Gestão Anastasia: Governo de Minas implanta Rede de Urgência e Emergência da Região Central

Projeto vai beneficiar cerca de seis milhões de pessoas em 104 municípios

Wellington Pedro/Imprensa MG
Governador em exercício, Dinis Pinheiro, durante pronunciamento na abertura da runião
Governador em exercício, Dinis Pinheiro, durante pronunciamento na abertura da runião

O governador em exercício, Dinis Pinheiro, abriu, nesta quinta-feira (10), na Cidade Administrativa, reunião para a apresentação da proposta para a implantação do Consórcio Aliança pela Saúde como instrumento de gestão da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião Centro e do Samu Macrorregional. Essa rede irá atender a 6 milhões de pessoas de 104 municípios. A Rede de Urgência e Emergência é uma parceria do Governo de Minas com o governo federal e os municípios para agilizar e melhorar a qualidade dos serviços para as pessoas que precisam de rapidez no atendimento médico.

“A rede irá funcionar de forma integrada e em permanente sintonia com os municípios e o governo federal. Essa rede tem um objetivo que é dar celeridade, rapidez e, evidentemente, melhorar o atendimento das pessoas no setor da saúde. Essa rede resultará em mais recursos, mais ambulâncias e os hospitais localizados estrategicamente serão dotados de melhor estrutura”, destacou o governador em exercício.

Nas redes, as unidades do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atuam integradas a um Complexo Regulador, que controla o fluxo do atendimento. A ambulância, ao resgatar o paciente, saberá qual é o hospital mais próximo tem leito disponível e está em condições de atender adequadamente. A proposta é que em cada região onde a Rede de Urgência e Emergência esteja implantada, 90% da população tenha acesso rápido a um serviço de saúde – ambulância, Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou hospital.

O secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, explicou que o projeto do fortalecimento da Urgência e Emergência na Macrorregião Centro vai além da implantação da rede.

“Para que uma rede possa funcionar, precisamos de um elemento logístico que liga essas pontas que é o Samu, um serviço muito conhecido na Região Metropolitana de Belo Horizonte, mas que estava restrito às cidades com mais de 100 mil habitantes. O que fizemos foi estender o Samu. Assim, qualquer cidadão da Macrorregião Centro, que congrega 104 municípios, terá acesso ao serviço”, explicou Antônio Jorge.

Fortalecimento da Rede

O projeto, aprovado junto ao Ministério da Saúde para a implantação da Rede na região Central, prevê investimentos de R$ 5,16 milhões para auxiliar no custeio de prontos-socorros de hospitais e UPAs, que funcionam como porta de entrada dos pacientes. Do total, R$ 2,36 milhões serão disponibilizados pelo Governo de Minas. Até 2014, estáprevista a abertura de 790 leitos clínicos, 340 leitos de UTI adulto e pediátrico e 390 leitos de longa permanência nos hospitais participantes do projeto.

A implantação da Rede de Urgência e Emergência prevê a criação de 52 equipes multiprofissionais de atenção domiciliar, que continuarão acompanhando o paciente após a alta hospitalar. Cada equipe será composta por dois médicos, dois enfermeiros, um fisioterapeuta e um assistente social e quatro técnicos de enfermagem. Serão também criadas 25 equipes multiprofissionais de apoio, compostas por três profissionais – psicólogo, fonoaudiólogo, assistente social ou fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, farmacêutico ou nutricionista.

O projeto prevê também a implantação de sete salas de estabilização, a serem utilizadas como local de assistência temporária para estabilização de pacientes críticos/graves e posterior encaminhamento a outros pontos da rede de atenção à saúde. As salas serão implantadas nos municípios de Belo Vale, Jaboticatubas, Felixlândia, Rio Vermelho, Barão de Cocais, Ferros e Morada Nova de Minas. A manutenção dessas salas está orçada em R$ 35 mil mensais, sendo R$ 25 mil recursos do Ministério da Saúde e R$ 10 mil, investimento do Governo de Minas.

Outras Redes

A primeira Rede de Urgência e Emergência de Minas Gerais foi implantada no Norte, em 2008, abrangendo 86 municípios e beneficiando 1,5 milhão de pessoas. Em fevereiro deste ano, foi inaugurada a Rede na região Centro-Sul, com investimentos de R$ 7 milhões, com sede em Barbacena, e beneficiando 723 mil pessoas de 50 municípios. Em abril, foi implantada a Rede nas regiões Nordeste e Jequitinhonha, sediada em Teófilo Otoni. Foram investidos R$ 6,7 milhões e deve ser atendida uma população de 1,2 milhão de pessoas, de 86 municípios. Até o fim de 2012, deverá ser implantada a rede Macro Sul, com sede em Varginha.

Atualmente, 232 municípios são atendidos pelo Samu, o que corresponde a 45% da população mineira. Com o funcionamento de mais duas redes (Centro e Sul), a cobertura saltará para 70% da população. A meta, até o final de 2014, é cobrir as 13 macrorregiões de saúde em que o Estado é dividido, com 12 redes de Urgência e Emergência em atuação.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-implanta-rede-de-urgencia-e-emergencia-da-regiao-central/

Estado de Minas: Meia Bolívia de gás em Minas

Estado de Minas: Meia Bolívia de gás em Minas

Fonte: Estado de Minas

Governo estima que reserva descoberta na Região Central produzirá ao menos 15 milhões de metros cúbicos

O gás natural descoberto em Morada Nova de Minas, na Região Central do estado, será explorado comercialmente a partir do ano que vem. O volume descoberto num único poço pode chegar à metade do fornecido ao Brasil pela Bolívia, estimou ontem o governador mineiro Antônio Augusto Anastasia. “O empresário Eike Batista diz que descobriu meia Bolívia de gás natural no Maranhão. A outra metade, se Deus quiser, está aqui”, frisou. O Brasil importa diariamente da Bolívia até 30 milhões de metros cúbicos do combustível. A descoberta ocorreu há uma semana e foi comunicada segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Desde a confirmação da existência do combustível, porém, os indícios do potencial da reserva durante a perfuração estão cada vez mais robustos, informou o governador. A presença de gás natural em Minas significa a redenção econômica para a Bacia do Rio São Francisco porque, além de atrair indústrias, representa a possibilidade de aumento de arrecadação para os pequenos municípios locais na forma de royalties, sem contar o fato de que o estado tem participação em cinco dos 43 poços licitados pela ANP na região.

Ainda vai levar 60 dias para que o consórcio que reúne Codemig, Orteng, Imetame Energia e Delp Engenharia no projeto de exploração do combustível divulgue o tamanho da reserva e a vazão do gás em Morada Nova de Minas. Serão mais 30 dias de perfuração a uma razão diária de 53 metros de profundidade, até chegar à meta principal, que é alcançar 2,5 mil metros de profundidade. O gás descoberto na semana passada foi encontrado a 1.440 metros da superfície. Em seguida, começa a ser feito o teste de formação de poço, que levará outros 30 dias até ser concluído. O que se sabe, de imediato, é que o gás poderá ser explorado por meio da construção de uma termelétrica vizinha ao poço ou da construção de um gasoduto, mas tudo depende do volume que será apurado. “O importante é que foi encontrado um volume considerável no primeiro furo de um bloco de 3 quilômetros quadrados. Essa descoberta nos dá garantia de que estamos no caminho certo”, disse o governador.

De acordo com ele, com a confirmação da existência do combustível, o gás natural ficará mais barato em Minas. Em junho, o preço do metro cúbico do combustível importado da Bolívia custava US$ 7,42 por milhão de BTUs, 35% a mais que o produzido no Brasil até agora. Na Europa, a mesma quantidade de gás custa em média US$ 3, informou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Esse gás mais barato servirá para todos os consumidores, especialmente os industriais, porque isso significa uma redução do custo da produção”, disse Anastasia.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Orteng, Robson Andrade, o gás será um atrativo a mais para novos projetos e a diversificação da indústria em Minas, como é o caso do setor petroquímico. “É a possibilidade de termos gás à disposição dentro da nossa casa”, comparou. Além do consórcio formado pela iniciativa privada e a Codemig, empresas como Petrobras, Shell e British Petroleum também são donas de blocos estão e desenvolvendo pesquisas na área licitada.

Segundo Oswaldo Borges da Costa Filho, presidente da Codemig, os blocos só foram licitados pela ANP a pedido do ex-governador Aécio Neves. “Ele questionou o motivo pelo qual as áreas onde havia indícios da existência do combustível não iam a leilão”. De acordo com Costa Filho, na época, a dúvida é se haveria empresários interessados em participar da disputa. “Hoje o gás é uma realidade. Mas essa foi uma ação planejada, não caiu do céu”.

A expectativa é que os royalties a serem arrecadados com a produção de gás natural em Minas fiquem entre 5% a 6% da produção. Além disso, o estado é dono de 49% da exploração, já que é essa a sua participação no consórcio. Os outros 51% estão nas mãos da iniciativa privada. “O gás é extremo indutor de crescimento industrial em qualquer país. Europa e Estados Unidos só conseguiram desenvolver sua indústria com a matriz energética do gás”, sustenta o secretário de Desenvolvimento Econômico Sérgio Barroso.