Anastasia vai apresentar proposta de reajuste dos professores

Anastasia: governador se comprometeu a “estudar” a viabilidade da proposta de implementação do salário mínimo regional em Minas Gerais.

Anastasia: educação

Anastasia vai apresentar proposta de reajuste dos professores

Anastasia: governador se reuniu com representantes de sindicatos na Cidade Administrativa

Fonte: O Tempo

ATÉ OUTUBRO

Anastasia vai apresentar proposta de reajuste salarial para todos os professores

Governador também se comprometeu a sugerir ao Governo Federal que destine todos os recursos do royalties da mineração para a educação

A implementação do salário mínimo regional em Minas Gerais pode ganhar força nos próximos meses. A bandeira foi levantada nessa quinta-feira (18) pelas centrais sindicais do Estado durante reunião com o governador, Antonio Anastasia (PSDB). O tucano se comprometeu a “estudar” a viabilidade da proposta. O transporte público também foi discutido no encontro.

Segundo as organizações sindicais, Minas está atrás do Rio de Janeiro e de São Paulo, que já adotaram o mínimo regional. Anastasia afirmou que solicitou estudos técnicos para avaliar a possibilidade de a proposta ser implementada. A preocupação, segundo ele, é em relação à situação econômica dos municípios.

“Em Minas, sempre houve essa discussão, pois o valor (do salário mínimo regional) igual para todo o Estado poderia criar uma dificuldade em regiões que têm o desenvolvimento econômico menos aguçado, menos desenvolvido, pior que a média do Estado”, disse. O tucano acredita que uma possibilidade para contornar a situação poderia ser criar salários mínimos para determinadas regiões.

Um projeto de lei que trata da ampliação do mínimo no Estado tramita na Assembleia há mais de dois anos, mas ainda não conseguiu andar. De acordo com a proposta, de autoria do deputado Celinho do Sinttrocel (PCdoB), os proventos poderiam variar de R$ 710 a R$ 1.160, de acordo com a ocupação do trabalhador.

Lista. O encontro aconteceu uma semana após o Dia Nacional de Lutas, a pedido das centrais sindicais. Na pauta, o serviço de transporte público foi uma das principais cobranças. “O problema não é só a redução da passagem. É a questão do transporte de péssima qualidade, totalmente privatizado, ou seja, sem transporte público de fato. Nós colocamos a necessidade que os Estados e as prefeituras assumam a responsabilidade com o transporte da população”, afirmou Gilberto Gomes, dirigente da CSP Conlutas.

O governador anunciou que uma análise da integração tarifária dos ônibus da capital e da região metropolitana está “em fase preliminar”. “Isso é uma reivindicação antiga que também tem algumas dificuldades técnicas”, disse.

O fim da terceirização dos serviços públicos também foi defendido na reunião. “A tendência é sempre o serviço prestado pela própria administração direta, até pela porque ela é menos onerosa”, disse Anastasia.

O governador também anunciou 100% dos royalties do minério para educação.

Educação: universidade mineiras se destacam

Minas tem quatro das 10 melhores universidades públicas brasileiras

Segundo o Estado de Minas, estudo do MEC avaliou 134 instituições pelo Índice Geral de Cursos (IGC)

Quatro universidades mineiras estão entre as 10 que receberam nota cinco dentre as 134 instituições avaliadas avaliadas pelo Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação (MEC).

As informações são do jornal Estado de Minas. As instituições mineiras são a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Univerdidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Minas Gerais tem quatro das 10 melhores universidades públicas brasileiras, mostra IGCInstituições receberam conceito máximo em avaliação do Ministério da Educação

Emerson Campos

Publicação: 06/12/2012 20:28 Atualização: 06/12/2012 20:49

Mercadante considerou números positivos (Elza Fiuza/ABr)
Mercadante considerou números positivos

Entre as 134 universidades públicas avaliadas pelo Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação (MEC), apenas dez receberam nota 5, que é o conceito máximo de qualidade que pode ser atribuído. Destas, quatro são mineiras: a Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM); a Universidade Federal de Lavras (UFLA); a Univerdidade Federal de Viçosa (UFV); e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Considerando universidades, faculdades e centros universitários, o IGC 2011 avaliou 2.136 instituições públicas e privadas. Neste universo, 27 conseguiram o conceito máximo. Entre elas estão as mineiras Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) e Escola de Governo Paulo Neves de Carvalho (Fundação João Pinheiro).

Saiba mais…
UFMG assina acordo com a Boeing Company para pesquisas no setor aeroespacial Mercadante pede mobilização de entidades da área de educação em favor de MP Portugal é principal destino de alunos de graduação do Ciência sem Fronteiras MPF recomenda que UFMG faça concurso para selecionar estagiários Ufla é a terceira universidade mais bem colocada no Brasil
Do total observado pelo MEC, 50,6% tiveram conceito 3, considerado satisfatório. No entanto, os dados divulgados mostram que 27% das instituições de ensino superior tiveram conceito insuficiente. O índice, que vai de 1 a 5, leva em conta o desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), a infraestrutura das faculdades e a formação do corpo docente.

Durante a divulgação dos números, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, considerou os dados positivos. “Cai o número de instituições que estavam no nível 1 e cai fortemente o número de instituições que estavam em nível 2, o que é um ótimo indicador”, ponderou. Segundo Mercadante, em todos os casos houve melhora significativa nos cursos de ensino superior. “A curva toda se desloca em direção à melhora na qualidade. Há uma série de medidas que estão surtindo efeito”, finalizou.

Confira quais são as dez universidades públicas que conseguiram conceito máximo:

Minas Gerais

Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM)
Universidade Federal de Lavras (UFLA)
Univerdidade Federal de Viçosa (UFV)
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)

São Paulo

Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC)
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR)

Outros estados

Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

Minas tem o melhor ensino público de matemática

Minas tem o melhor ensino público de matemática. Estado é pentacampeão na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas.

Minas: Gestão da Educação

Fonte: Agência Minas

Minas Gerais lidera o ranking de medalhas da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

Estado lidera em número de ouros, com 111 medalhas, e também no número total de medalhas, com 816

 Minas tem o melhor ensino público de matemática

Minas tem o melhor ensino público de matemática

Os estudantes da rede pública de Minas Gerais novamente se destacaram na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). No resultado da 7ª edição da Obmep, divulgado nesta segunda-feira (13), Minas Gerais conseguiu novamente a primeira colocação no ranking de medalhas e foi o estado de mais destaque na Olimpíada pela quinta edição seguida. Os estudantes mineiros conseguiram 111 medalhas de ouro, 248 de prata e outras 457 de bronze. No total, o Estado conseguiu 816 medalhas, ficando em primeiro tanto em número de medalhas de ouro quanto no número total de medalhas. Além das medalhas, Minas Gerais ganhou também 8.110 menções honrosas.

O número de medalhas mineiras na Olimpíada cresceu em relação a última edição. Em 2010, Minas havia conquistado 780 medalhas no total e no ano passado conseguiu 37 medalhas a mais. A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, fez questão de parabenizar os premiados. “É extraordinário esse ‘pentacampeonato’. É importante parabenizar nossos medalhistas, seus professores e seus pais. Felicito as escolas, que criaram um ambiente adequado para o bom desempenho desses estudantes. Esse resultado confirma os bons indicadores da rede pública em Minas Gerais”, destaca a secretária.

Em segundo lugar em número de ouros está o Rio de Janeiro, com 84 medalhas. O estado fluminense, contudo, fica em terceiro no número total de medalhas, com 325 no total. São Paulo, que conseguiu 78 ouros, está em segundo no ranking total de medalhas, com 716.

O estudante do 8º ano da Escola Estadual Comendador Murta, em Itinga, Ruan Alves Gonçalves, foi um dos premiados com a medalha de ouro e atribui seu sucesso ao seu esforço. “É a primeira vez que ganho uma medalha. No ano passado tinha ganhado menção honrosa. Estudei bastante para a prova com a ajuda do banco de questões da Olimpíada. Na escola, os professores incentivaram a participação de todos os alunos”, conta.

Destaque para a rede estadual

Do total de medalhas recebidas pelos estudantes das redes públicas de Minas Gerais, mais da metade delas faz parte do rol de conquistas dos alunos da rede estadual. Das 816 medalhas mineiras, 515 são de estudantes de escolas estaduais. São 62 de ouro, 148 de prata e outras 305 de bronze.

Outro aluno da rede estadual premiado com medalha de ouro foi Lucas da Silva Reis. Além de estudar cerca de três horas por dia, o aluno do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, também contou com a ajuda dos professores. “Minha professora de Matemática do ano passado levava questões para que eu pudesse resolver e me ajudava com a resolução de alguns problemas que eu não entendia”, conta. Lucas também já ganhou medalha de prata e bronze em edições anteriores da Obmep.

Bons professores

Em número de professores premiados Minas Gerais também se destaca. Entre os 131 docentes que conseguiram premiação na Obmep, 25 são de escolas da rede pública mineira. O cálculo para premiar um professor na Obmep leva em conta o número de alunos medalhistas ou com menções honrosas, sendo que o número de pontos varia de acordo com o tipo de medalha.

Com a experiência de quem já foi professora premiada desde a primeira edição da Obmep, Maria Botelho Alves Pena, é ótima com os números, mas já ensinou o segredo das exatas a tantos alunos que arrisca a perder as contas de quantos foram. Professora de Matemática dos 2º e 3º anos da Escola Estadual Messias Pedreira, de Uberlândia, Maria incentiva que os alunos busquem o conhecimento tanto dentro, quanto fora de sala. “Na escola, os alunos são estimulados a trabalhar com resolução de problemas. Eu os coloco para pesquisarem na internet o banco de questões da Obmep, além de outras questões de Matemática”. Os alunos também participam do Clube de Resolução de Problemas, que acontece em um sexto horário criado pela escola. “Ex-alunos da escola também são convidados a apresentarem seus depoimentos para os alunos como forma de motivá-los”, conta Maria.

O bom desempenho como professora na Obmep rendeu prêmios tanto do governo federal, que organiza a Olimpíada, quanto do Governo de Minas, que faz premiação própria para alunos e professores que se destaca. O melhor prêmio segundo a professora, contudo, é o aprendizado dos alunos. “O trabalho não é focado só na Olimpíada. O bom resultado na Obmep é só uma conseqüência de um trabalho mais abrangente, focado no desempenho dos alunos”, explica a professora.

Inscrições Obmep 2012

Estão abertas até o dia 30 de março as inscrições da primeira fase da 8º edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Publicas. As inscrições deverão ser feitas pelas escolas, mediante o preenchimento da ficha de inscrição disponível no site da competição. (www.obmep.org.br). Na primeira fase, a escola deverá indicar na ficha, apenas, o número total de alunos inscritos em cada nível.

Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep)

A Obmep é uma competição do conhecimento que chega praticamente a todos os municípios brasileiros. Na 7ª e última edição, realizada em 2011, a Olimpíada registrou a participação de 98,9% dos municípios brasileiros, em um total de mais de 44,6 mil escolas e 18,7 milhões de estudantes.

A Obmep é dirigida aos alunos de 6º ao 9º ano do ensino fundamental e aos alunos do ensino médio das escolas públicas municipais, estaduais e federais, que concorrem a prêmios de acordo com a sua classificação nas provas.

Além das medalhas, os alunos que conquistaram medalha de ouro, prata e bronze na 7º edição da Obmep irão participar do Programa de Iniciação Científica Jr (PIC), a iniciativa tem duração de um ano e as atividades do programa envolvem tanto encontros presenciais quanto a participação em um Fórum Virtual que possibilita o contato, via internet, com estudantes de todo o país que se interessam por Matemática. Os medalhistas que acompanham todas as etapas do PIC recebem a Bolsa de Iniciação Cientifica Jr., concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)

A competição tem entre seus objetivos, estimular e promover o estudo da Matemática entre os alunos das escolas públicas. Além de contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica. A Obmep é promovida pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).

Minas: Gestão da Educação – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-lidera-o-ranking-de-medalhas-da-olimpiada-brasileira-de-matematica-das-escolas-publicas/

Ideb 2011: Minas avança – Educação e Gestão

Ideb 2011: Bom desempenho nacional de Minas é explicado pelo foco em políticas de alfabetização infantil com o Ensino Fundamental de 9 anos.

Ideb 2011: Gestão Aécio e Anastasia em Minas

 Ideb 2011: Minas avança   Educação e Gestão

Ideb 2011: Minas avança – Educação e Gestão – gráfico mostra a liderança de Minas no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – Infográfico: O Estado de S.Paulo.

Este é a segunda avaliação positiva do Ideb para Minas Gerais. Não é por acaso que se chega a estes resultados. Vale lembrar que Minas foi o primeiro estado do país a oferecer Ensino Fundamental de nove anos. A medida é uma consequência do Choque de Gestão criado por Aécio Neves que estabelece metas com acompanhamento rigorosos dos resultados.

O governador Antonio Anastasia mantém a gestão eficiente e o compromisso de melhorar a qualidade da Educação em Minas. “Os resultados são fruto de planejamento e de programas como o PIP (Programa de Intervenção Pedagógica) e da inserção das crianças aos seis anos na Escola, da qual Minas foi pioneira”, lembrou Anastasia.

“Os resultados do Ideb demonstram que a política mineira para com a educação tem compromisso com a qualidade e vem sendo desenvolvida de forma muito séria nos últimos anos. Os projetos e investimentos do Governo, o compromisso dos nossos profissionais e a qualidade do nosso alunado são fatores que resultaram nesses bons índices”, comentou a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

Fonte: Luciano Máximo – Valor Econômico

País tem avanço muito tímido na educação

 Ideb 2011: Minas avança   Educação e Gestão

Ideb 2011: Minas avança – Educação e Gestão

O fraco desempenho do ciclo final do fundamental e do ensino médio manchou o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011, divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC). Enquanto todo o país cumpriu e superou suas metas de qualidade nos primeiros anos do ensino fundamental, sete Estados ficaram aquém de seus objetivos no final do ciclo, principalmente na região Norte (RO, RR, PA, AP, SE, ES e RS). A realidade no ensino médio é ainda pior: a meta não foi alcançada no Distrito Federal e em outros dez Estados, concentrados no Norte e Nordeste (AC, RR, PA, AP, RN, AL, MG, ES, RS e MT).

O Ideb geral nos anos iniciais do ensino fundamental passou de 4,6 em 2009 para 5 na edição do ano passado, superando a meta de 2011 em 0,4 ponto. A nota do segundo ciclo do fundamental subiu apenas um ponto no período, para 4,1, ficando acima da meta proposta para o ano, de 3,9. No ensino médio a variação da nota do Ideb entre as duas últimas edições foi de 3,6 para 3,7, resultado que garantiu o cumprimento da meta nacional na risca.

Com resultado estatístico extraído das notas da Prova Brasil (português e matemática) feita por alunos de 4ª e 5ª séries e 8ª e 9ª séries do ensino fundamental e do terceiro ano do ensino médio, cruzado com o fluxo de aprovação de toda a educação básica, o Ideb, divulgado de dois em dois anos, é o maior indicador de qualidade da educação brasileira e principal instrumento de avaliação e proposição de políticas educacionais para redes municipais, estaduais, federal e particulares.

Nos anos iniciais do fundamental, as redes escolares de dois Estados nordestinos se destacam com as notas mais folgadas em relação às metas propostas para 2011. Respectivamente, o Ideb dos sistemas municipais, estaduais e privados de Ceará e Piauí foi 4,9 (0,9 ponto acima da meta) e 4,4 (0,8 acima da meta). Minas Gerais registrou o Ideb mais alto para a etapa: 5,9.

Para especialistas, o bom desempenho nacional do ciclo inicial é explicado pelo foco em políticas de alfabetização infantil. Para os casos específicos de Ceará, Piauí e Minas, o avanço se deve à melhoria de gestão e de práticas pedagógicas, incrementadas por parcerias entre prefeituras e governos estaduais. “Minas já tem uma política consolidada. No Ceará e Piauí é a mesma coisa, houve pactuação entre as Secretarias Estaduais e os municípios. Os resultados saltam aos olhos porque perceberam que educação não é uma prova de passar o bastão no final de cada ciclo, mas uma responsabilidade coletiva”, avalia Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos pela Educação.

A secretária estadual de Educação do Ceará, Izolda Cela, confirma que a cooperação é estratégica. “Não inventamos a roda, apenas obedecemos os preceitos constitucionais de cooperação federativa. Não há repasse de um centavo, tudo se baseia em organização de gestão, treinamento de funcionários e professores pago pelo Estado, adoção de material estruturado [apostilas] e metas simples.”

Segundo Izolda, o avanço no Ideb do Ceará e dos municípios cearenses começou com a política de alfabetização infantil em Sobral, quando ela era secretária municipal de Educação, em 2001. “Ao assumir o Estado levamos a política para os municípios em forma de parceria. Em 2005, tirando Sobral, os 184 municípios tinham Ideb abaixo da média nacional. Em 2011, 178 cidades alcançaram média adequada”, acrescenta ela.

A secretária acredita que o segredo para avançar no final do fundamental é reforçar as parcerias prefeituras-Estado. “Daqui duas edições do Ideb, teremos resultados melhores, como já pode ser visto em alguns municípios.”

A resposta para o ensino médio é um mistério. Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP), recomenda esforços de aprendizagem e melhoria da condição de trabalho e oferta para o ciclo mais problemático da educação brasileira. “O Rio Grande do Sul, por exemplo, tem a insatisfação dos professores com baixos salários. Se durar muito tempo pode influenciar tanto no fluxo de aprovação como no aprendizado, que tem oscilado bastante. Por isso é importante focar o ensino e condições de trabalho, com salários dignos e ação de formação docente.”

O Ideb do Rio Grande do Sul para o ensino médio caiu de 3,6 em 2009 para 3,4 no ano passado, deixando o Estado abaixo da meta de 3,7. O secretário de Educação, José Clóvis de Azevedo, admite que não teve tempo para aplicar mudanças. “Encontramos altos índices de repetência e desmotivação grande dos nossos jovens. Propomos mudanças curriculares que começaram este ano, assim como ações ligadas ao mercado de trabalho e à universidade para tornar o ensino médio mais atraente. Mas elas só surtirão efeito no próximo Ideb, em 2013″, resumiu Azevedo.

O secretário estadual de Educação de Goiás, Thiago Peixoto, disse ao Valor que a realização de diagnósticos, criação de políticas de bônus por mérito e de um sistema de avaliação interno ajudaram o Estado a melhorar o Ideb do ensino médio. Goiás teve um dos melhores desempenhos do país para essa etapa da educação. “No começo houve muita gritaria, mas com bons resultados acredito que podemos avançar mais.”

Ideb 2011: gestão eficiente da educação em Minashttp://www.valor.com.br/brasil/2789168/pais-tem-avanco-muito-timido-na-educacao

Ideb 2011: gestão eficiente da Educação em Minas é destaque

Ideb 2011: Gestão de Aécio e Anastasia com foco na qualidade consolidou modelo de Educação Básica e garantiu o 1ª lugar no ranking nacional.

Ideb 2011: gestão eficiente da educação e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

Fonte: Agência Minas

Minas Gerais tem a melhor educação básica do país, revelam dados do Ministério da Educação

Resultados do IDEB divulgados nesta terça-feira indicam que alunos mineiros atingem padrões de países desenvolvidos nos anos iniciais do ensino fundamental

Minas Gerais tem a melhor educação básica do país. É o que revelam os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de 2011, divulgados, nesta terça-feira (14), pelo ministro da Educação, Aloízio Mercadante. Nas séries iniciais do ensino fundamental os alunos da rede estadual mineira alcançaram índice 6, comparável à qualidade do sistema educacional dos países desenvolvidos.

O levantamento do Ministério da Educação indica que, em relação à medição anterior, o sistema estadual de ensino de Minas evoluiu em todos os níveis.

Em comparação com outros estados, a rede estadual mineira também se destaca, mantendo a primeira colocação nos anos iniciais do ensino fundamental. Além disso, Minas subiu do 3º para o 2º lugar nos anos finais e ficou na 3ª posição no ensino médio. Seguem abaixo os rankings nacionais em cada um desses níveis de ensino:

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

Ideb 2011: Minas 1ª lugar no ranking nacional

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

Diante dos resultados, o governador do Estado, Antonio Anastasia, parabenizou toda a comunidade escolar e ressaltou que os números são fruto dos “esforços realizados pela sociedade mineira” e de um trabalho que vem sendo realizado com competência e comprometimento na educação mineira nos últimos anos.

O governador lembra que a boa escola qualifica o capital humano, facilitando a atração de investimentos e a geração de emprego e renda. “Cumprimento os professores, alunos, servidores da educação e pais. O Governo de Minas tem orgulho dos esforços de todos. Os resultados são fruto também de planejamento e de programas como o PIP (Programa de Intervenção Pedagógica) e da inserção das crianças aos seis anos na Escola, da qual Minas foi pioneira”, afirma Anastasia.

A secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, apontou o comprometimento de professores e demais servidores da educação como fundamental para os bons resultados e destacou a importância de projetos desenvolvidos pelo Governo de Minas. “Os resultados do Ideb demonstram que a política mineira para com a educação tem compromisso com a qualidade e vem sendo desenvolvida de forma muito séria nos últimos anos. Os projetos e investimentos do Governo, o compromisso dos nossos profissionais e a qualidade do nosso alunado são fatores que resultaram nesses bons índices”, afirma.

A secretária também destaca o Programa de Intervenção Pedagógica. “Este é um dos instrumentos que possibilitaram diretamente os avanços nos anos iniciais do ensino fundamental, a partir do acompanhamento direto dos resultados das escolas e propostas de programas e ações com foco na qualidade”, completa.

Minas melhora índice e mantém liderança nos anos iniciais do Ensino Fundamental

Os alunos mineiros alcançaram nota média 6,0 nos anos iniciais do ensino fundamental, de acordo com os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2011. Como este resultado, a rede estadual mineira mantém o primeiro lugar no ranking nacional. O índice, segundo o próprio Ministério da Educação, é equivalente à média da educação em países desenvolvidos. No último Ideb, medido em 2009, a rede estadual mineira já era a primeira colocada, com índice de 5,8.

Com Ideb de 6,0, a rede estadual mineira não só deixou para trás a meta estabelecida para 2011, que era de 5,7, como ultrapassou antecipadamente a meta estipulada para 2013, que é de 5,9. No total, 767 escolas estaduais mineiras apresentaram Ideb igual ou superior a 6,0 nos anos iniciais em 2011.

Considerando o Ideb de todas as redes — estadual, municipais e privadas — Minas Gerais também conseguiu destaque. O índice alcançado foi de 5,9 e também ultrapassa antecipadamente a meta estipulada para 2013, que é de 5,7.

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

Nos anos finais, Estado subiu do terceiro para o segundo lugar no ranking nacional

Nos anos finais do ensino fundamental, a rede estadual mineira também apresentou evolução. No Ideb 2011, as escolas dos anos finais alcançaram a média de 4,4. Esse índice fez com que a rede estadual mineira fosse classificada na segunda posição em relação a todas as redes estaduais do país, atrás apenas de Santa Catarina, que ficou com 4,7.

Com Ideb de 4,4, a rede estadual mineira alcançou antecipadamente a meta estipulada para 2013, que é justamente de 4,4. Em relação ao último índice apurado, em 2009, a rede estadual apresentou evolução, passando de 4,1 para 4,4. Considerando todas as redes de ensino, Minas Gerais tem um Ideb de 4,6 e também alcançou antecipadamente a meta estipulada para 2013.

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

No ensino médio, índice mineiro é o terceiro melhor do país

A rede estadual mineira é a terceira melhor do país, de acordo com o Ideb 2011. Os alunos mineiros alcançaram o índice de 3,7 e cumpriram a meta estipulada para o período. Com essa nota, a rede estadual cresceu em relação ao Ideb 2009, quando alcançou um índice de 3,6.

Nesta etapa, a rede estadual mineira ficou atrás apenas de Santa Catarina, que está na primeira posição com Ideb de 4,0 e de São Paulo, que ficou em segundo lugar, com Ideb de 3,9.

 Ideb 2011: Minas tem a melhor Educação do país

Ideb 2011: gestão da educação em Minas – Link da matéria: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/minas-gerais-tem-a-melhor-educacao-basica-do-pais-revelam-dados-do-ministerio-da-educacao/

Entrevista do governador Antonio Anastasia sobre os resultados do Ideb

Programa do Governo Anastasia, Banco Travessia dará auxílio poupança para quem estiver na sala de aula

Gestão em Minas, Gestão Pública eficiente, Gestão Social

Fonte: Luciene Câmara – O Tempo

Quem voltar a estudar pode ter poupança de até R$ 5.000

Promessa é atender 28 mil famílias até o fim de 2012; Minas terá 36 agências

Aprender a ler e a escrever sempre foi um sonho na vida da dona de casa Iraci Cristina Lemos de Medeiros, 57. Ela até iniciou os estudos algumas vezes, mas sempre acabava desistindo por conta de suas dificuldades de aprendizagem. Agora, ela ganha um incentivo a mais: o Banco Travessia, programa que concederá uma poupança de até R$ 5.000 para quem estiver na sala de aula.

O Estado formalizou ontem o contrato da primeira agência do programa, no município de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. E a família de Iraci, que divide a casa com outras nove pessoas,entre filhos e netos, é apenas uma das 14 mil em todo o Estado que devem ser beneficiadas pela iniciativa – só em Sabará, serão 1.700 famílias. Até o fim deste ano, a promessa é que sejam inaugurados outros nove postos responsáveis pelo gerenciamento do programa nas cidades de Confins, Capim Branco, Presidente Kubitschek, Arinos, Matutina, Juiz de Fora, Ninheira, Santo Antônio do Jacinto, Itinga.

Para o ano de 2012, a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) já anunciou a instalação de outras 36 agências do Banco Travessia, que vão atender a outras 28 mil famílias.

Participação. De acordo com a assessoria de imprensa da Sedese, todas as famílias com integrantes fora da escola, identificadas por meio de visitas, serão atendidas neste ano e no próximo. As famílias são incluídas no programa quando pelo menos uma pessoa com mais de 14 anos ainda não tenha completado cinco anos de escolaridade. A condição inclui também situações em que no mínimo uma criança da família, em idade escolar, não frequente a escola.

O objetivo é incentivar jovens e adultos a retomarem os estudos. Cada integrante de um determinado domicílio que voltar a cursar o ensino regular ou aderir a cursos de aperfeiçoamento receberá uma moeda de troca, denominada “travessia”, em uma poupança conjunta para a família. Dessa forma, todos que moram no mesmo endereço são beneficiados com a iniciativa.

A cada nova etapa de estudos cumprida, que pode ser, por exemplo, um ano letivo concluído, mais “travessias” são depositadas no banco. Depois de até três anos, toda a quantia depositada pode ser retirada, já convertida em dinheiro. No fim do período, poderão ser sacados até R$ 5.000.

Famílias
Minas tem 120 mil “invisíveis”
Um levantamento feito pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) identificou, neste ano, 120 mil famílias em 61 municípios de Minas Gerais que têm alguma privação social, seja no âmbito da saúde, da educação ou do padrão de vida. São pessoas consideradas “invisíveis”, de acordo com o próprio governo, que vivem à margem da sociedade, sem acesso a políticas públicas.

O estudo é chamado Porta a Porta e, como o próprio nome diz, é feito por meio de visitas aos domicílios e aplicação de questionários.

Travessia.  Com base na pesquisa, a Sedese selecionou as cerca de 14 mil famílias beneficiadas no Banco Travessia, todas com pelo menos um caso de privação educacional. A Secretaria de Estado de Educação (SEE) informou que não tem um balanço sobre o número de pessoas em Minas que não concluíram o ensino regular nas redes pública e privada.

Iraci Pereira de Medeiros, 17, está nessa situação. Ela é neta da dona de casa Iraci Lemos de Medeiros, que se beneficiará com o Banco Travessia. A jovem conta que parou os estudos no 7º ano do ensino fundamental e, assim como a avó, pretende aproveitar o programa para voltar à escola. “Quero participar também. Tentarei uma vaga à noite. Assim, posso trabalhar durante o dia”, relata.

Para a avó, ver a neta na sala de aula é uma grande conquista. “Ela quer muito ser advogada e acredito que agora vai buscar o seu sonho”. (LC)

Governo Anastasia cria site com informações sobre novo modelo unificado de remuneração dos professores estaduais aprovado pela Assembleia

Gestão da Educação, Gestão Pública, Gestão Eficiente

Fonte: Agência Minas

Site explica modelo unificado de remuneração  dos professores

O Governo de Minas disponibilizou um site com informações sobre o modelo unificado de remuneração dos professores estaduais, aprovado na última quarta-feira (23/11) pela Assembleia Legislativa e em vigor a partir de janeiro de 2012.

No endereço www.educacaoemminas.mg.gov.br, professores, pais, alunos e sociedade em geral terão acesso a detalhes do novo modelo, bem como dos benefícios que ele proporcionará aos servidores da Educação no Estado.

No site, os visitantes poderão acessar comunicados do Governo, reportagens, entrevistas e vídeos sobre o modelo unificado de remuneração. Dúvidas sobre o tema poderão ser esclarecidas na sessão Perguntas & Respostas.

O modelo unificado de remuneração assegura aos professores ganhos acima do piso estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC) e garante, entre outros benefícios, progressão na carreira por tempo de serviço e nível de escolaridade.

De acordo com o governador Antonio Anastasia, a nova sistemática representa mais um importante avanço na política de valorização dos professores da rede estadual de ensino, política que o Governo de Minas vem desenvolvendo desde 2003.

Antonio Anastasia diz que política de remuneração dos professores é definitiva, Minas passa a pagar mais que o piso nacional do MEC

Gestão da Educação, Gestão Pública, Política de remuneração dos professores

Fonte: Marcelo da Fonseca – Estado de Minas

Governador diz que proposta é definitiva

Nova remuneração em Minas é superior à de outros estados, porque a jornada é de 24 horas e não de 40, segundo Anastasia

“A Assembleia deu mais um passo importante na nossa política remuneratória para os servidores da educação. Acreditamos que com a aprovação teremos uma política salarial cada vez mais transparente, clara e justa” – Antonio Anastasia, governador de Minas (PSDB)

O governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB) afirmou ontem que a proposta para reajuste do salário dos servidores da educação, aprovada pela Assembleia Legislativa na noite de quarta-feira, é definitiva. Em entrevista coletiva concedida ontem na Cidade Administrativa, o tucano valorizou o apoio da maioria dos deputados ao substitutivo apresentado pelo governo e destacou que o aumento segue todos os termos da legislação federal e também prevê a valorização para servidores com maior tempo de serviço. “A Assembleia deu mais um passo importante na nossa política remuneratória para os servidores da educação. Acreditamos que com a aprovação teremos uma política salarial cada vez mais transparente, clara e justa”, afirmou.

No novo modelo de remuneração, que passará a valer em janeiro, os professores com escolaridade de nível médio receberão no mínimo R$ 1.122 para uma jornada de 24 horas semanais. Já os professores com licenciatura plena passam a receber R$ 1.320 como piso mínimo. Anastasia explicou que os valores são superiores aos determinados pela legislação federal e que o reajuste vai representar um aumento de R$ 2,1 bilhões no pagamento dos servidores da educação até 2015. Em 2011, a folha de pagamento com profissionais da educação foi de R$ 7,7 bilhões. No ano que vem o valor subirá para R$ 8,5 bilhões e, em 2015, R$ 9,8 bilhões.

“No ano passado, o primeiro passo acabou favorecendo principalmente os servidores mais recentes, agora tivemos uma abordagem para os servidores mais antigos. Acreditamos que a partir do próximo ano teremos uma serenidade na educação”, disse o governador. Em comparação com os valores pagos em outros estados, ele destacou que as remunerações em Minas estão acima do previsto nacionalmente, já que a jornada no estado é de 24 horas e não 40 horas, como em outros estados. “Não há mais o que discutir em termos de legislação federal. Estamos em todos os sentidos enquadrados dentro da lei federal e colocando também a questão do um terço do horário destinado para a preparação das aulas”, declarou.

CAUTELA O cenário econômico internacional também foi apontado pelo governador como um motivo a mais para que os envolvidos nas discussões salariais adotem uma postura responsável em futuras negociações. “Temos de considerar sempre o bom senso e o interesse público, sem assumir compromissos impossíveis. Estamos abertos para conversar, mas temos limites e é bom lembrar que observamos hoje no mundo inteiro uma situação de cautela em relação a economia, tanto na área privada como na área pública”, lembrou.

Anastasia criticou a forma com que as discussões foram feitas pelo sindicato dos professores, mas espera que a proposta aprovada na Assembleia seja bem recebida pela categoria. “Lamentamos a intransigência do sindicato desde o momento em que se iniciou a negociação. A proposta avança muito, não só financeiramente é expressiva, mas leva em consideração o tempo de serviço dos professores e o nível de escolaridade. Quando tiverem conhecimento pleno da proposta, os professores vão perceber que será um passo muito positivo”, reforçou.

Ontem, o deputado Sávio Souza Cruz (PMDB) impediu que o projeto de lei que trata da nova política remuneratória dos servidores da educação fosse enviado à sanção governamental. Quando o parecer de redação final da proposta foi à votação, o parlamentar pediu verificação do quórum. Como não havia o mínimo de 26 deputados previstos em regimento, o 1º vice-presidente, José Henrique (PMDB), que presidia os trabalhos, encerrou a reunião ordinária.

Servidores da Educação receberão informativo sobre nova política salarial, gratificações temporárias passam a ser incorporadas à aposentadoria

Gestão da Educação, Gestão Pública,  piso nacional da educação

Fonte: Juliana Cipriani – Estado de Minas

Oferta chega no contracheque

Governo decide encaminhar a cada servidor, com próximo comprovante de pagamento, impacto individual que nova proposta, em discussão na Assembleia, terá no salário até 2015 

Os cerca de 400 mil contracheques do funcionalismo da educação do estado de Minas Gerais virão acompanhados de informativos a cada servidor sobre quanto implicará em reajuste até 2015 a nova proposta do Executivo para a política salarial unificada da carreira. Admitindo a dificuldade de entendimento sobre o substitutivo enviado ontem ao Legislativo, o governo mineiro tentou ontem esclarecer os novos índices aplicados na tabela de subsídios. O mesmo será feito de forma individualizada, conforme explicaram as secretárias de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, e de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

O material informativo está sendo preparado pelas secretarias por determinação do governador Antonio Augusto Anastasia e mostrará individualmente quanto será incorporado anualmente ao salário, desde 2012 até 2015, quando todos passarão a estar na tabela de subsídio. “Estamos explicando de modo que o servidor saiba onde está e onde vai chegar”, garantiu Vilhena.

São 217 mil contracheques (pode haver servidor com dois ou mais contratos) que têm direito ao piso nacional da educação de R$ 1.187 para uma jornada de 40 horas – das carreiras do magistério, apoio pedagógico e inspeção. Eles serão enquadrados em uma tabela de transição que, para uma jornada de 24 horas tem o subsídio inicial de R$ 712,20, com direito a 2,5% de acréscimo a cada dois anos e 10% a cada novo nível de escolaridade adquirido. Sobre esses valores também incidirão as atuais 22 gratificações e benefícios como quinquênios ou biênios, levando a uma remuneração mínima, segundo Renata Vilhena, de R$ 1.320 na carreira de 24 horas.

Para se ter uma ideia, na tabela atual de vencimento básico para 24 horas, o primeiro grau e nível paga R$ 369,90, acrescido de uma complementação para atingir o salário mínimo, de R$ 545. No projeto enviado à Assembleia, está previsto escalonamento para incorporar os novos vencimentos. Todos os servidores, optantes pela tabela de vencimento ou de subsídio em vigor, terão considerados seus salários em dezembro de 2010 e sobre esses valores serão aplicados os reajustes. Pela proposta, a cada ano o servidor terá um acréscimo de 25% até chegar ao plano de subsídio em 2015. De acordo com a secretária, isso evitará perdas em função do sistema de pagamento adotado.

A proposta inicial era manter os dois sistemas, mas segundo o Executivo isso seria inviável. Com a junção de todos em uma só tabela, segundo Renata Vilhena, não haverá diferenciação entre os servidores e será possível saber exatamente quanto ganha cada um, sem confusão em função de benefícios acrescidos sobre o básico. “Estamos garantindo que daqui para frente todos os profissionais da educação que exercerem a mesma função e tiverem o mesmo tempo de serviço terão um valor único de remuneração”, diz.

Para o novo cálculo, todos estão tendo considerado o salário de dezembro de 2010, inclusive os inativos, e a tabela será aplicada de forma semelhante. Para quem chegar ao topo da escala de 7 níveis e 15 graus, segundo as secretárias, serão criadas por decreto novas letras na tabela salarial, para permitir a continuidade da progressão na carreira.

Segundo Renata Vilhena, a nova política salarial proposta permitirá que gratificações temporárias, hoje não incorporadas ao salário quando da aposentadoria, passem a entrar nos cálculos. “Ele vai ganhar no mínimo aquilo a vida toda e, além disso terá as progressões e promoções”, disse Renata Vilhena, que atribui a insatisfação do funcionalismo ao desconhecimento. A secretária também acusou a “intransigência” do sindicato da categoria. “Não tiveram nem a curiosidade de se debruçar sobre o projeto e identificar o que cada um está levando. O que reivindicam foi atendido”, sustenta.

Governo Anastasia propõe vantagens pessoais a professores e especialistas da Educação

Gestão da Educação, Gestão Pública

Governo propõe remuneração unificada para professores e paga acima do piso nacional

Vantagens pessoais de professores e especialistas da Educação – como quinquênios e biênios – serão calculadas com base na tabela de transição e, imediatamente, incorporadas à remuneração única

Governo de Minas encaminha à Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira (22), nova proposta com diversas melhorias para a remuneração e para a carreira dos profissionais da Educação. As mudanças garantem que todos os professores e especialistas da Educação ganharão acima de R$ 1.122,00, para uma jornada de 24 horas semanais, ou seja, 57% proporcionalmente a mais do que o piso estabelecido pelo MEC, que é de R$ 1.187,00 para uma jornada de 40 horas semanais. Os professores e especialistas da Educação com licenciatura ganharão pelo menos R$ 1.320,00, ou 85% proporcionalmente a mais do que o piso nacional.

A nova proposta significará um impacto de R$ 2,1 bilhões na folha de pagamentos dos servidores da Educação. Além disso, a partir de 2012 começará a implantação do sistema de um terço da jornada semanal dos professores dedicada à atividades extraclasse.

“Essa proposta demonstra, mais uma vez, a disposição do Governo de Minas para encontrar formas de valorizar e melhorar a remuneração e a carreira dos profissionais da educação. Além disso, reafirma o compromisso com a qualidade da Educação no Estado e o respeito aos alunos, aos pais, aos professores e a toda a comunidade escolar”, afirma o governador Antonio Anastasia.

Conheça abaixo os detalhes da nova proposta que o Governo enviará à Assembleia Legislativa:

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A proposta do Governo de Minas prevê a criação de uma tabela de transição com aplicação proporcional do piso nacional no vencimento básico, levando em consideração os mesmos interstícios vigentes na tabela do subsídio (10% na vertical/escolaridade e 2,5% na horizontal/tempo de serviço).

As vantagens pessoais de professores e especialistas da Educação – como quinquênios e biênios – serão calculadas com base na tabela de transição e, imediatamente, incorporadas à remuneração única. Todos os servidores serão posicionados na tabela unificada. Os aumentos serão escalonados, em percentuais anuais, até 2015, observada a situação individual de cada servidor.

Valorização do professor

Nos últimos anos, o Governo de Minas adotou medidas que valorizaram os professores e profissionais da Educação. O quadro abaixo, que detalha os gastos com pessoal da Educação, ilustra esse esforço:

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A nova proposta do Governo de Minas é mais um passo na valorização do trabalho dos profissionais da Educação. O impacto financeiro, até 2015, na folha de pagamentos do Estado será de R$ 9,8 bilhões, considerando os aumentos escalonados ano a ano.  Isso significa um aumento de 58% da folha em relação a dezembro de 2010 e de quase 200% em relação a 2003. É o máximo que o Governo pode autorizar, considerando a Lei de Responsabilidade Fiscal e as disponibilidades orçamentárias do Tesouro Estadual.