Gestão Anastasia: Epamig promove Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada no Semiárido de Minas Gerais

Evento vai destacar resultados das pesquisas sobre cultivo do café no Jaíba

Vânia Aparecida Silva/Epamig Sul de Minas
Cafeicultura irrigada com cultivo intercalar na Fazenda Experimental de Mocambinho
Cafeicultura irrigada com cultivo intercalar na Fazenda Experimental de Mocambinho

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) realiza, nesta terça-feira (15), em Mocambinho (Jaíba/Norte de Minas), o 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais. O evento vai destacar os resultados das pesquisas sobre o cultivo de café no Perímetro Irrigado do Jaíba desenvolvidas pela Epamig desde 2008.

Durante o evento, o extensionista da Emater-MG/Projeto Jaíba, Idelmar Pereira da Silva, apresentará a palestra “Realidade da cafeicultura no perímetro irrigado do Jaíba”. O pesquisador da Epamig Sul de Minas, Gladyston Rodrigues de Carvalho, falará sobre os cuidados na colheita e pós-colheita do café. A pesquisadora Vânia Aparecida Silva, também da Epamig Sul de Minas, abordará os benefícios do cultivo intercalar em lavouras de café. Segundo a pesquisadora o plantio de outras culturas entre os cafeeiros é uma forma de otimizar a área irrigada, possibilitando novas formas de renda para o produtor. “A palestra abordará a viabilidade técnica e econômica de diferentes sistemas de cultivo de milho, feijão, mamão e abacaxi intercalares ao cafeeiro”, afirma.

Os participantes do Encontro Técnico ainda conhecerão em campo os experimentos com café na Fazenda de Mocambinho.

O 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais será realizado na Fazenda Experimental de Mocambinho/Epamig – Praça Cepti 1, Zona Rural – e terá início às 8h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no dia do evento. Outras informações pelo telefone (38) 3833-4137.

Cafeicultura na região do Semiárido

A pesquisadora Vânia Silva explica que a cafeicultura no Norte de Minas Gerais é uma atividade recente. “Os primeiros plantios, realizados há menos de 20 anos, estão concentrados no perímetro irrigado no entorno do Rio São Francisco e apresentam boas perspectivas para tornar a região uma nova zona cafeeira do Estado”, afirma.

Os experimentos iniciados pela Epamig em 2008 utilizam as variedades Canephora e Arábica. “Não existem informações conclusivas sobre as cultivares recomendadas para região. Entretanto, no perímetro irrigado, existem experiências de plantio de arábica produzindo 60 sacas por hectare, o que deixa os produtores animados”, informa Vânia.

De acordo com a pesquisadora, o cultivo de café na região do Semiárido tem apresentado resultados positivos e consiste em uma boa opçãopara os produtores locais

Já o pesquisador da Epamig Sul de Minas, Júlio César de Souza, faz um alerta. Segundo ele, o clima semiárido é favorável para a proliferação de outra praga: o bicho-mineiro. “As altas temperaturas e a baixa umidade relativa do ar favorecem a infestação. Para que o cafeeiro tenha uma boa adaptação na região, é imprescindível o controle do bicho-mineiro, evitando desfolhas drásticas”, diz Júlio César.

Seviço:

Evento: 1º Encontro Técnico da Cafeicultura Irrigada do Semiárido de Minas Gerais

Data:15 de maio de 2012

Local:Fazenda Experimental de Mocambinho/EPAMIG – Praça Cepti 1, Zona Rural – Mocambinho/ Jaíba – MG

Horário:8h

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/epamig-promove-encontro-tecnico-da-cafeicultura-irrigada-no-semiarido-de-minas-gerais/

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Governo de Minas: Artesanato e turismo rural ganham reforço em capacitação da Emater-MG

O evento será realizado em Curvelo e conta com parcerias das secretarias de Desenvolvimento Econômico e de Turismo

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) programou, para os períodos de 21 a 25 de maio e de 28 a 31 de maio, em Curvelo, na região Central do Estado, duas oficinas que visam promover a integração e a socialização de conhecimentos e experiências nas áreas de artesanato e turismo rural. O evento, que tem as parcerias das secretarias de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Turismo (Setur), além da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e da Cooperativa Dedo de Gente, de Curvelo, será dirigido a 70 extensionistas, entre técnicos locais e coordenadores regionais e estaduais da Emater-MG.

Responsável pela organização do evento, a coordenadora técnica estadual das áreas de Artesanato e Turismo rural, Cléa Venina, falou da importância dessa capacitação para os profissionais técnicos da empresa. “Esta é uma ação muito importante para prepararmos melhor os grupos de artesãos agricultores familiares, visando a um melhor alcance de mercado, com ampliação de postos de trabalho, ocupação e melhoria da renda. Queremos melhorar a qualidade de vida desse segmento rural sem perder de vista o respeito ao meio ambiente e às tradições da cultura local”, explicou.

Para a coordenadora técnica, a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014 no Brasil também justifica a necessidade de preparar mais os agricultores familiares envolvidos nessas duas atividades. “A proximidade dos jogos da Copa 2014 traz a possibilidade de abertura de novos mercados para o artesanato e o turismo rural mineiros. Por isso a preparação desses grupos produtivos é de grande valia. Nosso papel é orientar para uma produção com melhor qualidade e buscar junto a esses grupos novas possibilidades de mercado”, disse.

A coordenadora técnica regional de Diamantina, Claudete Maria Souza e Costa, que acompanha projetos de incentivo ao turismo rural vinculados à produção artesanal em comunidades do município e da região, reforça os argumentos de Cléa Venina. Ela afirma que a Emater-MG já atua no sentido de preparar os agricultores familiares para o maior evento do futebol mundial. “Participamos do conselho do Circuito Turístico dos Diamantes, composto por 13 municípios da região, que tem como estratégia desenvolver ações integradas de roteiro e de divulgação com outros circuitos, como o Circuito da Serra do Cipó. A intenção é viabilizar o fluxo de turistas, durante os jogos”, explica.

Diamantina

Entre os temas a serem tratados nas oficinas de Curvelo, será destaque a apresentação de casos de sucesso de turismo comunitário da regional de Diamantina. Uma das iniciativas acontece desde 2008 na comunidade rural de Vau. Ela envolve cerca de 55 famílias locais atendidas pelo Programa de Turismo em Comunidade Rural. O programa é assistido pela Emater-MG e pelo Centro Vocacional Chica da Silva. No local, produtores de doces, quitandas, conservas e artesanato de fibra de bambu recebem apoio e orientação em gestão, qualificação, organização e comercialização dos produtos da comunidade. De acordo Claudete Maria, o resultado tem sido uma melhoria na renda dos moradores da comunidade que puderam adquirir mais equipamentos para incrementar a produção. “Eles comercializam a produção na Vila Real, um espaço com loja dos produtos tradicionais, salão de convivência, acesso à internet, nas margens da Estrada Real”, conta.

Outro trabalho desenvolvido pela Emater-MG na perspectiva da vocação turística da região de Diamantina, é promovido na comunidade de Cuiabá, no município de Gouveia. É o projeto Turismo de Vilarejo, que, de acordo com Claudete Maria, beneficia mais de 50 famílias de agricultores locais. “Entramos no processo este ano e estamos apoiando o 2º Festival de Comidas Típicas de Gouveia, que será realizado de 25 a 27 de maio”, informa. Ela acrescenta que a empresa faz parte da comissão organizadora do evento, apoiando a divulgação e a articulação junto a outras instituições para captação de recursos. “Além de Diamantina ser patrimônio cultural da humanidade, esta é uma região de grandes atrativos na natureza, como grutas, cachoeiras, rios, matas e parques. O nosso objetivo é inserir os agricultores no processo de desenvolvimento rural sustentável”, justifica.

ICMS diferenciado para artesãos

A capilaridade da Emater-MG, presente em 788.municípios do Estado, será uma importante aliada na implantação de uma política pública de apoio mais abrangente para o artesanato mineiro, a partir de um diagnóstico sobre o real alcance da atividade.  A constatação é da diretora de Desenvolvimento do Artesanato da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Patricia Miranda, que ministrará uma palestra nas oficinas de Curvelo para falar sobre a tributação do artesanato produzido em Minas. “Hoje, a capilaridade da Emater-MG é uma ferramenta e tanto para mensurar o universo de artesãos no Estado”, ressalta.

A diretora da Sede vai explicar aos 70 extensionistas participantes do evento sobre o regime diferenciado de ICMS para os artesãos. Segundo ela, pelo novo regime “o artesão, ao fazer a venda de seu produto, em vez de pagar de 12% a 18%, conforme o Simples Nacional, ele pagará apenas a alíquota de 7%, sendo que, na verdade, ele arcará com 3% e o governo estadual, 4%”. De acordo com Patrícia, a condição para que o artesão possa usufruir desse regime é ser representado ou vinculado à cooperativa ou associação. “Não pode ser pessoa física”, salienta. Miranda calcula que existam mais de 20 mil artesãos no Estado. “Algumas publicações falam em 20 mil, mas ainda acho pouco, pois existem aqueles que fazem alimentos artesanais”, argumenta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/artesanato-e-turismo-rural-ganham-reforco-em-capacitacao-da-emater-mg/

Gestão Anastasia: cotação da mandioca estimula produtor de Minas Gerais

Próximo plantio deve aumentar para atender ao mercado na Copa do Mundo

Divulgação/Seapa MG
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca
A agricultura familiar em Minas responde por 84% da produção estadual de mandioca

Com base nos resultados contabilizados nos dois últimos meses, os produtores mineiros de mandioca para consumo de mesa apostam na manutenção de boas vendas em 2012. Neste início de colheita, o valor da caixa de 22 quilos nas propriedades alcança até R$ 20,00, uma alta de 150% em relação ao preço médio registrado há um ano, informa a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa).

A perspectiva de aumento da remuneração, principalmente no período de frio, estimula os agricultores de Bonfim, município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Eles estão interessados também na ampliação da área plantada de mandioca, a partir de outubro, para atender ao possível aumento do consumo na Copa do Mundo de 2014.

O extensionista da Emater-MG, Sidney Lacerda Marcelino do Carmo, explica que o período de cultivo da mandioca é de cerca de um ano e meio. “Portanto, a parte principal da colheita nas lavouras em expansão deverá coincidir mesmo com o período dos jogos, e tudo indica que a demanda do produto pelos bares, restaurantes e hotéis será incrementada”, ressalta.

Produtor tradicional

Diante da perspectiva de aumento temporário do número de consumidores –  grande parte constituída por turistas dispostos a pagar mais pelo produto –, os agricultores de Bonfim acreditam que a posição do município como um dos polos tradicionais da mandioca em Minas será reforçada. Entre os 500 produtores locais que se dedicam à cultura, a maioria trabalha em lavouras de até quatro hectares, conforme a avaliação de Sidney Lacerda.

“Além de aumentar a área de plantio, os produtores também deverão investir mais em tecnologia”, enfatiza o extensionista. Por enquanto, o foco para os produtores é atender à expansão da demanda por mandioca no mercado da RMBH. Dados da Ceasa Minas mostram que, no acumulado de fevereiro e março deste ano, o município de Bonfim colocou no entreposto 1,1 mil tonelada de mandioca. Esse volume equivale a 37,1% da entrega total do produto pelos agricultores mineiros à Ceasa nesse período.

Da lavoura do agricultor Vandeir Fernandes do Carmo, numa área de 20 hectares, saíram 18 mil caixas de 22 quilos em 2011. Embora a colheita prevista para este ano seja um pouco menor, por causa de problemas climáticos no período anterior, a cotação do mercado deverá compensar. “O preço varia de R$ 25,00 a R$ 26,00 a caixa nas vendas para a Ceasa e para um grande supermercado de Belo Horizonte”, ele explica.

O custo médio de produção, principalmente com a aquisição de adubo e calcário, é R$ 4,00 por caixa, segundo a avaliação do produtor. “Por isso, a caixa deve ser vendida no mínimo por R$ 10,00 para garantir algum retorno”, finaliza Vandeir.

Agricultura familiar

De acordo com o Censo Agropecuário 2006 do IBGE, a agricultura familiar em Minas, contando com cerca de 440 mil estabelecimentos, responde por 84% da produção estadual de mandioca (o total estimado para este ano é 808,4 mil toneladas). Para o subsecretário de Agricultura Familiar, Edmar Gadelha, esse número mostra a importância da atividade voltada para um produto utilizado em grande escala na culinária do Estado, tanto para o consumo “in natura” quanto nas formas processadas.

O subsecretário também observa que as diversas variedades de mandioca existentes em Minas facilitam a produção. “Em Almenara, no Vale do Jequitinhonha, foram identificadas mais de 30 variedades com resistências diferentes às situações de clima e solo”, ele explica.

Gadelha destaca, ainda, a importância da assistência da Emater-MG aos estabelecimentos de agricultura familiar na adoção de boas práticas com o objetivo de garantir mandioca de alta qualidade para consumo de mesa ou industrialização. “Esse acompanhamento é fundamental também para a inclusão, nos estabelecimentos, de tecnologias de baixo custo que possibilitem o processamento da mandioca conforme as normas de qualidade e segurança alimentar e, como consequência, ajudem a aumentar a renda do produtor”, finaliza.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/cotacao-da-mandioca-estimula-produtor-de-minas-gerais/

Gestão da Educação: produtos da agricultura familiar mineira farão parte da merenda escolar

O programa “Cultivar, nutrir e Educar” será implantado em 45 municípios inicialmente e irá beneficiar a alimentação saudável dos alunos

Albany Arcega
Queijos fabricados por agricultores familiares vão abastecer escolas públicas
Queijos fabricados por agricultores familiares vão abastecer escolas públicas

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) irá participar em 2012, do programa estruturador “Cultivar, Nutrir e Educar”, criado pelo Governo de Minas. O objetivo é apoiar a produção, beneficiamento e comercialização de alimentos provenientes da agricultura familiar para o abastecimento de escolas da rede pública de ensino além de incentivar a educação nutricional para fortalecer a alimentação dos estudantes.

O “Cultivar, Nutrir e Educar” possui recursos na ordem de 30 milhões que serão aplicados gradativamente até 2015. O programa será implementado inicialmente em 45 municípios, abrangendo as regiões Norte de Minas, Zona da Mata, Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. A expectativa é beneficiar em torno de mil agricultores familiares. O programa tem como meta atingir 4.500 agricultores até o ano de 2013.

A execução será feita pelas Secretarias de Estado de Agricultura, Educação e Saúde respectivamente, em parceria com o IMA, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

Ações

As ações serão de identificar potenciais estabelecimentos rurais de pequeno porte, fornecedores de produto agro industrializados de origem animal e vegetal, tais como queijos, mel, ovos e doces. Além disso, capacitar e dar orientação técnica aos agricultores familiares em processamento de alimentos, boas práticas de fabricação e habilitação sanitária para torna-los aptos a oferecerem produtos de mais qualidade.

O IMA irá atuar diretamente no subprojeto de Apoio a Habilitação Sanitária das Agroindústrias Familiares, auxiliando, os subprojetos de Fomento a Produção Sustentável da Agricultura Familiar e de Apoio ao Acesso a Mercados e Comercialização.

O projeto estruturador também fornecerá equipamentos para a modernização e adequação das agroindústrias familiares, de acordo com a Lei Estadual 19.476/2011 – que trata da habilitação sanitária de estabelecimentos agroindustriais rurais de pequeno porte no estado.

O diretor-geral do IMA, Altino Rodrigues Neto destaca a importância de um programa estruturador voltado para o desenvolvimento e formalização da agricultura familiar. “É uma ação importante do governo que será realizada em parceria com diversas instituições. Incentivará diretamente os produtores rurais do estado e dará oportunidade para que os alunos da rede pública tenham acesso a uma alimentação mais saudável e de qualidade, que valoriza acima de tudo, a cultura do campo”, comenta.

Ele informa ainda, que o programa se justifica pelo desafio lançado pela Lei nº 11.947/2009, cuja determinação é de que, no mínimo, 30% do recurso da alimentação escolar seja comprado em gêneros alimentícios da agricultura familiar.

Agenda

Em abril, o programa foi lançado no município de Taiobeiras e Ipatinga. Outros encontros para apresentação do programa e capacitação técnica acontecerão em Viçosa, na quarta-feira (9) e na quinta-feira (10) e em Capelinha, nos dias na quarta-feira (30) e na quinta-feira (31).

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/produtos-da-agricultura-familiar-mineira-farao-parte-da-merenda-escolar/

Governo de Minas: fossas ecológicas são implantadas em propriedades de Varginha

Equipamento idealizado pela Emater é solução de baixo custo em saneamento e proteção do Meio Ambiente

Agricultores familiares do município de Varginha, Sul de Minas, encontraram uma alternativa econômica para solucionar problemas de saneamento e evitar prejuízos ao meio ambiente em suas propriedades. Com incentivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), que implantou uma Unidade Demonstrativa no município, os produtores estão instalando “fossas ecológicas”.  A ideia é reduzir a contaminação do lençol freático, com economia na construção da obra.

A fossa da Emater-MG tem três metros de comprimento, dois de largura e um metro e meio de profundidade. Cada uma custa cerca de R$500, valor menor do que um modelo industrial, que chega a custar quase R$5 mil. “É uma fossa de baixo custo e fácil construção. O material utilizado é facilmente encontrado e não requer mão de obra especializada”, diz o coordenador técnico regional de Meio Ambiente da Emater-MG de Alfenas, Antônio Henrique Pereira.

Além de ser mais barata, a fossa ecológica evita a contaminação do lençol freático. O interior da fossa é impermeabilizado com uma fina camada de cimento, evitando que os dejetos entrem em contato com o solo e contaminem o lençol freático.

Com o local devidamente cimentado, são colocados brita, areia, entulhos, e forma-se um túnel com pneus velhos. A fermentação da matéria orgânica acontece dentro desse túnel e é anaeróbia (sem oxigênio). Uma outra fermentação, dessa vez aeróbia (com a presença de oxigênio), acontece na zona de absorção das raízes de plantas cultivadas sobre a fossa. De acordo com o extensionista do Escritório da Emater–MG em Varginha, Luiz Geraldo Rezende Reis, os gases absorvidos pelas plantas são liberados na atmosfera, sem cheiro ou contaminação do ambiente. No caso da Unidade montada pela Emater–MG, sobre a fossa foi implantada uma lavoura de inhame.

O extensionista também explica que a fossa ecológica não pode receber gordura nem excesso de água. Dessa forma, a água utilizada no chuveiro e na pia deve ser direcionada para outro local para o tratamento adequado. “A gordura atrapalha os processos de fermentação e evaporação”, diz Luiz Reis.

Depois de conhecerem a Unidade Demonstrativa da Emater–MG, agricultores do município de Varginha optaram pela fossa ecológica. Ao todo são 112 famílias da comunidade dos Martins. Até abril deste ano já foram construídas 60 fossas. Os recursos para as obras foram conseguidos pela União dos Pequenos Produtores de Cafés Especiais dos Martins (Unicafem). A Emater–MG tem orientado os produtores sobre os principais benefícios da fossa ecológica por meio de eventos e visitas técnicas. O objetivo é tornar a prática cada vez mais conhecida e utilizada.

“Com a adoção da fossa ecológica, o produtor rural dará o destino adequado ao esgoto sanitário, entulhos, pneus e estará contribuindo para a melhoria da qualidade da água superficial e subterrânea. Evitará ainda a contaminação do solo e a propagação de doenças, contribuindo para a melhoria do meio ambiente e para a saúde de sua família”, diz o coordenador Antônio Henrique Pereira.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/fossas-ecologicas-sao-implantadas-em-propriedades-de-varginha/

Gestão Anastasia: governo de Minas beneficia famílias do Norte do Estado com projeto de abastecimento de água

Por meio do Minas Sem Fome, moradores de Francisco Sá passam a contar com água encanada

A falta de água, por muitos anos, foi uma realidade na vida das famílias da comunidade São Geraldo, no município de Francisco Sá, região Norte de Minas. Um novo tempo, porém, surge para esses moradores, por meio da implantação do Projeto de Abastecimento de Água de São Geraldo – programa do Governo de Minas, coordenado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG).

O projeto foi implantado em abril deste ano e beneficia 256 famílias. Para levar água até as casas dos moradores da comunidade foi montada uma rede de 22 quilômetros de tubulação. Também foram instalados quatro reservatórios de 100 mil litros, duas bombas para a captação de água e um hidrômetro em cada residência. O valor do investimento chega a R$1 milhão. Os recursos são do programa Minas Sem Fome e da Prefeitura de Francisco Sá.

“Esperamos que esse projeto solucione o problema com falta de água que os moradores da comunidade enfrentavam. Além disso, a partir de agora as famílias terão mais qualidade de vida”, diz o extensionistas da Emater-MG em Francisco Sá, José Eustáquio Barbosa. No dia 6 de maio, será realizada a cerimônia de inauguração do projeto na cidade.

Minas Sem fome

O Minas Sem Fome é um iniciativa do Governo de Minas, executado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, por meio da Emater–MG, com apoio das prefeituras. O objetivo é implementar ações que contribuam para a inclusão da população de baixa renda no processo produtivo, especialmente agricultores familiares. O programa incentiva a produção de alimentos, agregação de valor e geração de renda, visando à melhoria de suas condições de segurança alimentar e nutricional. A Emater–MG é responsável pela mobilização dos agricultores, assistência técnica, compra e distribuição dos insumos.

Até dezembro de 2012, o Minas Sem Fome deverá atender, em Minas Gerais, 187.860 famílias de agricultores familiares com ações para incrementar as atividades de lavoura, pomares, hortas, apicultura, piscicultura, avicultura, produção de leite, feiras livres, gestão de projeto e apoio a agricultura familiar. A meta financeira para todo o programa este ano é de R$ 4,76 milhões. Os recursos são provenientes do governo de Minas Gerais.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-beneficia-familias-do-norte-do-estado-com-projeto-de-abastecimento-de-agua/

Governo de Minas: ex-detenta coordena equipe no Presídio Feminino José Abranches

Ana Carolina Moreira foi contratada pela empresa LT Confecção Ltda. após receber alvará judicial de prisão domiciliar

Divulgação/Seds MG
Ana Carolina foi contratada no mês passado para coordenar a produção das sacolas
Ana Carolina foi contratada no mês passado para coordenar a produção das sacolas

Coordenar a produção de aproximadamente 1.600 sacolas retornáveis por dia e uma equipe de 20 presas é responsabilidade da ex-detenta Ana Carolina Moreira, protagonista de uma história de ressocialização no Presídio Feminino José Abranches Gonçalves, situado em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Ana Carolina foi contratada no mês passado pela empresa LT Confecção Ltda, após receber o alvará judicial de prisão domiciliar.

A proprietária da empresa, Thaís Rosa de Oliveira Lara, considera de extrema importância o trabalho de ressocialização realizado por todos os funcionários da unidade, principalmente os agentes penitenciários. Ela ainda conta que “a produção das detentas já forneceu bolsas para a Vale, o Sebrae, diversos supermercados na região metropolitana, além de várias empresas de outros ramos, inclusive no estado de São Paulo”.

Um curso de corte e costura – parceria da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), por meio das diretorias de ensino e trabalho da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) – incentivou e capacitou Ana Carolina para iniciar o trabalho na produção das sacolas retornáveis em 2010. No ano seguinte, ela fez também um curso de produção industrial. “Estou me sentindo muito honrada, confiante e valorizada em poder retornar para exercer aqui uma profissão. Gosto muito das palavras de incentivo que tenho recebido de várias pessoas, dentro e fora do presídio”, revela Ana.

A satisfação da nova coordenadora de produção de sacolas retornáveis é compartilhada também pela diretora-geral da unidade, Raquel Alves de Paula, que considera uma grande recompensa acompanhar e dedicar-se a casos de sucesso em prol da ressocialização.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ex-detenta-coordena-equipe-no-presidio-feminino-jose-abranches/

Gestão Anastasia: Epamig destaca controle fitossanitário cafeeiro durante encontro tecnológico no Sul de Minas

O Encontro Tecnológico do Café será realizado na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso

A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em parceira com a Universidade Federal de Lavras (Ufla) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), realiza, no dia 10 de maio, na Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, no Sul de Minas, o 8º Encontro Tecnológico do Café. O tema principal desta edição é o controle fitossanitário, com destaque para a palestra “Diagnóstico e manejo da mancha aureolada do cafeeiro”, que será ministrada pela pesquisadora do Instituto Biológico de Campinas, Flávia Rodrigues Alves Patrício.

Em campo, os participantes vão acompanhar estações técnicas que abordarão temas, como: combate de pragas, produtividade, qualidade, armazenamento e comercialização do café. O pesquisador da Embrapa Café/Epamig Sul de Minas, Ernesto Prado, falará sobre “Manejo e controle de cochonilhas farinhentas do cafeeiro” em uma estação que contará, também, com o Ciência Móvel – ônibus itinerante da Epamig que traz um pequeno laboratório para demonstração de pesquisas, publicações técnicas e produtos da Empresa.

Outros destaques serão as estações sobre “Armazenagem e comercialização do Café”, apresentada por representantes da Cooparaíso, e “Qualidade e preparo do Café”, comandada pelo engenheiro agrônomo da Emater de Guaxupé, Willem Guilherme. Paralelamente ao evento, haverá exposição de máquinas, insumos, fertilizantes e defensivos agrícolas para a cafeicultura.

De acordo com o gerente da Fazenda Experimental de São Sebastião do Paraíso, Juraci Júnior de Oliveira, a expectativa é que o encontro atraia participantes de 12 municípios da região. “O público que vem para o evento é bem diversificado. Além de cafeicultores e extensionistas, recebemos também representantes de indústrias, cooperativas e revendas de café em busca de novidades para o setor”, afirma Juraci.

O evento é gratuito e as inscrições serão feitas no local a partir das 8h do dia 10 de maio. Mais informações pelo telefone (35) 3531-1496.

8º Encontro Tecnológico do Café

Data: 10 de maio de 2012

Local: Fazenda Experimental da EPAMIG em São Sebastião do Paraíso – Estrada Via Guardinha, Km 12,5 – Distrito de Guardinha

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/epamig-destaca-controle-fitossanitario-cafeeiro-durante-encontro-tecnologico-no-sul-de-minas/

Gestão em Minas: Emater-MG apresentará modelo de tecnologia sustentável na Expozebu

Sistema de integração, lavoura, pecuária e florestas será destaque na maior mostra de zebuínos do mundo

Emater Uberaba / Divulgação
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas
Emater-MG integrará estande do Governo de Minas na Exposição Internacional das Raças Zebuínas

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) integrará o estande do Governo de Minas na 78ª edição da Exposição Internacional das Raças Zebuínas (Expozebu), em Uberaba, no Triângulo mineiro. No local, ao lado de outras instituições do Estado, a Emater-MG disponibilizará material técnico para os visitantes da feira.

Além disso, extensionistas estarão disponíveis ao público para esclarecer eventuais dúvidas relativas aos trabalhos desenvolvidos pela extensão rural e divulgar as políticas públicas do setor. Programada para o período de 28 de abril a 10 de maio, no Parque Fernando Costa, a Expozebu é considerada a maior mostra de zebuínos do mundo. A feira é realizada pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ).

Além de integrar o estande do Estado, a Emater-MG também marcará presença no Espaço da Sustentabilidade, área dedicado pelos organizadores do evento à exibição de práticas sustentáveis na agropecuária. Segundo o gerente da regional Emater-MG de Uberaba, Gustavo Laterza, será disponibilizada a “maquete viva” de uma unidade demonstrativa do sistema Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta (ILPF).

“A ILPF é um exemplo de tecnologia sustentável, pois consiste em diferentes sistemas produtivos implantados na mesma área, em consórcio de rotação ou em sucessão. O sistema promove uma importante integração, envolvendo o plantio de árvores, grãos e forragens para recuperação de pastagens. E isso proporciona a produção de alimentos e de energia renovável de madeira. A ILPF fomenta a geração de empregos, renda e melhores condições ao produtor rural, estimulando uma harmonia entre produção e meio ambiente”, argumenta.

Desde o ano passado, a Emater-MG de Uberaba vem incentivando a ILPF nos municípios que compõem a regional, por meio da implantação de treze unidades demonstrativas. Cinco unidades com esse fim já foram montadas e outras oito estão em curso, segundo o gerente da regional da empresa. Os municípios que estão recebendo as unidades são Uberaba, União de Minas, Frutal, Pirajuba, Conceição das Alagoas, Campo Florido, Itapagipe, Tapira e Sacramento, de acordo informações do coordenador técnico regional da Emater-MG, Wilson Marajó.

“Esta tecnologia foi desenvolvida pela Embrapa e cabe à extensão rural, por meio da Emater-MG, compartilhar as informações com os produtores rurais. Trata-se basicamente de três culturas numa mesma área: lavoura de milho ou sorgo, pastagem e floresta de eucalipto”, explica Laterza. Ele pontua mais objetivos do Programa da ILPF, como diminuir impactos ambientais, oriundos da atividade agrícola e pecuária; e preservar florestas nativas e matas ciliares, diminuindo a necessidade de desmatamento de novas áreas.

Pró-Genética

O Projeto de Melhoria Genética do Rebanho Bovino do Estado de Minas Gerais (Pró-Genética) também marcará presença na Expozebu 2012. No próximo dia 03, às 14h, a Emater-MG participará de uma reunião para apresentar os resultados e oportunidades de expansão do programa em outros estados. O programa, incentivado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e pela Emater-MG, promove feiras de touros geneticamente melhorados e registrados, em parceria com a ABCZ e outras entidades. Também promove ações educativas.

Em 2011, o Pró-Genética promoveu 15 feiras em todo o Estado, com a comercialização de 279 touros. A regional Emater-MG de Uberaba teve o maior número de eventos, com a realização de seis feiras e a comercialização de 118 animais, representando 42% das vendas em Minas.

Iniciado em 2006, o Pró-Genética é um programa do Governo de Minas que objetiva melhorar a qualidade genética do rebanho bovino do Estado para fortalecer as cadeias produtivas da carne e do leite nas propriedades típicas do Estado, voltado, principalmente, para os pequenos produtores.

Já na próxima quarta-feira (02), a Emater-MG participará da reunião do Núcleo dos Sindicatos Rurais do Triângulo Mineiro, composto por 30 sindicatos rurais associados. Na oportunidade a empresa pública mineira vai mostrar o trabalho da extensão rural no estado. No dia 08, em outra reunião na Expozebu, promovida pela a Associação Pontal Leite, a Emater-MG vai mostrar as ações de incentivo à bovinocultura de leite, por meio de programas como Minas Sem Fome e o Minas Leite.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/emater-mg-apresentara-modelo-de-tecnologia-sustentavel-na-expozebu/

Gestão Anastasia: Governo de Minas incentiva fruticultura na região das Vertentes

Plantio de fruteiras de clima temperado é opção para agricultura familiar e geração de trabalho e renda
Marco Evangelista/Imprensa MG
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região
O pesquisador Paulo Norberto tem boas expectativas com relação ao plantio da figueira na região

O cultivo de maçã, uva e figo vem ganhando espaço entre os produtores rurais do Campo das Vertentes. Isso graças ao incentivo do Governo de Minas que, desde 2007, desenvolve a fruticultura na região. Por meio da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), foram implantadas 21 unidades demonstrativas, distribuídas nas cidades de São João del-Rei, Barroso, Tiradentes, Prados, Resende Costa, Coronel Xavier Chaves, Lagoa Dourada, Carandaí e Piedade do Rio Grande.

O pesquisador da Epamig, Paulo Márcio Norberto, que realiza o trabalho da fruticultura juntamente com outros dois pesquisadores, conta que as unidades demonstrativas são instaladas em propriedades particulares. “Essas propriedades contempladas estão sempre abertas à comunidade, servindo de modelo para outros produtores interessados em aprender e entrar na atividade, possibilitando o acompanhamento de todo o processo de produção, desde o plantio até a colheita”, explica.

Segundo ele, a fruticultura representa uma boa alternativa para a região. “Como o fluxo de turistas é grande e a região tem um forte apelo turístico, favorece a possibilidade de colocação de produtos no mercado, inclusive com agregação de valor, como doces em calda, geleias e cristalizados”, avalia. O plantio das fruteiras de clima temperado é também uma opção diferente das usuais, principalmente na agricultura familiar. “Hoje, muitos produtores locais já aderiram e estão colhendo os frutos, o que possibilita um incremento significativo em suas rendas e, além de ocupar a mão de obra familiar, acaba gerando novos postos de trabalho em suas comunidades”, afirma o pesquisador da Epamig.

Em Coronel Xavier Chaves, o produtor Antônio Catarino de Almeida possui uma unidade demonstrativa de videira há um ano. Ainda não foi possível comercializar a uva, mas ele acredita que em dois anos a produção já seja satisfatória. “Está sendo uma boa experiência e a expectativa é boa, acho que vai dar certo”, diz. Catarino recebeu da Epamig 200 mudas para iniciar a plantação. “Desde então, o técnico vem aqui, explica como é a manutenção, orienta, apoia muito o nosso trabalho. Com certeza vai ser possível aumentar nossa renda, porque a região não tem muito esse tipo de plantação”, conclui o agricultor. Ele conta com a ajuda do filho para cuidar das videiras e das outras cultivares que possui na propriedade, que inclui mexerica, baroa, mandioca e inhame.

Apoio técnico

Ilceu Carvalho, produtor de Prados, também recebeu apoio técnico para o plantio de uva e figo e, em 2011, fez sua melhor colheita. “Tive uma produção de cerca de 700 kg de uva e vendi 500 kg in natura, que é a forma mais lucrativa. Todo mundo elogiou a qualidade”, conta. Agora, Ilceu quer aumentar a produção. “Quero ver se consigo colher duas vezes ao ano, em vez de apenas uma. Minha meta é uma colheita no meio do ano e uma no final. Por isso vou começar a usar um sistema de irrigação”, relata.

As pesquisas na área de fruticultura são desenvolvidas na Fazenda Experimental Risoleta Neves, em São João del-Rei, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já destinou mais de R$ 300 mil para projetos de pesquisa e bolsas de pós-doutorado, iniciação científica e apoio técnico. O trabalho de difusão e transferência de tecnologia também conta com a parceria da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG).

Com relação à cultura da videira, o pesquisador Paulo Norberto destaca que as plantas estão começando a expressar todo o seu potencial produtivo. “As variedades que estão sendo testadas aqui na região são de grande importância econômica, são rústicas e toleram mais as variações climáticas que ocorrem na região”, pontua.

A cultura da figueira também tem boa expectativa de produção. “Estamos testando e validando novas tecnologias de manejo para a cultura, que tem mostrado um grande potencial na região. A caminhada de implantação e desenvolvimento da fruticultura já possui um histórico, que foi iniciado em 2007 e precisa ser continuado, pois foram e estão sendo geradas e validadas diversas tecnologias, adaptadas para o pequeno produtor”, completa.

Cultivo de oliveiras

O produtor José Lásaro Mendes Morais se uniu à Epamig para implantar uma unidade demonstrativa de oliveiras há quatro anos. O projeto Rendimento Agronômico das Oliveiras também recebe o apoio da Fapemig. O experimento, localizado em Piedade do Rio Grande, é o único da região e vai ajudar a definir as melhores variedades a serem produzidas.

“Tenho cinco variedades plantadas, vamos ver qual se adapta melhor. Hoje a produção ainda é pequena, não dá para comercializar, mas já é possível perceber que algumas variedades se manifestaram mais precocemente”, comenta. O tempo médio para a oliveira entrar em produção é de seis a oito anos.

José Lásaro também cultiva maçã e, por meio de um trabalho conjunto com a Epamig, estão sendo introduzidos novos materiais genéticos com potencial produtivo para as condições de clima e solo da região. “Além de trabalhos de análise de folhagem das plantas e de conservação dos frutos da maçã”, completa o produtor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/governo-de-minas-incentiva-fruticultura-na-regiao-das-vertentes/