PT: eleições 2012 e a central de boatos em Minas

PT: eleições 2012 e a central de boatos em Minas – incomodados com parceria entre PSDB e PSB, o Partido dos Trabalhadores aposta na intriga.

PT: Eleições 2012 em Minas

Onde nascem os boatos? Em Minas, no PT

Fonte: artigo de Lafayette Andrada – Deputado estadual (PSDB-MG)

Na última semana, surgiram do nada diversas análises que repercutem as mesmas fontes, sempre subterrâneas, que tentam criar a ideia de que o PSDB e Aécio, em particular, não vão estar 100% na candidatura de Marcio Lacerda. Não é preciso ser um gênio na política para identificar a origem dos boatos. Eles nascem no campo dos adversários do PSDB, incomodados com a posição fortalecida, unificada e pacificada do partido na sucessão municipal e que ocorre justamente enquanto o PT se divide em ataques em praça pública.

A aliança do PSDB com o PSB em torno do nome do prefeito não divide o nosso partido. Temos clareza da sua importância para a cidade e apoiamos a posição de apoio à reeleição, defendida desde o início pelo senador Aécio Neves.

Incomodados com a solidez dessa parceira, setores da oposição ao PSDB tentam intrigar, na expectativa de fragilizar a sólida aliança existente em Minas entre o PSDB e o PSB e entre Aécio Neves e Marcio Lacerda.

Com esse objetivo, insinuaram que Lacerda poderia vir a ser, no futuro, opositor ao projeto de Minas incorporado por Aécio. Não funcionou. Em seguida, insinuam que nosso apoio ao prefeito não é tão sólido. Erram, e erram feio na estratégia.

Para justificar a tese, tecem cenários fantasiosos sobre 2014 e constatam o óbvio: que outros candidatos à prefeitura também pertencem à base de apoio ao senador Aécio e ao governador Anastasia. E daí? Em 2008, o próprio candidato do PMDB, Leonardo Quintão, manifestava seu apoio ao senador Aécio. Alguém tem dúvida de qual foi a posição do senador naquele pleito? Na verdade, o PT vem pagando um alto preço pela sua falta de coerência. Em 2008, ocupando cargo importante, o então ministro Patrus falava contra a aliança e criticava Marcio Lacerda, enquanto Roberto Carvalho – pré-candidato a prefeito – defendia a aliança e o nome do atual prefeito de Belo Horizonte.

Em 2012, mudam os interesses, mudam as posições: em situação de desprestígio no PT, Patrus mudou subitamente de opinião e passou a considerar Marcio Lacerda um nome com compromisso social. Já Roberto Carvalho, sem chance de continuar a compor chapa como vice, critica o prefeito e a aliança que defendera antes com ardor. A falta de coerência do PT está em diversas frentes, Brasil afora, e confirma a ideia de um partido voltado exclusivamente para a manutenção do poder.

Onde é oposição, o PT vive defendendo CPIs, mas, onde é situação, foge delas, como no caso recente em que ficou contra CPI no Rio para investigar a construtora Delta. Critica os tucanos, mas acaba de apoiar o ex-tucano Gustavo Fruet para a disputa em 2012 em Curitiba. Diz defender a ética, mas se cala quando o ex-ministro da Justiça de Lula aceita defender Cachoeira pela bagatela de R$ 13 milhões, como noticiado.

Em Belo Horizonte, assim como em outras partes do Brasil, o partido acaba pagando um preço alto pela sua falta de coerência. Como disse recentemente o jornalista Ricardo Noblat, o PT passou anos tentando nos convencer de que era diferente de outros partidos e, agora, quer nos convencer de que todos são iguais a ele.

PT: Eleições 2012 – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=203215,OTE&busca=Onde%20nascem%20os%20boatos%3F%20Em%20Minas%2C%20no%20PT&pagina=1

Gestão em Minas: detentos de São Lourenço e Caxambu concluem curso de banho e tosa de cães

Estudos mostram que o trabalho de presos com animais diminui o nível de agressividade e aumenta seu senso de responsabilidade

Divulgação/Seds
Detentos de Caxambu exibem certificados de conclusão do curso
Detentos de Caxambu exibem certificados de conclusão do curso

Vinte detentos dos presídios de São Lourenço e Caxambu, na região Sul do Estado, concluíram, este mês, o Curso de Banho e Tosa, ministrado pela psicóloga e adestradora de cães Célia Marcondes. Em São Lourenço, oito presos participaram do projeto. As aulas teóricas aconteceram dentro da própria unidade e as práticas, no canil municipal São Francisco de Assis, que foi reformado no ano passado pelos próprios detentos. No último dia do curso, houve a entrega de certificados, que contou com a presença dos familiares dos acautelados.

Já em Caxambu, 12 presas participaram do curso, que aconteceu entre 27 de fevereiro e 2 de março. As aulas teóricas também aconteceram na unidade e as práticas em uma clínica veterinária próxima ao presídio.

Segundo a psicóloga Célia Marcondes, estudos norte-americanos mostram que o trabalho de presos com animais diminui o nível de agressividade dos detentos e aumenta seu senso de responsabilidade. “A proximidade entre um presidiário e o animal acaba sendo benéfica para os dois lados: tanto os cães são higienizados quanto os presos aprendem uma nova atividade, o que contribui para uma possível reinserção no mercado de trabalho”, completou. A atividade faz parte do projeto Cão Amigão, uma iniciativa da própria psicóloga, que desenvolve campanhas, palestras, feiras e cursos sobre animais em Minas Gerais e São Paulo.

Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, iniciativas como essa reforçam o compromisso do Governo do Estado em investir na humanização do Sistema Prisional, por meio do ensino de ofícios variados. “Minas é hoje o Estado que tem, proporcionalmente à população carcerária, mais presos trabalhando e estudando no país”, destaca.

Trabalho

Atualmente, cerca de 12 mil presos trabalham enquanto cumprem pena em todo o Estado de Minas Gerais. Pelo trabalho, eles recebem remição de pena – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença – e, em muitos casos, remuneração.

No Presídio de São Lourenço são cerca de 100 detentos trabalhando interna e externamente, em atividades, como artesanato, produção de papel de balas e bombons para festas, fabricação de blocos, reforma e limpeza urbana. Já em Caxambu, são quase 50 presos trabalhando enquanto cumprem pena.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas inaugura anexo da Penitenciária de Três Corações

O Governo de Minas investiu R$ 1,3 milhão na contrução do espaço, que conta com 148 novas vagas
Secretário Lafayette Andrada disserra a placa do anexo da unidade prisional
Secretário Lafayette Andrada disserra a placa do anexo da unidade prisional

A Penitenciária de Três Corações, no Sul de Minas, ampliou em 148 vagas sua capacidade. O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, e o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, inauguraram nesta quarta-feira (15), o anexo da unidade. Além de pátios para banho de sol e local para visita, o espaço conta com uma cela destinada a presos com necessidades especiais. Para a construção do novo espaço, o Governo de Minas investiu cerca de R$ 1,3 milhão.

Para Lafayette Andrada, a humanização do sistema prisional e a ressocialização dos presos passa, necessariamente, pelos investimentos nessa área. “Minas Gerais é o Estado que mais avançou em termos de qualidade do sistema prisional no Brasil ao longo desses últimos anos”, disse.

O secretário destacou ainda que o Estado tem conhecimento da realidade do Sul de Minas e que novas vagas estão previstas. “Estamos com um projeto avançado no Ministério da Justiça, em que buscamos recursos com o Governo Federal para a construção de mais três unidades prisionais na região, uma em Poços de Caldas, uma em Lavras e outra, possivelmente, em Machado, além da ampliação do presídio de Itajubá,” concluiu.

No próximo mês, está prevista também a inauguração do presídio de Oliveira, com capacidade para mais 116 vagas.

Anexo
A nova estrutura da Penitenciária de Três Corações atenderá os presos do regime provisório do município. O anexo é composto por 17 celas, equipadas com beliches e divididas em três alas. Um alojamento, que corresponde a 20 vagas, será destinado aos presos albergados.

O local conta ainda com duas celas para visita íntima, uma para portadores de necessidades especiais, dois pátios, guaritas externas, sete salas destinadas a atendimentos administrativo, odontológico, médico, jurídico e de assistência social e psicológica, além de um parlatório, duas salas de revista, um espaço destinado à inspeção de alimentos e uma portaria.

“O Sul de Minas é uma das regiões com maior número de unidades prisionais do estado. Com a inauguração do anexo da penitenciária, vamos oferecer uma melhor condição de custódia para os presos”, destacou o subsecretário.

História

A Penitenciária de Três Corações, com capacidade para 396 vagas, foi inaugurada em março de 2006. Para sua construção, foram investidos R$ 14,8 milhões, sendo R$ 10,4 milhões em recursos estaduais e R$ 4,4 milhões em recursos federais.

Atualmente, a unidade oferece trabalho a 280 presos e conta com seis parceiros nesse projeto.  A empresa Tigre, de Pouso Alegre, já é parceira da penitenciária há cerca de três anos e leva tubos para serem montados lá dentro.  Há, também, parcerias com a Prefeitura Municipal e com o Corpo de Bombeiros, que oferecem aos presos oportunidade de trabalho fora da unidade.

A Escola Estadual Hebert de Souza, que fica dentro da unidade, tem, atualmente, 310 alunos. Para as detentas há, inclusive, professoras de artes, música e teatro.

O diretor geral, Leonardo Brocaneli Fagundes, está à frente da unidade há cinco anos e meio e consegue visualizar melhoras significativas alcançadas desde então. “No começo houve muita resistência da população, mas graças aos investimentos nas áreas de segurança e ressocialização, hoje a cidade tem outro olhar para a penitenciária”, avalia. “O nosso objetivo é fazer com que o preso possa cumprir sua pena com dignidade”, finalizou.

Fonte: Agência Minas

Antonio Anastasia inaugura novo centro de distribuição supermercadista na Zona da Mata

Governador destacou empreendimento como demonstração do crescimento da economia de Minas Gerais
Carlos Alberto/Imprensa MG
Governador Anastasia inaugura as instalações do novo centro de distribuição do Grupo Bahamas em Juiz de Fora
Governador Anastasia inaugura as instalações do novo centro de distribuição do Grupo Bahamas em Juiz de Fora

O governador Antonio Anastasia participou, neste sábado (11/02), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, da inauguração do novo Centro de Distribuição do Grupo Bahamas, 3º maior grupo do setor supermercadista mineiro. Com investimentos de R$ 23 milhões, a nova unidade irá gerar 500 novos empregos diretos e resultará em redução de custos e maior agilidade para o abastecimento das lojas do grupo no Estado.

Durante seu pronunciamento Antonio Anastasia apontou o crescimento do grupo Bahamas como símbolo do desenvolvimento da região da Zona da Mata e de Minas Gerais, destacando os índices econômicos estaduais como fundamentais para a indústria brasileira.

O governador citou dados divulgados, nesta sexta-feira (10/02), pelo IBGE que apontam Minas Gerais como principal responsável pelo aumento de 4,2% na remuneração dos empregados da indústria nacional em 2011, em comparação a 2010.

“A indústria brasileira só atingiu esse índice porque em Minas Gerais a remuneração subiu 10%. Da mesma forma a balança comercial brasileira tanto de 2010, como de 2011, só teve superávit graças às exportações de Minas Gerais. O superávit mineiro foi exatamente o superávit nacional. Portanto, é esse reconhecimento da nossa economia que nós precisamos cada vez mais ter”, afirmou o governador.

De acordo com Jovino Campos, diretor do Grupo Bahamas, o novo centro de distribuição, localizado às margens da BR-040, no trevo para Caxambu, irá sustentar a expansão do grupo, que pretende dobrar de tamanho até 2015, alcançando um faturamento de R$ 2 bilhões. Atual 20ª empresa do ranking nacional de supermercados, o Bahamas quer chegar ao primeiro lugar em Minas e estar entre os dez primeiros do Brasil.

Com 29 anos de atividade, o Bahamas emprega 5 mil pessoas e conta 28 lojas – 19 em Juiz de Fora, duas em Cataguases, duas em Barbacena, uma em Viçosa, Ponte Nova, Ubá, Além Paraíba e São João Del Rei. A intenção é chegar a 50 lojas até 2016.

O centro de distribuição ocupa área total de 380 mil m², com 25 mil m² de área construída. No prédio funciona o centro de distribuição, escritório central, departamentos comercial e financeiro. A capacidade de carregamento é de 100 caminhões diários.

Estiveram presentes à cerimônia de inauguração o secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, o secretário de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, além do prefeito de Juiz de Fora, Custódio Mattos, e autoridades da região.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: cinco detentos de Minas passam no vestibular e vão cursar faculdade em 2012

Os novos universitários vão fazer cursos presenciais e também na modalidade de ensino a distância

Divulgação/Seds
Sobe para 17 o total de detentos mineiros matriculados em faculdades e universidades
Sobe para 17 o total de detentos mineiros matriculados em faculdades e universidades

O sonho de cursar o ensino superior se transformou em realidade, neste ano, para cinco detentos do sistema prisional de Minas Gerais. Eles foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os novos universitários vão fazer cursos presenciais, em faculdade, e também na modalidade de ensino a distância. Todos iniciam as aulas ainda neste mês. Com o ingresso dos cinco presos no ensino superior neste ano, sobe para 17 o total de detentos do Estado matriculados em faculdades e universidades.

Dos cinco aprovados, quatro cumprem pena na Penitenciária José Maria Alkimin, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os detentos estudam na Escola Estadual César Lombroso, que funciona dentro da unidade prisional. O quinto aprovado está detido no Presídio de Pouso Alegre, no Sul de Minas, e por ter conseguido boas notas, recebeu a bolsa integral do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, o resultado reflete o investimento do Governo de Minas na humanização do sistema prisional, por meio do estudo e do trabalho. “Temos investido fortemente na ressocialização dos detentos, para que eles estudem e trabalhem e nunca sejam um peso para a sociedade. Aprendendo um ofício, seja pela profissionalização dentro das unidades prisionais, seja pelo aprendizado de um ensino superior, estes presos poderão ter um futuro diferente quando cumprirem suas penas”, destacou o secretário.

Aprovados

Os presos Roberto da Silva Pereira, de 28 anos, que está no regime fechado, e Arllan Gonçalves Martins, de 24 anos, do regime semiaberto, vão cursar Ciências Econômicas na Faculdade de Estudos Administrativos (FEAD), por meio do ensino à distância. Lázaro Jordão Pimentel, 30 anos, do regime fechado, também fará a modalidade à distância, mas o curso escolhido foi o de Marketing, na Faculdade Anhanguera. Os três detentos estudarão dentro da própria unidade prisional, por meio de computadores disponibilizados pela penitenciária, com o acompanhamento da pedagoga da unidade.

Roberto da Silva Pereira concluiu o Ensino Médio na escola da Penitenciária José Maria Alkimin e agora, por meio do Enem, conseguiu a bolsa para cursar Ciências Econômicas. “Estou bastante animado para começar as aulas. É bom poder usar o tempo que estou preso para estudar, para que não seja um tempo perdido. Vou sair daqui com uma formação, o que vai ser bom para o meu currículo”, destaca.

O preso José Carlos da Silva, 44 anos, por sua vez, fará o curso presencial de Comunicação Assistiva, na PUC Minas do Coração Eucarístico, após o recebimento da autorização judicial para o estudo. José Carlos está no regime semiaberto e já tem a autorização judicial para trabalho externo.

O outro preso que começará a faculdade está detido no Presídio de Pouso Alegre, no Sul do Estado. Alexsandro Camargo dos Santos, de 35 anos, foi aprovado no Enem Prisional e selecionado para uma bolsa de estudos integral na Universidade Paulista (UNIP). O detento vai cursar Gestão da Tecnologia da Informação por meio da modalidade à distância. “Nunca imaginei que iria fazer faculdade de dentro de um presídio. Estou muito motivado e contente”, conta Alexsandro.

Segundo o diretor de Atendimento do Presídio de Pouso Alegre, Gilberto Vicente da Silva, esta foi a primeira vez que a unidade participou do Enem Prisional. “Ficamos surpresos porém satisfeitos com o resultado. Ações como essa incentivam não só a capacitação profissional, mas também a conclusão dos estudos entre os detentos”.

Estudo

Atualmente, cerca de 5.500 presos estudam enquanto cumprem pena em unidades prisionais mineiras. Pelo estudo, os detentos têm redução da pena: a cada 12 horas de estudo, um dia é reduzido da sentença a ser cumprida.

Além dos presos que começarão a faculdade este ano, outros sete detentos receberam a certificação do Ensino Médio após a realização do Enem Prisional em 2011. Nestes casos, as notas obtidas não foram suficientes para o recebimento da bolsa do ProUni, porém permitiram a aprovação no exame. Os presos aprovados no Enem estão detidos no Presídio de São João del-Rei, na região Central, na Penitenciária Doutor Manoel Martins Lisboa Júnior, em Muriaé, na Zona da Mata, no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte, no Presídio Professor Jacy de Assis, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, e nos Presídios de Itajubá, Lavras e Andradas, todos no Sul de Minas.

Enem Prisional

As provas do Enem Prisional foram realizadas nos dias 28 e 29 de novembro de 2011. Em Minas Gerais, 795 detentos de 43 unidades se inscreveram para o exame com o objetivo de conquistar o certificado de conclusão do Ensino Médio ou se candidatar a vagas em instituições de Ensino Superior. Dos 795 inscritos, 640 realizaram a prova.

Este foi o segundo ano em que as provas aconteceram em unidades prisionais de Minas Gerais. O número de participantes, no último ano, foi mais de três vezes maior que no ano anterior, quando 233 presos se inscreveram e 221 realizaram, de fato, a prova No primeiro dia de prova foram avaliados os conteúdos de Ciências Humanas e Ciências da Natureza e no segundo dia os conteúdos abordados foram Linguagens, Códigos, Matemática e Redação.

Fonte: Agência Minas

Governador Anastasia participa da primeira retirada de peixes criados por detentos

Minas Gerais é o primeiro estado do país a criar peixes em unidade prisional. Produção será distribuída para instituições beneficentes.
Wellington Pedro/Imprensa MG
Serão retiradas do açude da unidade 1,5 mil tilápias, aproximadamente 1,2 mil quilos de peixe
Serão retiradas do açude da unidade 1,5 mil tilápias, aproximadamente 1,2 mil quilos de peixe

O governador Antonio Anastasia acompanhou, nesta terça-feira (07), juntamente com o ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira, e o secretário de Defesa Social, Lafayette Andrada, a retirada dos primeiros peixes criados por detentos do Presídio Antônio Dutra Ladeira, em Ribeirão das Neves. Ao todo, estão sendo retiradas do açude da unidade 1,5 mil tilápias, que equivalem a aproximadamente 1,2 mil quilos de peixe.

Minas Gerais é o primeiro estado do país a produzir peixes em unidade prisional. A iniciativa, parceria entre o Governo de Minas e o governo federal, tem o objetivo de facilitar a reintegração social dos detentos, que passam a ter uma qualificação profissional. Os presos recebem remissão da pena em um dia a cada três trabalhados.

Anastasia destacou o caráter de ressocialização do projeto, além da possibilidade de auxiliar entidades carentes, que receberão os peixes coletados no açude. Segundo o governador, a intenção é, a partir da primeira experiência, em Neves, expandir o programa para outras unidades prisionais do Estado.

“Estamos diante de um projeto aparentemente simples, mas com um resultado muito efetivo. Ele ocupa os presos e, ao mesmo tempo, permite a criação de uma profissão que vai crescer no futuro, o criatório de peixes. É um projeto que atende a todos, muito positivo. Nós vamos estendê-lo para outras unidades que tenham possibilidade de ter nos seus terrenos também reservatórios de água e tenho certeza que é um modelo que irá para o Brasil afora”, afirmou o governador.

Os peixes coletados serão doados ao Banco de Alimentos de Ribeirão das Neves, montado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, em 2007. O banco fará a distribuição dos peixes para 22 instituições (entre creches, lares de idosos, Associações de Paes e Amigos de Excepcionais e obras sociais) e sete Centros de Referência de Assistência Social (Cras).

O secretário Lafayette Andrada afirmou que o projeto faz parte da busca do Governo de Minas por humanizar os presídios do Estado, garantindo aos detentos condições de trabalho após cumprirem a pena.

“Minas Gerais vem realizando, de maneira muito consciente, a ressocialização e humanização do sistema prisional por meio do trabalho. Temos parcerias com quase 300 empresas que dão trabalho a cerca de 12 mil detentos. Isso representa 40% da nossa população de presos condenados, índice maior que qualquer outro Estado da federação. As estatísticas nos incentivam a continuar nesse caminho quando mostram que a reinserção no sistema prisional daqueles que trabalham é mínima”, disse Andrada.

Novos tanques

Durante a solenidade, foram entregues pelo Ministério da Pesca, quatro novos tanques redes, que também serão instalados no Presídio Dutra Ladeira, aumentando para dez o número desse equipamento na unidade.

O ministro Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira destacou a posição de Minas Gerais como grande produtor de alimentos e apontou o programa como forma de se perseguir disponibilidade e qualidade alimentar para a população. Ele destacou ainda a importância da parceria entre as diferentes esferas governamentais para o sucesso e a expansão do programa.

“Vejo esse projeto com muita alegria, uma experiência pioneira, que tenho muita esperança possa ser copiada. Nós queremos consolidar em Minas Gerais, nos lagos e reservatórios, porque é um Estado grande produtor de alimentos em nosso país – de leite, carne bovina – e, certamente, será também um grande produtor de peixes. Nós precisamos incentivar e aqui deu resultados porque temos excelente convergência de fatores, com a presença do Governo do Estado, do Governo Federal, da universidade”, explicou o ministro.

Os presos que participam do projeto fizeram um curso de piscicultura, ministrado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Um doutorando da universidade acompanha o trabalho com visitas regulares ao presídio.

A criação de tilápias acontece na Dutra Ladeira, como projeto piloto, desde julho do ano passado, quando os primeiros 1,5 mil alevinos – filhotes de peixes logo após o nascimento – foram colocados no açude da unidade.

Em outubro, outra remessa com a mesma quantidade de peixes foi depositada no local. Por fim, uma terceira remessa de 1,5 mil alevinos foi colocada no tanque na semana passada. Há ainda uma quarta remessa que será colocada no açude em março.

Entre outros, participaram da solenidade o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Adriano Magalhães, o prefeito de Ribeirão das Neves, Walace Ventura, e o superintendente Federal de Pesca e Aquicultura de Minas Gerais, Wagner Benevides.

Fonte: agência Minas

Gestão Anastasia: peças de tricô e crochê produzidas por detentos em Minas Gerais ganham o mundo

Cantora Daniela Mercury se apresenta no Carnaval de Salvador com um dos modelos
Divulgação
As peças são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas pelo Brasil
As peças são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas pelo Brasil

O cenário é inusitado. Agulhas em punho, novelo de lã ao lado e tem início uma produção de peças de tricô e crochê atípica: os artesãos, além de serem todos homens, são detentos da Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, localizada em Juiz de Fora, Zona da Mata mineira. O trabalho dá tão certo, que as peças já ganharam o mundo e são vendidas no showroom em São Paulo, feiras em Paris e Tóquio e 70 lojas multimarcas no Brasil. Além disso, a cantora Daniela Mercury vai usar uma peça no Carnaval de Salvador e, recentemente, a apresentadora da TV Globo, Angélica, apareceu em um programa com um dos modelos.

Os detentos, normalmente 12, se dedicam oito horas por dia à produção. Em alguns períodos, o número de artesãos pode chegar a 35. A marca, Doisélles, foi criada pela empresária mineira Raquell Guimarães, que teve a ideia de buscar mão de obra na prisão, já que não conseguia no mercado. “Normalmente, quem realiza esse tipo de trabalho são pessoas mais idosas, senhoras, que não conseguiam se dedicar como precisávamos. Então pensei nessa parceria, mas imaginei mulheres. Quem sugeriu que fossem os homens foi a diretora do presídio”, conta a empresária.

Ândria Valéria Andries Pinto é quem comanda a penitenciária e apostou nos detentos. “Falei com ela que em dez dias a gente ia conseguir provar que eram capazes. E deu tão certo que eles até já criaram um modelo”, revela. Os detentos realizam o trabalho desde 2009, quando foram capacitados e aprenderam o ofício. Célio Tavares de Souza foi um deles. Hoje no regime semi-aberto, ele foi contratado pela Doisélles. Trabalha na sede da empresa como auxiliar de produção e acredita que a oportunidade dada dentro da penitenciária foi fundamental. “Levantou minha auto-estima saber que a gente pode ser capaz de se reintegrar à sociedade. Essa é uma oportunidade muito importante para os recuperandos da unidade”, afirma.

Este também foi um dos motivos que levou a proprietária da marca a trabalhar com os detentos. “Eu acredito que o trabalho é o caminho para a ressocialização”, destaca Raquell Guimarães. Ela também cita como benefícios da parceria o controle da produção. “Queria organizar um grupo, ensinar, treinar. Isso ajuda muito no controle de qualidade da produção”, relata.

Profissão

Adenilson da Silva de Jesus participa do trabalho desde o início, em 2009. Ele calcula já ter produzido cerca de 300 peças. “É uma profissão. É bom saber que a gente que fez e é bom fazer uma coisa diferente”, diz.

Rafael Nogueira, ao contrário de Adenilson, está há poucos meses no ofício, mas também já aprendeu a tricotar e crochetar e surpreendeu a família. “Eles ficaram felizes. Meu pai, principalmente, ficou muito surpreso. Pode ser que eu trabalhe com isso lá fora. A gente aprende bastante aqui e, com certeza, pode ajudar a recuperar uma pessoa”, destaca.

A Doisélles realiza o pagamento por peça de roupa produzida. O ‘salário’ é depositado na conta dos detentos que, em dois anos de trabalho, já acumulam uma produção de mais de 10 mil peças. Além disso, a cada três dias trabalhados, eles ganham a redução de um dia na pena.

Daniela Mercury

A cantora baiana Daniela Mercury vai usar no Carnaval em Salvador, na Bahia, um modelo produzido pelos detentos. Ela é embaixadora da Unicef e procurou o projeto após ficar sabendo do trabalho. Segundo a diretora-geral da penitenciária, Ândria Valéria Andries, “uma empresária da Daniela veio aqui e buscou uma roupa para ela ver. A cantora gostou muito e abraçou a causa”.

Para o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, oportunidades como essa reforçam o compromisso do Estado com a ressocialização dos presos. “O trabalho e o estudo são pilares importantes na busca por reinserir os detentos na sociedade, por isso o Governo de Minas tem investido bastante nessa área. Interessante destacar que, ao contrário do que algumas pessoas pensam, os presos podem fazer trabalhos bastante qualificados, como este que vem sendo desenvolvido em Juiz de Fora”, ressalta.

Trabalho

Além dos 12 presos que confeccionam as roupas, outros 370 detentos da Penitenciária Ariosvaldo Campos Pires também trabalham enquanto cumprem pena. O número representa cerca de 80% dos presos da unidade empregados em alguma atividade.

Números no Estado

Minas Gerais é o Estado do país que tem, proporcionalmente, o maior número de presos trabalhando. Hoje, mais de 11 mil detentos realizam atividades profissionais enquanto cumprem pena. As atividades são variadas e vão desde a produção artesanal até a construção civil.

Há unidades em que os presos fabricam bolas, sacolas ecológicas, equipamentos eletrônicos e uniformes, além daquelas em que há padarias, açougue e, até mesmo, uma fábrica de gessos. Pelo trabalho, os presos recebem remição de pena – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença – e, em muitos casos, remuneração (normalmente, ¾ do salário mínimo). O principal retorno, no entanto, não pode ser contabilizado: é a oportunidade de começar uma vida nova, ainda dentro dos presídios e penitenciárias.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: detentos trabalham nas obras de ampliação do presídio de São Lourenço

Unidade prisional contará com nova ala, sala de revistas, portal de detector de metais, além de um espaço para os professores da Escola Estadual São Francisco, que funciona dentro do presídio
Divulgação/Seds
Obras têm participação de 15 detentos com experiência na construção civil
Obras têm participação de 15 detentos com experiência na construção civil

Quinze detentos do presídio de São Lourenço, no Sul de Minas, com experiência anterior de serviços de pedreiro e servente, trabalham na construção de uma ala na unidade, com 80 novas vagas. Eles atuam na construção de um pavilhão de 120 m², composto por quatro celas, uma nova sala de revistas, com banheiro e portal para detector de metais. Também está sendo erguida uma sala para os professores da Escola Estadual São Francisco de Assis, que funciona dentro da unidade.

As obras devem ser entregues nas próximas semanas e são viabilizadas por meio de uma parceria com as prefeituras de Carmo de Minas, Passa Quatro e Soledade de Minas. O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, ressalta a importância do trabalho de ressocialização dos detentos, salientando, ainda, o papel fundamental das parcerias firmadas com o poder público municipal e a comunidade. “Minas tem investido muito na humanização de seu sistema prisional e na ressocialização de seus detentos. A parceria firmada em São Lourenço demonstra como a sociedade tem valorizado e acreditado na qualidade do trabalho dos presos”, disse o secretário.

Mãos na massa

As obras tiveram início em outubro de 2011 e contam com a mão de obra especializada de detentos que já trabalharam na construção civil, como pedreiro, servente, bombeiro e pintor. Todos falam com orgulho da participação na ampliação da unidade prisional de São Lourenço, em especial os detentos Joaquim Rosa Silvério, de 35 anos, e Marco Olímpio dos Santos, de 30 anos, que desempenham a função de pedreiro. “Com este novo pavilhão, teremos mais espaço dentro das celas, poderemos contribuir para a nossa remissão de pena e será um espaço construído com nossas próprias mãos. Estamos ansiosos para ver tudo pronto e sendo utilizado”.

O diretor geral do presídio, Carlos Alfredo Sales, destaca que a atuação dos presos na obra demonstra as possibilidades de retorno para a sociedade e para os próprios detentos. “Com a construção deste novo pavilhão, da sala de revistas e da sala dos professores continuamos nossos trabalhos de humanização e ressocialização, que são diretrizes do sistema prisional mineiro”.

Fonte: Agência Minas