Gestão Anastasia: municípios se preparam para iniciar diagnóstico por meio do Porta a Porta

Nesta quarta-feira (14), teve início a capacitação para implantação do projeto em 75 cidades mineiras

Rômulo Ávila
Mais de 200 mil domicílios devem ser visitados nesses 75 municípios capacitados
Mais de 200 mil domicílios devem ser visitados nesses 75 municípios capacitados

O primeiro passo para a implantação do Programa Travessia em 75 municípios mineiros foi dado, nesta quarta-feira (14), com o início da capacitação do projeto Porta a Porta. O treinamento, que vai até esta quinta-feira (15), é realizado na Escola de Saúde Pública (avenida Augusto de Lima, 2.061, Barro Preto, em Belo Horizonte).

Lançado pelo Governo de Minas em 2011 e coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), o Porta a Porta promove, de casa em casa, a busca ativa para identificar as reais necessidades das famílias em situação de privação social e, assim, subsidiar as ações do Programa Travessia. Mais de 200 mil domicílios devem ser visitados nesses 75 municípios. A previsão é que os questionários, com perguntas no âmbito da saúde, educação e padrão de vida, comecem a ser aplicados ainda neste mês.

“Só por meio da identificação de privações é que vamos conseguir fazer todo o plano de intervenção do Estado nesses municípios, entendendo que vamos estar mais próximos da realidade dos moradores e dos municípios que serão visitados. Isso nos possibilita entender o que esses domicílios têm de privação para levarmos recursos, projetos e programas para que eles possam sair dessa privação”, disse a subsecretária de Projetos Especiais de Promoção Social da Sedese, Maria Albanita de Lima, durante a abertura dos trabalhos.

O assessor de Articulação, Parceria e Participação Social do Governo de Minas, Ronaldo Pedron, também participou da abertura do treinamento. Ele destacou que a busca por pessoas que passam por privações é uma obsessão do Governo de Minas. “Este instrumento é algo impressionante, que, de fato, possibilita a mudança ou a travessia de condições de determinado lugar”, disse, lembrando que a etapa do Projeto Porta a Porta é primordial para o sucesso das ações seguintes.

O município de Comercinho, no Vale do Jequitinhonha, vive a expectativa de iniciar o diagnóstico do Porta a Porta e, posteriormente, ser beneficiado pelo Programa Travessia. “É um projeto que já ouvimos comentar. Em Itinga, próximo a Comercinho, o Travessia deu muito certo. A gente sabe que a cidade vizinha mudou e temos a expectativa que o nosso município mude também”, disse o assistente social, Patrico Gomes Soares.

Patrico conta que um dos problemas em Comercinho, que tem cerca de 8 mil habitantes, é o fato de a maior parte da população morar na zona rural. “Dos 8 mil habitantes, cerca de 6 mil estão na zona rural, o que dificulta o desenvolvimento de ações na área social. Por isso, um diagnostico local vai focar nos problemas específicos do município e facilitar o combate”, disse sobre o Porta a Porta.

Balanço

No ano passado, mais de 128 mil domicílios, em 59 cidades, foram visitados pelo Porta a Porta. A partir do diagnóstico apresentado, as políticas públicas para os municípios beneficiados são planejadas, de forma efetiva, para atender à demanda de cada população.

Outro projeto que beneficia famílias identificadas por meio do Porta a Porta é o Banco Travessia, que incentiva o retorno e a inserção de pessoas aos estudos. Cada morador inserido na iniciativa que retomar os estudos pode abrir uma poupança para a família no Banco Travessia. Se passar de ano, acumula mais na conta. Cada ação da família que garanta qualificação profissional ou eleve o nível de escolaridade também será transformada em mais dinheiro na poupança.  O Banco Travessia foi criado em 2011, em dez cidades. Neste ano, mais 30 municípios serão atendidos pela iniciativa.

Municípios

Açucena, Araponga, Barra Longa, Brasilândia de Minas, Cabeceira Grande, Cachoeira de Pajeú, Campo Florido, Candeias, Comercinho, Conceição do Mato Dentro, Cônego Marinho, Congonhas do Norte, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Divisópolis, Felisburgo, Francisco Dumont, Fruta de Leite, Gonzaga, Grão Mogol, Guaraciaba, Guaraciama, Guaranésia, Ibiaí, Ibiracatu, Icaraí de Minas, Imbé de Minas, Iraí de Minas, Jequeri, Jordania, Juvenília, Lagoa Formosa, Lagoa Grande, Leme do Prado, Limeira do Oeste, Machacalis, Malacacheta, Mata Verde, Materlândia, Mesquita, Miradouro, Montezuma, Novorizonte, Orizânia, Peçanha, Periquito, Pintópolis, Presidente Olegário, Riacho dos Machados, Rio do Prado, Rio Espera, Rio Paranaíba, Rubelita, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Santana do Manhuaçu, São Bento Abade, São Francisco de Paula, São José do Jacuri,  São Pedro do Suaçuí, São Romão, São Sebastião do Anta, São Sebastião do Maranhão, São Thomé das Letras, Senador Modestino Gonçalves, Simonésia, Tiros, Vargem Grande do Rio Pardo, Varzelândia, Minas Novas, Vargem Alegre, Santa Cruz do Escalvado e Carlos Chagas.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: mais 200 mil famílias mineiras serão visitadas pelo Porta a Porta

Capacitação vai preparar representantes de municípios para identificaram privações sociais de mais de 250 mil domicílios

Representantes de 75 municípios mineiros serão preparados, nesta quarta (14) e quinta-feira (15), para identificarem as privações sociais de mais de 250 mil domicílios. A capacitação é promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e será realizada, das 8h às 18h, na Escola de Saúde Pública (avenida Augusto de Lima, 2.061, Barro Preto, Belo Horizonte).

Cerca de 150 secretários e técnicos municipais serão envolvidos na metodologia do projeto. A previsão é que os questionários, com perguntas relacionadas à saúde, educação e padrão de vida, comecem a ser aplicados em março.

Lançado pelo Governo de Minas em 2011 e coordenado Sedese, o Porta a Porta promove, de casa em casa, a busca ativa para identificar as reais necessidades das famílias em situação de vulnerabilidade social e, assim, subsidiar as ações do Programa Travessia.

No ano passado, 128 mil domicílios, em 59 cidades, foram visitados pelo Porta a Porta. A partir do diagnóstico apresentado, as políticas públicas para os municípios beneficiados são planejadas, de forma efetiva, para atender a demanda de cada população.

Os indicadores de privações obtidos por meio do Porta a Porta servem para a inclusão dessas pessoas em ações e programas do governo, como o Travessia, que enfrenta a pobreza nas cidades com graves privações sociais em Minas.

Municípios

Açucena, Araponga, Barra Longa, Brasilândia de Minas, Cabeceira Grande, Cachoeira de Pajeú, Campo Florido, Candeias, Comercinho, Conceição do Mato Dentro, Cônego Marinho, Congonhas do Norte, Curral de Dentro, Divisa Alegre, Divisópolis, Felisburgo, Francisco Dumont, Fruta de Leite, Gonzaga, Grão Mogol, Guaraciaba, Guaraciama, Guaranésia, Ibiaí, Ibiracatu, Icaraí de Minas, Imbé de Minas, Iraí de Minas, Jequeri, Jordania, Juvenília, Lagoa Formosa, Lagoa Grande, Leme do Prado, Limeira do Oeste, Machacalis, Malacacheta, Mata Verde, Materlândia, Mesquita, Miradouro, Montezuma, Novorizonte, Orizânia, Peçanha, Periquito, Pintópolis, Presidente Olegário, Riacho dos Machados, Rio do Prado, Rio Espera, Rio Paranaíba, Rubelita, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto, Santana do Manhuaçu, São Bento Abade, São Francisco de Paula, São José do Jacuri,  São Pedro do Suaçuí, São Romão, São Sebastião do Anta, São Sebastião do Maranhão, São Thomé das Letras, Senador Modestino Gonçalves, Simonésia, Tiros, Vargem Grande do Rio Pardo, Varzelândia, Minas Novas, Vargem Alegre, Santa Cruz do Escalvado e Carlos Chagas.

Fonte: Agência Minas

Gestão Anastasia: Programa Geração Esporte promove melhoria física e social de crianças carentes

Na Zona da Mata, 16 cidades são atendidas, beneficiando cerca de 1.600 crianças
Divulgação/Seej
Cerca de 1.600 crianças, de 16 cidades, estão sendo beneficiadas pelo programa na Zona da Mata
Cerca de 1.600 crianças, de 16 cidades, estão sendo beneficiadas pelo programa na Zona da Mata

Cerca de 1.600 crianças da Zona da Mata estão sendo beneficiadas pelo programa Minas Olímpica Geração Esporte, do Governo do Estado. Completando seis meses de atuação em 16 cidades da região, os resultados já começam a fazer diferença, como a melhoria da qualidade de vida da criança, concentração na escola e o respeito às regras.

Desenvolvido pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), o Programa propicia para crianças carentes a iniciação à prática esportiva. A coordenadora do Geração Esporte em Cataguases, Jordana Lopes de Oliveira, destaca que o trabalho está gerando benefícios não só no âmbito do esporte, como na vida escolar das crianças. “Os próprios professores das escolas elogiaram, pois muitas mudaram o comportamento dentro da sala de aula, estão mais obedientes”, afirma.

Jordana destaca o caso de um aluno que, logo no primeiro dia participando do programa, precisou ser repreendido e, hoje, aprendeu a seguir as regras. “A gente trabalha muito isso e eles passaram a entender melhor que as regras precisam ser obedecidas. Eles passaram também a chegar no horário, antes havia muito atraso. A divisão da turma para os jogos era outro problema, hoje superado”, relata.

Em Cataguases participam do Geração Esporte 89 crianças, mas a meta é chegar a 100, número que a coordenadora espera alcançar após a normalização das atividades escolares. As crianças têm aulas três vezes na semana, em dois períodos (manhã e tarde) e, atualmente, estão aprendendo basquete e handebol. As aulas são realizadas na Escola Estadual Manoel Inácio Peixoto.

Mais qualidade de vida

Em Pedra do Anta, a coordenadora Mariana Lopes também enfatiza os benefícios que o programa vem proporcionando para o desenvolvimento dos educandos, tanto físico, quanto social. Ela ressalta o caso de Isabelle Viana Silva, que tem sete anos e, após o programa, está mais ativa. “Ela era muito preguiçosa, como dizia a mãe dela, e com isso estava acima do peso. Mas com a participação no programa, nas atividades desenvolvidas, tornou-se uma criança mais ativa e, como consequência, teve perda de peso e um grande ganho na sua qualidade de vida”, conta.

A mãe de Isabelle, Rozeli Viana Gomes Silva, confirma. “Desde que ela entrou para o programa, observei que ela está convivendo melhor com as outras crianças. Antes, quando eu a levava em alguma festinha, ela ficava sempre comigo, agora brinca com as outras crianças, anda sozinha de bicicleta, isso nunca acontecia. E além de ter perdido peso, pois ela já estava com sobrepeso e agora está muito bem”, comemora.

Atualmente, cerca de 100 crianças são atendidas em Pedra do Anta. Elas têm aulas de handebol e atividades recreativas e de aquecimento. “Nos meses anteriores tivemos atividades como jogos, brincadeiras, gincanas e inclusive colônia de férias, com passeios, piquenique. As crianças adoram o programa, e como o mesmo funciona três vezes por semana, muitas até dizem que deveria ser todos os dias”, comenta a coordenadora, Mariana Lopes.

Os 16 municípios da Zona da Mata atendidos pelo Programa Minas Olímpica Geração Esporte são os seguintes: Araponga, Canaã, Cataguases, Espera Feliz, Guarani, Jequeri, Muriaé, Paula Cândido, Pedra do Anta, Pequeri, Rio Doce, Santa Bárbara do Monte Verde, São Miguel do Anta, Senador Cortes, Senador Firmino e Ubá.

Programa já beneficia 10 mil crianças no Estado

O programa Minas Olímpica Geração Esporte começou a ser implantado em setembro de 2011 e terá duração até julho de 2013. Em todo o Estado,  97 cidades já são beneficiadas, atendendo a aproximadamente 10 mil crianças. Até o final de 2012, o Governo de Minas deve investir cerca de R$ 7,5 milhões no projeto.

O público-alvo são crianças e adolescentes, de 7 a 13 anos, preferencialmente de famílias de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. Anteriormente chamado Nova Geração, a Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude redirecionou as ações para se tornar um programa de iniciação esportiva focado no desenvolvimento das habilidades motoras, sem perder o caráter de inclusão social.

Para desenvolver as atividades, o Geração Esporte distribui kits esportivos contendo bolas de futebol de campo, futsal, voleibol infantil e mirim, de iniciação esportiva e de basquete infantil, bomba de ar, redes de futebol, futsal, voleibol, peteca, basquete, cones sinalizadores, cordas, arco, bóia e prancha de natação, jogo de xadrez, bambolês, colchonete para ginástica e uniformes (camisas, bermudas e coletes). Os educandos têm aulas três vezes por semana, durante duas horas, e também recebem lanche.

Fonte: Agência Minas