Gestão da Saúde: SES promove pesquisa para mapear a saúde bucal da população do Estado

Exames clínicos e questionários vão permitir a caracterização do nível de utilização de serviços odontológicos e dos riscos à Saúde Bucal dos mineiros

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Pedro Cisalpino
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira
SB Minas Gerais mapeia a condição da saúde bucal da população mineira

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está realizando uma pesquisa que tem como objetivo mapear as condições de saúde bucal da população mineira, o SB Minas Gerais. Por meio do projeto, a SES-MG pretende identificar os problemas bucais mais frequentes na população, a fim de diagnosticar as necessidades e, formular ações que contemplem prevenção, tratamentos e reabilitação adequados à realidade das comunidades.

Desde o final de abril, moradores de 60 municípios mineiros estão participando do inquérito epidemiológico. Em cada município serão feitos cerca de 100 exames, totalizando, aproximadamente, seis mil exames no Estado. De acordo com a diretora de Saúde Bucal da SES-MG, Daniele Lopes Leal, a pesquisa vai fortalecer a Política de Saúde Bucal, que vem sendo delineada no estado.

“O SB Minas Gerais vai trazer como resultado o diagnóstico epidemiológico de Saúde Bucal da população mineira, a partir do qual serão formuladas ações que contemplem esta população com o desenvolvimento de programas de âmbito estadual”, explica.

Durante a pesquisa, além dos índices tradicionais de medição dos agravos bucais, será aplicado, também, um questionário aos indivíduos examinados.  Dessa forma, serão analisadas as condições de problemas como cárie, doença periodontal, oclusopatias, fluorose (intoxicação pelo flúor e seus derivados), dentre ouras, no sentido de se verificar, além da prevalência, a extensão da gravidade das doenças bucais.

Segundo a diretora, Daniele Leal, a Política Nacional de Saúde Bucal determina a realização de estudos epidemiológicos desse porte como parte componente da Vigilância em Saúde. “A nossa proposta é realizar pesquisas desse tipo a cada 10 anos, com o intuito de avaliar as alterações no quadro epidemiológico da população”, afirma.

O projeto terá financiamento da SES-MG, através da Diretoria de Saúde Bucal, no valor de R$168 mil, sendo que cada município participante vai receber R$ 2.800,00 para pagamento de pessoal e ressarcimento de despesas de deslocamento, além de receber todo o material para realização dos exames.

“Os municípios investem disponibilizando os profissionais para a pesquisa. E o Ministério da Saúde é parceiro no processo, uma vez que toda a metodologia do projeto é do Ministério”, acrescenta a diretora de Saúde Bucal, Daniele Leal.

Participação dos municípios

Para que houvesse representatividade em todo o território do estado de Minas Gerais, os municípios participantes do projeto SB Minas Gerais foram sorteados, seguindo um processo de amostragem probalística.

Nesse processo, foram considerados os grupos etários e o fator de alocação dos municípios, definidos a partir da associação dos índices de necessidade em saúde e de porte econômico, que levam em conta variáveis epidemiológicas e socioeconômicas, além da capacidade do município financiar, com recursos próprios, os cuidados com a saúde dos cidadãos.

Para execução do projeto, os municípios participantes contam com um examinador, um anotador e um coordenador municipal, sendo que os exames são realizados por Cirurgiões Dentistas e os anotadores são profissionais de nível médio, geralmente técnico em Saúde Bucal (TSB) ou auxiliar em Saúde Bucal (ASB), das Secretarias Municipais de Saúde dos próprios municípios.

“As equipes de campo foram treinadas, em oficina com duração de 24 horas, onde foi possível discutir a operacionalização das etapas do trabalho e as atribuições de cada participante, a fim de assegurar um grau aceitável de uniformidade nos procedimentos”, esclarece a diretora de Saúde Bucal da SES-MG.

Metodologia de pesquisa

Durante a pesquisa, o cirurgião dentista vai percorrer a cidade e examinar, em domicílio, o morador que se interessar em participar voluntariamente do Projeto, sendo aptas a participar da pesquisa, pessoas com idades de 05 e 12 anos, 15 a19 anos, 35 a 44 anos e 65 a74 anos.

O voluntário deverá, também, responder um questionário, composto por perguntas subjetivas que vão ajudar na compreensão do processo saúde/doença bucal. “O questionário vai contribuir para a avaliação das condições socioeconômica e de utilização dos serviços, sendo fundamental para a estruturação da Rede Assistencial em Saúde Bucal”, afirma Daniele Leal.

O projeto segue a metodologia do SB Brasil 2010, do Ministério da Saúde, e conta com a colaboração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), que vai avaliar os resultados através do Conselho de Ética em Pesquisa. Outra instituição a avaliar o resultado da pesquisa será o Comitê de Ética em Pesquisa cadastrado junto à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP).

Municípios Participantes

Guaxupé, Conselheiro Lafaiete, Capela Nova, Betim, Contagem, Itabirito, Sabará, Igarapé, Coronel Fabriciano, Pingo-D’água, Naque, Diamantina, Jenipapo de Minas, Serro, Divinópolis, Lagoa da Prata, Onça de Pitangui, Governador Valadares, Central de Minas, Peçanha, São José da Safira, João Monlevade, Virginópolis, Centralina, São Romão, Varzelândia, Juiz de Fora, Arantina, Cataguases, Simonésia, Pedra Bonita, Montes Claros, Janaúba, Monte Azul, Capitão Enéas, Padre Carvalho, Rio Pardo de Minas, Piumhi, Patos de Minas, João Pinheiro, Águas Vermelhas, Santa Maria do Salto, Santa Fé de Minas, Paula Cândido, Santa Rita do Sapucaí, Turvolândia, Piedade do Rio Grande, Sete Lagoas, Teófilo Otoni, Machacalis,Crisólita,Malacacheta, Ubá, Rosário da Limeira, Araxá, Perdizes, Uberlândia, Unaí, Boa Esperança e Varginha.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/ses-promove-pesquisa-para-mapear-a-saude-bucal-da-populacao-do-estado/

Gestão Anastasia: educação profissionalizante abre perspectivas para a juventude no Norte de Minas

Programa já investiu cerca de R$ 600 milhões e atendeu a mais de 200 mil alunos em todas as regiões do Estado

José Carlos Paiva/Imprensa MG
O PEP conta com a parceria das unidades regionais do Senac e do Senai em Montes Claros
O PEP conta com a parceria das unidades regionais do Senac e do Senai em Montes Claros

Cerca de 2,8 mil profissionais capacitados em 13 cursos nos últimos quatro anos. Esse é o resultado alcançado pelo Governo de Minas com a implementação do Programa de Educação Profissionalizante (PEP) no Norte de Minas. O PEP é um programa mantido pelo Governo de Minas Geais, por meio da Secretaria de Estado de Educação, e conta com a parceria das unidades regionais do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Montes Claros.

“No Norte de Minas o PEP veio a calhar, principalmente no que diz respeito à viabilização da empregabilidade de jovens que não vislumbravam uma oportunidade de se profissionalizarem sem que suas famílias fossem obrigadas a arcar com o investimento financeiro. Além de uma nova perspectiva de vida, os estudantes que estão concluindo o ensino médio já estão conseguindo se inserir no mercado de trabalho”, destacam as supervisoras pedagógicas do centro de formação profissional do Senac em Montes Claros, Joana D´Arc Souza Prates e Cléia Terezinha Fernandes Silva.

Além da relevância do investimento viabilizado pelo Governo do Estado visando suprir a demanda de profissionais que atendam as exigências do mercado de trabalho, Joana D´Arc observa que a iniciativa representa um investimento social de grande importância, pelo fato de evitar que muitos jovens ingressem numa situação de vulnerabilidade diante do crescente aumento da criminalidade e da violência. “Além disso, o programa estimula os estudantes conciliar a conclusão do ensino médio a uma formação profissional na área técnica, atendendo as necessidades do mercado de trabalho em todas as regiões do Estado,” ressalta.

De acordo com as supervisoras do Senac, pelo fato dos cursos ministrados através do PEP levarem em conta um levantamento preliminar das necessidades dos mercados regionais de trabalho, muitos jovens antes mesmo de concluírem os cursos já estão sendo contratados como estagiários e, posteriormente, em sua maioria são efetivados nas empresas. “Isso estimula os jovens a se profissionalizarem, pois veem de forma concreta a possibilidade de conseguirem um emprego”, afirmam.

O estímulo ao empreendedorismo é outra vertente do programa considerada importante. Nos últimos anos, várias empresas foram abertas não só em Montes Claros, mas em várias cidades do Norte de Minas, envolvendo profissionais qualificados através do Programa de Educação Profissionalizante. Um bom exemplo disso é o surgimento de um crescente número de empresas especializadas na prestação de serviços, entre elas clínicas de estética, tendo como dirigentes técnicos que fizeram cursos no Senac.

Cursos técnicos com perfil diferenciado

Na avaliação do gerente do Senac em Montes Claros, André Gomes Coimbra, pelo fato de antes de ingressarem nos cursos técnicos os jovens passarem por processo de seleção coordenado pelo Governo do Estado, o índice de aproveitamento dos cursos é considerado “altamente satisfatório”. Com a experiência de já ter ocupado a função de instrutor do curso de redes de computadores, André Coimbra garante que os alunos selecionados através do PEP têm bom aproveitamento e, por isso, são facilmente absorvidos pelo mercado de trabalho. “O processo seletivo viabiliza ao aluno ingressar nos cursos técnicos com perfil diferenciado, pois eles se inscrevem já levando em conta uma área de trabalho pela qual têm interesse prévio”, observa o gerente.

Além de estudantes de Montes Claros, através do PEP o centro de formação profissional do Senac no Norte de Minas atendeu 2.008 alunos, nos últimos quatro anos, provenientes de várias cidades do Norte de Minas. Os cursos envolvem a formação de técnicos em administração, redes de computadores, farmácia, contabilidade, análises clínicas, segurança do trabalho, enfermagem e estética. Os cursos têm duração média variável de 800 a 1,8 mil horas e têm suas despesas totalmente custeadas pelo Governo de Minas.

Dirigentes e estudantes do centro de formação profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Montes Claros também avaliam como positivos os resultados alcançados pelo Programa de Educação Profissionalizante. Entre 2008 e 2011 já passaram pelos cursos de eletrônica, mecânica, edificações e eletromecânica um total de 760 jovens, a maioria em fase de conclusão do ensino médio e integrantes de famílias de baixa renda.

“O PEP tem sido muito importante pois oportuniza aos jovens mais carentes uma excelente oportunidade de profissionalização e o ingresso no mercado de trabalho. Só quem não quer dar sequencia aos estudos é que não consegue evoluir na formação técnica e, consequentemente, não aproveita as oportunidades oferecidas pelas empresas ”, enfatiza o supervisor do Senai em Montes Claros, Alexandre Guimarães.

Assim como acontece no Senac, onde nos últimos quatro anos mais de 580 estudantes foram encaminhados para estágio em empresas privadas, também no Senai a procura por estagiários é grande. “As indústrias tem na instituição uma referência positiva na formação de bons profissionais e, por isso, quem passa por aqui dificilmente fica desempregado”,  explica o gerente do Senai em Montes Claros, Izac Lopes Veloso.

No Norte de Minas o curso de eletromecânica é um dos mais procurados, tanto por jovens como também por empresários interessados na contratação de profissionais. Em virtude dessa situação, através do PEP, o Senai tem atendido estudantes residentes tanto em Montes Claros como em outras cidades norte-mineiras, principalmente Bocaiúva, Capitão Enéas, Januária e Janaúba.

Mais de meio bilhão de reais em investimentos

Em sua sexta edição, o PEP oferece neste ano 30 mil vagas em 60 cursos técnicos. Criado em 2007, o Programa já ultrapassa a marca de 200 mil estudantes atendidos e o investimento total chega a R$ 569 milhões. Os cursos do PEP são oferecidos pela Rede Mineira de Formação, que tem como parceiras instituições públicas e privadas credenciadas pela SEE.

No PEP, os estudantes se inscrevem para o seu curso de interesse, de acordo com o município. O curso que tem a maior proporção candidatos/vaga em Minas Gerais é o de técnico em farmácia, ministrado pelo Senac, em Montes Claros. No ano passado o número de candidatos por vaga chegou a 61,13 inscritos.

“O Norte de Minas vem se desenvolvendo muito nos últimos 20 anos. A economia é dividida entre indústria, prestação de serviços, agropecuária e pecuária. Conta com grandes multinacionais. O PEP busca prover educação profissional na região atendendo a este perfil. Mais de 13 mil alunos já foram beneficiados em 17 municípios, com 28 cursos ofertados.

Ex-Aluno do PEP conquista cargo de instrutor do Senac

Com apenas 23 anos de idade, Josué Batista Antunes viu sua vida dar  um salto em apenas quatro anos de dedicação aos estudos. Em maio de 2008 ele foi selecionado para ingressar numa das primeiras turmas do Programa de Educação Profissionalizante (PEP). Diante do bom desempenho obtido no curso de redes de computadores, após a conclusão dos estudos em maio de 2010 o jovem foi contratado para o cargo de instrutor do Senac. Pouco tempo depois, ele concluiu o curso superior de sistemas de informação, ministrado pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) e, atualmente, se dedica integralmente à formação de novos profissionais na área da informática.

“A oportunidade de fazer o curso técnico através do PEP me proporcionou aliar o interesse pessoal à aprendizagem prática. Além disso, me ajudou a construir uma base sólida para ingressar no ensino superior e obter um bom desempenho,” avalia o jovem instrutor, egresso da Escola Estadual Padre José Silveira, sediada no município norte-mineiro de Varzelândia.

Seguindo os passos do instrutor que atualmente lhe ensina os segredos da informática, o jovem Luan Rafael Silva Neves que está em fase de conclusão do curso técnico de redes de computadores, também já vislumbra a oportunidade de evoluir nos estudos. Mesmo antes da conclusão do curso técnico, no segundo semestre de 2011 o jovem foi contratado para trabalhar na empresa ADV Link e, em 2012, pretende aplicar parte do salário no custeio de um curso superior na área de computação.

“Penso que a oportunidade de fazer um curso técnico me ajudou aliar o interesse pessoal à busca de conhecimentos numa área que evolui continuamente. Tenho tido acesso a bons professores e, por isso, vislumbro boas oportunidades no mercado de trabalho”, conclui Luan Neves.

Jovens mais qualificados para o futuro

Com previsão de em março de 2012 concluir o curso técnico de análises clinicas, a jovem Cintia Meriá de Jesus Gusmão, de 17 anos, garante que abriu novas perspectivas de vida a partir do momento que começou a frequentar o curso técnico no Senac, em Montes Claros. “Apesar de ter a intenção de trabalhar na área da saúde, antes não possuía nenhum direcionamento para algum curso de qualificação profissional. A oportunidade de participar do Programa de Educação Profissionalizante foi ótima, pois, como estou concluindo o ensino médio em 2011, já penso em conseguir um emprego e investir numa faculdade de farmácia ou bioquímica”, planeja Cintia Gusmão.

O sonho de uma vida melhor também alimenta as perspectivas dos jovens Ernane Fiúza Rodrigues, 27 anos, e Nayara Gonçalves Gusmão, 17, alunos do curso de eletrônica ministrado pelo Senai, em Montes Claros.

“Na última hora fiz a inscrição para concorrer a uma vaga no PEP e consegui ser aprovado em 2011. Depois de ter trabalhado em lavouras de café no pequeno município de Patis, penso que terei oportunidade de conseguir um bom emprego e continuar morando em Montes Claros. Isso me abrirá novas perspectivas de crescimento profissional”, avalia Ernane Fiúza.

Por sua vez, estimulada pelo curso técnico no Senai, Nayara Gusmão revela que já está se preparando para, neste ano, ingressar no curso de engenharia elétrica na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, ou numa faculdade particular em Montes Claros.

“O curso técnico vai me ajudar muito no ensino superior e, assim como outros colegas, avalio que a oportunidade obtida através do PEP tem sido muito positiva”, conclui a potencial futura engenheira.

Fonte: Agência Minas