Governo de Minas: Circuito dos Diamantes cria arte para o mundo

Agricultura Familiar amplia horizontes com a profissionalização do artesanato no Vale do Jequitinhonha

Bonecas de palhas originalmente coloridas exportadas para a Itália e Alemanha; ampliação de espaços no mercado consumidor interno por meio de lojistas de renome e a inserção do Circuito dos Diamantes no Programa Talentos do Brasil Rural, que na Copa do Mundo de 2014 terá o objetivo de divulgar e comercializar produtos oriundos da agricultura familiar para turistas de várias partes do mundo que vierem ao Brasil.

Estas são algumas das conquistas que cerca de 450 artesãos residentes em 12 municípios integrantes do Circuito dos Diamantes, no Vale do Jequitinhonha, obtiveram nos últimos seis anos por meio de várias ações implementadas pelo Governo de Minas. O trabalho investe na profissionalização da atividade artesanal que, no Vale do Jequitinhonha, se constitui numa das principais fontes de geração de emprego e renda para centenas de famílias.

O trabalho de organização dos artesãos do Vale do Jequitinhonha implementado pela Emater, é voltado para o desenvolvimento e consolidação de arranjos produtivos locais. O foco das ações envolve o desenvolvimento de novos produtos; formação de grupos e organização de pequenas associações comunitárias, levando-se em conta as peculiaridades e as tradições de cada município na exploração da atividade artesanal.

“Muitas famílias se mantêm a partir da dedicação ao artesanato que, no caso do Vale do Jequitinhonha, se constitui numa atividade altamente includente, envolvendo homens e mulheres de todas as idades” – ressalta o coordenador técnico da Emater, Dario Magno de Miranda Maia.

Vocação regional

Em cada município a Associação Vale Circuito é composta por pequenas associações comunitárias, através das quais a Emater tem viabilizado a realização de treinamentos voltados para o desenvolvimento e melhoria da qualidade de produtos, bem como o acesso a mercados. A ênfase no associativismo tem sido uma das prioridades.

“A grande opção da agricultura familiar é a agroindústria. Quando se agrega valor à produção, pequenos produtores obtêm ganhos significativos o que se reverte na fixação do homem no campo e na melhoria da qualidade de vida”, explica a coordenadora regional da Emater e gestora do Projeto Artesanato no Vale do Jequitinhonha, Maris Stela Pires Lima.

Um dos exemplos de sucesso do trabalho que conta com o apoio do Governo de Minas é a exportação de bonecas de palhas coloridas para a Alemanha e Itália, envolvendo artesãos da comunidade de Planalto de Minas. Nos últimos dois anos as exportações já aconteceram três vezes.

Sempre Vivas: foco na sustentabilidade

Com apoio da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), 29 famílias integrantes da Associação de Artesãos de Sempre Vivas da localidade de Galheiros, zona rural de Diamantina, iniciaram recentemente a implementação de pesquisas voltadas para a reprodução de espécies de sempre vivas ameaçadas de extinção.

“A principal fonte de renda das famílias de Galheiros é o artesanato. A agricultura existente na região é de subsistência e, por isso, estabelecemos parcerias com a Emater, IEF, Instituto Brasileiro de Proteção do Meio Ambiente (Ibama) e Universidade Federal visando desenvolvermos técnicas de preservação de várias espécies de sempre vivas. Trata-se de matéria-prima fundamental para a manutenção do nosso trabalho e sobrevivência – salienta a secretária da Associação de Artesãos de Sempre Vivas, Juraci Borges da Silva. As pesquisas implicam em plantio de espécies ameaçadas de extinção e técnicas de manejo e de exploração.

Criada em 2001 a Associação, que conta com a participação de dez artesãos do sexo masculino, tem conquistado clientes em vários estados através da participação em feiras e exposições realizadas nas principais capitais do Centro/Sul do país. Além da comercialização no tradicional e histórico Mercado de Diamantina, há cinco anos os artesãos atendem encomendas de lojistas. “Em determinadas épocas do ano chegamos a receber encomendas de até mil peças. Assim que entregamos os produtos recebemos o pagamento. Nunca tivemos prejuízo”, comemora Juraci Silva.

As atividades em favor da produção artesanal são desenvolvidas pela Emater e contam com a participação da Secretaria de Desenvolvimento dos Vales do Jequitinhonha, Mucuri e Norte de Minas (Sedvan), do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); Instituto Estadual de Florestas (IEF), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Também estão diretamente envolvidas no trabalho as prefeituras de Diamantina, Alvorada de Minas, Felício dos Santos, Santo Antônio do Itambé, Serro, Presidente Kubitschek, Datas, Gouveia, Monjolos, Couto de Magalhães, Rio Preto e Senador Modestino, que compõem o Circuito dos Diamantes.

Copa do Mundo abre novos horizontes

Este ano a Associação Vale Circuito foi selecionada pelo governo federal para participar do Programa Talentos do Brasil Rural, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O objetivo é valorizar e ampliar a divulgação da agricultura familiar, principalmente durante a Copa do Mundo de 2014.

No tradicional mercado de Diamantina, a Associação Vale Circuito comercializa peças com preços variando de R$ 5,00 a R$ 450,00. De tapetes arraiolo, a bonecas de palha, bordados, panos de prato, caminhos de mesa, passando por artesanato de argila, de sempre vivas e de cabaças, a loja comercializa mensalmente uma média de 800 peças. O movimento é concentrado nos finais de semana, especialmente nas famosas vesperatas de Diamantina.

“Para mim, independentemente do preço, cada peça vendida tem um grande significado. O valor arrecadado é integralmente repassado ao autor da obra que, em muitos casos, tem na atividade sua principal fonte de sobrevivência”, explica a gestora do Centro de Comercialização da Associação Vale Circuito, Aparecida Angélica Medeiros.

Vaticano

A artesã e dirigente da Associação Ciranda Cirandinha do município de Datas, Aracy Cardoso, atesta que o trabalho de profissionalização do turismo no Vale do Jequitinhonha tem proporcionado o alcance de resultados positivos. Envolvendo 17 artesãos especializados na produção de peças do Divino Espírito Santo, o grupo é um dos destaques na participação em feiras e exposições realizadas em todo o país. “Aqui temos pessoas que sobrevivem apenas da produção de artesanato”, ressalta Aracy.

No ano passado, em apenas uma feira o grupo comercializou cerca R$ 30 mil. As peças esculpidas em madeira maciça e revestidas com lâminas também de madeira decoram igrejas e casas em várias regiões do país e também um dos salões do Vaticano, em Roma. O presente foi entregue ao papa João Paulo II, numa de suas viagens ao Brasil.

Terapia

Por meio do Instituto Milho Verde, integrante da Associação Vale Circuito, 18 agricultoras da comunidade Barra da Cega, localizada na zona rural do município de Serro, dedicam parte do dia à produção de bordados. O trabalho foi difundido na comunidade pela agricultora, Maria José Matos Oliveira que, por recomendação médica, foi orientada a desenvolver outras atividades para combater a depressão.

“Me dediquei à produção de bordados e consegui superar os problemas de saúde. Como outras mulheres da comunidade não tinham uma atividade que lhes proporcionassem renda, resolvi ensiná-las e o resultado tem sido muito bom”, revela Maria Oliveira.

Atualmente, além de blog na internet, as bordadeiras de Barra da Cega participam de feiras e exposições através das quais tem incrementado a comercialização dos produtos que se diferenciam no mercado por utilizar retalhos e a criatividade das próprias artesãs.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/circuito-dos-diamantes-cria-arte-para-o-mundo/

Governo de Minas: Banco Travessia amplia rede de inclusão social em mais 30 municípios mineiros

Programa do Governo de Minas vai beneficiar mais 22 mil famílias em várias regiões do Estado

Rômulo Ávila
Apenas até 2011, o Programa Travessia beneficiou 154 cidades mineiras
Apenas até 2011, o Programa Travessia beneficiou 154 cidades mineiras

A partir desta terça-feira (8), mais 30 agências do Banco Travessia serão inauguradas pelo Governo de Minas em várias regiões do Estado. A expectativa é que famílias de quase 22 mil domicílios sejam beneficiadas. O projeto faz parte do novo escopo do Programa Travessia, coordenado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

As primeiras inaugurações serão nas cidades de Natalândia, nesta terça-feira (08), às 17h; e em Santa Fé de Minas (11), às 18h. A previsão é que até o final de junho todas as unidades estejam prontas para atender a população dos 30 municípios.

Com a iniciativa, o Banco Travessia passa a atender 40 cidades mineiras, já que outras unidades estão em funcionamento em dez municípios: Sabará, Confins, Capim Branco, Presidente Kubitschek, Arinos, Matutina, Juiz de Fora, Ninheira, Santo Antônio do Jacinto e Itinga.

Banco Travessia

Lançado pelo Governo de Minas, em setembro de 2011, o Banco Travessia visa incentivar o retorno das pessoas aos estudos e, consequentemente, aumentar as chances de inserção no mercado de trabalho.

Para conhecer a real demanda das famílias por escolaridade, o projeto utiliza o diagnóstico do Porta a Porta, também coordenado pela Sedese. Cada morador dessas cidades inserido no programa, e que retomar os estudos, vai abrir uma poupança para a família no Banco Travessia. Se passar de ano, garante mais dinheiro no banco.

Cada ação da família que garanta qualificação profissional ou eleve o nível de escolaridade também será transformada em mais dinheiro na poupança. A permanência no programa pode ser de dois ou três anos, e uma família pode receber, no máximo, R$ 5 mil.

Próximas inaugurações

As próximas inaugurações de agências do Banco Travessia estão previstas para Lagoa dos Patos, em 15 de maio; São João do Pacuí e Campo Azul, no dia 17; Joaquim Felício, em 22 de maio; Santo Antônio do Itambé e Serranópolis de Minas, no dia 24 de maio; Josenópolis e Alvorada de Minas, no próximo dia 25; Santo Hipólito e Ponto Chique, em 29 de maio; Presidente Juscelino, no próximo dia 31; Dom Joaquim e Quartel Geral, em 01 de junho.

Já as cidades de Campanário, Carvalhos, Consolação, Diogo de Vasconcelos, Fernandes Tourinho, Frei Lagonegro, Ibituruna, Marilac, Nacip Raydan, Oratórios, Passabém, Pescador, São Geraldo da Piedade, São José da Safira e São José do Divino deverão contar com agências do Banco Travessia até junho.

Programa Travessia

O programa foi lançado em 2008 e é coordenado pela Sedese. O Travessia visa, por meio de ações articuladas junto a várias secretarias e órgãos estaduais, promover a inclusão social e produtiva da população, bem como minimizar as privações sociais em que esta população se encontra. Até 2011, o Travessia beneficiou 154 cidades.

Neste ano, o Travessia ganhou um novo escopo e foi divido estrategicamente em sete projetos: Porta a Porta, Travessia Social, Travessia Renda, Travessia Saúde, Travessia Educação, Banco Travessia e Com Licença Vou à Luta.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/banco-travessia-amplia-rede-de-inclusao-social-em-mais-30-municipios-mineiros/

Gestão Antonio Anastasia: proacesso abre novas perspectivas no Alto Jequitinhonha

Investimentos do Governo de Minas na região ultrapassam R$ 108 milhões e facilitam mobilidade da população

José Carlos Paiva/Imprensa MG
O coordenador do DER em Diamantina, Geraldo Mascarenhas, destaca que as obras de pavimentação transformam a realidade do Alto Jequitinhonha
O coordenador do DER em Diamantina, Geraldo Mascarenhas, destaca que as obras de pavimentação transformam a realidade do Alto Jequitinhonha

Com investimentos superiores a R$ 108,4 milhões que vem sendo aplicados pelo Governo de Minas desde 2005, a região do Alto Jequitinhonha está tendo sua realidade transformada por meio do Programa de Pavimentação de Ligações e Acessos Rodoviários aos Municípios (Proacesso), implementado por meio do Departamento de Estradas e Rodagens de Minas Gerais (DER-MG). Nos últimos sete anos, 92 quilômetros de estradas foram pavimentados, compreendendo os seguintes trechos: Felício dos Santos – MG-214, Senador Modestino Gonçalves – São Gonçalo do Rio Preto, Alvorada de Minas – Serro, Santo Antônio do Itambé – Serro,  Presidente Kubitschek – Entroncamento BR-259 e São Gonçalo do Rio Preto – Entroncamento MGT-367. Até o final deste ano a previsão é de que sejam concluídas obras em mais 64 quilômetros de estradas.

Atualmente, o Governo de Minas está trabalhando na pavimentação de dois importantes trechos rodoviários nessa microrregião, com investimentos da ordem de R$ 56,5 milhões. Um deles compreende extensão de 22 quilômetros interligando o município de Serro ao distrito de Milho Verde, conhecido como um dos principais patrimônios ecológicos e culturais de Minas Gerais.  Neste caso, o investimento viabilizado pelos governos Estadual e Federal, por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo no Nordeste (Prodetur II), é superior a R$ 21 milhões.

Pelo fato de estar inserido numa região de preservação ambiental e de importância histórica, compreendida pela Estrada Real – por onde tropeiros trafegavam na época da exploração de ouro e diamantes -, a pavimentação do trecho Serro/Milho Verde utiliza três tipos de pavimento: asfalto, calçamento poliédrico e sextavado.

Paralelo às obras que têm previsão de serem concluídas ainda no primeiro semestre deste ano, o Governo de Minas, por meio do DER, está ministrando cursos de educação ambiental envolvendo jovens e adultos residentes nas localidades de Três Barras, Milho Verde e São Gonçalo do Rio das Pedras. O objetivo é garantir a preservação das tradições culturais da região, onde comunidades quilombolas ainda mantém as tradições originadas na época da escravidão.

Outra obra do Proacesso que está em andamento no Vale do Jequitinhonha compreende o trecho que liga o município de Conceição do Mato Dentro a Congonhas do Norte. O trecho de 42 quilômetros receberá mais de R$ 35,5 milhões de investimento do Governo de Minas.

Asfalto facilita deslocamento de moradores, turistas, estudantes…

“O Proacesso mudou a realidade da população residente no Alto Jequitinhonha, por garantir mobilidade à população. Pelo fato de Diamantina se constituir numa cidade pólo e de referência nas áreas de saúde, educação, turismo e comércio, a população proveniente de outros municípios que recorrem à cidade à procura dos mais diversos tipos de demanda, passaram a ter mais facilidade de deslocamento. Até mesmo os jovens que moram em outras cidades passaram a ter condições de vir a Diamantina diariamente apenas para estudar. Após as aulas retornam para suas cidades – o que, antes, era impossível”, ressalta o coordenador regional do DER-MG em Diamantina, Geraldo Juarez Mascarenhas.

Na opinião do coordenador do DER-MG, até mesmo para as prefeituras que diariamente deslocam ambulâncias para transporte de pacientes para Diamantina, a situação se tornou mais favorável a partir da implementação do Proacesso. A título de exemplo, Geraldo Mascarenhas lembra que, até pouco tempo, motoristas que transportavam para Diamantina pacientes oriundos de municípios localizados nas regiões de Serra Azul de Minas e Felício dos Santos não tinham condições de retornar para suas cidades no mesmo dia.

“Na época de chuvas, os pacientes e motoristas sofriam com as péssimas condições da estrada por causa da lama e, no tempo da seca, a situação se invertia com a poeira e buracos”, ele lembra.

Com a conclusão das obras do Proacesso, serão executadas outras duas importantes obras que facilitarão ainda mais a mobilidade da população, por meio do Programa Caminhos de Minas. Trata-se da pavimentação do entroncamento da BR-367 interligando os municípios de Diamantina e Monjolos. A obra, que compreenderá trecho de 62 quilômetros, beneficiará também os distritos de Conselheiro Mata e Rodeador.

Outra rodovia a ser contemplada pelo Programa Caminhos de Minas será a MG-010, interligando os municípios de Serra Azul de Minas e Rio Vermelho, totalizando 28 quilômetros de extensão.

Milho Verde vê nova perspectiva para o desenvolvimento do turismo

O avanço das obras do Proacesso na região do Alto Jequitinhonha está dando novo alento ao desenvolvimento da região, especialmente ao distrito de Milho Verde, inserido numa região conhecida pelas riquezas naturais e pela preservação de tradições culturais, originárias da época da exploração mineral e da escravidão. Um dos principais defensores da pavimentação da estrada é o comerciante Josias Ferreira Morais, que há 35 anos criou e ainda mantém a Pousada Morais, primeiro estabelecimento comercial do gênero instalado em Milho Verde.

“Comecei a pousada com apenas dois quartos. Atualmente o empreendimento possui vinte quartos e está precisando ser ampliado por causa do crescente aumento de demanda”, conta Josias. Segundo ele, quando iniciei o negócio, sofreu muito com a perda de mercadorias e de clientes, já que muitos turistas que faziam reservas para passar feriados prolongados em Milho Verde desistiam por causa das péssimas condições da estrada e, com isso, parte das compras que fazia para o fornecimento de alimentação aos turistas acabava deteriorando. “Outras vezes, também sofri dirigindo Jeep, transportando pessoas da comunidade para tratamento médico no município de Serro. Agora, com a pavimentação da estrada temos novas perspectivas de desenvolvimento e de melhoria da qualidade de vida da população”, comemora o empresário.

Josias Morais afirma que mesmo antes da estrada ter sido concluída, todo fim de semana recebe turistas na pousada.  “E olha que a minha propaganda acontece apenas de boca a boca”, informa. Ele explica que pelo fato de o distrito de Milho Verde estar localizado em região próxima a Belo Horizonte e Diamantina, muitos turistas frequentam o distrito durante todo o ano, principalmente nos períodos de férias e feriados prolongados.

A região é rica em belezas naturais e cachoeiras, além de se constituir num ambiente propício ao descanso e lazer. O distrito possui cerca de dois mil moradores. Além das belezas naturais, comida típica mineira e atrativos culturais Milho Verde realiza anualmente dois grandes atrativos turísticos: em agosto a novena de Nossa Senhora dos Prazeres e, em setembro, a Festa de Nossa Senhora do Rosário.

Programa contribui para desenvolvimento regional

O Proacesso é um programa estruturador do Governo de Minas e tem o objetivo de levar acesso asfaltado a 225 municípios que, até 2003, não contavam com esse benefício. A ligação por asfalto permite que mais pessoas cheguem de forma segura a escolas, hospitais, espaços de lazer e comércio.

O Programa colabora, também, para o desenvolvimento da economia local, já que a rodovia asfaltada reduz os custos de transporte da produção local e do fornecimento de insumos necessários, além de contribuir para elevação da média do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das regiões. Dos municípios inseridos no programa, 88% têm menos de 10 mil habitantes e 80% têm IDH menor que a média de Minas Gerais.

Cerca de 60% dos municípios do Norte de Minas, vales do Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce e da região Noroeste foram beneficiados pelo programa. As regiões Central, Zona da Mata e Sul de Minas, embora mais desenvolvidas, também estão contempladas pelo Proacesso.

Desde 2004, o Proacesso pavimentou 4.875 quilômetros de rodovias e concluiu 190 trechos, o que representa, respectivamente, 89% e 84% do total de quilômetros e trechos previstos pelo programa. Os outros dois maiores trechos são: Formoso, com 122,9 Km de extensão e Chapada Gaúcha, com 94,5 Km. Através do Programa o Governo de Minas já investiu mais de R$ 3,35 bilhões e atendeu diretamente cerca de 1,2 milhão de pessoas.

O diretor geral do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER/MG), José Élcio Santos Monteze, destaca que com a melhoria da infraestrutura rodoviária, o Programa está atingindo o objetivo de oferecer mobilidade e acessibilidade aos moradores dos municípios beneficiados, o que contribui para o desenvolvimento econômico e social das regiões.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/proacesso-abre-novas-perspectivas-no-alto-jequitinhonha/

Gestão Anastasia: municípios mineiros se destacam nos grupos avaliados no Índice de Desempenho do SUS

 

Entre os municípios brasileiros melhor avaliados, 14 são mineiros. Turmalina, no Vale do Jequitinhonha, é um dos destaques.

Ogeriano Cardoso
A Rede de Urgência e Emergência do Norte pretende melhorar a eficiência do atendimento na região
A Rede de Urgência e Emergência do Norte pretende melhorar a eficiência do atendimento na região

Municípios mineiros se destacaram em todos os seis grupos avaliados pelo Índice de Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS), divulgado na semana passada pelo Ministério da Saúde. Entre os municípios brasileiros melhor avaliados, 14 são mineiros.

Chama a atenção o fato de seis dos 14 municípios mineiros melhor avaliados estarem localizados no Norte do Estado e no Vale do Jequitinhonha – regiões com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Estado.

Divulgado pelo Ministério da Saúde na semana passada, o IDSUS 2012 mede a qualidade e as condições de acesso aos serviços prestados pelo SUS. O indicador é formado por grupos homogêneos de municípios e a análise leva em consideração três índices: o Índice de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE), o Índice de Condições de Saúde (ICS) e o Índice de Estrutura do Sistema de Saúde do Município (IESSM).

Os grupos 1 e 2 são formados por municípios que apresentam melhor infraestrutura e condições de atendimento à população. Nesses grupos, se destacaram Belo Horizonte, Muriaé e Montes Claros.

Já os grupos 3 e 4 são compostos por municípios com pouca estrutura de média e alta complexidade. Nele, as cidades mineiras mais bem avaliadas foram Piumhi, Turmalina, Serro, Capelinha e Taiobeiras.

Os grupos 5 e 6, por sua vez, referem-se a municípios que não têm estrutura para atendimentos especializados. Neles, os destaques mineiros foram os municípios de São João Batista do Glória, Presidente Kubitschek, Carmésia, Alvorada de Minas, Guaraciama e Simão Pereira. (Veja tabela abaixo)

De acordo com o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho, o bom desempenho desses municípios deve-se à política de redução das desigualdades regionais empreendida nos últimos anos pelo Governo de Minas. No caso específico da saúde, essa política se expressa, sobretudo, com o processo de interiorização dos serviços estaduais de saúde.

“A implantação de diversas redes de atenção à saúde implantadas nas micro e macrorregiões garantem que os serviços cheguem até a população de forma mais eficiente e universal”, afirma Maurício Botelho.

Ações pioneiras no Norte do Estado

Dos 14 municípios mineiros melhor avaliados, três estão localizados no Norte do Estado: Montes Claros, Taiobeiras e Guaraciama. Na região, as ações de saúde desenvolvidas adequam a oferta e a qualidade de cuidados secundários e terciários, observada a distribuição territorial das redes de atenção à saúde em Minas Gerais.

Em novembro de 2008 foi implantado no Norte de Minas a Rede de Urgência e Emergência, que começou a atuar de forma organizada, na qual os municípios trabalham integrados, sob um só comando, com indicadores e linguagem única, de modo que toda a estrutura gire em torno da necessidade do usuário.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do Norte de Minas foi o primeiro do país a funcionar de forma regionalizada e seu papel é fundamental na Rede, pois é o elemento ordenador dos atendimentos de urgência e emergência na macrorregião.

Outro destaque desta rede foi a implantação da classificação de risco nas unidades de saúde, com a utilização do Protocolo de Manchester. A Rede de Urgência e Emergência tem registrado uma redução significativa dos óbitos e/ou sequelas em pacientes graves, devido à agilidade e melhoria do acesso ao atendimento.

Segundo o subsecretário Maurício Botelho, a macrorregião Norte é modelo para as demais com ações bem-sucedidas, em razão da fidelidade na implantação das políticas públicas.

“O Norte de Minas se arrisca nos projetos, desde a regionalização do Samu, a organização da Rede de Urgência e Emergência, projeto que, aliás, se iniciou nesta região e se tornou modelo para todo país e até para outros países, e seguramente manterá esta sinergia com o governo federal”, afirma Botelho. “Além disso, todos os indicadores têm avanços expressivos e mesmo sendo uma região de vulnerabilidade social, encontramos terreno fértil para aplicação das políticas públicas com resultados impactantes”.

A macrorregião do Norte de Minas abrange um total de 19 hospitais participantes do Programa de Fortalecimento e Melhoria da Qualidade dos Hospitais (Pro-Hosp), que possibilita ainda à população um atendimento hospitalar de qualidade e com resolutividade.

Além disso, a região possui cinco Centro Viva Vida de Referência Secundária (CVVRS), localizados nos municípios de Brasília de Minas, Pirapora, Janaúba, Januária e Taiobeiras. Dispõe também de um Centro Mais Vida (CMV) localizado em Montes Claros, que tem beneficiado a população idosa dessa macrorregião. Há ainda dois Centros Hiperdia localizados em Janaúba e Brasília de Minas, que visam a atenção às doenças cardiovasculares e diabetes.

Já o Programa Saúde em Casa está presente nos 86 municípios dessa macrorregião e contribui de forma decisiva para fortalecer e propiciar melhoria na qualidade da Atenção Primária à Saúde.

Os últimos meses o Governo de Minas inaugurou também unidades do Programa Farmácia de Mina na região, que possibilita o acesso facilitado dos pacientes a diversos tipos de medicamentos.

Jequitinhonha também é destaque

A macrorregião de saúde do Vale do Jequitinhonha, composta por 29 municípios, com população de 290.172 habitantes, também se destacou no índice de desempenho do SUS. Turmalina, município de 18 mil habitantes localizado no Alto Jequitinhonha, por exemplo, ficou em primeiro lugar no Grupo 4, que congrega municípios com pouca estrutura de serviços de saúde de média e alta complexidade. O município alcançou um índice de desempenho de 7,4, numa escala de zero a dez – superior à média de Minas (5,87) e do Brasil (5,47).

As outras cidades do Jequitinhonha que se destacaram foram  Capelinha e Presidente Kubitschek.

Com relação à assistência a saúde, a macrorregião do Jequitinhonha possui atualmente 11 hospitais, distribuídos em duas microrregiões. Ao todo, eles dispõem de 543 leitos destinados aos usuários do SUS. Destes hospitais, seis foram contemplados com investimentos do Pro-Hosp, três dos quais localizados na microrregião de Minas Novas-Turmalina-Capelinha. Os outros ficam na microrregião Diamantina.

Nos últimos anos, os hospitais das cidades-sede das mircroregiões se fortaleceram. Foram implantados, dentre outros serviços, dez leitos de UTI adulto e o credenciamento de serviços de neurocirurgia e tomografia. Do total de 261 estabelecimentos de saúde da macrorregião, 213 são Unidades de Básicas de Saúde (UBS).

“No Jequitinhonha, podemos observar o acerto da regionalização. Estamos garantindo atendimento de média complexidade, fazendo com que o cidadão não se desloque para os grandes centros”, explica o subsecretário de Políticas e Ações de Saúde, Maurício Botelho,

Todos os municípios da macrorregião do Jequitinonha fizeram adesão ao Programa Saúde em Casa e possuem 86 equipes de Saúde da Família em funcionamento, 52 equipes de saúde bucal na modalidade I e 12 equipes de saúde bucal na modalidade II.

O programa Farmácia de Minas está presente em cinco municípios dessa macrorregião e outros cinco estão habilitados aguardando a disponibilidade orçamentária.

Critérios de avaliação do IDSUS

Com pontuação que varia de zero a 10, o IDSUS 2012 avalia informações de acesso, que mostram como está a oferta de ações e serviços de saúde, e de efetividade, que medem o desempenho do sistema, ou seja, o grau com que os serviços e ações de saúde estão atingindo os resultados esperados. São cruzados dados de 24 indicadores, sendo 14 que avaliam o acesso e outros 10 para medir a efetividade dos serviços.

No quesito acesso, é avaliada a capacidade do sistema de saúde em garantir o cuidado necessário à população em tempo oportuno e com recursos adequados, como exemplos a cobertura estimada de equipes de saúde e a realização de exames preventivos de cânceres de mama, em mulheres entre 50 e 69 anos, e de colo do útero, na faixa de 25 a 59 anos, bem como internação para tratamentos clínicos e para cirurgias de média e alta complexidade.

Já na avaliação de efetividade, ou seja, se o serviço foi prestado adequadamente, encontram-se itens como a cura de casos novos de tuberculose e hanseníase, a proporção de partos normais, o número de óbitos em menores de 15 anos que foram internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e o número de óbitos durante internações por infarto agudo do miocárdio.

Fonte: Agência Minas

Gestão em Minas: Projeto Banco Travessia vai chegar a mais 21 mil famílias mineiras em 2012

Iniciativa do Governo de Minas visa incentivar o retorno e a inserção de pessoas aos estudos
Rômulo Ávila
Representantes de 30 municípios participam de reunião em BH para tratar da expansão do Banco Travessia
Representantes de 30 municípios participam de reunião em BH para tratar da expansão do Banco Travessia

Prefeitos e secretários municipais de 30 cidades mineiras vivem a expectativa de receber as ações do Banco Travessia, iniciativa que concede incentivos para a volta aos estudos e que já é desenvolvido em dez cidades. Na manhã desta quinta-feira (9), eles se reuniram em Belo Horizonte com representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), para tratar da expansão do programa em 2012. Dez cidades já têm o Banco Travessia.

Lançado em setembro do ano passado pelo Governo de Minas, o Banco Travessia visa incentivar o retorno e a inserção de pessoas aos estudos. Cada morador inserido no programa, e que retomar os estudos, vai abrir uma poupança para a família no Banco Travessia. Se passar de ano, garante mais dinheiro no banco. Cada ação da família que garanta qualificação profissional ou eleve o nível de escolaridade também será transformada em mais dinheiro na poupança.

“É muito comum na nossa região ter famílias sem nenhuma pessoa com ensino fundamental. Isso nos deixa tristes, mas é uma realidade. O Banco Travessia vem com a possibilidade de resgatar essas pessoas, deixando-as mais próximas do mundo do trabalho. Ninguém tem futuro sem ter escolaridade. É um projeto fantástico e nossa expectativa é muito grande”, destacou o prefeito de Lagoa dos Patos, Hércules Vandy Durães, município de 4.500 habitantes localizado no Norte do Minas.

A previsão é que 21 mil famílias desses municípios sejam incluídas na iniciativa. As adesões começam em abril. Antes, técnicos do projeto vão visitar cada um dos 30 municípios para mobilizar a rede e verificar o local onde vai funcionar a agência. Haverá também capacitações regionalizadas para preparar os gestores municipais.

“Temos que destacar a expansão para mais 30 municípios como uma resposta às questões de privações, levantadas pelos indicadores de educação identificados por meio do Projeto Porta a Porta. É um projeto muito simples e fácil de ser implantado. O município só precisa disponibilizar um local para a instalação da agência, duas pessoas e fazer a mobilização”, ressaltou a subsecretária de Projetos Especiais da Sedese, Roberta Albanita, lembrando que uma família, bem trabalhada, pode receber, no mínimo, R$ 3 mil após dois anos.

Primeiras agências

Dez agências já foram implantadas nos municípios de Sabará, Confins, Capim Branco, Presidente Kubitschek, Arinos, Matutina, Juiz de Fora, Ninheira, Santo Antônio do Jacinto e Itinga, tendo condições de beneficiar até 14 mil domicílios.

O objetivo do Banco Travessia é atender famílias com pelo menos uma privação educacional. O projeto é um dos braços do Programa Travessia, lançado em 2008, e que combate a pobreza nas cidades com graves privações sociais em Minas. O combate é feito por meio da ação integrada e simultânea de secretarias e órgãos estatais, nas áreas de saúde, educação, geração de renda, infraestrutura urbana, saneamento e capacitação profissional.

O secretário de Administração de Santa Fé de Minas, município do Norte do Estado com 4 mil habitantes, Anderson José de Abreu Braga, participou do encontro desta quinta-feira (9) e falou sobre a implantação do projeto no município com otimismo.

“Geralmente, em cidades pequenas, com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) menor, existe muita evasão escolar. Muitas pessoas precisam abandonar os estudos para trabalhar e ajudar na renda familiar. Por isso, a expectativa para receber o Banco Travessia é muito boa. De modo geral, o Programa Travessia já tem ajudado muito nosso município, na área da educação, da saúde e até de infraestrutura, e agora vem com mais essa ação do Banco Travessia”, concluiu.

Novos municípios no primeiro semestre de 2012

Alvorada de Minas, Campanário, Campo Azul, Carvalhos, Consolação, Diogo de Vasconcelos, Dom Joaquim, Fernandes Tourinho, Frei Lagonegro, Ibituruna, Joaquim Felício, Josenópolis, Lagoa dos Patos, Marilac, NacipRaydan, Natalândia, Oratórios, Passabém, Pescador, Ponto Chique, Presidente Juscelino, Quartel Geral, Santa Fé de Minas, Santo Antônio do Itambé, Santo Hipólito, São Geraldo da Piedade, São João do Pacuí, São José da Safira, São José do Divino e Serranópolis de Minas.