Governo de Minas: Copasa investirá R$ 102 milhões em obras que irão contribuir para recuperar um dos cartões postais de BH

A previsão é que até o final deste ano, 15 das 37 obras de recuperação já estejam prontas

Arquivo Copasa
Presidente da Copasa Ricardo Simões fala das obras para despoluição da Lagoa da Pampulha
Presidente da Copasa Ricardo Simões fala das obras para despoluição da Lagoa da Pampulha

Alinhar as informações referentes ao Programa de Despoluição da Bacia da Lagoa da Pampulha é objetivo do primeiro fórum com as equipes envolvidas no programa realizado pela Copasa.

A Bacia da Lagoa da Pampulha tem a área de 98,4 quilômetros quadrados e é formada por oito sub-bacias localizadas nos municípios de Belo Horizonte e Contagem. Ela faz parte da Bacia do Ribeirão do Onça e integra a Bacia do Rio das Velhas.

Para recuperar esse passivo ambiental com os municípios, a Copasa irá executar 37 obras, destacando entre elas a implantação de mais de 78 quilômetros de redes coletoras e interceptoras, a construção de quatro Estações Elevatórias e a interligação de cerca de 10 mil imóveis às redes de esgoto. O programa de saneamento básico á ambientalmente necessário e prioritário e irá reduzir a carga orgânica que lançada na Lagoa da Pampulha em mais de 95%.

Para execução dessas obras será necessário tratamento de fundo de vales que irá culminar na remoção e reassentamento de 380 famílias. De acordo com o gestor do empreendimento Valter Vilela, apesar da sua complexidade,  ainda em 2012 serão concluídas 15 das 37 obras, conforme pactuado com o Governo do Estado.

Para viabilizar essas obras, a Copasa está trabalhando em parceria com as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem, buscando alternativas de atuação. Além disto, paralelamente às obras, a Copasa irá implantar um trabalho técnico para cuidar especificamente das questões sociais e ambientais. Além de desenvolver políticas de comunicação específicas para divulgar e dar visibilidade e transparência às etapas do empreendimento, seguindo as diretrizes definidas no Planejamento Estratégico da Copasa.

O presidente da Copasa Ricardo Simões reforçou o compromisso da empresa em mais esta empreitada e disse na ocasião que o programa está todo estruturado. E para devolver a Belo Horizonte este cartão postal cobiçado é preciso o envolvimento de todos, afirmou Simões.

Segundo Valter Vilela, “a recuperação da Lagoa da Pampulha demanda um conjunto de ações interativas e integradoras que exigem medidas adequadas para conservação, proteção e monitoramento e requerem uma visão mais ampla sob o enfoque socioambiental e do fortalecimento do papel da população e dos municípios”, pontuou.

Ainda de acordo com Vilela, “é importante uma atuação constante para evitar novas ocupações e garantir o correto uso e ocupação do solo. Além disso, conscientizar a população para ajudar a proteger a lagoa e aderir aos serviços de esgotamento sanitário, ou seja interligar seus imóveis à rede de esgoto”, finalizou.

Conjunto Arquitetônico da Pampulha

A lagoa artificial da Pampulha foi construída pelo prefeito Juscelino Kubitscheck, na década de 40. Para compor o seu entorno, Oscar Niemeyer projetou um conjunto arquitetônico que se tornou referência internacional além de influenciar toda a arquitetura moderna brasileira. Fazem parte do conjunto a igreja de São Francisco de Assis, o Museu de Arte, a Casa do Baile e o Iate Tênis Clube. Os jardins de Burle Marx, a pintura de Portinari e as esculturas de Ceschiatti, Zamoiski e José Pedrosa completam e valorizam o projeto concebido para a lagoa. A orla da Pampulha concentra várias opções de lazer, como o ginásio do Mineirinho, o Jardim Zoológico, o Centro de Preparação Eqüestre da Lagoa e pistas para ciclismo e caminhada. É lá também que está o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como “Mineirão”.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/copasa-investira-r-102-milhoes-em-obras-que-irao-contribuir-para-recuperar-um-dos-cartoes-postais-de-bh/