Anastasia inova e adota ferramenta de gestão sustentável

Minas: Anastasia adota ferramenta sustentável inédita no Brasil, que desenvolve políticas de redução das desigualdades regionais.

Minas: gestão eficiente, gestão sustentável

Fonte: Agência Minas

Minas é o primeiro estado a utilizar metodologia desenvolvida por especialistas dos EUA

Governador Antonio Anastasia abre 1º workshop sobre o Product Space, ferramenta para suporte a políticas de desenvolvimento

 Minas: Anastasia adota ferramenta de gestão sustentável

Minas: Anastasia e a gestão sustentável

O governador Antonio Anastasia abriu, nesta quarta-feira (22), no Palácio Tiradentes, o 1º workshop para desenvolvimento do Product Space, instrumento de planejamento que mapeia as potencialidades e vocações de países e regiões. Com isso, Minas Gerais se prepara para consolidar, a médio e longo prazos, um novo perfil econômico capaz de gerar mais empregos de qualidade para os mineiros.

Com o instrumento será possível definir e buscar outras possibilidades de participação da economia mineira no mercado nacional e mundial no médio e longo prazos, reduzindo a dependência de produtos primários. Outro objetivo é buscar o desenvolvimento econômico sustentado e redução da desigualdade regional, tendo como base no avanço científico e tecnológico do Estado.

Para o governador Anastasia, a adesão do Estado a esse novo sistema é “revolucionária e inédita para o Brasil”. Ele ressaltou que Minas Gerais é o “primeiro estado subnacional do mundo a fazer uso dessa ferramenta de gestão”.

“Este projeto se caracteriza como um dos trabalhos mais importantes que teremos em Minas Gerais. Certamente, seus frutos imediatos não serão conhecidos na plenitude durante o meu governo. Mas, em razão dele, resultados que serão muito expressivos vão permitir resgatar aquilo que é o mais importante na nossa administração: a geração de empregos de qualidade”, afirmou o governador.

Organizado pelo Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), o evento teve a participação dos professores Cesar Hidalgo (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e Ricardo Hausmann (Universidade de Harvard), que desenvolveram a ferramenta, e da diretora executiva do Centro para o Desenvolvimento Internacional da Universidade de Harvard, Marcela Escobari. Também participaram do workshop secretários de Estado, servidores públicos e representantes da sociedade civil.

De acordo com o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, André Barrence, desde maio, membros do Governo de Minas trabalham em parceria com os professores na obtenção de um grande banco de dados junto aos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e do Trabalho e Emprego, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e das secretarias de Estado de Fazenda (SEF) e de Transportes e Obras Públicas (Setop).

“O objetivo é ter uma visão melhor da estrutura produtiva de Minas, suas habilidades, suas conexões e interações, para poder melhor prever e direcionar a evolução de seus investimentos. Muito mais que um diagnóstico da economia, essa ferramenta é uma possibilidade de o governo estadual visualizar a economia mineira de uma forma nunca vista”, disse.

O professor Ricardo Hausmann cumprimentou o Governo de Minas pela iniciativa. “É muito importante podermos planejar o desenvolvimento econômico de uma região. As gerações futuras certamente irão se beneficiar desse trabalho que iniciamos agora”, disse.

A ferramenta

Criado pelos professores Ricardo Hausmann (Universidade de Harvard) e Cesar Hidalgo (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o Product Space foi desenvolvido em 2007. O workshop foi oportunidade para que autoridades e técnicos do Governo do Estado pudessem aprofundar os conhecimentos sobre a ferramenta, conceitos e metodologia, e contribuir para a construção da ferramenta que será desenvolvida para Minas.

O Product Space é uma tentativa de explicar o desenvolvimento desigual de estados ou regiões e criar instrumentos para que esse processo seja feito de maneira mais uniforme e o que os formuladores de políticas públicas, industriais e tecnológicas podem fazer para trazer prosperidade a essas localidades.

A estrutura produtiva é definida pelo conjunto de habilidades específicas (capital, trabalho, tecnologia, instituições, infraestrutura, existência de relações sociais) que possuem. O conjunto de habilidades necessárias para a produção de bens e serviços é que gera o nível de sofisticação dos mesmos.

Minas: gestão eficiente, gestão sustentável – Link da máteria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/multimidia/galerias/minas-e-o-primeiro-estado-a-utilizar-metodologia-desenvolvida-por-especialistas-dos-eua/

Governo de Minas: Fundação João Pinheiro lança primeiros volumes da série “Boletim PAD”

Publicações abordam indicadores de despesas domiciliares em Minas Gerais, segundo dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios 2009

O Centro de Estatística e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP) lançou nesta terça-feira (20) os dois primeiros volumes da Série “Boletim PAD”, uma linha de publicações focada nos resultados da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG).

Os volumes I e II da série abordam indicadores de despesas domiciliares, segundo dados da primeira edição da pesquisa, realizada em 2009. A análise das informações contidas em ambas as publicações permite não só o conhecimento dos padrões de consumo da população mineira, como também a avaliação do nível de alcance e ramificação de políticas públicas e serviços implementados pelo Estado.

A Pesquisa por Amostra de Domicílios é desenvolvida pela fundação em parceria com o Escritório de Prioridades Estratégicas do Governo de Minas e com apoio do Banco Mundial e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). Realizado a cada dois anos, o estudo tem como objetivo conhecer em profundidade as características socioeconômicas, demográficas e culturais da população mineira.

“Este estudo é de fundamental importância para Minas Gerais, pois disponibiliza para a sociedade, instituições, governo e imprensa uma base de dados de alta qualidade, que pode subsidiar diversas outras pesquisas e estudos”, observou a presidente da Fundação João Pinheiro, Marilena Chaves.

Padrões de consumo

As publicações “Boletim PAD 2009 – Indicadores de Despesas Domiciliares”, partes I e II, descrevem os padrões de despesas relativos à habitação, educação, saúde e gastos coletivos do domicílio, como vestuário, artigos de higiene pessoal e limpeza da casa, recreação, cultura, alimentação, bebidas dentro e fora do domicílio, transporte, comunicação e imposto de renda.

“A PAD é uma pesquisa inédita, tanto em Minas Gerais quanto em outros estados do Brasil. A vantagem sobre outras pesquisas, como a do IBGE e a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), ambas realizadas pelo governo federal, é que a PAD possibilita a inclusão de novas informações e trabalha com dados regionais, sendo a única que analisa as sub-regiões”, explicou o diretor do Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro, Frederico Poley.

“Além de mostrar os padrões regionais, esta pesquisa aponta como uma sociedade se organiza, quais são suas preferências e particularidades, pois seu nível de desagregação de dados é mais amplo”, completou a pesquisadora do Centro de Estatística e Informações, Karina Rabelo.

Principais resultados

Educação – Os domicílios mineiros têm um gasto médio mensal per capita com educação de R$ 67,28. Desse total, R$ 41,28 são destinados a mensalidade escolar, o que corresponde a 61,36% dos investimentos totais em educação. Na sequência, estão o custeio de transporte (R$ 8,11), merenda (R$ 4,94) e material escolar (R$ 4,46).

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (R$ 85,13), a Zona da Mata (R$ 78,36), e o Triângulo Mineiro (R$ 70,35) são as regiões que apresentam maiores despesas com educação. As regiões Norte (R$ 33,14), Central (R$ 45,81) e Centro-Oeste (R$ 50,30) são as que registram os menores gastos com educação.

De acordo com a pesquisa, à medida que ocorrem acréscimos em anos de estudo na escolaridade dos chefes de família, há crescimento gradativo nas despesas com educação em Minas Gerais.

Saúde  – Em média, os domicílios mineiros gastam mais em saúde do que em educação. Do total de R$ 96,74 em despesas com saúde, mais da metade corresponde ao pagamento de plano ou seguro saúde (R$ 53,10), representando 54,89% das despesas neste segmento.

No Estado, domicílios chefiados por mulheres apresentam gastos com saúde superiores àqueles chefiados por homens: R$ 107,21 contra R$ 90,27, respectivamente.

Habitação e Gastos Diversos no Domicílio – Como ocorre com todas as despesas analisadas, em geral, gastos com habitação têm relação com a renda média mensal do domicílio: quanto maior o nível de renda, mais elevadas as despesas. No entanto, foram observados domicílios chefiados por mulheres que possuem menores níveis de renda e, mesmo assim, têm mais despesas com habitação (R$ 199,36) do que aqueles chefiados por homens (R$ 168,99).

A RMBH é a região que possui maior despesa per capita com habitação e gastos diversos no domicílio (R$ 244,51), representando um gasto 36,15% maior quando comparado com o total de Minas Gerais. A região Norte, por sua vez, apresenta resultado de despesa inferior a 41,67%, em relação ao total do Estado.

Alimentação – O total de gastos em alimentos e bebidas foi de R$ 57,87, menor que o valor gasto em educação (R$ 67,28) e saúde (R$ 96,74). Laticínios e panificados representam a maior parte dessas despesas (22,23%), seguidos por grãos, cereais, farinha, leguminosas e oleaginosas (15%). O consumo de carnes, aves, peixes e ovos também é parte significativa da despesa, representando 13,39% do total.

PAD 2011

Atualmente em sua segunda edição, os primeiros resultados da PAD 2011 serão apresentados em abril de 2012. A pesquisa obteve informações de cerca de 18 mil domicílios distribuídos por todo o Estado, em 1.200 setores censitários de áreas urbanas e rurais, incluindo a capital e Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A PAD-MG fornece os elementos necessários para o desenho das características da população, suas ações e posições no sistema de estratificação social e no mercado, e seus resultados são utilizados para originar novos estudos sobre temas específicos e subsidiar a elaboração, acompanhamento e avaliação de políticas públicas em Minas Gerais.

 

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fundacao-joao-pinheiro-lanca-primeiros-volumes-da-serie-boletim-pad/

Gestão Antonio Anastasia: força-tarefa agiliza projetos para recuperação de danos causados pelas chuvas

Minas buscar obter liberação, pelo governo federal, de R$ 2 bilhões em investimentos para drenagem, contenção de encostas, esgotos, estudos e planos de redução de riscos

Divulgação/Sedru
Força-tarefa formada pelo governador Anastasia se reúne para apressar projetos para recuperação de estragos
Força-tarefa formada pelo governador Anastasia se reúne para apressar projetos para recuperação de estragos

A força-tarefa do Governo de Minas, encarregada pelo governador Antonio Anastasia de captar recursos para obras de prevenção de riscos e de recuperação dos estragos causados pelas chuvas no Estado, intensifica os trabalhos para obter liberação, pelo governo federal, de cerca de R$ 2 bilhões em investimentos para drenagem, contenção de encostas, esgotos, estudos e planos de redução de riscos.

Comandada pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Regional e Polícia Urbana, Bilac Pinto, a força-tarefa discutiu esta semana, na Cidade Administrativa, detalhes das obras emergenciais, já em análise pelo Ministério do Planejamento, em Brasília, abrangendo de imediato R$ 1,05 bilhão para projetos de drenagem, R$ 330,4 milhões para contenção de encostas, R$ 590,4 milhões para redes de esgotos, R$ 31 milhões para estudos e R$ 6 milhões para planos de redução de riscos. Além de ações preventivas, o documento contempla projetos estruturantes de saneamento básico em municípios de todas as regiões mineiras.

Além de especialistas da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), a força-tarefa é integrada por dirigentes e técnicos da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), da Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab Minas), da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec) e do Escritório de Prioridades Estratégicas.

O maior volume de recursos, de R$ 481 milhões, está previsto para o sistema integrado de contenção de cheias na Bacia do Rio Sapucaí nos municípios de Itajubá, Santa Rita do Sapucaí e Pouso Alegre, já com projetos de engenharia concluídos. O objetivo é a construção de um dique em Pouso Alegre e de três barragens de contenção nos rios Sapucaí, Vargem Grande e Lourenço Velho. Além disso, o projeto de R$ 27 milhões prevê a construção de um dique e de galerias em Pouso Alegre, para evitar que as águas do Rio Mandu invadam casas e ruas durante as chuvas.

Ribeirão Arrudas

A proposta prevê ainda a aplicação de R$ 147 milhões em obras na Bacia do Ribeirão Arrudas em Belo Horizonte e Contagem, já com projetos de engenharia concluídos. Um deles, de R$ 127,2 milhões, prevê obras de contenção de cheias no Córrego Riacho das Pedras, tributário do Córrego do Ferrugem, em Contagem. Outro, no valor de R$ 16,3 milhões, é destinado a requalificação urbana e ambiental de aglomerados, estando previstos ainda R$ 3,41 milhões para complementação de obras no PAC no Arrudas.

Estão incluídos, ainda, R$ 99,2 milhões para recuperação e ampliação de calha de drenagem no Rio Betim, na Grande BH, já com projeto básico de engenharia concluído. Projeto de engenharia já finalizado prevê implantação de um sistema de contenção de cheias nos rios Muriaé e Preto, na Zona da Mata, com remoção de rochas, ampliação de calhas, construção de muros-dique, avenidas sanitárias e barragens de retenção, num valor total de R$ 300 milhões. “A importância da participação da Cohab Minas é, principalmente, a de contribuir com sua experiência, a exemplo do que aconteceu na execução do Proacesso, no qual foi necessário um trabalho muito grande na remoção e reassentamento das famílias”, afirmou o presidente da Cohab Minas, Octacílio Machado.

De acordo com a proposta, apenas para a contenção de encostas e obras de prevenção são solicitados R$ 256 milhões. Para a Bacia do Rio Paraopeba, está prevista a aplicação de R$ 112 milhões para ampliação de esgotamento sanitário em Betim, Bonfim, Contagem, Esmeraldas, Juatuba e Sarzedo, beneficiando mais de 690 mil pessoas. Na Bacia do Rio das Velhas, os projetos contemplam com esgotamento sanitário os municípios de Nova Lima, Ribeirão das Neves e Vespasiano, num total de 208 milhões.

Também já está com projeto de engenharia concluído a despoluição da Bacia do Rio Grande, envolvendo a implantação de esgotamento sanitário nos municípios de Barbacena, Botelhos, Campanha, Congonhal, Guaxupé, Tiradentes e Três Corações, no valor total de R$ 176 milhões. Recursos de R$ 51 milhões estão previstos para esgotamento sanitário nas bacias dos rios Paraíba do Sul e Paraná, envolvendo os municípios de Além Paraíba, Camanducaia e Patos de Minas e beneficiando população de 165 mil pessoas. Foram ainda incluídos no documento a liberação de R$ 43,5 milhões para projetos de esgotamento sanitário em 14 municípios às margens do Lago de Furnas.

Para a contratação de projetos emergenciais de recuperação dos estragos das chuvas, a Sedru reivindica R$ 31 milhões, sendo R$ 6 milhões para a Região Metropolitana de Belo Horizonte; R$ 10 milhões para Além Paraíba, Cataguases, Dona Euzébia, Guidoval, Governador Valadares, Jeceaba, Ouro Preto, Ponte Nova e Ubá; e para ações nas bacias dos rios Doce, Itabapoana e Paraíba do Sul. O Estado pretende aplicar ainda R$ 6 milhões em planos municipais de redução de riscos de 38 municípios assolados pelas cheias.

Fonte: Agência Minas