bombeiros, Polícias Militar e Civil, Cemig, Copasa, Feam, Igam, Emater e Ruralminas, além das secretarias de Transportes e Obras Públicas, Saúde, Planejamento e Gestão, Meio Ambiente, Desenvolvimento Regional e Política Urbana, Desenvolvimento Social, e dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas.

Durante as reuniões, foram definidas as ações de preparação e resposta aos eventos adversos causados pelas chuvas, tanto para o atendimento emergencial quanto para o apoio operacional durante as ocorrências.

Fonte: Agência Minas

Governo Anastasia obtém apoio de Agência Japonesa para investimento na fruticultura da região do Jaíba

Gestão Pública, produção agrícola, 

Fonte: Estado de Minas

Governo japonês vai doar US$ 3 milhões para a melhoria da produção na região voltada para fruticultura no Norte de Minas. Recursos serão destinados à compra de equipamentos

Do Japão para o Jaíba

Os fruticultores da região do Jaíba no Norte de Minas vão contar com uma “mãozinha” dos japoneses. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – órgão do governo japonês responsável pela implementação da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (ODA) – e o governo de Minas Gerais, por meio das secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Agricultura, Pecuária a Abastecimento (Seapa), assinaram um memorando de entendimentos para a doação de US$ 3 milhões para a melhoria dos processos de produção de frutas no Projeto Jaíba. Os recursos serão usados nos próximos quatro anos, na execução do Projeto de Desenvolvimento de Capacidades na Pós-colheita e Práticas de Marketing na Região do Jaíba, que prevê a compra de máquinas e equipamentos para a classificação e embalagem de frutas.

O memorando, assinado pela secretária de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, pelo secretário adjunto de Agricultura, Paulo Afonso Romano, e pelo representante chefe da Jica para o Brasil, Katsuhiko Haga, inclui a implantação de um sistema de informação de mercado a ser desenvolvido e disponibilizado aos produtores locais para melhorar as condições de negociação de frutas, bem como a capacitação para planejamento de marketing. Além disso, está previsto o controle de qualidade por meio da melhoria na infraestrutura de armazenagem (câmaras frias e túnel de resfriamento), a doação de máquina de seleção e classificação de frutas, bem como treinamento e certificação.

Dorothea Werneck agradeceu aos japoneses pelo trabalho conjunto. Segundo ela, a parceria entre os governos de Minas Gerais e do Japão apresenta resultados positivos, especificamente neste momento de busca de melhoria dos gargalos na comercialização da produção do Jaíba. Já o representante-chefe da Jica, Katsuhiko Haga, lembrou que a agência de cooperação já realizou importantes projetos na área da agricultura no Brasil. “Apesar deste ter tido uma boa avaliação, sabemos que na área agrícola nunca podemos parar e nos dar por satisfeitos. A demanda por alimentos é sempre crescente e os consumidores cada dia mais exigentes, assim há sempre a necessidade de adaptação dos agricultores ao mercado.”

Katsuhiko Haga enfatizou que a Jica quer muito que a região do Jaíba se desenvolva de modo a se transformar em uma referência nacional da agricultura irrigada. A criação de uma marca própria para a região – “Produtos de Jaíba” – está entre os desejos da Jica.

A assinatura do memorando foi precedida por um diagnóstico apresentado aos técnicos da Jica, em 2010, pela Central Exportaminas, órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento. O trabalho, que conta também com o cenário futuro (até 2025) da produção e exportação de frutas da região, faz parte do Projeto Perecíveis, que foi financiado pelo Banco Mundial (Bird).

Cada dia mais profissional 

A profissionalização faz parte da evolução da produção no Jaíba. Prova disso foi que os produtores já conquistaram o principal selo de certificação para a venda de alimentos na Europa, o Globalgap. E em 2010, foi comercializado 1,3 milhão de toneladas de produtos agrícolas colhidos na região.

Situado no extremo Norte de Minas Gerais, em uma área total de 67.526 hectares (pouco mais de 53.066ha irrigados), o Projeto Jaíba compreende os municípios de Jaíba e Matias Cardoso. Está inserido em uma região de clima semiárido, distante 700 km de Belo Horizonte. Configura-se, em termos de área contínua, no maior projeto hidroagrícola da América Latina.

O fim da década de 1980 foi marcado pelo início de operação do Jaíba, com o assentamento das primeiras famílias de irrigantes. A partir dos anos 1990, foram agregados mais recursos financeiros internacionais ao projeto, com a contratação de um novo financiamento junto ao Japan Bank for Internacional Cooperation (JBIC). O período foi também marcado pela incorporação da iniciativa privada, por meio da criação do Distrito de Irrigação de Jaíba.

Conversa afinada

Em julho, o governador Antonio Anastasia e a secretária Dorothea Werneck estiveram no Japão e se reuniram com autoridades da Jica para discutir o assunto. No mês passado, foi a vez de uma equipe da Jica se reunir com o governo de Minas, em Belo Horizonte, para detalhar a implementação dos recursos para a contratação de serviços e a aquisição de equipamentos para a região do Jaíba.

Vale do Mucuri e Norte de Minas se beneficiam de incentivos fiscais garantidos por Aécio no Senado – Montes Claros pode ganhar fábrica da BMW

Sudene mineira, desenvolvimento econômico

Fonte: Daniel Camargos e Luiz Ribeiro – Estado de Minas

Municípios de Minas beneficiados pela MP 540, aprovada quarta-feira, que concede os mesmos incentivos fiscais dos estados nordestinos, mostram ter condições para atrair empresas

Dá tempo de correr atrás

Cidades mineiras incluídas na área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) ainda têm esperança de colher os benefícios da Medida Provisória 540, que concede isenção de 75% do imposto de renda para empresas que se instalem na região. Durante a aprovação quarta-feira pelo Senado, em votação simbólica, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) conseguiu corrigir uma falha, assegurando que também as cidades do Vale do Mucuri e Norte de Minas (da antiga Adene) fossem incluídas entre aquelas que podem receber os incentivos. O problema é que muitas empresas já acertaram o investimento na Região Nordeste do país também atraídos pelas isenções de impostos. “Temos as mesmas condições do Nordeste do país, com o clima semiárido e baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH), e precisamos oferecer os mesmos incentivos”, defende o presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), Valmir Morais de Sá.

A ausência ocorreu pois a MP-540 refere-se à primeira formatação da Sudene, deixando de fora as cidades da antiga Adene, instalada em 2001, e incorporados à Sudene quando ela foi recriada em 2007. “A emenda vai se somar ao esforço feito pelo governo do estado para descentralizar o desenvolvimento e conquistar novos investimentos para para o Norte de Minas e os Vales do Jequitinhonha e Mucuri, através dos incentivos previstos na chamada Sudene mineira”, afirma o consultor de empresas Geraldo Drumond, integrante do conselho de Administração da Agência de Desenvolvimento do Norte de Minas (Adenor).

A proposta que altera a MP 540, estendendo aos municípios do Norte de Minas e dos vales do Jequitinhonha e Mucuri – o semiárido mineiro – os mesmos incentivos fiscais dados aos estados nordestinos para a instalação ou ampliação de indústrias, reforça as expectativas para a atração de novos empreendimentos para a região. Recentemente, Pernambuco atraiu uma fábrica da Fiat e a Bahia uma da chinesa Jac Motors. Uma fábrica da alemã BMW é cogitada para se instalar em Montes Claros.

Além das montadoras A Sudene mineira foi um pacote de incentivos para a região, anunciado pelo governador Antonio Anastasia, em julho, logo após a presidente Dilma Rousseff ter vetado parte do texto da MP que estendia ao semiárido mineiro os incentivos fiscais concedidos aos estados nordestinos. De acordo com Geraldo Drumond, com os incentivos fiscais, o Norte de Minas espera receber não somente industrias da área automotiva, mas também empreendimentos na área de siderurgia, tendo em vista a descoberta de reservas minerais na região. Existe também a expectativa da chegada de empresas geradoras de energia eólica.

O presidente da Amams, Walmir Morais de Sá, destaca as reservas de gás natural na região, além da possibilidade de jazidas de minério, próximas a grandes plantações de eucalipto (matéria- prima do carvão dos fornos das siderurgias). No total, a área mineira da Sudene engloba 92 cidades. “A região ficou paralisada por não ter os mesmos benefícios que as cidades nordestinas incluídas na Sudene. Com essa aprovação vamos ter uma revolução. Temos mão de obra, água, energia e espaço para as indústrias”, garante Sá.

Poderão receber os benefícios empresas que protocolem e tenham aprovados seus projetos até 31 de dezembro de 2013. O municípios do Vale do Mucuri e Norte de Minas que integram a área mineira da Sudene incluídos na MP 540 são os seguintes: Águas Formosas, Ataléia, Bertópolis, Campanário, Carlos Chagas, Catuji, Crisólita, Franciscópolis, Frei Gaspar, Fronteira dos Vales, Itaipé, Itambacuri, Ladainha, Maxacalis, Nanuque, Novo Oriente de Minas, Ouro Verde de Minas, Pavão, Pescador, Poté, Santa Helena de Minas, Serra dos Aimorés, Setubinha, Teófilo Otoni e Umburatiba, pertencentes ao Vale do Mucuri, além de Santa Fé de Minas e São Romão (Norte de Minas).