PPPs: gestão prisional em Minas – artigo Anastasia

Antonio Anastasia: artigo do governador de Minas comenta o modelo de gestão de presídio adotado por meio de PPP.

PPPs: Antonio Anastasia e a gestão prisional

Fonte: Folha de S.Paulo
 

Antonio Anastásia 

Um modelo inovador de gestão prisional

O primeiro presídio do Brasil construído por meio de parceria público-privada se baseia no modelo inglês, que valoriza o trabalho do detento

O ano de 2013 começa com uma auspiciosa e inédita notícia: inauguramos, em janeiro, em Minas Gerais, a primeira das cinco unidades do primeiro complexo penitenciário construído no Brasil por meio de parceria público-privada (PPP).

Não se trata apenas de abrir mais vagas, mas de colocar em funcionamento uma penitenciária-modelo, concebida por meio de um arranjo institucional altamente inovador. São palavras-chaves nessa legislação: trabalho e escola, ressocialização e humanização. E todas têm de ser parte do cotidiano dos presídios.

Ao custo de R$ 230 milhões, desembolsados exclusivamente pelo parceiro privado, erguemos em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um complexo que irá abrigar, ao longo de 2013, com as cinco unidades completas, 3.040 detentos, em regime fechado e semiaberto. A iniciativa coroa a política que implantamos no Estado: as vagas no sistema prisional saltaram de 5.656 para 28.603, entre 2003 e 2012, um aumento de mais de 406%.

Temos feito um esforço ciclópico para humanizar todas as cadeias, não apenas as novas. De 2010 para cá, houve um crescimento de 52,5% do número detentos trabalhando. Com esse desempenho, Minas é o Estado que, proporcionalmente à população carcerária, possui mais detentos trabalhando no país. O número de presos estudando também cresceu 9,16% no último ano.

Licitada em 2010, a PPP prisional em Minas inspirou-se no modelo inglês, que põe em relevo a oportunidade de trabalho para os presos, mas não permite que o parceiro privado lucre com ele.

Nossa PPP foi estruturada da seguinte forma: o consórcio que venceu a licitação arca com a arquitetura, a construção e a operação da penitenciária e o Estado só começa a pagar um valor per capita a partir do ingresso do detento.

Para garantir a qualidade da infraestrutura e dos serviços pactuados, esse valor só é desembolsado integralmente se o gestor privado cumprir as metas estabelecidas em um conjunto de 380 indicadores de desempenho, entre os quais o número de presos trabalhando e estudando.

São avaliadas também as assistências médica, odontológica, psicológica, social e jurídica que devem ser oferecidas, com qualidade, aos presidiários. O parceiro privado responde ainda pelos investimentos em tecnologia de ponta para monitoramento de presos.

Caberá ao governo do Estado manter seu papel de fazer cumprir as penas, em conjunto com as demais instâncias do Judiciário. Permanece ainda com a esfera pública a responsabilidade pelo transporte dos sentenciados, a segurança externa e das muralhas e a imediata intervenção no complexo em situação de crise ou confronto.

A PPP prisional consolida duas tendências importantes do governo de Minas Gerais. A primeira é a busca pela modernização da gestão pública, sem sucumbir às armadilhas ideológicas ou às falsas dicotomias. O que se buscou foi a maneira mais eficiente de usar os recursos públicos e de alcançar os melhores resultados para os cidadãos. Assim, o projeto inaugurou uma moderna forma para implantação, operação e manutenção da infraestrutura prisional.

Em segundo lugar, a concretização da PPP prisional é parte da construção de um efetivo sistema de defesa social. Desde 2003, R$ 40,5 bilhões foram investidos em infraestrutura, equipamentos e recursos humanos. O que buscamos é uma política de segurança ancorada nas dimensões humana, estrutural e administrativa, pelo bem-estar da sociedade.

ANTONIO ANASTASIA, 51, é governador do Estado de Minas Gerais

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Aécio: os caminhos para 2014

Aécio: 2014 – reportagem da revista Viver Brasil mostra porque o nome do senador é o mais forte para a disputa presidencial.

Aécio: 2014

Fonte: Revista Viver Brasil

Um nome contra Dilma

Aécio Neves pavimenta seu caminho para disputar a Presidência da República em 2014

 Aécio: os caminhos para 2014

Aécio Neves: 2014 – especialistas acreditam que o senador é o nome mais forte da oposição

Passados mais de dois anos da derrota interna sofrida no PSDB, Aécio Neves surge com força e destaque dentro de sua legenda para disputar o Palácio do Planalto. Em meados de 2009, o tucano mineiro travava batalha contra José Serra para disputar a Presidência da República. Serra venceu sem sequer disputar uma prévia, defendida pelo senador Aécio. Ele pisa em ovos para viabilizar seu nome. “Temos antes que apresentar ao Brasil a nova agenda dos próximos anos, que fale da gestão, da refundação da Federação. Acredito que o momento do lançamento tem que ser de forma natural. Não é esse o momento ainda”, esquivou-se Aécio ao comentar o lançamento de seu nome no início deste mês. Ainda que pareça de certa forma tímido em seu posicionamento, o tucano ganha a cada dia mais espaço e pavimenta seu caminho rumo a um embate contra Dilma Rousseff, conforme o jornalista Paulo César de Oliveira já havia adiantado em artigo na última edição da Viver Brasil.

Em 2009, ele trabalhava nos bastidores para agregar apoio de partidos da base do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aqui em Minas, entretanto, a base de Dilma está praticamente toda fechada com Aécio. A questão agora é trabalhar nacionalmente apoios.

Entre os partidos a serem assediados pelo tucano estão o PP, PSB, PDT, PR e até mesmo o PMDB, hoje detentor do cargo de vice-presidente da República, com Michel Temer. Fato é que, além de apoios, Aécio precisa contar com a sorte. Há quem associe a viabilidade eleitoral com o momento econômico do país. Foi assim em 2002, quando Lula desbancou os tucanos. Fernando Henrique Cardoso, na época presidente, ensaiou o anúncio da pré-candidatura de Aécio em entrevista. Os tucanos paulistas, como o governador Geraldo Alckmin e o senador Aloysio Nunes, ainda acham cedo e o próprio Aécio se esquiva de se assumir, definitivamente, como pré-candidato.” A hora é já, é agora. O nome do PSDB, hoje, é do Aécio. A meu ver, desde já, ele tem de assumir suas responsabilidades, não de candidato, mas de líder do partido, para ele poder começar a percorrer o Brasil”, afirmou o ex-presidente FHC.

Cientista político da Universidade Estadual Paulista, Milton Lauerta defende que a estratégia dos tucanos é acertada. “Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. Em minha opinião, e de 99% do partido, é que Aécio é o verdadeiro candidato do partido. E deve ser presidente do partido, assumir o papel que o Brasil já lhe dá”, completou o presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), cujo cargo será sucedido pelo próprio ex-governador de Minas. Presidir uma legenda como o PSDB é outra estratégia traçada para jogar os holofotes em direção ao neto de Tancredo Neves.

Lauerta acredita que o lançamento do nome do senador é uma tentativa de constituir nova liderança no partido. “Seguramente, Aécio é o nome mais forte da oposição. Hoje, é o único que poderia, de certa maneira, concorrer com ele seria o Eduardo Campos, que não é um quadro da oposição, mas pode vir a ser. O que eu diria é que é importante este lançamento agora, porque é a proposição feita pelo Fernando Henrique, explicitamente, de que o Aécio ocupe este espaço de liderança”, destaca o especialista.

Ele afirma ainda que a oposição não só precisa de um nome, mas também de “renovação de ideias e de modos de fazer. Se não fosse dado esse passo agora, o PSDB e a oposição iam sangrar mais dois anos. O lançamento resolve a questão de quem está se qualificando para assumir o papel de líder neste processo”, avalia Lauerta.

Enquanto Aécio busca costuras no âmbito nacional, regionalmente os aliados dele trabalham para fortalecer ainda mais seu nome. O presidente da Assembleia Legislativa de Minas, deputado Dinis Pinheiro (PSDB), por exemplo, afirma que a cada dia a tendência é de fortalecer o nome do ex-governador publicamente. Quem deve ficar de fora de manifestações mais incisivas é o governador Antonio Anastasia. Ele nunca escondeu que separa bem seu papel no Executivo dos embates políticos-eleitorais travados no âmbito do Poder Legislativo.

Marcus Pestana: MP 579 e o curto-circuito político

Marcus Pestana: “Ação do Governo é mistura de irresponsabilidade, demagogia, autoritarismo, incompetência e manipulação da verdade”.

Marcus Pestana: MP do Setor Elétrico

Fonte: O Globo

Curto-circuito político

Marcus Pestana

O rebaixamento do chamado Custo Brasil é objetivo comum de todos aqueles que identificam a melhoria do ambiente de competitividade como elemento essencial na conquista de um crescimento econômico mais vigoroso e sustentado.

Depois de sinalizar uma presidência mais atenta à “liturgia do cargo”; após posar de faxineira da corrupção, imagem transformada em pó pelo “Rosegate”; depois de tentar reafirmar a figura da “gerentona” mais preocupada com gestão e resultados, o que não resistiu ao baixo desempenho do PAC ou ao PIB raquítico de 2012; Dilma nos patrocina um fim de ano recheado de trapalhadas em torno dos royalties do petróleo e do novo marco legal do setor elétrico.

A máscara caiu. Como inadvertidamente confessou a ministra encarregada da articulação política do governo: “Dilma nunca desceu do palanque.” E isto ficou claro na desastrosa condução da MP 579 do setor elétrico.

A ação do Governo, neste caso, é uma mistura explosiva de irresponsabilidade, demagogia, autoritarismo, incompetência e manipulação da verdade.

Numa única tacada, o Governo federal conseguiu que o conjunto do setor elétrico perdesse mais de 30 bilhões de reais em valor de mercado; que movimentos especulativos na bolsa promovessem brutais transferências de renda; que investidores ficassem assustados e reavaliassem sua intenção de investir no Brasil, comprometendo o programa de concessões e parcerias tão necessário; que se cristalizasse a percepção de que o Governo não respeita a economia de mercado, acionistas minoritários, CVM, nem nada. Haja irresponsabilidade!

Estamos fazendo gols contra ao exalar insegurança jurídica, brincar com a estabilidade regulatória e zombar da dinâmica de mercado. O desabastecimento e os apagões serão o preço

O lado demagógico transparece quando se tenta esconder a incapacidade política do governo atrás de uma falsa contradição entre os que supostamente estariam defendendo as empresas e aqueles que estariam ao lado do consumidor. Como distribuir ovos de ouro, matando a galinha dos ovos de ouro? Já disse certa vez JK: “Energia cara é a que não se tem.”

O autoritarismo fica patente na falta de diálogo com os governadores, com as direções de operadoras de energia, com o Congresso e com a sociedade. O próprio uso de uma MP é absurdo. O Governo está transformando em rotina a mania de acenar com chapéu alheio, de forma unilateral, no mais apurado estilo do “presidencialismo imperial de cooptação”. Porque antes não reverteu a incidência do PIS e do Cofins ou eliminou encargos como RGR, CDE e CCC. É mais fácil transferir o ônus para os estados já tão estrangulados.

A incompetência vem à tona na construção de um nebuloso e preocupante horizonte de médio e longo prazo em setores essenciais. No crescimento, nosso voo de galinha se deve principalmente à baixa taxa de investimento (18,7% do PIB). Precisamos de investimentos privados, já que a poupança pública é limitada. Mas estamos fazendo gols contra ao exalar insegurança jurídica, brincar com a estabilidade regulatória e zombar da dinâmica de mercado. O desabastecimento e os apagões serão o preço. E quem alerta é o insuspeito professor Luiz Pinguelli Rosa.

Por último, a mentira como método. Não esclarecer que o cidadão-contribuinte vai ter que subsidiar o cidadão-consumidor de energia ou tentar partidarizar a questão aproveitando-se de uma mera coincidência de todo o potencial hidrelétrico estar concentrados em Minas, São Paulo e Paraná, eventualmente governados por tucanos, não é boa prática. O PSDB quer a queda das tarifas de energia. Mas deseja também atrair investimentos, fortalecer a capacidade produtiva, respeitar a Federação, a sociedade e o mercado, defender a democracia e o diálogo como caminho e a verdade como valor.

O maior ativo de um governo é sua credibilidade. A confiança em Dilma sai gravemente arranhada neste episódio.

Marcus Pestana é deputado federal (PSDB-MG)

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição, diz em artigo

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição. “O partido precisa agora entender o que disseram as urnas”, comentou o senador.

Aécio Neves: oposição e as eleições 2012

 Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição

Aécio Neves: PSDB se reafirma como oposição

Fonte: artigo senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

A verdade das urnas

Aécio Neves

Recentemente, me lembrei de uma citação folclórica que volta e meia é repetida no meio político e refere-se a uma proposta para encerrar a guerra do Vietnã nos anos 60, atribuída a um senador dos EUA.

A sugestão dele era que o presidente americano devia simplesmente declarar vitória, unilateralmente, e retirar as tropas daquele país do Sudeste Asiático, colocando um ponto final no confronto.

No plano das alegorias, é mais ou menos isso que o PT tenta fazer ao propagar que dizimou os adversários nas eleições municipais de 2012.

O fato de ter vencido em cidades importantes do país não autoriza o partido a generalizar o resultado. Pelo menos não com o amparo da realidade.

A principal característica das eleições municipais deste ano é a distribuição equilibrada entre os partidos que obtiveram as maiores votações. O PMDB foi o partido que elegeu o maior número de prefeitos, seguido pelo PSDB e pelo PT.

Mas, na política, a criatividade é grande e surgem análises de todos os tipos, prontas para atender o gosto do freguês. Há quem prefira somar o número das cidades sob o comando de cada legenda para apontar vencedores ou derrotados. Há aqueles que analisam resultados sob a ótica das alianças políticas e não das legendas isoladas. Quem não pode somar cidades, opta por somar a população a ser governada por um partido. Não falta, inclusive, quem, na ausência de ter o que contabilizar, defenda o caráter estratégico de suas conquistas.

Na verdade, o resultado político dessas eleições é muito mais complexo do que pode apontar esse tipo de análise. Talvez porque não exista um, mas diversos resultados.

Se a discussão em torno dos números não se mostra tão favorável ao PT como seus dirigentes se esforçam em demonstrar, há uma derrota política que certamente incomoda mais nesse momento ao Planalto.

Ao transformar algumas disputas em verdadeiros plebiscitos, o PT colheu a derrota direta do ex-presidente Lula ou da presidente Dilma em locais de forte simbolismo. Em Manaus e Salvador, assim como nas três principais cidades de MinasBelo Horizonte, Betim e Contagem -, de forma especial, o que prevaleceu foi o não ao PT.

Ao PSDB, cabe agradecer os 13,9 milhões de votos em nossos candidatos a prefeito, no primeiro turno das eleições, e 5,6 milhões, no segundo. Isso sem levar em consideração os incontáveis apoios que tivemos nas alianças firmadas com outros partidos pelo país afora.

Com erros e acertos, o PSDB reafirmou sua posição de principal polo de oposição no país. O partido precisa agora entender o que disseram as urnas. Inclusive o recado dos milhões de brasileiros que preferiram não votar, descrentes dapolítica.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves: oposição e as eleições 2012 Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/76133-a-verdade-das-urnas.shtml

Aécio: PSDB busca renovação com a liderança do senador

PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin. Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

PSDB: Aécio 2014 e eleições 2012

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Derrota cria nova polarização entre São Paulo e Minas

Revés na capital projeta Alckmin como a maior liderança do PSDB-SP; governador agora divide influência com Aécio, nome natural para 2014

A derrota do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, cria uma nova polarização no principal partido de oposição, protagonizada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador mineiro Aécio Neves, ambos potenciais presidenciáveis.

O enfraquecimento político de Serra, que nos últimos anos disputou espaço na legenda com Aécio, projeta Alckmin, ex-adversário de Serra em São Paulo, como a maior liderança do PSDB paulista. O governador passa agora a dividir a influência na legenda com Aécio, considerado o candidato natural para concorrer à Presidência em 2014.

A tendência hoje é que Alckmin dispute a reeleição daqui a dois anos. Nesse cenário, poderia apoiar a candidatura de Aécio ou trabalhar por uma aliança em torno do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidenciável do PSB. A aliança nacional com os socialistas interessa aos aliados de Alckmin, que querem o apoio do PSB em São Paulo. O paulista pretende esperar 2018 para concorrer ao Planalto.

Com a derrota, os tucanos avaliam não haver mais espaço para Serra concorrer à Presidência – mesmo que ele queira, hipótese que alguns aliados também não descartam. A tese defendida no PSDB, que já começara a se esboçar nesta eleição municipal em São Paulo, é a de renovação. Para os tucanos, seria natural agora Serra disputar o Senado em 2014 e abrir espaço para outra geração, com Aécio, Alckmin e o governador do Paraná, Beto Richa.

 PSDB busca renovação com Aécio

Aécio: PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin, Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

Apesar do clima pró-mudança, o tucano não deve sair da cena política. Pode repetir o roteiro de 2010, quando perdeu a eleição presidencial e tentou aumentar a influência no partido, pleiteando a presidência doPSDB.

Em maio, o PSDB terá de escolher um novo presidente. O estatuto do partido não permite mais a reeleição de Sérgio Guerra (PE). O grupo de Aécio, com quem Serra é rompido politicamente, já trabalha para fazer a indicação, que poderia ser o próprio senador ou um aliado, como o secretário-geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro.

Ontem, questionado se a presidência do PSDB seria uma opção para Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “Ele é que tem de decidir, é uma questão muito pessoal. Agora, a presidência doPSDB não está em aberto, temos um presidente em exercício, e isso não está em discussão agora”.

Para o deputado Walter Feldman, um dos coordenadores da campanha tucana, “Serra tem muita bagagem e muita experiência para não encontrar um novo projeto”. “O partido tem de se abrir a todas as lideranças, inclusive a ele”, afirmou o senador Álvaro Dias (PR).

Renovação. Vice-presidente do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman afirma que é cedo falar sobre o futuro de Serra, que foi alvo de especulações sobre uma eventual saída do PSDB após a derrota na disputa presidencial de 2010. Para o tucano, o partido não errou ao não apostar na renovação. “Uma série de condições nos levou à derrota. Qualquer candidato do PSDB teria a mesma dificuldade que Serra.”

Porta-voz do antipetismo, Serra foi candidato à Presidência duas vezes, ministro, prefeito e governador. Disputou a Prefeitura de São Paulo pela quarta vez – venceu em 2004, quando derrotou o PT, de Marta Suplicy. O tucano entrou na disputa após apelo da direção do PSDB, que alegava não ter candidato competitivo e preferiu não arriscar um nome novo – Alckmin foi defensor da tese de lançar Serra, temendo o impacto de uma derrota na sua reeleição. Para Serra, a disputa era uma maneira de tentar reverter o isolamento no partido.

Setores do PSDB defendiam a renovação. Desde 1996, os candidatos a prefeito da sigla são Serra e Alckmin. A legenda chegou a organizar prévia para escolher o candidato a prefeito, com Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli. Mas, durante o processo, Serra decidiu disputar. Matarazzo e Covas desistiram em favor do ex-governador, que acabou vencendo a prévia com 52% dos votos.

Serra ouviu críticas sobre a decisão de concorrer. O próprio marqueteiro, Luiz Gonzalez, avaliava que a eleição era difícil. Antes de entrar na corrida, o tucano comparava a eleição municipal a um funeral político, já que seu objetivo era concorrer à Presidência novamente em 2014. Em caso de vitória, seria um velório com direito a festa. Em caso de derrota, um funeral de indigente.

PSDB: Eleições 2012 – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-cria-nova-polarizacao-entre-sao-paulo-e-minas-,952595,0.htm

Aécio e Anastasia definem apoios do PSDB para o 2º turno em Minas

PSDB: eleições 2012 – Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

PSDB: eleições 2012

Fonte: Estado de Minas

PSDB sobe em três palanques

Tucanos confirmam apoio no segundo turno a Bruno Siqueira (PMDB) em Juiz de Fora, Carlin Moura (PCdoB) em Contagem e Lerin (PSB) em Uberaba

 PSDB define apoios para o 2º turno em Minas

Eleição 2012: Tucanos vão apoiar Carlin Moura (PCdoB) em Contagem, Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora eLerin (PSB), em Uberaba.

O PSDB anunciou apoio às candidaturas de Carlin Moura (PCdoB), à Prefeitura de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte; a Bruno Siqueira (PMDB), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, e a Lerin (PSB), emUberaba, no Triângulo Mineiro, na briga pelo segundo turno em 28 de outubro. Os partidos que terão a adesão dos tucanos pertencem à base de Dilma Rousseff no governo federal. Os candidatos do PSDB nas duas primeiras cidades ficaram em terceiro lugar na disputa de primeiro turno. Já em Uberaba, o partido se dividiu e acabou em quinto lugar, no apoio a Fahin Sawan (PTB). Os posicionamentos foram definidos ontem em reuniões dos três candidatos com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB), o senador Aécio Neves (PSDB) e o presidente do partido em Minas Gerais, deputado federal Marcus Pestana.

Além de Contagem, Juiz de For a e Uberaba, haverá segundo turno também em Montes Claros, onde o PSDB ficou em terceiro lugar, com o apoio a Jairo Ataíde (DEM).

Em Juiz de Fora, com a derrota do prefeito Custódio Mattos (PSDB), que tentava a reeleição, o caminho natural era o apoio a Bruno Siqueira (PMDB), já que a outra opção seria a união com Margarida Salomão, do arquirival PT. O que dificultava a negociação era o fato de PSDB ter considerado duros demais os ataques dos peemedebistas a Custódio no primeiro turno. O que também poderia levar o partido a não declarar apoio – formal, pelo menos – ao PMDB, são os altos índices de rejeição de Custódio na cidade. Em suas articulações, Siqueira se movimentava no sentido de ter Anastasia e Aécio ao seu lado, mas não Custódio. Depois da reunião de ontem, no Palácio das Mangabeiras, Pestana disse que o partido já prepara a participação em atos de campanha do peemedebista. “O primeiro já deve acontecer na sexta-feira”, informou o parlamentar.

Sem polarização A definição em Contagem pode ter sido ainda mais drástica. O partido teve que optar entre o PT e o mais tradicional aliado do partido da estrela, o PCdoB. Os comunistas, no entanto, antes mesmo da confirmação do segundo turno, já adotavam discurso para atrair os tucanos. “Nosso projeto é de todos os que querem o bem de Contagem”, afirmou Carlin Moura na confirmação do segundo turno, no dia 7. O rival do PCdoB na cidade é Durval Ângelo (PT). Pelo lado dos tucanos, o concorrente foi Ademir Lucas. “Estamos produzindo uma carta com pontos que vamos adotar junto com a coligação no segundo turno”, afirmou Pestana ao final da reunião com Carlin. A presidente estadual do PCdoB, Jô Moraes, afirmou que não se pode nacionalizar a eleição em Contagem, colocando em lados opostos o PT e o PSDB, os dois partidos que deverão disputar o governo federal em 2014. “Na união pela cidade aceitamos todos os votos que vierem”, defendeu a dirigente partidária.

Em Uberaba, apesar do apoio definido ontem pelos caciques a Lerin (PSB), o PSDB enfrenta um problema interno. Os diretórios estadual e municipal se estranharam na discussão sobre o lançamento de candidatura própria ou o apoio a nome de outro partido. O comando da legenda na cidade decidiu lançar Fahin Sawan (PSDB), enquanto o diretório estadual optou pelo apoio ao deputado estadual Lerin (PSB), que disputará o segundo turno com Paulo Piau (PMDB). Com a falta de apoio do próprio partido, Sawan ficou em quinto lugar na disputa e agora precisará ser adulado para fazer campanha para o rival. “Nossa expectativa é que o diretório municipal se alinhe ao estadual”, diz o vice-presidente do PSDB em Minas, deputado federal Domingos Sávio.

PSDB: eleições 2012 – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/16/interna_politica,323662/psdb-sobe-em-tres-palanques-mineiros.shtml

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas. Oposição deve buscar interlocução com a sociedade, comentou.

Aécio Neves 2014

Fonte: Liderança do PSDB no Senador

Aécio Neves Senador comemora vitória do PSDB e aliados em 85% do municípios de MG

“Resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje”

 Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

Aécio Neves 2014: senador comemora vitória em Minas

O senador Aécio Neves comemorou o resultado obtido pelo PSDB e pelos partidos aliados no primeiro turno das eleições municipais de 2012 em Minas Gerais. A base de apoio de Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia saiu vitoriosa em 85% dos municípios mineiros. Para o senador, a expressiva vitória alcançada comprova que a população aprova o modelo de boa gestão implantado no Estado e hoje aplicado com sucesso em municípios mineiros.

“Temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado, e podemos comemorar a vitória e o reconhecimento dos eleitores, que chega perto de 85% do total das prefeituras em Minas. O PSDB continua sendo um partido majoritário em Minas Gerais (com 143 prefeitos eleitos). O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, quando assumi, e que se mantém vivo e sólido até hoje, valorizando o rigor e o bom uso do dinheiro publico”, afirmou o senador, em entrevista.
Capital mineira

A reeleição de Márcio Lacerda (PSB) em Belo Horizonte, com o apoio do PSDB e com grande participação de Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, já no primeiro turno, foi considerada pelo senador uma vitória dos belo-horizontinos.

“O resultado foi excepcional. A vitória de uma administração séria, bem avaliada e comprometida com investimentos extremamente importantes para a cidade. O PSDB colocou o interesse de Belo Horizonte à frente. Não fiquei preocupado em termos uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para a população de Belo Horizonte“, disse o senador.

Para Aécio Neves, o prefeito Márcio Lacerda terá, em seu segundo mandato, ainda melhores conduções de fazer uma administração exitosa, pautada pela gestão de qualidade e no atendimento às demandas da população. Lacerda foi secretário deDesenvolvimento Econômico do governo Aécio Neves e lançado candidato a prefeito em 2008 pelo então governador de Minas.

“Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. A prefeitura de BH será mais ágil e mais eficiente. O PT ocupava mais de 900 cargos comissionados. Sempre defendi que o administrador público deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Marcio terá mais liberdade para fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui”, afirmou o senador.

Segundo turno

Aécio Neves garantiu que o PSDB vai se posicionar em relação aos municípios mineiros onde ocorrerá segundo turno. Também em relação ao desempenho nacional do PSDB e aliados, o senador comemorou o resultado saído das urnas nesse primeiro turno.

“O PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade. Esta será a tarefa a que me dedicarei em 2013“, concluiu o senador Aécio Neves.

Aécio Neves 2014 Link da matéria: http://www.lidpsdbsenado.com.br/2012/10/aecio-comemora-vitoria-do-psdb-e-aliados-em-85-dos-municipios-de-mg/

Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: De 2014, nós vamos cuidar só em 2014. PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reformas.

Aécio: presidente 2014

Fonte: O Tempo

Entrevista com Aécio Neves

 Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: ‘De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014′

Aécio diz que PSDB terá lado nas cidades com 2º turno

Qual é o balanço do desempenho do PSDB das eleições em Minas? O partido elencou algumas prioridades e entre essas cidades sofreu derrotas …

Aécio Neves – Primeiramente, quando você fala em uma análise eleitoral, você não pode restringi-la a um partido. Nós temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Nós apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado. Ontem, inclusive, fizemos uma reunião no Palácio das Mangabeiras com o governador e algumas lideranças políticas do Estado. A vitória da base de sustentação do governo chega perto de 85% do total das prefeituras do Estado. O PSDBcontinua sendo um partido majoritário em Minas Gerais. O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje.

O senhor pode adiantar a posição do PSDB nessas quatro cidades que terão segundo turno?

Aécio Neves – Para não precipitar o processo, nós estamos ouvindo primeiro as lideranças locais do partido e dos candidatos que disputaram as eleições, mas a nossa ideia é termos posição nos quatro municípios.

OUÇA – Aécio Neves fala sobre os erros da campanha do PT na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte:

E em relação a Belo Horizonte …

Aécio NevesO resultado foi excepcional. O que ocorreu foi o segundo turno no primeiro. O momento em que o Palácio do Planalto intervém diretamente no processo eleitoral e retira uma candidatura colocada naquele instante, isso levou um movimento na mesma direção no nosso campo político. A polarização da eleição no primeiro turno foi, talvez, o primeiro equívoco daqueles que quiseram nacionalizar a campanha. Não podemos desprezar a força da presença da presidente da República, que tem uma avaliação muito alta. Foi um resultado extraordinário. Eu acho que o equívoco que o PT cometeu nesse processo e que o levou a mais essa derrota foi colocar em segundo plano o interesse de Belo Horizonte. Desconheceu que havia uma administração em Belo Horizonte em curso séria, bem-avaliada, com investimentos extremamente importantes. Então, nós colocamos o interesse de Belo Horizonte à frente. Eu não fiquei preocupado em contabilizar no meu mapa eleitoral mais um “x”, uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para Belo Horizonte.

OUÇA – Senador mineiro explica o seu apoio a Marcio Lacerda na prefeitura da capital mineira:

O PT saiu da aliança ou o PSDB o empurrou para fora dela?

Aécio NevesFoi o PT que saiu da aliança, mais uma vez por priorizar o interesse do PT. O PT saiu da aliança por um motivo fútil, porque queria eleger mais “x” vereadores. Ele queria que o PSB fizesse o papel que o PMDB se dispôs a fazer para ele nessa eleição, que foi abdicar de ter uma bancada. O PMDB praticamente desapareceu, elegeu apenas um vereador. Está comprovado, agora, que o PSB tinha razão. O PSB tem que constituir sua bancada para dar sustentação ao prefeito. O prefeito não pode ser chantageado o tempo inteiro por não ter uma bancada do seu partido minimamente sólida.

O senhor acredita que a administração de Belo Horizonte vai ter o perfil do PSDB?

Aécio NevesEu acho que ela será mais ágil e mais eficiente. O Marcio sempre reclamou muito das pressões internas que recebia, esse modo do PT de indicação de cargos a todo instante. Imagina o gabinete do vice-prefeito com 30 cargos comissionados. Nem lugar para sentar essas pessoas tinham. Me falam em mais de 900 cargos comissionados. Eu acho que o prefeito vai ter uma administração mais leve. Sempre fui defensor da tese de que se deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Eu acho que o Marcio terá mais liberdade para fazer um governo mais meritório. Eu acho que ele pode fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui.

O Marcio Lacerda se credencia para as eleições em 2014?

Aécio NevesIsso é precipitado dizer. O Marcio tem reafirmado seu interesse em ficar na administração municipal. Ele acaba de ser reeleito, então, é até um desrespeito com a população de Belo Horizonte antecipar essa questão. Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014.

A eleição em Recife e aqui coloca o PSB em destaque dentro do quadro nacional. Como o senhor imagina que vai ser a relação do PSB com o PSDB em 2014?

Aécio NevesO PSDB tem uma aliança com o PSB em vários Estados e, talvez aqui, uma das mais sólidas, que é uma aliança natural, que não foi construída para ganhar uma aliança seja nacional, seja estadual. Desde minha primeira eleição, o PSB participa formalmente da nossa aliança, participa dos governos, participou da minha reeleição, participa com Anastasia. Nós apoiamos aqui, em Belo Horizonte, um candidato do PSB e temos várias outras alianças com o PSB no Estado. Mas, o PSB em nível nacional participa da aliança do governo. Seria indelicado da minha parte dizer que o PSB estaria no nosso campo amanhã. O PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reforma, das parcerias com o setor privado, alavancar os investimentos em infraestrutura. Quais serão os nossos aliados? O tempo é que vai dizer. Eu não posso dizer que alguém que está hoje na base vai vir para se juntar a nós. Quanto mais consistente for o nosso projeto, mais apoio eu acho que vai conquistar, inclusive da sociedade, não apenas dos partidos políticos. Eu tenho muita confiança de que o PSDB estará muito competitivo adiante.

Mas e sua relação com o governador Eduardo Campos?

Aécio NevesEu tenho do ponto de vista pessoal uma relação muito próxima com o Eduardo (Campos, presidente nacional do PSB). Nem sempre estamos no mesmo palanque, mas não é impossível que isso possa ocorrer lá na frente. O PSB vai saber, no tempo certo, a sua posição.

Em relação às eleições nacionais, o PSDB teve um desempenho bom?

Aécio NevesSim, e tem um fato que eu ressalto: o PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Se fizermos uma análise superficial, no Sul e no Centro-Oeste, nós sempre tivemos nas eleições nacionais um ótimo desempenho. Vencemos em todos esses Estados porque ali há um perfil de atividade econômica – produtores rurais em boa parte – que se aproxima mais da visão do PSDB. Mantivemos no Sudeste uma posição sólida nos dois maiores colégios eleitorais, em São Paulo e em Minas. Ganhamos em Belo Horizonte e estamos disputando agora em São Paulo, com reais chances. Mas tivemos um fracasso muito grande no Nordeste e no Norte nas últimas eleições. Nessa eleição municipal, nós já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. Houve aí o início do processo de reinserção da oposição no Nordeste, que eu reputo como o fato que mais me chamou a atenção. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade, identificar os grandes gargalos que o Brasil tem e que levam ao crescimento pífio da economia.

Quais os equívocos do governo Dilma que podem ser diretriz do seu projeto de 2014?

Aécio Neves – O PT, desde lá de trás, acomodou-se. Abriu mão de ter uma projeto ousado para o país para se contentar com o projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas. Nenhuma dessas questões foram enfrentadas. O governo do PT é pouco generoso com os Estados e os municípios e é ineficiente. Em relação a Minas, O PT tem uma dívida muito grande.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213499,OTE&IdCanal=1

Aécio presidente: senador defende antecipação da candidatura

Aécio antecipa candidatura a presidente

Por Redatores da Turma do Chapéu em 9 de outubro de 2012 |

O senador Aécio Neves, apontado como presidenciável, defendeu que o partido tenha o candidato definido até 2014. Para Aécio, o partido não pode repetir o erro de 2010, quando a definição foi muito tarde, mas também não precisa se adiantar. Antes de lançar candidatura, os tucanos precisam definir um programa para o país.

Senador Aécio Neves

Aécio defende antecipar nome ao Planalto

O Estado de São Paulo, 09/10/2012

Um dos pretendentes à candidatura, tucano diz que escolha tem de ocorrer até janeiro de 2014, e não em março, como na eleição passada

O senador e possível candidato tucano a presidente Aécio Neves (MG) defendeu ontem que o partido inicie 2014 já com um nome definido para a corrida ao Palácio do Planalto. Ainda saboreando a reeleição do afilhado político, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), o parlamentar assumiu discurso de postulante à Presidência, embora dissesse que o posto poderá ser disputado por ele ou “outro companheiro”.

Para Aécio, o PSDB não pode fazer como em 2010, quando lançou candidato mais tarde – no fim do prazo de desincompatibilização, em março. Ressaltou, porém, que “2014 tem de chegar em 2014″ – antes, é preciso discutir um programa para o País.

“Entre o fim de 2013 e o início de 2014, a oposição tem de apresentar o seu candidato”, afirmou. “Acho que não pode ficar para a véspera da eleição. Porque aí o conjunto dos partidos já estará definido. Para que (o PSDB) amanheça 2014 com candidato, janeiro de 2014 deveria ser isso, lançamento da candidatura.”

Para o senador, esse seria um prazo adequado para a apresentação da proposta tucana para o País e, principalmente, para a costura de alianças em torno do “projeto alternativo” ao atual governo petista. Em 2010, o presidente do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra (PE), admitiu que a demora na definição do nome do partido para a disputa prejudicou a candidatura do então governador de São Paulo, José Serra.

Embora ainda eufórico com a vitória de Lacerda sobre Patrus Ananias (PT), candidato apoiado pela presidente Dilma Rousseff, Aécio disse que o episódio não é algo que vá ser decisivo “lá na frente”, ou seja, na próxima sucessão presidencial. Para ele, se houve nacionalização da campanha em Belo Horizonte foi por causa da forma como o Palácio do Planalto entrou na disputa. “Não foi da minha parte”, disse o senador, que introduziu o tema do julgamento do mensalão na campanha e atacou duramente Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Temos de discutir qual projeto de País queremos”, disse “Se cair sobre mim (a candidatura), tudo bem. Se for outro companheiro, tudo bem”, disse o tucano, que recebeu o Estado em seu apartamento na região centro-sul de Belo Horizonte. Segundo ele, é preciso fazer “dois grandes favores”: um ao Brasil, livrando-o do que chamou de “período de ineficiência” do governo petista; outro ao PT, mandando-o para “um estágio na oposição”.

“Minha vitória (em 2012) é a vitória de um projeto que está dando certo em Minas Gerais”, afirmou o senador tucano.

Defendendo que o PSDB dedique 2013 às discussões do projeto que apresentará ao País na corrida presidencial, Aécio já alinhava críticas ao governo Dilma. “O PT abriu mão de ter um projeto de País para ter um projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas, são as mesmas que precisávamos antes. Os grandes gargalos não foram enfrentados. E não vai ser a presidente que terá condições de fazê-lo. A economia não é a mesma”, disse ele, criticando também o baixo crescimento em 2012 e a abertura “envergonhada” do governo ao setor privado, com problemas como as constantes mudanças no modelo de concessão dos aeroportos.

O senador disse ainda que o PSDB formulará um projeto e buscará alianças, mas afirmou que seria “indelicado” chamar agora o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), para ir para a oposição. “Eu e Eduardo somos amigos há 20 anos”, afirmou. Uma eventual candidatura do pernambucano à Presidência, afirmou o tucano, será um problema dos governistas, não dos oposicionistas.

Pulverização. O parlamentar disse que pretende retomar a discussão da cláusula de desempenho para partidos que queiram entrar na Câmara para acabar com a “pulverização” partidária. A regra exigia que, para ter representação parlamentar, os partidos tivessem ao menos 5% dos votos para a Câmara dos Deputados, distribuídos por pelo menos nove Estados, cada um com no mínimo 3% da votação. Foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, porque foi feita por lei complementar, o que foi considerado inconstitucional. A ideia de Aécio é transformá-la em emenda constitucional.

“Os partidos têm de representar um segmento da sociedade”, afirmou, contando que, na campanha, ao gravar depoimentos de apoio para a TV, às vezes lhe pregavam buttons com números de legendas que não conhecia. “Hoje, 90% dos partidos representam grupos para vender tempo de televisão na campanha ou para fazer dois vereadores.” Se a cláusula estivesse em vigor, afirmou, haveria apenas seis partidos representados na Câmara, todos “grandes”. “Tem de ser construída uma maioria. Não vai ter consenso nunca sobre isso.”

Segundo ele, no formato atual, “as grandes questões são impossíveis de aprovar” e a criação de mais partidos sempre se dá pela migração “da oposição para o governo” – alusão ao PSD, originado do DEM. “Será que é bom para a democracia ter oposições tão fragilizadas?”, perguntou. “Tem espaço para retomar a discussão.”

Aécio presidente: 2014 começa agora

Aécio presidente: jogo de 2014 começa agora. Senador diz agora estar disposto em ajustar agenda para compromissos em 17 cidades no 2º turno.

Aécio: presidente 2014

Fonte: Valor Econômico

Aécio vai a 17 cidades e busca aproximação com o PSB

Aécio Neves em campanha: para presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, o jogo de 2014 começa agora.

 Aécio presidente: o jogo de 2014 começa agora

Aécio: presidente 2014

Depois de eleger seu candidato em Belo Horizonte no primeiro turno e rodar o país nas campanhas de seu partido, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz agora estar disposto em ajustar sua agenda para compromissos em 17 cidades. São locais onde o PSDB disputa o segundo turno e onde, em alguns casos, tem até agora pouco peso político.

O mapa tucano inclui três capitais no Norte (Rio Branco, Manaus e Belém); três no Nordeste (Teresina, São Luís e João Pessoa, além de Campina Grande), duas no Sudeste (Vitória e São Paulo, além de cidades do interior paulista) e no Sul, Pelotas (RS) e Blumenau (SC). “O senador vai montar uma agenda para, na medida do possível, viajar para essas cidades”, diz o secretário-geral do PSDB nacional, o deputado federal, Rodrigo de Castro (PSDB-MG).

Aécio já disse que está disposto a tomar parte das campanhas dos candidatos que acharem que ele agrega votos. Em São Paulo, José Serra e ele tiveram algumas conversas durante o primeiro turno, mas na segunda fase da campanha não estava até ontem definido se o senador participará da campanha. Os dois estiveram dividiram o partido nas eleições presidenciais de 2010, quando Serra saiu como candidato.

Mais provável nome do PSDB para disputar contra Dilma Rousseff a Presidência em 2014, Aécio teve em Belo Horizonte sua vitória mais importante no primeiro turno das eleições. O prefeito Marcio Lacerda (PSB), lançado pelo senador em 2008 e reeleito agora, poderá ser uma peça importante para sua estratégia.

Os tucanos ligados ao senador veem como uma vantagem Lacerda estar no PSB, partido presidido pelo governador do Pernambuco, Eduardo Campos. O governador também é visto como possível candidato a presidente. A vantagem, no cálculo do PSDB mineiro, é que BH poderá abrir caminho para um eventual apoio de Campos à candidatura de Aécio em 2014 em troca de o PSDB apoiar Lacerda nas eleições para governo de Minas no mesmo ano.

Não é de hoje que Aécio e Campos mantêm um diálogo fácil e a vitória de Lacerda – atribuída muito mais ao tucano do que a Campos – tende a azeitar ainda mais as conversações, segundo os tucanos de Minas.

O PSB é partido da base do governo Dilma. Mas é claramente um dos que estão na mira do PSDB para conversas sobre eleições presidenciais. “O nosso poder de atração vai aumentando à medida que as eleições forem se aproximando”, diz Castro. PP, PTB, PSB e também o PMDB – do atual vice-presidente, Michel Temer — são legendas citadas pelo deputado como exemplos das que os tucanos pretende maior aproximação.

“O jogo para 2014 começa agora”, diz o presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana. Na avaliação de Pestana, novembro e dezembro ainda serão um período de balanço e planejamento para começar 2013 com ações prontas para as eleições presidenciais.

Castro e Pestana falam que entre as prioridades e desafios do senador agora estão relacionados ao desempenho da oposição no Congresso, tendo o tucano como protagonista; a estruturação de um projeto nacional que empolgue eleitores nacionalmente; a inclusão de novas bandeiras, como a do meio ambiente, como uma das marcas do partido; na materialização dessas ideias no nome de Aécio e na atração de outros partidos.

“O desafio dele não está mais em Minas, está no restante do país e para isso ele terá uma estratégia nacional para conquistar corações e mentes”, diz Pestana.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria – http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2860376/aecio-vai-17-cidades-e-busca-aproximacao-com-o-psb