Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade

Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade – PT continua pressão contra o STF e partidários têm dificuldade em conviver com o contraditório.

Mensalão do PT: chega a hora da verdade

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Hora de julgar o mensalão

Bastou o Supremo Tribunal Federal fazer o que dele a sociedade brasileira espera para o PT mostrar suas garras. O anúncio da data de julgamento do maior escândalo da história política do país deflagrou os arreganhos autoritários de sempre nos capas-pretas do partido. Como tudo o que cerca o mensalão, os convocados do PT para a “batalha” também têm muito a dever à Justiça.

Em 1° de agosto, desde já uma data histórica para o país, o STF começará a julgar o caso. Com o cronograma previsto, por volta de fins de setembro as sessões do julgamento terão terminado e o Brasil terá, enfim, passado o episódio a limpo, condenando quem merece a pagar pelo que fez e livrando quem nada deve.

Algo simples assim, pelo menos em democracias, está sendo tratado pelo PT quase como um golpe de Estado. É a velha dificuldade que os partidários de Lula, Dilma Rousseff e José Dirceu têm de conviver com o contraditório, dentro dos estritos marcos legais de um Estado democrático de Direito.

O primeiro a espernear foi o secretário de comunicação petista. “Infelizmente, as ações do Supremo não são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema“, disse o deputado André Vargas na quinta-feira a O Globo.

No sábado, foi a vez do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos – o mesmo que, por R$ 15 milhões, defende o contraventor Carlos Cachoeira, envolvido em grosso desvio de dinheiro público no submundo da política. Em entrevista à BandNews, o advogado disse que a imprensa “tomou partido” contra os réus do mensalão.

Mas quem foi mais longe na afronta a um dos poderes da República foi, como sempre, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. O chefe da “sofisticada organização criminosa” denunciada pelo Ministério Público Federal conclamou os militantes da UNE a ir para as ruas defendê-lo.

“Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque se não a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação. Eu preciso do apoio de vocês”, discursou Dirceu, conforme registrou O Globo Online na noite de sábado.

Dirceu é o mesmo que, nos idos dos anos 1990, incitou grevistas de escolas de São Paulo a fazer os governantes tucanos do estado “apanhar nas ruas e nas urnas”. Como se vê, os métodos truculentos continuam os mesmos, só os aliados da hora é que mudaram.

Os domesticados militantes da UNE, outrora protagonista de importantes ações em defesa da democracia e do Estado de Direito no país, agora precisam se ocupar em explicar como gastam em farra e bebedeira dinheiro público repassado para capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos.

Investigação feita pelo Ministério Público aponta irregularidades em convênios do governo federal com a UNE e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo, que receberam R$ 12 milhões da União entre 2006 e 2010 e usaram notas frias para comprovar os gastos. São aliados desta natureza que Dirceu espera ter na sua “batalha” pela absolvição no Supremo.

“Ao analisar as prestações de contas do convênio do Ministério da Cultura com a UNE para apoio ao projeto Atividades de Cultura e Arte da UNE, o procurador [Marinus] Marsico constatou gastos com a compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, compra de búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE. Além disso, encontrou diversas notas emitidas por bares”, mostrou O Globo na sexta-feira.

O escândalo do mensalão foi conhecido há sete anos e há cinco a denúncia foi apresentada ao Supremo. Neste ínterim, o então presidente Lula – que hoje diz que tudo não passa de uma “farsa” – chegou a pedir desculpas pelo malfeito. Já passa da hora de julgar o caso, algo que os ministros têm plena condição de fazer dentro dos estritos cânones do Direito.

O país só tem a perder com maiores delongas. Basta ver o que está acontecendo, novamente, no Banco do Nordeste. Lá, o mesmo grupo de petistas mensaleiros envolvido no folclórico episódio dos dólares escondidos em cueca está de novo enredado em escândalos e desvios de dinheiro público, como mostrou a edição da revista Época desta semana.

A reação irada de gente como José Dirceu à decisão do Supremo – tomada, aliás, por unanimidade pelos ministros da corte – deixa claro o horror que o PT tem do acerto de contas que terá de fazer com a sociedade brasileira por ter alimentado, durante anos, o maior duto de desvio de dinheiro público da história do país e que até hoje serve de inspiração para malfeitores ao redor do Brasil.

Mensalão do PT – Link da matéria: http://www.itv.org.br/web/noticia.aspx?c=3924


Censura do PT: partido cobra Dilma por regulação

Censura do PT: partido cobra Dilma por regulação da mídia.  PT é contra a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento.

Censura do PT e o controle da mídia

Censura do PT e o controle da mídia

Censura do PT e o controle da mídia

Fonte: Vera Rosa – O Estado de S.Paulo

PT cobra rapidez de Dilma sobre regulação da mídia

Em documento, partido usa escândalo Cachoeira para criticar oposição e ‘setor’ da imprensa e critica ‘descompasso’ com anseios da população

Uma resolução política aprovada no Encontro Municipal do PT, que no dia 2 oficializou a candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, cobra celeridade do governo Dilma Rousseff na preparação do decreto sobre o marco regulatório da radiodifusão no País. O documento afirma que o atraso no encaminhamento da proposta revela “descompasso” com anseios da população.

Sob o argumento de que o discurso da ética adotado por políticos do DEM e do PSDB “caiu por terra” com as investigações da Polícia Federal, que resultaram na CPI do Cachoeira, o PT vê a parceria de “um setor da mídia” com os escândalos envolvendo o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) e o contraventor Carlos Cachoeira.

“Os últimos fatos evidenciam a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e a livre expressão do pensamento, amplie o direito social à informação”, diz trecho do documento.

Com 26 folhas e 91 tópicos, o texto assinala que o debate sobre a “democratização dos meios de comunicação” é uma “questão urgente” para a consolidação do projeto democrático-popular do PT. “O marco regulatório da radiodifusão tarda a chegar ao Congresso, em descompasso com as exigências reiteradas dos movimentos populares e das centrais sindicais”, critica a resolução.

O governo prepara um pacote de medidas que endurecem as regras para concessões de rádio e TV, dá mais peso a programações com conteúdo local e objetiva acabar com emissoras em nome de “laranjas”. O decreto passará por consulta pública, mas o PT acha que o processo está demorado.

Escândalos. Sem mencionar o mensalão, que atingiu o governo Lula e dizimou a cúpula do PT, em 2005, o documento diz que “a oposição está envolvida em escândalos e crimes”, e elogia a Lei da Ficha Limpa, mas enfatiza a necessidade do financiamento público de campanha. O julgamento dos réus do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal, às vésperas das eleições, é motivo de grande preocupação no PT. O incômodo assunto, porém, não aparece no texto, que exalta os feitos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff e carimba Haddad como “um novo líder”.

A resolução indica a estratégia que o PT adotará na campanha de Haddad ao apresentar o candidato do PSDB, José Serra, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD) como políticos que abandonam compromissos para se dedicar a projetos pessoais. “Serra abandonou a Prefeitura para ser candidato a tudo. O fez depois de ter assinado um documento público se comprometendo a ficar até o fim da gestão. Mentiu, quebrou a promessa e desrespeitou todos os cidadãos de São Paulo. Kassab deixou de governar a cidade para se dedicar à construção de seu partido, revelando completa falta de compromisso com os munícipes.”

Na tentativa de atrair a senadora Marta Suplicy (SP), que boicotou o Encontro Municipal do PT, o texto cita quatro vezes a ex-prefeita. Afirma que Kassab e Serra patrocinaram “recuos” em relação às “conquistas e avanços” obtidos na gestão Marta (2001 a 2004), nas áreas de educação e saúde. A resolução observa que a “unidade partidária” é peça fundamental para eleger Haddad. Por ora, no entanto, Marta se recusa a participar da campanha.

Censura do PT – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,pt-cobra-rapidez-de-dilma-sobre-regulacao-da-midia-,883806,0.htm

Aécio Neves: senador critica censura do PT

Aécio Neves: critica censura do PT – senador diz que CPI do Cachoeira quer mascarar mensalão e constranger  procurador-geral.

Aécio Neves e a tentativa de censura do PT

Senador Aécio Neves: PT volta a atacar a liberdade de imprensa

Aécio Neves critica censura do PT

Aécio Neves critica censura do PT

Na avaliação do senador Aécio Neves, os petistas temem o julgamento do processo do mensalão, que deve ocorrer nos próximos meses, no STF.

Para o senador Aécio Neves, o objetivo de setores do PT ao tentar convocar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para depor na CPI do Cachoeira é uma tentativa de desqualificar o trabalho realizado pelo procurador na investigação do mensalão – escândalo denunciado em 2005 e que teve a participação de importantes lideranças do PT.

“O objetivo é desqualificar o procurador já que ele é o advogado de acusação no processo do mensalão. O próprio presidente nacional do PT nos fez o favor de dizer claramente qual era a sua estratégia. Não vamos permitir que o foco da CPI seja desvirtuado. Tudo que disser respeito ao senhor Carlos Cachoeira e às suas relações promíscuas com agentes públicos e privados deve ser investigado. Mas querer usar a CPI para mascarar a apuração em relação ao mensalão, ou para criar constrangimentos ao procurador-geral, terá a nossa objeção mais radical. O PT, infelizmente, deixa cair a máscara e mostra que o objetivo da CPI era um combate que nada tinha a ver com a elucidação das denúncias, ou pelo menos dos crimes apontados, ou mesmo com investigações mais profundas além daquelas que foram feitas pela polícia federal”, criticou o senador Aécio Neves.

Mensalão: PT, censura e o nazismo

Mensalão: PT usa técnicas do nazismo/stalinismo para desviar a atenção do julgamento no STF. PT censura e é contra a liberdade de imprensa.

Mensalão

Fonte: Daniel Pereira e Hugo Marques – Revista Veja – Publicada no Blog do Ricardo Setti

Eles querem apagar o mensalão

Mensalão: o PT, a censura, o nazismo e o stalinismo

Marco Maia, presidente da Câmara: para tentar apagar os crimes cometidos por petistas no mensalão, a ordem é mentir até parecer verdade (Foto: Ag. Globow)

ELES QUEREM APAGAR O MENSALÃO

Com o julgamento do mensalão pelo Supremo a caminho, os petistas lançam uma desesperada ofensiva para tentar desviar a atenção dos crimes cometidos por eles no que foi o maior escândalo de corrupção da história brasileira

(Reportagem de Daniel Pereira e Hugo Marques publicada na edição impressa de VEJA de 18 de abril de 2012)

Josef Stalin, o ditador soviético ídolo de muitos petistas, considerava as ideias mais perigosas do que as armas e, por isso, suprimiu-as, matando quem teimava em manifestá-las.

O PT até que tenta se arejar, exercitar certo pluralismo, mostrar respeito às leis e conduzir as instituições do país que ele governa não como propriedade particular do partido, mas reconhecendo-as como conquistas da sociedade brasileira. Mas basta uma contrariedade maior para que o espírito de papai Stalin baixe e rasgue a fantasia democrática dos petistas parcialmente convertidos ao convívio civilizado.

A contrariedade de agora é a proximidade do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da maior lambança promovida pelos petistas com dinheiro sujo, que produziu o escândalo entronizado no topo do panteão da corrupção oficial brasileira com o nome de mensalão.

Sussurre esse nome aos ouvidos de um petista nos dias que correm e ele vai reagir como se uma buzina de ar comprimido tivesse sido acionada a centímetros de seus tímpanos. A palavra de ordem emanada do comitê central sairá automaticamente: “Isso é invenção da oposição e da imprensa!”.

Mantra repetido por ministros até capangas pagos com dinheiro público na internet

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

CARTILHA STALINISTA -- Rui Falcão, presidente do PT: de tanto repetir, acaba por fazer parecer verdade (Foto: Reprodução)

Como formigas guiadas por feromônios, os militantes de todos os escalões, de ministros de Estado aos mais deploráveis capangas pagos com dinheiro público na internet, vão repetir disciplinadamente o mantra de que o mensalão “foi uma farsa”.

Ele vai ser martelado sobre os cinco sentidos dos brasileiros na tentativa de apagar os crimes cometidos pelos petistas e, seguindo a cartilha stalinista, fazer valer as versões sobre os fatos, transmutar culpados em inocentes e, claro, apontar bodes expiatórios como responsáveis pelas próprias misérias morais que eles infligiram ao país, a si próprios e a sua reputação, firmada quando na oposição, de paladinos da ética.

Esse processo perverso de reescrever a história está em curso em Brasília, em pleno século XXI. Sua mais recente iniciativa é a iminente instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Congresso Nacional, a primeira do governo Dilma Rousseff.

A CPI tem objetivo desejável: o problema são os objetivos subalternos

O objetivo declarado – e desejável – da CPI é elucidar os limites da atuação no mundo oficial do contraventor Carlos Cachoeira, que explorava o bingo ilegal em Goiás e se encontra trancafiado em presídio de alta segurança. Acusado de receber dinheiro para defender os interesses do contraventor no governo e no Legislativo, o senador Demóstenes Torres, do DEM, está a caminho de perder o mandato.

Razões para uma investigação republicana, portanto, não faltam. O problema está nos objetivos subalternos da CPI, que os petistas e seus aliados mal conseguem esconder nas conversas: criar um fato novo e, assim, desviar o foco da atenção da opinião pública do julgamento do mensalão.

Eles esperam que as investigações produzam imagens que ajudem a demonstrar a tese central do presidente Lula sobre o mensalão, a de que o PT fez apenas o que todo partido político sempre fez. Esperam também criminalizar jornalistas para quem Carlos Cachoeira serviu de fonte sobre o que ia nos subterrâneos da corrupção no mundo oficial em Brasília, terreno que ele frequentava com especial desenvoltura.

Querem desmoralizar a imprensa

Em resumo, o PT espera desmoralizar na CPI todos que considera pessoal ou institucionalmente responsáveis pela apuração e divulgação dos crimes cometidos pelos correlegionários no mensalão – em especial a imprensa.

Por quê? Principalmente porque o esquema de compra de apoio parlamentar pelo governo do PT começou a ser desbaratado em 2005, após uma reportagem de VEJA mostrar um funcionário dos Correios cobrando e recebendo propina em nome do PTB. Depois disso, o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, revelou ao país que parlamentares recebiam dinheiro na boca do caixa para votar com o Planalto.

O chefe do esquema era o então ministro da Casa Civil José Dirceu, que vivia repetindo o bordão segundo o qual não fazia nada sem o conhecimento do presidente Lula.

O mensalão saiu dos cofres públicos

Tanto a CPI dos Correios quanto a Procuradoria-Geral da República deixaram claro que parte do dinheiro que financiou o mensalão saiu dos cofres públicos.

Durante as investigações, o então marqueteiro de Lula, Duda Mendonça, admitiu ter recebido dólares por fora, no exterior, por serviços prestados na campanha do presidente.

Foi tão grave e acintosa a agressão dos petistas às leis brasileiras no mensalão que, tecnicamente, o presidente Lula poderia ter sofrido um processo de impeachment.

Seu mandato foi preservado por falta de apetite da oposição e pelo cálculo, que se mostraria redondamente equivocado, de que Lula definharia no poder, sangrando pouco a pouco em consequência do mensalão. Nada disso ocorreu. Lula deu uma magnífica volta por cima, reelegeu-se, fez a sucessora e saiu do Palácio do Planalto da mesma forma que entrou – nos braços do povo.

Mensalão do PT e a CPI do CachoeiraCarlos Cachoeira, no alto: As relações do contraventor com políticos eram suprapartidárias, mas, segundo as investigações, os interesses eram comuns: dinheiro, negócios, cargos, propina; Demóstenes Torres: foi flagrado defendendo interesses comerciais do contraventor e, segundo o Ministério Público, recebeu por isso; Marconi Perillo: O governador de Goiás tinha vários assessores umbilicalmente ligados a Carlos Cachoeira, inclusive sua chefe de gabinete, que foi afastada; Agnelo Queiroz: Assessores do governador do Distrito Federal aparecem em dezenas de telefonemas tratando de negócios de interesse do contraventor; Protógenes Queiroz: Ex-delegado da PF, o deputado apareceu orientando um dos integrantes da quadrilha a manter silêncio em depoimento

Atropelar escrúpulos para preservar Lula

Agora o fantasma do mensalão volta a ameaçar a hagiografia do líder petista – e a ordem de cima é atropelar quaisquer escrúpulos para preservar Lula.

“A bancada do PT defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão. É preciso que a sociedade organizada, movimentos populares, partidos políticos comprometidos com a luta contra a corrupção, como é o PT, mobilizem-se para impedir a operação-abafa e para desvendar todo o esquema montado por esses criminosos, falsos moralistas que se diziam defensores da moral e dos bons costumes”, declarou Rui Falcão, deputado paulista, presidente nacional do PT.

A forma cristalina pela qual Falcão explica os objetivos do partido na CPI parece a transcrição perfeita de uma cartilha de propaganda soviética.

Dado que os companheiros cometeram crimes no mensalão e que esse fato é devastador para o partido que no passado empunhou a bandeira da ética para vencer a antipatia e a desconfiança da classe média brasileira, vamos tentar mudar a percepção da realidade e acionar os companheiros para ver se cola a ideia de que o mensalão foi uma armação cujos responsáveis, vejam só que coincidência, estão todos orbitando em torno de um contraventor cujas atividades vão ser investigadas por uma CPI.

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

O ESQUEMA -- O então deputado Roberto Jefferson contou ao Congresso como o governo do PT criou o mensalão, o esquema de suborno de parlamentares que era operado pelo...

Neutralizar as instâncias democráticas

A lógica política de Falcão é irretocável – até certo ponto. Esse truque funcionou na União Soviética, funcionou na Alemanha nazista, funcionou na Itália fascista de Mussolini, por que não funcionaria no Brasil?

Bem, ao contrário dos laboratórios sociais totalitários tão admirados por petistas, o Brasil é uma democracia, tem uma imprensa livre e vigilante, um Congresso eleito pelo voto popular e um Judiciário que, apesar de fortemente criticado recentemente, tem demonstrado independência e vigor doutrinário.

Isso significa que para o delírio de Falcão se materializar é preciso neutralizar as instâncias democráticas, calando-as ou garantindo que a estridência radical petista supere as vozes da razão e do bom-senso.

Mensalão do Pt

... publicitário Marcos Valério...

Uma CPI dominada pelo PT e seus mais retrógrados e despudorados aliados é o melhor instrumento de que a falconaria petista poderia dispor – pelo menos na impossibilidade, certamente temporária para os falcões, de suprimir logo a imprensa livre, o Judiciário independente e o Parlamento, fósseis de um sistema burguês de dominação que está passando da hora de ser superado pelo lulopetismo, essa formidável invenção tropical diante da qual empalidecem todos os demais arranjos político-sociais do mundo atual.

Mas, enquanto o triunfo final não vem, os falcões petistas vão se contentar em usar a CPI para desmoralizar todos os personagens e forças que ousem se colocar no caminho da marcha arrasadora da história, que vai lançar ao lixo todos os que atacaram o PT e, principalmente, seu maior líder, o ex-presidente Lula.

Mensalão do Pt

As revelações provocaram decepção e choro de alguns parlamentares petistas...

A estratégia saiu da cabeça de Lula

Não por acaso, a estratégia que a falconaria petista está executando disciplinadamente em Brasília saiu da cabeça de Lula.

Em novembro de 2010, a menos de dois meses do término de seu segundo mandato, o então presidente recebeu o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu para um café da manhã no Palácio da Alvorada. À mesa, Lula prometeu a Dirceu, o mais influente quadro da engrenagem petista, que lançaria uma ofensiva para desmontar “a farsa do mensalão” tão logo deixasse o cargo.

Réu do mensalão na presidência da Comissão de Justiça

Não era bravata. Conforme prometido, essa cruzada para abafar o maior escândalo de corrupção da história recente do país começou a se materializar em pequenos movimentos. Foi ela que levou à eleição do petista João Paulo Cunha, um dos 36 réus no processo do mensalão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em 2011, o que garantiu a ele uma posição privilegiada para dialogar com a cúpula do Poder Judiciário.

Foi ela também que resultou na nomeação do petista José Genoíno, outro réu no processo, para o cargo de assessor especial do então ministro da Defesa, Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), justamente a corte que julgará o caso.

Lula e o mensalão do PT

...ameaçaram a continuidade do governo Lula e resultaram no processo que acusa 36 pessoas de crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

As investigações da PF atingiram também Perillo, desafeto de Lula

Esses dois movimentos da reação capitaneada por Lula foram costurados nos bastidores. Fizeram parte de uma estratégia silenciosa destinada a reabilitar publicamente as estrelas petistas envolvidas até o pescoço com os desvios de dinheiro público para abastecer o caixa partidário.

Uma tática deixada de lado nos últimos dias, quando o PT partiu para uma espécie de vale-tudo a fim de varrer para debaixo do tapete o esquema de compra de apoio parlamentar que funcionou durante o governo passado.

A estratégia evoluiu para o uso da Operação Monte Carlo da Polícia Federal, que deu origem à CPI.

A ação da PF desbaratou um esquema de exploração de jogos ilegais comandado por Carlinhos Cachoeira e revelou uma rede suprapartidária de políticos envolvidos com ele. Além do senador Demóstenes, as investigações atingiram o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, desafeto de Lula desde que declarou, em 2005, que alertara o então presidente da existência do mensalão.

Carlos Ayres Britto

"Há riscos de prescrição de algumas imputações. Uma vez disponibilizado o processo para julgamento, vou colocá-lo em pauta em 48 horas" Carlos Ayres Britto

Lula viu na CPI a oportunidade política de mostrar que todos os partidos pecam. Que todos são farinha do mesmo saco e, por isso mesmo, o mensalão não seria um esquema de corrupção inaudito, muito menos merecedor de um rigor maior por parte do Judiciário e da sociedade.

Se for preciso, o PT rifa o governador do DF, Agnelo Queiroz

Para os petistas, apagar a história neste momento é uma questão de sobrevivência. Seus caciques sustentam que, com a aproximação da data prevista para o julgamento do mensalão e diante da hipótese de uma condenação, não há o que perder na arriscada aposta em tentar menosprezar a inteligência das pessoas, zombar das autoridades que investigaram o caso durante anos, impor constrangimentos aos ministros do Supremo que se preparam para julgar o processo.

É tamanha a ânsia de Lula e dos mensaleiros para enterrar o escândalo que, se preciso, o PT rifará o governador do Distrito Federal, o petista Agnelo Queiroz, que também aparece no arco de influência dos trambiques da máfia do jogo.

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

"O processo está muito maduro e há risco de prescrição. A responsabilidade de quem julga é muito grande" (Marco Aurélio Mello, ministro do STF)

Surge oportunidade tão eficiente quanto a censura à imprensa

Lula e os falcões petistas viram também abrir-se para eles a retomada de um antigo, acalentado e nunca abandonado projeto de emascular a imprensa independente no Brasil. Os projetos de censura da imprensa que tramitaram no PT foram derrotados não por falta de vontade, mas porque o obscurantismo cobriria a imagem do Brasil de vergonha no cenário mundial.

Surge agora uma oportunidade tão eficiente quanto a censura, com a vantagem de se obter a servidão acrítica da imprensa sem recorrer a nenhum mecanismo legal que possa vir a ser identificado com a supressão da liberdade de expressão.

Não por coincidência, a Executiva Nacional do PT divulgou uma resolução pedindo a regulamentação dos meios de comunicação diante “da associação de parte da imprensa com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes”.

Dando sequência à diretriz do comitê central do partido, o comissário Marco Maia, presidente da Câmara, complementou: “Todas as informações dão conta de que há uma participação significativa de alguns veículos de comunicação nesse esquema montado pelo Cachoeira. A boa imprensa, que está comprometida com a informação e a verdade, vai auxiliar para que a gente possa fazer uma purificação, separar o joio do trigo”.

 

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

" Tem de ser neste semestre. Tudo recomenda, e nada indica o contrário. Devemos e podemos julgar o processo neste ano" (Gilmar Mendes, ministro do STF)

A parte do PT que não tem a mínima noção do papel da imprensa livre

A oportunidade liberticida que apareceu agora no horizonte político é tentar igualar repórteres que tiveram Carlos Cachoeira como fonte de informações relevantes e verdadeiras com políticos e outras autoridades que formaram com o contraventor associações destinadas a fraudar o Erário.

A nota da Executiva Nacional do PT e a fala do comissário Maia traem o vezo totalitário daquela parte do PT que não tem a mínima noção do papel de uma imprensa livre em uma sociedade aberta, democrática e que tenha como base material a economia de mercado.

Papai Stalin ficaria orgulhoso dos pupilos.

Caberá a eles agora, aos “tropicastalinistas” do PT auxiliados pelos impolutos José Sarney e Fernando Collor, “purificar” a imprensa, decidir qual é a boa e a ruim, o que é joio e o que é trigo nas páginas dos órgãos de informação e apontar que repórteres estão comprometidos com a informação e a verdade. Alguém com mais juízo deveria, a bem do comissário Maia, informá-lo de que quando governos se arvoram a “purificar” seja o que for – a população, a imprensa ou a literatura – estão abrindo caminho para o totalitarismo.

Quem diria, comissário, que atrás de óculos modernosos se esconde uma mente tão arcaica.

Os petistas acham que atacar o mensageiro vai diminuir o impacto da mensagem.

Pelo que disse Marco Maia, eles vão tentar mostrar que obter informações relevantes, verdadeiras e de interesse nacional lança suspeita sobre um jornalista. Maia não poderia estar mais equivocado.

Ricardo Lewandowski

"Essa pergunta vale 1 milhão de dólares!" (Ricardo Lewandowski, ministro do STF, ao ser questionado sobre quando apresentará seu relatório como ministro-revisor, última etapa antes do julgamento)

Bons jornalitsas devem, sim, falar com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras e relevantes

Qualquer repórter iniciante sabe que maus cidadãos podem ser portadores de boas informações. As chances de um repórter obter informações verdadeiras sobre um ato de corrupção com quem participou dele são muito maiores do que com quem nunca esteve envolvido.

A ética do jornalista não pode variar conforme a ética da fonte que está lhe dando informações. Isso é básico. Disso sabem os promotores que, valendo-se do mecanismo da delação premiada, obtêm informações valiosas de um criminoso, oferecendo-lhe em troca recompensas como o abrandamento da pena.

Esses são conceitos de difícil digestão para os petistas acostumados a receber do comitê central as instruções completas sobre o que devem achar certo ou errado, bom ou ruim, baixo ou alto. Fora da bolha ideológica, porém, a vida exige que bons jornalistas falem com maus cidadãos em busca de informações verdadeiras. Motivo mesmo para uma CPI seria investigar os milionários repasses de dinheiro público que o governo e suas estatais fazem a notórios achacadores, chantagistas e manipuladores profissionais na internet. Fica a sugestão.

O MENSALÃO DO PT

A radiografia do maior de todos os escândalos

A origem

Em maio de 2005, VEJA divulgou um vídeo no qual Maurício Marinho, diretor dos Correios, recebia 3 000 reais de propina de um empresário interessado em participar de uma licitação da estatal. Marinho, na gravação, revelou que precisava arrecadar dinheiro de empresas com negócios nos Correios e entregar à direção do PTB, partido responsável por sua nomeação

O batismo

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, em uma entrevista à Folha de S.Paulo, em 6 de junho de 2005, afirmou que o governo federal, comandado por Luiz Inácio Lula da Silva, repassava uma mesada aos parlamentares dos partidos aliados, num esquema que ficou conhecido por “mensalão” e que, segundo Jefferson, era chefiado pelo então ministro da Casa Civil, José Dirceu, o principal dirigente do PT

A queda de Dirceu

Em discurso no plenário da Câmara, Jefferson voltou a acusar Dirceu, dizendo que o ministro não tinha condições morais de permanecer no cargo. “Rápido, sai daí rápido, Zé!” Dois dias depois, em 16 de junho, Dirceu entregou seu pedido de demissão a Lula

A investigação

Uma CPI foi instalada para apurar as denúncias. Ao longo de dez meses de investigação, seus integrantes assistiram, entre outros episódios, à confissão do marqueteiro Duda Mendonça de que recebeu do PT dinheiro de caixa dois no exterior. O relatório final da CPI pediu o indiciamento de mais de 100 pessoas e a cassação de dezoito parlamentares

As cassações

A Câmara cassou o mandato dos deputados José Dirceu, Roberto Jefferson e Pedro Corrêa. Eles perderam os direitos políticos por oito anos. Outros quatro parlamentares renunciaram para escapar da cassação. Os onze deputados restantes foram absolvidos pelos colegas

A denúncia

O então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentou denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra quarenta pessoas que, segundo ele, participaram da “organização criminosa” do mensalão. As práticas incluíam lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, evasão de divisas e corrupção. Na denúncia, o procurador qualificou José Dirceu como o “chefe da quadrilha”

O julgamento

O ministro Joaquim Barbosa, em agosto de 2007, aceitou a denúncia contra os quarenta mensaleiros, que se tornaram réus no Supremo. O processo, depois de quase cinco anos, está sob análise do ministro revisor, Ricardo Lewandowski, e deve ser julgado no segundo semestre. Os réus atuam para retardar o julgamento até os crimes prescreverem

Mensalão – Link da matéria: http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-cia/eles-querem-apagar-o-mensalao/

CPI Cachoeira: PMDB quer blindar Cabral

CPI Cachoeira: deputado da base não concorda com blindagem. Enfraquecimento de Cabral favorece candidatura de Lindbergh ao governo do Rio.

Fonte: Caio Junqueira – Valor Econômico

CPI Cachoeira

PMDB recorre a Lula e à oposição para evitar que CPI convoque Cabral

O PMDB deflagrou ontem uma operação para blindar o governador do Rio, Sérgio Cabral, nas investigações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura as relações do empresário Carlos Cachoeira com os setores público e privado. Ela consiste em buscar o apoio da oposição e do PT, em especial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar sua ida à comissão.

O vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, convocou uma reunião na tarde de ontem em seu gabinete no Palácio do Planalto da qual participaram o líder da legenda na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), e o vice-líder, deputado Eduardo Cunha (RJ). O objetivo era avaliar a conjuntura política da CPI e como evitar que a apuração respingue em Cabral, o principal governador pemedebista.

Nos últimos dias, ele apareceu em fotos e vídeos com o ex-sócio da construtora Delta, o empresário Fernando Cavendish, em jantares em restaurantes de luxo em Paris. Cavendish é apontado nas investigações da Polícia Federal como importante interlocutor nos negócios ilícitos de Cachoeira. E foi na gestão de Cabral que a Delta obteve grandes contratos para execução de obras, muitos deles sem licitação.

Temer, Alves e Cunha decidiram procurar lideranças petistas e da base aliada para informar que o foco da CPI deve ser estritamente o que prevê seu objeto: as relações de Cachoeira com o setor público e privado. Além disso, outros argumentos a serem utilizados são: se Cabral for convocado, todos os 23 governadores que tenham contratos com a construtora Delta também devem depor na CPI; Cabral nunca escondeu a amizade com Cavendish e ninguém pode ser culpado apenas por manter relações pessoais com empresários; tudo não passa de um embate político entre Cabral e o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que tem divulgado todo o material contra Cabral em seu blog. Por fim, alegam que a Delta iniciou suas relações com o Rio na gestão de Garotinho.

Em outra frente, o próprio governador fluminense fará uma ofensiva pessoal com setores da oposição, como o PSDB, e com o PT. Seu grande trunfo é a íntima relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que praticamente apadrinhou a criação da CPI para o PT. Cabral terá um encontro reservado com Lula, no Rio, hoje pela manhã, antes de um seminário do BNDES sobre investimentos do governo federal na África. Interlocutores do governador afirmam que ele apresentará sua “defesa” a Lula e pedirá seu apoio.

Se, ainda assim, houver pressão para a convocação de Cabral, a aposta é no alinhamento da ampla maioria governista presente na CPI. “Há uma questão política e ela deve ser resolvida politicamente. Se houver um requerimento para convocá-lo, vota-se e derrota-se”, afirmou Eduardo Cunha.

A cúpula do PT acatou essa linha de atuação, prometeu defender Cabral e evitar sua convocação. A avaliação é de que Cabral integra o principal partido da base da presidente Dilma Rousseff e que o partido tem inclusive duas secretarias em seu governo. Essa posição, contudo, não é unânime. “A CPI tem obrigação de investigar as relações do governo do Rio com a Delta. Todas as evidências mostram relações mais do que íntimas e a empresa tem sido beneficiada com seguidas dispensas de licitação. por que não investigar isso?”, disse o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Outros setores petistas no Estado declararam que darão respaldo público a Cabral, embora nos bastidores comemorem o fato de ele estar sendo alvo de ataques. O motivo, segundo eles, é que o PMDB é hegemônico no Estado e assim tem conduzido as negociações das alianças eleitorais. Há pelo menos 15 municípios em que o PT tem pedido apoio do PMDB nas candidaturas municipais, ainda sem resposta. O caso mais crítico é o de Niterói, onde os pemedebistas querem apoiar a reeleição do prefeito do PDT, Jorge Roberto Silveira. Isso a despeito do pré-candidato petista Rodrigo Neves estar mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais. Há ainda uma segunda avaliação: a de que um Cabral fragilizado favorece a candidatura do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) à sua sucessão em 2014.

A tendência, contudo, é de que a ofensiva da cúpula do PMDB tenha o efeito desejado. Inclusive já se ventila a possibilidade de um grande acordo entre os três maiores partidos do Congresso, uma vez que PT e PSDB também têm governadores sob o alvo da CPI. Respectivamente, Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e Marconi Perillo, de Goiás. Além disso, ao PT também interessaria evitar que a CPI avance sobre as relações da Delta com o governo federal. “A cada vez que entra um novo ator de peso nas investigações, aumentam as chances de um grande acordo partidário”, afirmou um petista da alta hierarquia partidária.

Link da matéria: CPI Cachoeira