Gestão da Educação: em Minas, primeiro contato com mercado de trabalho ocorre já no ensino médio

Em 2011, Minas Gerais foi o segundo Estado que mais contratou menores e jovens aprendizes no país

Divulgação/Sete
Durante a audiência na Assembleia, o secretário Carlos Pimenta ressaltou a relevância do debate
Durante a audiência na Assembleia, o secretário Carlos Pimenta ressaltou a relevância do debate

O secretário de Estado de Trabalho e Emprego, Carlos Pimenta, e o coordenador do Observatório do Trabalho da Sete, Igor Coura, participaram de uma audiência pública, na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que teve como objetivo a discussão da inclusão do estágio na grade curricular do ensino médio da rede pública de educação e a inserção dos estudantes no mercado de trabalho. O autor do requerimento desta discussão, realizada pela Comissão do Trabalho, da Providência e da Ação Social da Assembleia, foi o deputado estadual Doutor Viana. A sessão foi presidida pela deputada Rosângela Reis.

Durante a audiência, o secretário Carlos Pimenta ressaltou a relevância do debate. “Essa é uma temática de suma importância para ser discutida, pois trata dos nossos jovens, do mercado de trabalho e do desenvolvimento do Estado. A taxa de desemprego entre os jovens não é satisfatória, bem como o rendimento e o tempo médio que eles ficam em uma empresa. Todos esses dados são inferiores quando comparados aos números gerais. Temos que mudar esse cenário, e, para isso, o Governo de Minas desenvolve várias ações voltadas para esse público”, destacou. “A inserção do estágio na grade curricular do ensino médio é um desafio necessário, pois o mercado de trabalho é dinâmico e exigente. Esse primeiro contato com o mercado, por meio do estágio, pode abrir muitas portas”, completou o secretário.

Igor Coura apresentou os dados sobre desemprego e ocupação dos jovens, com idade entre 16 e 29 anos, no mercado de trabalho e destacou as principais ações do Governo de Minas voltadas para as pessoas desta faixa etária, como o ProJovem Trabalhador, da Sete; o Programa de Educação Profissional (PEP) e o Reinventando o Ensino Médio, da Secretaria de Estado de Educação (SEE); o Poupança Jovem, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese); o PlugMinas, da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), em parceria com a Secretaria de Estado de Esportes e Juventude (Seej); e o Aliança pela Vida, que têm ações coordenadas pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e envolve diversos outros órgãos do Estado.

Destaque nacional

Minas Gerais foi o segundo Estado que mais contratou menores e jovens aprendizes no ano de 2011. Foram 32 mil admitidos. Configura-se como menor ou jovem aprendiz cidadãos com idade entre 14 e 24 anos que estejam matriculados, seja no ensino fundamental, médio ou algum outro curso de aprendizagem. Já em relação aos jovens que ingressaram no mercado de trabalho em seu primeiro emprego, o Estado admitiu cerca de 270 mil. O setor que mais contratou esse público foi o comércio, com 76.106 contratações, seguido pelo de serviços (70.510); indústria da transformação (66.673); construção civil (37.162).

De acordo com dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios (PAD), da Fundação João Pinheiro, a taxa de desocupação entre os jovens, com idade entre 16 e 29 anos, no ano de 2009 (ano que foi realizada a última pesquisa com esse foco), foi de 12,8%, muito acima do índice de desemprego total apresentado no período que foi de 8%.

Já em relação ao rendimento desses jovens, pesquisa mais recente, divulgada pelo Ministério do Trabalho, por meio Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged), em 2011, aponta que o valor médio pago por hora é de R$3,80, enquanto a média geral é de R$4,90.  A mesma pesquisa aponta que o tempo médio que os jovens ficam em determinada empresa é de 8,9 meses. Já o dado do mercado em geral é de 15 meses.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/em-minas-primeiro-contato-com-mercado-de-trabalho-ocorre-ja-no-ensino-medio/

Gestão Anastasia: geração de empregos em Minas Gerais supera a média nacional

No acumulado dos últimos 12 meses, foram criados 207.035 postos de trabalho no Estado
Divulgação
Apenas em janeiro, indústria de transformação em Minas gerou 5.550 novos postos de trabalho
Apenas em janeiro, indústria de transformação em Minas gerou 5.550 novos postos de trabalho

Minas Gerais registrou a geração de 16.542 empregos celetistas em janeiro de 2012, segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério de Trabalho e Emprego, o que equivale a uma expansão de 0,41% em relação ao número de carteiras assinadas observado no mês anterior.

Em termos absolutos, o desempenho de Minas Gerais é o segundo melhor de toda a série histórica do Caged para o período, sendo superado apenas por janeiro de 2010, quando foram gerados 20.492 postos de trabalho no Estado. O resultado mostra Minas Gerais com o segundo melhor saldo da região Sudeste, atrás apenas de São Paulo.

Proporcionalmente, o crescimento registrado em Minas Gerais, em janeiro, de 0,41%, na comparação com dezembro de 2011, supera a média nacional. Em todo o país, no mês de janeiro de 2012, foram gerados 118.895 empregos formais celetistas, o que equivale a um crescimento de 0,31% em relação aos números registrados no mês anterior.

A expansão em Minas decorreu, principalmente, do crescimento nos setores de serviços (+6.556 empregos), da construção civil (+5.584 empregos) e da indústria de transformação (+5.550 empregos), cujos saldos superaram a queda do setor de comércio (-3.005 postos).

Na série ajustada, que incorpora as informações declaradas fora do prazo, no acumulado dos últimos doze meses, o montante de empregos gerados em Minas atingiu 207.035 postos de trabalho, correspondendo a um aumento de 5,39%. Esse resultado, em termos absolutos, foi o segundo melhor, tanto na região Sudeste quanto no país, sendo superado apenas pelo registrado em São Paulo (+519.987 postos).

Dentre as cidades mineiras com o melhor saldo na criação de empregos formais, Belo Horizonte, Uberlândia, Contagem, Nova Serrana e Betim apresentaram os melhores resultados.

Minas em destaque

Os dados divulgados nesta quinta-feira (23) pelo Ministério de Trabalho e Emprego mostram que Minas Gerais mantém posição de destaque no país. Durante todo o ano de 2011, Minas registrou, segundo o Caged, a criação de 206.402 empregos com carteira assinada em todo o Estado. Entre os 27 Estados da Federação, Minas Gerais só perdeu para São Paulo na geração de postos de trabalho. Em todo o Brasil, foram criados 1,94 milhão de empregos formais em 2011.

O setor de serviços, com 103.923 postos, foi o que mais gerou empregos no ano passado em Minas, seguido por comércio (47.170), indústria de transformação (26.015) e construção civil (13.965 postos). Na região Metropolitana de Belo Horizonte foram 88.217 empregos formais no ano de 2011. O resultado de 2011 em Minas foi o segundo maior desde 2003. É a segunda vez, no mesmo período, que o saldo de empregos ultrapassa a marca de 200 mil vagas criadas em um só ano. Em 2010, foram criados, no Estado, 297 mil empregos, enquanto, no Brasil, o número chegou a 2,35 milhões.

Fonte: Agência Minas