Governo de Minas: mobilização do Poupança Jovem arrecada cerca de 1.200 livros para distribuição no Ação Global

Programa é destinado a alunos da rede estadual que residem em áreas de vulnerabilidade social

Cristiane Soares/Poupança Jovem
Durante a Ação Global, em Betim, Cantinho da Leitura arrecadou cententas de livros
Durante a Ação Global, em Betim, Cantinho da Leitura arrecadou cententas de livros

A mobilização dos alunos do Poupança Jovem de Sabará e Esmeraldas resultou na doação de quase 1.200 livros literários para os moradores de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. As obras foram disponibilizadas durante a Ação Global, realizada no último sábado (5). O Cantinho da Leitura ainda contou com os estudantes como voluntários. “É a primeira vez que participo da Ação Global. Vejo que valeu a pena ter coletado os livros, pois muitos deles, que ficam parados em nossas casas, serão úteis para outras pessoas”, destacou a estudante Adriele Fernanda, de 17 anos.

A coordenadora do Processo Estratégico Poupança Jovem em Esmeraldas, Marilane Rodrigues, garantiu que a iniciativa não vai se resumir à Ação Global. “A partir dessa ideia, o Poupança Jovem de Esmeraldas criará um espaço na biblioteca municipal da cidade e outro na Associação Nossa Senhora Aparecida. Vamos potencializar a ação que, com certeza, vai ajudar os jovens a pontuarem no cardápio de atividades”, ressaltou.

Criado em 2007, e coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Poupança Jovem é destinado a estudantes do ensino médio público estadual que residem em municípios com alto índice de evasão escolar e vulnerabilidade social. Ao final dos três anos, o jovem aprovado e concluinte das atividades do Poupança Jovem tem direito ao saque da bolsa, no valor de R$ 3 mil.

Combate à violência contra a mulher

O Conselho Estadual da Mulher (CEM), vinculado à Sedese, também aproveitou a Ação Global para sensibilizar a população a denunciar casos de violência contra a mulher, por meio do Disque Direitos Humanos (0800 031 11 19).

Durante o evento, a equipe do CEM distribuiu cartilhas da Lei Maria da Penha, que prevê punições para os agressores de mulheres, divulgou as ações que têm sido desenvolvidas pelo conselho e incentivou as adesões à Campanha do Laço Branco: Homens de Minas pelo Fim da Violência contra a Mulher.

A Ação Global, promovida pela Rede Globo e pelo Serviço Social da Indústria (Sesi),  prestou uma série de serviços gratuitos à população  nas áreas de saúde, meio ambiente, cultura, esporte, lazer, cidadania e inclusão social. Os serviços foram disponibilizados por meio da mobilização de instituições públicas e privadas, bem como por profissionais voluntários.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/mobilizacao-do-poupanca-jovem-arrecada-cerca-de-1200-livros-para-distribuicao-no-acao-global/

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Gestão da Educação: escola do Sul de Minas conscientiza alunos sobre a Lei Maria da Penha

Estudantes aprendem sobre prevenção da violência doméstica e contra a mulher

Uma simples agenda doada à professora de língua portuguesa Lourdes Eliza de Seixas Oliveira, do município de Andrelândia, no Sul de Minas, cuja capa pregava o fim da violência contra a mulher, garantiu à Escola Estadual Visconde de Arantes, no bairro Rosário, a realização de um projeto de conscientização dos alunos sobre a violência doméstica e a importância da Lei Maria da Penha, por meio da produção de redações em sala de aula. E o resultado surpreendeu a direção da escola e professores, com o grande interesse e criatividade dos alunos, que demonstraram talento até para a poesia. Os trabalhos foram encaminhados ao Conselho Estadual da Mulher (CEM), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Segundo Lourdes Eliza, a ideia do projeto “Na sociedade que a gente quer, basta de violência contra a mulher” surgiu no início de março, durante as comemorações do Dia Internacional da Mulher. O trabalho envolveu, inicialmente, o conhecimento de casos de violência contra a mulher, a leitura e interpretação da Lei Maria da Penha e, posteriormente, a produção dos textos, que foram feitos por oito turmas de alunos do ensino médio.

“Na cidade, temos muitos casos de violência em família. E o projeto despertou grande euforia entre os alunos”, conta Lourdes Eliza, que pretende ampliar o trabalho com os estudantes no próximo semestre, com o levantamento de casos de violência contra a mulher que ganharam repercussão tanto no Brasil quanto no exterior. “Nosso objetivo é desenvolver um trabalho de conscientização sobre os direitos da mulher, de ter uma vida livre de violência, com a divulgação dos melhores textos produzidos”, explica.

Exposição

As melhores redações feitas nessa primeira etapa do projeto ficaram expostas no saguão da Escola Visconde de Arantes, nos meses de março e abril. “Estamos pensando, mais para frente, até garantir uma premiação aos melhores trabalhos”, conta a professora Lourdes Eliza.

Um dos aspectos mais ressaltados nos textos produzidos pelos alunos foi a necessidade de conscientização da mulher vítima de violência, para que denuncie o agressor, evitando a impunidade. “É fácil se livrar da humilhação de ser agredida por um covarde, existem leis que preservam os direitos da mulher.  No século da tecnologia, da liberdade de expressão, das conquistas, conquistemos mais esta: basta de violência contra a mulher! Denuncie! Recorra à Lei Maria da Penha!”, enfatizou a aluna Camila Roberta em sua redação.

Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006, como forma de coibir a violência contra as mulheres, estabelecendo medidas protetivas de urgência e punição ao agressor, que pode  cumprir detenção de 3 meses a 3 anos.

Considerada uma conquista da sociedade brasileira, a norma surgiu após a farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que deu nome à lei, ter sido agredida a tiros pelo marido, em 1983, enquanto dormia. Ela ficou paraplégica e se viu presa a uma cadeira de rodas. Posteriormente, sofreu nova tentativa de morte, dessa vez por eletrocussão. A partir daí, iniciou uma luta para combater a violência contra a mulher no país, o que foi garantido com a criação da Lei 11.340.

Em Minas Gerais, uma parceria da Sedese e do CEM com a Secretaria de Estado de Educação (SEE) vai garantir a implementação do projeto “Maria da Penha vai às Escolas”, com o objetivo de desenvolver ações integradas para que as crianças e adolescentes reflitam sobre a violência doméstica e intrafamiliar, principalmente sofrida pelas mulheres.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/escola-do-sul-de-minas-conscientiza-alunos-sobre-a-lei-maria-da-penha/

Gestão Anastasia: Conselho capacita 2.500 mulheres em Minas Gerais

A capacitação busca fortalecer a organização social e política das mulheres mineiras

O Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais (CEM), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), em parceria com o Movimento do Graal no Brasil, está qualificando cerca de 2.500 mulheres, em Minas Gerais, no curso de Capacitação de Conselheiras Municipais de Direitos da Mulher. O projeto é realizado em dez macrorregiões do Estado, por meio de teleconferências nos Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs), da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior (Sectes).

A capacitação busca fortalecer a organização social e política das mulheres, com a perspectiva de trabalho em rede, cooperativo e solidário na busca da efetivação de seus direitos. Estão sendo promovidas ações nas quais o público feminino pode debater e refletir sobre como se organizar e fortalecer seus espaços, com a criação de Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher, associações e até mesmo a formação de grupos para implementação e fomento de políticas públicas para as mulheres e o combate às desigualdades de gênero.

Estão sendo beneficiadas com a qualificação: conselheiras municipais dos Direitos da Mulher, lideranças femininas e comunitárias, representantes do poder público, bem como da sociedade civil organizada. Os cursos, que estão sendo levados a 250 municípios mineiros, tiveram início na segunda-feira (23), na região Sul do Estado.

A qualificação já foi estendida às regiões Norte, Nordeste, Vale do Jequitinhonha, Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Centro Oeste e Zona da Mata. Nesta quinta-feira (26), as teleconferências serão levadas também à região Central e ao Vale do Rio Doce.

A capacitação a distância está sendo feita pela coordenadora do projeto Centro da Mulher do Graal, Maria Beatriz de Oliveira, e pelas técnicas do Movimento, Maria Aparecida da Silva, Alejandra Gavilanes e Maria Luiza Maia, além da conselheira do CEM, Kátia Ferraz Ferreira, representante da Sectes, e pela presidente do CEN, Jovita Levi Ginja.

Em sua exposição na teleconferência, Jovita Levi enfatizou a necessidade de união das mulheres para a criação dos Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher. “Este é um momento muito importante para a criação desses instrumentos democráticos de parceria entre poder público e sociedade civil, para o monitoramento e implementação das políticas públicas para as mulheres, pois uma voz sozinha não encontra eco”, enfatizou.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conselho-capacita-2500-mulheres-em-minas-gerais/

Governo de Minas: Conselho Estadual da Mulher tem nova diretoria

O conselho foi criado em 1983 para atender às reivindicações do movimento feminista e das mulheres mineiras

Renata Lauar
Secretário Cássio Soares durante a posse da nova diretoria do CEM
Secretário Cássio Soares durante a posse da nova diretoria do CEM

O Conselho Estadual da Mulher (CEM) ganhou uma nova presidente. A professora Jovita Levi Ginja tomou posse, nesta segunda-feira (2), em substituição à professora Carmen Rocha. Durante a cerimônia, no Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, o secretário de Estado de Desenvolvimento Social, Cássio Soares, ressaltou a trajetória de conquistas do conselho, que há 29 anos luta pelos direitos da mulher em Minas Gerais.

“Já tive uma conversa com a Dona Jovita, na semana passada, para que iniciemos algumas tratativas de políticas de Estado que vão precisar do apoio do Conselho da Mulher. E a intenção da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) é levar adiante as políticas públicas determinadas pelo governador Antonio Anastasia, dando sequência às boas práticas que começaram a ser implementadas pelo então governador Aécio Neves”, disse.

Sobre os desafios na caminhada das mulheres pela igualdade de direitos, Cássio Soares citou a baixa participação feminina nos parlamentos. “A presença de mulheres nos parlamentos mundiais não chega a 20%, segundo dados da União Interparlamentar. No Brasil, essa participação é ainda menor: em torno de 10%. A política tem que ser revista pela mulher como oportunidade de defesa dos seus direitos”, disse, lembrando que a política é uma ferramenta fundamental para mudar a vida das pessoas.

História

O Conselho Estadual da Mulher foi criado em 1983, na gestão do então governador de Minas, Tancredo Neves, para atender às reivindicações do movimento feminista e das mulheres mineiras. Ao longo desses anos, tem lutado em favor da igualdade de oportunidades e de direitos entre todas as pessoas.

“O trabalho desenvolvido pela professora Carmen Rocha e sua equipe aumenta ainda mais a nossa responsabilidade. Estamos vivendo um momento especial, pois o conselho está passando para as mãos da sociedade civil. Essa alternância de poder é muito desejável e importante para todos nós, pois a sociedade civil assume esse comando, certamente sem romper essa parceria tão saudável e importante com o poder público”, frisou a nova presidente, professora Jovita Levi Ginja.

Composição paritária

O Conselho da Mulher é formador por dez representantes do poder público e dez da sociedade civil. Consolidado como espaço democrático de participação e instrumento de desenvolvimento social de Minas, está sempre atento à eficácia e à efetividade das políticas públicas voltadas para o público feminino.

O CEM também tem trabalhado para ampliar, em Minas, a criação e o fortalecimento dos Conselhos Municipais dos Direitos da Mulher (CMDM). Hoje, o Estado já conta com aproximadamente 80 CMDM.

Além da presidente Jovita Levi Ginja, foram empossadas também as conselheiras representantes do poder público e da sociedade civil. O mandato é para o biênio 2012/2014.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/conselho-estadual-da-mulher-tem-nova-diretoria/