Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Fiemg: “Minas sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada”, disse Olavo Machado sobre a falta de investimentos.

Dilma e as promessas

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Compromisso de Dilma

Fonte: Olavo Machado – Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Sistema Fiemg) – Estado do Minas

A presença da presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte para anunciar investimentos em obras rodoviárias no estado representa, sem dúvida, um alento, mas exige da sociedade mineira rigoroso acompanhamento, uma vez que tais promessas já foram feitas outras vezes no passado, sem qualquer consequência objetiva. Resgatando as esperanças dos mineiros, a presidente anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para a revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a construção do rodoanel e para a duplicação da BR-381, no trecho BH-Governador Valadares. São, todas elas, obras prioritárias para Minas Gerais do ponto de vista econômico e social.

Para a economia, são obras indispensáveis para facilitar o escoamento da produção das empresas mineiras e para o recebimento de insumos necessários à sua operação. Do ponto de vista social, a revitalização do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381são mais que fundamentais e urgentes, porque se converteram ao longo dos últimos anos em palco de grandes e graves acidentes, a ponto de serem chamadas “rodovias da morte”.

Apesar desse cenário que não admite mais postergação e promessas vãs, dos R$ 6 bilhões anunciados, foram liberados, de fato, apenas R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo para as obras do Anel Rodoviário. E o cronograma anunciado no dia da visita presidencial – considerando os prazos para elaboração dos projetos de engenharia, licitações e execução das obras – demanda pelo menos mais seis anos. É um período longo demais e Minas, que tem sido preterida seguidamente na alocação de investimentos do governo federal, tem pressa e não está disposta a esperar tanto. Minas e os mineiros contam com a presidente Dilma para antecipar esse cronograma, o que é perfeitamente possível com a utilização da moderna engenharia e, sobretudo, de vontade política.

Minas, portanto, precisa se manter unida para cobrar e exigir o que lhe é de direito, como segundo estado mais populoso do país, segundo maior colégio eleitoral e uma das mais importantes economias brasileiras. Devemos nos unir em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas, documento que explicita a posição do estado em relação a programas e projetos estratégicos para a nossa economia e cuja viabilização depende do apoio e da ação do governo federal.

O modelo de construção dessa agenda, democrático e participativo, ressalta a união da sociedade mineira em torno dos interesses do estado. Nessa empreitada, mobilizadas e coesas, estão a classe política de Minas, sob a liderança do governador Antonio Anastasia e de nossos deputados e senadores, dirigentes das entidades empresariais representativas do setor produtivo, reitores das universidades e centros de conhecimento do estado, que se empenham para promover a inovação. 

O desenvolvimento tecnológico da economia mineira, e das entidades representativas de setores ligados ao Judiciário, como magistrados e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que lutam para implantar em nosso estado uma regional do Tribunal Federal de Recursos (TRF). O artigo “Minas merece mais“, do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira Azevedo, publicado neste espaço, dia 15, sintetiza a união de Minas e dos mineiros.

De fato, a agenda tem algumas características que a diferenciam. Chegamos a um resultado alentador, com a seleção de projetos sinérgicos e que, de fato, têm o poder de transformar a economia mineira, promovendo o crescimento econômico com transformação e inclusão social. A agenda de Minas inclui projetos de investimento nas áreas da infraestrutura rodoviária, ferroviária, metroviária, saúde, segurança, economia do conhecimento e na articulação por mais investimentos das estatais no estado, especialmente da Petrobras.

Em essência, a agenda de Minas compreende as seguintes linhas de atuação: projetos de infraestrutura com recursos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – integrais ou parciais; projetos de infraestrutura sem recursos do PAC ou do Orçamento Geral da União (OGU), que podem ser viabilizados mediante concessão ou parceria público-privada (PPP); projetos de educação, saúde, defesa social e cultura; prioridades específicas e projetos de investimento (Petrobras). Nessas linhas de ação estão projetos dos quais Minas e os mineiros não abrem mão e entre eles, mais uma vez, se destacam as obras do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381, no trecho BH-GV; o trem metropolitano (metrô), cujas obras se arrastam, à míngua de recursos; o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (Grande BH) – excluído, sem razão, do programa de privatização implementado do governo federal e que vem recebendo “puxadinhos”.

Minas tem sua agenda e vai lutar por ela. O que a sociedade mineira deseja ver é a economia crescendo com sustentabilidade e prosperidade, com empresas competitivas e qualidade de vida para a população. Minas Gerais sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada.

Dilma e as promessas para Minas – Link do artigo: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/06/21/interna_opiniao,40313/compromisso-de-dilma.shtml

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais: Dom Walmor fala sobre o movimento e critica a falta de investimento da União em projetos vitais para Minas.

Minas merece mais – desenvolvimento da economia mineira

Fonte: Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte – Estado de Minas

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais

Não é um simples slogan com a contundência de frase de efeito. Minas merece mais. É o eco de clamores. É uma consciência indispensável para fecundar a cidadania e despertar, na medida justa, o sentido do próprio valor. É exigência diante da importância dessa nação tricentenária que ajuda a configurar o tecido brasileiro com singularidades e riquezas indispensáveis aos avanços, conquistas e respostas contemporâneas.

Um grito que pode e deve ecoar no coração dos mineiros, despertando sua cidadania para a força e extensão de sua significação cultural, religiosa e sociopolítica. Um movimento diferente daqueles que repetem as dinâmicas de manifestações de rua. Trata-se de algo interior, do jeito mineiro de ser. Acima de tudo é uma manifestação cultural marcando a elaboração de uma consciência social e política à luz de uma Minas Gerais rica, em tudo, particularmente em sua história, enraizada pela religiosidade.

Minas merece mais significa uma dinâmica que também clareia e aponta para o movimento iniciado em janeiro, quando empresários, governo e políticos, em união suprapartidária, se mobilizaram para levar à presidente do Brasil um documento tratando de uma série de projetos vitais ao crescimento da economia mineira. Um documento contendo 16 propostas, incluindo obras de infraestrutura rodoviária, aeroportuária e férrea. Recursos para a preservação do patrimônio histórico e cultural – bem lembrado nesse item o patrimônio sacro da maior importância para o Brasil, pela quantidade e riqueza artística, fruto da fé cristã -, investimentos na Refinaria Gabriel Passos e definição de marco regulatório e tributário para o setor de mineração.

Esse documento para unir nosso estado, “Agenda de convergência para o desenvolvimento de Minas Gerais – Respostas das entidades empresariais, governo do estado e base legislativa”, é uma elaboração técnica, política, legitimando a nossa autoridade de nação que merece respeito. Merece mais também na educação, na saúde e na habitação, pensando a importância singular de cada cidadão mineiro para o crescimento Brasil.

Os anúncios recentes de investimentos em Minas, por parte da União, histórica e politicamente retardados, por descompassos técnicos ou outros, não podem significar um afago que aquieta. Ou uma promessa que estica a paciência para esperar, ainda mais, o que já deveria ter chegado. Assim, das mais altas esferas, passando pelos construtores da sociedade pluralista, especialmente incluídos os formadores de opinião e os detentores de significativos poderes de decisão, até as camadas mais populares, é preciso repassar, permanentemente, os capítulos que compõem esse tratado intitulado “Minas merece mais“.

O concerto entre a eficiência da gestão que desafia o estado, colocando-o em fileiras de exemplaridade, a pujança do mundo empresarial, os governos todos, as instituições todas e os brios cidadãos de cada um tem força para despertar, cada vez mais, esse gigante que se chama Minas Gerais.

 Na verdade, a autoridade para reivindicações se configura quando se confrontam os números e os dados que definem o que é Minas Gerais e seu lugar singular na capacidade de contribuir para o crescimento da economia brasileira, bem como sua riqueza indispensável como força cultural e política. A posição de Minas Gerais no mapa da economia brasileira, sua localização geográfica estratégica, suas riquezas minerais e ecológicas, a força de sua história política e religiosa tecem uma compreensão que faz sentido pensar que “Minas merece mais” para colocá-la, sempre mais, no contexto exigente e inadiável do desenvolvimento integral.

 “Minas merece mais” porque tem propriedades que tocam a mais importante reserva de um povo: sua cidadania. Nascida e cultivada no jardim da liberdade, nos canteiros da fé cristã, nos recônditos da familiaridade, a cidadania mineira aponta para reservas ricas de comportamentos, tradições e valores. Reconhecer que “Minas merece mais” significa renovar o próprio empenho cidadão, nas instâncias institucionais, nos contextos da vida cotidiana e familiar, fecundando a autoestima, despertando sempre mais para a grandeza dessa terra, abrindo os olhos para o futuro, construindo um presente à altura da vocação e da história política, cultural e religiosa do estado. A consciência de que “Minas merece mais” agrega ganhos políticos, valores humanos e cristãos.

Que a alegria de ser do mineiro e o empenho para que se desdobre a força de nossas riquezas possam construir um novo tempo para Minas, para o Brasil, especialmente para os que estão fora dessa cidadania, por exclusões ou preconceitos. Minas merece mais.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/06/15/interna_opiniao,39556/minas-merece-mais.shtml