Aécio: PSDB busca renovação com a liderança do senador

PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin. Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

PSDB: Aécio 2014 e eleições 2012

Fonte: O Estado de S.Paulo

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Derrota cria nova polarização entre São Paulo e Minas

Revés na capital projeta Alckmin como a maior liderança do PSDB-SP; governador agora divide influência com Aécio, nome natural para 2014

A derrota do candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, cria uma nova polarização no principal partido de oposição, protagonizada pelo governador paulista, Geraldo Alckmin, e o senador mineiro Aécio Neves, ambos potenciais presidenciáveis.

O enfraquecimento político de Serra, que nos últimos anos disputou espaço na legenda com Aécio, projeta Alckmin, ex-adversário de Serra em São Paulo, como a maior liderança do PSDB paulista. O governador passa agora a dividir a influência na legenda com Aécio, considerado o candidato natural para concorrer à Presidência em 2014.

A tendência hoje é que Alckmin dispute a reeleição daqui a dois anos. Nesse cenário, poderia apoiar a candidatura de Aécio ou trabalhar por uma aliança em torno do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidenciável do PSB. A aliança nacional com os socialistas interessa aos aliados de Alckmin, que querem o apoio do PSB em São Paulo. O paulista pretende esperar 2018 para concorrer ao Planalto.

Com a derrota, os tucanos avaliam não haver mais espaço para Serra concorrer à Presidência – mesmo que ele queira, hipótese que alguns aliados também não descartam. A tese defendida no PSDB, que já começara a se esboçar nesta eleição municipal em São Paulo, é a de renovação. Para os tucanos, seria natural agora Serra disputar o Senado em 2014 e abrir espaço para outra geração, com Aécio, Alckmin e o governador do Paraná, Beto Richa.

 PSDB busca renovação com Aécio

Aécio: PSDB busca renovação com Aécio e Alckimin, Partido deve passar por mudanças de olho em 2014.

Apesar do clima pró-mudança, o tucano não deve sair da cena política. Pode repetir o roteiro de 2010, quando perdeu a eleição presidencial e tentou aumentar a influência no partido, pleiteando a presidência doPSDB.

Em maio, o PSDB terá de escolher um novo presidente. O estatuto do partido não permite mais a reeleição de Sérgio Guerra (PE). O grupo de Aécio, com quem Serra é rompido politicamente, já trabalha para fazer a indicação, que poderia ser o próprio senador ou um aliado, como o secretário-geral da legenda, deputado Rodrigo de Castro.

Ontem, questionado se a presidência do PSDB seria uma opção para Serra, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse: “Ele é que tem de decidir, é uma questão muito pessoal. Agora, a presidência doPSDB não está em aberto, temos um presidente em exercício, e isso não está em discussão agora”.

Para o deputado Walter Feldman, um dos coordenadores da campanha tucana, “Serra tem muita bagagem e muita experiência para não encontrar um novo projeto”. “O partido tem de se abrir a todas as lideranças, inclusive a ele”, afirmou o senador Álvaro Dias (PR).

Renovação. Vice-presidente do PSDB, o ex-governador Alberto Goldman afirma que é cedo falar sobre o futuro de Serra, que foi alvo de especulações sobre uma eventual saída do PSDB após a derrota na disputa presidencial de 2010. Para o tucano, o partido não errou ao não apostar na renovação. “Uma série de condições nos levou à derrota. Qualquer candidato do PSDB teria a mesma dificuldade que Serra.”

Porta-voz do antipetismo, Serra foi candidato à Presidência duas vezes, ministro, prefeito e governador. Disputou a Prefeitura de São Paulo pela quarta vez – venceu em 2004, quando derrotou o PT, de Marta Suplicy. O tucano entrou na disputa após apelo da direção do PSDB, que alegava não ter candidato competitivo e preferiu não arriscar um nome novo – Alckmin foi defensor da tese de lançar Serra, temendo o impacto de uma derrota na sua reeleição. Para Serra, a disputa era uma maneira de tentar reverter o isolamento no partido.

Setores do PSDB defendiam a renovação. Desde 1996, os candidatos a prefeito da sigla são Serra e Alckmin. A legenda chegou a organizar prévia para escolher o candidato a prefeito, com Andrea Matarazzo, Bruno Covas, José Aníbal e Ricardo Tripoli. Mas, durante o processo, Serra decidiu disputar. Matarazzo e Covas desistiram em favor do ex-governador, que acabou vencendo a prévia com 52% dos votos.

Serra ouviu críticas sobre a decisão de concorrer. O próprio marqueteiro, Luiz Gonzalez, avaliava que a eleição era difícil. Antes de entrar na corrida, o tucano comparava a eleição municipal a um funeral político, já que seu objetivo era concorrer à Presidência novamente em 2014. Em caso de vitória, seria um velório com direito a festa. Em caso de derrota, um funeral de indigente.

PSDB: Eleições 2012 – Link da matéria: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,derrota-cria-nova-polarizacao-entre-sao-paulo-e-minas-,952595,0.htm

Eleições 2012: alianças de Aecio conquistam 80% de Minas

Eleições 2012: Aecio – Artigo de Marcus Pestana avalia o novo cenário com vitória expressiva do PSDB nas grande cidades mineiras.

Eleições 2012: Aecio

 Eleições 2012: projeto de Aecio conquista 80% de Minas

Eleições 2012: Aecio – Artigo de Marcus Pestana avalia o novo cenário com vitória expressiva do PSDB nas grande cidades mineiras.

Fonte: O Tempo

Um balanço das eleições municipais em Minas

O PSDB fez o maior número de prefeitos

MARCUS PESTANA
Deputado federal (PSDB-MG)

As eleições municipais de 2012 marcaram mais um passo na consolidação da democracia. Já é possível visualizar os resultados alcançados pelas diversas forças políticas. Há uma procura obsessiva por um suposto “recado das urnas” ou a tentativa forçada de extrair uma leitura nacional e estratégica. Esforço vão.

A primeira coisa a registrar é que, desde a plena redemocratização em 1985, é a 15ª eleição livre e democrática no país. Todos têm voz e vez. Fala o PMDB, o PSDB, o DEM e o PT. Falam as minorias ideológicas radicalizadas (PSTU, PSOL, PCO, PCdoB). O processo é imperfeito, como imperfeitos são o ser humano e a sociedade. Demagogia, poder econômico, baixo nível de informação, falta de enraizamento partidário, tudo influencia. E do “liquidificador mental” da população nascem as conclusões e as decisões. Como disse o estadista inglês: “a democracia é o pior sistema, exceto todos os outros”.

Por outro lado, por mais que se esforcem os analistas e líderes de plantão, não há um significado nacional e estratégico. As eleições municipais são marcadas pela discussão dos problemas cotidianos das cidades e sobre os melhores gestores para governá-las. É evidente que o julgamento do mensalão pode impactar perifericamente o processo de decisão, mas a lógica é predominantemente local.

Por mais que alguns tenham alertado que 2014 não estava em jogo, a mídia e alguns analistas insistem que a eleição de 2012 preparou o tabuleiro para a eleição presidencial. Como se as eleições locais fossem o prefácio, a antessala da disputa de 2014. Nada mais errado. Collor se elegeu presidente sem ter mais do que dez prefeitos o apoiando. As eleições para presidente da República ou governo do Estado têm grande autonomia. Mais valem o palanque eletrônico na TV e a crescente influência das redes sociais.

Ainda assim, saímos revigorados em Minas Gerais. O PSDB foi o partido com maior número de prefeitos eleitos: 143. As forças aliadas que apoiam o projeto liderado por Aecio Neves e Antonio Anastasia desde 2002 conquistaram 80% das prefeituras e milhares de cadeiras nas câmaras municipais. Nas 59 maiores cidades, com mais de 40 mil eleitores, quatro têm segundo turno; nas 55 cidades restantes, foram 35 vitórias das forças aliadas. Somam-se a estas duas situações peculiares, Pará de Minas e Ubá, com candidatos eleitos não alinhados, mas vice-prefeitos do PSDB.

É de ressaltar a retumbante vitória de Marcio Lacerda e Aecio Neves em Belo Horizonte contra o ex-prefeito, ex-ministro e maior liderança petista em Minas, Patrus Ananias, pela primeira vez na história, no primeiro turno – mesmo com a intensa participação de Dilma e de Lula -, E a significativa vitória do deputado Carlaile Pedrosa na cidade mais industrializada do Estado, Betim.

Para fechar com chave de ouro, só faltam as vitórias de Bruno Siqueira, Lerin, Rui Muniz e Carlim Moura, no próximo domingo. A conferir!

Eleições 2012: Aecio – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=214194,OTE&IdCanal=2

Aécio 2014: presidente Dilma e a vitória de Lacerda

Aécio 2014: presidente Dilma e a vitória de Lacerda. PT deu as costas para Minas mais uma vez, senador foi decisivo nas eleições em BH.

Aécio Neves 2014 e a presidente Dilma

Fonte: Jogo do poder

 Aécio 2014: presidente Dilma e a vitória de Lacerda

Aécio 2014: presidente Dilma e a vitória de Lacerda. PT deu as costas para Minas mais uma vez, senador foi decisivo nas eleições em BH. Foto Veja.com

Onde estava Dilma quando Aécio a derrotou em BH?

O PT tenta um ar blasé para minimizar a constatação de que Aécio Neves foi decisivo para que a PBH, depois de 20 anos, deixasse de ser a casa do PT em Minas Gerais.

Além da derrota no voto popular para Marcio Lacerda e o grupo do senador Aécio Neves, líderes de um grupo político que defende a gestão pública eficiente e transparente, a eleição para aPrefeitura de Belo Horizonte também deixou uma dezenas de questionamentos ao PT sem que o partido respondesse: “O PT foi oposição ou fez parte do Governo Marcio Lacerda em seu primeiro mandato?”; “Se Lacerda foi um prefeito ruim, como a campanha de Patrus pregou, por que o partido não tomou a decisão institucional de deixar os cargos que ocupava na prefeitura bem antes do embate eleitoral?”; “Por que Patrus, quando conselheiro da PBH na Gestão Marcio Lacerda, não fez as mesmas críticas que trouxe à tona durante a campanha eleitoral?”, entre outras indagações.

A principal delas, que, inclusive, a “mineira” Dilma Rousseff poderia ajudar seus conterrâneos do PT a responder:Aécio Neves foi responsável pela separação de Marcio Lacerda do PT e, consequentemente, de sua vitória sobre o candidato petista?”.

No início da campanha eleitoral, os petistas acusaram Aécio de tramar o rompimento do prefeito Marcio Lacerda com o PT, mesmo sendo público e recorrente o espernear do vice-prefeito petista, Roberto Carvalho, ao ponto de abrir críticas públicas à administração municipal, com o claro intuito de lutar por uma candidatura própria de seu partido.

Naquele momento, a tese de rompimento com a administração municipal, defendida por Roberto Carvalho, saiu vitoriosa. E em tom irônico, o PT creditava ao prefeito Marcio Lacerda a decisão de se aliar ao senador Aécio Neves e ao PSDB.

Foi preciso encomendar visitas-relâmpago do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma a Minas Gerais para reforçar a imagem de que foi Lacerda quem se afastou do PT e buscou em Aécio apoio para se reeleger prefeito.

Agora, derrotados, com Lula e Dilma de costas mais uma vez para Minas Gerais, os petistas tentam um ar blasé para minimizar a derrota e a constatação evidente de que o senador Aécio Neves foi decisivo para que a Prefeitura de Belo Horizonte, depois de 20 anos, deixasse de ser a casa do PT em Minas Gerais.

Mesmo estando apenas poucas horas em Belo Horizonte durante os três meses da campanha eleitoral, o tempo foi suficiente para que a presidenta Dilma não precisasse deixar Minas Gerais para perceber que o senador Aécio Neves a derrotou ao levar Marcio Lacerda à reeleição.

Para sua sorte, Dilma vota em Porto Alegre.

Aécio Neves 2014Link do artigo – http://www.jogodopoder.com

Aécio presidente: senador quer conquistar o Nordeste

Aécio presidente: senador vai abrir espaço no Nordeste de olho em 2014. Aécio ressalta grande identidade e parceria com Eduardo Campos (PSB).

Aécio: presidente 2014

Fonte: O Globo

’O PSB sempre foi meu aliado’

Senador diz ter grande identidade com socialistas

Nome mais forte para disputar a Presidência pelo PSDB em 2014, Aécio corteja socialistas e diz que PT perdeu espaço no Norte e Nordeste

BELO HORIZONTE Colhendo os louros da reeleição de seu afilhado Márcio Lacerda (PSB) à prefeitura de Belo Horizonte, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse ontem estar aberto a convites para ajudar nas campanhas dos aliados em todos os estados, e manda recados de gentileza ao PSB.

 Aécio presidente: senador vai abrir espaço no Nordeste

Aécio presidente: senador vai abrir espaço no Nordeste. Aécio ressalta grande identidade e parceria com Eduardo Campos (PSB).

Afirma que José Serra tem grandes chances de vencer o petista Fernando Haddad em São Paulo, se conseguir criar a imagem de avanço. E que, se o companheiro paulista achar que ele pode ajudar, estará em seu palanque. Aécio ressalta a grande identidade e parceria com o PSB de Eduardo Campos, mas afirma que caberá a ele decidir se vai integrar um projeto que se contraponha ao PT, ou partir para um projeto alternativo próprio.

Vai continuar viajando pelo país no segundo turno das eleições muncipais?
Aécio – Coloquei-me à disposição do partido e dos aliados e estou muito feliz com os resultados. Provavelmente, vou continuar viajando. Um fato importante foi a reinserção das oposições no Norte e Nordeste. Do ponto de vista político, é a sinalização mais importante que tivemos nestas eleições. Um reduto quase fechado do PT, onde o PT agora ficou fora do jogo. É lá que será nossa prioridade.

Dilma deve entrar nas disputas em Salvador, São Paulo. O senhor vai também?
Aécio – Vou estar à disposição de meus companheiros. Já estive em em vários lugares, em Salvador e devo voltar.

O senhor e Eduardo Campos foram lançados candidatos a presidente aqui em BH e em Recife. Como imagina que estarão em 2014?
Aécio – Temos que esperar 2014. Tenho uma relação extremamente fraterna com o Eduardo. Sempre soubemos compreender nossas circunstâncias. O PSB sempre foi meu aliado em Minas. Não é uma aliança forçada em véspera de eleição. É uma identidade muito forte. E identidade que se estende a outros estados. Mas tenho que respeitar a posição do Eduardo, que, hoje, é um aliado do governo. Ele é quem vai ter que, num determinado momento, escolher o seu caminho. O PSDB terá responsabilidade de construir e aglutinar forças políticas em torno de um projeto novo para o Brasil. Tenho forte relação com lideranças importantes do PSB.
Se isso vai amanhã para um entendimento, o tempo dirá. Não tenho dificuldades para isso.

Quais as chances de Serra em São Paulo?
Aécio – Expressivas. O Serra tem uma densidade muito própria.

Serra precisa mudar o discurso para reduzir a grande rejeição?
Aécio – Acho que a campanha permitirá isso. Vai ter que inspirar um sentimento de mudança, de avanços. Vai ser um briga dura mas nós estamos muito otimistas.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-ha-identidade-com-psb-mas-rumo-de-2014-ainda-sera-definido-6342868

Aécio presidente: 2014 começa agora

Aécio presidente: jogo de 2014 começa agora. Senador diz agora estar disposto em ajustar agenda para compromissos em 17 cidades no 2º turno.

Aécio: presidente 2014

Fonte: Valor Econômico

Aécio vai a 17 cidades e busca aproximação com o PSB

Aécio Neves em campanha: para presidente do PSDB mineiro, Marcus Pestana, o jogo de 2014 começa agora.

 Aécio presidente: o jogo de 2014 começa agora

Aécio: presidente 2014

Depois de eleger seu candidato em Belo Horizonte no primeiro turno e rodar o país nas campanhas de seu partido, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) diz agora estar disposto em ajustar sua agenda para compromissos em 17 cidades. São locais onde o PSDB disputa o segundo turno e onde, em alguns casos, tem até agora pouco peso político.

O mapa tucano inclui três capitais no Norte (Rio Branco, Manaus e Belém); três no Nordeste (Teresina, São Luís e João Pessoa, além de Campina Grande), duas no Sudeste (Vitória e São Paulo, além de cidades do interior paulista) e no Sul, Pelotas (RS) e Blumenau (SC). “O senador vai montar uma agenda para, na medida do possível, viajar para essas cidades”, diz o secretário-geral do PSDB nacional, o deputado federal, Rodrigo de Castro (PSDB-MG).

Aécio já disse que está disposto a tomar parte das campanhas dos candidatos que acharem que ele agrega votos. Em São Paulo, José Serra e ele tiveram algumas conversas durante o primeiro turno, mas na segunda fase da campanha não estava até ontem definido se o senador participará da campanha. Os dois estiveram dividiram o partido nas eleições presidenciais de 2010, quando Serra saiu como candidato.

Mais provável nome do PSDB para disputar contra Dilma Rousseff a Presidência em 2014, Aécio teve em Belo Horizonte sua vitória mais importante no primeiro turno das eleições. O prefeito Marcio Lacerda (PSB), lançado pelo senador em 2008 e reeleito agora, poderá ser uma peça importante para sua estratégia.

Os tucanos ligados ao senador veem como uma vantagem Lacerda estar no PSB, partido presidido pelo governador do Pernambuco, Eduardo Campos. O governador também é visto como possível candidato a presidente. A vantagem, no cálculo do PSDB mineiro, é que BH poderá abrir caminho para um eventual apoio de Campos à candidatura de Aécio em 2014 em troca de o PSDB apoiar Lacerda nas eleições para governo de Minas no mesmo ano.

Não é de hoje que Aécio e Campos mantêm um diálogo fácil e a vitória de Lacerda – atribuída muito mais ao tucano do que a Campos – tende a azeitar ainda mais as conversações, segundo os tucanos de Minas.

O PSB é partido da base do governo Dilma. Mas é claramente um dos que estão na mira do PSDB para conversas sobre eleições presidenciais. “O nosso poder de atração vai aumentando à medida que as eleições forem se aproximando”, diz Castro. PP, PTB, PSB e também o PMDB – do atual vice-presidente, Michel Temer — são legendas citadas pelo deputado como exemplos das que os tucanos pretende maior aproximação.

“O jogo para 2014 começa agora”, diz o presidente do PSDB de Minas, o deputado federal Marcus Pestana. Na avaliação de Pestana, novembro e dezembro ainda serão um período de balanço e planejamento para começar 2013 com ações prontas para as eleições presidenciais.

Castro e Pestana falam que entre as prioridades e desafios do senador agora estão relacionados ao desempenho da oposição no Congresso, tendo o tucano como protagonista; a estruturação de um projeto nacional que empolgue eleitores nacionalmente; a inclusão de novas bandeiras, como a do meio ambiente, como uma das marcas do partido; na materialização dessas ideias no nome de Aécio e na atração de outros partidos.

“O desafio dele não está mais em Minas, está no restante do país e para isso ele terá uma estratégia nacional para conquistar corações e mentes”, diz Pestana.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria – http://www.valor.com.br/eleicoes2012/2860376/aecio-vai-17-cidades-e-busca-aproximacao-com-o-psb

Aécio Neves: senador fala sobre eleições 2014

Em entrevista ao Portal Terra, senador Aécio Neves diz que “PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil”.

“PSDB deve fazer prévias e escolher candidato à Presidência da República em 2013″, prega Aécio Neves

Fonte: Bob Fernandes – Terra Magazine

Por essas artes e manhas da política e da legislação eleitoral brasileira, candidatos não podem dizer, propagandear, que são candidatos, nem mesmo pré-candidatos, antes de uma determinada data.

Nas eleições municipais deste 2012, a data em que os fatos poderão ser oficializados como fatos é 6 de julho. Muito menos, então, alguém anunciará por agora ser candidato, ou pré-candidato à Presidência da República em 2014. Menos ainda se for um mineiro.

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não diz formalmente, e nem dirá tão cedo, mas é candidatíssimo a ser candidato à Presidência da República em 2014. Fato, aliás, que não há quem não saiba no mundo da política e de quem tenha ao menos uma antena.  Na conversa com Terra Magazine, abaixo, um roteiro dessa caminhada.

Aécio Neves defende a busca de um novo discurso para o PSDB, ainda que sem deixar de lado “o mantra” do que elenca como conquistas do partido:

-O real, as privatizações, a modernização da economia, a responsabilidade fiscal

O senador informa que nas eleições municipais haverá, à parte as óbvias questões locais, uma “nacionalização” de temas e debates inevitáveis na eleição de 2014: saúde, segurança, ética, economia, PAC…

Essa será, diz o senador, a base e plataforma na busca do novo discurso do PSDB. Aécio cita o avô, Tancredo Neves, ao lembrar que a grande “arte, o grande desafio na política” é “administrar o tempo”.

Aécio Neves, portanto, entende já ser tempo de dizer o que diz nessa entrevista exclusiva a Terra Magazine:

– Em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras.

Política. Prévias para a Presidência da República ainda em 2013 são viáveis politicamente, por exemplo, apenas para quem não tenha vencido uma eleição municipal. Prévias ainda em 2013, quando ainda não se terá passado nem um ano de mandato, seriam politicamente inviáveis para um prefeito recém-eleito. Em qualquer cidade. Em São Paulo, por exemplo.

Abaixo, trechos da conversa de Aécio Neves com Terra Magazine.

Terra Magazine: Você… tem uma frase que você usa e que seu avô (Tancredo Neves) usava: “Política é destino…” Bem, o destino nem sempre tá em nossas mãos… tem os fados e os eventos… mas tem a construção, também. Como é que tá a construção pra 2014? Tem gente dizendo: “Ah, o Aécio tá muito quieto, tá muito calado…” Que importância tem isso? Você tá preocupado com isso agora?

Aécio Neves: Começando por Tancredo… ele dizia que a Presidência é destino… e ele foi a maior vítima disso, ele se preparou a vida inteira pra isso…

Terra Magazine: Cinquenta anos! E subiu a rampa (do Palácio do Planalto) num caixão!…

Aécio: Ele se preparou como, talvez, nenhum outro brasileiro para assumir a Presidência do Brasil, num momento crucial da vida brasileira, e o único compromisso que tinha era com a História. Tancredo não tinha compromisso com esse grupo, com aquele grupo… ele tinha compromisso com o Brasil e com história, e o destino não deixou que ele assumisse. E Tancredo também, nas várias lições que deixou, e não apenas pra mim,  a todos que tiveram a oportunidade, você inclusive, de conviver com ele durante aquela campanha, as Diretas e, depois, na sua própria campanha (eleição indireta, via Colégio Eleitoral do Congresso), ele dizia que a arte na política, o desafio maior, é administrar o tempo. E eu tenho convicção disso. Uma decisão correta no tempo errado, ela não traz um resultado correto.

Então, agora, temos que compreender, o PSDB, o meu partido, precisa revigorar-se, precisa inserir um novo discurso na sua relação com a sociedade. Não adianta mais falarmos que nós fomos o partido do Real, da modernização da economia, o partido das privatizações… fomos tudo isso, o partido da responsabilidade fiscal… e é bom que isso seja um mantra a nos acompanhar, mas as pessoas vão optar pelo PSDB quando compreenderem que nós queremos ir pra frente. Acho que esse é o nosso desafio. O que o PSDB faria de diferente, por exemplo, em relacão à saúde pública no Brasil?

Eu digo: nós daríamos um financiamento público à saúde maior do que o governo do PT vem dando. Hoje, os municípios financiam a saúde com 15% das suas receitas, os estados, com 12%, e a União não fixou um valor mínimo. Nós propusemos 10%. Na segurança pública; uma tragédia que hoje não é exclusividade dos grandes centros… nos pequenos e médios municípios brasileiros, o crack tá ai, atormentando, acabando com a vida de inúmeras famílias de brasileiros. O que o governo federal faz em relação a isso? Absolutamente nada.  Infraestrutura? Caos absoluto, falta de planejamento… esse PAC é uma falácia, vendida como um grande projeto reorganizador do desenvolvimento nacional e, na verdade, é um grande ajuntamento de projetos, sem fiscalização, sem planejamento, com seus orçamentos triplicando em alguns casos ao longo do tempo. Então, nós vamos ter que mostrar à população brasileira que o PSDB, enquanto administra, administra melhor.

Que o PSDB, quanto às questões relativas à ética, que o PSDB é mais cioso, que o PSDB presta mais atenção a essas questões. E o PSDB pensa o mundo de uma maneira menos sectária que o PT. O PSDB vai buscar alianças pragmáticas em relação aos interesses do Brasil, comerciais, sobretudo, e não alianças ideológicas, atrasadas, que nenhum benefício trazem aos interesses do Brasil.

Terra Magazine: Então…

Aécio: Então o grande desafio é esse: fortalecer o discurso do PSDB, ter um bom desempenho nas eleições municipais e, em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras. Mas, não adianta ter nomes se não tivermos bandeiras. Agora é hora de construirmos essas bandeiras e o nome vai surgir na hora certa com chances, eu acho, de encerrarmos esse ciclo que aí está e que já não vem fazendo bem ao Brasil…

Terra Magazine: Pra encerrar, então é previsível que esse seja uma parte do discurso na eleição deste ano?

Aécio: Sem dúvida. O PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil, e não pode se dar ao luxo de esquecer esse projeto, mesmo nas disputas municipais. É óbvio que o tema municipal é o que vai prevalecer, mas a emoldurar todas essas disputas haverá uma sinalização ao eleitor: “Olha, o partido desse candidato a prefeito…”

Terra Magazine: Haverá uma nacionalização do discurso?

Aécio: “… tem um projeto ousado, moderno e eficiente para o Brasil…”  E obviamente o resultado das eleições municipais ajudará a impulsionar isso.

Terra Magazine: Mesmo em Cocorobó, Pau a Pique e Bem Bom haverá um pedaço para a nacionalização da mensagem?

Aécio: …em todos os municípios haverá espaço pra se falar de segurança pública, de saneamento básico, pra se falar de saúde e, obviamente, esses temas são temas nacionais…

Terra Magazine: Ok, muito obrigado.

Link da matéria: http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/04/09/psdb-deve-fazer-previas-e-escolher-candidato-a-presidencia-da-republica-em-2013-prega-aecio-neves/