Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição desmascara a soberba do PT e mostra que é hoje a principal Voz Nacional Contra o Governo do PT.

Aécio Neves: Líder da Oposição

Fonte: Jogo do Poder

O líder da oposição, Aécio Neves, hoje é a voz nacional que se levanta para desmascarar a soberba e a ganância do PT por poder.

 Aécio Neves é voz nacional da oposição

Aécio Neves: Líder da Oposição

líder da oposiçãoAécio Neves, é hoje a voz nacional que se levanta para desmascarar a ganância do PT por poder. O senador mineiro mostrou que liderará com méritos o projeto de governo que irá contrapor a ineficiência administrativa dos petistas. Esta foi a sensação deixada por seu discurso no Senado Federal, na tarde desta quarta-feira (20/02), quando fez um contraponto ao circo montado pelo PT para exaltar os 10 anos em que está nopoder central.

senador mineiro mostrou coerência, coragem e espírito democrático ao chamar para si a responsabilidade da crítica à sequência de governos do PT. E por outro lado, afastou definitivamente os rumores de que não teria capacidade para liderar a oposição no país.

Aécio Neves foi direto ao enumerar e justificar com fatos 13 fracassos da administração do PT nos últimos dez anos.

Como bom articulador e estadista, questionou a soberba e a política agressiva com que o PT tem guiado seus passos desde a redemocratização do BrasilAécio Neves chamou a atenção dos petistas para que parassem de usar um discurso tacanho em que não reconhecem a participação da sociedade brasileira e dos demais partidos políticos nos processos de melhoria do país.

E por fim, o senador mineiro mandou um recado aos sabotadores de sua pré-candidatura e principalmente ao PTque, movido pelo medo de perder o tão sonhado poder perpétuo, vem governando o país pensando apenas na reeleição de Dilma Rousseff“vamos falar de um país que qualifica a educação, um país que investe solidariamente em segurança pública, que fortalece os municípios e os estados. Não esse país virtual que o PT criou e quer que os brasileiros acreditem que ele existe”, disse, como legítimo líder da oposiçãoAécio Neves.

Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonômia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Presidência em 2014: Aecio e Campos evitam falar de sucessão

Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014. Os dois estiveram em Uberaba para apoiar a candidatura de Antonio Lerin do PSB.

Aecio: 2014

 Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014

Aecio e Campos evitam falar da presidência em 2014. Os dois estiveram em Uberaba para apoiar a candidatura de Antonio Lerin do PSB.

Fonte: Agência Estado publicado no Estado de Minas

Aecio e Campos evitam falar de possível aliança entre PSDB e PSB em 2014

Dois dos nomes cotados para terem papéis de destaque na disputa pelo Palácio do Planalto em 2014, o senador Aecio Neves (PSDB-MG) e o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), participaram juntos de ato de campanha em Minas Gerais nesta sexta-feira, mas evitaram qualquer referência a uma possível aliança para a corrida presidencial. Pelo contrário, reforçaram parcerias nas eleições municipais, mas o tucano fez a ressalva da “compreensão das circunstâncias do outro”, enquanto Campos salientou que alianças locais significam uma renúncia “às posições em nível nacional”.Aecio é o nome mais cotado do PSDB para a eleição presidencial de 2014 e já manifestou interesse em uma aliança com o socialista, que integra a base do governo da Presidente Dilma Rousseff e é visto como figura essencial em uma possível coligação pela reeleição da petista. Mas PSB e PSDB também mantêm alianças locais, como a que resultou na reeleição em primeiro turno do prefeito de Belo Horizonte, o socialista Marcio Lacerda, e, em 2010, na eleição do governador de Minas, o tucano Antonio Anastasia.Nesta sexta-feira, os dois participaram de ato de campanha do deputado estadual Antonio Lerin (PSB), que chegou ao segundo turno na disputa pela prefeitura de Uberaba, no Triângulo Mineiro, contra o deputado federal Paulo Piau (PMDB). Segundo Campos, porém, a presença dos dois no evento tem significado “para 2012“. “A eleição nem terminou ainda. Falar dessas coisas termina criando problema, mais para Aecio do que para mim”, disse, referindo-se a 2014, em meio a risos inclusive do tucano.

De acordo com o governador, as parcerias locais ocorrem “com muita naturalidade” porque integrantes das duas legendas estiveram juntos “em momentos bonitos da vida brasileira”, como a redemocratização. “Estivemos separados nos últimos anos nas lutas políticas brasileiras, mas, quando o interesse do País foi colocado na pauta, a gente sempre esteve junto. Isso é da maturidade democrática. Não faz a gente renunciar às nossas diferenças nem deixar as posições que temos a nível nacional”, observouCampos, que negou a intenção de rodar o Brasil em uma espécie de pré-campanha. “Quem está pelo País todo é o Aecio“, declarou, mais uma vez entre risos de todos.

Aecio concordou com a aproximação em torno das “grandes questões nacionais”, mas ressaltou que essas alianças ocorrem com “cada um compreendendo as circunstâncias do outro”. “Política é isso. Você compreender as circunstâncias do seu amigo, do seu companheiro. Eduardo participa hoje com seu partido da base de sustentação do governo da presidente Dilma. Somos a oposição. E cada um cumpre o seu papel”, concluiu.

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/10/19/interna_politica,324532/aecio-e-campos-evitam-falar-de-possivel-alianca-entre-psdb-e-psb-em-2014.shtml

Presidente 2014: Aécio Neves e Campos reforçam campanha em Uberaba

Aecio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

Aecio Neves: presidente 2014

Fonte: O Globo

Aecio Neves e Eduardo Campos se unem de olho em 2014

Prováveis adversários do PT em 2014, eles medem forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff

Aecio e Campos se unem em Uberaba e antecipam 2014

Aécio e Campos se unem em Uberaba mirando 2014. Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

BRASÍLIA e UBERABA — Inflados pelas vitórias no primeiro turno de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte, e de Geraldo Júlio, em Recife, os padrinhos das duas candidaturas, respectivamente Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prováveis adversários do PT em 2014, unem-se para medir forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff neste segundo turno em capitais e grandes cidades. Mostrando um distanciamento cada dia maior de partidos da base aliada do governo e se firmando como terceira via, o presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos usou nesta sexta-feira um ato de campanha em Uberaba, cidade importante do Triângulo Mineiro, para estrear na campanha ao lado de Aecio, que também comemora o fato de ter conseguido polarizar com Dilma no primeiro turno em Belo Horizonte.

Tucanos dizem que a disputa em Uberaba entre Antonio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) é o que menos conta na aparição da dupla, e que o mais importante é o simbolismo dos dois juntos. Isso porque essa parceria entre os dois netos de políticos famosos —Aecio, do ex-presidente Tancredo Neves, e Campos, do ex-governador Miguel Arraes — está deixando o PT de cabelo em pé. A eleição municipal deste ano, para o PSB, tem funcionado como o passaporte para o partido alcançar independência dentro da base e se firmar como alternativa em 2014. Ou negociar com o aliado histórico, o PT, protagonismo para 2018.

— Esse encontro de Aecio e Eduardo Campos em Uberaba tem repercussão nacional. Aecio mostra sua ampla circulação e Eduardo Campos reforça que não será sublegenda do PT, muito menos tutelado e patrulhado! Aecio e Eduardo são os dois maiores lideres da nova geração política — comemora o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.

A aparição pública dos dois nesta sexta-feira em Uberaba foi mais modesta do que o esperado, mas ficou registrada a foto do momento. Campos e Aecio também apoiaram o candidato do PSB em Belo Horizonte, o prefeito reeleito Marcio Lacerda, mas o governador pernambucano não esteve na capital mineira.

Declarações cuidadosas

Aecio Neves chegou a Uberaba no meio da tarde de ontem e ficou na casa de um amigo, enquanto aguardava a chegada de Eduardo Campos, que aterrissou na cidade mineira por volta das 18h30m.

Os dois concederam uma breve entrevista no aeroporto, e evitaram dar maior significado à atuação política conjunta, principalmente no que se refere à sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. Questionado sobre a presença no município mineiro, junto com Aecio, Campos disse que se limitava ao apoio ao candidato de seu partido.

— O único significado que tem aqui é o de eleger o candidato Lerin em 2012. Nossa energia está voltada para apoiá-lo. Ainda não há resultados nem mesmo da eleição, e vocês já estão falando em 2014 — desconversou Campos.

Aecio também limitou suas respostas à disputa eleitoral para as prefeituras.

— O PSDB tem muitas alianças. Todas elas para uma melhoria de políticas públicas, visando a uma qualidade de vida melhor para o povo — afirmou.

Além de Fortaleza, onde o PSDB apoia Roberto Cláudio (PSB), e Manaus, onde o PSB apoia Arthur Virgílio (PSDB) contra Lula, Dilma e a candidata Vanessa Graziottin (PCdoB), os partidos de Aecio e Campos fazem dobradinha em outras capitais e cidades importantes, como Campinas, neste segundo turno das eleições municipais.

O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ironiza declarações de Eduardo Campos de que o PSB continua na base de Dilma, mas não será satélite do PT:

— A preocupação do PSB, do Eduardo Campos, é não ser satélite do PT. Mas ele tem que ter a mesma preocupação em não ser satélite do PSDB.

De uma forma ou de outra, fortalecido nas urnas, com PT ou PSDB, Eduardo Campos já avisou que o PSB estará no jogo em 2014:

— Esse movimento do PSB só deve preocupar o PT, porque representa uma fissura grande dentro da base. Nós, da oposição, vamos apresentar um projeto alternativo de poder em 2014. Se amanhã forças que hoje estão com o governo quiserem apoiar esse projeto serão muito bem vindas — disse Aecioao GLOBO.

Queixas de candidatos da base

Derrotado no primeiro turno em Manaus, Serafim Corrêa, do PSB, diz que o atropelamento do PT aos aliados está aproximando o PSB do PSDB. Ele conta que no primeiro turno procurou apoio de Dilma e do PT, mas foi informado que a cúpula já tinha se decidido por Vanessa Graziotin, do PCdoB, que pode ser derrotada pelo tucano, segundo as pesquisas.

— Eu era ou não era também candidato da base? O apoio que deram a Vanessa foi desproporcional. Foi uma sacanagem Lula e Dilma já fazerem uma opção no primeiro turno pela Vanessa! Agora, (o líder do governo no Senado) Eduardo Braga, que acha que é rei em Manaus, está colocando Lula e Dilma numa gelada. Estão trazendo a presidente aqui para ser sócia de uma derrota — disse Serafim Corrêa, lembrando que em 2008, quando o PSB ficou isolado, o PSDB apoiou o partido.

Serafim Corrêa conseguiu formalizar o apoio do PSB local ao tucano Arthur Virgílio, apesar das tentativas de Vanessa Graziotin de impedir. A presidente Dilma deve ir a Manaus na segunda feita, embora tenha dito, durante a campanha, que não entraria em eleição disputada por dois partidos aliados. Tática que foi deixada no primeiro turno.

Diante das ofensivas de Campos e da proximidade com o principal partido de oposição, o ex-presidente Lula também resolveu ignorar isenção em cidades onde aliados estão em disputa. Na próxima semana ele irá reforçar o palanque de Elmano Freitas em Fortaleza, onde o petista está empatado com o candidato do PSB, Roberto Cláudio.

(Colaborou Thereza Cristina Gonçalves Ferreira)

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-neves-eduardo-campos-se-unem-de-olho-em-2014-6465465#ixzz29noI8Zlk

Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: De 2014, nós vamos cuidar só em 2014. PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reformas.

Aécio: presidente 2014

Fonte: O Tempo

Entrevista com Aécio Neves

 Aécio presidente: De 2014, vamos cuidar somente em 2014

Aécio presidente: ‘De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014′

Aécio diz que PSDB terá lado nas cidades com 2º turno

Qual é o balanço do desempenho do PSDB das eleições em Minas? O partido elencou algumas prioridades e entre essas cidades sofreu derrotas …

Aécio Neves – Primeiramente, quando você fala em uma análise eleitoral, você não pode restringi-la a um partido. Nós temos uma base muito ampla em Minas Gerais desde o meu governo. Nós apoiamos inúmeros candidatos dessa base no interior do Estado. Ontem, inclusive, fizemos uma reunião no Palácio das Mangabeiras com o governador e algumas lideranças políticas do Estado. A vitória da base de sustentação do governo chega perto de 85% do total das prefeituras do Estado. O PSDBcontinua sendo um partido majoritário em Minas Gerais. O resultado é uma confirmação da aprovação da população mineira a um modelo de gestão que foi implantado em 2003, depois que venci em 2002, e que se mantém vivo e sólido até hoje.

O senhor pode adiantar a posição do PSDB nessas quatro cidades que terão segundo turno?

Aécio Neves – Para não precipitar o processo, nós estamos ouvindo primeiro as lideranças locais do partido e dos candidatos que disputaram as eleições, mas a nossa ideia é termos posição nos quatro municípios.

OUÇA – Aécio Neves fala sobre os erros da campanha do PT na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte:

E em relação a Belo Horizonte …

Aécio NevesO resultado foi excepcional. O que ocorreu foi o segundo turno no primeiro. O momento em que o Palácio do Planalto intervém diretamente no processo eleitoral e retira uma candidatura colocada naquele instante, isso levou um movimento na mesma direção no nosso campo político. A polarização da eleição no primeiro turno foi, talvez, o primeiro equívoco daqueles que quiseram nacionalizar a campanha. Não podemos desprezar a força da presença da presidente da República, que tem uma avaliação muito alta. Foi um resultado extraordinário. Eu acho que o equívoco que o PT cometeu nesse processo e que o levou a mais essa derrota foi colocar em segundo plano o interesse de Belo Horizonte. Desconheceu que havia uma administração em Belo Horizonte em curso séria, bem-avaliada, com investimentos extremamente importantes. Então, nós colocamos o interesse de Belo Horizonte à frente. Eu não fiquei preocupado em contabilizar no meu mapa eleitoral mais um “x”, uma vitória do PSDB, mas, sim, uma vitória importante para Belo Horizonte.

OUÇA – Senador mineiro explica o seu apoio a Marcio Lacerda na prefeitura da capital mineira:

O PT saiu da aliança ou o PSDB o empurrou para fora dela?

Aécio NevesFoi o PT que saiu da aliança, mais uma vez por priorizar o interesse do PT. O PT saiu da aliança por um motivo fútil, porque queria eleger mais “x” vereadores. Ele queria que o PSB fizesse o papel que o PMDB se dispôs a fazer para ele nessa eleição, que foi abdicar de ter uma bancada. O PMDB praticamente desapareceu, elegeu apenas um vereador. Está comprovado, agora, que o PSB tinha razão. O PSB tem que constituir sua bancada para dar sustentação ao prefeito. O prefeito não pode ser chantageado o tempo inteiro por não ter uma bancada do seu partido minimamente sólida.

O senhor acredita que a administração de Belo Horizonte vai ter o perfil do PSDB?

Aécio NevesEu acho que ela será mais ágil e mais eficiente. O Marcio sempre reclamou muito das pressões internas que recebia, esse modo do PT de indicação de cargos a todo instante. Imagina o gabinete do vice-prefeito com 30 cargos comissionados. Nem lugar para sentar essas pessoas tinham. Me falam em mais de 900 cargos comissionados. Eu acho que o prefeito vai ter uma administração mais leve. Sempre fui defensor da tese de que se deve gastar menos com a estrutura, seja do Estado ou da prefeitura, para investir mais nas políticas públicas. Eu acho que o Marcio terá mais liberdade para fazer um governo mais meritório. Eu acho que ele pode fazer uma administração extraordinária porque ele não terá as amarras que teve até aqui.

O Marcio Lacerda se credencia para as eleições em 2014?

Aécio NevesIsso é precipitado dizer. O Marcio tem reafirmado seu interesse em ficar na administração municipal. Ele acaba de ser reeleito, então, é até um desrespeito com a população de Belo Horizonte antecipar essa questão. Agora, é preocupar em renovar a administração, estabelecer as novas metas, cuidar de Belo Horizonte. De 2014, nós vamos cuidar somente em 2014.

A eleição em Recife e aqui coloca o PSB em destaque dentro do quadro nacional. Como o senhor imagina que vai ser a relação do PSB com o PSDB em 2014?

Aécio NevesO PSDB tem uma aliança com o PSB em vários Estados e, talvez aqui, uma das mais sólidas, que é uma aliança natural, que não foi construída para ganhar uma aliança seja nacional, seja estadual. Desde minha primeira eleição, o PSB participa formalmente da nossa aliança, participa dos governos, participou da minha reeleição, participa com Anastasia. Nós apoiamos aqui, em Belo Horizonte, um candidato do PSB e temos várias outras alianças com o PSB no Estado. Mas, o PSB em nível nacional participa da aliança do governo. Seria indelicado da minha parte dizer que o PSB estaria no nosso campo amanhã. O PSDB vai construir uma proposta alternativa mais ousada nos campos das grandes reforma, das parcerias com o setor privado, alavancar os investimentos em infraestrutura. Quais serão os nossos aliados? O tempo é que vai dizer. Eu não posso dizer que alguém que está hoje na base vai vir para se juntar a nós. Quanto mais consistente for o nosso projeto, mais apoio eu acho que vai conquistar, inclusive da sociedade, não apenas dos partidos políticos. Eu tenho muita confiança de que o PSDB estará muito competitivo adiante.

Mas e sua relação com o governador Eduardo Campos?

Aécio NevesEu tenho do ponto de vista pessoal uma relação muito próxima com o Eduardo (Campos, presidente nacional do PSB). Nem sempre estamos no mesmo palanque, mas não é impossível que isso possa ocorrer lá na frente. O PSB vai saber, no tempo certo, a sua posição.

Em relação às eleições nacionais, o PSDB teve um desempenho bom?

Aécio NevesSim, e tem um fato que eu ressalto: o PSDB se restabeleceu no Nordeste e no Norte do Brasil. Se fizermos uma análise superficial, no Sul e no Centro-Oeste, nós sempre tivemos nas eleições nacionais um ótimo desempenho. Vencemos em todos esses Estados porque ali há um perfil de atividade econômica – produtores rurais em boa parte – que se aproxima mais da visão do PSDB. Mantivemos no Sudeste uma posição sólida nos dois maiores colégios eleitorais, em São Paulo e em Minas. Ganhamos em Belo Horizonte e estamos disputando agora em São Paulo, com reais chances. Mas tivemos um fracasso muito grande no Nordeste e no Norte nas últimas eleições. Nessa eleição municipal, nós já vencemos no primeiro turno em Maceió, com o PSDB, em Aracaju, com o Democratas. Estamos disputando Salvador, João Pessoa, Campina Grande, Teresina, São Luís e em outras capitais. No Norte, estamos disputando em Belém e em Manaus, e o PT não está nessas disputas. Houve aí o início do processo de reinserção da oposição no Nordeste, que eu reputo como o fato que mais me chamou a atenção. As oposições saem muito vivas dessas eleições e devem se preocupar, em 2013, de buscar uma nova interlocução com a sociedade, identificar os grandes gargalos que o Brasil tem e que levam ao crescimento pífio da economia.

Quais os equívocos do governo Dilma que podem ser diretriz do seu projeto de 2014?

Aécio Neves – O PT, desde lá de trás, acomodou-se. Abriu mão de ter uma projeto ousado para o país para se contentar com o projeto de poder. As grandes reformas não foram feitas. Nenhuma dessas questões foram enfrentadas. O governo do PT é pouco generoso com os Estados e os municípios e é ineficiente. Em relação a Minas, O PT tem uma dívida muito grande.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=213499,OTE&IdCanal=1

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20 – senador fala das eleições em Belo Horizonte e critica a posição do Governo Dilma em relação ao Código Florestal.

 Aécio Neves: entrevista do senador

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Aécio: Eleições 2012 e a Rio+20

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Assuntos: Eleições em BH, PSDB, PT, Rio+20

Sobre a sucessão municipal, o senhor aqui conversando com parlamentares do PR e também a definição do candidato a vice-prefeito em Belo Horizonte.

Aécio: Desde o início do processo de Belo Horizonte, dissemos de forma muito clara que a condução seria feira pelo Diretório Municipal do PSDB, respaldado pelo Diretório Estadual. É uma questão partidária. E o PSDB vem se manifestando há muito tempo em favor da candidatura de Marcio Lacerda, não agora, quando ele está na frente das pesquisas. No caso do PSDB, a nossa manifestação consciente e consistente, sem divisões, sem rachas, sem grupos internos, foi a favor de Marcio Lacerda desde a última eleição, quando ele sequer aparecia, sequer pontuava nas pesquisas eleitorais. E não vemos razão maior para que ele deixe de ter o nosso apoio.

O que esperamos é que cada vez mais a prática administrativa do PSDB, da meritocracia, com a qual ele tem muita afinidade, até porque conviveu conosco como meu secretário de Desenvolvimento Econômico, possa estar avançando na Prefeitura. Temos do ponto de vista administrativo algumas diferenças em relação ao que pratica o PT. Enquanto privilegiamos resultados, metas e a qualidade dos servidores, o PT caminha sempre na direção do aparelhamento da máquina pública e da ineficiência, que assistimos hoje, inclusive no plano federal. Mas, em relação a Belo Horizonte, o PT toma uma decisão, não sei ainda qual a decisão final do PSB, mas o deputado Miguel Corrêa é um nome qualificado. Isso não é para nós o mais relevante. O mais relevante é que o prefeito Marcio Lacerda possa ter como candidato a vice, independente de qual seja o partido, um aliado, e não um adversário, como ele teve nos últimos quatro anos.

A administração pública é complexa, os desafios são permanentes. Se você tem ao seu lado como vice-prefeito alguém que trabalha contra diuturnamente, como aconteceu com o último vice-prefeito do PT, é muito ruim para a cidade, para a administração. Cabe ao prefeito Marcio Lacerda dizer se ele está confortável, confiante na parceria agora indicada pelo PT. Somos a favor de Belo Horizonte. Não estamos nesse jogo político discutindo espaços, brigando por essa ou aquela secretaria, por esse ou aquele espaço político. Até porque considero Marcio Lacerda, o candidato a prefeito de Belo Horizonte, como um aliado político de primeiríssima hora. Até porque quem o trouxe de volta para a vida pública fomos nós, quando o convidei para ser o nosso secretário de Desenvolvimento Econômico e quando lançamos candidato à prefeitura de Belo Horizonte, com apoio do então prefeito Pimentel.

E essa conversa com o PR?

Aécio: Eu tenho com o PR uma aliança histórica. O PR está na nossa base de sustentação desde o meu primeiro mandato. Participamos juntos em eleições no estado inteiro. Aqui mesmo agora, recebo a visita do deputado Aracely que disputará me parece a eleição em Araxá. Vamos conversar com eles. Onde for possível, solidificarmos a nossa aliança, vamos fazer. A nossa base aliada, PSDB aliado aos partidos que nos dão sustentação, todos somados, venceremos cerca de 90% das prefeituras do estado de Minas Gerais nestas eleições.

Qual a expectativa do senhor sobre a Rio+20?

Aécio: Um pouco desorganizada, sobretudo, do ponto de vista do Brasil. O fato de não termos conseguido dar um fecho no Código Florestal é uma sinalização ruim que o Brasil dá para as outras partes do mundo. Já tenho dito, há muito tempo, que o Brasil pode ser, pelas circunstâncias da natureza, circunstâncias que o destino nos proporcionou ter, do ponto de vista da emissão de carbono, enfim, um país autossustentável, temos a matriz energética mais limpa do mundo, mas era preciso que houvesse do ponto de vista do governo, uma ação, a meu ver, mais coordenada e mais incisiva para que o Brasil assuma um papel de liderança e não seja apenas o hospedeiro, apenas o anfitrião, de um evento destas proporções. Na verdade, já começa haver uma divisão entre países desenvolvidos de um lado, pouco propensos a fazerem esforços do ponto de vista exatamente da emissão de gases estufa, enfim, de busca de matrizes energéticas mais limpas, em contraponto com os países em desenvolvimento. Só teremos avanços consistentes quando cada um, no limite das suas possibilidades, contribuir para a construção, não apenas nas próximas décadas, mas até mesmo no próximo século. É um momento importante, um marco importante, mas espero que o Brasil tenha uma posição mais ousada do que apenas de ser o anfitrião do evento.

Aécio Neves: Link da entrevista: http://www.aecioneves.net.br/2012/06/entrevista-do-senador-aecio-neves-sobre-a-rio20-e-outros/

Aécio Neves líder da oposição: faltam recursos

Aécio Neves líder da oposição diz que cidades sofrem. Senador convocou pré-candidatos para debater ausência federal no apoios aos municípios.

Aécio Neves líder da oposição

Fonte: Jogo do Poder

Senador Aécio: debate sobre ausência de investimentos nos municípios

Aécio Neves  líder da oposição  diz que faltam recursos

Senador Aécio Neves líder da oposição destacou que as cidades sofrem com a falta de recursos, principalmente, nas áreas de saúde e segurança pública.

Convocação – O senador Aécio Neves líder da oposição convocou pré-candidatos a prefeito pelo PSDB em todo país a debater com a população a ausência de investimentos federais nos municípios brasileiros.

Em reunião com os pré-candidatos a prefeito que disputarão as eleições deste ano pelo PSDB nas 100 maiores cidades brasileiras, o senador Aécio disse que o governo federal concentra recursos e trabalha para o enfraquecimento dos municípios.

“Estamos vivendo a mais perversa concentração de receitas tributárias nas mãos da União de toda a história republicana no Brasil. E esse é outro grande tema. O governo federal parece querer caminhar na lógica de concentrar cada vez mais recursos para poder determinar, a seu bel-prazer, em função do humor da presidente, quem será atendido, quando será e de que forma será atendido”, criticou Aécio.

O senador ainda complementou: “A Federação no Brasil é uma palavra solta em uma folha de papel. Estamos caminhando para viver em um estado unitário no Brasil. Fazer com que estados e municípios readquiram capacidade de enfrentar suas dificuldades é o discurso que tem a cara do PSDB”. Finalizou o senador Aécio Neves líder da oposição.

 Aécio Neves líder da oposição – Link do site do senador: http://www.aecioneves.net.br/biografia

Aécio Neves: líder da oposição defende revisão da dívida dos estados

Aécio Neves: líder da oposição, voltou a cobrar do governo diálogo com governadores sobre as dívidas dos estados junto ao Tesouro Nacional.

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves: líder da oposição

Aécio Neves apresentou projeto de lei no Senado propondo que o novo indexador de correção para a dívida dos estados

Aécio Neves: líder da oposição – senador disse que o governo federal cobra hoje dos estados e municípios brasileiros juros mais altos do que aqueles concedidos a empresas privadas por meio do BNDES.

O senador Aécio Neves, que é o líder da oposição é um importante aliado dos governadores de diversos partidos, inclusive da base aliada do governo federal, que vêm lutando para que a União reveja os índices de reajuste das dívidas.

Aécio Neves acredita que falta generosidade ao governo do PT para tratar a questão das dívidas dos estados e municípios, que têm sido penalizados com juros elevados.

Muitos estados, como Minas Gerais, já pagaram várias vezes mais o valor da dívida contraída e ainda devem muito. Em 1998, a dívida mineira era de R$ 14 bilhões. Nesse período, o estado pagou R$ 21 bilhões e hoje ainda deve R$ 58 bilhões. A dívida em Minas foi contraída antes de 1997.

O líder da oposição Aécio Neves apresentou projeto de lei no Senado propondo que o novo indexador de correção poderá ser o IPCA ou o IGP-DI, prevalecendo o mais favorável para os estados. O projeto de lei prevê uma taxa real de juros de 2% ao ano e um limite para pagamento de até 9% da Receita Líquida Real (RLR) dos estados. Hoje, os estados comprometem entre 11,5% e 15%, dependendo da unidade federativa.

Aécio Neves: líder da oposição cobra solidariedade da União

Aécio Neves: líder da oposição – senador diz que faltou sensibilidade ao Governo do PT em relação à unificação das alíquotas de ICMS.

Aécio Neves defende fim da guerra fiscal e cobra solidariedade da União a estados brasileiros

Fonte: Assessoria de Imprensa do senador Aécio Neves

Aécio Neves

Aécio Neves: líder da oposição

“O governo da presidente Dilma continua fazendo o mesmo que fez o governo passado. Nenhuma iniciativa estruturante, surfando nos índices de popularidade e isso pode ser, no futuro, extremamente perverso para o Brasil”, diz Aécio

O senador Aécio Neves defendeu, terça-feira (17/04), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o fim das isenções fiscais concedidas a empresas de importação a partir da unificação das alíquotas de ICMS no país. O senador disse que a medida, aprovada ontem na CAE, deveria unir os estados brasileiros, mas que faltou sensibilidade ao governo federal na compensação às unidades da Federação que sofrerão perda de receita com a nova resolução (PRS- 72) do governo.

“”Mais uma vez o governo federal vira as costas para a questão federativa e me parece que tem até um prazer, que havia demonstrado em derrotar a oposição, que se estende agora a base. Há uma máxima do então senador Tancredo (Neves), que dizia que ele tinha muito mais prazer em fazer um bom acordo do que em derrotar um adversário. A atual presidente da República exercita esta máxima às avessas. Ela dá a impressão que tem muito mais prazer de derrotar um adversário do que fazer um bom acordo. O governo federal tinha todas as condições de possibilitar uma transição para esses estados, obviamente, impedindo que esse privilégio, principalmente para empresas comerciais, as chamadas trades, continuassem a prevalecer em detrimento do parque industrial nacional””, afirmou Aécio.

O projeto de resolução segue, agora, para aprovação no Senado, mas causará prejuízos ao Espírito Santo, Santa Catarina e Goiás. Emenda do senador estabelecia descontos nas dívidas desses estados com a União durante um período de transição de cinco anos. A maioria governista impediu, no entanto, que a emenda apresentada fosse votada.

O senador Aécio Neves destacou que as medidas tomadas pelo governo para estímulo à indústria têm sido tímidas frente às dificuldades enfrentadas pelo setor produtivo nacional, como a elevada carga de impostos, câmbio sobrevalorizado e a má qualidade da infraestrutura do país.

“”Fatores como a absoluta falta de infraestrutura, os juros estratosféricos praticados, o câmbio sobrevalorizado, a maior carga tributária do mundo, impactam muito mais do que aquilo que aqui está sendo efetivamente discutido. Não existe uma política de desenvolvimento. Existem medidas paliativas sempre pressionadas por determinados setores da economia, setores mais organizados, onde os lobbies são mais consistentes. É preciso fazer isso para o conjunto de toda a economia””, afirmou.

Guerra dos portos

A emenda do senador Aécio Neves estabelecia uma regra de transição que possibilitasse que os estados prejudicados com queda de receita, sobretudo Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina, fossem compensados, durante os primeiros cinco anos de vigência da unificação do ICMS. Isso seria feito com abatimentos no pagamento de suas dívidas com a União. O cálculo das perdas, pela emenda apresentada pelo senador, seria feito pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Todas as emendas apresentadas ao PRS 72 foram rejeitadas pelo relator e a base do governo impediu que elas fossem levadas a voto na CAE.

Link da matéria: http://www.aecioneves.net.br/2012/04/aecio-neves-defende-fim-da-guerra-fiscal-e-cobra-solidariedade-da-uniao-a-estados-brasileiros/

Aécio Neves: senador em artigo critica práticas partidárias

Aécio Neves: senador critica quadro partidário e diz que busca pelo poder no Brasil é o que “inspira as práticas partidárias”, comentou.

Eleições e cidadania

Fonte: artigo do senador Aécio NevesFolha de S.Paulo

O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea – e, claro, da condição política aqui no Brasil.

O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração. Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d’além-mar.

No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios. Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias. Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política. Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios. Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.