Gestão Anastasia: caravana Mães de Minas encerra atividades em Divinópolis

As oficinas levaram informações bem práticas ao dia a dia das mães e familiares

Willian Pacheco/SES-MG
As oficinas passaram informações essenciais que a mulher precisa saber durante a gravidez
As oficinas passaram informações essenciais que a mulher precisa saber durante a gravidez

A caravana Mães de Minas, da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), encerrou suas atividades nessa segunda-feira (16), em Divinópolis, com mais 105 gestantes cadastradas no programa. As oficinas levaram informações bem práticas ao dia a dia das mães e familiares, com a participação das moradoras de Medeiros, Campo Belo, Santo Antônio do Monte, Carmo do Cajurú e Lagoa da Prata.

Informações essenciais que a mulher precisa saber neste momento especial da vida, como a posição adequada para a amamentação, o que é o colostro, horário e duração das mamadas, arroto, elementos presentes no leite materno, cuidados com o umbigo, ter atenção para cor das fezes, assaduras, cólicas, troca de fraldas e banho do bebê foram alguns dos temas abordados nas oficinas em formato de roda de conversa.

Além de participar das oficinas, gestantes, mães e familiares tiveram a oportunidade de gravar seus depoimentos no Stand Roda de Conversa, onde puderam expor suas expectativas e sentimentos com relação à maternidade. Os interessados puderam, também, tirar fotos na cabine disponibilizada no local do evento.

A superintendente adjunta da Regional de Saúde de Divinópolis, Kênia Carvalho, explica que a caravana faz parte do programa Mães de Minas e tem como principal objetivo a redução da mortalidade infantil e materna. “O programa deriva do Viva Vida e busca atender as gestantes tanto da rede pública quanto da privada. E a caravana veio para isto. Para orientar mães e familiares  durante a gestação”, explica.

Para a moradora de Divinópolis, Renata Cristina, grávida de quase nove meses, e participante da Oficina de Brinquedos, a caravana foi muito proveitosa. “Gostei muito, principalmente de tirar fotos na cabine. É uma recordação”, conta. A moradora de Campo Belo, Jéssica Amanda, grávida de seis meses, compartilha da mesma opinião. “Eu adorei. Foi ótimo. Eu participei da Oficina de Brinquedos, contei minha história e tirei fotos”, comenta.

Para a secretária de Saúde de Divinópolis, Rosenilce Cherrie Mourão, a caravana é um exemplo nítido de promoção à saúde. “O que está acontecendo em Divinópolis é promoção e valorização da saúde da gestante. São esclarecimentos de tudo aquilo que as mães e gestantes precisam saber”.

Caravana      

A caravana já passou por Ribeirão das Neves e Divinópolis, e ainda passará por Juiz de Fora, Varginha, Diamantina, Governador Valadares, Montes Claros, Teófilo Otoni, Patos de Minas, Uberaba e Uberlândia. Ela é formada por uma equipe de 15 pessoas, entre técnicos da área de saúde, lideranças comunitárias e profissionais com experiência em trabalhos voltados para a mulher.

A capacitação foi acompanhada pela SES e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), instituição que também desenvolve ações em parceiras com o Governo de Minas no combate à mortalidade infantil e materna no Norte e Nordeste do Estado.

Serviço 155

Para ser acompanhada e garantir uma gravidez saudável, a gestante assistida pela rede pública e particular deve ligar para o call center 155 e se cadastrar no Sistema de Identificação da Gravidez. Já foram cadastradas, até o momento, 5.093 gestantes, de 377 municípios mineiros. Feito o cadastro, as mulheres passam a ter acompanhamento especializado.

A equipe de atendentes é formada por avós e mães treinadas para oferecer atendimento humanizado. Elas checam se a gestante foi à consulta agendada; ligam para saber sobre o parecer médico e resultado de exames, se foram diagnosticadas com gravidez de alto risco.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/caravana-maes-de-minas-encerra-atividades-em-divinopolis/

“Vamos reunir entidades e especialistas em adoção, queremos ouvir e debater com a sociedade”, afirmou Aécio sobre ações da Frente de Adoção

Adoção: o direito à vida em família

Carinho, amor e proteção: a vida em família. Um direito que para muitos é apenas um sonho distante, uma realidade de abandono que precisa ser mudada no Brasil. Pensando nessa triste situação de crianças brasileiras que crescem sem referência familiar, foi lançado o site da Frente Parlamentar pela Adoção.

Os números do Cadastro Nacional da Adoção mostram um grande desencontro. Enquanto 29 mil crianças vivem em abrigos, apenas 4.656 estão aptas à adoção. O número de famílias adotantes chega a quase 27 mil, mas 70% delas buscam crianças brancas e 80% querem crianças com até três anos. Esse perfil representa menos de 3% do número de crianças à espera de uma família, já que a maioria dos abrigados é parda ou negra e tem mais de sete anos.

O desencontro fica ainda maior quando observamos os números apontados pelo Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Segundo o órgão, existem 80 mil crianças em abrigos e oito mil estão aptas à adoção. Isso porque o Cadastro Nacional da Adoção ainda não conseguiu reunir os perfis de todas as crianças brasileiras que vivem em instituições e estão sob tutela das mais de três mil Varas da Infância e da Juventude. Com processos tão burocráticos e a informação sobre menores tão dispersa pelo país, milhares de famílias levam meses e até anos para serem formadas. Pais e crianças aprendem a sonhar e a esperar.

No entanto, estamos diante de uma grande oportunidade: o Brasil vai rever  a legislação que trata a adoção. A criação da Frente Parlamentar da Adoção, em junho deste ano, apresenta uma chance para desburocratizar o processo e mostrar às pessoas caminhos para vencer o medo da adoção de crianças mais velhas ou que apresentem algum problema de saúde e que têm grande dificuldade em serem adotadas.

Uma Frente, formada por deputados e senadores de vários partidos e estados – Aécio Neves (PSDB/MG), Lindberg Farias (PT/RJ) e o deputado Gabriel Chalita (PMDB/SP), – pretende promover um avanço na legislação e, ao mesmo tempo, conta com a participação de todos brasileiros.

“Vamos reunir entidades e especialistas em adoção, mas também queremos ouvir e debater com a sociedade para vencer a grande desinformação que existe acerca do tema”, afirmou o senador Aécio Neves (PSDB/MG).

Assim, aproveitando esse momento de revisão legislativa, foi criado esse espaço de reflexão e debate para que a sociedade, ONGs, órgãos públicos em defesa dos Direitos Humanos, o poder Judiciário se reúnam para apresentarem seus pontos de vista, experiências, desafios e propostas para a superação desse problema no Brasil.