Eleições 2014: Anastasia defende Aécio no Rio

Antonio Anastasia: governador de Minas acredita em composição das correntes do PSDB em torno de Aécio para suceder Sérgio Guerra.

Antonio Anastasia: Aécio 2014

Fonte: O Tempo

2014. Para o governador mineiro, eleição do senador como presidente do PSDB é um “passo importante”

Tucano também critica federação brasileira e diz que falta “harmonia”

Rio de Janeiro. O governador mineiro Antonio Anastasia (PSDB) aproveitou um encontro com comerciantes e empresários do Rio de Janeiro, ontem, para criticar o governo federal e defender o nome do senador Aécio Neves com vistas à sucessão de 2014.

Segundo Anastasia, a eleição de Aécio para a presidência do PSDB é “um passo importante” na estratégia para a eleição presidencial e, também, um “fator de renovação das ideias e um avanço cada vez maior do partido”.

O governador disse acreditar em uma composição de todas as correntes partidárias em torno do nome de Aécio para suceder o deputado Sérgio Guerra (PE) no comando do partido e, assim, se fortalecer como pré-candidato à Presidência da República. “Se o partido entender assim e o senador Aécio Neves vier a ser indicado presidente do partido, será positivo, ele vai percorrer o país levantando as bandeiras do PSDB e discutindo os temas nacionais mais relevantes. Acho que haverá grande unidade em torno do senador Aécio Neves. Quando chegarmos em maio, teremos uma composição”, afirmou.

Anastasia disse que o partido precisa tratar “metas e propósitos” para a eleição de 2014 “de maneira firme, com tranquilidade, objetividade, serenidade e realismo”. Questionado sobre uma possível saída do ex-governador José Serra do PSDB, ele respondeu: “É uma questão de foro íntimo, mas não acredito. Ele (Serra) é fundador, muito identificado e um elemento muito importante para o partido”.

Críticas. A federação brasileira chegou, neste ano, no momento mais grave de sua crise, na avaliação do governador mineiro. “A federação está doente, está anacrônica, tornou-se letra morta”, afirmou, em palestra sobre o pacto federativo, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Anastasia citou os temas de discórdia entre os Estados: guerra fiscal, divisão do Fundo de Participação dos Estados (FPE), dívida dos Estados com a União e criação de gastos obrigatórios sem a contrapartida em receitas, como piso salarial de servidores.

Segundo ele, faltam harmonia na federação e autonomia aos entes. “Embora o tema tenha sido tratado na Assembleia Constituinte de 1988, de lá para cá, a federação foi se erodindo, num processo de décadas, e não deste governo. Falta à União exercer o papel de garantir a harmonia, e o governo federal é excessivamente centralizador”.

PSB
Campos ataca `velhas lideranças´

Recife. O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), voltou a criticar “as velhas lideranças políticas carcomidas” do país ao falar, no final da manhã de ontem, para uma plateia de cerca de 2.000 mulheres, no teatro Guararapes, em Recife, onde foi ovacionado com um coro: “Brasil pra frente, Eduardo presidente”.

“Estamos num processo de construção de um novo Brasil, que precisa, também, de um novo pacto social e político”, disse ele, ao discursar no evento em defesa da igualdade de gêneros. “Não vamos arrancar o resto de machismo que tem na máquina pública deste país com as velhas lideranças políticas carcomidas que nunca assumiram os compromissos de romper com esses cacoetes e deformações”.

O governador, que tem assumido uma forte movimentação nacional para fortalecer seu nome como presidenciável, afirmou que a posição do PSB é de “solidariedade” com o projeto da presidente Dilma. Para o socialista, suas recentes críticas ao governo federal não podem ser tratadas com “intolerância”, nem serem vistas como um “incômodo”.

“O PSB renunciou a uma candidatura no primeiro turno (em 2010) para ajudar o governo. Em todas as votações no Congresso Nacional, o PSB foi quem mais ajudou, sobretudo em questões políticas. Agora, precisamos discutir o Brasil. Isso não pode ser um incômodo, nem tratado com intolerância”, disse.
Campos voltou a afirmar que só tratará de candidatura presidencial em 2014.

Dornelles
`Estrutura está nas mãos do Judiciário´

Rio de Janeiro. A federação brasileira está “nas mãos do Judiciário” por causa de distorções criadas na representação política pela Constituição. A avaliação foi feita ontem pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que está pessimista com a possibilidade de acordos no Congresso resolverem disputas como a distribuição dos royalties de petróleo e a reforma do ICMS.

“O Brasil está nas mãos do Judiciário devido à distorção de representação. Quem tem a maioria não quer abrir mão dela. Essa é a causa de todos os problemas federativos”, afirmou Dornelles, em palestra sobre o pacto federativo na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

A distorção, segundo o senador, está no peso proporcional dos eleitorados estaduais na escolha de deputados e senadores. “A maioria absoluta da Câmara representa uma minoria da população”, disse Dornelles, estimando que de 25% a 30% do eleitorado nacional eleja cerca de 80% do Senado.

Dornelles criticou benefícios com o ICMS, que causam “guerra fiscal“, e a distribuição dos royalties e do Fundo de Participação dos Estados (FPE). “Os royalties são receita originária, pertencem ao produtor, com natureza compensatória”, afirmou.

Oposição: Aécio é duro com claque do PT

Oposição: Aécio diz que PT tenta tirar foco da opinião pública sobre operação para eleger Renan Calheiros à presidência do Senado.

Oposição: Aécio Neves

Fonte: Jogo do Poder

Líder da oposição: Aécio Neves explica ataque da claque do PT

Líder da oposição: Aécio Neves explica ataque da claque do PT no episódio da eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado

 Oposição: Aécio é duro com claque do PT

Oposição: Aécio diz que PT tenta tirar foco da opinião pública

Maior líder da oposiçãoAécio Neves tem sido bombardeado pela claque do PT nos últimos dias, numa clara tentativa de desviar o foco da operação montada pela presidente Dilma Rousseff e pelo seu partido para eleger Renan Calheiros (PMDB) como presidente do Senado Federal.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada na edição desta sexta-feira (08/02), Aécio Neves voltou a mostrar que sua posição frente à eleição no Senado foi firme e transparente. Foi dele a primeira voz da Casa a ir a público e se posicionar contra a candidatura de Renan Calheiros.

A posição de Aécio Neves como líder da oposição foi até seguida, dias depois, por outros partidos como o PSB, conforme revelou na entrevista o próprio senador mineiro:

“Tomei a decisão que achei correta. Comecei a semana falando contra a eleição do Renan, pedindo que abrisse mão da candidatura. Fiquei muito feliz que 48 horas depois, na quarta-feira, os senadores do PSB, que não tinham se manifestado, acompanharam-nos nessa posição. Lamento profundamente que alguns senadores do PSDB não seguiram a orientação da bancada, apesar do apelo enfático que fiz. Eu conversei pessoalmente com o Renan e disse que ele ficasse à vontade em relação ao cargo na Mesa, que era irrelevante. Quando a eleição estava garantida, o Eduardo Braga me encontrou no plenário e disse que perderíamos a Primeira Secretaria. Eu respondi: me façam esse favor!”.

Após a vitória de Renan Calheiros, o que se vê agora é o uso eleitoral do episódio. De um lado, o PT busca, de todas as formas, desviar o foco de sua responsabilidade por ter eleito o senador alagoano, denunciado pelo Ministério Público Federal por suposto uso de notas frias. Do outro, o PSB tentando pegar carona na atitude do senador mineiro para preparar seus primeiro voos como legenda de oposição. Ambas, cada a uma a seu modo, tentam angariar louros sobre a atitude firme, transparente e antecipada do líder da oposição, Aécio Neves.

Aécio: Presidente 2014 defendeu cúpula do PSDB

Aécio: Presidente 2014 – Fernando Henrique e Sérgio Guerra lançaram o nome do senador mineiro em encontro de prefeito em Brasília.

Aécio: Presidente 2014

Fonte: O Globo

Líderes do PSDB lançam Aécio à Presidência, mas ele diz que ‘é cedo’

 Aécio: Presidente 2014, defende líderes do PSDB

Lideranças do PSDB, entre elas o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, lançaram nesta segunda-feira em Brasília como candidato à Presidência da República em 2014 o senador Aécio Neves (MG), que afirmou ser “cedo” e que “cumprirá seu papel, (mas) sem açodamento”.

O evento ocorreu em um hotel de Brasília e reuniu 700 prefeitos eleitos do partido e as principais lideranças da sigla, à exceção de José Serra, derrotado à prefeitura de São Paulo em outubro.

Fernando Henrique, que já vinha afirmando ser a vez de Aécio representar o partido na candidatura à Presidência, também apoiou o senador para o posto de presidente do partido.

“Eu acho que Aécio é um nome e que desde já tem que começar a assumir posições, não como candidato, mas como líder político. Ele faz isso, mas tem de fazer com mais intensidade. Se possível, com uma plataforma mais forte que o partido ofereça a ele”, afirmou Fernando Henrique.

“Ele não precisa de nada, de convenção, de nada. Ele será ungido como candidato”, acrescentou.

O atual presidente do partido, o deputado Sérgio Guerra (PE), apoiou o lançamento do nome de Aécio. “Aécio é seguramente o candidato da grande maioria do PSDB. A minha opinião pessoal e de 99 por cento do partido é que Aécio é o verdadeiro candidato do partido. E deve ser presidente do partido, assumir o papel que o Brasil já lhe dá”.

Tanto ao falar com jornalistas quanto em seu discurso, Aécio defendeu que o partido escolha o candidato à Presidência só em 2014.

“Temos antes que apresentar ao Brasil a nova agenda dos próximos anos, que fale da gestão, da refundação da federação. Temos grande agenda para ser construída. Acredito que o momento do lançamento tem que ser de forma natural. Não é esse o momento ainda”, disse Aécio.

O senador mineiro chegou a ser cauteloso em excesso. Ao ser perguntado por jornalistas se já se via como líder do partido, respondeu que não conhece “na história de nenhum país civilizado pessoa que se autoproclame líder”. Imediatamente, Fernando Henrique afirmou: “Eu estou te proclamando.”

Aécio, que na eleição municipal deste ano viajou por vários Estados fazendo campanha para candidatos tucanos e de partidos aliados, defendeu a necessidade de o PSDB enfatizar seu discurso contrário ao governo federal e se consolidar como principal força da oposição.

“Vamos construir um projeto alternativo e levá-lo à população”, disse.

HERANÇA MALDITA

No discurso, o ex-presidente Fernando Henrique (1995-2002) voltou a criticar o que vem chamando de “herança maldita” recebida por Dilma Rousseff de seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).

A fala ocorreu ao responder à afirmação do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) de que desde o início da gestão petista no governo federal, “a corrupção não está mais debaixo do tapete”. Lula foi antecedido por Fernando Henrique.

“Tenho 81 anos, mas tenho memória… Esse senhor precisa pelo menos respeitar o passado, até o dele, para não continuar dizendo coisas levianas””, disse.

“Estou cansado de ouvir leviandades de quem está no governo. Aproveita posição do governo para jogar pedra no passado. Herança maldita está aí, recebida pela presidente Dilma”, disse o ex-presidente.

Aécio: presidente 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/lideres-do-psdb-lancam-aecio-presidencia-mas-ele-diz-que-cedo-6914187#ixzz2E4wXuAgB

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido. Proposta é fortalecer debate para 2014 e promover renovação partidária.

PSDB: Aécio presidente

 PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido

PSDB: Pestana defende Aécio presidente do partido. Proposta é fortalecer debate para 2014 e promover renovação partidária.

Fonte: O Tempo

O futuro e a reinvenção do PSDB

Se não nos reciclarmos, sucumbiremos

MARCUS PESTANA
Deputado federal (PSDB-MG)

O PSDB fez 24 anos de existência. Durante esse tempo, ocupou duas vezes a Presidência da República, governou os principais Estados, administrou milhares de cidades, constituiu importantes bancadas nas câmaras municipais, assembleias legislativas e no Congresso Nacional. Deixou sua inquestionável marca na estabilização da economia, na construção das bases para o desenvolvimento, na inauguração de um longo ciclo de distribuição de renda e na consolidação de nossa democracia. Isto, nem o mais míope dos adversários há de negar.

Passadas as eleições municipais, é hora de começar a preparar o PSDB para as eleições de 2014. Saímos das urnas revigorados. Em condições extremamente difíceis, enfrentando o poderio econômico e o uso abusivo da máquina, resistimos, lutamos, sobrevivemos, nos renovamos. Não houve o extermínio das oposições previsto pelo maior líder do PT tempos atrás. Vitórias do PSDB e do DEM no Norte e Nordestechamaram a atenção: Salvador, Maceió, Aracaju, Belém, Manaus, Teresina, Campina Grande. Elegemos desde o experiente Arthur Virgílio, em Manaus, até jovens entre 28 e 36 anos, em Pelotas, Blumenau e Maceió.

Embora seja possível perceber clara tendência de pulverização e despolarização do quadro partidário, o PSDB reafirmou seu papel de principal polo aglutinador da oposição à hegemonia lulopetista.

Abre-se um novo ciclo. E isso exige renovação. Diante de novos e complexos desafios, é preciso o PSDB se reinventar. Se não nos reciclarmos, sucumbiremos. Não há nenhum “decreto celestial” assegurando que o PSDB permanecerá no papel de protagonista da cena nacional. Houve o ciclo da redemocratização, Tancredo à frente, de 1984 a 1994. A inflação e a instabilidade ameaçaram a liberdade, abriu-se um novo ciclo, marcado pelo Plano Real e suas transformações estruturais, de 1994 a 2002.

A estabilidade deu transparência aos orçamentos e aos fluxos de renda, as demandas por redistribuição de renda cresceram, veio o ciclo do Bolsa Família, de 2003 a 2012. Agora, novos segmentos sociais emergentes, com suas renovadas aspirações, e os desafios do mundo globalizado impõem uma nova agenda. Quais serão os temas? Qual a grande ideia motriz? Quem serão os atores em cena e os protagonistas do novo ciclo?

A renovação do PSDB não é uma questão etária. A mudança necessária é de métodos, ideias, atitudes, caras, nomes, cultura, estética, estratégias, formas de comunicação e mobilização.

Um bom começo seria a realização, no primeiro semestre de 2013, de um congresso nacional do PSDB, amplo e participativo, para realinhamento programático aos novos tempos do Brasil e do mundo. Poderíamos culminar na convenção nacional, em maio, com a eleição de Aécio Neves para a presidência nacional do partido, apontando claramente, sem nenhuma ambiguidade, que o PSDB travará o bom combate em 2014.

Tempo novo, novo ciclo, ideias novas, novas caras. O PSDB deve ter a ousadia de ocupar seu lugar na história.

PSDB: renovação – Link do artigo: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=215830,OTE&IdCanal=2

Gestão Deficiente: Governo do PT deixa estradas mineiras sem recursos

Gestão Deficiente: Governo do PT reduz Orçamento de 2013. BR’s 381 e 040 ficam sem recursos. Alerta foi dado pelo Governador de Minas.

Gestão Deficiente: Governo do PT

Fonte: Hoje em Dia

 Gestão Deficiente: Estradas mineiras sem recursos

Gestão Deficiente: Governo do PT – O governador de Minas alertou para o corte de recursos para as estradas federais mineiras

Verba federal para obras rodoviárias em Minas só em 2014

Gestão Deficiente – Nem a duplicação das BR’s 381 e 040 nem Anel Rodoviário, muito menos o Rodoanel. Essas obras, tidas como prioritárias pelo governo estadual e as bancadas de deputados e senadores mineiros, não sairão do papel, se depender do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (Dnit).

Nenhuma delas está contemplada no orçamento do órgão enviado, junto as despesas da União, ao Congresso para o exercício de 2013. Isso significa que só haverá obras se a partir de 2014. O alerta foi dado, nessa segunda-feira (12), pela bancada federal mineira ao governador Antonio Anastasia (PSDB), durante reunião para tratar das prioridades estaduais nas chamadas emendas destinadas aos parlamentares junto ao orçamento federal.

Corte

Segundo o coordenador da bancada, deputado Fábio Ramalho (PV), houve um corte de R$ 800 milhões nos gastos que o Dnit pretendia para Minas em 2013. Esse corte aconteceu no momento em que a previsão de despesas com as obras foi encaminhada ao Ministério do Planejamento.

Inicialmente, segundo o parlamentar, estavam previstos R$ 2,1 bilhões ao Estado. Porém, a equipe econômica do governo federal fechou o orçamento em R$ 1,3 bilhão. “Foi cortado muito recurso para o Dnit. Vamos fazer um termo de bancada, uma exigência para que esses recursos voltem”, afirmou. Segundo ele, haverá reação por parte dos parlamentares.

Mesma preocupação demonstrou Anastasia. “O senador Clésio Andrade (PMDB) mostrou que a proposta que o Dnit fez para a equipe econômica sofreu cortes”, completou o governador.

Sem verba

Levantamento feito pelo Hoje em Dia, no projeto de lei orçamentária enviado pelo Ministério do Planejamento ao Congresso, mostra que não estão previstos recursos para as obras rodoviárias prioritárias. A duplicação da 381, por exemplo, foi anunciada há menos de um mês.

Já a modernização do Anel Rodoviário teve até edital de licitação lançado no mercado. Em convênio com o Estado, a União liberou o processo licitatório. O próprio Anastasia havia, ontem, afirmado que o governo federal faria as obras. Mas não é o que diz o orçamento do Dnit.

Os recursos analisados referem-se apenas ao montante destinado a obras, não inclui projetos executivos. O maior montante de dinheiro empregado no Estado será para a manutenção da malha viária. Serão R$ 700 milhões para 9.392 quilômetros de rodovias.

Gestão Deficiente: Governo do PT – Link da matéria: http://www.hojeemdia.com.br/noticias/politica/verba-federal-para-obras-rodoviarias-em-minas-so-em-2014-1.56200

2014: Aécio e Eduardo são o novo para eleições presidenciais

2014: Aécio e Eduardo são o novo. Minas fez o choque de gestão, Pernambuco contratou gestores profissionais para a Saúde.

2014: Aécio e Eduardo

 2014: Aécio e Eduardo são o novo

2014: Aécio e Eduardo – Foto O Estado de S.Paulo

Fonte: Valor Econômico

Nem sempre o novo significa renovação

Por Raymundo Costa

É preciso tempo e estudos mais detalhados para se comprovar o fenômeno da renovação política que teria ocorrido nas eleições municipais de 2012. Como escreveu Fernando Henrique Cardoso em seu artigo do último domingo, publicado em “O Globo” e no “Estado de S. Paulo”, ser jovem não assegura necessariamente ser “portador de mensagem renovadora”.

Na safra de jovens eleitos ou que despontaram nas eleições, alguns são legítimos representantes de oligarquias há longo tempo assentadas. O exemplo mais evidente é o de Antônio Carlos Magalhães Neto, 33 anos, herdeiro político do velho ACM, morto em 2007.

ACM, o avô, fez da truculência a sua marca. O melhor exemplo nem é o de sua famosa briga com o paraense Jader Barbalho, que acabou com a renúncia dos dois ao mandato que exerciam no Senado. É a cena do “dono da Bahia” atravessando a rua que separa o Congresso do Palácio do Planalto para “peitar” FHC: O presidente decidira intervir no antigo Banco Econômico.

As lições eleitorais de 2012 e seus signos para 2014

Oligarca, patrimonialista, ACM no entanto sempre teve a faculdade de escolher bons quadros: fez sucessores no governo da Bahia, técnicos como o ex-governador Paulo Souto, que deixaram o cargo bem avaliados.

ACM Neto não deve ser julgado desde já pelo que o avô tinha de antigo, nem pelo que os “modernos” julgavam um bom faro para escolher nomes novos para a política baiana, desde que fiéis. Isso quem dirá é o próprio Neto, cujas dificuldades à frente não são poucas: ele assume a Prefeitura de Salvador por um partido de oposição e enormes problemas financeiros.

Outro nome comemorado como novo é o de Gustavo Fruet (PDT), mas ele também descende de uma família política: é filho de Maurício Fruet, ex-vereador, deputado estadual, deputado federal e ex-prefeito de Curitiba (1983-1986). Morreu em 1998 a pouco mais de um mês da eleição, quando era novamente candidato a deputado federal, e foi substituído pelo filho.

No Congresso, Gustavo Fruet é considerado um político ético e moderno. Mas só a prática na Prefeitura de Curitiba (PR), para a qual foi eleito agora, aos 49 anos, dirá se sua eleição significa também renovação na política. Renovação de métodos e das práticas sobre as quais o eleitor demonstra cansaço. Por uma questão local, Fruet começou sua escalada rumo à prefeitura à moda antiga: trocando de partido. Em seu favor diga-se que sua candidatura foi abatida por um acordo não cumprido pelo governador tucano do Paraná, Beto Richa – filho de um dos fundadores do PSDB, José Richa.

Aos 43 anos, o prefeito do Rio é jovem, mas tem uma fieira de partidos no currículo. Foi inclusive secretário-geral do PSDB, ou seja, um tucano daqueles que se dizem de “alta plumagem”, e tem pela frente um futuro promissor, desde que a Copa do Mundo e a Olimpíada do Rio, em 2016, sejam um sucesso.

Ratinho Junior (PSC), 31 anos, perdeu a eleição em Curitiba para Fruet, no segundo turno, mas é considerado outro exemplo da renovação. Talvez mais apropriado seja dizer que se enquadra na categoria dos chamados “candidatos de mídia”. No caso, recebeu a herança política do pai, apresentador famoso de televisão e ex-deputado federal.

Nessa categoria – “candidato de mídia” – também deve ser enquadrado Celso Russomano (PRB), já não tão novo, aos 56 anos e um bom tempo de estrada, mas uma alternativa diferente à polarização PT-PSDB, em São Paulo. Russomano só não seguiu em frente por tropeçar nas próprias pernas e comprovar uma desconfiança: não estava ainda pronto para governar uma cidade como São Paulo. E suas alianças representavam o que há de mais antigo em política.

O PSDB comemorou os cerca de 30% obtidos por um candidato “quase clandestino” no Recife, Daniel Pires Coelho, de 34 anos. Ele obteve quase o dobro dos votos do candidato do PT. À primeira vista parecia um integrante do clã dos Coelho, que se espalha pelas duas margens do Rio São Francisco. Não é. Mas seu pai foi vereador, deputado estadual bem votado e candidato a prefeito do Recife derrotado por Jarbas Vasconcelos, hoje senador do PMDB.

Os tucanos comemoraram como renovação a vitória de Arthur Virgílio Neto em Manaus, capital do Amazonas. Aos 65 anos, Arthur já foi prefeito de Manaus entre 1989 e 1993. Na realidade, a vitória do PSDB parece mais revanche contra Lula, que se empenhou para derrotá-lo na eleição para o Senado, em 2010, e para prefeito, agora em 2012.

Renovação efetiva parece ocorrer em São Paulo, uma necessidade diante da queda da antiga cúpula do PT no escândalo do mensalão. Ainda assim será necessário ponderar o peso da popularidade do ex-presidente Lula e da atual aprovação dapresidente Dilma Rousseff na eleição de Fernando Haddad, na capital do Estado, e na passagem de Márcio Pochmann, ex-presidente do Ipea, para o segundo turno, na eleição de Campinas. Os dois eram neofitos em campanha eleitoral.

Em 2006 novos eram os governadores de Minas Gerais, Aécio Neves, e de Pernambuco, Eduardo Campos, embora ambos disputassem a reeleição, sem falar de Sérgio Cabral, do Rio de Janeiro.

Minas cantou vitória sobre o déficit público (o déficit zero) e fez o choque de gestão; em Pernambuco, Eduardo enfrentou os sindicalistas, contratou gestores profissionais para administrar os hospitais e uma fundação privada para elaborar um modelo para a educação. Cabral, cujo crédito era alto no combate à violência, perdeu-se nos desvãos da construtora Delta. Por enquanto, Eduardo e Aécio são o novo para as eleições de 2014.

Além da renovação, a eleição de 2012 é rica de casos merecedores de maior atenção dos estudiosos. Chega a lembrar a eleição de 1974, o primeiro indicativo da sociedade para a ditadura militar. Algo como ‘vocês podem muito mas não podem tudo’. Ainda não há cálculos precisos, mas os partidos falam em elevada renovação nas câmaras municipais. Outro indicador que deixou surpreso os dirigentes partidários: cerca de 55% dos prefeitos que concorreram à reeleição não conseguiram se manter no cargo. Foram trocados.

* Raymundo Costa é repórter especial de Política, em Brasília. Escreve às terças-feiras

2014: Aécio e Eduardo – Link do artigo: http://www.valor.com.br/politica/2892682/nem-sempre-o-novo-significa-renovacao

Gestão Eficiente: Governo de Minas deixa Mineirão quase pronto

Gestão Eficiente: Mineirão – Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto para 2014.

Gestão Eficiente: Mineirão 2014

Fonte: Superesportes publicado por Turma do Chapéu

Grama já começou a ser plantada no Novo Mineirão

COPA DE 2014

O maior palco do futebol mineiro está retomando a velha forma: proxímo da conclusão da obra, o Mineirão já começa a receber a grama. O tapete escolhido é do tipo Bermuda Celebration, recomendado pela Fifa para a Copa do Mundo. As obras devem estar concluídas em 21 de dezembro desse ano, e a inauguração deve acontecer em março, com um jogo da seleção brasileira. O ex-beatle Paul McCartney também é cotado para tocar no estádio reinaigurado, segundo o secretário extraordinário para a Copa, Tiago Lacerda.

Plantio do gramado do Mineirão – Foto: Divulgação/Secopa

 Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto para 2014

Gestão Eficiente: Mineirão quase pronto

Tapete estendido para o espetáculo

Mineirão recebe as primeiras sementes e deve ter o gramado pronto em fevereiro. Secopa prepara reabertura em março, com a Seleção

Gestão Eficiente – Assegurado o tempo de céu carregado, muitos ventos e chuva que baixou sobre Belo Horizonte, há grandes chances de a grama do novo Mineirão estar pronta para a bola rolar antes dos 90 dias necessários para o completo crescimento. O tapete verde tipo Bermuda Celebration, reconhecido por especialistas como a melhor opção para a prática do futebol, começou a ser plantado como o primeiro gramado dos 12 estádios da Copa do Mundo’2014 e dos seis para a Copa das Confederações, em junho. Após ultrapassar o Castelão, em Fortaleza, no ranking das obras, o Gigante da Pampulha é o estádio mais adiantado: passou dos 93% de execução.

O plantio da grama deve ser concluído até o fim da próxima semana. Num prazo aproximado de 15 dias, o secretário de Estado Extraordinário da Copa (Secopa), Tiago Lacerda, espera já ter uma data definida para a reinauguração do estádio – entre o fim de janeiro e início de fevereiro. Diversas possibilidades vêm sendo avaliadas pela Secopa. “Temos um pedido junto à CBF para ter a seleção”, antecipa Lacerda, se referindo ao amistoso prometido pelo presidente da entidade, José Maria Marin, durante visita às obras. Duas datas em aberto no calendário de amistosos do Brasil indicam que o confronto, uma das festividades que marcarão a reabertura da arena, poderá ser em 22 ou 26 de março.

Até chegar ao campo, o novo gramado – mesma qualidade utilizada no novo Independência – foi submetido a rigoroso processo de seleção, desenvolvimento e transporte. Definidas pela Fifa como padrão, as sementes passaram por seleção feita nosEstados Unidos. Elas foram plantadas numa fazenda de Bom Sucesso (Sul de Minas Gerais) em abril para então ser transportadas a BH em caminhões frigoríficos a uma temperatura de 5°C. Pelo fato de a preparação ter sido programada para o verão, haverá o complemento com sementes de inverno em março de 2013. A expectativa do presidente do consórcio Minas Arena, responsável pela obra e futura operação, Ricardo Barra, é de que o campo esteja pronto para jogo no fim de janeiro. “Aí teremos condições de jogar. A ideia é desenvolver junto com a Fifa um sistema que proteja o tapete”, declarou.

Um dos funcionários especializados contratados pela carioca Greenleaf Gramados, o servente Manoel Messias da Silva elogiou a qualidade do campo. Além da instalação, a empresa ficará responsável pela manutenção. “De todos os gramados onde trabalhei, esse aqui é o melhor, pela adubação diferenciada e sistema de vazão. Pode chover que não vai encharcar”, garantiu Silva, que já marcou ponto nas obras da Arena da Baixada, em Curitiba, e Maracanã, no Rio.

Antes do plantio, o terreno passou por várias etapas para recebê-lo: terraplanagem, preparação de drenagem, irrigação e solo e, por fim, adição de fertilizantes e corretivos pré-plantio para correção do pH do solo. O sistema de irrigação será automatizado com aspersores escamoteáveis que distribuem a água em horários programados na quantidade e frequência desejadas.

Quase pronto Em fase final de acabamento, o novo Mineirão está praticamente pronto. Dentro de campo, alguns detalhes chamam a atenção. No teto, faltam apenas instalar três partes da inédita cobertura translúcida que, aos poucos, vem clareando graças à incidência do sol – inicialmente as peças possuíam coloração amarelada. Um dos telões que ficarão nos lados extremos do campo já foi colocado (o outro aguarda uma trégua das chuvas para ser içado). Cada painel é composto por 40 placas de Leds, sendo necessária uma equipe formada por 20 pessoas para fixá-lo, o que foi feito em 15 dias. Nas arquibancadas, apenas algumas cadeiras ainda não foram instaladas. Nos camarotes, lanchonetes e bares, estarão disponíveis 250 TVs de 46 polegadas, além de 3,8 mil caixas de som. Concluído, o estádio terá capacidade para 62.170 espectadores.

Em números

540 mil
mudas em toda a área gramada

60
mudas é a média por metro quadrado

30cm
é o altura da camada de Topsoil, mistura de areia com matéria onde as raízes da grama se faixarão

105m x 68m
são as dimensões do novo campo, reduzido para atender os padrões da Fifa

110m x 75m
era o tamanho anterior, antes do início da reforma

2,5 mil
carros, a capacidade do estacionamento

62.170
torcedores será a lotação do estádio

Gestão Eficiente: Mineirão 2014 – Link da matéria: http://turmadochapeu.com.br/grama-novo-mineirao/

Aécio 2014: presidente – PSDB fala em renovação com aval do senador

Aécio: presidente – 2014 – “ A partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB”, disse o senador.

Aécio: presidente – 2014

Aécio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: presidente   2014 e a renovação do PSDB

Aécio: presidente 2014 – senador na caminha da vitória de Marcio Lacerda em Belo Horizonte

Fonte: Tereza Cruvinel – Correio Brazilense

Sotaque de candidato

”Dilma tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela”, Aécio Neves, senador do PSDB-MG

“Eu farei o meu papel. A eternização do PT no poder não fará bem à democracia.” Qual o papel? O de candidato a presidente da República? O senador Aécio Neves tangencia a pergunta e a palavra candidato: “O papel que o partido me delegar. Mas, a partir de agora, estarei trabalhando pela renovação do PSDB, pela mudança de sua fisionomia, a atualização de seu discurso, o resgate de seu papel na democratização e na modernização do Brasil”, diz o senador, agora falando (quase) como presidenciável.

Entre abril e maio, diz Aécio, o PSDB fará um grande evento nacional, por ocasião de sua convenção, que elegerá a nova direção. “Vamos apresentar um projeto alternativo para o Brasil, revelando caras novas para sua implantação e apontando as deficiências do atual governo. Há espaço para o PSDB e vamos entrar em campo com muita disposição para conquistá-lo.” O discurso pró-renovação não parece comportar a proposta da eleição de José Serra para a presidência do partido. Mas ele mesmo evita o assunto, dizendo ter lamentado muito a derrota tucana em São Paulo, porque ele proporcionou ao PT uma parte do fôlego perdido com o mensalão.

Os efeitos das eleições municipais, diz Aécio, são importantes durante um período, mas logo se dissipam, porque outros fatores passam a pesar no tabuleiro nacional. ”Para nós, duas coisas foram importantes. Primeiro, o PDSB foi confirmado como contrapolo de poder no Brasil. Depois, conquistamos posições importantes no Norte e no Nordeste, de onde havíamos praticamente desaparecido. Mais que nossas vitórias ali, as derrotas do PT têm um significado importante. Elas indicam que o messianismo de Lula está se volatizando e que os benefícios dados à região, como o Bolsa Família, já estão eleitoralmente precificados.” Vale dizer, o retorno em forma de votos já foi colhido em eleições passadas.

Some-se a esses resultados, prossegue ele, o fato de que o PSDB, já dispondo de uma base estável, ainda que não majoritária, na Região Sul, continua sendo a maior força partidária no Sudeste. “Isso não pode ser subestimado numa disputa presidencial. O PT conquistou a prefeitura da capital paulista, mas o PSDB continua tendo os governos de Minas e de São Paulo. Nossa vitória em todo o estado de Minas foi muito expressiva. O Rio ainda é algo indefinido, com a prefeitura e o governo estadual nas mãos do PMDB.Vamos investir muito em nossa relação com o Rio, junto à população e aos setores que formam opinião, na cultura, nas artes e no mundo acadêmico”, diz Aécio.

Dilma será um páreo duro? “Ela tem quase 80% de popularidade, mas perdeu em quatro das cinco capitais nas quais esteve fazendo campanha. Ela foi a São Paulo, Salvador, Manaus, Belo Horizonte e Campinas. Perdeu em todas, exceto em São Paulo, onde o cabo eleitoral decisivo não foi ela.”

Nem é preciso perguntar sobre alianças, especialmente com o PSB de Eduardo Campos, hipótese que tem rendido tanta especulação. “Estamos numa situação confortável porque somos oposição. Nessa condição, não enfrentamos dilemas, como o de ficar ou sair do governo, buscar uma vice ou lançar candidato próprio. O PSB hoje é um partido da base governista. Devemos respeitar isso. Quem tem que se preocupar com a hipótese de o partido lançar candidato próprio é a presidente, é o governo. Agora, se em algum momento eles (o PSB) quiserem se juntar a nós para oferecermos um projeto alternativo ao Brasil, serão bem vindos.De alianças, vamos tratar no momento certo”, diz ainda Aécio. Ou seja, quando o candidato, que só pode ser ele, vier a ser lançado.

Aécio teve na segunda-feira uma conversa de cinco horas com o ex-presidente Fernando Henrique, que, segundo o senador, tem sido um forte inspirador da renovação partidária e deve ter papel mais ativo no processo, como presidente de honra do PSDB. Não disse, mas está implícito: FH será uma espécie de patrono de sua candidatura na arena paulista. Esse é o tom quase presidenciável adotado por Aécio depois das eleições.

Julgamento
Do ex-deputado José Genoino, aguardando a fixação de sua pena pelo STF: “Na democracia, condenações do STF devem ser cumpridas. Nunca dissemos o contrário. Mas isso não suprime o direito de questioná-la, de lutar até o fim pela demonstração de inocência. Para isso, existem os recursos e outros instrumentos jurídicos”. O PT reunirá a Executiva hoje, mas não abordará o assunto. Ficará nos louros da eleição municipal.

No comando
Não se sabe o que pensa Dilma, mas, no PSD e alhures, todo mundo acha que o ministro do partido será o próprio prefeito Gilberto Kassab. Há quem pense na senadora Kátia Abreu para a pasta da Agricultura, mas ela tem dito a amigos que prefere ser presidente. Se Kassab virar ministro, como vice-presidente ela assumirá o comando do partido.

Aécio: presidente – 2014 – Link da matéria: http://impresso.correioweb.com.br/app/noticia/cadernos/politica/2012/11/01/interna_politica,60147/tereza-cruvinel.shtml

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura presidencial sustentável, diz artigo

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável. Artigo comenta cenário político com realinhamento das novas forças políticas.

Aecio 2014: presidente

 Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável

Aecio 2014: êxito em BH garante candidatura sustentável

Fonte: Folha de S.Paulo

O realinhamento continua

André Singer

Prevalece a tendência de os pobres votarem no lulismo e os ricos optarem pela oposição

Até 28 de outubro o balanço é provisório, pois tudo pode mudar na última hora, mas, mantidos os indicadores atuais, o realinhamento de 2006 se mostrará influente no próximo domingo.

Não se trata apenas das conquistas que o lulismo deverá colher em prefeituras com perceptível peso político, mas da continuidade, para além das siglas partidárias, do tipo de divisão social que as eleições têm expressado.

Prevalece, desde então, a tendência de os pobres votarem nos candidatos lulistas e de os ricos optarem pela oposição.

O caso de São Paulo é emblemático. Até sexta passada, na periferia do extremo leste, para cada morador disposto a escolher Serra encontravam-se quase quatro inclinados a sufragar o nome de Haddad, mostrando para onde migrou o voto conservador de Russomanno. Já nas regiões oeste e sul 1, as mais ricas, o tucano tinha maioria.

Mas não apenas em São Paulo – que com 8,6 milhões de eleitores desequilibra o quadro nacional – o sufrágio está polarizado pela renda.

Tal como ocorreu com Dilma em 2010, as camadas de baixo ingresso impulsionaram em Campinas outro candidato sem passagem anterior pelas urnas. Independentemente do placar final, que se prevê apertado, a competitividade do professor Marcio Pochmann (PT) deu-se pela força do lulismo na periferia campineira.

Do mesmo modo, em Curitiba, o ex-oposicionista Gustavo Fruet (PDT) tenta uma arriscada associação com o lulismo para ser ajudado pelos votos dos bairros populares, os quais, no primeiro turno, ficaram com Ratinho Junior.

Há muitos exemplos, mas nada disso significa que a oposição esteja ameaçada de extinção nem muito menos, como vai se falar caso esse cenário se confirme. O êxito de Aecio Neves (PSDB) em Belo Horizonte aponta para uma candidatura presidencial sustentável em 2014.

No entanto, salvo inesperada deterioração das condições econômicas, ele terá que falar a linguagem imposta pelo realinhamento se quiser ser, além de viável, competitivo.

ANDRÉ SINGER, 54, é professor do Departamento de ciência política da USP e autor de “Os sentidos do lulismo” (Companhia das Letras).

Aecio: 2014 – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/73422-o-realinhamento-continua.shtml

Presidente 2014: Aécio Neves e Campos reforçam campanha em Uberaba

Aecio e Campos: 2014 – Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

Aecio Neves: presidente 2014

Fonte: O Globo

Aecio Neves e Eduardo Campos se unem de olho em 2014

Prováveis adversários do PT em 2014, eles medem forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff

Aecio e Campos se unem em Uberaba e antecipam 2014

Aécio e Campos se unem em Uberaba mirando 2014. Senador e governador de Pernambuco ensaiam futuro cenário em disputa contra o PT para a Presidência da República.

BRASÍLIA e UBERABA — Inflados pelas vitórias no primeiro turno de Marcio Lacerda, em Belo Horizonte, e de Geraldo Júlio, em Recife, os padrinhos das duas candidaturas, respectivamente Aecio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), prováveis adversários do PT em 2014, unem-se para medir forças com a dupla Lula e Dilma Rousseff neste segundo turno em capitais e grandes cidades. Mostrando um distanciamento cada dia maior de partidos da base aliada do governo e se firmando como terceira via, o presidente do PSB e governador de Pernambuco Eduardo Campos usou nesta sexta-feira um ato de campanha em Uberaba, cidade importante do Triângulo Mineiro, para estrear na campanha ao lado de Aecio, que também comemora o fato de ter conseguido polarizar com Dilma no primeiro turno em Belo Horizonte.

Tucanos dizem que a disputa em Uberaba entre Antonio Lerin (PSB) e Paulo Piau (PMDB) é o que menos conta na aparição da dupla, e que o mais importante é o simbolismo dos dois juntos. Isso porque essa parceria entre os dois netos de políticos famosos —Aecio, do ex-presidente Tancredo Neves, e Campos, do ex-governador Miguel Arraes — está deixando o PT de cabelo em pé. A eleição municipal deste ano, para o PSB, tem funcionado como o passaporte para o partido alcançar independência dentro da base e se firmar como alternativa em 2014. Ou negociar com o aliado histórico, o PT, protagonismo para 2018.

— Esse encontro de Aecio e Eduardo Campos em Uberaba tem repercussão nacional. Aecio mostra sua ampla circulação e Eduardo Campos reforça que não será sublegenda do PT, muito menos tutelado e patrulhado! Aecio e Eduardo são os dois maiores lideres da nova geração política — comemora o presidente do PSDB mineiro, deputado Marcus Pestana.

A aparição pública dos dois nesta sexta-feira em Uberaba foi mais modesta do que o esperado, mas ficou registrada a foto do momento. Campos e Aecio também apoiaram o candidato do PSB em Belo Horizonte, o prefeito reeleito Marcio Lacerda, mas o governador pernambucano não esteve na capital mineira.

Declarações cuidadosas

Aecio Neves chegou a Uberaba no meio da tarde de ontem e ficou na casa de um amigo, enquanto aguardava a chegada de Eduardo Campos, que aterrissou na cidade mineira por volta das 18h30m.

Os dois concederam uma breve entrevista no aeroporto, e evitaram dar maior significado à atuação política conjunta, principalmente no que se refere à sucessão de Dilma Rousseff, em 2014. Questionado sobre a presença no município mineiro, junto com Aecio, Campos disse que se limitava ao apoio ao candidato de seu partido.

— O único significado que tem aqui é o de eleger o candidato Lerin em 2012. Nossa energia está voltada para apoiá-lo. Ainda não há resultados nem mesmo da eleição, e vocês já estão falando em 2014 — desconversou Campos.

Aecio também limitou suas respostas à disputa eleitoral para as prefeituras.

— O PSDB tem muitas alianças. Todas elas para uma melhoria de políticas públicas, visando a uma qualidade de vida melhor para o povo — afirmou.

Além de Fortaleza, onde o PSDB apoia Roberto Cláudio (PSB), e Manaus, onde o PSB apoia Arthur Virgílio (PSDB) contra Lula, Dilma e a candidata Vanessa Graziottin (PCdoB), os partidos de Aecio e Campos fazem dobradinha em outras capitais e cidades importantes, como Campinas, neste segundo turno das eleições municipais.

O secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR), ironiza declarações de Eduardo Campos de que o PSB continua na base de Dilma, mas não será satélite do PT:

— A preocupação do PSB, do Eduardo Campos, é não ser satélite do PT. Mas ele tem que ter a mesma preocupação em não ser satélite do PSDB.

De uma forma ou de outra, fortalecido nas urnas, com PT ou PSDB, Eduardo Campos já avisou que o PSB estará no jogo em 2014:

— Esse movimento do PSB só deve preocupar o PT, porque representa uma fissura grande dentro da base. Nós, da oposição, vamos apresentar um projeto alternativo de poder em 2014. Se amanhã forças que hoje estão com o governo quiserem apoiar esse projeto serão muito bem vindas — disse Aecioao GLOBO.

Queixas de candidatos da base

Derrotado no primeiro turno em Manaus, Serafim Corrêa, do PSB, diz que o atropelamento do PT aos aliados está aproximando o PSB do PSDB. Ele conta que no primeiro turno procurou apoio de Dilma e do PT, mas foi informado que a cúpula já tinha se decidido por Vanessa Graziotin, do PCdoB, que pode ser derrotada pelo tucano, segundo as pesquisas.

— Eu era ou não era também candidato da base? O apoio que deram a Vanessa foi desproporcional. Foi uma sacanagem Lula e Dilma já fazerem uma opção no primeiro turno pela Vanessa! Agora, (o líder do governo no Senado) Eduardo Braga, que acha que é rei em Manaus, está colocando Lula e Dilma numa gelada. Estão trazendo a presidente aqui para ser sócia de uma derrota — disse Serafim Corrêa, lembrando que em 2008, quando o PSB ficou isolado, o PSDB apoiou o partido.

Serafim Corrêa conseguiu formalizar o apoio do PSB local ao tucano Arthur Virgílio, apesar das tentativas de Vanessa Graziotin de impedir. A presidente Dilma deve ir a Manaus na segunda feita, embora tenha dito, durante a campanha, que não entraria em eleição disputada por dois partidos aliados. Tática que foi deixada no primeiro turno.

Diante das ofensivas de Campos e da proximidade com o principal partido de oposição, o ex-presidente Lula também resolveu ignorar isenção em cidades onde aliados estão em disputa. Na próxima semana ele irá reforçar o palanque de Elmano Freitas em Fortaleza, onde o petista está empatado com o candidato do PSB, Roberto Cláudio.

(Colaborou Thereza Cristina Gonçalves Ferreira)

Aécio: 2014 – Link da matéria: http://oglobo.globo.com/pais/aecio-neves-eduardo-campos-se-unem-de-olho-em-2014-6465465#ixzz29noI8Zlk