Aécio Neves: caos da economia no Brasil, artigo do senador

Aécio Neves: artigo revela que 2011/2012 foram períodos perdidos para a economia brasileira que ficará abaixo dos emergentes.

Aécio Neves: gestão deficiente do PT

Fonte: Folha de S.Paulo

O pior ano do século

Aécio Neves

Desde que o século 21 começou, a economia brasileira vive o seu pior ano: dados do PIB apontam, no terceiro trimestre, um crescimento de apenas 0,7% em relação ao anterior e indicam que fecharemos 2012 no patamar de 1%.

A inflação em alta superou o centro da meta e as projeções indicam que tende a crescer ainda mais. Os investimentos continuam em queda livre.

Os dois primeiros anos do atual governo foram períodos perdidos para a economia, para o país e para a sociedade brasileira – os resultados de 2012 conseguem ser ainda piores que os de 2011, quando o PIB registrou medíocre crescimento de 2,7%.

Foi um período de desperdício da capacidade de crescimento do Brasil e de explícita inoperância dos sucessivos “pacotes” anunciados com estardalhaço. Desnuda, ainda, a manipulação das autoridades econômicas de tentar vender à sociedade um ambiente de otimismo, que, agora, se confirma fantasioso. O governo federal começou o ano prometendo crescimento de 4% para o PIB.

O mundo real mostra que o Brasil crescerá bem menos que os emergentes – Rússia (2,9%), China (7,4%) e Índia (5,3%) -, ficando, ainda, abaixo da média da América do Sul (2,7%) e a um terço da média da América Latina e do Caribe (3,1%), só à frente do Paraguai.

O contraditório é que, mesmo assim, a máquina governamental bate novos recordes de arrecadação. Essa exuberância fiscal pouco tem contribuído para reverter a agenda negativa ou mesmo reabilitar os entes federados, à beira da insolvência em face da grave concentração de recursos e de poder em Brasília.

Está claro que não dá mais para responsabilizar as crises externas por tudo o que acontece no país. É uma terceirização que visa absolver os que vêm adotando uma sucessão de medidas equivocadas.

É hora de retomar as reformas iniciadas sob o governo Fernando Henrique Cardoso e paralisadas pelo petismo na última década.

Não se compreende por que o governo não coloca a serviço do país a ampla maioria que possui no Congresso Nacional e os índices de aprovação indicados pelas pesquisas, que poderiam criar as bases políticas necessárias para viabilizar as grandes mudanças que o Brasil precisa.

Já disse antes que popularidade é como colesterol: tem a boa e a ruim. A boa é aquela que é usada como instrumento para a superação de desafios que sufocam o país. A ruim é aquela que inebria, que faz seus detentores, na expectativa de mantê-la indefinidamente, acomodarem-se, evitando qualquer tipo de contencioso, e que acaba custando caro aos brasileiros.

Uma transforma, a outra paralisa. Uma serve à pátria. A outra, ao poder.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio Neves: Brasil – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/84281-o-pior-ano-do-seculo.shtml

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais: Dom Walmor fala sobre o movimento e critica a falta de investimento da União em projetos vitais para Minas.

Minas merece mais – desenvolvimento da economia mineira

Fonte: Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte – Estado de Minas

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais: sociedade mineira se mobiliza

Minas merece mais

Não é um simples slogan com a contundência de frase de efeito. Minas merece mais. É o eco de clamores. É uma consciência indispensável para fecundar a cidadania e despertar, na medida justa, o sentido do próprio valor. É exigência diante da importância dessa nação tricentenária que ajuda a configurar o tecido brasileiro com singularidades e riquezas indispensáveis aos avanços, conquistas e respostas contemporâneas.

Um grito que pode e deve ecoar no coração dos mineiros, despertando sua cidadania para a força e extensão de sua significação cultural, religiosa e sociopolítica. Um movimento diferente daqueles que repetem as dinâmicas de manifestações de rua. Trata-se de algo interior, do jeito mineiro de ser. Acima de tudo é uma manifestação cultural marcando a elaboração de uma consciência social e política à luz de uma Minas Gerais rica, em tudo, particularmente em sua história, enraizada pela religiosidade.

Minas merece mais significa uma dinâmica que também clareia e aponta para o movimento iniciado em janeiro, quando empresários, governo e políticos, em união suprapartidária, se mobilizaram para levar à presidente do Brasil um documento tratando de uma série de projetos vitais ao crescimento da economia mineira. Um documento contendo 16 propostas, incluindo obras de infraestrutura rodoviária, aeroportuária e férrea. Recursos para a preservação do patrimônio histórico e cultural – bem lembrado nesse item o patrimônio sacro da maior importância para o Brasil, pela quantidade e riqueza artística, fruto da fé cristã -, investimentos na Refinaria Gabriel Passos e definição de marco regulatório e tributário para o setor de mineração.

Esse documento para unir nosso estado, “Agenda de convergência para o desenvolvimento de Minas Gerais – Respostas das entidades empresariais, governo do estado e base legislativa”, é uma elaboração técnica, política, legitimando a nossa autoridade de nação que merece respeito. Merece mais também na educação, na saúde e na habitação, pensando a importância singular de cada cidadão mineiro para o crescimento Brasil.

Os anúncios recentes de investimentos em Minas, por parte da União, histórica e politicamente retardados, por descompassos técnicos ou outros, não podem significar um afago que aquieta. Ou uma promessa que estica a paciência para esperar, ainda mais, o que já deveria ter chegado. Assim, das mais altas esferas, passando pelos construtores da sociedade pluralista, especialmente incluídos os formadores de opinião e os detentores de significativos poderes de decisão, até as camadas mais populares, é preciso repassar, permanentemente, os capítulos que compõem esse tratado intitulado “Minas merece mais“.

O concerto entre a eficiência da gestão que desafia o estado, colocando-o em fileiras de exemplaridade, a pujança do mundo empresarial, os governos todos, as instituições todas e os brios cidadãos de cada um tem força para despertar, cada vez mais, esse gigante que se chama Minas Gerais.

 Na verdade, a autoridade para reivindicações se configura quando se confrontam os números e os dados que definem o que é Minas Gerais e seu lugar singular na capacidade de contribuir para o crescimento da economia brasileira, bem como sua riqueza indispensável como força cultural e política. A posição de Minas Gerais no mapa da economia brasileira, sua localização geográfica estratégica, suas riquezas minerais e ecológicas, a força de sua história política e religiosa tecem uma compreensão que faz sentido pensar que “Minas merece mais” para colocá-la, sempre mais, no contexto exigente e inadiável do desenvolvimento integral.

 “Minas merece mais” porque tem propriedades que tocam a mais importante reserva de um povo: sua cidadania. Nascida e cultivada no jardim da liberdade, nos canteiros da fé cristã, nos recônditos da familiaridade, a cidadania mineira aponta para reservas ricas de comportamentos, tradições e valores. Reconhecer que “Minas merece mais” significa renovar o próprio empenho cidadão, nas instâncias institucionais, nos contextos da vida cotidiana e familiar, fecundando a autoestima, despertando sempre mais para a grandeza dessa terra, abrindo os olhos para o futuro, construindo um presente à altura da vocação e da história política, cultural e religiosa do estado. A consciência de que “Minas merece mais” agrega ganhos políticos, valores humanos e cristãos.

Que a alegria de ser do mineiro e o empenho para que se desdobre a força de nossas riquezas possam construir um novo tempo para Minas, para o Brasil, especialmente para os que estão fora dessa cidadania, por exclusões ou preconceitos. Minas merece mais.

Link da matéria: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/06/15/interna_opiniao,39556/minas-merece-mais.shtml