Presidente 2014: Aécio Neves e Campos reforçam campanha em Uberaba

Aecio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

Aecio Neves: presidente 2014

Fonte: O Globo

Aecio Neves e Eduardo Campos se unem de olho em 2014

Prováveis adversários do PT em 2014, eles medem forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff

Aecio e Campos se unem em Uberaba e antecipam 2014

Aécio e Campos se unem em Uberaba mirando 2014. Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

BRASÍLIA e UBERABA — Inflados pelas vitórias no primeiro turno de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte, e de Geraldo Júlio, em Recife, os padrinhos das duas candidaturas, respectivamente Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prováveis adversários do PT em 2014, unem-se para medir forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff neste segundo turno em capitais e grandes cidades. Mostrando um distanciamento cada dia maior de partidos da base aliada do governo e se firmando como terceira via, o presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos usou nesta sexta-feira um ato de campanha em Uberaba, cidade importante do Triângulo Mineiro, para estrear na campanha ao lado de Aecio, que também comemora o fato de ter conseguido polarizar com Dilma no primeiro turno em Belo Horizonte.

Tucanos dizem que a disputa em Uberaba entre Antonio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) é o que menos conta na aparição da dupla, e que o mais importante é o simbolismo dos dois juntos. Isso porque essa parceria entre os dois netos de políticos famosos —Aecio, do ex-presidente Tancredo Neves, e Campos, do ex-governador Miguel Arraes — está deixando o PT de cabelo em pé. A eleição municipal deste ano, para o PSB, tem funcionado como o passaporte para o partido alcançar independência dentro da base e se firmar como alternativa em 2014. Ou negociar com o aliado histórico, o PT, protagonismo para 2018.

— Esse encontro de Aecio e Eduardo Campos em Uberaba tem repercussão nacional. Aecio mostra sua ampla circulação e Eduardo Campos reforça que não será sublegenda do PT, muito menos tutelado e patrulhado! Aecio e Eduardo são os dois maiores lideres da nova geração política — comemora o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.

A aparição pública dos dois nesta sexta-feira em Uberaba foi mais modesta do que o esperado, mas ficou registrada a foto do momento. Campos e Aecio também apoiaram o candidato do PSB em Belo Horizonte, o prefeito reeleito Marcio Lacerda, mas o governador pernambucano não esteve na capital mineira.

Declarações cuidadosas

Aecio Neves chegou a Uberaba no meio da tarde de ontem e ficou na casa de um amigo, enquanto aguardava a chegada de Eduardo Campos, que aterrissou na cidade mineira por volta das 18h30m.

Os dois concederam uma breve entrevista no aeroporto, e evitaram dar maior significado à atuação política conjunta, principalmente no que se refere à sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. Questionado sobre a presença no município mineiro, junto com Aecio, Campos disse que se limitava ao apoio ao candidato de seu partido.

— O único significado que tem aqui é o de eleger o candidato Lerin em 2012. Nossa energia está voltada para apoiá-lo. Ainda não há resultados nem mesmo da eleição, e vocês já estão falando em 2014 — desconversou Campos.

Aecio também limitou suas respostas à disputa eleitoral para as prefeituras.

— O PSDB tem muitas alianças. Todas elas para uma melhoria de políticas públicas, visando a uma qualidade de vida melhor para o povo — afirmou.

Além de Fortaleza, onde o PSDB apoia Roberto Cláudio (PSB), e Manaus, onde o PSB apoia Arthur Virgílio (PSDB) contra Lula, Dilma e a candidata Vanessa Graziottin (PCdoB), os partidos de Aecio e Campos fazem dobradinha em outras capitais e cidades importantes, como Campinas, neste segundo turno das eleições municipais.

O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ironiza declarações de Eduardo Campos de que o PSB continua na base de Dilma, mas não será satélite do PT:

— A preocupação do PSB, do Eduardo Campos, é não ser satélite do PT. Mas ele tem que ter a mesma preocupação em não ser satélite do PSDB.

De uma forma ou de outra, fortalecido nas urnas, com PT ou PSDB, Eduardo Campos já avisou que o PSB estará no jogo em 2014:

— Esse movimento do PSB só deve preocupar o PT, porque representa uma fissura grande dentro da base. Nós, da oposição, vamos apresentar um projeto alternativo de poder em 2014. Se amanhã forças que hoje estão com o governo quiserem apoiar esse projeto serão muito bem vindas — disse Aecioao GLOBO.

Queixas de candidatos da base

Derrotado no primeiro turno em Manaus, Serafim Corrêa, do PSB, diz que o atropelamento do PT aos aliados está aproximando o PSB do PSDB. Ele conta que no primeiro turno procurou apoio de Dilma e do PT, mas foi informado que a cúpula já tinha se decidido por Vanessa Graziotin, do PCdoB, que pode ser derrotada pelo tucano, segundo as pesquisas.

— Eu era ou não era também candidato da base? O apoio que deram a Vanessa foi desproporcional. Foi uma sacanagem Lula e Dilma já fazerem uma opção no primeiro turno pela Vanessa! Agora, (o líder do governo no Senado) Eduardo Braga, que acha que é rei em Manaus, está colocando Lula e Dilma numa gelada. Estão trazendo a presidente aqui para ser sócia de uma derrota — disse Serafim Corrêa, lembrando que em 2008, quando o PSB ficou isolado, o PSDB apoiou o partido.

Serafim Corrêa conseguiu formalizar o apoio do PSB local ao tucano Arthur Virgílio, apesar das tentativas de Vanessa Graziotin de impedir. A presidente Dilma deve ir a Manaus na segunda feita, embora tenha dito, durante a campanha, que não entraria em eleição disputada por dois partidos aliados. Tática que foi deixada no primeiro turno.

Diante das ofensivas de Campos e da proximidade com o principal partido de oposição, o ex-presidente Lula também resolveu ignorar isenção em cidades onde aliados estão em disputa. Na próxima semana ele irá reforçar o palanque de Elmano Freitas em Fortaleza, onde o petista está empatado com o candidato do PSB, Roberto Cláudio.

(Colaborou Thereza Cristina Gonçalves Ferreira)

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-neves-eduardo-campos-se-unem-de-olho-em-2014-6465465#ixzz29noI8Zlk

Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco se fortalecem com as eleições de 2012 e são alternativa ao PT.

Aécio Neves: presidente 2014

Fonte: Isto É

Os vitoriosos

Resultado na eleição municipal credencia o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, como nomes decisivos para a eleição presidencial de 2014

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio e Campos de olho na Presidência 2014 – Fotos: Adriano Machado; frederic jean/ag. istoé

ROBUSTO
O PSB de Eduardo Campos (à esq.) destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente nas eleições municipais e Aécio Neves garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos

Qualquer negociação sobre a disputa presidencial de 2014 terá de passar necessariamente por dois nomes: o senador Aécio Neves e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Os dois líderes políticos se credenciaram para as discussões sobre a sucessão de Dilma Rousseff a partir de vitórias expressivas nas urnas este ano. Além do papel de fiadores das campanhas municipais do PSDB e do PSB País afora, ambos conseguiram eleger afilhados políticos nas capitais de seus Estados em confrontos diretos com candidatos do PT. Aécio, aliado a Campos, garantiu a reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, que obteve 52,7% dos votos sobre o ex-ministro Patrus Ananias (PT), que só chegou aos 40,8% de apoio com a ajuda de Dilma. No Recife, 51,1% dos eleitores deram vitória a um até então desconhecido Geraldo Julio, lançado candidato por Campos após racha com os petistas. Na capital pernambucana, o nome do PT era o senador e ex-ministro da Saúde Humberto Costa, que ficou em terceiro lugar com apenas 17,4% dos votos.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Tanto Eduardo Campos como Aécio Neves sabem que o caminho até 2014 é longo e, por vezes, acidentado. Não admitem oficialmente o desejo de concorrer à Presidência dentro de dois anos, mas mergulharam de cabeça nas eleições municipais numa óbvia tentativa de projeção nacional. Usaram jatinhos particulares para poder subir em diferentes palanques espalhados pelo País. Campos, segundo sua assessoria, percorreu mais de 25 mil quilômetros no período eleitoral. Visitou cidades de São Paulo, Mato Grosso e três Estados nordestinos, além de Pernambuco.

Já o tucano, conforme informações de assessores, esteve em 21 Estados, além de dezenas de cidades mineiras. Para o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), as viagens ajudam na divulgação do partido e de Aécio. “Ele é o nome mais credenciado para 2014″, afirma. Guerra é pragmático quando o assunto é uma eventual chapa com Aécio na cabeça e Campos de vice. “É nosso amigo, mas é aliado do governo”, avalia.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Embora se encontrem em campos opostos hoje, tanto o tucano como o socialista sabem que essa situação pode mudar e, intimamente, nutrem o desejo de subir no mesmo palanque nacional. A última vez que isso aconteceu foi há quase 30 anos, na campanha das Diretas Já. Eram então apenas netos de Tancredo Neves e Miguel Arraes, que militavam no PMDB ao lado de Ulysses Guimarães. De lá para cá, cada um seguiu seu caminho em trajetórias independentes, mas bastante semelhantes. A amizade se manteve e, ao despontarem como expoentes políticos de uma nova geração, voltam a alimentar o sonho de uma parceria. Além da aliança em torno da eleição de Márcio Lacerda, Campos admite que trabalhou para eleger Aécio Neves presidente da Câmara dos Deputados, em 2001.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Hoje, para evitar ferir suscetibilidades entre os petistas, o governador pernambucano é menos enfático que o senador tucano quando o assunto é uma eventual aliança para 2014. Diz que o PSB estará no jogo, mas que o “caminho mais natural” é permanecer na base do governo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), no entanto, revela que Campos está formando a convicção de que o PT não o tolera. “O racha que houve aqui e em BH está evoluindo”, diz. Para o político veterano, restará ao socialista tentar um entrosamento com o PSDB, como vice do tucano, ou até uma candidatura própria pelo PMDB. Um rompimento na base do governo hoje é pouco provável, dependerá muito do ritmo da economia e da popularidade de Dilma daqui a dois anos. Até lá, Aécio promete elevar o tom contra o governo do PT e tomar as rédeas da oposição.

O PSDB, de Aécio, ficou em segundo lugar em número de prefeituras. Os tucanos conquistaram 693 municípios, uma queda de 12%, que foi compensada, segundo Aécio, com a reinserção da legenda nas regiões Norte e Nordeste, de onde havia sido praticamente extirpada em pleitos anteriores. O senador destaca as vitórias da oposição em Maceió e Aracaju, além da ida para o segundo turno em várias cidades importantes, como Salvador, João Pessoa, Teresina, Belém, Manaus e Rio Branco. O PSB de Campos, por sua vez, destacou-se como o partido que mais cresceu proporcionalmente. Com um discurso pautado pela eficiência da gestão e pelos índices de popularidade ostentados pelo próprio governador de Pernambuco, a legenda conquistou quase 40% a mais de prefeituras em relação a 2008, saindo de 203 para 433.

 Aécio e Campos de olho na eleição presidencial de 2014

Aécio vence em Belo Horizonte e abre frente para negociar com PSB em 2014

Aécio: presidente 2014 – Link par a matéria: http://istoe.com.br/reportagens/245177_OS+VITORIOSOS

Eleições 2014: Diálogo entre Aécio e Campos fortalece o Nordeste

Eleições 2014: de olho na sucessão de Dilma, governador de pernambucano colhe vitórias expressivas

Eduardo Campos avisa: “PSB está no jogo”

Fonte: Autor(es): JOÃO VALADARES Correio Braziliense

De olho na sucessão de Dilma, Eduardo Campos avisa: "PSB está no jogo"

De olho na sucessão de Dilma, governador pernambucano colhe vitórias expressivas, vê PSB crescer e mantém boas relações políticas

Testado e aprovado pelas urnas após o primeiro turno das eleições municipais, com o crescimento do PSB em Pernambuco, no Nordeste e no Brasil, o governador Eduardo Campos, em meio à festa da vitória, deixou uma frase no ar: “Em 2014, o PSB está no jogo.” Mas qual o real tamanho do poderio do pernambucano? Cientistas políticos ouvidos pelo Correio atestam que, atualmente, Campos tem apenas um protagonismo político consolidado no quintal de casa. É como se ele ainda caminhasse num estrada de terra. Para pavimentar o caminho, é preciso muito mais.

O cientista político da PUC de São Paulo Rafael Cortez avalia que o segundo turno em São Paulo é uma oportunidade para o governador aumentar sua popularidade. “Ele pode se expor para aumentar o seu capital político. É uma possibilidade de ser mais conhecido fora da sua região”. Os movimentos ousados de Eduardo Campos no Recife, como se aliar a um inimigo político histórico, o senador do PMDB Jarbas Vasconcelos, para acabar com a hegemonia de 12 anos do PT na cidade, deixam lideranças petistas desconfiadas.

Reservadamente, alertam que é preciso cautela quando se trata de Eduardo Campos. “Entendemos que o quadro do Recife é pontual, no entanto, não podemos encher muito o balão dele. Os movimentos do governador recomendam prudência. Sabe aquela história da cobra? Você a alimenta e, no final, é picado por ela. Ele ainda não tem uma imagem consolidada no Brasil e sabe que uma das formas de se colocar nacionalmente é subindo nas costas do nosso partido”, ironizou um desses interlocutores do PT.

Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco, em Pernambuco, discorda e argumenta que a base do governador para o salto maior é bastante sólida. “Dos 184 prefeitos do estado, 170 são de partidos da base de apoio do governador. Ele tem uma aprovação superior a 80%.” O acadêmico alega que há outro ponto positivo que aumenta a munição eleitoral de Campos para um voo mais alto. “Ele é presidente nacional do PSB. O capital político que acumula em razão disso chama a atenção.”

Outro fator destacado para aumentar a estatura política do governador é o trânsito livre em vários campos políticos. “No PT, tem uma relação consolidada com Lula e Dilma. No PSDB, há um diálogo bastante natural com o senador Aécio Neves. No PMDB, se aliou a uma figura de destaque nacional, que é o senador Jarbas Vasconcelos. Essas relações o cacifam”, analisa Túlio.

Elogios a FHC
Ontem, um dia após o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) defender a importância da aproximação dos tucanos com os socialistas, Eduardo devolveu o elogio. “(FHC) deixou um legado que foi importante para o Brasil, inclusive para o êxito do governo Lula.” Mas ressalvou que as divergências entre tucanos e socialistas são conhecidas e que não é hora de discutir 2014. “Nenhum partido deve fazer isso agora.”

Na mesma entrevista, dada na sede provisória do governo do estado, Eduardo Campos avaliou que o resultado das eleições de ontem mostrou que a polarização entre PT e PSDB “está superada”.

A força eleitoral do governador de Pernambuco, até o momento, é quantificada no Recife. Lá, conseguiu eleger o candidato Geraldo Julio (PSB) — até então um ilustre desconhecido — no primeiro turno. Mostrou muita força ao “levar no colo” um candidato que nunca havia disputado uma eleição. Geraldo Julio entrou na disputa com apenas 4% das intenções de voto e conseguiu se eleger com maioria absoluta de 51,15% dos votos.

“Em suas declarações antes do pleito, o governador sempre dizia que o PT iria apontar o candidato para disputar a eleição no Recife. Pouco antes das convenções, ele lançou uma candidatura. É por isso que, se em 2014 Dilma não estiver bem avaliada ou a economia brasileira estiver atravessando um mau momento, não será surpresa a candidatura dele”, comentou Túlio Barreto.

O deputado petista Paulo Teixeira minimizou a possibilidade de Eduardo Campos usar o segundo turno das eleições em São Paulo como uma vitrine da própria candidatura para a Presidência da República. “Acho que o Eduardo estará conosco em 2014. Ele tem dito isso. O jogo é a Dilma”, cravou o deputado.

Crescimento do PSB
Número de prefeitos 2008 2012

Brasil 310 434
Nordeste 205 262
Pernambuco 50 58

“No PT, tem uma relação consolidada com Lula e Dilma. No PSDB, dialoga com Aécio Neves. No PMDB, se aliou a uma figura de destaque, o senador Jarbas Vasconcelos. Essas relações o cacifam”
Túlio Velho Barreto, cientista político da Fundação Joaquim Nabuco

“(FHC) deixou um legado que foi importante para o Brasil, inclusive para o êxito do governo Lula”

Eduardo Campos,governador de Pernambuco

PSDB: Sérgio Guerra diz que Dilma invadiu BH

“Dilma invadiu BH” – entrevista com Sérgio Guerra, presidente do PSDB

Por Redatores da Turma do Chapéu

O deputado federal Sérgio Guerra, presidente do PSDB, comenta a entrada de Dilma Rousseff na campanha eleitoral de Belo Horizonte, impondo a candidatura de Patrus Ananias e forçando uma intervenção fracassada de Gilberto Kassab no PSD de BH.

Sérgio Guerra também comenta o naufrágio do PT, que vem colocando nomes fortes na disputa para evitar o encolhimento do partido nas eleições municipais.

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Sérgio Guerra, presidente do PSDB – Foto: Paula Sholl

‘Dilma invadiu BH e deu peso nacional à disputa’

O Estado de São Paulo, 06/08/2012

Tucano critica PT pelo lançamento de Patrus na cidade e diz que Aécio ‘lidera campanha contra invasores de Minas’

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), acusa o PT e a presidente Dilma Rousseff de terem feito “uma invasão ilegítima em Minas Gerais”, ao lançarem o ex-ministro Patrus Ananias para a prefeitura e terem obrigado o presidente do PSD, Gilberto Kassab, a intervir no partido para apoiar o petista. Para o tucano, a ação de Dilma deu importância nacional à eleição na capital mineira. O adversário de Patrus é o prefeito, Marcio Lacerda (PSB), apoiado pelo senador Aécio Neves, potencial candidato a presidente pelo PSDB em 2014. “Aécio lidera a campanha contra o mundo do PT e os invasores”, diz Guerra.

Com a entrada da presidente Dilma Rousseff na campanha de BH, o eixo do duelo nacional muda de São Paulo para Minas?

São Paulo é uma eleição importantíssima pelo peso do PSDB, pelo peso do PT, pelo tamanho de São Paulo, pela relevância de José Serra. Mas Belo Horizonte ganha importância similar. O PT e a presidente Dilma fizeram uma invasão ilegítima em Minas, com o grupo que os acompanha. Isto demonstra o caráter autoritário e antidemocrático desse grupo. O PSD está no meio disso e vai se dar mal.

O PSD está com Serra em São Paulo, mas interveio em BH para se afastar do senador Aécio Neves e se aliar ao PT. O PSD está com Serra ou com Dilma?

Nos últimos 40 dias, o PT descobriu o naufrágio do partido nas eleições municipais. Como só liderava em Goiânia, o senador e ex-governador do Piauí Wellington Dias foi empurrado para ser candidato em Teresina. Do mesmo modo, o Humberto Costa, que é um senador reconhecidamente importante, foi levado a ser candidato na marra em Recife. Em BH é mais grave. O conjunto das forças que estão em torno do PT e que incorpora o PSD invadiu Minas.

Mas afinal, o PSD não é nem Serra, nem Dilma?

Não sei, sobre o PSD sei muito pouca coisa. Não é nem esquerda, nem direita e nem do centro.

O governador Eduardo Campos, presidente do PSB, é hoje uma liderança em ascensão…

Mas a situação dele hoje não é boa. Está ameaçado de perder no Recife; não tem o Ceará; não fez papel bonito em São Paulo. E perdeu o candidato em Belo Horizonte, que hoje é do Aécio.

O sr. antevê um cenário de disputa entre Campos e Aécio na sucessão presidencial de 2014?

Se houver um naufrágio no PT, sim. Mas eu não acredito nisso.

O PSDB avalia que Dilma está fazendo um bom governo?

Não. Ela está bem com a opinião pública, com esse negócio de discurso moralista. Mas a economia está piorando a cada dia. Já não é mais impressão, é realidade. Está com um “PIBinho”, sem dinheiro para pagar contas. A arrecadação está caindo e as empresas estão sem querer ajudar nas campanhas.

Há críticas em relação ao comportamento de Aécio como presidenciável…

Ele acaba de dar uma grande resposta: lidera nossa campanha em Belo Horizonte contra o mundo do PT e os invasores de Minas Gerais.

O sr. prevê uma campanha de ânimos acirrados entre tucanos e petistas por causa do mensalão?

As eleições municipais terão sempre o viés local. Mas o mensalão é a marca de um partido que começa a definhar, por excesso de força e falta de argumentos. Toda vez que essa questão volta à tona, os débitos são óbvios para o PT e seus líderes. A forma como esse tipo de discussão vai se dar e refletir nas eleições, sinceramente, não sou capaz de prever.

Havia uma expectativa de que PSDB e DEM se aliassem pelo menos em cinco capitais. Por que o saldo foi de afastamento?

O DEM tinha dois candidatos que eram favoritos em Salvador e Aracaju. Eles têm nosso apoio. Em outras capitais, como Fortaleza e Recife, o PSDB tem candidato e o DEM também. Nada mais natural e mais equilibrado.

Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/dilma-invadiu-bh-sergio-guerra/

Aécio Neves: senador, líder da oposição, cobra obras em MG

Aécio Neves: senador, líder da oposição, cobra coerência e diz que obras do Anel são anunciadas agora são as mesmas já prometidas por Lula.

Aécio Neves: obras do anel rodoviário

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio cobra do governo federal que obras rodoviárias prometidas saiam do papel

“Vamos acompanhar dia a dia para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos”, diz Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) destacou, nesta terça-feira (12/06), a importância do ato de transferência para o Governo de Minas da coordenação das obras de reforma do Anel Rodoviário de Belo Horizonte. O ato foi assinado pela presidente Dilma Rousseff, e pelo governador Antonio Anastasia, sete anos depois de as obras terem sido prometidas pelo então presidente Lula.

Na solenidade de hoje, no Palácio da Liberdade, a presidente Dilma prometeu R$ 4 bilhões para as obras de reforma do Anel Rodoviário, construção do Rodoanel e duplicação das pistas da BR-381 entre Belo Horizonte e Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. Desse total, apenas R$ 17 milhões foram autorizados hoje para elaboração do projeto executivo das obras no Anel.

“Todo anúncio de obras em Minas Gerais deve ser muito bem-visto. Mas, o que temos que ressaltar e alertar é que as obras anunciadas agora pela presidente da República são aquelas mesmas anunciadas lá atrás pelo presidente Lula e que ainda estão no papel. Não podemos permitir que apenas as boas intenções prevaleçam, em detrimento dos investimentos que não têm vindo para Minas Gerais”, disse o senador.

Aécio Neves acrescentou que a liberação dos recursos federais e a realização dos investimentos prometidos devem ser acompanhados dia a dia.

“Vamos acompanhar a par e passo, dia a dia, para que essas boas intenções anunciadas pela presidente da República se transformem, de fato, em investimentos que visem a minimizar as mortes e a tragédia que viraram, principalmente, as rodovias mineiras”, disse. Um total de 3 mil acidentes ocorreram no Anel Rodoviário de BH ano passado, com 33 mortes. Apenas no primeiro semestre deste ano, já somam 12 mortes. Cerca de 130 mil motoristas transitam diariamente pelo anel.

O ato assinada nesta terça-feira, o governo federal transferiu para o governo de Minas a coordenação do projeto executivo e das obras de reforma do Anel. Serão repassados pelo governo federal R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo. Após o processo de licitação está prevista a liberação de R$ 1,5 bilhão.

Já na construção de um novo contorno rodoviário para a capital (Rodoanel), o governo federal anunciou a intenção de investir em parceria com o Governo de Minas e com a prefeitura de Belo Horizonte.

Ausência de investimentos

Aécio Neves também criticou o baixo nível de investimentos realizados pelo governo federal em Minas. O senador disse que o Estado é um dos que menos recebe retorno pela contribuição dada ao País.

“Minas vem sendo, ao longo dos últimos anos dos governos do PT, um dos estados que proporcionalmente ao que contribui para o Brasil menos recebe de retorno em investimentos. Ao contrário, pagamos dívidas extremamente sufocantes e as nossas questões estruturais, seja na área rodoviária, seja nos nossos aeroportos, e mesmo na área da saúde e da educação, continuam extremamente graves”, afirmou o senador Aécio.

Aécio Neves – link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/06/aecio-cobra-do-governo-federal-que-obras-rodoviarias-prometidas-saiam-do-papel/

Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade

Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade – PT continua pressão contra o STF e partidários têm dificuldade em conviver com o contraditório.

Mensalão do PT: chega a hora da verdade

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Hora de julgar o mensalão

Bastou o Supremo Tribunal Federal fazer o que dele a sociedade brasileira espera para o PT mostrar suas garras. O anúncio da data de julgamento do maior escândalo da história política do país deflagrou os arreganhos autoritários de sempre nos capas-pretas do partido. Como tudo o que cerca o mensalão, os convocados do PT para a “batalha” também têm muito a dever à Justiça.

Em 1° de agosto, desde já uma data histórica para o país, o STF começará a julgar o caso. Com o cronograma previsto, por volta de fins de setembro as sessões do julgamento terão terminado e o Brasil terá, enfim, passado o episódio a limpo, condenando quem merece a pagar pelo que fez e livrando quem nada deve.

Algo simples assim, pelo menos em democracias, está sendo tratado pelo PT quase como um golpe de Estado. É a velha dificuldade que os partidários de Lula, Dilma Rousseff e José Dirceu têm de conviver com o contraditório, dentro dos estritos marcos legais de um Estado democrático de Direito.

O primeiro a espernear foi o secretário de comunicação petista. “Infelizmente, as ações do Supremo não são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema“, disse o deputado André Vargas na quinta-feira a O Globo.

No sábado, foi a vez do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos – o mesmo que, por R$ 15 milhões, defende o contraventor Carlos Cachoeira, envolvido em grosso desvio de dinheiro público no submundo da política. Em entrevista à BandNews, o advogado disse que a imprensa “tomou partido” contra os réus do mensalão.

Mas quem foi mais longe na afronta a um dos poderes da República foi, como sempre, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. O chefe da “sofisticada organização criminosa” denunciada pelo Ministério Público Federal conclamou os militantes da UNE a ir para as ruas defendê-lo.

“Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque se não a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação. Eu preciso do apoio de vocês”, discursou Dirceu, conforme registrou O Globo Online na noite de sábado.

Dirceu é o mesmo que, nos idos dos anos 1990, incitou grevistas de escolas de São Paulo a fazer os governantes tucanos do estado “apanhar nas ruas e nas urnas”. Como se vê, os métodos truculentos continuam os mesmos, só os aliados da hora é que mudaram.

Os domesticados militantes da UNE, outrora protagonista de importantes ações em defesa da democracia e do Estado de Direito no país, agora precisam se ocupar em explicar como gastam em farra e bebedeira dinheiro público repassado para capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos.

Investigação feita pelo Ministério Público aponta irregularidades em convênios do governo federal com a UNE e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo, que receberam R$ 12 milhões da União entre 2006 e 2010 e usaram notas frias para comprovar os gastos. São aliados desta natureza que Dirceu espera ter na sua “batalha” pela absolvição no Supremo.

“Ao analisar as prestações de contas do convênio do Ministério da Cultura com a UNE para apoio ao projeto Atividades de Cultura e Arte da UNE, o procurador [Marinus] Marsico constatou gastos com a compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, compra de búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE. Além disso, encontrou diversas notas emitidas por bares”, mostrou O Globo na sexta-feira.

O escândalo do mensalão foi conhecido há sete anos e há cinco a denúncia foi apresentada ao Supremo. Neste ínterim, o então presidente Lula – que hoje diz que tudo não passa de uma “farsa” – chegou a pedir desculpas pelo malfeito. Já passa da hora de julgar o caso, algo que os ministros têm plena condição de fazer dentro dos estritos cânones do Direito.

O país só tem a perder com maiores delongas. Basta ver o que está acontecendo, novamente, no Banco do Nordeste. Lá, o mesmo grupo de petistas mensaleiros envolvido no folclórico episódio dos dólares escondidos em cueca está de novo enredado em escândalos e desvios de dinheiro público, como mostrou a edição da revista Época desta semana.

A reação irada de gente como José Dirceu à decisão do Supremo – tomada, aliás, por unanimidade pelos ministros da corte – deixa claro o horror que o PT tem do acerto de contas que terá de fazer com a sociedade brasileira por ter alimentado, durante anos, o maior duto de desvio de dinheiro público da história do país e que até hoje serve de inspiração para malfeitores ao redor do Brasil.

Mensalão do PT – Link da matéria: http://www.itv.org.br/web/noticia.aspx?c=3924


Mensalão: PT, censura e o nazismo

Mensalão: PT usa técnicas do nazismo/stalinismo para desviar a atenção do julgamento no STF. PT censura e é contra a liberdade de imprensa.

Mensalão

Fonte: Daniel Pereira e Hugo Marques – Revista Veja – Publicada no Blog do Ricardo Setti

Eles querem apagar o mensalão

Mensalão: o PT, a censura, o nazismo e o stalinismo

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Foto: Ag. Globow)

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira

(Reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques publicada na edição impressa de VEJA de 18 de abril de 2012)

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.

O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.

A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.

Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Mantra repetido por ministros até capangas pagos com dinheiro público na internet

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.

Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.

Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff.

A CPI tem objetivo desejável: o problema são os objetivos subalternos

O objetivo declarado – e desejável – da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato.

Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão.

Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Querem desmoralizar a imprensa

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão – em especial a imprensa.

Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto.

O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula.

O mensalão saiu dos cofres públicos

Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos.

Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente.

Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment.

Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou – nos braços do povo.

Mensalão do PT e a CPI do CachoeiraCarlos Cachoeira, no alto: As relações do contraventor com políticos eram suprapartidárias, mas, segundo as investigações, os interesses eram comuns: dinheiro, negócios, cargos, propina; Demóstenes Torres: foi flagrado defendendo interesses comerciais do contraventor e, segundo o Ministério Público, recebeu por isso; Marconi Perillo: O governador de Goiás tinha vários assessores umbilicalmente ligados a Carlos Cachoeira, inclusive sua chefe de gabinete, que foi afastada; Agnelo Queiroz: Assessores do governador do Distrito Federal aparecem em dezenas de telefonemas tratando de negócios de interesse do contraventor; Protógenes Queiroz: Ex-delegado da PF, o deputado apareceu orientando um dos integrantes da quadrilha a manter silêncio em depoimento

Atropelar escrúpulos para preservar Lula

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista – e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula.

“A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT.

A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética.

Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

Neutralizar as instâncias democráticas

A lógica política de Falcão é irretocável – até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?

Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário.

Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

Mensalão do Pt

... publicitário Marcos Valério...

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor – pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual.

Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

Mensalão do Pt

As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

A estratégia saiu da cabeça de Lula

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula.

Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo.

Réu do mensalão na presidência da Comissão de Justiça

Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário.

Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

Lula e o mensalão do PT

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF atingiram também Perillo, desafeto de Lula

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário.

Uma tática deixada de lado nos últimos dias, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado.

A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI.

A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

Carlos Ayres Britto

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade.

Se for preciso, o PT rifa o governador do DF, Agnelo Queiroz

Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo.

É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

Surge oportunidade tão eficiente quanto a censura à imprensa

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial.

Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão.

Não por coincidência, a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”.

Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

A parte do PT que não tem a mínima noção do papel da imprensa livre

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário.

A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado.

Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos.

Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for – a população, a imprensa ou a literatura – estão abrindo caminho para o totalitarismo.

Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem.

Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado.

Ricardo Lewandowski

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" (Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao ser questionado sobre quando apresentará seu relatório como ministro-revisor, última etapa antes do julgamento)

Bons jornalitsas devem, sim, falar com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras e relevantes

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

O MENSALÃO DO PT

A radiografia do maior de todos os escândalos

A origem

Em maio de 2005, VEJA divulgou um vídeo no qual Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 000 reais de propina de um empresário interessado em participar de uma licitação da estatal. Marinho, na gravação, revelou que precisava arrecadar dinheiro de empresas com negócios nos Correios e entregar à direção do PTB, partido responsável por sua nomeação

O batismo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2005, afirmou que o governo federal, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, repassava uma mesada aos parlamentares dos partidos aliados, num esquema que ficou conhecido por “mensalão” e que, segundo Jefferson, era chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal dirigente do PT

A queda de Dirceu

Em discurso no plenário da Câmara, Jefferson voltou a acusar Dirceu, dizendo que o ministro não tinha condições morais de permanecer no cargo. “Rápido, sai daí rápido, Zé!” Dois dias depois, em 16 de junho, Dirceu entregou seu pedido de demissão a Lula

A investigação

Uma CPI foi instalada para apurar as denúncias. Ao longo de dez meses de investigação, seus integrantes assistiram, entre outros episódios, à confissão do marqueteiro Duda Mendonça de que recebeu do PT dinheiro de caixa dois no exterior. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de mais de 100 pessoas e a cassação de dezoito parlamentares

As cassações

A Câmara cassou o mandato dos deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa. Eles perderam os direitos políticos por oito anos. Outros quatro parlamentares renunciaram para escapar da cassação. Os onze deputados restantes foram absolvidos pelos colegas

A denúncia

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra quarenta pessoas que, segundo ele, participaram da “organização criminosa” do mensalão. As práticas incluíam lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Na denúncia, o procurador qualificou José Dirceu como o “chefe da quadrilha”

O julgamento

O ministro Joaquim Barbosa, em agosto de 2007, aceitou a denúncia contra os quarenta mensaleiros, que se tornaram réus no Supremo. O processo, depois de quase cinco anos, está sob análise do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, e deve ser julgado no segundo semestre. Os réus atuam para retardar o julgamento até os crimes prescreverem

Mensalão – Link da matéria: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/eles-querem-apagar-o-mensalao/

Aécio Neves: líder da oposição faz discurso duro contra Dilma

Aécio Neves: líder da oposição diz que governo Dilma é uma “usina de malfeitorias” e que presidente é “peça de uma publicidade enganosa”.

Aécio: vendida como ‘gestora impecável’, Dilma revelou-se presidente de um ‘cenário desolador’

Fonte: Blog do  – UOL

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do PSDB, escalou a tribuna do Senadonesta quarta (28). Apontado por seus próprios aliados como um oposicionista apático, pronunciou um discurso duro. O mais incisivo desde que chegou ao Senado, no ano passado.Aécio dividiu o discurso em três partes: Dilma, Dilma e Dilma. Apresentou Dilma como peça de uma publicidade enganosa. Na campanha, “gestora impecável”. No Planalto, uma presidente “incapaz de dar solução aos problemas” do país. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”.Tratou o governo Dilma como uma usina de malfeitorias. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia, sem constrangimentos, o aparelhamento partidário da máquina governamental.”

Lamentou os primeiros efeitos da administração Dilma. Na economia, “a desindustrialização é um fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.” O crescimento foi “o menor da América Latina.” Na política, “a falta de respeito ao Congresso se transformou em marca registrada das atuais relações entre Executivo e Legislativo.”

Tomada pelas manifestações públicas, disse Aécio, Dilma parece “refém do seu próprio governo.” Considera a pose paradoxal: “É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”.

Referiu-se com atraso às trocas ministeriais que marcaram 2011. “A mão pesada do poder da Presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que, antes, os nomeara e os conduzira para o governo. Aí descobrimos o inacreditável: havia ministros diversos de Lula e uns poucos de Dilma.”

Sem projetos, disse Aécio, Dilma “responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso.” Enxergou um quê de teatro na reunião que a presidente promoveu com empresários na semana passada. “Ainda não se sabe ao certo a motivação”.

“Se todos conhecem o problema e não há nada de novo no front, só um motivo justificaria a reunião: a mesma pirotecnia de sempre com que se pretende ocupar o vazio e disfarçar a leniência do atual governo.”

Acha que, “se nada for feito para desatar os nós políticos e gerenciais que emperram a máquina pública, o Brasil vai perder a maior janela de oportunidades de sua história.” Avalia que a maioria congressual de Dilma, “montada ao custo que todos conhecemos”, não produziu senão interrogações.

“Onde estão as reformas constitucionais? Discutimos a recomposição do pacto federativo? Reformamos o rito das medidas provisórias? Revisamos os royalties do petróleo e do minério? Renegociamos as dívidas dos governos estaduais? Nada.”

Dilma apanhou indefesa. Exceto pelas interferências de Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão e monitorava o tempo de Aécio com relógio draconiano, não se ouviu no plenário do Senado um mísero contraponto governista.

Link do artigo: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/aecio-vendida-como-gestora-impecavel-dilma-revelou-se-presidente-de-um-cenario-desolador/

Aécio Neves: líder da oposição faz discurso duro contra Dilma

Aécio Neves: líder da oposição diz que governo Dilma é uma “usina de malfeitorias” e que presidente é “peça de uma publicidade enganosa”.

Aécio: vendida como ‘gestora impecável’, Dilma revelou-se presidente de um ‘cenário desolador’

Fonte: Blog do  – UOL

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do PSDB, escalou a tribuna do Senado nesta quarta (28). Apontado por seus próprios aliados como um oposicionista apático, pronunciou um discurso duro. O mais incisivo desde que chegou ao Senado, no ano passado.

Aécio dividiu o discurso em três partes: Dilma, Dilma e Dilma. Apresentou Dilma como peça de uma publicidade enganosa. Na campanha, “gestora impecável”. No Planalto, uma presidente “incapaz de dar solução aos problemas” do país. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”.

Tratou o governo Dilma como uma usina de malfeitorias. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia, sem constrangimentos, o aparelhamento partidário da máquina governamental.”

Lamentou os primeiros efeitos da administração Dilma. Na economia, “a desindustrialização é um fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.” O crescimento foi “o menor da América Latina.” Na política, “a falta de respeito ao Congresso se transformou em marca registrada das atuais relações entre Executivo e Legislativo.”

Tomada pelas manifestações públicas, disse Aécio, Dilma parece “refém do seu próprio governo.” Considera a pose paradoxal: “É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”.

Referiu-se com atraso às trocas ministeriais que marcaram 2011. “A mão pesada do poder da Presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que, antes, os nomeara e os conduzira para o governo. Aí descobrimos o inacreditável: havia ministros diversos de Lula e uns poucos de Dilma.”

Sem projetos, disse Aécio, Dilma “responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso.” Enxergou um quê de teatro na reunião que a presidente promoveu com empresários na semana passada. “Ainda não se sabe ao certo a motivação”.

“Se todos conhecem o problema e não há nada de novo no front, só um motivo justificaria a reunião: a mesma pirotecnia de sempre com que se pretende ocupar o vazio e disfarçar a leniência do atual governo.”

Acha que, “se nada for feito para desatar os nós políticos e gerenciais que emperram a máquina pública, o Brasil vai perder a maior janela de oportunidades de sua história.” Avalia que a maioria congressual de Dilma, “montada ao custo que todos conhecemos”, não produziu senão interrogações.

“Onde estão as reformas constitucionais? Discutimos a recomposição do pacto federativo? Reformamos o rito das medidas provisórias? Revisamos os royalties do petróleo e do minério? Renegociamos as dívidas dos governos estaduais? Nada.”

Dilma apanhou indefesa. Exceto pelas interferências de Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão e monitorava o tempo de Aécio com relógio draconiano, não se ouviu no plenário do Senado um mísero contraponto governista.

Link do artigo: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/aecio-vendida-como-gestora-impecavel-dilma-revelou-se-presidente-de-um-cenario-desolador/

Governador Anastasia coordena mobilização para assegurar mais investimentos para Minas

Agenda Minas é fruto de uma ampla parceria entre Governo do Estado, empresários e parlamentares

Fabio Rodrigues Pozzebom/ABR
Antonio Anastasia durante reunião em Brasília
Antonio Anastasia durante reunião em Brasília

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, participou, na noite dessa terça-feira (28), em Brasília, de mais uma rodada de discussões em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas Gerais (Agenda Minas) – um documento que elenca projetos e investimentos considerados essenciais para que o Estado continue a registrar avanços sociais e econômicos. A reunião contou com a participação de parlamentares que compõem a bancada federal de Minas no Congresso Nacional e entidades empresariais do Estado. “A reunião refletiu um nível de convergência significativa entre as principais lideranças empresariais e políticas de Minas Gerais”, afirmou o diretor-presidente do Escritório de Prioridades Estratégicas, Tadeu Barreto, que participou do encontro. Por iniciativa do governador Antonio Anastasia, o documento será encaminhado à presidente Dilma Rousseff nos próximos dias.

A destinação de recursos para os setores de Educação, Saúde, Defesa Social e Cultura, os investimentos de empresas estatais federais em Minas e projetos de infraestrutura – como reformas em rodovias e a expansão do metrô na região metropolitana de Belo Horizonte – estão entre as prioridades discutidas no encontro, que é fruto de uma ação apartidária, coordenada pelo Governo de Minas, em conjunto com entidades de classe de diversos setores, empresários e parlamentares. Um minucioso estudo, amplamente discutido com a sociedade civil, entidades trabalhistas e parlamentares de diversos partidos, foi a base desta agenda de convergências. A primeira discussão sobre o tema ocorreu em novembro de 2011.

Investimentos estratégicos

Dividida em cinco grandes linhas de ação, a Agenda Minas destaca, dentre outros pontos, a necessidade de maiores investimentos da Petrobras no Estado. Apesar de, atualmente, Minas Gerais responder por 11% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial brasileiro, o Estado receberá, até 2014, apenas 1,5% dos investimentos previstos pela Petrobras para todo o país.

O Governo de Minas também propõe ao Executivo federal aportes em obras imprescindíveis, como a duplicação das rodovias federais BRs 381 e 040, a construção do Rodoanel Metropolitano, a expansão das linhas que compõem o Trem Metropolitano, além de readequações de rodovias em outros oito trechos espalhados por diversas regiões do interior do Estado.

A Agenda Minas prioriza, ainda, junto ao governo federal, a realização de Parceria Público-Privada (PPP) para restauração e adequação da capacidade viária da BR-262, na divisa com o Espírito Santo, o que possibilitará a criação de um corredor estratégico para o escoamento da produção de Minas para outros Estados e para o exterior, por meio do Porto de Vitória.

No documento, o Governo de Minas também estabelece como prioridade para o Estado a execução de PPP para duplicação da BR-116 – em diversos trechos compreendidos entre a divisa com a Bahia e a saída para o Rio de Janeiro –, a expansão do modal ferroviário mineiro e a ampliação do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (AITN), em Confins.

Atenção ao social

Com máxima atenção à área social, a Agenda Minas solicita ao governo federal aportes adicionais em projetos e programas em Educação, Saúde, Defesa Social e Cultura, em uma busca constante pelo aprimoramento dos serviços públicos oferecidos aos cidadãos mineiros, em consonância com os expressivos investimentos já destinados hoje, pelo Governo do Estado, para esses setores – como a política de valorização dos servidores da Educação estabelecida em Minas Gerais.

Governo, entidades de classe, empresários e parlamentares também consideram como ações prioritárias para o desenvolvimento do Estado a criação de um centro de referência em micro e nanotecnologias em Minas, investimentos integrados para a preservação e divulgação do patrimônio cultural mineiro, além da liberação de convênios na área de segurança pública, já solicitados ao Ministério da Justiça pela Secretaria de Estado de Defesa Social.

A aprovação da proposta, em tramitação no Congresso Nacional, que eleva o percentual dos royalties do minério de ferro, de 2% para 4%, e a conclusão do processo de revisão do marco regulatório da mineração, é outro item que consta da Agenda Minas. O documento destaca também a necessidade de criação do Tribunal Regional Federal em Minas Gerais – uma demanda apresentada por entidades e órgãos que compõem o Poder Judiciário mineiro.

Fonte: Agência Minas