Governo de Minas: Circuito Praça da Liberdade participa da Semana Nacional de Museus

Serão oferecidas atividades culturais gratuitas e ações educativas

O Circuito Cultural Praça da Liberdade preparou uma série de atividades especiais para integrar a programação da 10ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Os eventos acontecem entre os dias 14 e 20 de maio e incluem atividades externas, como a Expedição Circuito Cultural Praça da Liberdade e as intervenções artísticas na praça, além de eventos que ocorrerão dentro dos equipamentos, como exposições, palestras, debates, oficinas, exibição de filmes, shows e visitas educativas.

A expedição é uma ação desenvolvida conjuntamente pelos setores educativos dos diferentes espaços que compõem o circuito. O objetivo é incluir públicos diversos no projeto, através do mapeamento das instituições e pessoas que já ocupam o território do entorno da praça. Foram identificados previamente oito grupos, de faixas etárias e classes sociais diferentes, que circulam pela região, seja em uma relação de trabalho, lazer, estudo ou moradia.

Compõem estes grupos: pessoas com deficiência visual que frequentam o setor Braille da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, “boys” e “girls” da que trabalham na região fazendo entregas, idosas da Casa Santa Zita (instituição mantida pela PBH e Paróquia da Boa Viagem), idosos do “Cabeças de prata” do Minas Tênis Clube, alunos do curso de Gestão Cultural da UNA, crianças da Escola Casa da Gente (escola particular da região), adolescentes da Escola Estadual Afonso Pena e operários da Retec (construtora responsável pela construção do CCBB).

Estas pessoas foram convidadas pelos educadores a desenvolver, durante a Semana de Museus, uma investigação do território do Circuito Cultural Praça da Liberdade, tendo como ponto de partida um mapa e suas próprias lembranças. A proposta é que elas construam assim mapas afetivos individuais e coletivos da região, que serão vivenciados ao longo da semana.

A Expedição Circuito Cultural Praça da Liberdade continuará nos próximos meses até setembro, quando será feita uma troca dos mapas construídos pelos diferentes grupos, durante a Primavera de Museus.

Atividades dentro e fora dos museus

Além da expedição, os museus e espaços que integram o circuito desenvolverão durante a Semana de Museus uma série de atividades na Praça da Liberdade. Serão atividades culturais diversas, ligadas à fotografia, música, literatura, história e artes plásticas. Os eventos serão gratuitos e abertos a toda a população.

No dia 15 de maio, a partir das 17h30, uma intervenção musical inusitada vai chamar a atenção dos visitantes. Vários músicos, com instrumentos diferentes, irão se concentrar em diferentes pontos da praça e tocar para o público. Ao final, todos se encontrarão no coreto para uma grande apresentação.

No dia 19 de maio, sábado, a praça será ocupada por um grupo de fotógrafos que irá transformar o local em um grande estúdio, com a participação do público. A intervenção foi planejada pelo Memorial Minas Gerais-Vale, em parceria com a Associação de Fotógrafos Fototech – regional Minas.

E dentro dos museus, a programação da Semana de Museus também trará eventos para todos os gostos e idades. Haverá exposições, palestras, debates, oficinas, exibição de filmes, shows, lançamentos de livros, contação de histórias e visitas educativas, voltadas tanto para crianças como para adultos. Assim como as atrações da praça, todos os eventos internos também serão gratuitos. A programação completa dos museus está disponível no site do IBRAM.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/circuito-praca-da-liberdade-participa-da-semana-nacional-de-museus/

Governo de Minas: alegria do circo chega ao Circuito Cultural Praça da Liberdade

Palhaços saem dos picadeiros e levam a música, dança e teatro para as praças da capital

Coletivo de Palhaços / Arquivo
Quaquaraquaquá e encontro de palhaços diverte o público
Quaquaraquaquá e encontro de palhaços diverte o público

O Circuito Cultural Praça da Liberdade recebe, neste domingo (22), a 4ª edição do Festival de Circo Quaquaraquaquá. Mais duas apresentações ainda serão realizadas no local sendo a segunda no dia 27 de maio e a terceira dia 24 de junho. O evento mostra ao público um circo diferente, que alia música, dança e teatro, agradando tanto crianças como adultos. Durante as apresentações, baseadas em uma linguagem cômica, tudo pode dar errado, desde as tentativas dos palhaços até os truques dos mágicos.

O Quaquaraquaquá é idealizado pelo Coletivo de Palhaços, uma iniciativa de artistas independentes, que une grupos autônomos da capital e de outras cidades de Minas, como Ouro Preto e Mariana. “Nós vemos o Coletivo de Palhaços como uma militância artística, onde cada um adota uma praça da cidade e trabalha voluntariamente, por amor, em prol da valorização da arte naquele local”, explica Felipe Cardoso, gestor do Movimento Mineiro de Circo e responsável pelas atividades do Coletivo de Palhaços na Praça da Liberdade. O projeto tem a coordenação geral da Cia Circunstância em parceria com a União de Artistas Itinerantes (UAI).

O projeto este ano será realizado em dez praças diferentes de Belo Horizonte, Casa Branca, Mariana e Moeda. Na capital, além do Circuito Cultural Praça da Liberdade, o evento acontecerá também nas praças Duque de Caxias, Vila Dias, Floriano Peixoto, Aroldo Tenuta e Nossa Senhora da Glória.

O festival acontece no Teatro de Arena do Circuito, sempre às 16h, com entrada gratuita, mantendo a tradição circense de passar o chapéu.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/a-alegria-do-circo-chega-ao-circuito-cultural-praca-da-liberdade/

Governo de Minas: alunos da Rede Estadual de Educação descobrem um pouco de sua própria história no Circuito Cultural

O Projeto Circulando na Liberdade visa ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade

A partir deste mês, 15 mil crianças, jovens e adultos dos ensinos fundamental e médio pertencentes a escolas da Rede Estadual de Belo Horizonte e da região metropolitana iniciam uma série de visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade. Eles integram o Projeto Circulando na Liberdade, desenvolvido em uma parceria do Circuito com o Programa Escola Viva, da Secretaria de Estado de Educação, e o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG). O objetivo do projeto é ampliar a relação entre educação e cultura e, consequentemente, o acesso aos espaços museais e culturais da cidade, fortalecendo nos estudantes e em seus familiares o sentido de pertencimento e reconhecimento da importância de preservação do patrimônio.

O Circulando na Liberdade atenderá 30 escolas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social e que, em sua maioria, encontram-se distantes do centro da capital. “Os alunos dessas escolas pouco conhecem além da sua própria comunidade. Como fazer com que essas crianças e jovens se apropriem da cidade e usem-na, no sentido de poderem circular, frequentar, conviver, criar e transformar se eles não sabem que esses espaços existem? Queremos que eles percebam a cidade onde vivem – isso é exercício de cidadania”, explica a coordenadora de ações educativas do Circuito Cultural, Mabel Faleiro.

O projeto será desenvolvido em várias etapas, que envolverão reuniões com diretores, especialistas e professores; elaboração dos projetos pelas escolas a partir de suas realidades e demandas, tendo-se como referência alguns eixos temáticos propostos pelos espaços; visitas ao Circuito Cultural; e encontros periódicos para realimentação dos trabalhos desenvolvidos.

Cabe lembrar que, ao longo do ano, todos os espaços do circuito serão visitados por todas as escolas integradas, que receberam recursos para o transporte das turmas, por meio do Projeto Escola Viva. “Queremos que essas crianças, jovens e adultos sejam tocados pela arte, ciência e conhecimentos aqui presentes, estabeleçam diálogos e se emocionem, ampliando seu olhar e sua convivência pessoal e social”, ressalta Mabel Faleiro.

Dentre as 30 instituições participantes, oito ainda terão seus projetos acompanhados de perto pelo Espaço TIM UFMG do Conhecimento, Museu Mineiro, Museu das Minas e do Metal e Memorial Minas Gerais – Vale. É o caso da Escola Estadual Coronel Juca Pinto, que já comemora a oportunidade. “Nossa escola precisava de um projeto para socializar os alunos e os pais. Eles não têm acesso a espaços culturais e precisam conhecer a cidade onde vivem”, diz a professora Elizabeth Magalhães Silva.

As visitas ao Circuito Cultural Praça da Liberdade ocorrerão até o mês de setembro, sendo os meses de outubro e novembro destinados às atividades de encerramento do projeto, quando ocorrerão as avaliações e exposições dos trabalhos desenvolvidos.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/alunos-da-rede-estadual-de-educacao-descobrem-um-pouco-de-sua-propria-historia-no-circuito-cultural/

Gestão em Minas: Anastasia inaugura Centro de Arte Popular no Circuito Cultural Praça da Liberdade

Governador destaca importância de Minas Gerais na arte popular brasileira.
Omar Freire/Imprensa MG
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular - Cemig
Governador Antonio Anastasia durante inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig

O governador Antonio Anastasia inaugurou, nesta segunda-feira (19), em Belo Horizonte, o Centro de Arte Popular – Cemig, novo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade, voltado à exposição de obras de artistas populares de diferentes regiões de Minas Gerais e do Brasil. O museu está instalado em um prédio histórico, construído em 1928, onde funcionou o Hospital São Tarcísio, a poucos metros da Praça da Liberdade. Este é o oitavo espaço do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

“Estamos aqui para inaugurar este belíssimo Centro de Arte Popular, que o Governo do Estado integra ao Circuito Cultural de nosso Estado, da capital Belo Horizonte, da Região Metropolitana. É um prédio que foi resgatado, estava paralisado há muitos anos, foi totalmente reformado e será mais um dos ícones do Circuito Cultural Praça da Liberdade”, disse Anastasia, durante a solenidade de inauguração do museu.

O Governo de Minas investiu R$ 7 milhões na implantação do espaço cultural, dos quais R$ 1,5 milhão por meio da Cemig. As obras envolveram desde a restauração do edifício até a implantação de estrutura moderna e adequada ao abrigo de obras de arte.

A proposta do Centro de Arte Popular – Cemig é valorizar a diversidade cultural mineira. O acervo conta com 800 peças, grande parte de propriedade do Estado. Outras peças de instituições e de colecionadores privados, cedidas por comodato, integram o acervo.

“Minas Gerais, sem dúvida alguma, é o Estado brasileiro que tem nessas questões do folclore e da arte popular uma riqueza extraordinária. Por isso, ficamos muito felizes de poder inaugurar aqui esta que é a casa, portanto, a partir de agora, da arte popular de Minas”, afirmou o governador Anastasia.

O edifício tem quatro pavimentos com ateliês para oficinas, sala de exposições temporárias, auditório multiuso, café, loja, centro de informação com biblioteca, videoteca e computadores para consulta e quatro salas de exposições de longa duração. A gestão do Centro de Arte Popular – Cemig será da Superintendência de Museus e Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura.

Exposição inaugural

A exposição inaugural de longa duração apresenta ao público 360 peças, que retratam as diferentes expressões de arte criadas pelo homem, ao longo do tempo, em todo o Estado de Minas Gerais. Isso inclui desde manifestações dos primeiros habitantes da região, com as pinturas rupestres, até os grafismos urbanos contemporâneos. Inclui fotos, vídeos, esculturas em madeira, cerâmica, peças de festas religiosas, oratórios, ex-votos, santos e pinturas.

A secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, disse que a inauguração do centro é um momento muito importante para a cultura de Minas Gerais. “Estamos entregando uma instituição que pretende ser um centro de referência da arte popular. Além do espaço de exposição com um acervo riquíssimo, o centro será também um espaço de pesquisa, de seminários, de reflexão, tudo relacionado à arte popular de Minas Gerais”.

As obras expostas são assinadas por artistas como Noemisa, GTO (Geraldo Teles de Oliveira), Artur Pereira, Maria Lira Marques, Dona Isabel, Dirléia Neves Peixoto, Ulisses Pereira, Lorenzatto e Dona Tonica. Também trabalhos de artistas anônimos compõem o acervo. Estão representados Araxá, Belo Horizonte, Cachoeira do Brumado (distrito de Mariana), Divinópolis, Ouro Preto, Prados, Sabará e São João del-Rei e municípios do Vale do Jequitinhonha.

Além da exposição de longa duração, na abertura do Centro de Arte Popular também foi inaugurada uma mostra temporária, que apresenta uma coleção inédita de oratórios, santos e ex-votos dos séculos XVIII e XIX, exposta pela primeira vez ao público. A mostra acontecerá até 19 de junho. Dentre as 45 obras que compõem o conjunto, há uma raridade, que é um oratório de origem africana, do século XVIII, produzido por escravos e por Mestre Borboleta. As peças pertencem a Maria Zahle, colecionadora da cidade de Tiradentes.

O Centro de Arte Popular – Cemig funcionará nas terças, quartas e sextas-feiras das 10 às 19 horas, nas quintas-feiras das 12 às 21 horas e nos sábados e domingos das 12 às 19 horas. A entrada é gratuita.

Circuito Cultural Praça da Liberdade

Até o final de 2014, o Circuito Cultural Praça da Liberdade contará com 13 espaços, se transformando no maior complexo cultural do Brasil, reunindo museus históricos, artísticos e temáticos, centros culturais, bibliotecas e espaços para oficinas, cursos e ateliês. De 2010 até janeiro deste ano, 964 mil pessoas visitaram o Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Os sete espaços já abertos à visitação no Circuito Cultural Praça da Liberdade são: Espaço TIM UFMG do Conhecimento, que tem um dos oito planetários mais modernos do mundo e um observatório de última geração; o Museu das Minas e do Metal, que utiliza a tecnologia de forma criativa para apresentar o universo dos metais e dos minérios; e o Memorial Minas Gerais – Vale, que instiga o visitante a descobrir a história e os costumes mineiros.

Também fazem parte do complexo o Museu Mineiro, reaberto em janeiro de 2012; a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro e o Palácio da Liberdade. Além destes espaços, estão em processo de implantação o Centro Cultural Banco do Brasil, com inauguração prevista para o segundo semestre de 2012, a Casa Fiat de Cultura, o Inhotim Escola, o Museu do Automóvel e Museu do Homem Brasileiro.

Todas as intervenções de restauração e revitalização dos edifícios do Circuito Cultural são supervisionadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG).

Participaram também da inauguração do Centro de Arte Popular – Cemig o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, deputado estadual Dinis Pinheiro, o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, a presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), Andrea Neves, o vice-presidente da Cemig, Arlindo Porto, entre outras autoridades.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/anastasia-inaugura-centro-de-arte-popular-no-circuito-cultural-praca-da-liberdade/

Governo de Minas: espaço TIM UFMG do conhecimento vai projetar imagens do Exquisite Clock

O projeto, de autoria do belo-horizontino João Wilbert, já rodou o mundo e ficará exposto na capital mineira até dezembro de 2013

A partir do dia 8 de março, a fachada digital do Espaço TIM UFMG do Conhecimento, do Circuito Cultural Praça da Liberdade, vai projetar imagens do Exquisite Clock, um relógio interativo feito com imagens de números capturadas na vida cotidiana e enviadas por pessoas de todo o mundo por meio da internet e por um aplicativo do iPhone . O projeto, de autoria do belo-horizontino João Wilbert, já rodou o mundo e ficará exposto na capital mineira até dezembro de 2013.

Esta será a primeira vez que o relógio será exposto em um espaço público e não em uma galeria. O artista confessa que está curioso para saber a reação dos conterrâneos ao Exquisite Clock. “O fato de o relógio estar em um espaço público traz uma nova dimensão ao trabalho que, até então, foi tratado como arte e exposto em locais fechados. Desta vez, acredito que minha obra vai se aproximar mais do lado funcional do relógio”, afirma.

O Exquisite Clock se baseia na ideia de que o tempo não é linear e que pode ser compartilhado simultaneamente. O projeto tem o objetivo de estimular as pessoas a encontrarem números ao seu redor observando a própria rotina. “Os números estão em toda a parte, se você é capaz de enxergá-los. Eles podem estar em objetos, paisagens, comidas, animais, cabos e muito mais”, explica Wilbert, que já morou na Itália e atualmente vive em Londres.

Exquisite Clock é uma plataforma em constante desdobramento na qual quanto mais pessoas participam, maior e mais expressiva ela se torna. “O projeto é sobre criatividade e colaboração”, afirma o autor. As imagens podem ser enviadas pelo site www.exquisiteclock.org, ou pelo aplicativo do iPhone.

No Espaço TIM UFMG do Conhecimento, um sistema de gerenciamento de conteúdo formará um banco de dados com as fotos recebidas e o relógio será atualizado diariamente com as imagens enviadas no dia anterior. O Exquisite Clock foi desenvolvido por Wilbert ao receber uma bolsa da Fabrica (fabrica.it), instituição que apoia novos talentos,  localizada em Treviso (Itália). A obra já foi exposta em Milão, Paris, Londres, Moscou, Breda (Holanda), Luxemburgo, Lodz (Polônia), Osaka (Japão), Holon (Israel) e Nova Iorque.

Fonte: Agência Minas

Governo de Minas: Programação do Museu das Minas e do Metal homenageia modernistas e tropicalistas

Espaço cultural que integra do Circuito Praça da Liberdade preparou programação especial para o mês de fevereiro

Para celebrar os 90 anos da Semana da Arte Moderna e os 45 anos do Tropicalismo, o Museu das Minas e do Metal, do Circuito Cultural Praça da Liberdade, preparou uma programação especial para o mês de fevereiro. Os eventos integram o programa “Toda Quinta e Muito MMMAIS”, que oferece atividades culturais toda quinta-feira, às 19h30, e um domingo por mês, às 11h. A entrada é gratuita.

Modernismo e Tropicalismo

Em fevereiro de 1922, artistas plásticos, escritores, arquitetos e músicos se reuniram, em São Paulo, no evento que ficou conhecido como a Semana da Arte Moderna e que marcou profundamente a cultura e arte brasileiras. Os participantes – dentre eles Mário e Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti – chocaram a sociedade da época ao apresentar novas ideias e conceitos, e propor uma arte mais contemporânea e nacional, diferente dos padrões estéticos europeus tradicionais.

Mais de 40 anos depois, os debates da Semana de Arte Moderna influenciaram a criação do movimento do Tropicalismo, que misturava manifestações tradicionais com inovações estéticas radicais. O Tropicalismo se manifestou principalmente na música, deixando representantes importantes, como Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé.

Para os programas Café com Poesia, Super Tela e Era uma vez no MMM serão distribuídas senhas com 30 minutos de antecedência, de acordo com a disponibilidade do espaço. Para o programa Língua Afiada, é preciso fazer reservas pelo e-mail: linguaafiada@mmm.org.br. As reservas serão garantidas até 15 minutos antes do início da palestra.

Confira a programação completa:

 Fonte: Agência Minas

09.02, 19h30 Língua Afiada, com Eduardo de Jesus: “Heranças do Modernismo, como elas se manifestam hoje?”
16.02, 19h30 Super Tela, com a exibição do filme “Uma noite em 67”, de Renato Terra e Ricardo Calil. Duração de 93 min.
23.02, 19h30 Língua Afiada, com Alícia Duarte Penna: “Modernismo e Minas Gerais – Livre pensar sobre o Modernismo em Minas”.
26.02,  às 11h Era uma vez no MMM, com Beatriz Myrrha: “Contos e canções de um Brasil Tropical” (contação de histórias para crianças)

Blog do Anastasia – Gestão Anastasia: Museu Mineiro reabre as portas e inicia comemorações pelos 30 anos de fundação

BELO HORIZONTE (17/01/12) – Inaugurado em 1982 com a missão de preservar, pesquisar e difundir os registros da cultura mineira, além de ser espaço de referência para as demais instituições museológicas de Minas Gerais, o Museu Mineiro, órgão vinculado à Superintendência de Museus e de Artes Visuais da Secretaria de Estado de Cultura, que também integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, reabre suas portas ao público, ao mesmo tempo em que inicia as comemorações pelos seus 30 anos. A cerimônia de reabertura será realizada nesta quarta-feira (18), às 10h, após importantes reformas em sua estrutura física.

Com o patrocínio do BDMG, por meio do BDMG Cultural, da Fiat, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, e da parceria com a Fiemg, por meio do Sesi, foi criada nova museografia, que inclui novo projeto luminotécnico, além da recuperação e modernização do sistema elétrico. O Museu Mineiro ganhou, ainda, Sala de Exposição Temporária, com 200 metros quadrados, e um espaço multiuso para palestras e cursos, equipado com computadores.

A reinauguração será realizada com a mostra “Coleções do Museu Mineiro” – com obras da Coleção Arquivo Público, Coleção Geraldo Parreiras, Coleção Pinacoteca do Estado e Coleção Amigas da Cultura. Na Sala de Exposição Temporária, será inaugurada a mostra “Palavras: dos homens, das coisas, das plantas e dos animais”, que reúne 145 desenhos criados por 71 professores índios de seis etnias de Minas Gerais.

Ação Educativa

Mesmo interrompendo temporariamente a visitação do público, o Museu Mineiro continuou realizando regularmente suas ações educativas.  Em 2012, a instituição prepara um amplo calendário de ações educativas junto a estudantes e professores do ensino médio, com o projeto “Circulando na Liberdade”, realizado com os demais equipamentos do Circuito Cultural Praça da Liberdade.

Para a Semana Nacional dos Museus, que é promovida em maio, será aberta a exposição “Quarta Estação: Mulheres, Museus e Memória: novas inspirações”, que consiste em uma exposição de flores, elemento simbólico do universo feminino, e obras que retratam narrativas de memórias afetivas de mulheres.

A instituição mantém oficinas de capacitação de profissionais da área museológica e de educação patrimonial, realizadas junto a professores e estudantes da rede pública e particular.

Nos últimos anos, foram realizadas exposições itinerantes em outros Estados, como a exposição “300 anos de Cultura nas Minas Gerais”, em São Paulo, e seminários que promoveram o debate acerca da importância dos espaços museológicos no mundo contemporâneo, como o seminário “Ações Educativas em Debate: Museus e Centros Culturais – espaços de formação e transformação”.

Recentemente, o Museu Mineiro foi reconhecido na 3ª Edição do Prêmio Cultura Viva, promovido pelo Ministério da Cultura, por seu projeto “Museu Guardas”, ação realizada entre 2006 e 2010 com o objetivo de possibilitar o encontro e o diálogo entre a instituição e representantes do congado no Estado. Pelo mesmo projeto, o Museu Mineiro recebeu prêmio do Programa “Rumos Educação, Cultura e Arte 2011/2013”, promovido pelo Instituto Itaú Cultural.

Realizado a cada dois meses, aos domingos, o “Museu Guardas” convida Guardas de Congado mineiras a festejar seus santos de devoção durante toda uma tarde no Museu Mineiro.

Cultura ao alcance do público

Segundo a secretária de Estado de Cultura, Eliane Parreiras, o Governo de Minas reabre as portas do Museu Mineiro com grande satisfação, não só por seu respeitado acervo estar novamente disponibilizado ao público, mas, principalmente, por representar o esforço da Secretaria de Estado de Cultura em fortalecer o Sistema Estadual de Museus.

“O Museu Mineiro, assim como as demais instituições museológicas de Minas, ocupa papel estratégico na política cultural do Estado. Dessa maneira, mantemos o compromisso de, cada vez mais, aproximar os Museus da população. Seja ampliando o horário de visitação, seja promovendo ações educativas de formação de público e de promoção e valorização da história mineira registrada em seus acervos”, ressalta.

Quatro salas expositivas recebem a mostra “Coleções do Museu Mineiro”

Sala das Colunas – Com a exposição de aproximadamente 130 imagens sacras dos séculos XVIII e XIX, em que se destacam obras atribuídas a Aleijadinho (recentemente, no livro “O Aleijadinho – Catálogo Geral da Obra”, de autoria de Márcio Jardim, duas obras pertencentes ao acervo do Museu Mineiro foram atribuídas ao Grande Mestre: uma imagem de São Francisco de Assis e uma imagem de São Francisco de Paula); obras do Mestre de Piranga e do Mestre de Barão de Cocais.

Sala Vermelha – Exposição da imagem de São Miguel Arcanjo, do século XIX, esculpida em madeira policromada, da Coleção Geraldo Parreiras, além de seis telas atribuídas ao Mestre Ataíde.

Sala do Arquivo Público – Exposição de pinturas retratando os monarcas brasileiros. Possui, ainda, o retrato oficial de Mestre Aleijadinho, dentre outros objetos e documentos referentes à história do Estado de Minas Gerais.

Sala das Sessões – Apresentando a Coleção da Pinacoteca do Estado, com aproximadamente 25 obras de artistas como Aníbal Matos (Solar Tradicional – primeira obra da coleção da Pinacoteca), Belmiro de Almeida (a Má Notícia), Alberto da Veiga Guignard (Retrato de Suzana), Mário Silésio (Abstração) e Celso Renato (Ponte do Rosário), dentre outros.

As coleções do Museu Mineiro – Caracterização

O acervo do Museu Mineiro é formado por objetos que documentam períodos distintos do processo de formação da cultura mineira. Constitui-se de peças de arte sacra e de mobiliário dos séculos XVIII e XIX, pinacoteca ilustrativa de etapas marcantes das artes plásticas em Minas, utensílios pessoais, pecuniários e cerimoniais, esculturas, insígnias e armaria.

No processo de formação desse acervo, distinguem-se três coleções nucleares:

Coleção Arquivo Público Mineiro: composta por 872 peças, resultado de um longo processo de recolhimento de objetos de expressão histórica e artística – de 1895 até o final dos anos 1970 – efetuado pelo Arquivo Público, para compor o acervo do futuro museu, até a sua implantação em 1982.

Coleção Geraldo Parreiras: Composta por 187 peças de arte sacra, reúne um conjunto expressivo de obras representativas do Barroco Mineiro dos séculos XVIII e XIX, entre imaginária, alfaias e mobiliário religioso.

Coleção Pinacoteca do Estado: Tem sua origem vinculada à proposta de criação de uma Pinacoteca do Estado em 1926, por iniciativa do artista plástico Anibal Mattos.

Além dessas, existem ainda várias coleções, de procedências diversas, sob a guarda do Museu Mineiro: Coleção Iepha/MG, Coleção Conselho Estadual de Cultura, Coleção Amigas da Cultura, Coleção Hildegardo Meirelles, Coleção Servas.

Fonte: Agência Minas

Ao lado do ex-governador Aécio Neves, Antonio Anastasia entrega o Memorial Minas Gerais

Ao lado do ex-governador Aécio Neves, Antonio Anastasia entregou à população, nesta terça-feira (30), o Memorial Minas Gerais – Vale, mais um espaço cultural que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade, em Belo Horizonte. Implantado numa parceria do Governo de Minas com a mineradora Vale, o Memorial Minas Gerais – Vale recebeu R$ 27 milhões em investimentos e ocupa o antigo prédio da Secretaria de Estado de Fazenda (SEF), na esquina da Praça da Liberdade com a rua Gonçalves Dias.

O Memorial conta a história de Minas Gerais, suas memórias e costumes. Em um mesmo espaço está reunida toda a riqueza cultural do Estado, desde o século XVIII até o cenário contemporâneo, incluindo uma perspectiva futurista. Até o dia 28 de janeiro, as visitas monitoradas ao Memorial Minas Gerais – Vale devem ser agendadas por telefone (31-3343-7317). Após esta data, a visitação estará aberta ao público em geral.

Para o governador Antonio Anastasia, o Memorial é um espelho da diversidade mineira, da cultura e das suas tradições em harmonia com a tecnologia. Ele destacou que a qualidade do acervo apresentado no Memorial e desenvolvido pelo designer Gringo Cardia transforma o espaço em uma atração cultural de nível internacional.

“É algo internacional que Belo Horizonte, Minas Gerais está recebendo. Todos nós mineiros vamos ficar orgulhosos desse Memorial que retrata a nossa história, as nossas tradições. Temos aqui um espelho muito belo da diversidade mineira. Temos cultura, artesanato, história, arte, tudo colocado de maneira muito harmônica. O Memorial, de fato, é um belo reflexo da alma mineira”, disse o governador, após visitar o prédio, ao lado do presidente da Vale, Roger Agnelli.

Circuito Cultural

Além do Memorial Minas Gerais – Vale, fazem parte do Circuito Cultural Praça da Liberdade e já estão abertos ao público o Espaço TIM UFMG do Conhecimento, o Museu das Minas e do Metal – EBX, a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa, o Arquivo Público Mineiro, o Museu Mineiro e o Palácio da Liberdade.

Já estão também em obras o Centro Cultural Banco do Brasil, que ocupará o antigo prédio da Secretaria de Estado de Defesa Social; o Centro de Arte Popular – Cemig, no prédio do já extinto Hospital São Tarcísio; e o Museu do Homem Brasileiro, no prédio da Secretaria de Viação e Obras, numa parceria com a Fundação Roberto Marinho.

Ainda estão previstos para integrar o Circuito Cultural Praça da Liberdade o Museu do Automóvel, a ser instalado em área do complexo do Palácio da Liberdade, e o Museu Clube da Esquina, que ocupará o prédio onde está o Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas). Também será aberto um hotel padrão cinco estrelas no antigo prédio do Ipsemg, em fase de licitação.

O ex-governador e senador eleito Aécio Neves, que também participou da inauguração do Memorial Minas Gerais – Vale, lembrou que o Circuito Cultural da Praça da Liberdade só se tornou realidade com a parceria entre o Governo de Minas e a iniciativa privada. Os prédios antigos e com estrutura precária foram restaurados para se tornarem espaços culturais.

“No início do nosso governo, esses prédios estavam todos deteriorados, sem condições de funcionamento, inclusive das atividades públicas de governo. Houve um esforço enorme do governo na busca de parcerias, constituímos parcerias em todo Circuito da Praça da Liberdade e essa que já foi a praça do poder passa a ser a praça do povo. Estamos constituindo no coração de Belo Horizonte o mais completo circuito cultural do país”, disse Aécio Neves.

Interatividade

O presidente da Vale, Roger Agneli, ressaltou a importância para a empresa de participar de um projeto tão importante para a história de Minas Gerais e do Brasil. Para ele, o mais importante será a participação ativa das crianças no espaço, que permite a interatividade entre os visitantes e as alas, montadas com tecnologia avançada para permitir uma proximidade maior dos mineiros com a sua história.

“Ficou lindo por mostrarmos um pouco da história de Minas, da civilização. A história do Brasil passa por Minas e a Vale está feliz por viabilizar esse projeto. A gente fica imaginando as crianças visitando cada uma dessas salas e ter um pouco de tecnologia, bem avançada. As crianças vão ficar encantadas de ver tudo e manter uma interação muito grande“, disse o presidente da Vale.

Com o uso de tecnologia de interatividade, o memorial foi dividido em três eixos temáticos: Minas Visionária, Minas Imemorial e Minas Polifônica, ponto de partida para a distribuição das salas. O Memorial conta com uma cafeteria e auditório para 100 pessoas, midiateca e espaços para projetos educativos. A expectativa é a de que 30 mil pessoas visitem anualmente o Memorial.

Homenagens

Durante a visita ao Memorial Minas Gerais – Vale, o governador Antonio Anastásia pode ver de perto um pouco da história da vida dos mineiros, a história de Belo Horizonte, da família mineira, da política, do desenvolvimento do povo mineiro e da sua arte consagrada mundialmente com o barroco. Grandes nomes da literatura mineira como Carlos Drummond de Andrade e Guimarães Rosa são reverenciados com uma sala criada especialmente para eles.

A filha de Guimarães Rosa, Vilma Guimarães Rosa, participou da inauguração da sala e foi homenageada com uma tela representando o memorial de autoria do designer Gringo Cardia. Também receberam o presente o governador Antonio Anastasia, Aécio Neves, o secretário de Estado de Cultura, Washington Mello, o ex-governador Francelino Pereira, o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda, e pessoas que participaram da viabilização do Memorial.