Aécio Neves e Eduardo Campos juntos em 2014

Eleições 2014: governador de Pernambuco quer convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos levaria disputa com a  Dilma Rousseff para o segundo turno.

Eleições 2014: Aécio Neves e Eduardo Campos

Fonte: Diário de Pernambuco

Articulação »Eduardo Campos e Aécio Neves podem caminhar juntos nas eleições de 2014

Socialistas e tucanos podem se aliar num eventual segundo turno das eleiçõe presidenciais de 2014. A relação de amizade entre os possíveis candidatos, o senador Aécio Neves, do PSDB, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, PSB, pode se transformar numa parceria política nacional. Ao mesmo tempo que trabalham para atratir partidos da base tucana, como o PPS do deputado federal Roberto Freire, aliados de Campos agem nos bastidotres para aproximar ao máximo o governador do senador mineiro.

Segundo informações do Poder Online, o plano de alguns interlocutores do governador de Pernambuco é convencer Aécio de que uma eventual candidatura presidencial de Campos seria a chave para levar a disputa com a presidente Dilma Rousseff (PT) para um segundo turno. Além do bom relacionamento das duas lideranças, há no PSB de Minas alguns aliados de Campos que transitam dentro do ninho tucano controlado por Aécio.

Socialistas do primeiro escalão avaliam que esta articulação pode ser impulssionada pelo que descrevem de “incômodo” de Campos em relação ao ex-presidente Lula (PT), que além de alimentar brigas internas dentro do PSB, também estaria tentando isolar Eduardo Campos politicamente. Vale lembrar que o cacique do PT anda prestigiando os irmãos Cid e Ciro Gomes, no Ceará, ambos do PSB. O dois já declararam publicamente que são a favor que o partido suba no palanque de Dilma na próxima eleição.

“Temos que convencer o Aécio de que ele só tem a ganhar com uma candidatura do Eduardo Campos”, disse um interlocutor de Campos ao Poder Online. Segundo ele, o socialista teria condições de tirar votos de Dilma no Nordeste, enquanto Aécio dividiria o eleitorado no Sudeste e arremataria o Sul do país, forçando assim uma segunda etapa na eleição presidencial.  Quem seguisse para o segundo turno, sugere, levaria então o apoio daquele que saísse derrotado.

Apesar de esquematizada, a tese socialista é otimista. Até porque o senador Aécio Neves já demonstrou uma certa insatisfação com o posicionamento do PSB, que segundo ele, vive num “divã” e não sabe se é oposição ou governo. Porém, mesmo com as diferenças pontuais, alguns socialistas e tucanos sonham ainda com uma chapa que reúna os dois partidos. Nesta avaliação, Campos estaria na cabeça de chapa e Antônio Anastasia, atual governador de Minas, seria indicado por Aécio para o posto de vice.

Eleições 2014: “Aécio Neves é o mais preparado”, diz Fernando Henrique

Eleições 2014: FHC chama PT para o debate e diz esperar até hoje uma explicação pública de Lula sobre o mensalão.

Eleições 2014: Aécio, FHC e o PT

 Eleições 2014: “Aécio Neves é o mais preparado”, diz FHC

Eleições 2014: Aécio, FHC e o PT

Fonte: Jogo do Poder

FHC promete ser a grande novidade nas Eleições 2014. Aécio Neves é o seu candidato à Presidência da República, isso já não é furo de reportagem para ninguém. Mas a postura firme, corajosa e desafiador do ex-presidente, esta sim, passou asurpreender a toda a crônica política. Graças a ela, o PT, em menos de uma semana, foi alijado da posição cômoda do ataque gratuito aos adversários e passa agora a ter a obrigação de jogar na defensiva.

O discurso de FHC na abertura do ciclo de debates do PSDB, nesta segunda-feira (25/02), foi um show no que se refere a um discurso recheado de conteúdo e de questionamentos ao PT que por amor próprio tem a obrigação de respondê-los com fatos e verdades. O ex-presidente foi tão perfeito tanto em defender Aécio Neves como o seu candidato para as Eleições 2014 quanto na forma como desmontou o castelo de areia em que o PT vive.

E este novo FHC é o assunto da mídia desde a noite desta segunda-feira (26/02), minutos depois de discursar em Belo Horizonte.

“Sem meias palavras, o presidente de honra do PSDB chamou a presidente de ‘ingrata’ por, segundo ele, ‘cuspir no prato em que comeu’.”. Traz o portal do jornal Hoje em Dia. CLIQUE AQUI E LEIA

“Segundo o ex-presidente, existe uma ‘fadiga’ no Brasil com relação ao governo petista e que o mineiro (Aécio Neves) estaria preparado para assumir o posto. ‘Ele é o mais bem preparado’, afirmou Fernando Henrique”, também traz o portal do Hoje em Dia.

Já o portal do jornal Estado de S. Paulo destacou outro ponto do discurso de FHC: “o ex-presidente ainda afirmou que o PT ‘usurpou’ o projeto tucano que começou a ser implantado em seus mandatos. ‘O que aconteceu no Brasil foi usurpação de projeto. Só que como ele é usurpado, não faz direito. Vai e vem, recua, não tem coragem de dizer que vai privatizar’, disparou. ‘Eles (petistas) tinham duas grandes metas. Uma ligada ao socialismo e outra à ética. De socialismo nunca mais ninguém falou. E ética, meu Deus, não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil’, completou FHCCLIQUE AQUI E LEIA A ÍNTEGRA DA MATÉIRA NO PORTAL ESTADAO.COM.BR

O portal Terra destacou os elogios de FHC ao senador Aécio Neves“não é o momento de lançar uma candidatura, mas temos que ter uma candidatura…Aécio Neves é renovação. Até no estilo de falar, na leveza. Uma candidatura dinâmica, jovem”.

O porta O Tempo online destacou as ferroadas de FHC no PT exatamente em seu ponto mais fraco: a ética. “Não podemos deixar de lado a questão moral. O PSDB tem que mostrar o que fizeram com o país. Já pedi ao presidente Lula que viesse a público dizer que não tem nada a ver com os problemas éticos”.

Este será o FHC que o Brasil terá pela frente a partir de agora. E o PT ganha mais uma preocupação que vale além de enfrentar o projeto “Aécio Neves 2014”.

Senador Aécio Neves vota a favor da PEC da Música

Senador Aécio Neves destacou a possibilidade de estímulo a novos artistas pela redução de custos gerada pela proposta

Senador Aécio Neves

Fonte: Aécio Neves

Aécio Neves vota a favor da PEC da Música

 

Aécio Neves senador

 O senador Aécio Neves (PSDB/MG) votou, nesta quarta-feira (09/05), favoravelmente à PEC da Música, que concede imunidade tributária a CD’s e DVD’s, entre outros produtos musicais de artistas brasileiros. A PEC 123, de 2011, foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e segue agora para o plenário.

Com a isenção de impostos, estima-se que esse produtos possam ter queda de até 25% no preço final que chega ao consumidor.

O senador Aécio Neves destacou a possibilidade de estímulo a novos artistas pela redução de custos gerada pela proposta e lembrou que a imunidade tributária já é concedida a outros setores que fortalecem a cultura nacional, como o literário.

“O que está se buscando aqui, com um novo tratamento tributário para essa indústria, é o que já existe na indústria de jornais, revistas e livros, no Brasil. Há uma constatação de secretarias de Fazenda de que os preços dos CDS e DVDs cairão em torno de 25%. Estamos falando também, portanto, da possibilidade de lançamento de novos artistas, algo que interessa à cultura brasileira, em especial à regional”, disse o senador Aécio Neves.

Aécio Neves: senador em artigo critica práticas partidárias

Aécio Neves: senador critica quadro partidário e diz que busca pelo poder no Brasil é o que “inspira as práticas partidárias”, comentou.

Eleições e cidadania

Fonte: artigo do senador Aécio NevesFolha de S.Paulo

O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea – e, claro, da condição política aqui no Brasil.

O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração. Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d’além-mar.

No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios. Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias. Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política. Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios. Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.

Aécio Neves: senador líder da oposição fala à Veja

 Aécio Neves: senador líder da oposição já é visto como um dos principais nomes do PSDB para eleição presidencial de 2014.

Aécio Neves: ‘É a perspectiva de poder que move a política’

Apontado como ‘candidato óbvio’ do PSDB a presidente por FHC, senador assume papel de protagonista após Serra confirmar candidatura a prefeito

Fonte: Veja.com

Foto/Thais Arbex
Aécio Neves: senador líder da oposição

Aécio Neves: “Defendo que o candidato do PSDB a presidente seja referendado por uma prévia nacional” (José Cruz/Agência Senado)

“Nós temos que emoldurar o discurso local com propostas nacionais do PSDB para que as pessoas tenham a percepção de que o PSDB disputa uma eleição municipal, mas tem a perspectiva de um projeto nacional para o futuro”

Apontado como “candidato óbvio” do PSDB à Presidência da República pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Aécio Neves media forças com José Serra até o último dia 25. Mas bastou o ex-governador vencer as prévias do PSDB para a prefeitura de São Paulo para Aécio dar seu grito de liberdade. E assumir, assim, sem constrangimento, tampouco cerimônia ou adversários internos, o papel de presidenciável e líder da oposição.

Na prática, porém, Aécio já havia vestido os trajes de protagonista há algum tempo. Em meados do ano passado, foi escalado pela cúpula tucana para percorrer o Brasil com o objetivo de resgatar a militância e dar um novo gás ao partido. Aécio deu início ao giro pelo país no segundo semestre do ano passado e já esteve em mais de quinze estados, entre eles Paraná, Bahia, Ceará, Goiás. A mais recente visita foi a Rio Branco, no Acre.

Na pauta oficial, a discussão sobre os problemas brasileiros. Nos bastidores, porém, a preocupação dos tucanos com dois pontos específicos: a estruturação dos palanques e a ampliação das alianças, não só com os partidos de oposição, mas também – e principalmente – com os da base do governo Dilma; e a formação de um novo discurso nacional do PSDB, que unifique a legenda para chegar em 2014 como uma alternativa viável à gestão do PT. Temas como saúde e segurança pública são tidos como prioritários para os tucanos.

Em entrevista ao site de VEJA, o senador fala sobre o seu papel nas eleições municipais deste ano, da importância de o PSDB reestruturar sua base em todo país e formar um novo discurso. Mas prefere manter o discurso oficial, de que ainda não é o momento de discutir 2014. Leia abaixo a entrevista:

Qual será o seu papel nas eleições deste ano? Obviamente será o papel que o partido determinar. E não será diferente do papel dos outros líderes partidários. Acredito que nosso papel é manter a chama acesa de que o PSDB tem um projeto nacional, que o PSDB considera que este modelo que está ai se exauriu, perdeu a capacidade de iniciativa. E nós vamos começar, paulatinamente, a nos contrapor à posição do governo na saúde, para mostrar o que o PSDB faria, a omissão do governo na questão da segurança, para mostrar como o PSDB agiria. E também na questão da infraestrutura, da ausência de planejamento, no engodo que é esse PAC [O Programa de Aceleração do Crescimento, vitrine do governo federal]. E não serão apenas críticas feitas pelo Aécio. Serão feitas pelas principais lideranças do partido.

O senhor começou a percorrer o país no segundo semestre do ano passado. É o início da agenda de presidenciável? Eu, na verdade, continuo fazendo o que faço desde o ano passado, desde o início do meu mandato, que é me colocar à disposição dos companheiros do partido para ajudar na reorganização do partido nos estados. Não apenas eu, como outras lideranças do partido, também devem desempenhar este papel. E eu continuarei fazendo isso. Onde o partido achar que a minha presença, levando suas ideias nacionais, os contrapontos que devemos fazer em relação ao governo que está ai, eu, sem prejuízo para o meu mandato, vou estar à disposição dos companheiros. Sempre com a lógica da reorganização partidária e das eleições municipais. Tirando a tônica de 2014 porque ainda não é momento dessa definição na minha avaliação.

O presidente nacional do PSDB, deputado Sérgio Guerra, diz que, além de um pedido da direção nacional, o senhor está atendendo a uma demanda das lideranças estaduais. Tenho convite para participar de eventos do partido em praticamente todos os estados brasileiros, mas não tenho condições de ir a todos. Por isso, discuto com a direção onde é mais estratégica a minha presença. São nesses lugares que vou estar. E nós, as lideranças principais do partido, vamos estar à disposição principalmente nas eleições municipais. Nesta semana, inclusive, conversei com o presidente Fernando Henrique, que também se disporá a viajar por algumas capitais do Brasil. O próprio Sérgio Guerra [presidente nacional do PSDB] também fará isso. Nós temos que emoldurar o discurso local com propostas nacionais do PSDB para que as pessoas tenham a percepção de que o PSDB tem um projeto nacional, que disputa uma eleição municipal, mas tem a perspectiva de um projeto nacional para o futuro. E é a perspectiva de poder que move a política.

E qual é o foco dessas agendas? Sempre procuro mesclar uma atividade na sociedade, em organizações suprapartidárias, com eventos da militância, onde se fala com mais liberdade das propostas do partido. Mas normalmente essas visitas têm esse equilíbrio e normalmente elas são demandadas ou por companheiros do PSDB, ou por aliados do PSDB, como aconteceu na Bahia, no Rio Grande do Norte, onde estive em eventos promovidos em conjunto pela governador Rosalba Ciarlini e por lideranças do PSDB. E eu tenho buscado falar para alguns segmentos da sociedade e focando muito em gestão, falando muito das nossas experiências exitosas em Minas. Acredito que gestão pública eficiente tem que estar na liderança da nossa agenda, tem que ter um papel de destaque no nosso discurso.

A confirmação da pré-candidatura do ex-governador José Serra a prefeito de São Paulo deu mais liberdade para começar a percorrer o Brasil e ser apontado como presidenciável? Não porque não estou fazendo como candidato. Eu já fazia esse movimento. É só ver o número de cidades e estados que visitei antes da confirmação da pré-candidatura do Serra e comparar com o que eu fiz depois. É um processo natural. Venho fazendo isso como militante partidário. O que aumentou foi a demanda por minha presença em vários locais. Mas é importante registrar que a candidatura do Serra em São Paulo foi um gesto partidário, foi um de solidariedade dele para com o partido e assim tem sido compreendido por nós porque, querendo ou não, a candidatura em São Paulo tem, sim, um espaço de discussão nacional. A candidatura do Serra une o partido, a questão das prévias legitima essa candidatura e o PSDB larga para essas campanhas municipais em até melhores condições que o nosso principal adversário, que é o PT.

As prévias podem ser adotadas de vez pelo partido? Se dependesse de mim, já teriam sido adotadas lá trás. Eu defendo que o candidato do PSDB a presidente, independentemente do número de candidatos, seja referendado por uma prévia nacional.

Link para entrevista: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/aecio-neves-e-a-perspectiva-de-poder-que-move-a-politica

Aécio Neves: senador fala sobre eleições 2014

Em entrevista ao Portal Terra, senador Aécio Neves diz que “PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil”.

“PSDB deve fazer prévias e escolher candidato à Presidência da República em 2013″, prega Aécio Neves

Fonte: Bob Fernandes – Terra Magazine

Por essas artes e manhas da política e da legislação eleitoral brasileira, candidatos não podem dizer, propagandear, que são candidatos, nem mesmo pré-candidatos, antes de uma determinada data.

Nas eleições municipais deste 2012, a data em que os fatos poderão ser oficializados como fatos é 6 de julho. Muito menos, então, alguém anunciará por agora ser candidato, ou pré-candidato à Presidência da República em 2014. Menos ainda se for um mineiro.

O senador mineiro Aécio Neves (PSDB) não diz formalmente, e nem dirá tão cedo, mas é candidatíssimo a ser candidato à Presidência da República em 2014. Fato, aliás, que não há quem não saiba no mundo da política e de quem tenha ao menos uma antena.  Na conversa com Terra Magazine, abaixo, um roteiro dessa caminhada.

Aécio Neves defende a busca de um novo discurso para o PSDB, ainda que sem deixar de lado “o mantra” do que elenca como conquistas do partido:

-O real, as privatizações, a modernização da economia, a responsabilidade fiscal

O senador informa que nas eleições municipais haverá, à parte as óbvias questões locais, uma “nacionalização” de temas e debates inevitáveis na eleição de 2014: saúde, segurança, ética, economia, PAC…

Essa será, diz o senador, a base e plataforma na busca do novo discurso do PSDB. Aécio cita o avô, Tancredo Neves, ao lembrar que a grande “arte, o grande desafio na política” é “administrar o tempo”.

Aécio Neves, portanto, entende já ser tempo de dizer o que diz nessa entrevista exclusiva a Terra Magazine:

– Em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras.

Política. Prévias para a Presidência da República ainda em 2013 são viáveis politicamente, por exemplo, apenas para quem não tenha vencido uma eleição municipal. Prévias ainda em 2013, quando ainda não se terá passado nem um ano de mandato, seriam politicamente inviáveis para um prefeito recém-eleito. Em qualquer cidade. Em São Paulo, por exemplo.

Abaixo, trechos da conversa de Aécio Neves com Terra Magazine.

Terra Magazine: Você… tem uma frase que você usa e que seu avô (Tancredo Neves) usava: “Política é destino…” Bem, o destino nem sempre tá em nossas mãos… tem os fados e os eventos… mas tem a construção, também. Como é que tá a construção pra 2014? Tem gente dizendo: “Ah, o Aécio tá muito quieto, tá muito calado…” Que importância tem isso? Você tá preocupado com isso agora?

Aécio Neves: Começando por Tancredo… ele dizia que a Presidência é destino… e ele foi a maior vítima disso, ele se preparou a vida inteira pra isso…

Terra Magazine: Cinquenta anos! E subiu a rampa (do Palácio do Planalto) num caixão!…

Aécio: Ele se preparou como, talvez, nenhum outro brasileiro para assumir a Presidência do Brasil, num momento crucial da vida brasileira, e o único compromisso que tinha era com a História. Tancredo não tinha compromisso com esse grupo, com aquele grupo… ele tinha compromisso com o Brasil e com história, e o destino não deixou que ele assumisse. E Tancredo também, nas várias lições que deixou, e não apenas pra mim,  a todos que tiveram a oportunidade, você inclusive, de conviver com ele durante aquela campanha, as Diretas e, depois, na sua própria campanha (eleição indireta, via Colégio Eleitoral do Congresso), ele dizia que a arte na política, o desafio maior, é administrar o tempo. E eu tenho convicção disso. Uma decisão correta no tempo errado, ela não traz um resultado correto.

Então, agora, temos que compreender, o PSDB, o meu partido, precisa revigorar-se, precisa inserir um novo discurso na sua relação com a sociedade. Não adianta mais falarmos que nós fomos o partido do Real, da modernização da economia, o partido das privatizações… fomos tudo isso, o partido da responsabilidade fiscal… e é bom que isso seja um mantra a nos acompanhar, mas as pessoas vão optar pelo PSDB quando compreenderem que nós queremos ir pra frente. Acho que esse é o nosso desafio. O que o PSDB faria de diferente, por exemplo, em relacão à saúde pública no Brasil?

Eu digo: nós daríamos um financiamento público à saúde maior do que o governo do PT vem dando. Hoje, os municípios financiam a saúde com 15% das suas receitas, os estados, com 12%, e a União não fixou um valor mínimo. Nós propusemos 10%. Na segurança pública; uma tragédia que hoje não é exclusividade dos grandes centros… nos pequenos e médios municípios brasileiros, o crack tá ai, atormentando, acabando com a vida de inúmeras famílias de brasileiros. O que o governo federal faz em relação a isso? Absolutamente nada.  Infraestrutura? Caos absoluto, falta de planejamento… esse PAC é uma falácia, vendida como um grande projeto reorganizador do desenvolvimento nacional e, na verdade, é um grande ajuntamento de projetos, sem fiscalização, sem planejamento, com seus orçamentos triplicando em alguns casos ao longo do tempo. Então, nós vamos ter que mostrar à população brasileira que o PSDB, enquanto administra, administra melhor.

Que o PSDB, quanto às questões relativas à ética, que o PSDB é mais cioso, que o PSDB presta mais atenção a essas questões. E o PSDB pensa o mundo de uma maneira menos sectária que o PT. O PSDB vai buscar alianças pragmáticas em relação aos interesses do Brasil, comerciais, sobretudo, e não alianças ideológicas, atrasadas, que nenhum benefício trazem aos interesses do Brasil.

Terra Magazine: Então…

Aécio: Então o grande desafio é esse: fortalecer o discurso do PSDB, ter um bom desempenho nas eleições municipais e, em 2013, no final de 2013, no que depender da minha posição pessoal, o PSDB, através de prévias, vai iniciar o processo de  identificação do nome que vai conduzir essas bandeiras. Mas, não adianta ter nomes se não tivermos bandeiras. Agora é hora de construirmos essas bandeiras e o nome vai surgir na hora certa com chances, eu acho, de encerrarmos esse ciclo que aí está e que já não vem fazendo bem ao Brasil…

Terra Magazine: Pra encerrar, então é previsível que esse seja uma parte do discurso na eleição deste ano?

Aécio: Sem dúvida. O PSDB é um partido nacional, um partido que tem um projeto para o Brasil, e não pode se dar ao luxo de esquecer esse projeto, mesmo nas disputas municipais. É óbvio que o tema municipal é o que vai prevalecer, mas a emoldurar todas essas disputas haverá uma sinalização ao eleitor: “Olha, o partido desse candidato a prefeito…”

Terra Magazine: Haverá uma nacionalização do discurso?

Aécio: “… tem um projeto ousado, moderno e eficiente para o Brasil…”  E obviamente o resultado das eleições municipais ajudará a impulsionar isso.

Terra Magazine: Mesmo em Cocorobó, Pau a Pique e Bem Bom haverá um pedaço para a nacionalização da mensagem?

Aécio: …em todos os municípios haverá espaço pra se falar de segurança pública, de saneamento básico, pra se falar de saúde e, obviamente, esses temas são temas nacionais…

Terra Magazine: Ok, muito obrigado.

Link da matéria: http://terramagazine.terra.com.br/bobfernandes/blog/2012/04/09/psdb-deve-fazer-previas-e-escolher-candidato-a-presidencia-da-republica-em-2013-prega-aecio-neves/

Aécio Neves: senador defende ampliação do TRT em Minas

Aécio Neves: senador votou um projeto que cria 21 novas varas do Trabalho em Minas Gerais. Oito vão ser em Belo Horizonte.


Senador Aécio Neves vota a favor da ampliação do TRT de Minas

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

O senador Aécio Neves votou, nesta quarta-feira (04/04), a favor do projeto que amplia o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais (3ª Região). O projeto de lei (PLC 4/2012), de autoria do Tribunal Superior do Trabalho (TST), foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e vai ser apreciado pelo plenário.

De acordo com o projeto, serão criadas 21 novas varas do Trabalho em Minas Gerais, sendo oito em Belo Horizonte e 13 no interior. Para isso, serão criados ainda 13 cargos de juiz de Tribunal e 21 de juiz do Trabalho, além de cargos de analistas e técnicos para atuarem na 3ª Região do TRT.

“”Essa é uma posição do Tribunal Superior do Trabalho, já corroborada pelo Conselho Nacional de Justiça. Há um consenso sobre a necessidade de ampliação dessas varas em Minas Gerais. Elas estão distribuídas do ponto de vista técnico adequadamente, até por proposta do TST, na capital e em várias cidades do interior. Espero que essa matéria possa ter aprovação unânime dos senhores senadores””, afirmou o senador Aécio ao defender a proposta na CCJ. A relatoria do projeto foi do senador Clésio Andrade.

Aécio: líder da oposição – íntegra do discurso no Senado

Aécio Neves: líder da oposição fez um discurso histórico em que inaugura estilo mais combativo contra a gestão do Governo do PT.

Pronunciamento do senador Aécio Neves criticando a gestão da presidente Dilma

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Senhoras e senhores senadores,

Vencido o período de crédito para a arrumação da casa, a que tem direito todo o governante que inicia um mandato, creio que é hora de começarmos, apenas começamos, a nos debruçar sobre os saldos e o desempenho do governo Dilma Rousseff.

Sra. Presidente,

Olhando desta perspectiva o que aconteceu e especialmente o que não aconteceu em 2011, tudo parece fora de lugar.

O principal: à população, vendeu-se a ilusão de nova versão do espetáculo do crescimento, um sem número de obras faraônicas e a continuidade das benemerências tradicionais do estado nacional.

Vendeu-se, acima de tudo, a imagem de uma gestora implacável e impositiva, que por si só seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do país e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão.

É a mesma presidente que, recentemente, nas páginas da Veja desta semana, navega, impassível e eqüidistante, em meio às trovoadas e à verdadeira tempestade que se forma à sua volta e, aos poucos, engolfa e paralisa o seu governo.

Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador.

Senão vejamos:

Na economia, alcançamos o impensável: deixamos de liderar o processo de crescimento da América Latina e, na contramão dos nossos vizinhos, puxamos o desempenho de todo o continente para baixo.

Não há outra definição: nossa posição é irreconhecível, à frente de Guatemala e El Salvador. Na América do Sul, acreditem, fomos o país que menos cresceu.

Só agora, ignorando tantas e reiteradas advertências, o governismo esboça as primeiras e tímidas reações ao gravíssimo processo de desindustrialização em curso no país.

Vejam o que está acontecendo com a indústria de transformação, que já chegou a responder por 26% do PIB, caiu para 16% em 2010 e para 14.6% em 2011.

Essa sim é uma das perversas, para não dizer maldita herança que esse governo do PT deixará para o futuro.

Não é mais hora de se discutir se há ou não desindustrialização no país – é fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.

E isso não pode mais ser mascarado.

A perda de competitividade da nossa indústria, como se sabe, é doença antiga, mas que se agrava em escala inédita por um conjunto de fatores entrelaçados na atual conjuntura: a valorização do câmbio, o peso dos juros nos financiamentos internos, o alto custo dos insumos, a elevada carga tributária nacional e absoluta ausência de infraestrutura adequada.

Ainda não se sabe ao certo a motivação de mais uma recente reunião convocada pela presidente com os lideres empresariais nacionais, para tratar do tema.

Se todos conhecem o problema, já encaminharam inúmeras sugestões e não há nada de novo no front, só um motivo a justificaria: a mesma pirotecnia de sempre com que se pretende ocupar o vazio propositivo e disfarçar a leniência do atual governo.

No campo político, uma inédita versão sobre “governo de coalizão” tisnou as já frágeis relações políticas e institucionais entre o Legislativo e o Executivo, às expensas da cessão de áreas inteiras da administração federal aos partidos.

Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia – e sem quaisquer constrangimentos – o gravíssimo aparelhamento partidário da máquina governamental.

A mão pesada do poder da presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que antes os nomeara e os conduzira para o governo.

Aí descobrimos o inacreditável: havia diversos ministros de Lula e uns poucos de Dilma.

Muito cômodo.

E foi assim que floresceu, em seguida, pelos cantos de página, a estranheza de que a presidente, na verdade, estaria refém do seu próprio governo.

É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior.

É como se ela não houvesse, de próprio punho e com a sua consciência, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis.

De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial simplesmente esvaiu-se.

Perdeu-se o momento mais propício – de popularidade em alta e de expectativas intactas – para aprovar as medidas necessárias de ajuste e encaminhar reformas que exigiriam alto capital político.

A esmagadora maioria congressual, montada ao custo que todos conhecemos, a que serviu nesses últimos 15 meses?

Eu respondo: Serviu para aprovar um sem número de medidas provisórias que aqui chegam a cada dia sem o mínimo respeito ao preceito constitucional da relevância e urgência, que deveria orientá-las.

Aliás, a falta de respeito ao Congresso, que contou com a reverência obsequiosa de muitos de seus membros, se transformou em marca registrada das atuais relações entre Executivo e Legislativo.

E a grande questão que se coloca é:

Onde estão as grandes iniciativas? Onde estão as reformas constitucionais, tão necessárias ao País?

Discutimos serena e abrangentemente a recomposição do Pacto Federativo?

Reformamos o rito das medidas provisórias?

Revisamos os royalties do petróleo e do minério?

Renegociamos as dívidas dos governos estaduais?

Criamos as melhores alternativas para prover recursos à saúde pública, maior tragédia nacional?

Não.

E, na segurança pública, hoje mesmo, o Ministério da Justiça anuncia o cancelamento do programa das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), anunciado também com grande alarde no final do ano de 2010, exatamente no momento em que recrudesce a violência em várias regiões do País.

A grande verdade é que, nesses primeiros meses, quando tudo era possível debater e eventualmente aprovar, até mesmo com a parceria dos membros da oposição, sempre responsáveis com as questões de Estado, o que foi feito de fato?

Absolutamente nada relevante.

O Governo perdeu a capacidade de propor, assim como já havia perdido o compromisso com o diálogo democrático.

Impõe a estados e municípios cada vez mais obrigações, ignorando as dificuldades por que passam, e alheio à crise de governabilidade que já assola vários deles.

Determina cortes em áreas vitais ao futuro, como a de pesquisa, ciência e tecnologia, sem qualquer preocupação com o que virá além do prazo do mandato formal.

E se falarmos em infraestrutura, senhoras e senhores?

Mas como nada é tão ruim que não possa piorar, o crônico imobilismo político transformou-se em inapetência executiva.

Vejam a situação do PAC, o tão propagandeado PAC.

Apenas 8% do total de recursos aplicados em 2011 – 204 bilhões – saíram diretamente do Orçamento da União.

Outros recursos referem-se a investimentos rotineiros feitos por empresas públicas que teriam ocorrido com ou sem PAC; referem-se a investimentos feitos pela iniciativa privada e pelos cidadãos que recorrem ao financiamento da casa própria. Até esses financiamentos são contabilizados pelo PAC!

Em 2011, além do PAC ter tido o mais baixo desempenho da sua história – apenas R$ 16 bilhões saíram efetivamente do tesouro nacional – 37% (ou 6,9 bilhões) do total referiam-se aos famosos “restos a pagar” de anos anteriores, sobrando quase nada para obras novas.

Em alguns casos o atraso é monumental.

Leio que dezenove obras “estruturantes” do País, com orçamento de 166 bilhões, se afastaram léguas do cronograma desenhado pelo governo e serão entregues com pelo menos quatro anos de atraso.

É essa a propalada eficiência gerencial do governo? Não acredito que possa assim ser compreendida.

Projetos que o ex-presidente Lula pretendia inaugurar ainda em seu mandato agora correm risco de não serem mais concluídos sequer no governo Dilma.

Isto sem falar na complexa transposição do Rio São Francisco, que viu seu custo passar de 4,6 bilhões para 8,2 bilhões de reais, por enquanto.

Recentemente, um grupo de parlamentares visitou trechos das obras onde a presidente foi aconselhada a não ir. O abandono é regra.

Outras visitas ocorrerão.

Lembro do simbolismo da Ferrovia Transnordestina, que tem a cara deste governo:

Com cerca de 1700 quilômetros de extensão, foi iniciada com pompa e festa em 2006 e deveria ter sido finalizada em 2010.

Pois já alcançamos 2012, o custo de 4,5 bilhões chegou a 7 bilhões e o que se construiu até agora não ultrapassou 10% do percurso previsto…

E as obras da Copa?

Não vou aqui cansá-los repetindo as mesmas críticas que fiz há mais de um ano.

Os investimentos em mobilidade urbana engatinham…

Se parte das obras nas arenas avançaram ainda que com muitos problemas – é porque são os governos estaduais, que respondem por elas, e não o governo federal.

Aliás, a multiplicação dos números parece ser, ao final, a maior realização do atual governo.

A ausência de planejamento é a sua mais visível marca.

Orçamentos bilionários servem apenas como piso inicial para dispêndios que acabam por se mostrar gigantescamente maiores.

Neste caso, inclui-se o inacreditável trem-bala, verdadeira obsessão da atual administração, enquanto derretem estradas federais e ferrovias são abandonadas à própria sorte em todo o País.

Em 2008, ele custaria 20 bilhões de reais e seria licitado em 2009 para circular em 2014.

Em julho de 2010, o preço já havia subido para 33 bilhões e a inauguração ficara para 2016.

O preço final, porém, já não será mais esse – especula-se que irá custar mais de 53 bilhões. Agora, depois das tentativas do governo para licitá-lo, já não se tem mais datas, prazos ou valores.

Há apenas a previsão de que o projeto será divulgado no próximo mês de junho.

Com muito menos que isso, todo o problema do transporte de massas nos grandes centros estará resolvido.

Multiplicam-se números, multiplicam-se promessas, a maioria delas impossíveis de serem cumpridas.

Se desanimadores são os resultados verificados nos investimentos na infraestrutura do País, são também igualmente decepcionantes as realizações no campo social, que merecem análise em separado, em outra ocasião.

Senhores senadores,

Volto a essa tribuna para alertar que estamos avançando para o décimo ano do governo petista, segundo do governo Dilma, e pelo caminho vão ficando as promessas da campanha eleitoral, reduzidas a resultados medíocres, cujos números a contabilidade cruel dos fatos exibe a cada semana.

A leitura da entrevista concedida pela presidente à Revista Veja soa tão vazia quanto a realidade das promessas não cumpridas.

Nela encontramos contradições insanáveis, como o desejo de reduzir a carga de impostos…

Eu pergunto: e o compromisso assumido publicamente – e não cumprido – de desonerar as empresas estaduais de saneamento?

O projeto está na Casa.

Conectar o discurso à realidade me parece ser o maior desafio que esse governo terá que enfrentar.

Já não basta, senhoras e senhores, mais do mesmo, ou reduzir a ação pública à estreita faixa da redução das taxas de juros.

O país não tem projeto.

Responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso.

Acumulamos um sem números de medidas paliativas, quando a hora exige reformas profundas, corajosas, estruturais, capazes de remover os entraves ao desenvolvimento.

Lembro aqui frase da jornalista e minha conterrânea Miriam Leitão: o governo distribui favores quando deveria trabalhar para melhorar o ambiente favorável ao crescimento.

Cito, por último, um grande poeta da minha geração, Cazuza, que não nos deixava esquecer: o tempo não para!

Se nada for feito, e rápido, para desatar os nós políticos e gerenciais que emperram a máquina pública, o Brasil vai perder a maior janela de oportunidades de sua história.

A grande verdade é que este governo envelheceu e envelheceu rápido demais.

Muito obrigado!

Link do pronunciamento: http://www.aecioneves.net.br/2012/03/pronunciamento-do-senador-aecio-neves-criticando-a-gestao-da-presidente-dilma/

Aécio Neves: senador apoia candidatura própria do PSDB no Rio

Aécio Neves: senador vai participar do lançamento da candidatura do deputado federal Otávio Leite à prefeitura do Rio.

PSDB lança candidato próprio no Rio

Fonte:  Raymundo Costa – Valor Econômico

Há 12 anos fora do governo estadual e sem nunca ter eleito um prefeito do Rio de Janeiro, o PSDB decidiu fazer a aposta de candidatura própria na cidade, nas eleições municipais de 2012. Trata-se do deputado federal Otávio Leite, escolhido pela executiva nacional do partido para uma missão considerada quase impossível: tornar competitivo os tucanos numa disputa entre dois grandes e tradicionais conglomerados políticos. A candidatura de Leite foi decidida pela executiva nacional do PSDB, contrariando outras correntes locais do partido.

O primeiro conglomerado, considerado favorito, é formado pela dupla pemedebista Sérgio Cabral (governador) e Eduardo Paes (atual prefeito) e o PT, à frente de uma coligação de 19 partidos. O núcleo do outro conglomerado é político-familiar, constituído pelo ex-governador Anthony Garotinho, hoje no PR, e o três vezes ex-prefeito Cesar Maia, hoje no DEM, depois de trafegar do PMDB ao PDT e PTB. Rodrigo, filho de Maia será o cabeça da chapa. Clarissa, filha de Garotinho e Rosinha (também ex-governadora), a candidata a vice-prefeito.

O próprio Leite foi da juventude pedetista, na eleição disputada por Brizola a presidente em 1989. Afilhado do presidente Juscelino Kubitschek, autor do projeto que tornou obrigatório o registro do programa de governo dos candidatos a presidente, Otávio Leite contará com a presença de renomados tucanos em sua campanha para tentar abrir passagem entre a candidatura favorita de Eduardo Paes, o prefeito candidato à reeleição, e a de Rodrigo Maia. Ele deve lançar a candidatura no dia 20 com as presenças do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e da dupla rival tucana Aécio Neves (MG) e José Serra (SP).

Visto em retrospecto, o apoio dos caciques tucanos ainda pode ser considerado pouco para o tamanho da empreitada. Desde o restabelecimento das eleições diretas nos três níveis do Executivo (em 1982 para os governos estaduais e em 1985 para os municipais), apenas dois candidatos do PSDB passaram bem pelas urnas do Rio: ex-governador Marcello Alencar, eleito em 1994 pela legenda, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, no mesmo ano, tendo como abre-alas o Plano Real. Alencar era um tucano saído do brizolismo.

Com breves intervalos, como Moreira Franco, eleito para o governo estadual em 1986, desde o restabelecimento das diretas os palácios do Rio de Janeiro sempre tiveram como inquilino um antigo correligionário de Leonel Brizola, eleito em 1982 – Brizola voltou em 1990, depois do intervalo Moreira Franco, foi sucedido por Marcello Alencar e, na sequência, por Anthony Garotinho (1998), sua mulher, Rosinha Matheus (2002), até a chegada do grupo que hoje controla o PMDB do Rio com forte influência no PMDB nacional.

FHC ganhou a reeleição no primeiro turno, em 1998, mas perdeu para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Rio. Em 2002, com Serra, o PSDB foi ao fundo do poço, com pouco mais de 360 mil votos. À época havia um nome regional e competitivo na disputa presidencial – justamente Garotinho, que dividiu com Lula a maior fatia do eleitorado carioca.

Terceiro e quarto maiores colégios eleitorais do país, respectivamente, Rio de Janeiro e Salvador são duas cidades em que o PSDB é muito vulnerável, portanto, são posições que a cúpula tucana julga necessário reforçar, se quiser manter vivo o projeto de reconquistar a Presidência da República. A Executiva recomendou que os caciques prestigiem os candidatos no maior número possível de capitais e grandes cidades, o que não é tarefa fácil: Serra estará empenhado na própria eleição, enquanto Aécio Neves precisa assegurar para os tucanos os maiores colégios eleitorais mineiros, se não quiser comprometer seu projeto presidencial de 2014.

A aposta de Otávio Leite é que o eleitorado esteja cansado do que chama de “mexicanização da política do Rio”. Num primeiro momento, com o desmembramento do brizolismo- Marcello Alencar, Garotinho, Cesar Maia e o ex-prefeito Saturnino Braga – e agora o “cabralismo”, núcleo constituído pelo PMDB desde que Sérgio Cabral era presidente da Assembleia Legislativa. Ele conta – ou sonha – com o ingrediente nacional, a polarização entre PT e PSDB, na cidade que ainda hoje guarda ares de capital da República.

O candidato tem currículo modesto, mas vencedor: vereador logo na primeira eleição que disputou, ampliou progressivamente seu eleitorado até 2006, quando teve mais de 90 mil votos para deputado federal. Foi eleito vice-prefeito de Cesar Maia, em 2004, mas em 2010 não passou dos 86 mil votos, novamente, para deputado federal. Agora está empenhado em aprovar uma emenda que julga bem do gosto do carioca: proibir a antecipação de feriados. Leite acha que a antecipação da comemoração do dia do servidor público, nas últimas eleições, aumentou em cerca de oito pontos a abstenção na Zona Sul do Rio, onde supõe se situar o maior foco de oposição à “mexicanização da política do Rio”.

Aécio Neves: senador diz que Governo Dilma evelheceu

Aécio Neves: senador faz oposição e diz que é falsa imagem de Dilma como gestora implacável e impositiva. “O país está paralisado”, lamentou

Aécio “inaugura” era de ataques a Dilma

Tucano faz discurso duro e se posiciona como alternativa para a Presidência

Fonte: O Tempo

BRASÍLIA. “O período de carência acabou” e, de agora em diante, o PSDB vai partir para uma cobrança mais agressiva de resultados do governo Dilma Rousseff. O anúncio foi feito, ontem, pelosenador Aécio Neves (PSDB-MG) em discurso na tribuna do Senado. Citando os indicadores econômicos e sociais, o pré-candidato do PSDB à sucessão do Planalto fez um balanço dos 15 meses da gestão Dilma Rousseff e concluiu que há uma paralisia em todas as áreas.

Segundo ele, é falsa a imagem da gestora implacável e impositiva, “que, por si só, seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do país e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão”.

“Estamos inaugurando uma nova fase de cobrança das promessas em realidade. O país está paralisado, nenhuma reforma estruturante foi enviada ao Congresso. Não dá para viver mais no mundo da propaganda oficial. Não vivemos no país das maravilhas”, criticou Aécio.

Sobre os escândalos que levaram à demissão de vários ministros até agora, o ex-governador disse que a mão de Dilma baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a sua própria mão que os nomeara.

“De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial esvaiu-se, simplesmente”, disse Aécio, completando: “A verdade é que o governo envelheceu. E envelheceu rápido demais”.

Sobre o cenário econômico, o tucano qualificou como “desolador” e disse que o Brasil está na contramão dos vizinhos, puxando o desempenho do continente para baixo, quando sempre liderou o processo de crescimento da América Latina.

Impacto. Aliados aplaudiram o discurso, que durou apenas 15 minutos, sem apartes. “Foi um discurso duro, redondo e afirmativo”, elogiou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Foi uma bela tijolada. Sinal de que uma nova postura mais agressiva, mais contundente, que corresponde ao tempo político do fim do período de graça, que está começando”, completou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Já os parlamentares da base desdenharam. “Não ouvi não! Tinha muita coisa pra fazer”, respondeu o ex-líder do PT, senador Humberto Costa (PE). O líder do PT, Walter Pinheiro (BA), também preferiu não comentar.

Presidindo

Defensora. Na presidência da Casa, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tocou insistentemente a campainha, por cincovezes, para lembrar a Aécio que o tempo estava esgotado.

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199533,OTE&IdCanal=1