Gestão Antonio Anastasia: interiorização de serviços estaduais de saúde salvam 1.000 vidas por ano no Norte de Minas

Hospitais de cinco municípios da região já fazem procedimentos de urgência e emergência, antes disponíveis apenas em grandes centros
José Carlos Paiva/Secom MG
Os centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas contam ainda com moderna clínica de fisioterapia
Os centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas contam ainda com moderna clínica de fisioterapia

Os investimentos que o Governo de Minas vem realizando na interiorização dos serviços médicos de alta complexidade têm transformado a realidade do atendimento da população do Norte de Minas. Com a implantação de redes assistenciais de urgência e emergência – que envolvem equipes do Programa Saúde da Família (PSF), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Serviço Móvel de Urgência (Samu) e hospitais – estima-se que pelo menos mil vidas têm sido salvas a cada ano na região.

Com 86 municípios e aproximadamente 1,6 milhão de habitantes, o Norte de Minas historicamente teve a realização de procedimentos de alta complexidade concentrada na cidade de Montes Claros, polo de desenvolvimento regional. Nos últimos anos, porém, graças aos investimentos feitos pelo Governo do Estado, outras cidades da região também passaram a oferecer esses tipos de serviço. São os casos de Brasília de Minas, Pirapora, Salinas, Taiobeiras e Janaúba, que se transformaram em polos microrregionais de saúde.

Em decorrência dessa política de interiorização dos serviços de saúde, nos últimos nove anos o Governo de Minas financiou a implantação pioneira dos primeiros 40 leitos de UTI fora de Montes Claros e, anualmente, investe cerca de R$ 20 milhões na manutenção dos serviços prestados pelos hospitais das cidades contempladas. Além disso, mais de dois mil profissionais da região foram treinados para atender de acordo com o Protocolo de Manchester, que classifica a urgência de cada caso a partir de rigorosos protocolos clínicos.

Melhoria de indicadores

Os investimentos feitos pelo Governo de Minas já têm se convertido em resultados concretos. A Taxa de Mortalidade Infantil da região, por exemplo, baixou de 15,26 por mil nascidos vivos em 2008 para 13,83 por mil nascidos vivos em 2010 – uma redução de aproximadamente 10% em apenas 3 anos. Neste mesmo período, o percentual de gestantes que fazem sete ou mais consultas de pré-natal aumentou de 55% para 62% na região.

“Considerando a projeção de óbitos, tendo em vista a série histórica referente ao período até 2007, podemos afirmar que, com a implantação da Rede de Urgência e Emergência, cerca de 1000 óbitos tem sido evitados por ano no Norte de Minas”, estima Francisco Antônio Tavares Júnior, chefe da Assessoria de Gestão Estratégica e Inovação da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.

Município virou referência regional

Um dos exemplos de mudança na prestação de serviços de assistência médica à população é a microrregião de Brasília de Minas que, a partir de 2007, recebeu investimentos na implantação de um Centro Viva Vida para atendimento de gestantes de alto risco, recém-nascidos de baixo peso, crianças vitimas de abuso sexual, tratamento de casos de asma, desnutrição e implementação de ações de prevenção contra o câncer de próstata e de colo uterino.

Em 2008, a microrregião de Brasília de Minas passou a contar também com o funcionamento de um Centro de Referência Secundária em Hipertensão e Diabetes (Centro Hiperdia). Além de prestar assistência especializada aos portadores da Diabetes Mellitus, o centro também atende pacientes com doenças renais crônicas, cardiovasculares e hipertensão arterial.

Com ações atreladas ao Programa de Saúde da Família (PSF),  por meio do qual a equipe de saúde faz a triagem e o encaminhamento de pacientes, o Centro Hiperdia Minas realiza em Brasília de Minas, uma média de 8.198 procedimentos pactuados na carteira. Atualmente, mais de 2.500 diabéticos recebem assistência do Centro Hiperdia Minas, o mesmo acontecendo com mais de 6.150 usuários com problemas de hipertensão de alto grau de risco cardiovascular.

Com abrangência de atuação em 16 municípios, os centros Viva Vida e Hiperdia Minas estão prestando serviços a uma população estimada em 237 mil pessoas, que antes só tinham condições de ter acesso a tratamento médico de alta complexidade em Montes Claros ou em outras cidades de maior parte do Estado.

Profissionais e serviços especializados

Após o funcionamento dos centros Viva Vida e Hiperdia, a necessidade de encaminhar pacientes da microrregião de Brasília de Minas para tratamento em Montes Claros reduziu consideravelmente, uma vez que a microrregião passou a contar com uma equipe multidisciplinar formada por 25 profissionais especializados nas áreas de psicologia, nutrição, fisioterapia e assistência social, bem como de equipamentos de última geração para a realização de exames.

Diariamente, médicos especialistas no tratamento de câncer, rins, mama e próstata trabalham nos centros Viva Vida e Hiperdia de Brasília de Minas que também contam com clínica de fisioterapia, laboratórios, salas para realização de exames e consultórios informatizados.

Gestantes de alto risco, recém-nascidos de baixo peso ou crianças com problemas de desnutrição são assistidos pelo Centro Viva Vida e  já saem das unidades com toda a assistência encaminhada, inclusive, se for o caso, com o fornecimento de alimentação especial providenciada. Além disso, os pacientes oriundos de outras cidades têm acesso a transporte gratuito e recebem lanche servido nas dependências dos centros.

“Além de facilitar e agilizar o atendimento médico, os investimentos que o Governo do Estado vem realizando nessa região têm oportunizado o diagnóstico precoce de vários problemas de saúde enfrentados pela população”, afirma a gerente dos serviços de saúde que o Governo de Minas mantém na microrregião de Brasília de Minas, Érica França.

População destaca qualidade do atendimento

Morador do município de Ubaí, distante 42 quilômetros de Brasília de Minas, o oficial de serviços gerais Antônio Genésio da Silva diz estar muito satisfeito com o trabalho que o Governo de Minas tem implementado com a interiorização dos serviços de saúde. Na opinião dele, a instalação dos centros especializados de saúde na microrregião resolveu um problema antigo que a população enfrentava de acesso facilitado à assistência médica.

“Estamos mais perto dos profissionais e, com isso, não precisamos sair da região em busca de atendimento em outras cidades”, afirma Antônio Genésio. “Eu sou um exemplo disto. Como paciente da área de ortopedia, todas as vezes que procuro assistência tenho sido bem atendido”.

Outro morador que também se revela satisfeito com os investimentos realizados pelo Governo de Minas nos serviços médicos de alta complexidade da região é o aposentado João Pereira da Luz. Ele afirma que a implantação dos centros Viva Vida e Hiperdia em Brasília de Minas resolveu um sério problema que o “povo da região” enfrentava, no que se refere a atendimento médico.

“Antes éramos obrigados a viajar até Montes Claros, onde as dificuldades para acesso aos médicos sempre eram muito grandes. Agora, perto de casa temos a quem recorrer sem nenhuma dificuldade”, explica João Pereira.

A dona de casa Elizângela Pereira Ramos também elogia o atendimento recebido nos centros Viva Vida e Hiperdia. Moradora da Fazenda Raiz, em Brasília de Minas, ela conta que na época que esteve grávida do filho Luiz Fernando, de 3 anos de idade, obteve atendimento no Centro Viva Vida. E que, em novembro do ano passado, retornou à unidade levando o filho que passa por problemas de saúde. “Graças a Deus, não tenho nada a reclamar. Sempre fui bem atendida e avalio que os resultados do trabalho prestado à população é muito bom”, conclui a dona de casa.

Fonte: Agência Minas