Aécio Neves 2014: senador acha positiva candidatura de Campos

Aécio Neves 2014: sobre disputa à Presidência, senador comentou que quanto “mais plural for o debate eleitoral melhor para o Brasil”.

Aécio Neves 2014: Eleição Presidencial

Fonte: O Globo

Aécio considera extremamente positiva a candidatura de Eduardo Campos

Senador tucano diz que não pretende ser candidato a qualquer custo, mas acha que sua candidatura é a principal alternativa ao PT

SÃO PAULO — O senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse nesta segunda-feira em São Paulo que uma eventual candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), a presidente da República, “é extremamente positiva”, mas ressaltou que o PSDB é hoje a principal alternativa “ao modelo atual de gestão imposto pelo PT no governo federal”. Ele disse que torce para que o governador pernambucano, assim como a ex-ministra Marina Silva, sejam candidatos a presidente no ano que vem, pois quanto “mais plural for o debate eleitoral melhor para o Brasil”.

— Eu acho extremamente positiva e torço para que ele (Eduardo Campos) confirme sua candidatura. Como acho muito positiva a candidatura colocada pela Marina Silva. Todas as outras candidaturas são bem-vindas para qualificar ainda mais o debate eleitoral — disse Aécio, ao chegar ao Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), para uma reunião com o ex-presidente e outros tucanos paulistas.

Aécio Neves participou nesta manhã de palestra com o economista Raul Veloso, no próprio IFHC, que será seguida de reunião com o ex-presidente e com políticos ligados ao ex-governador José Serra, como o senador Aloysio Nunes Ferreira e o ex-governador Alberto Goldman, além do presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra. Em debate, a composição da futura direção nacional do PSDB, que será eleita em maio.

O objetivo desse encontro é aparar as arestas com os serristas. O ex-governador só aceita que Aécio assuma a presidência da legenda na eleição interna de maio se puder manter Goldman como vice-presidente. Os aliados de Aécio têm resistência ao pleito.

Segundo Aécio, hoje a grande alternativa ao “modelo de gestão imposto pelo PT é o PSDB” e agora cabe ao partido comunicar isso à população ao longo de 2013. O senador ressalta que o partido deve mostrar a diferença em relação ao governo petista no campo da ética e da gestão. Para ele, o candidato do PSDB a presidente só terá sucesso na disputa eleitoral se tiver o apoio do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e que ele não pretende ser “candidato a presidente a qualquer custo”.

Sobre as pesquisas eleitorais divulgadas neste final de semana, onde aparece com 10% no Datafolha, Aécio considerou positivo o seu desempenho, sobretudo pelo baixo conhecimento da população sobre o seu nome. Para Aécio, Dilma só está melhor porque tem usado de maneira “abusiva” as cadeias de rádio e televisão para se promover.

Esta segunda-feira é um dia decisivo para a candidatura de Aécio em 2014. Ao longo do dia, o mineiro testará sua popularidade em São Paulo e ainda tentará vencer a resistência de aliados do ex-governador José Serra. De quebra, tentará colher subsídios para o seu discurso de presidenciável, ao participar de um encontro sobre a questão fiscal.

Aécio teme que os serristas, como retaliação, esvaziem o seminário que o PSDB paulista realiza na noite desta segunda-feira para apresentar o senador como candidato do partido a presidente. Serra não irá porque foi viajar.

Nos últimos dias, o ex-governador paulista causou desconforto entre os tucanos por ter se encontrado com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, possível candidato a presidente pelo PSB no próximo ano.

Para evitar que o quórum do seminário seja baixo, Aécio passou o final de semana telefonando para deputados federais e estaduais do partido.

Com o grupo de Alckmin, também há divergências porque o atual governador almeja colocar um de seus aliados na secretaria-geral tucana, o segundo posto na hierarquia partidária. Mas a relação entre os dois é menos problemática, tanto que Aécio irá ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no final da tarde. De lá, eles seguirão juntos para o seminário.

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Presidência 2014: Aécio e Campos diálogos decisivos

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Presidência 2014: Aécio e Campos

Fonte: O Globo

Diálogos decisivos

Merval Pereira

Merval Pereira

Embora tenha sido antecipada exoticamente pelo próprio governo, contra todas as melhores regras da tradição política, a sucessão presidencial ainda está num estágio incipiente para os principais candidatos a adversários da presidente Dilma Rousseff. Enquanto a ex-senadora Marina Silva está em plena luta para criar uma sigla que possa chamar de sua, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e o senador mineiro Aécio Neves tentam se organizar dentro de seus próprios terrenos para, a partir daí, jogarem-se mais seguramente na tentativa de vencer a máquina governamental, que já está funcionando a toda.

Recentemente, os dois tiveram conversas fundamentais para aplainar o terreno que pisarão dentro em pouco. Aécio deve assumir a presidência do PSDB em maio, e a partir daí intensificará suas viagens pelo país, mesmo que não assuma formalmente a candidatura. Campos marcou setembro como a data para anunciar sua decisão e está em campo para avaliar as possibilidades concretas de levar seu plano adiante.

Dentro do PSDB, a única e grande pedra no sapato de Aécio continua sendo a união do grupo paulista que até hoje indicou todos os candidatos a presidente da República do partido, começando pelo ex-senador Mario Covas, seguindo por Fernando Henrique, vitorioso duas vezes, José Serra, duas vezes, e o governador paulista, Geraldo Alckmin. Dependente do apoio paulista, o mineiro procurou o último para saber seu ânimo diante da disputa que se avizinha.

Foi claro com ele, perguntando diretamente se estava nos seus planos, mesmo que remotamente, disputar a Presidência novamente em 2014. Se a resposta fosse positiva, mesmo que no plano puramente especulativo, Aécio disse a Alckmin que não teria problema em abrir mão da postulação, com uma explicação muito simples ao eleitorado: não consegui unir o partido e devolvo à direção nacional a decisão sobre quem será o candidato. Voltaria a Minas Gerais para provavelmente ser candidato novamente ao governo do estado.

Alckmin teria sido enfático ao recusar tal possibilidade, garantindo a Aécio o apoio integral da seção paulista. O incômodo que Serra estaria sentindo, com relação à direção nacional e até mesmo ao governador paulista, é uma questão a ser superada, mas não impeditiva da união partidária. Na formação da nova direção nacional, Serra será convidado por Aécio a participar, pessoalmente ou através de um representante de seu grupo, mas há a percepção no partido de que não existe a possibilidade de um racha que divida os votos tucanos em São Paulo.

Tanto para o governo quanto para os outros candidatos, sempre haverá um ranço contra o mineiro que tirou do páreo os paulistas, e é nesse espaço que veem a chance de quebrar a hegemonia do PSDB no estado. Já Campos, candidato natural do PSB e sem rivais do partido, teve uma conversa franca com a presidente Dilma Rousseff no Planalto, onde as fichas foram colocadas na mesa.

A presidente tomou a iniciativa de dizer que compreendia o momento do PSB e considerava quase certo que um dia Campos ocuparia o lugar que hoje é dela. Qualquer decisão que viesse a ser tomada, disse Dilma, não interferiria na relação de amizade que nutria em relação a ele e à sua mulher, Renata. Campos admitiu que o partido o estava empurrando para a disputa e pediu que Dilma se considerasse livre para agir da maneira que considerasse melhor em relação à participação do PSB no governo.

Falou sobre o desgaste natural que a permanência por muitos anos de um mesmo grupo político no governo provoca e se disse convencido de que a coalizão PT-PMDB estava esgotada, sem um projeto para o país. Foi claro ao dizer que temia que o PSB fosse tragado pelo fracasso da coalizão governista, mas se colocou sempre crítico ao PT, e não à pessoa da presidente. Advertiu-a de que a popularidade de hoje pode desaparecer. Garantiu que não fazia qualquer movimento com vistas a ocupar a vice-presidência no lugar de Michel Temer, e prometeu comunicá-la assim que se decidir.

Dentro do governo, Campos já é visto como o adversário a ser batido, por representar a novidade da eleição. O que muitos no PSB temem, porém, é que essa novidade envelheça, com toda a exposição que necessariamente o governador terá que estimular para criar em torno de si uma expectativa de poder.

Aécio Neves e Eduardo Campos juntos em 2014

Eleições 2014: governador de Pernambuco quer convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos levaria disputa com a  Dilma Rousseff para o segundo turno.

Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos

Fonte: Diário de Pernambuco

Articulação »Eduardo Campos e Aécio Neves podem caminhar juntos nas eleições de 2014

Socialistas e tucanos podem se aliar num eventual segundo turno das eleiçõe presidenciais de 2014. A relação de amizade entre os possíveis candidatos, o senador Aécio Neves, do PSDB, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pode se transformar numa parceria política nacional. Ao mesmo tempo que trabalham para atratir partidos da base tucana, como o PPS do deputado federal Roberto Freire, aliados de Campos agem nos bastidotres para aproximar ao máximo o governador do senador mineiro.

Segundo informações do Poder Online, o plano de alguns interlocutores do governador de Pernambuco é convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos seria a chave para levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) para um segundo turno. Além do bom relacionamento das duas lideranças, há no PSB de Minas alguns aliados de Campos que transitam dentro do ninho tucano controlado por Aécio.

Socialistas do primeiro escalão avaliam que esta articulação pode ser impulssionada pelo que descrevem de “incômodo” de Campos em relação ao ex-presidente Lula (PT), que além de alimentar brigas internas dentro do PSB, também estaria tentando isolar Eduardo Campos politicamente. Vale lembrar que o cacique do PT anda prestigiando os irmãos Cid e Ciro Gomes, no Ceará, ambos do PSB. O dois já declararam publicamente que são a favor que o partido suba no palanque de Dilma na próxima eleição.

“Temos que convencer o Aécio de que ele só tem a ganhar com uma candidatura do Eduardo Campos”, disse um interlocutor de Campos ao Poder Online. Segundo ele, o socialista teria condições de tirar votos de Dilma no Nordeste, enquanto Aécio dividiria o eleitorado no Sudeste e arremataria o Sul do país, forçando assim uma segunda etapa na eleição presidencial.  Quem seguisse para o segundo turno, sugere, levaria então o apoio daquele que saísse derrotado.

Apesar de esquematizada, a tese socialista é otimista. Até porque o senador Aécio Neves já demonstrou uma certa insatisfação com o posicionamento do PSB, que segundo ele, vive num “divã” e não sabe se é oposição ou governo. Porém, mesmo com as diferenças pontuais, alguns socialistas e tucanos sonham ainda com uma chapa que reúna os dois partidos. Nesta avaliação, Campos estaria na cabeça de chapa e Antônio Anastasia, atual governador de Minas, seria indicado por Aécio para o posto de vice.

2014: Aécio e Eduardo são o novo para eleições presidenciais

2014: Aécio e Eduardo são o novo. Minas fez o choque de gestão, Pernambuco contratou gestores profissionais para a Saúde.

2014: Aécio e Eduardo

 2014: Aécio e Eduardo são o novo

2014: Aécio e Eduardo – Foto O Estado de S.Paulo

Fonte: Valor Econômico

Nem sempre o novo significa renovação

Por Raymundo Costa

É preciso tempo e estudos mais detalhados para se comprovar o fenômeno da renovação política que teria ocorrido nas eleições municipais de 2012. Como escreveu Fernando Henrique Cardoso em seu artigo do último domingo, publicado em “O Globo” e no “Estado de S. Paulo”, ser jovem não assegura necessariamente ser “portador de mensagem renovadora”.

Na safra de jovens eleitos ou que despontaram nas eleições, alguns são legítimos representantes de oligarquias há longo tempo assentadas. O exemplo mais evidente é o de Antônio Carlos Magalhães Neto, 33 anos, herdeiro político do velho ACM, morto em 2007.

ACM, o avô, fez da truculência a sua marca. O melhor exemplo nem é o de sua famosa briga com o paraense Jader Barbalho, que acabou com a renúncia dos dois ao mandato que exerciam no Senado. É a cena do “dono da Bahia” atravessando a rua que separa o Congresso do Palácio do Planalto para “peitar” FHC: O presidente decidira intervir no antigo Banco Econômico.

As lições eleitorais de 2012 e seus signos para 2014

Oligarca, patrimonialista, ACM no entanto sempre teve a faculdade de escolher bons quadros: fez sucessores no governo da Bahia, técnicos como o ex-governador Paulo Souto, que deixaram o cargo bem avaliados.

ACM Neto não deve ser julgado desde já pelo que o avô tinha de antigo, nem pelo que os “modernos” julgavam um bom faro para escolher nomes novos para a política baiana, desde que fiéis. Isso quem dirá é o próprio Neto, cujas dificuldades à frente não são poucas: ele assume a Prefeitura de Salvador por um partido de oposição e enormes problemas financeiros.

Outro nome comemorado como novo é o de Gustavo Fruet (PDT), mas ele também descende de uma família política: é filho de Maurício Fruet, ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e ex-prefeito de Curitiba (1983-1986). Morreu em 1998 a pouco mais de um mês da eleição, quando era novamente candidato a deputado federal, e foi substituído pelo filho.

No Congresso, Gustavo Fruet é considerado um político ético e moderno. Mas só a prática na Prefeitura de Curitiba (PR), para a qual foi eleito agora, aos 49 anos, dirá se sua eleição significa também renovação na política. Renovação de métodos e das práticas sobre as quais o eleitor demonstra cansaço. Por uma questão local, Fruet começou sua escalada rumo à prefeitura à moda antiga: trocando de partido. Em seu favor diga-se que sua candidatura foi abatida por um acordo não cumprido pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa – filho de um dos fundadores do PSDB, José Richa.

Aos 43 anos, o prefeito do Rio é jovem, mas tem uma fieira de partidos no currículo. Foi inclusive secretário-geral do PSDB, ou seja, um tucano daqueles que se dizem de “alta plumagem”, e tem pela frente um futuro promissor, desde que a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio, em 2016, sejam um sucesso.

Ratinho Junior (PSC), 31 anos, perdeu a eleição em Curitiba para Fruet, no segundo turno, mas é considerado outro exemplo da renovação. Talvez mais apropriado seja dizer que se enquadra na categoria dos chamados “candidatos de mídia”. No caso, recebeu a herança política do pai, apresentador famoso de televisão e ex-deputado federal.

Nessa categoria – “candidato de mídia” – também deve ser enquadrado Celso Russomano (PRB), já não tão novo, aos 56 anos e um bom tempo de estrada, mas uma alternativa diferente à polarização PT-PSDB, em São Paulo. Russomano só não seguiu em frente por tropeçar nas próprias pernas e comprovar uma desconfiança: não estava ainda pronto para governar uma cidade como São Paulo. E suas alianças representavam o que há de mais antigo em política.

O PSDB comemorou os cerca de 30% obtidos por um candidato “quase clandestino” no Recife, Daniel Pires Coelho, de 34 anos. Ele obteve quase o dobro dos votos do candidato do PT. À primeira vista parecia um integrante do clã dos Coelho, que se espalha pelas duas margens do Rio São Francisco. Não é. Mas seu pai foi vereador, deputado estadual bem votado e candidato a prefeito do Recife derrotado por Jarbas Vasconcelos, hoje senador do PMDB.

Os tucanos comemoraram como renovação a vitória de Arthur Virgílio Neto em Manaus, capital do Amazonas. Aos 65 anos, Arthur já foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993. Na realidade, a vitória do PSDB parece mais revanche contra Lula, que se empenhou para derrotá-lo na eleição para o Senado, em 2010, e para prefeito, agora em 2012.

Renovação efetiva parece ocorrer em São Paulo, uma necessidade diante da queda da antiga cúpula do PT no escândalo do mensalão. Ainda assim será necessário ponderar o peso da popularidade do ex-presidente Lula e da atual aprovação dapresidente Dilma Rousseff na eleição de Fernando Haddad, na capital do Estado, e na passagem de Márcio Pochmann, ex-presidente do Ipea, para o segundo turno, na eleição de Campinas. Os dois eram neofitos em campanha eleitoral.

Em 2006 novos eram os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e de Pernambuco, Eduardo Campos, embora ambos disputassem a reeleição, sem falar de Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Minas cantou vitória sobre o déficit público (o déficit zero) e fez o choque de gestão; em Pernambuco, Eduardo enfrentou os sindicalistas, contratou gestores profissionais para administrar os hospitais e uma fundação privada para elaborar um modelo para a educação. Cabral, cujo crédito era alto no combate à violência, perdeu-se nos desvãos da construtora Delta. Por enquanto, Eduardo e Aécio são o novo para as eleições de 2014.

Além da renovação, a eleição de 2012 é rica de casos merecedores de maior atenção dos estudiosos. Chega a lembrar a eleição de 1974, o primeiro indicativo da sociedade para a ditadura militar. Algo como ‘vocês podem muito mas não podem tudo’. Ainda não há cálculos precisos, mas os partidos falam em elevada renovação nas câmaras municipais. Outro indicador que deixou surpreso os dirigentes partidários: cerca de 55% dos prefeitos que concorreram à reeleição não conseguiram se manter no cargo. Foram trocados.

* Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

2014: Aécio e Eduardo – Link do artigo: http://www.valor.com.br/politica/2892682/nem-sempre-o-novo-significa-renovacao

Aécio 2014: presidente – PSDB fala em renovação com aval do senador

Aécio: presidente – 2014 – “ A partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB”, disse o senador.

Aécio: presidente – 2014

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 Aécio: presidente   2014 e a renovação do PSDB

Aécio: presidente 2014 – senador na caminha da vitória de Marcio Lacerda em Belo Horizonte

Fonte: Tereza Cruvinel – Correio Brazilense

Sotaque de candidato

”Dilma tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela”, Aécio Neves, senador do PSDB-MG

“Eu farei o meu papel. A eternização do PT no poder não fará bem à democracia.” Qual o papel? O de candidato a presidente da República? O senador Aécio Neves tangencia a pergunta e a palavra candidato: “O papel que o partido me delegar. Mas, a partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB, pela mudança de sua fisionomia, a atualização de seu discurso, o resgate de seu papel na democratização e na modernização do Brasil”, diz o senador, agora falando (quase) como presidenciável.

Entre abril e maio, diz Aécio, o PSDB fará um grande evento nacional, por ocasião de sua convenção, que elegerá a nova direção. “Vamos apresentar um projeto alternativo para o Brasil, revelando caras novas para sua implantação e apontando as deficiências do atual governo. Há espaço para o PSDB e vamos entrar em campo com muita disposição para conquistá-lo.” O discurso pró-renovação não parece comportar a proposta da eleição de José Serra para a presidência do partido. Mas ele mesmo evita o assunto, dizendo ter lamentado muito a derrota tucana em São Paulo, porque ele proporcionou ao PT uma parte do fôlego perdido com o mensalão.

Os efeitos das eleições municipais, diz Aécio, são importantes durante um período, mas logo se dissipam, porque outros fatores passam a pesar no tabuleiro nacional. ”Para nós, duas coisas foram importantes. Primeiro, o PDSB foi confirmado como contrapolo de poder no Brasil. Depois, conquistamos posições importantes no Norte e no Nordeste, de onde havíamos praticamente desaparecido. Mais que nossas vitórias ali, as derrotas do PT têm um significado importante. Elas indicam que o messianismo de Lula está se volatizando e que os benefícios dados à região, como o Bolsa Família, já estão eleitoralmente precificados.” Vale dizer, o retorno em forma de votos já foi colhido em eleições passadas.

Some-se a esses resultados, prossegue ele, o fato de que o PSDB, já dispondo de uma base estável, ainda que não majoritária, na Região Sul, continua sendo a maior força partidária no Sudeste. “Isso não pode ser subestimado numa disputa presidencial. O PT conquistou a prefeitura da capital paulista, mas o PSDB continua tendo os governos de Minas e de São Paulo. Nossa vitória em todo o estado de Minas foi muito expressiva. O Rio ainda é algo indefinido, com a prefeitura e o governo estadual nas mãos do PMDB.Vamos investir muito em nossa relação com o Rio, junto à população e aos setores que formam opinião, na cultura, nas artes e no mundo acadêmico”, diz Aécio.

Dilma será um páreo duro? “Ela tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela.”

Nem é preciso perguntar sobre alianças, especialmente com o PSB de Eduardo Campos, hipótese que tem rendido tanta especulação. “Estamos numa situação confortável porque somos oposição. Nessa condição, não enfrentamos dilemas, como o de ficar ou sair do governo, buscar uma vice ou lançar candidato próprio. O PSB hoje é um partido da base governista. Devemos respeitar isso. Quem tem que se preocupar com a hipótese de o partido lançar candidato próprio é a presidente, é o governo. Agora, se em algum momento eles (o PSB) quiserem se juntar a nós para oferecermos um projeto alternativo ao Brasil, serão bem vindos.De alianças, vamos tratar no momento certo”, diz ainda Aécio. Ou seja, quando o candidato, que só pode ser ele, vier a ser lançado.

Aécio teve na segunda-feira uma conversa de cinco horas com o ex-presidente Fernando Henrique, que, segundo o senador, tem sido um forte inspirador da renovação partidária e deve ter papel mais ativo no processo, como presidente de honra do PSDB. Não disse, mas está implícito: FH será uma espécie de patrono de sua candidatura na arena paulista. Esse é o tom quase presidenciável adotado por Aécio depois das eleições.

Julgamento
Do ex-deputado José Genoino, aguardando a fixação de sua pena pelo STF: “Na democracia, condenações do STF devem ser cumpridas. Nunca dissemos o contrário. Mas isso não suprime o direito de questioná-la, de lutar até o fim pela demonstração de inocência. Para isso, existem os recursos e outros instrumentos jurídicos”. O PT reunirá a Executiva hoje, mas não abordará o assunto. Ficará nos louros da eleição municipal.

No comando
Não se sabe o que pensa Dilma, mas, no PSD e alhures, todo mundo acha que o ministro do partido será o próprio prefeito Gilberto Kassab. Há quem pense na senadora Kátia Abreu para a pasta da Agricultura, mas ela tem dito a amigos que prefere ser presidente. Se Kassab virar ministro, como vice-presidente ela assumirá o comando do partido.

Aécio: presidente – 2014 – Link da matéria: http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/11/01/interna_politica,60147/tereza-cruvinel.shtml

Aécio: PSDB busca renovação com a liderança do senador

PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin. Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

PSDB: Aécio 2014 e eleições 2012

Fonte: O Estado de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

Derrota cria nova polarização entre São Paulo e Minas

Revés na capital projeta Alckmin como a maior liderança do PSDB-SP; governador agora divide influência com Aécio, nome natural para 2014

A derrota do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, cria uma nova polarização no principal partido de oposição, protagonizada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador mineiro Aécio Neves, ambos potenciais presidenciáveis.

O enfraquecimento político de Serra, que nos últimos anos disputou espaço na legenda com Aécio, projeta Alckmin, ex-adversário de Serra em São Paulo, como a maior liderança do PSDB paulista. O governador passa agora a dividir a influência na legenda com Aécio, considerado o candidato natural para concorrer à Presidência em 2014.

A tendência hoje é que Alckmin dispute a reeleição daqui a dois anos. Nesse cenário, poderia apoiar a candidatura de Aécio ou trabalhar por uma aliança em torno do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidenciável do PSB. A aliança nacional com os socialistas interessa aos aliados de Alckmin, que querem o apoio do PSB em São Paulo. O paulista pretende esperar 2018 para concorrer ao Planalto.

Com a derrota, os tucanos avaliam não haver mais espaço para Serra concorrer à Presidência – mesmo que ele queira, hipótese que alguns aliados também não descartam. A tese defendida no PSDB, que já começara a se esboçar nesta eleição municipal em São Paulo, é a de renovação. Para os tucanos, seria natural agora Serra disputar o Senado em 2014 e abrir espaço para outra geração, com Aécio, Alckmin e o governador do Paraná, Beto Richa.

 PSDB busca renovação com Aécio

Aécio: PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin, Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

Apesar do clima pró-mudança, o tucano não deve sair da cena política. Pode repetir o roteiro de 2010, quando perdeu a eleição presidencial e tentou aumentar a influência no partido, pleiteando a presidência doPSDB.

Em maio, o PSDB terá de escolher um novo presidente. O estatuto do partido não permite mais a reeleição de Sérgio Guerra (PE). O grupo de Aécio, com quem Serra é rompido politicamente, já trabalha para fazer a indicação, que poderia ser o próprio senador ou um aliado, como o secretário-geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro.

Ontem, questionado se a presidência do PSDB seria uma opção para Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “Ele é que tem de decidir, é uma questão muito pessoal. Agora, a presidência doPSDB não está em aberto, temos um presidente em exercício, e isso não está em discussão agora”.

Para o deputado Walter Feldman, um dos coordenadores da campanha tucana, “Serra tem muita bagagem e muita experiência para não encontrar um novo projeto”. “O partido tem de se abrir a todas as lideranças, inclusive a ele”, afirmou o senador Álvaro Dias (PR).

Renovação. Vice-presidente do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman afirma que é cedo falar sobre o futuro de Serra, que foi alvo de especulações sobre uma eventual saída do PSDB após a derrota na disputa presidencial de 2010. Para o tucano, o partido não errou ao não apostar na renovação. “Uma série de condições nos levou à derrota. Qualquer candidato do PSDB teria a mesma dificuldade que Serra.”

Porta-voz do antipetismo, Serra foi candidato à Presidência duas vezes, ministro, prefeito e governador. Disputou a Prefeitura de São Paulo pela quarta vez – venceu em 2004, quando derrotou o PT, de Marta Suplicy. O tucano entrou na disputa após apelo da direção do PSDB, que alegava não ter candidato competitivo e preferiu não arriscar um nome novo – Alckmin foi defensor da tese de lançar Serra, temendo o impacto de uma derrota na sua reeleição. Para Serra, a disputa era uma maneira de tentar reverter o isolamento no partido.

Setores do PSDB defendiam a renovação. Desde 1996, os candidatos a prefeito da sigla são Serra e Alckmin. A legenda chegou a organizar prévia para escolher o candidato a prefeito, com Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli. Mas, durante o processo, Serra decidiu disputar. Matarazzo e Covas desistiram em favor do ex-governador, que acabou vencendo a prévia com 52% dos votos.

Serra ouviu críticas sobre a decisão de concorrer. O próprio marqueteiro, Luiz Gonzalez, avaliava que a eleição era difícil. Antes de entrar na corrida, o tucano comparava a eleição municipal a um funeral político, já que seu objetivo era concorrer à Presidência novamente em 2014. Em caso de vitória, seria um velório com direito a festa. Em caso de derrota, um funeral de indigente.

PSDB: Eleições 2012 – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-cria-nova-polarizacao-entre-sao-paulo-e-minas-,952595,0.htm

Eleições 2012: PSDB fica forte em Minas e elege maior número de prefeitos

Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas. Com a apoio de Aécio, partido foi o que elegeu o maior número de prefeitos.

Eleições 2012: PSDB e Aecio

 Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas

Eleições 2012: PSDB fica fortalecido em Minas. Com a apoio de Aécio, partido foi o que elegeu o maior numero de prefeitos.

Fonte: artigo – O Tempo

A vitória da aliança

O que diz a aritmética das urnas

RODRIGO DE CASTRO
Deputado federal

Os resultados das recentes eleições em Minas Gerais consagraram a grande aceitação em nosso Estado de uma ampla aliança política, estabelecida em 2002, sob a liderança do senador Aecio Neves, aprofundada nos pleitos seguintes e cimentada pelas realizações de um modelo de gestão de reconhecida eficácia. Por mais inventivas que sejam as maneiras de se fazer as contas, a aritmética das urnas aponta para uma realidade inescapável: cerca de 80% dos prefeitos eleitos nos 853 municípiospertencem à base do governo Anastasia.

Estamos falando de uma aliança duradoura, movida pelo casamento de objetivos estratégicos e não pelos interesses fortuitos da conjuntura e pautados pelo toma-lá-dá-cá da política tradicional. Há um projeto em Minas, visível pela sua unidade e coerência cristalinas. Em torno dele, somam-se aliados de um lado, e perfilam-se os adversários de outro. É da democracia – e é simples assim.

Dentre todos os resultados municipais já conhecidos, chama a atenção o excelente resultado obtido pelo candidato Marcio Lacerda, com apoio do PSDB, reeleito para comandar a Prefeitura de Belo Horizonte.

Marcio Lacerda venceu no primeiro turno, como candidato de uma convergência política também muito ampla. Com o apoio decisivo de Aecio, derrotou adversários do PT sustentados por forças de envergadura nacional. E, mesmo sem esse propósito, a aliança com o PSDB acabou contribuindo para que os resultados de BH tivessem projeção em todo o país.

Além de parceiro determinado de Marcio Lacerda e de sua vitória acachapante, o PSDB tem mais a comemorar. No primeiro turno, os tucanos elegeram 143 prefeitos, 122 vice-prefeitos e 979 vereadores. Fomos o partido que elegeu o maior numero de prefeitos.

A coalizão do PSDB com os partidos aliados também saiu revigorada. Como já foi dito, nas 59 maiores cidades do Estado, quatro aguardam o segundo turno, as forças aliadas venceram em 37 delas e a oposição em apenas 18.

A densidade dos resultados obtidos pelo PSDB e seus aliados em Minas fez com que os espaços vinculados ao PT nas redes sociais iniciassem um engraçado, articulado e desesperado esforço para tentar demonstrar que o PSDB saiu isolado das eleições em Minas.

Para tentar botar de pé esse raciocínio, haja criatividade! Para eles, a vitória de Marcio Lacerda é uma vitória do PSB e não de Aecio, embora o próprio governador de Pernambuco, Eduardo Campos, tenha reconhecido as características especiais do pleito em BH.

O esforço do PT em ignorar a realidade faz lembrar uma anedota antiga do mais puro humor britânico. Quando o denso nevoeiro tomava conta do Canal da Mancha e impedia o tráfego de qualquer embarcação, os ingleses, de forma resignada diante da constatação de que a sua ilha ficaria afastada, se divertiam apontando o oposto da realidade: “É, o continente hoje está isolado”.

Aqueles que, entre nós, enxergam o isolamento do continente em vez do isolamento da ilha, simplesmente padecem de miopia política. Diante dos fatos e dos números, é bom lembrar aos perdedores dos mais diferentes matizes uma máxima universal do debate democrático: o choro é livre.

Eleições 2012: Aecio – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=214195,OTE&IdCanal=2

Presidente 2014: Aécio Neves e Campos reforçam campanha em Uberaba

Aecio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

Aecio Neves: presidente 2014

Fonte: O Globo

Aecio Neves e Eduardo Campos se unem de olho em 2014

Prováveis adversários do PT em 2014, eles medem forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff

Aecio e Campos se unem em Uberaba e antecipam 2014

Aécio e Campos se unem em Uberaba mirando 2014. Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

BRASÍLIA e UBERABA — Inflados pelas vitórias no primeiro turno de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte, e de Geraldo Júlio, em Recife, os padrinhos das duas candidaturas, respectivamente Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prováveis adversários do PT em 2014, unem-se para medir forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff neste segundo turno em capitais e grandes cidades. Mostrando um distanciamento cada dia maior de partidos da base aliada do governo e se firmando como terceira via, o presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos usou nesta sexta-feira um ato de campanha em Uberaba, cidade importante do Triângulo Mineiro, para estrear na campanha ao lado de Aecio, que também comemora o fato de ter conseguido polarizar com Dilma no primeiro turno em Belo Horizonte.

Tucanos dizem que a disputa em Uberaba entre Antonio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) é o que menos conta na aparição da dupla, e que o mais importante é o simbolismo dos dois juntos. Isso porque essa parceria entre os dois netos de políticos famosos —Aecio, do ex-presidente Tancredo Neves, e Campos, do ex-governador Miguel Arraes — está deixando o PT de cabelo em pé. A eleição municipal deste ano, para o PSB, tem funcionado como o passaporte para o partido alcançar independência dentro da base e se firmar como alternativa em 2014. Ou negociar com o aliado histórico, o PT, protagonismo para 2018.

— Esse encontro de Aecio e Eduardo Campos em Uberaba tem repercussão nacional. Aecio mostra sua ampla circulação e Eduardo Campos reforça que não será sublegenda do PT, muito menos tutelado e patrulhado! Aecio e Eduardo são os dois maiores lideres da nova geração política — comemora o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.

A aparição pública dos dois nesta sexta-feira em Uberaba foi mais modesta do que o esperado, mas ficou registrada a foto do momento. Campos e Aecio também apoiaram o candidato do PSB em Belo Horizonte, o prefeito reeleito Marcio Lacerda, mas o governador pernambucano não esteve na capital mineira.

Declarações cuidadosas

Aecio Neves chegou a Uberaba no meio da tarde de ontem e ficou na casa de um amigo, enquanto aguardava a chegada de Eduardo Campos, que aterrissou na cidade mineira por volta das 18h30m.

Os dois concederam uma breve entrevista no aeroporto, e evitaram dar maior significado à atuação política conjunta, principalmente no que se refere à sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. Questionado sobre a presença no município mineiro, junto com Aecio, Campos disse que se limitava ao apoio ao candidato de seu partido.

— O único significado que tem aqui é o de eleger o candidato Lerin em 2012. Nossa energia está voltada para apoiá-lo. Ainda não há resultados nem mesmo da eleição, e vocês já estão falando em 2014 — desconversou Campos.

Aecio também limitou suas respostas à disputa eleitoral para as prefeituras.

— O PSDB tem muitas alianças. Todas elas para uma melhoria de políticas públicas, visando a uma qualidade de vida melhor para o povo — afirmou.

Além de Fortaleza, onde o PSDB apoia Roberto Cláudio (PSB), e Manaus, onde o PSB apoia Arthur Virgílio (PSDB) contra Lula, Dilma e a candidata Vanessa Graziottin (PCdoB), os partidos de Aecio e Campos fazem dobradinha em outras capitais e cidades importantes, como Campinas, neste segundo turno das eleições municipais.

O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ironiza declarações de Eduardo Campos de que o PSB continua na base de Dilma, mas não será satélite do PT:

— A preocupação do PSB, do Eduardo Campos, é não ser satélite do PT. Mas ele tem que ter a mesma preocupação em não ser satélite do PSDB.

De uma forma ou de outra, fortalecido nas urnas, com PT ou PSDB, Eduardo Campos já avisou que o PSB estará no jogo em 2014:

— Esse movimento do PSB só deve preocupar o PT, porque representa uma fissura grande dentro da base. Nós, da oposição, vamos apresentar um projeto alternativo de poder em 2014. Se amanhã forças que hoje estão com o governo quiserem apoiar esse projeto serão muito bem vindas — disse Aecioao GLOBO.

Queixas de candidatos da base

Derrotado no primeiro turno em Manaus, Serafim Corrêa, do PSB, diz que o atropelamento do PT aos aliados está aproximando o PSB do PSDB. Ele conta que no primeiro turno procurou apoio de Dilma e do PT, mas foi informado que a cúpula já tinha se decidido por Vanessa Graziotin, do PCdoB, que pode ser derrotada pelo tucano, segundo as pesquisas.

— Eu era ou não era também candidato da base? O apoio que deram a Vanessa foi desproporcional. Foi uma sacanagem Lula e Dilma já fazerem uma opção no primeiro turno pela Vanessa! Agora, (o líder do governo no Senado) Eduardo Braga, que acha que é rei em Manaus, está colocando Lula e Dilma numa gelada. Estão trazendo a presidente aqui para ser sócia de uma derrota — disse Serafim Corrêa, lembrando que em 2008, quando o PSB ficou isolado, o PSDB apoiou o partido.

Serafim Corrêa conseguiu formalizar o apoio do PSB local ao tucano Arthur Virgílio, apesar das tentativas de Vanessa Graziotin de impedir. A presidente Dilma deve ir a Manaus na segunda feita, embora tenha dito, durante a campanha, que não entraria em eleição disputada por dois partidos aliados. Tática que foi deixada no primeiro turno.

Diante das ofensivas de Campos e da proximidade com o principal partido de oposição, o ex-presidente Lula também resolveu ignorar isenção em cidades onde aliados estão em disputa. Na próxima semana ele irá reforçar o palanque de Elmano Freitas em Fortaleza, onde o petista está empatado com o candidato do PSB, Roberto Cláudio.

(Colaborou Thereza Cristina Gonçalves Ferreira)

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-neves-eduardo-campos-se-unem-de-olho-em-2014-6465465#ixzz29noI8Zlk

Aécio 2014: senador comenta sobre novo cenário político

Aécio 2014: Revista Época traz reportagem do novo cenário político em que fala da força senador, de Paes no Rio e Campos em Pernambuco.

Aécio 2014: presidente

Aécio 2014 – A Revista Época desta semana traz reportagem que revela como deve ficar o novo xadrez eleitoral para 2014. O foco é a eleição para presidente da República. O prefeito Eduardo Paes do Rio de janeiro, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos e o senador Aécio Neves tiveram vitórias expressivas nas eleições municipais de 2012.

Neste novo xadrez Aécio e Campos podem ser tornar os principais representantes da oposição. O PSB de Eduardo Campos reduziu as pretensões do ex-ministro da Saúde, Humberto Costa, e do PT em Recife.

A vitória de Geraldo Júlio (PSB) pode ser o início do racha com o PT, que não tolera a prosperidade e o crescimento político de aliados. Campos já deu sinal que não será tutelado pelo PT e, que mesmo como aliado e participante da base do governo, vai se manter independente.

Já o afilhado político de Aécio, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), venceu no primeiro turno graças a força política do senador, que teve ampla aprovação dos mineiros na gestão eficiente à frente do governo de Minas entre 2003 e 2010.

Aécio conseguiu em Belo Horizonte vencer Lula e Dilma que não conseguiram garantir a vitória de Patrus Ananias do PT. Desgastado pelo mensalão, o desempenho do Partido dos Trabalhadores em 2014, ainda é uma incógnita. O jogo político para a eleição presidencial de 2014 está apenas no início.

Fonte: Revista Época

Clique nas imagens para ampliar e ler a reportagem  Aécio 2014:  vitória no 1º turno e o xadrez eleitoral

Aécio Neves: presidente 2014 – Link da Revista: http://www.revistaepoca.com.br

Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS