Gestão da Saúde: Esquistossomose é tema de encontro na Regional de Saúde de Belo Horizonte

O objetivo é integrar os profissionais das vigilâncias epidemiológicas, ambiental e saúde do trabalhador com os profissionais de atenção da saúde

Leandro Heringer/SES-MG
III Encontro de Esquistossomose aconteceu na Assembléia Legislativa de Minas Gerais
III Encontro de Esquistossomose aconteceu na Assembléia Legislativa de Minas Gerais

A Vigilância Epidemiológica da Superintendência Regional de Saúde de Belo Horizonte realizou, nessa quarta-feira (11), na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o III Encontro de Esquistossomose. O objetivo é integrar os profissionais das vigilâncias epidemiológicas, ambiental e saúde do trabalhador com os profissionais de atenção da saúde.

Na abertura do evento, o superintendente da SRS-BH, Paulo de Tarso Auais, ressaltou a preocupação com a doença enquanto gestor e médico. “Entristece muito o óbito ou o tratamento de verminoses com bisturi. Os encontros de prevenção são muito importantes. A esquistossomose já foi, com exceção de trauma e câncer, a principal causa de morte pós-cirúrgica em Minas Gerais”.

A professora de medicina tropical da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Carolina Coimbra, salientou a relevância da relação entre poder público e academia. “É interessante a relação entre a academia e o poder público porque a união de esforços atende a necessidade da população. O governo regula e direciona e a academia desenvolve técnicas, ideias e tecnologias para resolver os problemas do cidadão”. Para a acadêmica, o encontro é um momento importante de reflexão e avaliação do esforço de três décadas de controle. “É preciso formar novas alianças e novos objetivos a serem abordados com mais direção”, afirma.

Com êxito no programa iniciado em 2011, o diretor do Centro de Controle de Zoonoses e Endemias da Secretaria Municipal de Betim, Eduardo Cesar, destacou a importância do diagnóstico. “Implantamos o programa ano passado e temos resultados positivos. Pessoas foram diagnosticadas e nem sabiam que tinham a doença. Neste ano, devemos completar o diagnóstico na região de Caivera, em que moram 11 mil pessoas. Para ele, o evento representa a oportunidade de adquirir conhecimentos com a Regional e com os municípios, discutir novas experiências, além de conhecer novas pessoas”.

A referência técnica de esquistossomose da SRS-BH, Cláudia Barbosa, apontou a necessidade de olhar a doença com mais cuidado. “É fundamental ter noção da importância do cuidado da esquistossomose, do Programa de Controle da Esquistossomose (PCE). A esquistossomose mata e não deve ser deixada em segundo plano”.

O chefe do laboratório de helmintologia e malacologia médica do Centro de Pesquisa René Rachou de Belo Horizonte, Omar Carvalho, enumerou as razões do momento favorável em se realizar o encontro. “Temos dois projetos financiados pelo Ministério da Saúde: o inquérito nacional de esquistossomose e o inquérito nacional de malacologia. No inquérito de malacologia, Minas Gerais é piloto em municípios da Estrada Real. Outra razão é a íntima colaboração com a SRS-BH através de respostas imediatas como disponibilização de laboratório e pessoal”.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/esquistossomose-e-tema-de-encontro-na-regional-de-saude-de-belo-horizonte/