Gestão da Saúde: SES promove pesquisa para mapear a saúde bucal da população do Estado

Exames clínicos e questionários vão permitir a caracterização do nível de utilização de serviços odontológicos e dos riscos à Saúde Bucal dos mineiros

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Pedro Cisalpino
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está realizando uma pesquisa que tem como objetivo mapear as condições de saúde bucal da população mineira, o SB Minas Gerais. Por meio do projeto, a SES-MG pretende identificar os problemas bucais mais frequentes na população, a fim de diagnosticar as necessidades e, formular ações que contemplem prevenção, tratamentos e reabilitação adequados à realidade das comunidades.

Desde o final de abril, moradores de 60 municípios mineiros estão participando do inquérito epidemiológico. Em cada município serão feitos cerca de 100 exames, totalizando, aproximadamente, seis mil exames no Estado. De acordo com a diretora de Saúde Bucal da SES-MG, Daniele Lopes Leal, a pesquisa vai fortalecer a Política de Saúde Bucal, que vem sendo delineada no estado.

“O SB Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de medição dos agravos bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados.  Dessa forma, serão analisadas as condições de problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre ouras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade das doenças bucais.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, através da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto SB Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de necessidade em saúde e de porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da SES-MG.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos, 15 a19 anos, 35 a 44 anos e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados através do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Municípios Participantes

Guaxupé, Conselheiro Lafaiete, Capela Nova, Betim, Contagem, Itabirito, Sabará, Igarapé, Coronel Fabriciano, Pingo-D’água, Naque, Diamantina, Jenipapo de Minas, Serro, Divinópolis, Lagoa da Prata, Onça de Pitangui, Governador Valadares, Central de Minas, Peçanha, São José da Safira, João Monlevade, Virginópolis, Centralina, São Romão, Varzelândia, Juiz de Fora, Arantina, Cataguases, Simonésia, Pedra Bonita, Montes Claros, Janaúba, Monte Azul, Capitão Enéas, Padre Carvalho, Rio Pardo de Minas, Piumhi, Patos de Minas, João Pinheiro, Águas Vermelhas, Santa Maria do Salto, Santa Fé de Minas, Paula Cândido, Santa Rita do Sapucaí, Turvolândia, Piedade do Rio Grande, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Machacalis,Crisólita,Malacacheta, Ubá, Rosário da Limeira, Araxá, Perdizes, Uberlândia, Unaí, Boa Esperança e Varginha.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ses-promove-pesquisa-para-mapear-a-saude-bucal-da-populacao-do-estado/

Gestão da Saúde: Janaúba recebe força-tarefa para combater focos do mosquito da dengue

A ação atua nos municípios com maior incidência da doença, onde são feitas varreduras em áreas consideradas de risco

A Força-Tarefa de Combate à Dengue da Secretaria de Estado da Saúde (SES) chega à Janaúba, no Norte de Minas, nesta quinta-feira (12), para realizar uma série de atividades de controle e combate à dengue. A força-tarefa atua nos municípios com maior incidência de dengue, onde é feita uma varredura em áreas consideradas de risco, eliminando focos do mosquito. Em Janaúba, a ação será realizada em parceria com as secretarias municipais de Saúde, Meio Ambiente e demais secretarias estratégicas.

Programação

Na manhã desta sexta-feira (13), a equipe de mobilização social da secretaria promoverá uma reunião intersetorial, com participação de representantes dos diversos órgãos governamentais, de associações de classe e da comunidade em geral, quando serão definidas as estratégias da ação. No sábado (14), será realizada uma blitz educativa na Praça Cristo Redentor e panfletagem no Mercado Municipal. Durante todo dia, o Dengue Móvel estará no Distrito de Vila Nova dos Poções recolhendo material reciclável (latas, garrafas pets e pneus).

Já no domingo (15), será montado o Dengômetro, na Praça da Catedral, um espaço de convivência onde serão desenvolvidas diversas atividades voltadas para a mobilização e educação em saúde, reforçando a guerra contra a dengue. No local também ficará estacionado o Dengue Móvel recolhendo material reciclável.

Na segunda-feira (16), o Dengue Móvel estará no Distrito de Quem–Quem, e à tarde, na escola municipal Francisco Sá (Barroquinha) e, em seguida, na escola municipal Madre Cândida.

A ação da força-tarefa termina na terça-feira (17), com a realização do evento Minha Cidade Sem Dengue, na Praça do Triângulo, quando será feita a troca do material reciclável recolhido pelo Dengue Móvel por material escolar (borrachas, lápis e cadernos). A lógica da troca será para cada lata, uma borracha, para cada pet, um lápis e para cada pneu, um caderno.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/janauba-recebe-forca-tarefa-para-combater-focos-do-mosquito-da-dengue/

Gestão Anastasia: governo de Minas capacita cidadãos para gerir negócio

Workshop Gestão para Oficinas Artesanais beneficiou empreendedores de Salinas e região

Os empreendedores de Salinas e região estão mais capacitados para gerir seus negócios. Na última semana, cerca de 30 pessoas participaram do workshop “Gestão para Oficinas Artesanais”, oferecido pelo Polo de Inovação da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com Sebrae-MG e o Centro Vocacional Tecnológico (CVT) de Salinas.

Durante as atividades, os pequenos empreendedores aprenderam a importância de se apurar os custos corretamente para avaliar se o preço de venda dos seus produtos está de acordo com os gastos.

“O workshop vai contribuir com a organização do meu negócio, pois tive a oportunidade de verificar o que estava fazendo de errado. A partir de agora, poderei controlar meus gastos e meu tempo de forma adequada, aumentando a minha produção e lucro”, disse a costureira Rosiane Rocha.

“As atividades mostraram que não sabia colocar o preço no meu produto. Aprendi a avaliar direito o que gasto e me organizar melhor para vender mais”, explicou Maria do Carmo Ferreira da Silva, que trabalha com pintura em tecido.

Polos de inovação

O polo de Salinas é uma das oito unidades instaladas também nos municípios de Araçuaí, Almenara, Janaúba, Januária, Pirapora e Teófilo Otoni. Eles atuam no Norte de Minas e vales do Jequitinhonha e Mucuri com o objetivo de catalisar oportunidades para o desenvolvimento econômico e social da região. As capacitações oferecidas pelos polos desenvolvem potenciais, fortalecem vocações e promovem a cidadania.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-capacita-cidadaos-para-gerir-negocios/

Gestão Anastasia: educação profissionalizante abre perspectivas para a juventude no Norte de Minas

Programa já investiu cerca de R$ 600 milhões e atendeu a mais de 200 mil alunos em todas as regiões do Estado

José Carlos Paiva/Imprensa MG
O PEP conta com a parceria das unidades regionais do Senac e do Senai em Montes Claros
O PEP conta com a parceria das unidades regionais do Senac e do Senai em Montes Claros

Cerca de 2,8 mil profissionais capacitados em 13 cursos nos últimos quatro anos. Esse é o resultado alcançado pelo Governo de Minas com a implementação do Programa de Educação Profissionalizante (PEP) no Norte de Minas. O PEP é um programa mantido pelo Governo de Minas Geais, por meio da Secretaria de Estado de Educação, e conta com a parceria das unidades regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Montes Claros.

“No Norte de Minas o PEP veio a calhar, principalmente no que diz respeito à viabilização da empregabilidade de jovens que não vislumbravam uma oportunidade de se profissionalizarem sem que suas famílias fossem obrigadas a arcar com o investimento financeiro. Além de uma nova perspectiva de vida, os estudantes que estão concluindo o ensino médio já estão conseguindo se inserir no mercado de trabalho”, destacam as supervisoras pedagógicas do centro de formação profissional do Senac em Montes Claros, Joana D´Arc Souza Prates e Cléia Terezinha Fernandes Silva.

Além da relevância do investimento viabilizado pelo Governo do Estado visando suprir a demanda de profissionais que atendam as exigências do mercado de trabalho, Joana D´Arc observa que a iniciativa representa um investimento social de grande importância, pelo fato de evitar que muitos jovens ingressem numa situação de vulnerabilidade diante do crescente aumento da criminalidade e da violência. “Além disso, o programa estimula os estudantes conciliar a conclusão do ensino médio a uma formação profissional na área técnica, atendendo as necessidades do mercado de trabalho em todas as regiões do Estado,” ressalta.

De acordo com as supervisoras do Senac, pelo fato dos cursos ministrados através do PEP levarem em conta um levantamento preliminar das necessidades dos mercados regionais de trabalho, muitos jovens antes mesmo de concluírem os cursos já estão sendo contratados como estagiários e, posteriormente, em sua maioria são efetivados nas empresas. “Isso estimula os jovens a se profissionalizarem, pois veem de forma concreta a possibilidade de conseguirem um emprego”, afirmam.

O estímulo ao empreendedorismo é outra vertente do programa considerada importante. Nos últimos anos, várias empresas foram abertas não só em Montes Claros, mas em várias cidades do Norte de Minas, envolvendo profissionais qualificados através do Programa de Educação Profissionalizante. Um bom exemplo disso é o surgimento de um crescente número de empresas especializadas na prestação de serviços, entre elas clínicas de estética, tendo como dirigentes técnicos que fizeram cursos no Senac.

Cursos técnicos com perfil diferenciado

Na avaliação do gerente do Senac em Montes Claros, André Gomes Coimbra, pelo fato de antes de ingressarem nos cursos técnicos os jovens passarem por processo de seleção coordenado pelo Governo do Estado, o índice de aproveitamento dos cursos é considerado “altamente satisfatório”. Com a experiência de já ter ocupado a função de instrutor do curso de redes de computadores, André Coimbra garante que os alunos selecionados através do PEP têm bom aproveitamento e, por isso, são facilmente absorvidos pelo mercado de trabalho. “O processo seletivo viabiliza ao aluno ingressar nos cursos técnicos com perfil diferenciado, pois eles se inscrevem já levando em conta uma área de trabalho pela qual têm interesse prévio”, observa o gerente.

Além de estudantes de Montes Claros, através do PEP o centro de formação profissional do Senac no Norte de Minas atendeu 2.008 alunos, nos últimos quatro anos, provenientes de várias cidades do Norte de Minas. Os cursos envolvem a formação de técnicos em administração, redes de computadores, farmácia, contabilidade, análises clínicas, segurança do trabalho, enfermagem e estética. Os cursos têm duração média variável de 800 a 1,8 mil horas e têm suas despesas totalmente custeadas pelo Governo de Minas.

Dirigentes e estudantes do centro de formação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Montes Claros também avaliam como positivos os resultados alcançados pelo Programa de Educação Profissionalizante. Entre 2008 e 2011 já passaram pelos cursos de eletrônica, mecânica, edificações e eletromecânica um total de 760 jovens, a maioria em fase de conclusão do ensino médio e integrantes de famílias de baixa renda.

“O PEP tem sido muito importante pois oportuniza aos jovens mais carentes uma excelente oportunidade de profissionalização e o ingresso no mercado de trabalho. Só quem não quer dar sequencia aos estudos é que não consegue evoluir na formação técnica e, consequentemente, não aproveita as oportunidades oferecidas pelas empresas ”, enfatiza o supervisor do Senai em Montes Claros, Alexandre Guimarães.

Assim como acontece no Senac, onde nos últimos quatro anos mais de 580 estudantes foram encaminhados para estágio em empresas privadas, também no Senai a procura por estagiários é grande. “As indústrias tem na instituição uma referência positiva na formação de bons profissionais e, por isso, quem passa por aqui dificilmente fica desempregado”,  explica o gerente do Senai em Montes Claros, Izac Lopes Veloso.

No Norte de Minas o curso de eletromecânica é um dos mais procurados, tanto por jovens como também por empresários interessados na contratação de profissionais. Em virtude dessa situação, através do PEP, o Senai tem atendido estudantes residentes tanto em Montes Claros como em outras cidades norte-mineiras, principalmente Bocaiúva, Capitão Enéas, Januária e Janaúba.

Mais de meio bilhão de reais em investimentos

Em sua sexta edição, o PEP oferece neste ano 30 mil vagas em 60 cursos técnicos. Criado em 2007, o Programa já ultrapassa a marca de 200 mil estudantes atendidos e o investimento total chega a R$ 569 milhões. Os cursos do PEP são oferecidos pela Rede Mineira de Formação, que tem como parceiras instituições públicas e privadas credenciadas pela SEE.

No PEP, os estudantes se inscrevem para o seu curso de interesse, de acordo com o município. O curso que tem a maior proporção candidatos/vaga em Minas Gerais é o de técnico em farmácia, ministrado pelo Senac, em Montes Claros. No ano passado o número de candidatos por vaga chegou a 61,13 inscritos.

“O Norte de Minas vem se desenvolvendo muito nos últimos 20 anos. A economia é dividida entre indústria, prestação de serviços, agropecuária e pecuária. Conta com grandes multinacionais. O PEP busca prover educação profissional na região atendendo a este perfil. Mais de 13 mil alunos já foram beneficiados em 17 municípios, com 28 cursos ofertados.

Ex-Aluno do PEP conquista cargo de instrutor do Senac

Com apenas 23 anos de idade, Josué Batista Antunes viu sua vida dar  um salto em apenas quatro anos de dedicação aos estudos. Em maio de 2008 ele foi selecionado para ingressar numa das primeiras turmas do Programa de Educação Profissionalizante (PEP). Diante do bom desempenho obtido no curso de redes de computadores, após a conclusão dos estudos em maio de 2010 o jovem foi contratado para o cargo de instrutor do Senac. Pouco tempo depois, ele concluiu o curso superior de sistemas de informação, ministrado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e, atualmente, se dedica integralmente à formação de novos profissionais na área da informática.

“A oportunidade de fazer o curso técnico através do PEP me proporcionou aliar o interesse pessoal à aprendizagem prática. Além disso, me ajudou a construir uma base sólida para ingressar no ensino superior e obter um bom desempenho,” avalia o jovem instrutor, egresso da Escola Estadual Padre José Silveira, sediada no município norte-mineiro de Varzelândia.

Seguindo os passos do instrutor que atualmente lhe ensina os segredos da informática, o jovem Luan Rafael Silva Neves que está em fase de conclusão do curso técnico de redes de computadores, também já vislumbra a oportunidade de evoluir nos estudos. Mesmo antes da conclusão do curso técnico, no segundo semestre de 2011 o jovem foi contratado para trabalhar na empresa ADV Link e, em 2012, pretende aplicar parte do salário no custeio de um curso superior na área de computação.

“Penso que a oportunidade de fazer um curso técnico me ajudou aliar o interesse pessoal à busca de conhecimentos numa área que evolui continuamente. Tenho tido acesso a bons professores e, por isso, vislumbro boas oportunidades no mercado de trabalho”, conclui Luan Neves.

Jovens mais qualificados para o futuro

Com previsão de em março de 2012 concluir o curso técnico de análises clinicas, a jovem Cintia Meriá de Jesus Gusmão, de 17 anos, garante que abriu novas perspectivas de vida a partir do momento que começou a frequentar o curso técnico no Senac, em Montes Claros. “Apesar de ter a intenção de trabalhar na área da saúde, antes não possuía nenhum direcionamento para algum curso de qualificação profissional. A oportunidade de participar do Programa de Educação Profissionalizante foi ótima, pois, como estou concluindo o ensino médio em 2011, já penso em conseguir um emprego e investir numa faculdade de farmácia ou bioquímica”, planeja Cintia Gusmão.

O sonho de uma vida melhor também alimenta as perspectivas dos jovens Ernane Fiúza Rodrigues, 27 anos, e Nayara Gonçalves Gusmão, 17, alunos do curso de eletrônica ministrado pelo Senai, em Montes Claros.

“Na última hora fiz a inscrição para concorrer a uma vaga no PEP e consegui ser aprovado em 2011. Depois de ter trabalhado em lavouras de café no pequeno município de Patis, penso que terei oportunidade de conseguir um bom emprego e continuar morando em Montes Claros. Isso me abrirá novas perspectivas de crescimento profissional”, avalia Ernane Fiúza.

Por sua vez, estimulada pelo curso técnico no Senai, Nayara Gusmão revela que já está se preparando para, neste ano, ingressar no curso de engenharia elétrica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, ou numa faculdade particular em Montes Claros.

“O curso técnico vai me ajudar muito no ensino superior e, assim como outros colegas, avalio que a oportunidade obtida através do PEP tem sido muito positiva”, conclui a potencial futura engenheira.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Samu realiza cerca de 14 mil atendimentos em Janaúba

Implantado há três anos, base do Samu Macro Norte se organiza e qualifica atendimento às urgências e emergências

Jerúsia Arruda
Com o Samu, o cidadão passou a ter acesso ao atendimento pré-hospitalar em tempo hábil
Com o Samu, o cidadão passou a ter acesso ao atendimento pré-hospitalar em tempo hábil

Com a organização da Rede de Urgência e Emergência no Norte de Minas, Janaúba recebeu uma base do Samu Macro Norte, em março de 2009, e vem se organizando para qualificar o atendimento às urgências e emergências. De acordo com dados do Sistema de Regulação Médica, nesses três anos, o Samu recebeu 13.773 chamados originados do município e em 5.464 dos casos o solicitante foi atendido no local, sendo necessário o deslocamento de ambulância. Em 3.948 desses casos, o paciente foi conduzido a uma unidade hospitalar do município. Os outros chamados foram atendidos com orientação do médico regulador.

“Antes do Samu, o atendimento era feito apenas pelo Corpo de Bombeiros que, além de ter que dar conta de todo tipo de ocorrência de emergência, não estava tecnicamente preparado para urgências de saúde. Com o Samu, o cidadão passou a ter acesso ao atendimento pré-hospitalar em tempo hábil, reduzindo de forma considerável o número de mortes por causas evitáveis no município”, observa a secretária municipal de Saúde, Maria Gorette de Carvalho.

A base de atendimento no município possui uma Unidade de Suporte Básico (USB) e uma Unidade de Suporte Avançado (USA), com equipe composta por 6 médicos, 5 enfermeiros, 5 técnicos de enfermagem e 10 condutores-socorristas.

Segundo Maria Gorette, o município é a principal referência para atendimento de urgência na microrregião. “Por ser sede da microrregião Janaúba/Monte Azul, a cidade é responsável pelo atendimento de um grande número de pacientes que vêm dos outros municípios, principalmente dos que recebem atendimento pré-hospitalar pelas equipes do Samu”.

O coordenador médico do Samu, Enius Versiani, explica que a unidade é responsável pelo atendimento de cerca de 67 mil habitantes, conforme censo do IBGE 2010, além de dar suporte a toda a microrregião, que possui 15 municípios e uma população total de 266 mil habitantes. “A base está estrategicamente localizada para também atender a possíveis vítimas de acidente de trânsito da BR 122, que corta a microrregião”, explica. Segundo o médico, a base de Janaúba é a segunda da região em número de atendimento. A primeira é a de Montes Claros.

Para se ter uma ideia do número de atendimentos realizados na microrregião, fazendo um comparativo com a micro Montes Claros/Bocaiúva, a maior da região e que possui cerca de 450 mil habitantes, somente em 2011 foram 1.273 atendimentos na micro Janaúba/Monte Azul, enquanto que na micro Montes Claros/Bocaiúva foram 2.773.

Referência

Segundo Maria Gorette, o pronto-socorro do Hospital Regional de Janaúba faz parte da rede-resposta da rede de Urgência e Emergência, sendo referência em cirurgias e possui 10 leitos de UTI adulto prontos para funcionar, aguardando apenas o credenciamento. Já a Fundação Hospitalar de Janaúba (Fundajan) é referência para gestantes de alto risco e dispõe de 10 leitos de UTI neonatal. “Tanto o Hospital Regional quanto a Fundajan realizam o atendimento com classificação de risco através do protocolo de Manchester, classificação esta que também será realizada nas unidades de atenção primária à saúde (UBS). Com a triagem nas unidades básicas, esperamos que somente os casos de urgência cheguem ao pronto-socorro”, completa Gorette.

Para a classificação nas UBS, Gorette diz que a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) disponibilizou R$ 92 mil para a compra dos softwares e as equipes já estão sendo treinadas. O município possui 11 UBS e 21 equipes do Programa Saúde da Família e a expectativa, de acordo com a secretária, é que a classificação de risco se inicie a partir do próximo mês de abril.

A Rede

A Rede de Urgência e Emergência do Norte de Minas integra 86 municípios, com uma população de cerca de 1,6 milhão de habitantes. O Samu Macro Norte é gerenciado pelo consórcio público, o CISRUN, e possui 37 bases distribuídas estrategicamente pela região. “Com a organização da rede e regionalização do Samu, não só o atendimento às urgências e emergências, mas todo o serviço de saúde foi reorganizado, diminuindo os vazios assistenciais e ampliando o acesso aos programas e efetivando a aplicação das políticas públicas na região. Estamos vivendo um momento importante para a saúde e, certamente, o Norte de Minas continuará trabalhando firme para mudar o quadro de região vulnerável para região inclusiva”, conclui a superintendente regional de Saúde de Montes Claros, Olívia Pereira de Loiola.

Fonte: Agência Minas

Gestão da Saúde: Itabirito mobiliza moradores na guerra contra dengue

Ação consiste em mobilizar e conscientizar a população e o poder público sobre a corresponsabilidade no combate a doença
Leandro Peters Heringer
Estudantes de Itabitirito participaram em grande número da ação
Estudantes de Itabitirito participaram em grande número da ação

Neste ano, o carnaval em Itabirito começou mais cedo. A cidade da região central de Minas Gerais recebeu, nesta quinta-feira (09) e sexta-feira (10), o Dengômetro e o Dengue Móvel da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com o município.

A coordenadora de Educação em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde, Sabrina Leite, ressalta que a ação consiste tanto em mobilizar e conscientizar a população, quanto ao poder público sobre a corresponsabilidade no combate a doença. “Sem a participação da população a ação não tem a mesma eficácia. Vamos chamar a atenção novamente da população para o dever dela, já que 85% dos focos estão nas residências”. O Dengômetro esteve na Praça da Estação, com informação e troca de material inservível (lata, garrafa pet e pneu) por material didático (lápis, borracha e caderno).

Para o superintendente da Regional de Saúde de Belo Horizonte, Paulo de Tarso Machado Auais é fundamental a existência desta parceria tríplice. “O Estado incentiva a mobilização como estratégia na guerra contra a dengue. É importante que Estado e município trabalhem conjuntamente, mas o principal ator é o cidadão. Investir 10 minutos do tempo para verificar a existência de focos e acabar com eles é essencial”.

O secretário municipal de saúde de Itabirito, Guilherme Carvalho, aponta a mobilização como uma das causas principais na redução de notificações da doença no município. “Em 2010, tivemos mais de 750 notificações e de 350 positivos confirmados. Em 2011, foram 15 notificações e 5 positivos”. Para Carvalho, a ação é oportuna. “Nossa microrregião, composta por Itabirito, Ouro Preto e Mariana, recebe grande número de turistas no carnaval, portanto, vemos que causará impacto na população e na mobilização em relação à dengue”.

Para a estudante Mariana Viana, do 8º ano do Centro Educacional Municipal de Itabirito (CEMI), 12 anos, é importante “ficar ligado” no combate à doença. “É legal ter informação de como evitar a doença mesmo porque recebemos muitos turistas e podemos passar a informação para eles”. Para a professora do CEMI, Helen Barbosa, o evento proporciona conscientização dos alunos por um mundo melhor. “Aqui, temos informação, palestras e eles vão saber o que fazer para ajudar no combate a doença. Exercem a cidadania por um mundo melhor”.

Segundo o secretário, haverá concurso envolvendo estudantes com a temática da dengue. ”Nosso pensamento é conseguir duas ou três bolsas em instituição de ensino na cidade para os alunos que participarem de concurso de redação ou desenho que conseguirem trazer enfoque novo no enfrentamento da dengue. Sabemos que, através da criança, conseguimos sensibilizar a família em nova postura frente a este problema que é sério e pode resultar na morte”.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas dá mais um passo para construção de escolas técnicas no Triângulo

Assinado protocolo de intenção que prevê a construção das unidades pelo Programa Brasil Profissionalizado
Divulgação/SEE MG
Secretários Ana Lúcia Gazzola e Narcio Rodrigues firmam acordo com prefeitos de Tupaciguara e Sacramento
Secretários Ana Lúcia Gazzola e Narcio Rodrigues firmam acordo com prefeitos de Tupaciguara e Sacramento

Nessa terça-feira (31), a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, assinou com os prefeitos de Tupaciguara e Sacramento, protocolos de intenção para a construção de duas escolas técnicas nos municípios, por meio do Programa Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação. O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, também participou da assinatura dos protocolos, já que a pasta atua como colaboradora da Educação na continuidade das ações.

A Secretaria de Estado de Educação (SEE) já assinou convênio com o MEC no valor de R$ 14 milhões para a construção das duas unidades. As prefeituras agora devem apresentar a documentação necessária para viabilizar a assinatura do convênio com a SEE, para que os recursos sejam liberados e as obras, iniciadas.

Segundo Ana Lúcia Gazzola, as escolas técnicas possibilitarão o desenvolvimento dessas regiões. “A assinatura desses protocolos firma a parceria com essas prefeituras, para que possamos iniciar a construção dessas escolas e atender melhor a demanda das comunidades locais”, completou.

As escolas seguem o padrão estabelecido pelo Programa Brasil Profissionalizado. O valor previsto para a construção é de R$ 7,2 milhões e cada unidade tem capacidade para 1.200 alunos. A previsão é de que as obras durem um ano e meio.

Narcio Rodrigues reforçou a importância das ações do programa em Minas. “A disponibilidade da SEE fez com que ela pudesse ser a protagonista do Brasil Profissionalizado, até porque a educação técnica está ligada à educação. Nós passamos a ser coadjuvantes e a participar com apoio tecnológico”, afirmou o secretário.

A Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) deu prioridade a 13 municípios para receberem as escolas técnicas, a partir das vocações e demandas locais. São eles: Bocaiúva, Brasília de Minas, Espinosa, Grão Mogol, Janaúba, Joaíma, Lagoa Santa, Manga, Monte Azul, Pompéu, Ibirité, Taiobeiras e Unaí.

“Uma escola com a proposta de aprimorar o ensino técnico é de extrema importância. É uma oportunidade de capacitação que possibilita que as pessoas ingressem no mercado de trabalho que está surgindo na nossa região”, avaliou o prefeito de Tupaciguara, Alexandre Berquó Dias. O prefeito de Sacramento, Wesley de Santi de Melo, também comemorou o acordo.

As duas cidades ficam no Triângulo Mineiro, sendo que Tupaciguara está mais próxima de Uberlândia e Sacramento, de Uberaba. O município de Tupaciguara vai sediar um dos polos aeronáuticos que integram o Complexo Aeronáutico de Minas Gerais, razão pela qual os cursos serão voltados para a aviação. O projeto é coordenado pela Sectes, com a parceria das Secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Educação.

Brasil profissionalizado

A iniciativa repassa recursos do Governo Federal para que os estados invistam em suas escolas técnicas. Criado em 2007, o Brasil Profissionalizado possibilita a modernização e a expansão das redes públicas de ensino médio integradas à educação profissional, uma das metas do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Os recursos do MEC podem ser empregados em obras de infraestrutura, desenvolvimento de gestão, práticas pedagógicas e formação de professores.

Fonte: Agência Minas

Gestão Antonio Anastasia: interiorização de serviços estaduais de saúde salvam 1.000 vidas por ano no Norte de Minas

Hospitais de cinco municípios da região já fazem procedimentos de urgência e emergência, antes disponíveis apenas em grandes centros
José Carlos Paiva/Secom MG
Os centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas contam ainda com moderna clínica de fisioterapia
Os centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas contam ainda com moderna clínica de fisioterapia

Os investimentos que o Governo de Minas vem realizando na interiorização dos serviços médicos de alta complexidade têm transformado a realidade do atendimento da população do Norte de Minas. Com a implantação de redes assistenciais de urgência e emergência – que envolvem equipes do Programa Saúde da Família (PSF), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Serviço Móvel de Urgência (Samu) e hospitais – estima-se que pelo menos mil vidas têm sido salvas a cada ano na região.

Com 86 municípios e aproximadamente 1,6 milhão de habitantes, o Norte de Minas historicamente teve a realização de procedimentos de alta complexidade concentrada na cidade de Montes Claros, polo de desenvolvimento regional. Nos últimos anos, porém, graças aos investimentos feitos pelo Governo do Estado, outras cidades da região também passaram a oferecer esses tipos de serviço. São os casos de Brasília de Minas, Pirapora, Salinas, Taiobeiras e Janaúba, que se transformaram em polos microrregionais de saúde.

Em decorrência dessa política de interiorização dos serviços de saúde, nos últimos nove anos o Governo de Minas financiou a implantação pioneira dos primeiros 40 leitos de UTI fora de Montes Claros e, anualmente, investe cerca de R$ 20 milhões na manutenção dos serviços prestados pelos hospitais das cidades contempladas. Além disso, mais de dois mil profissionais da região foram treinados para atender de acordo com o Protocolo de Manchester, que classifica a urgência de cada caso a partir de rigorosos protocolos clínicos.

Melhoria de indicadores

Os investimentos feitos pelo Governo de Minas já têm se convertido em resultados concretos. A Taxa de Mortalidade Infantil da região, por exemplo, baixou de 15,26 por mil nascidos vivos em 2008 para 13,83 por mil nascidos vivos em 2010 – uma redução de aproximadamente 10% em apenas 3 anos. Neste mesmo período, o percentual de gestantes que fazem sete ou mais consultas de pré-natal aumentou de 55% para 62% na região.

“Considerando a projeção de óbitos, tendo em vista a série histórica referente ao período até 2007, podemos afirmar que, com a implantação da Rede de Urgência e Emergência, cerca de 1000 óbitos tem sido evitados por ano no Norte de Minas”, estima Francisco Antônio Tavares Júnior, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Inovação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Município virou referência regional

Um dos exemplos de mudança na prestação de serviços de assistência médica à população é a microrregião de Brasília de Minas que, a partir de 2007, recebeu investimentos na implantação de um Centro Viva Vida para atendimento de gestantes de alto risco, recém-nascidos de baixo peso, crianças vitimas de abuso sexual, tratamento de casos de asma, desnutrição e implementação de ações de prevenção contra o câncer de próstata e de colo uterino.

Em 2008, a microrregião de Brasília de Minas passou a contar também com o funcionamento de um Centro de Referência Secundária em Hipertensão e Diabetes (Centro Hiperdia). Além de prestar assistência especializada aos portadores da Diabetes Mellitus, o centro também atende pacientes com doenças renais crônicas, cardiovasculares e hipertensão arterial.

Com ações atreladas ao Programa de Saúde da Família (PSF),  por meio do qual a equipe de saúde faz a triagem e o encaminhamento de pacientes, o Centro Hiperdia Minas realiza em Brasília de Minas, uma média de 8.198 procedimentos pactuados na carteira. Atualmente, mais de 2.500 diabéticos recebem assistência do Centro Hiperdia Minas, o mesmo acontecendo com mais de 6.150 usuários com problemas de hipertensão de alto grau de risco cardiovascular.

Com abrangência de atuação em 16 municípios, os centros Viva Vida e Hiperdia Minas estão prestando serviços a uma população estimada em 237 mil pessoas, que antes só tinham condições de ter acesso a tratamento médico de alta complexidade em Montes Claros ou em outras cidades de maior parte do Estado.

Profissionais e serviços especializados

Após o funcionamento dos centros Viva Vida e Hiperdia, a necessidade de encaminhar pacientes da microrregião de Brasília de Minas para tratamento em Montes Claros reduziu consideravelmente, uma vez que a microrregião passou a contar com uma equipe multidisciplinar formada por 25 profissionais especializados nas áreas de psicologia, nutrição, fisioterapia e assistência social, bem como de equipamentos de última geração para a realização de exames.

Diariamente, médicos especialistas no tratamento de câncer, rins, mama e próstata trabalham nos centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas que também contam com clínica de fisioterapia, laboratórios, salas para realização de exames e consultórios informatizados.

Gestantes de alto risco, recém-nascidos de baixo peso ou crianças com problemas de desnutrição são assistidos pelo Centro Viva Vida e  já saem das unidades com toda a assistência encaminhada, inclusive, se for o caso, com o fornecimento de alimentação especial providenciada. Além disso, os pacientes oriundos de outras cidades têm acesso a transporte gratuito e recebem lanche servido nas dependências dos centros.

“Além de facilitar e agilizar o atendimento médico, os investimentos que o Governo do Estado vem realizando nessa região têm oportunizado o diagnóstico precoce de vários problemas de saúde enfrentados pela população”, afirma a gerente dos serviços de saúde que o Governo de Minas mantém na microrregião de Brasília de Minas, Érica França.

População destaca qualidade do atendimento

Morador do município de Ubaí, distante 42 quilômetros de Brasília de Minas, o oficial de serviços gerais Antônio Genésio da Silva diz estar muito satisfeito com o trabalho que o Governo de Minas tem implementado com a interiorização dos serviços de saúde. Na opinião dele, a instalação dos centros especializados de saúde na microrregião resolveu um problema antigo que a população enfrentava de acesso facilitado à assistência médica.

“Estamos mais perto dos profissionais e, com isso, não precisamos sair da região em busca de atendimento em outras cidades”, afirma Antônio Genésio. “Eu sou um exemplo disto. Como paciente da área de ortopedia, todas as vezes que procuro assistência tenho sido bem atendido”.

Outro morador que também se revela satisfeito com os investimentos realizados pelo Governo de Minas nos serviços médicos de alta complexidade da região é o aposentado João Pereira da Luz. Ele afirma que a implantação dos centros Viva Vida e Hiperdia em Brasília de Minas resolveu um sério problema que o “povo da região” enfrentava, no que se refere a atendimento médico.

“Antes éramos obrigados a viajar até Montes Claros, onde as dificuldades para acesso aos médicos sempre eram muito grandes. Agora, perto de casa temos a quem recorrer sem nenhuma dificuldade”, explica João Pereira.

A dona de casa Elizângela Pereira Ramos também elogia o atendimento recebido nos centros Viva Vida e Hiperdia. Moradora da Fazenda Raiz, em Brasília de Minas, ela conta que na época que esteve grávida do filho Luiz Fernando, de 3 anos de idade, obteve atendimento no Centro Viva Vida. E que, em novembro do ano passado, retornou à unidade levando o filho que passa por problemas de saúde. “Graças a Deus, não tenho nada a reclamar. Sempre fui bem atendida e avalio que os resultados do trabalho prestado à população é muito bom”, conclui a dona de casa.

Fonte: Agência Minas