Aecio Neves: senador em artigo lembra Ulysses Guimarães

Aecio Neves: senador fala do legado de Ulysses: fortalecimento das instituições, adensamento da democracia e compromisso com a Federação.

Aecio Neves: artigo

 Aecio Neves: em artigo lembra as lições de Ulysses

Aecio Neves: artigoTancredo Neves e Ulysses Guimarães na votação da Emenda Dante de Oliveira Luiz Antonio / Agência O Globo

Fonte: Folha de S.Paulo

Ulysses

Aecio NevesOs brasileiros lembram neste mês, com reverência, os 20 anos do desaparecimento de Ulysses Guimarães. Ele foi e será sempre símbolo da luta pela democracia e pela justiça social, que encontra sua melhor tradução na Constituição.

Guardamos para sempre sua imagem histórica erguendo o primeiro exemplar e anunciando a “Constituição Cidadã“, trazendo luz ao país após um longo período de sombras.

Ulysses conviveu com uma singular geração de homens públicos. De Tancredo, como dizia Tales Ramalho, era parceiro em uma dança da qual só eles conheciam os passos. Os dois lideraram alas distintas da oposição e agiam de forma complementar, ciosos da necessidade de manter a coesão em torno do fundamental desafio daquele tempo: vencer o regime de exceção. São dois grandes exemplos da dimensão ética e transformadora que a ação política pode ter.

Eram líderes leais ao Brasil, honravam a palavra dada e colocavam sempre o interesse do país cima de quaisquer outros.

Permitiu o destino que, anos depois, eu me sentasse na cadeira de Ulysses, na Presidência da Câmara dos Deputados, e não foram poucas as vezes em que, para tomar decisões complexas, me inspirei no velho timoneiro. Foi nesse período que, com o apoio de diferentes forças políticas, acabamos com a imunidade parlamentar para crimes comuns e criamos na Câmara o conjunto de medidas que ficou conhecido como Pacote Ético.

Dr. Ulysses e sua geração nos deixaram um denso legado. A defesa das razões de Estado, o fortalecimento das instituições, o adensamento da democracia e o compromisso com a Federação criaram uma realidade nova e permitiram que mais adiante pudéssemos continuar avançando com a estabilidade econômica e a inclusão social de milhões de brasileiros.

Lamentavelmente perdemos essa ideia-força – o sentido da construção nacional como tarefa coletiva e dever de todos. Acabamos reféns de um modelo que substituiu o projeto de país por um projeto de poder. As grandes reformas foram abandonadas. As pontes construídas no passado em torno das causas nacionais sucumbiram a um ciclo de governo que apequenou-se e tenta reescrever a história de forma quase messiânica, como se o Brasil do nosso tempo fosse obra de poucos e tivesse sido fundado ontem. Não foi.

Por tudo isso, é importante que as novas gerações conheçam as convicções, o espírito público e a grande generosidade com que o doutor Ulysses sempre trabalhou pelo Brasil. E reconheçamos aqueles que, com coragem, lucidez e coerência, nos ensinaram que é possível sempre semear um novo país. A memória pode ser um eficaz antídoto à descrença e ao desalento que vemos hoje nos brasileiros em relação à política.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aecio Neves: artigo – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/73352-ulysses.shtml

Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Aécio Neves e Eduardo Campos: Eleições 2014

 Aécio e Campos podem romper hegemonia paulista

Aécio Neves e Eduardo Campos. Surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças. Minas e Nordeste na busca de um novo Brasil.

Fonte: Artigo de Tilden José Santiago* – O Tempo

Minas e Nordeste versus São Paulo

Alguns fatos demonstram que a liderança do governador Eduardo Campos ganha expressão e autonomia, apesar da ligação umbilical com Lula, na medida em que surgem contradições entre PT e PSB, com o crescimento, surpreendente para os petistas, do último.

Sinal claro disso é o lançamento de candidaturas próprias por ambos os partidos em Recife, Belo Horizonte e Fortaleza. A maneira como o deputado pernambucano Maurício Rands se afastou do PT e se aproximou de Eduardo é outro sinal.

Esse pode ser o início da quebra da bipolarização dominadora do PT de Lula e do PSDB de FHC, do rodízio antidemocrático no poder, durante 18 anos.

Do lado tucano, há trincas entre um tipo de tucanato progressista liderado pelo senador Aécio Neves e o tronco central do PSDB conservador, liderado pelo paulistano Serra, representante do poderio econômico da avenida Paulista.

Nessa vertente, Aécio Neves cresceu vertiginosamente, emergindo como forte candidato à Presidência, mas engana-se quem pensa que Serra se contenta em ser prefeito de São Paulo. O ex-presidente da UNE, hábil conspirador, desde as lutas estudantis dos anos 60, nos bastidores das eleições, com os olhos em 2014, tentou quebrar a crista em ascensão de Aécio, por meio de sua amizade com Kassab. O presidente nacional do PSD fez tudo para que seu partido em Minas apoiasse Patrus do projeto Dilma e não Marcio Lacerda do projeto Aécio. Curioso! Quem diria Dilma, Kassab, Patrus, juntos!

Kassab cumpriu a determinação de Dilma sob olhares complacentes de Serra. Este sim, cabo eleitoral conspirador de Patrus, interessado na derrota de Lacerda, para que Aécio em 2014 dispute o governo de Minas e se cristalize como um político das Alterosas, que brilhe só em nossos vales e montanhas. Seria sepultar o político Aécio em Minas, como no Rio Sérgio Cabral está fadado a morrer carioca com sua auréola provinciana.

O PSD nacional de Kassab continua a lutar por Patrus e Dilma. O PSD mineiro de Alexandre Silveira continua a lutar por Lacerda e Aécio. Nem Serra, nem Kassab, Patrus ou Dilma conhecem o quanto o ex-presidente do Dnit, agora deputado federal e secretário de Estado, é bom de briga e se esquecem de que o senador Aécio Neves possui DNA republicano e da vocação de Minas para servir o Brasil, junto com o Nordeste e outras unidades da Federação, sem o complexo de hegemonismo e superioridade de São Paulo.

O importante é olhar para frente e perceber, desde já, os germes da decomposição dos dois blocos monopolizadores, antidemocráticos de dominação do poder pelo poder no Brasil das últimas décadas: PT e PSDB. Esta bipolarização dá sinais de um eclipse que já se anuncia.

O surgimento do novo poder está nas mãos de duas novas lideranças, Aécio e Eduardo, se conseguirem se entender, depois de romperem a ligação umbilical que ainda carregam com o PSDB da avenida Paulista e com Lula, respectivamente. É Minas e o Nordeste na busca de um novo Brasil, sem dominação da Pauliceia.

TILDEN JOSÉ SANTIAGO – jornalista; ex-embaixador

Aécio Neves e Eduardo Campos – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=210590,OTE&IdCanal=2

Aécio Neves: senador defende a Federação

Aécio Neves: em encontro nacional do PSDB senador criticou o Governo do PT por se apresentar ausente no apoio a Estados e municípios.

Aécio Neves e a Federação

Fonte: Assessoria do senador Aécio Neves

Aécio afirma que PSDB discutirá ausência do governo federal na vida dos municípios

Baixos investimentos em saúde e segurança e concentração de recursos na União afetam diretamente a população, diz senador.
Aécio Neves mobiliza municípios

Aécio Neves mobiliza municípios

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) afirmou que a discussão dos problemas nacionais deve ser uma das diretrizes do PSDB durante as campanhas municipais deste ano, em razão dos graves prejuízos enfrentado pela população por omissões do governo federal. Em seu discurso de abertura do Encontro Nacional dos pré-candidatos a prefeito pelo PSDB nas 100 maiores cidades do país, realizado nesta quarta-feira (30/05), em Brasília, Aécio Neves disse que o país vive hoje como um Estado unitário, enfraquecendo os municípios.

“Estamos vivendo a mais perversa concentração de receitas tributárias nas mãos da União de toda a história republicana no Brasil, e esse é outro grande tema. O governo federal parece querer caminhar na lógica de concentrar cada vez mais recursos para poder determinar, a seu bel-prazer, em função do humor da presidente, quem será atendido, quando será e de que forma. A Federação no Brasil é uma palavra solta em uma folha de papel. Caminhamos para viver em um estado unitário. Fazer com estados e municípios readquiram capacidade de enfrentar suas dificuldades é o discurso que tem a cara do PSDB”, disse Aécio aos pré-candidatos.

O senador citou a saúde e segurança pública como as áreas mais prejudicadas com a diminuição dos investimentos federais nos últimos dez anos.

“O governo do PT virou as costas para a saúde. Em 2000, o governo federal participava com 46% de tudo que se gastava em saúde pública no Brasil. Passaram-se os dez anos do PT, hoje o governo federal investe 30%. Não há drama maior para população do que a trágica qualidade da saúde pública. Na segurança,  83% de tudo que se gasta no Brasil é de responsabilidade dos governos estaduais e municipais. Apenas 17% são de responsabilidade da União”, afirmou.

Mobilização

O senador reafirmou sua confiança na vitória dos pré-candidatos do PSDB. Ele destacou que o partido reúne hoje administradores eleitos em 800 municípios brasileiros e governadores em oito estados.

“Já somos o segundo maior partido brasileiro em número de prefeituras, em número de municípios. São mais de 800 municípios administrados pelo PSDB. São oito estados administrados pelo PSDB, que representam em torno de 50% do PIB e 50% da população brasileira. Cito esses números para mostrar apenas a nossa representatividade. O PSDB vive um grande momento. O PSDB sairá das eleições municipais mais forte do que entra nas eleições municipais”, afirmou.

Aécio Neves – senador  

Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/05/aecio-afirma-que-psdb-discutira-ausencia-do-governo-federal-na-vida-dos-municipios/