Censura em Minas: PT coleciona histórias

Censura em Minas: Censura do PT  – Além de Rogério Correia que tentou censurar o Estado de Minas e Veja, agora é o Governo da Bahia.

Censura em Minas: Censura do PT

Censura do PT – Começa na internet movimento em solidariedade ao jornalista baiano Guilherme Vasconcelos demitido pelo governo do PT na Bahia após ter denunciado o aumento absurdo de verbas de publicidade do governo estadual daquele estado.

Para se ter uma ideia, enquanto na Bahia o investimento per capta em publicidade do governo é de R$ 9,00, em Minas Gerais é de R$ 4,00 (confira aqui o ranking dos estados).

A repercussão do caso vem crescendo – entenda o caso aqui – e se soma a outras denúncias de censura divulgadas contra o PT.

No Mato Grosso do Sul, o Ministério Público abriu processo contra o então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT (1999 a 2006) pelo pagamento de propinas a jornalistas em troca de divulgação de reportagens favoráveis.

Em Minas, o prefeito de Nova Lima, do PT, censurou a circulação de uma revista que trazia denúncias contra a sua administração.

Recentemente, o deputado Rogério Correia tentou censurar o jornal Estado de Minas e a revista Veja, que divulgaram matérias provando a proximidade do parlamentar com o conhecido falsário Nilton Monteiro, acusado de fraudar a “Lista de Furnas” e que responde na Justiça a processos por falsificação de títulos de cobrança de mais de 300 milhões de reais.

Leia aqui as reportagens que desagradaram ao deputado: “A trama dos falsários” – Revista Veja, de 12 de dezembro de 2011; e, “O esquema do fraudador” – Estado de Minas, de 03 de fevereiro de 2012.

O deputado processa também um jovem tuiteiro que questiona sua atividade parlamentar na internet (veja aqui: “Acusado pelo deputado @rogeriocorreia_ do PT, prestei depoimento”…)

Censura em Minas: Censura do PT  – Link da Matéria: http://turmadochapeu.com.br/jornalista-demitido-criticar-pt/

Leia também:

Censura do PT: ministro defende marco regulatório

Censura do PT: ministro defende marco regulatório. Paulo Bernardo das Comunicações defende modelo que regule radiodifusão e as novas mídias.

Censura do PT: liberdade de expressão

Fonte: O Globo

Ministro: regras com liberdade de expressão

Paulo Bernardo defende novo marco regulatório de radiodifusão, incluindo novas mídias, e ressalta que não haverá censura

Censura do PT: ministro defende marco regulatório. Paulo Bernardo das Comunicações defende modelo que regule radiodifusão e as novas mídias

Censura do PT: ministro defende marco regulatório. Paulo Bernardo das Comunicações defende modelo que regule radiodifusão e as novas mídias

BRASÍLIA — O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu na quarta-feira a edição de novo marco regulatório para o setor de radiodifusão que contemple novas mídias e tecnologias, deixando claro que a regulação não embutirá qualquer tipo de censura. Para ele, não há como confundir regulação e liberdade de expressão. Em palestra no 26º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, que comemora 90 anos do rádio e 50 anos da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), o ministro lembrou que o Código Brasileiro de Telecomunicações tem 50 anos e que radiodifusores, empresários, profissionais do setor ou representantes do governo estão cientes da necessidade de avançar na regulação.

— Sentimos que há diariamente um verdadeiro descompasso entre regras existentes e realidade da comunicação digital.

Para Paulo Bernardo, a Abert tem papel importante nesse processo pela grande capacidade de mobilização e possui as condições para a construção de ambiente jurídico moderno e estável para a radiodifusão brasileira:

— A concorrência neste novo mundo é implacável. Quem ficar para trás terá que fazer enorme esforço de recuperação.

O ministro lembrou que empresas que atuavam só no setor de telefonia hoje vendem assinatura de TV. Ele citou pesquisa divulgada em maio mostrando que a audiência da internet já supera em número de horas a da TV.

Em 2010, 27% dos lares brasileiros já tinham internet; em 2011, eram 38%. Em 2012, o ministro previu que a internet chegará a 50% dos domicílios e em 2014 estará em 70% deles.

— Precisa de nova lei, mas com diálogo sério, temos que separar muito bem os assuntos.

O presidente da Abert, Emanuel Carneiro, disse que o novo marco regulatório é para adaptar o modelo do setor, que tem 50 anos. Na época da sua implantação não havia internet , celular, iPad e as redes sociais, frisou.

Abert: a liberdade de expressão é intocável

Segundo Carneiro, a participação da Abert na elaboração do novo marco é muito importante.

— Eu diria indispensável. O marco regulatório dará um formato a nossa vida. Vai ser muito bem-vindo — disse, alertandoque se trata de um trabalho demorado. — Vai demorar um pouco, não será da noite para o dia que isto vai ser muito discutido.

Para Emanuel Carneiro, pela palavra da presidente Dilma Rousseff, do ministro Paulo Bernardo e de outras autoridades, não há ameaça de censura.

— A liberdade de expressão é intocável e o Brasil está mais avançado que os outros países.

O ministério das Comunicações e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) assinaram ontem convênio que transfere os processos técnicos do setor de radiodifusão ao órgão regulador. Segundo Paulo Bernardo, os processos da área de engenharia somam 10 mil e a medida dará agilidade ao setor.

O presidente da Anatel, João Rezende, também propôs firmar um termo de cooperação com a Abert. Para ele, é muito importante porque a agência vai passar por novo momento de relacionamento, assumindo os processos de engenharia.

— Vamos precisar renovar estes laços. A intenção é dar agilidade e dar cumprimento aos prazos estabelecidos.

João Rezende disse ainda que trabalha com a Polícia Federal no combate a rádios piratas, que funcionam com potência acima da autorizada ou que causam interferência. Ele ressaltou que as rádios comunitárias têm que cumprir a lei.

Censura do PT: liberdade de expressão – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/tecnologia/ministro-regras-com-liberdade-de-expressao-5263784#ixzz1yX9ME2Ni

 

Censura do PT: Zé Dirceu defende controle da mídia

Censura do PT: Zé Dirceu defende controle da mídia e ação dos blogueiros sujos – réu do mensalão trabalha pelo marco regulatório da mídia.

Censura do PT, liberdade de expressão e os blogueiros

Fonte: publicado no Blog do Noblat

Vida longa à blogosfera!, por José Dirceu

Censura do PT: Zé Dirceu defende controle da mídia

Censura do PT: Zé Dirceu defende controle da mídia

“Nada além da Constituição”. Esse foi o lema definido como norte para as discussões em torno da liberdade de expressão e da democratização da comunicação brasileira, durante o terceiro Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, realizado em Salvador, no último final de semana.

Registrado na “Carta de Salvador” —documento que contém as principais deliberações do encontro—, o lema sintetiza e reforça a necessidade de se estabelecer um marco regulatório para a atividade da mídia, em cumprimento ao que prevê a nossa Constituição. Nada além disso.

O evento, que já é referência para ativistas digitais de todo o país, discutiu estratégias para garantir a livre circulação da informação e ampliar o debate para além dos setores mais politizados e mobilizados, formadores de opinião, levando-o para toda a sociedade.

Diferentemente da grande mídia, que, para fugir da questão, alardeia censura quando se fala em regulamentação, os blogueiros aproveitaram o encontro para discutir também a criação do marco civil para a Internet, a fim de balizar as regras para uso da rede mundial de computadores no Brasil, cujo projeto de lei tramita na Câmara dos Deputados.

Foi enfatizada ainda a luta pela defesa da ação da blogosfera e das redes sociais, que, em consequência do aumento de sua força, têm enfrentado ataques constantes por parte da velha mídia e dos grupos que a financia.

Está nítido que a blogosfera vem sofrendo pressão de um movimento articulado para criar empecilhos à sua atividade e criminalizar o ativismo digital.

Além disso, cresce a judicialização da censura, de que já foram vítimas jornalistas bastante representativos desse universo dos blogs, os quais respondem a inúmeros processos.

O objetivo, seguramente, é inviabilizar o trabalho que realizam e silenciar o debate tão útil que promovem.

Mais grave ainda são os casos de perseguições e violência contra blogueiros em todo o país, inclusive culminando terrivelmente com o assassinato dos jornalistas Edinaldo Filgueira, do Rio Grande do Sul, e Décio Sá, do Maranhão.

O fato é que a blogosfera, há algum tempo, incomoda, e muito, aqueles contrários à formação de espaços plurais de informação e conhecimento, capazes de favorecer a cidadania.

Não só no Brasil, mas em países como EUA, Espanha e Argentina, os blogs surgiram para romper o silêncio, muitas vezes cínico, imposto pela grande mídia.

No Brasil, os blogueiros têm mostrado atuação primordial para, em alguns episódios, trazer à luz “o outro lado”, ocultado deliberadamente pelos jornalões e revistas semanais. No caso mais recente, o dos esquemas criminosos organizados pelo contraventor Carlinhos Cachoeira, em que há suspeitas sobre as relações mantidas com a revista Veja, apenas a blogosfera tem tido a coragem de divulgar as evidências dessas relações e estilhaçar a blindagem praticada pela grande mídia a esses personagens.

Por tudo isso, é preciso reconhecer e louvar o papel revolucionário e fundamental da blogosfera que, diariamente, enfrenta a mídia conservadora e oferece um contraponto à pauta por ela estabelecida, comprometida apenas com interesses políticos e econômicos próprios e de pequenos grupos.

Espalhados por todo país, os “blogueiros sujos”, “mas que fazem uma imprensa limpa”, como bem lembrou o ex-ministro Franklin Martins, durante sua participação no encontro, formam um contrapeso essencial aos grandes veículos, trazendo vitalidade e promovendo discussões de alto nível em torno dos temas de interesse da sociedade.

O trabalho desses blogueiros constitui-se, hoje, como instrumento crucial à promoção da informação como direito humano essencial.

Emblematicamente, a terceira edição do Encontro de Blogueiros foi aberta com a palavra do ex-presidente Lula, que enviou sua participação em vídeo para transmitir uma mensagem de apoio e reconhecimento à função dos blogs e da Internet na democratização do acesso à informação e para a construção de uma comunicação com mais diversidade, destacando que, para isso, os meios, ou seja, os veículos, não podem se concentrar nas mãos de poucos.

O saldo do encontro foi muito positivo, como, aliás, tem sido toda a contribuição dos blogs na luta pela liberdade de expressão e pela ampliação de espaços para a discussão de um país que está e vai muito além do que passa nos noticiários televisivos e páginas da grande imprensa.

Desejo vida longa à blogosfera, para que ela continue propiciando à sociedade brasileira debates plurais e democráticos.

José Dirceu, 66, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT

Censura do PT – Link do artigo: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/01/vida-longa-blogosfera-por-jose-dirceu-448339.asp

Leia também:

Censura em Minas: deputado do PT processa twitteiro

Censura em Minas: deputado do PT Rogério Correia é contra liberdade de expressão e processa twitteiro por fazer críticas à ação parlamentar.

Censura em Minas

O deputado estadual Rogério Correia (PT), “paladino” da liberdade e um dos mais agressivos tuiteiros da política, não tolera a liberdade alheia e nem que lhe sejam feitas críticas. Rogério Correia quer censurar e calar um tuiteiro, alegando que ele publica textos ofensivos a sua honra.

E isso depois de processar o jornal Estado de Minas por ter publicado reportagens sobre suas notórias relações com o falsário Nilton Monteiro, aquele da farsa da Lista de Furnas. Leia abaixo.

Fonte: Turma do Chapéu e Juventude do PSDB Minas

Deputado Rogério Correia do PT censura a internet!

Censura em Minas: Rogério Correia

Censura em Minas: Rogério Correia contra a liberdade de expressão

Censura em Minas – Deputado estadual pelo PT de Minas, Rogério Correia recorreu à policia para processar um twitteiro que faz criticas à sua atuação politica.

É inaceitável, mas é verdade.

O deputado que é conhecido pala agressividade que usa na internet  atacando de forma sistemática a honra de seus adversários   recorreu a polícia para tentar calar um critico, no caso o twitterio João Paulo Medrado.

Veja aqui alguns dos comentários que o deputado considerou ofensivos à sua honra:

“Dilma desiste de privatização de confins e não vai liberar recursos pro metro de BHte. Oq. o PT –MG do dep. Rogeriocorreia diz sobre o assunto!”.

Ainda na denúncia que fez o deputado petista cita o que seria outra grave acusação:

“Maria-fro. Pessoas como você q. se unem a Helicosta – Rogério correia e Lucasfigueiredo p. atacar Minas n. tem minha consideração” 

 Ou esse outro comentário: 

 “O MST acaba de chegar na Pça da Liberdade. Gde. Festa popular. Ferrando o Transito. Vai trabalhar petista a toa”.

Esse outro comentário também foi listado entre os ofensivos à imaculada honra do deputado:

“O dep.Rogeriocorreia está comemorando a volta do Delúbio ao PT na Pça da Liberdade. Pode.”

 Outras mensagem  remetem a atos amplamente divulgados pela imprensa como o fato do deputado  ter casa própria em Belo Horizonte e  ainda assim receber auxilio-moradia  e o fato dele ter sacado dinheiro no cartão corporativo da Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário, onde trabalhava.

A ação de deputado Rogério Correia contra o twitteiro gera perplexidade tanto pela tentativa autoritária de calar seus críticos, mas também por ser ele justamente um dos usuários do Twitter que tem no ataque à honra de seus adversários políticos a sua principal linha de ação.

O deputado já tentou censurar a imprensa:

No discurso, o deputado finge defender a liberdade de imprensa e de opinião, mas na prática defende a censura de todos que o criticam.

Há poucos meses, o deputado foi à Justiça contra o jornal do Estado de Minas que publicou matérias revelando a relação do parlamentar com o falsário Nilton Monteiro, acusado de fraudar a chamada “Lista de Furnas” e papéis de cobrança de mais de 300 milhões de reais.

O jornal venceu na Justiça todas as vezes que o mérito do assunto foi examinado.

E agora o que dizem os blogueiros progressistas?

A rede de blogueiros ligada ao PT que atua de forma organizada na rede diz ser contra toda tentativa de controle da internet.  Diz defender a absoluta liberdade de opinião. Qual a posição do grupo agora?

Defende o deputado petista, e assim, por coerência, defende todos os outros políticos que lançarem mão da polícia e da Justiça contra seus críticos ou condena publicamente a iniciativa do deputado? Vamos aguardar!

PS: POR UMA MINAS SEM CENSURA, SEMPRE

Censura em Minas – Link do artigo: http://turmadochapeu.com.br/censura-minas-rogerio-correia/

Aécio Neves: senador critica censura do PT

Aécio Neves: critica censura do PT – senador diz que CPI do Cachoeira quer mascarar mensalão e constranger  procurador-geral.

Aécio Neves e a tentativa de censura do PT

Senador Aécio Neves: PT volta a atacar a liberdade de imprensa

Aécio Neves critica censura do PT

Aécio Neves critica censura do PT

Na avaliação do senador Aécio Neves, os petistas temem o julgamento do processo do mensalão, que deve ocorrer nos próximos meses, no STF.

Para o senador Aécio Neves, o objetivo de setores do PT ao tentar convocar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI do Cachoeira é uma tentativa de desqualificar o trabalho realizado pelo procurador na investigação do mensalão – escândalo denunciado em 2005 e que teve a participação de importantes lideranças do PT.

“O objetivo é desqualificar o procurador já que ele é o advogado de acusação no processo do mensalão. O próprio presidente nacional do PT nos fez o favor de dizer claramente qual era a sua estratégia. Não vamos permitir que o foco da CPI seja desvirtuado. Tudo que disser respeito ao senhor Carlos Cachoeira e às suas relações promíscuas com agentes públicos e privados deve ser investigado. Mas querer usar a CPI para mascarar a apuração em relação ao mensalão, ou para criar constrangimentos ao procurador-geral, terá a nossa objeção mais radical. O PT, infelizmente, deixa cair a máscara e mostra que o objetivo da CPI era um combate que nada tinha a ver com a elucidação das denúncias, ou pelo menos dos crimes apontados, ou mesmo com investigações mais profundas além daquelas que foram feitas pela polícia federal”, criticou o senador Aécio Neves.

Liberdade e a censura do PT

Liberdade e a censura do PT – artigo fala das ameaças veladas do PT, o controle social da imprensa e a tentativa de intimidação da Veja.

Liberdade de Expressão

Fonte: artigo do deputado federal (PSDB-MG) Marcus Pestana – O Tempo

A esquerda brasileira e o culto à democracia

Liberdade e a censura do PT

Liberdade e a censura do PT

O ‘ovo da serpente’ por trás dos arroubos autoritários
Numa das mais belas passagens do “Romanceiro da Inconfidência“, Cecília Meirelestece um trecho definitivo: “Liberdade, essa palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”.Boa parte da energia criativa de líderes políticos, filósofos, sociólogos, poetas, psicanalistas, economistas, escritores, juristas, cineastas, foi despendida com o debate sobre os limites que envolvem a liberdade humana.

A grande ideia vitoriosa neste início de século XXI é a do império da liberdade, da democracia e da tolerância sobre todas as coisas. Ditaduras existem, na Síria, em Cuba, na Coreia do Norte, na China. A xenofobia e o extremismo crescem na Europa. Mas o vetor predominante no mundo contemporâneo conspira a favor da liberdade.

Mas já disse alguém que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Em 1977, o grande cineasta sueco Ingmar Bergman realizou um filme marcante: “O Ovo da Serpente”. Em clima tenso, são descritos o quadro da Alemanha pós-Primeira Guerra Mundial, as consequências do Tratado de Versalhes, a hiperinflação corroendo o tecido social, a humilhação e a autoestima no chão de todo um povo, a fragilidade dos governos na República de Weimar. Traços que construíram a incubadora perfeita para o desenvolvimento do ovo da serpente que resultou no nascimento do nazismo.

A esquerda brasileira sempre carregou, até os anos 1980, os traços autoritários típicos das inúmeras variações nascidas a partir do marxismo-leninismo. Os ventos democráticos do eurocomunismo custaram a aportar em terras brasileiras. Talvez tenha sido Carlos Nelson Coutinho com seu texto “A Democracia como Valor Universal“, de 1979, que tenha prenunciado uma ruptura de paradigma.

Hoje, a esquerda brasileira se inseriu plenamente na dinâmica da democracia. A percepção de que a liberdade é um princípio permanente, inegociável e universal é hoje amplamente difundida e enraizada. Não temos luta armada e não há nenhum segmento que defenda uma revolução violenta. As visões do caráter de classe da democracia residem em partidos políticos radicais, marginais e exóticos e na formulação de uns poucos teóricos ainda prisioneiros da ortodoxia marxista-leninista.

Mas os arroubos autoritários de parcela do PT nos preocupam. A insistência em denunciar uma suposta grande mídia “golpista”, a permanente intenção de criar “controles sociaissobre a imprensa, a histriônica campanha contra a revista “Veja” parecem revelar um autoritarismo adormecido, prestes a agredir um dos pilares da democracia que é a mais ampla liberdade de imprensa.

Somam-se as manobras de intimidação à Procuradoria Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal, visando criar um clima de desconfiança e desmoralização das instituições, ambiente julgado necessário para beneficiar os réus do mensalão.

Que a ingenuidade e a passividade não gerem o calor necessário para que “ovos da serpente” germinem no Brasil.

Rogério Correia e a Censura em Minas

Rogério Correia e a Censura em Minas – deputado mente sobre ação contra o Estado de Minas e age contra a liberdade de expressão.

Rogério Correia: Censura em Minas

Mais lorotas de Rogério Correia sobre processo contra Estado de Minas

Fonte: Alberto Lage Turma do Chapéu
Rogério Correia: Censura em Minas e atua contra liberdade de expressão
Rogério Correia continua sem explicar suas relações com Nilton Monteiro

Rogério Correia, mais uma vez, mostra que adora adaptar os fatos para que eles fiquem mais convenientes. A nova estratégia do deputado é sair por aí afirmando que venceu o Estado de Minas no processo de nº 0342159-28.2012.8.13.0000, que ele moveu contra o jornal, devido a uma matéria que expôs a relação do petista com o falsário Nilton Monteiro, preso por fraudes e suspeito de ter fabricado a farsa da Lista de Furnas.

O que Rogério não explica é a verdade por trás dessa ação: o deputado, inicialmente, entrou com processo contra o jornal, questionando o conteúdo das matérias. Perdeu. Recorreu na Justiça. Perdeu. Recorreu de novo e aí a notificação foi extraviada pelo jornal e, por problemas internos, o jornal não compareceu à audiência marcada. Conforme determina a lei, no caso de falta de uma parte, a outra vence.

Toda a “vitória” de Correia foi baseada na ausência na audiência. Quando o conteúdo da matéria foi questionado, na primeira instância, o deputado perdeu. Mas para ele não importa: ele não conta a verdade na internet, e sai dizendo que ganhou a ação e que o conteúdo da matéria era falso. Rogério só não pode sair dizendo que ganhou a causa, uma vez que o mérito da ação não influenciou no resultado, mas sim os prazos perdidos pelo jornal. Muito oportuno defender a liberdade de imprensa quando é conveniente e atacar um jornal que revela seus esquemas. Se você preza tanto pela liberdade de expressão, deputado, expresse-se sobre as provas que ligam você ao Nilton Monteiro!

Rogerio Correia – Censura em Minas – Link do post: http://turmadochapeu.com.br/author/admin-master/

Mensalão: PT, censura e o nazismo

Mensalão: PT usa técnicas do nazismo/stalinismo para desviar a atenção do julgamento no STF. PT censura e é contra a liberdade de imprensa.

Mensalão

Fonte: Daniel Pereira e Hugo Marques – Revista Veja – Publicada no Blog do Ricardo Setti

Eles querem apagar o mensalão

Mensalão: o PT, a censura, o nazismo e o stalinismo

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Foto: Ag. Globow)

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira

(Reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques publicada na edição impressa de VEJA de 18 de abril de 2012)

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.

O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.

A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.

Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Mantra repetido por ministros até capangas pagos com dinheiro público na internet

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.

Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.

Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff.

A CPI tem objetivo desejável: o problema são os objetivos subalternos

O objetivo declarado – e desejável – da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato.

Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão.

Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Querem desmoralizar a imprensa

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão – em especial a imprensa.

Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto.

O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula.

O mensalão saiu dos cofres públicos

Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos.

Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente.

Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment.

Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou – nos braços do povo.

Mensalão do PT e a CPI do CachoeiraCarlos Cachoeira, no alto: As relações do contraventor com políticos eram suprapartidárias, mas, segundo as investigações, os interesses eram comuns: dinheiro, negócios, cargos, propina; Demóstenes Torres: foi flagrado defendendo interesses comerciais do contraventor e, segundo o Ministério Público, recebeu por isso; Marconi Perillo: O governador de Goiás tinha vários assessores umbilicalmente ligados a Carlos Cachoeira, inclusive sua chefe de gabinete, que foi afastada; Agnelo Queiroz: Assessores do governador do Distrito Federal aparecem em dezenas de telefonemas tratando de negócios de interesse do contraventor; Protógenes Queiroz: Ex-delegado da PF, o deputado apareceu orientando um dos integrantes da quadrilha a manter silêncio em depoimento

Atropelar escrúpulos para preservar Lula

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista – e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula.

“A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT.

A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética.

Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

Neutralizar as instâncias democráticas

A lógica política de Falcão é irretocável – até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?

Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário.

Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

Mensalão do Pt

... publicitário Marcos Valério...

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor – pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual.

Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

Mensalão do Pt

As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

A estratégia saiu da cabeça de Lula

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula.

Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo.

Réu do mensalão na presidência da Comissão de Justiça

Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário.

Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

Lula e o mensalão do PT

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF atingiram também Perillo, desafeto de Lula

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário.

Uma tática deixada de lado nos últimos dias, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado.

A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI.

A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

Carlos Ayres Britto

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade.

Se for preciso, o PT rifa o governador do DF, Agnelo Queiroz

Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo.

É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

Surge oportunidade tão eficiente quanto a censura à imprensa

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial.

Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão.

Não por coincidência, a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”.

Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

A parte do PT que não tem a mínima noção do papel da imprensa livre

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário.

A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado.

Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos.

Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for – a população, a imprensa ou a literatura – estão abrindo caminho para o totalitarismo.

Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem.

Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado.

Ricardo Lewandowski

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" (Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao ser questionado sobre quando apresentará seu relatório como ministro-revisor, última etapa antes do julgamento)

Bons jornalitsas devem, sim, falar com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras e relevantes

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

O MENSALÃO DO PT

A radiografia do maior de todos os escândalos

A origem

Em maio de 2005, VEJA divulgou um vídeo no qual Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 000 reais de propina de um empresário interessado em participar de uma licitação da estatal. Marinho, na gravação, revelou que precisava arrecadar dinheiro de empresas com negócios nos Correios e entregar à direção do PTB, partido responsável por sua nomeação

O batismo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2005, afirmou que o governo federal, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, repassava uma mesada aos parlamentares dos partidos aliados, num esquema que ficou conhecido por “mensalão” e que, segundo Jefferson, era chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal dirigente do PT

A queda de Dirceu

Em discurso no plenário da Câmara, Jefferson voltou a acusar Dirceu, dizendo que o ministro não tinha condições morais de permanecer no cargo. “Rápido, sai daí rápido, Zé!” Dois dias depois, em 16 de junho, Dirceu entregou seu pedido de demissão a Lula

A investigação

Uma CPI foi instalada para apurar as denúncias. Ao longo de dez meses de investigação, seus integrantes assistiram, entre outros episódios, à confissão do marqueteiro Duda Mendonça de que recebeu do PT dinheiro de caixa dois no exterior. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de mais de 100 pessoas e a cassação de dezoito parlamentares

As cassações

A Câmara cassou o mandato dos deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa. Eles perderam os direitos políticos por oito anos. Outros quatro parlamentares renunciaram para escapar da cassação. Os onze deputados restantes foram absolvidos pelos colegas

A denúncia

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra quarenta pessoas que, segundo ele, participaram da “organização criminosa” do mensalão. As práticas incluíam lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Na denúncia, o procurador qualificou José Dirceu como o “chefe da quadrilha”

O julgamento

O ministro Joaquim Barbosa, em agosto de 2007, aceitou a denúncia contra os quarenta mensaleiros, que se tornaram réus no Supremo. O processo, depois de quase cinco anos, está sob análise do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, e deve ser julgado no segundo semestre. Os réus atuam para retardar o julgamento até os crimes prescreverem

Mensalão – Link da matéria: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/eles-querem-apagar-o-mensalao/

Censura do PT: governo quer calar a imprensa

Censura do PT:  ala governista da CPI do Cachoeira direciona ataques à imprensa. Presidente do PT diz que objetivo é botar o cabresto nos meios de comunicação.

Fonte:  artigo ITV

Censura do PT

Imprensa no alvo da CPI

Censura do PT: Imprensa no alvo da CPI

Censura do PT  – A parcela governista da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de Carlinhos Cachoeira com o submundo da política elegeu seu primeiro e favorito alvo: a imprensa. A estratégia equivale a culpar o mensageiro pelo conteúdo indigesto da notícia. É a velha obsessão do PT por calar seus críticos.

No primeiro depoimento colhido pela CPI, o principal assunto, segundo mostram os jornais de hoje, não foram as ligações entre a contravenção e o desvio de recursos públicos, como seria de se esperar. A base governista no Congresso lançou-se mesmo foi na jugular dos meios de comunicação.

Quem comanda o ataque são a bancada do PT e o ex-presidente Fernando Collor, que 20 anos atrás sofreu processo de impeachment e foi afastado do cargo por suspeita de corrupção. A aliança entre aquela e este, que seria impensável no passado, hoje rola soltinha no Congresso, irmanada no espírito predador que ambos demonstram ter em comum.

Com a CPI fortemente blindada pelo governo, seu comando tem feito de tudo para torná-la o menos transparente possível. O acesso a documentos é cerceado, controlado e filmado, como se criminosa fosse a investigação e não os ilícitos que se investiga. Até mesmo os depoimentos – como o do delegado da PF Raul de Souza, ontem – são feitos a audiências restritas.

O PT, que no passado viveu, abjetamente, da violação alheia, hoje se apressa a erigir muros em torno das atividades de um criminoso preso por ter lesado o patrimônio público em milhões – quiçá bilhões – de reais. Mas o melhor desinfetante para lambanças desta natureza continua sendo a luz do sol, não as sombras.

A atitude firme da imprensa foi decisiva para revelar e bloquear assaltos ao interesse público nos últimos anos. Se o que ela desnudou mostrou-se até agora verdadeiro, por que colocá-la no banco de réus? Será porque os meios de comunicação atrapalham e incomodam um projeto de dominação política de longa duração?

Fato é que a investida liberticida dos petistas no Congresso não é ato isolado. Está articulada com um desejo mais amplo do partido de Dilma e José Dirceu de silenciar os opositores do regime. Em recentes e reiteradas declarações, Rui Falcão, presidente do PT, não tem dado margem a dúvidas: o objetivo é botar o cabresto nos meios de comunicação.

Na última sexta-feira, ele voltou à carga, num encontro com a militância petista na Grande São Paulo. “(A mídia) é um poder que contrasta com o nosso governo desde a subida do Lula. Esse poder nós temos de enfrentar”, disse Falcão, logo após anunciar que, em breve, o governo Dilma pretende apresentar a proposta de um marco para regular os meios de comunicação.

A esta proposta, acalentada desde os primórdios do primeiro governo Lula, o PT dá o pomposo nome de “controle social da mídia“. Trata-se, na realidade, de um eufemismo para o que não passa, simples e objetivamente, de censura. Como o governo controla os chamados “movimentos sociais“, o círculo se fecha: o que se pretende é o controle dos meios de comunicação pelo governo.

Falcão, assim como boa parte da militância e dos líderes do PT, tem outra ideia fixa na cabeça: turvar a percepção da opinião pública sobre o mensalão, o maior escândalo de desvio de dinheiro público para compra de apoio parlamentar da história brasileira. O sonho dos petistas é transformar a CPI no instrumento desta vingança.

Boa parte do PT e de quem hoje está no governo federal comunga do apreço aos velhos regimes totalitários que, no século passado, trucidaram a liberdade em nome de uma ideologia de bem-estar comum que só serviu para privilegiar uns poucos. É este modelo que está na raiz da ojeriza do partido a instituições que vivem da transparência.

Não é só a imprensa que o PT detesta. Os partidários de Lula, Dilma e José Dirceu também têm horror a órgãos que têm obrigação constitucional de fiscalizar, controlar e zelar pelo patrimônio público. Quem não se lembra da ira do ex-presidente contra o Tribunal de Contas, que teimava em reprovar a reiterada malversação de recursos do contribuinte na gestão passada?

Seja na CPI, no julgamento do mensalão ou na investida contra a imprensa, o que está em jogo é o desejo hegemônico do PT. Mas esta farsa eles não vão conseguir perpetrar. À sociedade brasileira interessa mais, e não menos, liberdade: esta é a batalha que vale a pena ser travada, dia após dia.

Link do post: Censura do PT