Aécio: senador espera que Dilma cumpra promessas

Aécio: “O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios”, criticou o senador.

Aécio Neves: obras em Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves 

Aécio Neves critica centralismo do governo federal

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, diz o senador

“O Brasil está deixando de ser uma Federação. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência”, disse o senador Aécio Neves.

O senador Aécio Neves (PSDB/MG) criticou a postura do governo federal de não dividir recursos e responsabilidades com estados e municípios. Em entrevista, o senador disse que o centralismo do governo tem gerado atrasos em obras e investimentos importantes para o País.

As críticas do senador foram feitas ao comentar os anúncios de obras para Minas Gerais feitos recentemente pela presidente Dilma Rousseff. Aécio Neves afirmou esperar que os investimentos anunciados saiam do papel, embora sejam promessas já feitas pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas que não foram cumpridas.

“Quem hoje tem condições de fazer investimentos é o governo central, que concentra mais de 60% de tudo que se arrecada no Brasil. Isso tem sido perverso para o Brasil. Venho alertando para isso: o atraso para a tomada de decisões, a dificuldade que o governo federal tem em transferir para os estados essas responsabilidades. Esse centralismo decisório faz mal ao país. O Brasil está deixando de ser uma Federação, estamos nos transformando quase em um estado unitário, tamanha a concentração de receitas e de poder nas mãos da União. Isso gera todo tipo de problemas. Atrasos, desvios, incompetência. O governo federal apresenta poucos resultados e evita descentralizar, delegar a estados e municípios, algo que já poderia ter feito”, afirmou o senador Aécio Neves.

BR 381 e Anel Rodoviário

Dos R$ 4 bilhões prometidos pela presidente para obras de infraestrutura em Minas – a maior parte rodoviária – apenas R$ 17 milhões foram autorizados até o momento. Uma dessas obras é a duplicação da BR-381, no trecho entre Belo Horizonte e Governador Valadares. No entanto, as melhorias da chamada “Rodovia da Morte” ainda não tiveram projeto iniciado.

“São os mesmos compromissos reeditados, e com muito atraso. Eu, com o próprio ex-presidente Lula, conversei sobre isso inúmeras vezes. Estamos aí com o lançamento de um projeto, pelo menos um conjunto de boas intenções, que respeitamos, mas que precisa ser acompanhada a par e passo, porque as experiências que temos com o governo federal são de muitos anúncios e poucas obras. Esse projeto é algo para daqui a cinco, seis anos, estar efetivamente em obras”, disse.

Aécio Neves – Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br

Erundina abandona Maluf e critica Lula

Erundina: ex-prefeita de São Paulo diz que ação de Lula vai enfraquecer  a campanha de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

Erundina, Lula e Maluf

Fonte: O Globo

Erundina: Lula passou dos limites ao formar aliança com Maluf

Deputada diz que atendeu aos apelos da sociedade ao deixar a chapa de Haddad

Erundina abandona Maluf e critica Lula

Erundina abandona Maluf e critica Lula

A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) disse nesta quarta-feira que recebeu muitos elogios por ter desistido da chapa com o petista Fernando Haddad para a prefeitura de São Paulo, devido à aliança do PT com o PP de Paulo Maluf. Indagada se Lula passou dos limites ao articular o acordo para ampliar o tempo de TV, ela respondeu:

Erundina não aprovou a superexposição da fotografia feita com Haddad, Maluf e o ex-presidente Lula. Hoje, ao chegar na Câmara, ela disse que, ao deixar a chapa do PT, atendeu aos apelos da sociedade.

– Nós precisamos estar atentos ao que a sociedade sinaliza, ao que a sociedade acha das atitudes de seus representantes – disse Erundina, completando:

– A militância estava muito empolgada, mobilizada, muito a fim de levar a campanha. Foi uma pena, mas em todo caso vamos levar em frente. Temos que fazer do limão uma limonada.

Na opinião da deputada, a decisão pode enfraquecer a candidatura de Haddad.

– Poderá enfraquecer. Criou-se um clima de perplexidade entre a militância, um desconforto. A militância petista tem exigências, não são indiferentes ao que seus dirigentes decidem.

decisão de Erundina foi anunciada ontem no final da tarde. O anuncio foi feito pelo presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, após uma reunião dos dirigentes do partido com Erundina.

Link da matéria: http://oglobo.globo.com/topico-eleicoes-2012/erundina-lula-passou-dos-limites-ao-formar-alianca-com-maluf-5263613#ixzz1yMBS6hge

Luiza Erundina não será mais vice de Fernando Haddad em SP

Presidente nacional do partido oficializou a decisão sem indicar novo nome

O presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos, anunciou nesta terça-feira, na sede do PSB em Brasília, que a deputada Luiza Erundina (SP) não será mais candidata a vice na chapa de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo. O partido garantiu, no entanto, que continuará a apoiar Haddad

– A Erundina só não vai estar na chapa. A avaliação é que ela ajuda mais na campanha fora para não ter que fazer deste episódio, a coligação do PT (com Maluf), com crise durante toda a campanha. Ela vai participar 24 horas da campanha – disse Campos.

Segundo ele, o PSB não reivindica a vice mas estaria disposto a continuar participando caso o PT assim escolha. No entanto, ele admite que não tem um nome a altura da ex-prefeita em São Paulo.

– Uma expressão como Erundina no PSB de São Paulo só tem uma. Eu gostaria de ter várias Erundinas no partido, mas não tenho.

A reunião dos dirigentes do PSB com Erundina durou cerca de 20 minutos, e ela chegou ao encontro dizendo que não seria mais candidata. Segundo relatos, Erundina afirmou que ficou mais chateada por causa da foto de Lula com Maluf, o que ela considerou ser muita exposição.

Eduardo Campos telefonou para os dirigentes do partido assim que Erundina terminou de falar, para informá-los da decisão. O segundo a receber a notícia foi Haddad. Campos garantiu que o partido continuará apoiando sua candidatura, mas que o petista pode escolher um novo vice.

Haddad, tão logo soube da decisão, lamentou a saída da ex-vice:

– Particularmente, não gostei da decisão. Não tenho plano B – disse ao adiantar que ainda não sabe quem será seu vice. A decisão de Erundina fez o o candidato petista cancelar seu último compromisso de agenda – uma plenária na Zona Leste de São Paulo. Ele disse aos militantes presentes que teria que se reunir com a cúpula do partido para discutir uma solução para a saída de Erundina.

Já o presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse ao final da tarde desta terça-feira que foi comunicado pelo vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, da saída de Erundina da chapa de Haddad. Amaral disse que o PSB continuará apoiando Haddad e que Erundina fará campanha para o candidato petista, mas não indicará outro vice.

– Eu lamento. Ela seria uma pessoa importante para a campanha, mas respeito a decisão dela – disse Rui Falcão.

A deputada não chegou a recuar da decisão de desistir de ser vice de Haddad, conforme publicado pelo site do GLOBO no início da tarde. Após a divulgação de uma entrevista concedida à Rádio Brasil Atual na manhã desta terça-feira, ela garantia que seguiria junto com o petista, apesar do descontentamento com a aliança feita com o PP, de Paulo Maluf. O detalhe é que essa entrevista foi realizada às 16h de segunda-feira. Às 17h de ontem, ela disse ao GLOBO que não aceitava a união com Maluf e iria discutir com o partido a sua desistência.

A Rádio Brasil Atual chegou a informar que a entrevista havia sido feita às 21h de segunda-feira. Mas o diretor da emissora, Oswaldo Luiz Vitta, confirmou que Erundina falou a rádio às 16h, portanto antes de dizer ao GLOBO que iria desistir.

Nesse horário, Erundina já sabia da união com Maluf, mas ainda não teria visto as fotos que mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Haddad e o líder abraçados. O encontro aconteceu na casa de Maluf, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Foi a primeira vez que Lula esteve no local.

Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/luiza-erundina-nao-sera-mais-vice-de-fernando-haddad-em-sp-5255473#ixzz1yMDWvYFC

Veja mais:

Aécio Neves e Eduardo Campos no xadrez de 2014

Aécio Neves e Eduardo Campos no xadrez de 2014 – Eles observam desempenho da economia para definir estratégias nas eleições presidenciais.

 Aécio Neves e Educardo Campos: Eleições 2014

Eleições 2104: Aécio Neves e Eduardo Campos em encontro realizado em maio

Eleições 2104: Aécio Neves e Eduardo Campos em encontro realizado em maio

Fonte: Artigo de Raymundo Costa – Valor Econômico

Disputa de 2014 entra no jogo dos aliados

Aécio Neves e Eduardo Campos – A saída de Luiza Erundina (PSB) da chapa de Fernando Haddad (PT) a prefeito de São Paulo é uma verdadeira denúncia do acordo entre Paulo Maluf (PP) e Luiz Inácio Lula da Silva, uma aliança política que até bem pouco tempo seria considerada esdrúxula – como de fato foi por grande parte da militância petista – na maior capital do país. Mas é também a ponta de um iceberg grande o bastante para ter efeitos já nas eleições presidenciais de 2014.

PT e PSB mal cabem já numa sucessão municipal, a de outubro. A relação é altamente conflituosa, só amenizada pelas boas relações pessoais entre o ex-presidente Lula e o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Na pré-campanha em curso, as duas siglas já tiveram conflitos em Pernambuco, Sergipe e Ceará.

O curioso é que nesses três casos Lula sempre mediou em favor de Campos, deixando furioso o PT: a contradição é a matriz dessa relação partidária, como deixa exposto o episódio Erundina.

Recentemente, Campos e o senador Aécio Neves (PSDB-MG)nome presidenciável dos tucanos, tiveram uma longa conversa sobre a sucessão presidencial de 2014. Pelo pouco que vazou do encontro, e o Palácio do Planalto tomou conhecimento, CamposAécio teriam concluído que suas candidaturas, já nas próximas eleições, podem ser inevitáveis. Isso ocorreria, especialmente, num cenário de agravamento do  quadro econômico.

Com Dilma, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7% em 2011 e o primeiro trimestre de 2012 foi simplesmente lastimável, com 0,2% em relação ao último trimestre do ano anterior. Os dois jovens herdeiros políticos – Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes, uma legenda em Pernambuco, e Aécio Neves, neto do mineiro Tancredo Neves – também analisaram a crise mundial e convergiram no sentimento de que ela pode atingir sim o país com a força maior que a de uma “marolinha”.

Num cenário como esses, eles não apenas deveriam, mas teriam a obrigação de sair candidatos a presidente contra a reeleição de Dilma. Separadamente, cada qual por seu partido: Eduardo Campos pelo PSBAécio Neves pelo PSDB. Um cenário típico de segundo turno, quando então o que ficasse atrás apoiaria o candidato que saísse à frente. Como se observa, não tem a estrela do PT nesse caso. Na verdade, os petistas seriam os adversários a bater.

O PT, acredita-se tanto no PSB de Campos como no PSDB de Aécio, jamais abrirá mão do projeto de se tornar um partido hegemônico, capaz de qualquer acordo que lhe permita manter o poder real nas mãos. A oportunidade para abortar esse plano seria, portanto, as eleições de 2014.

Aécio já é mesmo o nome favorito do PSDB para disputar a Presidência da República em 2014, mas diante do sucesso da dupla Dilma-Lula parecia hesitar até com seus companheiros. Antes de tudo ele precisa manter sob controle o segundo maior colégio eleitoral do país, que também estará em jogo em 2014.O projeto do PSB para Campos é de mais longo prazo: nas próximas eleições o partido manteria o apoio a Dilma Rousseff e ainda tentaria deslocar o PMDB como partido preferencial da aliança governista. Campos poderia ser candidato a vice de Dilma ou de Lula. Em 2018, então, disputaria o Planalto.

Mas o que tanto um como o outro hoje sabem é que o PT, enquanto controlar a máquina pública federal vai trabalhar, nem que seja em três turnos, para fabricar outro candidato a fim de manter a hegemonia.

Aécio Neves e Eduardo Campos – Link da matéria:  http://www.valor.com.br/politica/2720854/disputa-de-2014-entra-no-jogo-dos-aliados

Censura em Minas: Rogério Correia intimida Noblat

Censura em Minas: Rogério Correia intimida Noblat – deputado do PT ameaça jornalista de O Globo pelo Twitter e incita à violência.

Censura em Minas: Rogério Correia

Deputado petista confunde democracia com ditadura, intimida jornalista e ameaça a população

Censura em Minas: Rogério Correia processa twitteiro

Censura em Minas: Rogério Correia processa twitteiro

Censura em Minas – Detalhe perigoso – Quando Luiz Inácio da Silva assumiu o poder central, em janeiro de 2003, o ucho.info alertou para o perigo do projeto totalitarista de poder que iniciava sua marcha. Na ocasião, muitos foram os nossos críticos, pois a extensa maioria estava ensandecida com a chegada de um trabalhador à Presidência, mas as provas desse golpe lento e continuado surgem até hoje.

Como se o Brasil fosse uma versão agigantada da Venezuela, onde a liberdade de expressão dos cidadãos depende do interesse e do humor do tiranete Hugo Chávez, um deputado petista ameaçou com rebelião generalizada caso a CPI do Cachoeira convocasse o ex-presidente Lula para depor sobre a tentativa fracassada de intimidar o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Como um amestrado integrante da claque do apedeuta Lula, o deputado estadual Rogério Correia postou mensagem no microblog que mantém no Twitter intimidando o jornalista Ricardo Noblat e incitando a violência. “Se colocarem a mão no Lula aposto em rebelião. Este golpe de vocês, Noblat, não tem o menor respaldo popular. Cuidado!”, escreveu o abusado Correia em seu microblog.

Rogério Correia por certo acredita que o processo de “cubanização” do Brasil está concretizado e que o País deixou de ser uma democracia. Esse comportamento de incitação à violência é muito bem definido como crime pela legislação vigente e cabe à Assembleia Legislativa de Minas Gerais abrir um processo pro quebra de decoro parlamentar.

Para não passar por vexames e nem mesmo enfrentar situações de constrangimento por seu total desconhecimento do conjunto legal brasileiro, o deputado petista precisa ser avisado de que Luiz Inácio da Silva, responsável pelo período mais corrupto da história nacional, é um cidadão comum e que não está acima da lei. Por respeito ao Estado democrático de direito, Lula pode ser preso como qualquer cidadão que comete um crime. Por sorte o ministro Gilmar Mendes, como noticiou o ucho.info, desrespeitou a lei ao não dar voz de prisão ao ex-presidente por causa da chantagem velada.

Rogério Correia por ter se acostumado com o banditismo que marca a trajetória de alguns “companheiros”, mas não será na base da intimidação que o parlamentar petista conseguirá blindar o ex-presidente, caso isso seja possível em algum momento. Lula ganhou fama por abafar escândalos de corrupção protagonizados por aliados, mas no mais recente caso o tiro saiu pela culatra. Por conta disso, Rogério Correia deveria se recolher à própria insignificância.

Censura em Minas: Rogério Correia – Link do post: http://ucho.info/deputado-petista-confunde-democracia-com-ditadura-intimida-jornalista-e-ameaca-a-populacao-com-rebeliao

Lula: Suprema indecência, critica editorial

Lula e o STF: escândalo do mensalão não tem precedentes, assim como a notícia de um ex-presidente da República procurar membro do Supremo.

Lula contra Gilmar

Nelson Jobim, Lula e Gilmar Mendes- rede de intrigas no STF

Nelson Jobim, Lula e Gilmar Mendes- rede de intrigas no STF - Foto: Reprodução Brasil247

Fonte:  Editorial – O Estado de S.Paulo

Suprema indecência

 

Lula – Ainda que se compre pelo valor de face a inverossímil alegação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Nelson Jobim, de que promoveu o encontro do ministro e ex-presidente da Corte Gilmar Mendes com o ex-presidente Lula, a pedido deste, porque “gostava muito dele e o ministro sempre o havia tratado muito bem”, o acatamento da solicitação foi um grave lapso moral. O seu ex-chefe (Jobim foi ministro da Defesa entre 2007 e 2011) que encontrasse outra via para transmitir a tardia gratidão ao magistrado.

Gilmar, por sua vez, errou ao aceitar a reunião. Ministros da Suprema Corte, tendo numerosos compromissos derivados de sua condição, não raro se encontram com outras autoridades, políticos, empresários e figurões em geral. Nada haveria de repreensível se, numa dessas ocasiões, Lula o abordasse para lhe dizer o que, segundo Jobim, teria querido dizer. Mas se então ouvisse do ex-presidente as palavras que lhe foram atribuídas pela revista Veja na reunião de 26 de abril no escritório de Jobim, teria de se retirar imediatamente.

Afinal, mesmo que o seu ex-colega não lhe tivesse adiantado o assunto sobre o qual Lula queria conversar, o ministro tinha tudo para adivinhar que se trataria do julgamento do mensalão, previsto para começar em agosto. Em qualquer país, raros são os que recusam convites para um tête-à-tête com um ex-chefe de Estado. Mas, por todos os motivos concebíveis, Mendes deveria ter sido uma daquelas exceções. Depois, tendo sido como foi noticiado o diálogo entre eles, não se entende por que o ministro levou tanto tempo para fazer chegar a história à imprensa.

Se ficou perplexo “com o comportamento e as insinuações despropositadas” de Lula, como afirma, deveria dar-lhes sem demora a merecida resposta pública. Bastaria a enormidade do acontecido. Se o escândalo do mensalão não tem precedentes, tampouco se tem notícia de um ex-presidente da República procurar um membro do Supremo Tribunal para dizer-lhe que considera “inconveniente” o julgamento próximo de uma ação que o alcança politicamente. A inoportunidade – teria alegado Lula – viria da coincidência com a campanha para as eleições municipais deste ano.

Não podendo remeter às calendas o julgamento de um processo aberto há sete anos contra a cúpula do PT, além de outros companheiros e seus sócios na “organização criminosa” de que fala a denúncia do Ministério Público, Lula quer empurrar o desfecho para depois da aposentadoria de dois ministros, o atual presidente Carlos Ayres Britto e Cezar Peluso, que tenderiam a votar pela condenação dos réus mais notórios. Tivesse Lula ficado nisso, já teria superado as próprias façanhas em matéria de indecências políticas.

Mas, além disso, ele não só teria ofendido o relator Joaquim Barbosa, chamando-o de “complexado”; teria avisado que incumbiria o ex-ministro Sepúlveda Pertence de “cuidar” da ministra Carmem Lúcia para que ajude no adiamento; e contado que pediu ao ministro José Dias Toffoli que não se declarasse impedido por ter sido assessor jurídico da Casa Civil, ao tempo de José Dirceu; como praticamente chantageou o interlocutor, ao oferecer-lhe proteção na CPI do Cachoeira, que teria se gabado de controlar. Proteção, no caso, contra alguma tentativa de convocá-lo a explicar as suas relações com o senador Demóstenes Torres, parceiro do contraventor.

Quando Mendes disse que elas sempre se deram nos limites institucionais, Lula teria perguntado algo como: “E a viagem a Berlim?”. Os dois, de fato estiveram na capital alemã, onde mora a filha do ministro, e a viagem teria sido paga por Cachoeira – o que Mendes negou veementemente, e batendo na perna de Lula desafiou: “Vá fundo na CPI!”. A revelação do ultraje levou os ministros Marco Aurélio Mello e Celso de Mello a condenar o ex-presidente da República nos termos mais duros, compatíveis com o extremo a que levou o seu despudor – algo “inimaginável”, estarreceu-se Marco Aurélio. O seu colega, decano da Corte, criticou o “grave desconhecimento (de Lula) das instituições republicanas“. Se ele ainda fosse presidente, resumiu com exatidão, “esse comportamento seria passível de impeachment”.

Lula – Suprema indecência – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,suprema-indecencia-,879327,0.htm

Lula teria feito ligação de Gilmar com Cachoeira

Lula em encontro com Gilmar teria dito que Cachoeira pagou ida do ministro do STF a Berlim. Jornal Nacional repercute reportagem da Veja.

Lula contra Gilmar

Fonte: Jornal Nacional

Lula nega que tenha sugerido adiar julgamento do mensalão

Uma reportagem publicada no fim de semana elevou a temperatura política em Brasília. A oposição pediu investigação.

Lula – Uma reportagem publicada no fim de semana elevou a temperatura política em Brasília. O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o ex-presidente Lula sugeriu que o mensalão fosse julgado só depois das eleições. O ex-presidente disse que está indignado. A oposição foi à procuradoria-geral da República pedir investigação.

Segundo a reportagem, no dia 26 de abril, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, teve um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no escritório de Nelson Jobim, que foi presidente do Supremo e ministro do governo Lula.

Segundo a revista, Lula disse a Gilmar Mendes que o julgamento do processo do mensalão, antes das eleições de outubro, seria inconveniente. Ainda de acordo com a revista, Lula estaria tentando influenciar os ministros Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski.

De acordo com a Veja, Lula afirmou ainda que teria o controle político da CPI do Cachoeira e, em troca do apoio de Gilmar Mendes para atrasar o julgamento do mensalão, o ex-presidente teria oferecido blindagem ao ministro nas investigações do Congresso.

Lula perguntou a Gilmar sobre viagem a Berlim junto com o senador Demóstenes Torres. De acordo com a reportagem, há boatos de que a viagem teria sido paga por Carlinhos Cachoeira. Gilmar teria dito que vai com frequência a Berlim porque tem uma filha morando lá, e que tinha pago a viagem com recursos próprios.

Nesta segunda-feira (28), em Manaus, o ministro Gilmar Mendes confirmou o encontro com o ex-presidente.

“O presidente tocou várias vezes na questão da CPMI. Desenvolvimento da CPMI, o domínio que o governo tinha sobre a CPMI e tudo mais. Então eu disse a ele com toda franqueza: ‘Presidente, deixa eu lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação confusa. Ou o senhor não está devidamente informado. Eu não tenho nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e trabalho funcional, com o senador Demóstenes’. E aí ele, um pouco, ficou assustado. E disse: ‘Mas não tem? E essa viagem de Berlim?’”, afirmou Gilmar Mendes.

O ministro confirmou também que Lula considerava inconveniente o julgamento do mensalão agora, mas que não houve um pedido explícito do ex-presidente para um adiamento:

“Não houve nenhum pedido específico do presidente em relação ao mensalão. Manifestou um desejo, eu disse da dificuldade que o tribunal teria. Ele não pediu a mim diretamente. Disse: ‘O ideal era que isso não fosse julgado’. Então eu disse: ‘Não, vamos torcer para que haja um julgamento, e é tudo que o tribunal quer, e essa é a minha posição em matéria penal, é muito conhecida.”

O ministro disse que ficou constrangido com o tom da conversa. “Nunca nós tivemos conversa desse tipo, e me pareceu realmente uma colocação absolutamente imprópria e indevida em todos os seus termos.”

O Instituto Lula confirmou, em nota, que a reunião existiu, mas que a versão dada por Veja sobre o teor da conversa é inverídica. “Meu sentimento é de indignação”, disse o ex-presidente sobre a reportagem. A nota segue afirmando que Lula jamais tentou interferir nas decisões do Supremo em relação ao mensalão e que nenhum dos oito ministros indicados por ele pode registrar qualquer tipo de pressão. Lula encerra dizendo que a autonomia e a independência do judiciário sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos.

Na manhã desta segunda, quando esteve no Congresso, Nelson Jobim não quis comentar a reportagem. “Eu não vou falar mais sobre esse assunto, já está tudo certo, ponto”, disse.

No sábado, em entrevista ao blog do jornalista Jorge Bastos Moreno, do jornal O Globo, ele também negou que o conteúdo da conversa entre Gilmar e Lula tenha sido o que foi publicado por Veja e confirmado em parte por Gilmar Mendes.

No plenário do Senado, a reportagem virou tema dos discursos.

“Na verdade, houve uma tentativa patética de chantagear e cooptar um ministro do Supremo Tribunal Federal, valendo-se de uma suposta autoridade sobre uma Comissão Parlamentar de Inquérito instalada no Congresso Nacional”, declarou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), líder do partido.

O líder do PT na Câmara, o deputado Jilmar Tatto (SP), criticou a oposição. “Quando foi presidente da República, nunca fez isso. Por que faria agora? Quando teve poder, quando teve condições, nunca fez. Por que faria agora? Não tem sentido. Então, é totalmente descabido esse tipo de diálogo. Não faz parte da história do presidente Lula.”

Partidos da oposição e parlamentares considerados independentes assinaram uma representação pedindo que a procuradoria-geral da República investigue o caso. Os integrantes da CPI, no entanto, concordaram que o assunto não deve virar tema da comissão. O presidente da CPI, Vital do Rêgo, confirmou que vai seguir a agenda e colocar em votação nesta terça os requerimentos que pedem a convocação de governadores e a quebra do sigilo da Delta nacional.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski confirmaram que tiveram encontros com o ex-presidente Lula, mas negaram ter sofrido qualquer tipo pressão por parte dele.

Lula contra Gilmar -Link da matéria: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/05/lula-nega-que-tenha-sugerido-adiar-julgamento-do-mensalao.html

Lula desmente tentativa de controle do STF

Lula desmente tentativa de controle do STF. Gilmar Mendes reafirma que ex-presidente tentou interferir no julgamento do mensalão.

Lula: controle do STF

Fonte: Folha de S.Paulo

Lula contesta ministro e diz que não pressionou Supremo

Ex-presidente se diz indignado com relato de Gilmar Mendes sobre mensalão

Ministro reafirma que petista tentou interferir no caso e fala que atraso no julgamento abre espaço a ‘oportunistas’ 

 

Lula desmente tentativa de controle do STF

Lula desmente tentativa de controle do STF

O ex-presidente Lula negou ontem ter tentado pressionar o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), a adiar o julgamento do mensalão.

Em nota, ele se disse indignado com o ministro e afirmou que o seu relato sobre a conversa que os dois mantiveram em abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim em Brasília, é “inverídico”.

Segundo reportagem de sábado da revista “Veja”, Lula teria dito a Mendes que seria “inconveniente” julgar o caso antes das eleições.

Em troca do apoio ao adiamento, ele teria oferecido proteção na CPI do Cachoeira, que poderia vir a investigar as relações de Mendes com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

“A reunião existiu, mas a versão da ‘Veja’ sobre o teor da conversa é inverídica”, diz texto da assessoria de Lula.

A nota afirma que o ex-presidente “jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação à ação penal do chamado mensalão“.

“Meu sentimento é de indignação”, diz Lula no texto.

Lula quebrou o silêncio à noite, cerca de duas horas após o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, fazer uma cobrança pública para que ele se manifestasse sobre o caso.

“O diálogo foi protagonizado por três pessoas. Dois já explicitaram sua interpretação dos fatos. Falta o terceiro”, disse Ayres Britto.

À noite, o presidente do STF disse que irá conversar com os outros ministros “olho no olho” para “fazer um levantamento da situação.” “Sigo observando”.

Jobim, que já havia contestado o relato de Mendes no fim de semana, manteve a negativa em entrevista ao jornal “Zero Hora”. “Foi uma conversa institucional, não teve nada nesses termos que a ‘Veja’ está se referindo.”

 

BLINDAGEM
Também ao “Zero Hora”, Mendes reafirmou seu relato, dizendo que Lula falou várias vezes sobre o tema mensalão, insinuando que poderia acionar congressistas aliados para blindá-lo. “Percebi que havia um tipo de insinuação.”

À noite, em Manaus, o ministro disse que o próprio Lula pode estar sob pressão.

“Tive ao longo dos anos dezenas de conversas com o presidente, nunca tinha experimentado sensação igual a essa, me parece que ele próprio esteja sobre pressão.”

Ele disse que o que o motivou a relatar o encontro com Lula foi quando recebeu informação “de pessoas confiáveis” de que notícias contra ele estavam “sendo plantadas e divulgadas, inclusive com participação do presidente”. Aí me preocupou.”

Mendes se recusou a comentar o comunicado de Lula, mas disse que o STF está “demorando muito” para julgar o processo do mensalão. “Como nós estamos demorando muito nessa definição, surgem essas infecções oportunistas. E aproveitadores de toda a sorte que vem conturbar o ambiente do tribunal.”

Segundo ele, o tribunal passa por uma fase “muito delicada” por ter três ministros recém-nomeados (Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli) e por outros dois estarem próximos da aposentadoria (Ayres Britto e Cezar Peluso).

 

Lula e o STF – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/45648-lula-contesta-ministro-e-diz-que-nao-pressionou-supremo.shtml

Lula terá de explica controle político da CPI

Lula terá de explica controle político da CPI do Cachoeira – PSDB vai cobrar do ex-presidente explicação sobre proteção ao ministro do STF Gilmar Mendes.

Lula a CPI do Cachoeira e o Mensalão

Fonte: Agência Tucana

Líder do PSDB na Câmara, deputado federal Bruno Araújo (PE)

Líder do PSDB na Câmara, deputado federal Bruno Araújo (PE)

PSDB quer que Lula explique “controle político” que diz ter sobre CPI do Cachoeira

O líder do PSDB na Câmara, deputado federal Bruno Araújo (PE), disse estar estarrecido com as declarações do ex-presidente Lula de que teria o “controle político da CPI do Cachoeira” e que poderia oferecer “proteção” ao ministro Gilmar Mendes – lhe dizendo em encontro no escritório do ex-ministro Nelson Jobim que ele não precisaria se preocupar com as investigações em curso, em alusão a uma suposta viagem do ministro a Alemanha, acompanhado pelo senador Demóstenes e que teria sido custeada por Cachoeira (fato desmentido categoricamente por Mendes, que diz possuir documentos que comprovam o pagamento próprio de todas as despesas).

Ao mesmo tempo, Araújo afirma que “não é admissível que qualquer autoridade, especialmente um ex-presidente, tenha em seu poder informações fundamentais para as investigações e que, ao contrário de partilhá-las, faça uso político das mesmas utilizando-as inclusive para fazer ameaças veladas aos integrantes da mais alta corte do País. Esse tipo de intromissão no funcionamento do STF demonstra que Lula não tem a real dimensão do que representa a posição de um ex-presidente”.

“Nós já vínhamos denunciando a utilização político-partidária da CPI por parte de integrantes do PT e membros da base aliada do governo. Esse episódio apenas comprova algo que é notório”, ressaltou o deputado.

Segundo Araújo, está cada vez mais clara a estratégia do Governo de limitar as investigações ao governador Marconi Perillo, apesar da inequívoca ligação do grupo criminoso investigado com outros governadores, especialmente o petista Agnelo Queiroz (DF). “Essa não pode ser a CPI de um partido e muito menos de um ex-presidente contra seus opositores e nem pode ser usada para desviar o foco do julgamento do Mensalão. A declaração do Lula pode comprometer a lisura das investigações da CPI e expor seu resultado e todos os integrantes da comissão ao descrédito”, lamentou.

O encontro e o teor da conversa foram confirmados pelo ministro Gilmar Mendes, que afirmou ainda ter ficado “perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula”. Mendes também relatou o encontro a dois senadores, ao procurador-geral da República e ao advogado-geral da União. O ex-presidente avançou ainda mais: segundo Gilmar Mendes, Lula teria declarado que já estava atuando diretamente em contatos com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para influenciar no julgamento do Mensalão, por meio de encontros pessoais ou delegando a terceiros a função de ter conversas semelhantes com os integrantes da corte.

A assessoria técnica do PSDB na Câmara analisa se alguma medida deve ser tomada e qual seria o foro adequado onde o ex-presidente pudesse partilhar as informações privilegiadas que possui. Qualquer decisão será anunciada pelo líder Bruno Araújo após discussão do assunto na bancada tucana no Congresso.

Lula e a CPI do Cachoeira

Agência Tucana – https://www2.psdb.org.br/index.php/agencia-tucana/noticias/psdb-quer-que-lula-explique-controle-politico-que-diz-ter-sobre-cpi-do-cachoeira

VEJA – Reportagem revela ofensiva de Lula para subjugar o Supremo e livrar a quadrilha do mensalão

Uol Notícias – Se Lula ‘ainda fosse presidente, comportamento seria passível de impeachment’

Lula: a falta de ética, o mensalão e o STF

Lula: a falta de ética, o mensalão e o STF – Mendes diz que esperava encontro social com Lula, mas acabou tendo diálogo pouco republicano.

Lula constrange o STF

Fonte: Jorge Bastos Moreno – O Globo

Lula e Gilmar Mendes tiverem conversa pouco republicana

Gilmar Mendes, ministro do STF, e Lula tiveram conversa pouco republicana

Conversa errada, no local errado, com pessoa errada

Na bela manhã de quinta-feira, dia 26 de abril, o ministro do STF Gilmar Mendes saiu de casa para, finalmente, encontrar-se com o ex-presidente Lula – com quem, até essa data, mantinha relações mais que cordiais – no escritório do amigo e ex-ministro Nelson Jobim.

O encontro fora marcado por Jobim, a pedido de Lula. Mas, para Gilmar, o contexto era outro. Há muito, desde a cirurgia de garganta de Lula, ele se sentia devedor de uma visita ao ex-presidente.

O ministro chegou a tratar com Clara Ant, assessora de Lula, sobre a melhor data da visita. Quando estava próxima de realizá-la, Gilmar soube que Lula se internara de novo. Numa conversa com o presidente do Senado, José Sarney, este lhe comunicou que iria visitar o ex-presidente em São Paulo.

– Por favor, diga ao presidente Lula que estou tentando visitá-lo. O senhor bem que poderia me ajudar, marcando isso com ele – pediu Gilmar a Sarney.

Se há uma coisa que político gosta de fazer é mediar encontros.

Quando recebeu o convite de Jobim para encontrar-se com Lula, Gilmar ficou eufórico: finalmente, iria rever o amigo.

Na cabeça do ministro, o encontro seria social e afetivo e realizado por desejos de ambos. E, para ser mais justo, mais pela insistência de Gilmar do que de Lula.

Foi neste contexto que o encontro foi realizado. Convém esclarecer, também, que tudo isso e o que se segue foram reconstruídos seguindo os rastros das conversas que o ministro Gilmar Mendes passou a ter com vários interlocutores sobre o ocorrido.

Coincidentemente, Gilmar, naquele mesmo dia, tinha marcado um encontro com o presidente dos Democratas, o senador Agripino Maia. Maia contaria aos correlegionários que Gilmar chegou ao encontro esbaforido, soltando fogo pelas ventas.

A história espalhou-se logo pelos Três Poderes. Formalmente, Gilmar relatou ao presidente do Supremo, Ayres de Britto. Mas contou ao amigo Sigmaringa Seixas e este, supõe-se, a Dilma.

Pelo contexto relatado acima percebe-se, claramente, que a ação de Lula era totalmente dispensável.

Primeiro, a de ter usado Jobim como intermediário. Segundo erro, ao tentar sensibilizar Gilmar para assumir uma posição técnica, não política.

Se o ex-secretário da presidência de Lula e hoje funcionário do seu Instituto, o mineiro Luis Dulci, gostasse de trabalhar, teria preparado um resumo para o ex-presidente sobre as decisões mais importantes tomadas por Gilmar a favor do PT: rejeição da denúncia contra Gushiken: voto a favor de Palloci e recusa de denúncia contra Mercadante, entre outros. Em todos esses episódios, os chamados “ministros amigos” foram todos votos contra o PT. Mercadante, inclusive, nem poderia ter sido eleito senador e, muito menos, estar hoje no ministério da Educação, se tivesse dependido do voto de Sepúlveda Pertence.

Apesar de todas essas posições de Gilmar terem sido eminentemente técnicas, pode se dizer que houve também reciprocidade de Lula no trato com o ministro. Gilmar vai morrer agradecendo a Lula a solução de diversos problemas do Supremo que dependiam administrativamente do governo.

Tanto isso é verdade que, no governo Lula, durante encontro social com um dos ministros, Gilmar Mendes, certa vez, tripudiou:

– Não adianta vocês me enrolarem, eu vou ao meu amigo Lula e ele resolve tudo.

Bem, isso sem contar a relação – e esta é a grande revelação – entre os casais Lula da Silva e Gilmar Mendes. Em todos os aniversários, inclusive no último que passou em Brasília, comemorado só entre os íntimos, Gilmar e sua mulher Guiomar estavam lá. No Torto, no Alvorada e até mesmo no restaurante “Feitiço Mineiro”, o casal Mendes era presença constante. Maria Letícia e Guiomar transformaram-se em grandes amigas.

Por que Lula teria agido assim? Prevalece a máxima do “perdoa, mas não esquece”. Lula não se esquece de que, por espionagem a Gilmar Mendes, numa conversa com o próprio Demóstenes, fora obrigado a demitir Paulo Lacerda da Abin. Lula sentiu-se humilhado, já que a decisão foi resultado de uma delicada conversa sua, na época, com Gilmar, mediada pelo mesmo Jobim.

No encontro fatídico de agora, Lula voltou ao tema de raspão:

– Será que aquele grampo não foi feito pelo próprio Cachoeira ou mesmo Demóstenes ou alguém da turma deles?

Como, a essa altura, a conversa já não estava mais sendo republicana, Gilmar tirou a toga:

– Que é isso, Lula! A prova de que seu governo era uma bagunça está no fato de que o homem de confiança da Abin, o homem de Paulo Lacerda na operação “Satiagraha”, era o Dadá! Você sabia disso?

A coisa esquentou mesmo quando Lula, diante da declaração de Gilmar de que nada tinha a temer da CPI, perguntou-lhe com um tapinha nas costas:

– E a história de Berlim?

Quem diz que tapinha não dói? Doeu mais que a pergunta. O revide foi mais forte:

– Lula, você continua, como sempre, desinformado! Vá em frente!

Foi aí que Gilmar teve a prova definitiva de que tinha sido escolhido pelo PT como símbolo da tentativa de desmoralizar o Judiciário.

O que tem deixado Gilmar Mendes mais indignado é que se considera vítima de um bem articulado plano de difamação que corre não apenas pelas mídias sociais, mas no mais antigo e eficaz meio de comunicação: o terrível boca a boca.

A conversa começou republicana, com Gilmar lembrando a Lula da necessidade de se preencher as próximas duas vagas do Supremo com critérios bem técnicos e não políticos. É que se suspeita de uma manobra para o mensalão ser votado só depois da nomeação dos novos ministros. Gilmar defende o julgamento agora para evitar a confusão e suspeição em que se revestiriam essas nomeações, até porque, sendo em agosto, o tribunal não estaria desfalcado de dois ministros que conhecem bem a matéria como os demais.

O assunto CPI começou quando Lula disse que a tinha sob comando e, numa prova de que estava entre amigos, chegou até a confidenciar ter acertado nomeando Odair Cunha ( PT — MG) como relator:

– O Vaccarezza não seria uma boa solução. O seu poder de articulação é tão grande, que ele acabou se envolvendo com parlamentares comprometidos com esses esquemas.

Lula constrange o STF – Link do artigo – http://oglobo.globo.com/pais/lula-gilmar-mendes-conversa-errada-no-local-errado-com-pessoa-errada-5039356