Aécio: a gestão das políticas socais e o combate à pobreza

Aécio: “a pobreza precisa ser compreendida também na sua dimensão de privação de oportunidades, direitos e serviços”, comentou.

Aécio: políticas sociais

Fonte: Folha de S.Paulo

Carências Sociais

Aécio Neves

A “Síntese de Indicadores Sociais 2012” (SIS), publicada pelo IBGE, ajuda a entender o tamanho dos desafios do Brasil do nosso tempo. No estudo, um amplo conjunto de informações demonstra que a pobreza não pode continuar sendo definida apenas pelo valor da renda dos brasileiros, como a dimensionamos nos últimos anos e ainda hoje.

O país permanece com um quadro grave de carências diversas. Uma delas é o acesso aos serviços básicos de esgoto, coleta de lixo, iluminação elétrica e água tratada. Em 2011, a proporção de pessoas sem acesso aos serviços básicos era de 32%, ou seja, um em cada três brasileiros.

A população com atraso educacional é de 31%, e sem acesso à seguridade social, de 21%. Cerca de sete milhões de pessoas ainda vivem em domicílio precário. Nas regiões menos desenvolvidas, a situação piora muito: 65% dos moradores do Norte e 48% do Nordeste têm carência de serviços básicos.

Considerando-se todas as carências avaliadas, verificou-se que 58% dos brasileiros apresentaram ao menos uma delas.

O grande mérito dessa pesquisa é chamar a atenção para a pobreza sob a perspectiva dos direitos e garantias indispensáveis para o exercício da dignidade humana.

Dentre os fatores que melhoraram a renda na última década, a SIS 2012 coloca a expansão das ações de transferência direta para os mais pobres, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), cujas bases e início ocorreram sob agestão reformadora do ex-presidente Fernando Henrique.

São iniciativas fundamentais na nossa realidade, mas está demonstrado que são insuficientes para fazer a travessia dos brasileiros para um novo patamar. Elas precisam ser mantidas e ampliadas, mas também somarem-se a outras políticas de Estado que enfrentem os problemas estruturais.

O estudo traz argumentos que apoiam as reflexões propostas pela oposição nos últimos anos: a pobreza precisa ser compreendida também na sua dimensão de privação de oportunidades, direitos e serviços.

O país precisa de políticas sociais que garantam à população atendida o direito de se emancipar. Não podemos nos contentar apenas com a perpetuação da tutela do Estado, que tem prevalecido no atual ciclo de governo. Em respeito a esses brasileiros, precisamos avançar além do processo de gestão diária da pobreza.

As informações do IBGE reforçam, portanto, àqueles que há muito tempo propõem novo dimensionamento, com o necessário realismo, do que precisa ser feito para superação da desigualdade e da pobreza.

Como se constata, a questão não se reduz ao mero enfrentamento político ou a peça de combate da oposição. É o Brasil real, que não frequenta a propaganda e o ufanismo oficial.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna.

Aécio: políticas sociais – Link da matéria: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/81528-carencias-sociais.shtml

Aécio em artigo critica que municípios estão sem autonômia

Aécio: em artigo senador fala dos desafios dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Aécio: oposição

Fonte: Artigo – Folha de S.Paulo

Aecio: Facebook – visite a página: O endereço do perfil é http://www.facebook.com/AecioNevesOficial

 Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro

Aécio: autonomia política e enfraquecimento financeiro.Senador em artigo comenta sobre o desafio dos novos prefeitos e a centralização de recursos nos cofres da União.

Após as eleições

Aécio Neves

Acabado o segundo turno das eleições, é hora de os partidos e seus líderes se esforçarem para dar significado político ao resultado das urnas.

Teima-se em usar a lógica das eleições locais, ignorando suas circunstâncias próprias, como viés determinante para projetar o futuro. Assim, busca-se ajustar os resultados às conveniências do momento, daqueles que venceram ou sucumbiram ao voto popular.

A contabilidade mais importante, a que interessa, porém, é outra. Passadas a euforia e as comemorações, os novos prefeitos vão ter que se haver com uma dura realidade: o enfraquecimento continuado das nossas cidades – cada vez mais pobres em capacidade financeira e, por consequência, sem autonomia política.

Os novos administradores terão que governar com arrecadações e transferências de recursos em queda e responsabilidade administrativa cada vez maior, sem a necessária contrapartida financeira. Obrigatoriamente, serão instados pela realidade a esquecerem a briga política e os palanques para buscar parcerias e fazer funcionar uma inventividade gerencial, a fim de cumprirem os compromissos assumidos com os eleitores.

Lembro que a Constituição de 1988 tratou da distribuição de recursos entre os diferentes entes federados de acordo com suas obrigações e deveres com a população. Movia os constituintes a lúcida percepção de que não pode existir país forte com Estados e municípios fracos e dependentes, de pires na mão. Um crônico centralismo redivivo aos poucos permeou governos de diferentes matizes e se exacerbou agora, incumbindo-se de desconstruir a obra federativa criada naquele momento histórico, de revisão constitucional.

Fato é que, hoje, do total arrecadado no país, mais da metade fica nos cofres federais. Os Estados e os mais de 5.000 municípios brasileiros têm que sobreviver com percentuais muito inferiores, incluídas as transferências obrigatórias. Cada vez menos a União participa com recursos e responsabilidades das principais políticas públicas nacionais. Basta fazer as contas: nas principais áreas, a presença federal é minoritária, quando não decrescente.

A consequência, óbvia, consta de recente estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro: 83% dos municípios brasileiros simplesmente não conseguem se sustentar.

Impassível diante dessa realidade, o governo central ignora Estados e municípios como parceiros e poderosas alavancas para a produção de um crescimento diferenciado, descentralizado, mais inclusivo e também mais democrático, fundamental neste momento de crise, em que as fórmulas tradicionais estão esgotadas e fechamos o ano na lanterna dos países emergentes.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: oposição – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/74821-apos-as-eleicoes.shtml

Aécio Neves defende reforma política em artigo

Aécio Neves: Senador disse que política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade e ideologia.

Aécio Neves: reforma política

 Aécio Neves defende reforma política

Aécio Neves defende reforma política

Fonte: Folha de S.Paulo

Reforma Política

Aécio Neves

Neste outubro respira-se política no Brasil. Correm as eleições municipais e avança o julgamento do mensalão no STF, um divisor de águas no país.

Se da corte vem o recado inequívoco de que não há mais espaço para se tolerar práticas ilícitas na política, o julgamento teve outro mérito: expor, às claras, as entranhas e as fragilidades do atual sistema partidário brasileiro.

Nenhum governo, na história recente do país, foi capaz de lidar com o vespeiro da reforma política, preferindo o caminho da acomodação dos interesses para acolher um quadro partidário sempre favorável ao governismo.

Assim a política nacional transformou-se em um varejão de partidos, muitos sem representatividade, ideologia, ou razão de existirem, a não ser apoiar grupos de poder ou por motivações ainda inconfessáveis. Registradas no TSE existem hoje 30 legendas, das quais 24 com representantes no Congresso, 9 delas ou 37% com bancadas de 1 a 5 parlamentares.

O resultado é uma pulverização que leva ao empobrecimento do debate e do exercício da política. E também aos balcões em que presidentes, governadores e prefeitos têm que negociar a composição de suas bases legislativas nem sempre sob a força das convicções e dos programas, como se vê caso do mensalão, ou nos exemplos da generosa repartição de fatias da administração em contrapartida ao apoio político, em nome da governabilidade.

Se o não enfrentamento da reforma neste campo é pecado comum a todos os que tivemos a responsabilidade de governar, acredito que é ainda mais grave na órbita dos últimos governos. Com a notória popularidade verificada no início de seus mandatos, poderiam ter usado parte desse capital político acumulado para fazer avançar as bases da política brasileira. Ao invés disto, preferiram um Congressosubserviente para tocar o dia a dia da administração.

Não há como passar pelo primeiro turno das eleições municipais sem chamar a atenção para o grande número de abstenções e de votos brancos e nulos. Acredito que eles carregam um claro recado quanto ao tamanho do desalento do eleitor e a um sempre perigoso distanciamento da sociedade da política.

Ao mesmo tempo devemos saudar o processo inverso, que aponta para uma aproximação entre essa mesma sociedade e o Poder Judiciário.

Ao agir com responsabilidade, o STF honra a confiança e a expectativa de uma população cansada de ver amortecido o seu desejo por justiça. E a identificação da população com suas instituições é patrimônio valioso de uma sociedade.

Quem sabe agora, rompendo a barreira da impunidade, haverá espaço para o encaminhamento, em um novo patamar ético, da tão necessária reforma política?

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras neste espaço.

Aécio Neves: Reforma Política – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/72100-reforma-politica.shtml

Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador fala sobre avanços no tratamento da aids e lembra ações do governo Fernando Henrique na quebra de patentes.

Aécio Neves: artigo do senador

 Aécio Neves: avanços no tratamento da aids

Aécio Neves: artigo do senador comenta os avanços no tratamento da Aidsno governo Fernando Henrique

Fonte: artigo senador Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Guerra contra a Aids

Aécio Neves: artigo do senador – Passadas três décadas da eclosão da Aids, com sua marcha trágica de milhões de vítimas fatais pelo planeta afora e uma mudança de comportamento sem precedentes, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um balanço que permite enxergar o cenário com mais otimismo. O lema atual lançado é “Juntos vamos eliminar a Aids“, um apelo impensável nos anos 80, quando o tempo de vida dos soropositivos era de apenas cinco meses, em média.

De acordo com o relatório do Unaids, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids, houve uma queda de 24% no número de mortes causadas pela doença entre 2005 e 2011, quando se registraram, respectivamente, 2,2 milhões e 1,7 milhão de óbitos. No horizonte até 2015, a meta agora consiste em atingir 15 milhões de pessoas com o tratamento antirretroviral no mundo, o que representaria a sua universalização em apenas três anos. Pretende-se também zerar a transmissão do vírus entre mães e bebês.

A história internacional de bons resultados obtidos no combate à Aids deve muito à experiência brasileira. Não se trata de uma afirmação meramente ufanista. Os fatos estão reconhecidos internacionalmente na comunidade científica e nos governos.

Nos anos 90, no governo do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, firmou-se uma política de distribuição gratuita de antirretrovirais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Registre-se também, nesse período em que José Serra era ministro da Saúde, a atuação firme do Brasil no confronto com os grandes laboratórios farmacêuticos privados internacionais, no episódio da ameaça de quebra das patentes e em defesa do direito de obtenção dos remédios do coquetel anti-Aids a um preço mais barato.

De uma maneira geral, o país soube manter-se no bom caminho, aliando inovação com determinação na dura batalha contra a doença e o preconceito gerado em torno dela. A saúde é a área da administração pública que talvez mais se preste à união de esforços acima de diferenças políticas, ideológicas ou partidárias. O engajamento brasileiro na luta contra a Aids deveria ser elevado a motivo de orgulho nacional.

Vejam o que disse Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, ao divulgar o relatório do órgão e abordar os desafios atuais: “Esta é uma era de solidariedade global e responsabilidade mútua”. Infelizmente, trata-se de uma afirmação aplicável a poucos temas nas sempre conturbadas relações entre os países.

Entretanto, se há luz no fim do túnel, o tamanho do inimigo continua a assustar. Em 2011, nada menos que 34,2 milhões de pessoas viviam com Aids no mundo todo, entre elas 4,9 milhões de jovens. O alerta continua bem aceso.

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

Aécio Neves: artigo do senador – Link do artigo: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/56025-guerra-contra-a-aids.shtml

PT e a leniência com a corrupção

PT e a leniência com a corrupção – Em 10 anos no poder o PT recheia as páginas da crônica policial com histórias de mal feitos e malfeitos.

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Um partido nas páginas policiais

Notícias sobre partidos costumam ser publicadas nas sessões dos jornais dedicadas à política. Mas, com o PT, esta prática está mudando: a legenda de Lula, Dilma e José Dirceu tem figurado, também, nas páginas policiais. Nunca antes na história se viu um partido tão envolvido em escândalos.

A profusão de falcatruas nas quais militantes petistas estão metidos é assustadora. Além do escândalo-mãe, o mensalão, gente ligada ao PT está sendo investigada, entre outros crimes, por corrupção, falsificação de documentos e desvio de recursos públicos para financiamento de campanhas. Vejamos alguns casos.

No último dia 14, o Ministério Público Federal de Mato Grosso denunciou nove pessoas que se envolveram no episódio que ficou conhecido como escândalo dos “aloprados”. Elas amealharam R$ 1,7 milhão nas eleições de 2006 para tentar prejudicar campanhas tucanas por meio de dossiês fajutos.

Seis dos acusados eram diretamente ligados à campanha à reeleição de Lula e ao hoje ministro Aloizio Mercadante, então candidato ao governo de São Paulo. Contra eles, pesam denúncias de crimes de formação de quadrilha, contra o sistema financeiro, de lavagem de dinheiro e declaração de informação falsa em contratos de câmbio.

A lista de delitos cometidos pelos aloprados assemelha-se à que pesa sobre os 36 réus enredados no mensalão: formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. O maior escândalo de desvio de dinheiro público da história do país começa a ser julgado em 1° de agosto pelo Supremo.

O rol de petistas envolvidos em crimes ganhou mais alguns personagens recentemente. Ontem, a direção do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) foi toda afastada em meio a investigações sobre um rombo de R$ 100 milhões que, segundo a Polícia Federal, podem ter sido usados em campanhas do PT no Ceará.

O esquema cearense lembra muito o do mensalão. Entre 2009 e 2011, empréstimos concedidos a empresas teriam sido usados para irrigar o caixa dois de campanhas eleitorais petistas no estado. Não por coincidência, gente ligada aos mensaleiros também tem suas digitais no escândalo do BNB…

Os maus exemplos contaminam também administrações municipais petistas. O caso mais célebre continua sendo o do trágico assassinato do prefeito Celso Daniel em Santo André, sob grossa suspeita de que uma máfia comandada a partir da cúpula do PT desviava dinheiro de contratos de prestação de serviço na cidade para os cofres do partido.

Mas não é apenas no ABC paulista que prefeituras petistas estão sob investigação. Em Campinas, o prefeito foi defenestrado no ano passado por corrupção. Agora, os olhos se voltam para Maricá, cidade no estado do Rio abençoada por reservas – e polpudos royalties – de petróleo e amaldiçoada por ser administrada pelo PT.

Mas a atração do partido de Lula, Dilma e José Dirceu por quem tem contas a acertar com a Justiça transcende a jurisdição brasileira. Nas eleições de outubro, o partido andará de mãos dadas com o deputado Paulo Maluf, impedido de deixar o país por constar da lista de procurados internacionalmente pela Interpol.

Companhias que, para partidos e políticos éticos, deveriam causar incômodo já se tornaram comuns ao universo petista. Em sua insalubre estratégia de ampliação e manutenção de poder, o partido se juntou a Fernando Collor, José Sarney, Renan Calheiros e mais uma penca de políticos com extensa ficha corrida.

O partido que há quase dez anos governa o Brasil pratica um abjeto vale-tudo para perpetuar-se no poder. Produz, com isso, péssimos exemplos, que vão se disseminando pelo país afora. Quando tudo isso for passado, uma constatação terá lugar: a pior herança que o PT terá legado ao país será a sua leniência com a corrupção.

PT e a crônica policial – http://www.itv.org.br/web/noticia.aspx?c=3936


Lula e Maluf: artigo fala do encontro histórico

Artigo fala do encontro histórico de Lula e Maluf – Segundo Carlos Eduardo Leão o fato abriga o “que há de mais torpe na política nacional”.

Lula e Maluf

Fonte:  Carlos Eduardo Leão* – Publicado no site da Fundação Dom Cabral

De causar náusea

Deu causa náusea - Lula e Maluf
Está registrado nos anais do fotojornalismo um dos momentos mais repulsivos da política brasileiro

A fotografia jornalística talvez seja o mais claro e objetivo meio de informação da mídia em todos os tempos. Ela tem a imprescindível capacidade de transmitir, após um competente clic, todo um conjunto de informações, ricas em detalhes, conseguido através da sempre aguçada sensibilidade do fotógrafo que, na escolha correta do enquadramento, dará alma à notícia.

O fotojornalismo é, portanto, uma demonstração tácita do mais puro conceito de arte plástica a serviço da informação.

Quem não se lembra daquela personagem que virou símbolo da guerra do Vietnã, uma criança queimada, totalmente nua, correndo no meio de uma estrada que ligava o nada a lugar nenhum? Aquela fotografia resumiu toda uma guerra, suas atrocidades, suas consequências e, sobretudo, todo o sofrimento estampado no horror daquela imagem de dor e desesperança que marcou para sempre aquele rosto da infância vietnamita.

A fotografia de Neil Armstrong, naquele 20 de julho de 1969, quando pisava na Lua, marcou a história e todas as gerações a partir daquele momento. A frase “Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade” dita por Armstrong no momento do clic, não precisaria ser dita. A fotografia falava por ela.

Outras fotografias, apenas para ilustrar esse pensamento, como a daquele avião-míssil  disparado contra o World Trade Center no fatídico 11 de setembro de 2001 ou ainda do famoso Concorde em chamas quando decolava do Aeroporto Charles de Gaulle em Paris para cair momentos depois, não precisavam de textos para explicar as suas tragédias. As imagens perfeitas obtidas pelas excelentes câmeras de notáveis profissionais mostraram com nitidez o perfeito enquadramento do desastre.

Entretanto, nenhuma dessas fotos teve efeito mais devastador, mais chocante, mais incrível, mais surrealista, mais desanimador do que a de Lula “in love” com Maluf, sob as bênçãos do medíocre Fernando Hadad, encenada nos jardins daquela famosa mansão paulistana, que abriga o que há de mais torpe na política nacional. A nitidez da fotografia mostra-nos com detalhes que ambos são idênticos no tocante à moralidade e à honestidade nos preceitos políticos, bem ao estilo “farinha do mesmo saco”.

Já o enquadramento revela dois semblantes de verdadeiros brincalhões que, naquele momento, parecem gozar com a fé de um povo que neles depositaram, por várias vezes, todas as suas esperanças, em lados, porém, totalmente opostos em pensamento, ideologia e, sobretudo, filosofia de linhagem política.

A acuidade da câmera foi definitiva para mostrar o oportunismo de dois inimigos figadais históricos que, em nome do vale-tudo, posam como verdadeiros amigos (e na realidade o são) em prol de interesses que maculam a honra e a ética, atributos raros em políticos que rezam nessa linha de pensamento.

E, por fim, o talento dos fotógrafos foi determinante para mostrar a decepção da natureza que enfeita os jardins da mansão. Parecia que ela entendia a tristeza daquele momento, ao ver ruir o que sobrou daquele outrora bastião da moralidade, sucumbindo aos baixios caminhos da politicagem que só trazem decepção, incredulidade e amargura.

Lembro-me também de uma fotografia que marcou a humanidade. A beleza da Terra focalizada da Lua, com matizes de azul misturadas ao branco, num fundo esverdeado, enfim, uma explosão de cores que seguirá para sempre enfeitando a imensidão.

Assim sendo, continuamos à espera da fotografia em que dois políticos brasileiros estarão abraçados pela honra e o bem de seu povo, não em defesa de interesses mesquinhos e vulgares. Mesmo que seja em preto e branco, esse flagrante será suficiente para transformar a referida foto numa explosão de cores de uma só tradução: Esperança. E quanto ao fotógrafo que imortalizar tal momento, com certeza será candidato ao World Press Photo Award, o “Oscar” do fotojornalismo.

*Carlos Eduardo Leão é médico e cronista

Lula e Maluf – link do artigo : http://www.domtotal.com/noticias/detalhes.php?notId=461284

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Fiemg: “Minas sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada”, disse Olavo Machado sobre a falta de investimentos.

Dilma e as promessas

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Dilma: Fiemg vê promessas com desconfiança

Compromisso de Dilma

Fonte: Olavo Machado – Presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Sistema Fiemg) – Estado do Minas

A presença da presidente Dilma Rousseff em Belo Horizonte para anunciar investimentos em obras rodoviárias no estado representa, sem dúvida, um alento, mas exige da sociedade mineira rigoroso acompanhamento, uma vez que tais promessas já foram feitas outras vezes no passado, sem qualquer consequência objetiva. Resgatando as esperanças dos mineiros, a presidente anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para a revitalização do Anel Rodoviário de Belo Horizonte, a construção do rodoanel e para a duplicação da BR-381, no trecho BH-Governador Valadares. São, todas elas, obras prioritárias para Minas Gerais do ponto de vista econômico e social.

Para a economia, são obras indispensáveis para facilitar o escoamento da produção das empresas mineiras e para o recebimento de insumos necessários à sua operação. Do ponto de vista social, a revitalização do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381são mais que fundamentais e urgentes, porque se converteram ao longo dos últimos anos em palco de grandes e graves acidentes, a ponto de serem chamadas “rodovias da morte”.

Apesar desse cenário que não admite mais postergação e promessas vãs, dos R$ 6 bilhões anunciados, foram liberados, de fato, apenas R$ 17 milhões para a elaboração do projeto executivo para as obras do Anel Rodoviário. E o cronograma anunciado no dia da visita presidencial – considerando os prazos para elaboração dos projetos de engenharia, licitações e execução das obras – demanda pelo menos mais seis anos. É um período longo demais e Minas, que tem sido preterida seguidamente na alocação de investimentos do governo federal, tem pressa e não está disposta a esperar tanto. Minas e os mineiros contam com a presidente Dilma para antecipar esse cronograma, o que é perfeitamente possível com a utilização da moderna engenharia e, sobretudo, de vontade política.

Minas, portanto, precisa se manter unida para cobrar e exigir o que lhe é de direito, como segundo estado mais populoso do país, segundo maior colégio eleitoral e uma das mais importantes economias brasileiras. Devemos nos unir em torno da Agenda de Convergência para o Desenvolvimento de Minas, documento que explicita a posição do estado em relação a programas e projetos estratégicos para a nossa economia e cuja viabilização depende do apoio e da ação do governo federal.

O modelo de construção dessa agenda, democrático e participativo, ressalta a união da sociedade mineira em torno dos interesses do estado. Nessa empreitada, mobilizadas e coesas, estão a classe política de Minas, sob a liderança do governador Antonio Anastasia e de nossos deputados e senadores, dirigentes das entidades empresariais representativas do setor produtivo, reitores das universidades e centros de conhecimento do estado, que se empenham para promover a inovação. 

O desenvolvimento tecnológico da economia mineira, e das entidades representativas de setores ligados ao Judiciário, como magistrados e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que lutam para implantar em nosso estado uma regional do Tribunal Federal de Recursos (TRF). O artigo “Minas merece mais“, do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira Azevedo, publicado neste espaço, dia 15, sintetiza a união de Minas e dos mineiros.

De fato, a agenda tem algumas características que a diferenciam. Chegamos a um resultado alentador, com a seleção de projetos sinérgicos e que, de fato, têm o poder de transformar a economia mineira, promovendo o crescimento econômico com transformação e inclusão social. A agenda de Minas inclui projetos de investimento nas áreas da infraestrutura rodoviária, ferroviária, metroviária, saúde, segurança, economia do conhecimento e na articulação por mais investimentos das estatais no estado, especialmente da Petrobras.

Em essência, a agenda de Minas compreende as seguintes linhas de atuação: projetos de infraestrutura com recursos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) – integrais ou parciais; projetos de infraestrutura sem recursos do PAC ou do Orçamento Geral da União (OGU), que podem ser viabilizados mediante concessão ou parceria público-privada (PPP); projetos de educação, saúde, defesa social e cultura; prioridades específicas e projetos de investimento (Petrobras). Nessas linhas de ação estão projetos dos quais Minas e os mineiros não abrem mão e entre eles, mais uma vez, se destacam as obras do Anel Rodoviário e a duplicação da BR-381, no trecho BH-GV; o trem metropolitano (metrô), cujas obras se arrastam, à míngua de recursos; o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins (Grande BH) – excluído, sem razão, do programa de privatização implementado do governo federal e que vem recebendo “puxadinhos”.

Minas tem sua agenda e vai lutar por ela. O que a sociedade mineira deseja ver é a economia crescendo com sustentabilidade e prosperidade, com empresas competitivas e qualidade de vida para a população. Minas Gerais sabe bem de sua importância e os mineiros exigem que ela seja respeitada.

Dilma e as promessas para Minas – Link do artigo: http://impresso.em.com.br/app/noticia/cadernos/opiniao/2012/06/21/interna_opiniao,40313/compromisso-de-dilma.shtml

Aécio e a gestão, Lula e o constrangimento histórico

Aécio e a gestão, Lula e o constrangimento histórico. Enquanto senador atua pela transparência, Lula em acordo com Maluf loteia cargos públicos.

Aécio: gestão pública

Aécio e a gestão, Lula e o constrangimento histórico

Aécio e a gestão, Lula e o constrangimento histórico

Fonte: Artigo Jogo do Poder

Dois apertos de mão, um constrangimento histórico e uma esperança

Enquanto Lula e Maluf apertam as mãos para selar troca de cargos públicos por favores eleitorais, em Brasília, várias outras mãos se apertam em prol da gestão pública

Dois apertos de mãos que dominarão o noticiário até o final da semana. Um deles em São Paulo e outro em Brasília. Se um marcará o fim de um discurso defendido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante toda a sua trajetória na vida pública, o outro foi dado em Brasília, ontem, durante a criação da Frente Parlamentar Mista do Fortalecimento da Gestão Pública. Um movimento suprapartidário que busca a adoção e vida longa em nível nacional de um modelo de governança inovador como, por exemplo, Minas Gerais implantou com Aécio Neves em 2003 e que se tornou exemplo mundial de gestão eficiente.

O momento para os petistas é de constrangimento histórico com seu maior líder, que sela uma aliança política-eleitoral em São Paulo calçada na troca de cargos públicos no governo federal. Mas, por outro lado, existem lideranças do mesmo partido que ainda acreditam na transparência, ética e verdadeira “faxina” dentro dos órgãos públicos.

E este grupo de pessoas que ainda acreditam no asseio da máquina pública, dos governantes e, consequentemente, dos servidores públicos, pode encarar a Frente Parlamentar de Gestão Pública como um suspiro de esperança de que no Brasil existe espaço para mudança.

Para estes militantes da restauração da ética, da transparência e da moral no país, o segundo aperto de mão – o de Brasília – surge como alento. O movimento pela profissionalização da gestão pública nasceu da batalha do senador Aécio Neves, mas também é fruto do desejo de diversas lideranças nacionais – petistas, tucanas, verdes, socialistas ou simplesmente brasileiras – que querem ver os princípios da eficiência do serviço público, existentes no modelo de gestão criado pelo Governo de Minas Gerais, adotados em Brasília e nos quatro cantos do país.

Dentro desta Frente de Fortalecimento da Gestão Pública, cabem todos os partidos ou militantes que acreditam na necessidade de transparência, eficiência no uso de recursos públicos e na importância da profissionalização da gestão para levar o Brasil ao patamar de um país não apenas competitivo economicamente, mas também com um crescimento justo e igualitário.

Quando lançou o Choque de Gestão em Minas Gerais, em 2003, Aécio já evocava a necessidade de que a transformação que começaria em seu estado deveria, em poucos anos, ganhar espaço na Agenda Nacional. E no lançamento da frente suprapartidária, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Ayres Brito, sintetizou o sentimento de Aécio ao dizer que é dever de todos fazer com que o servidor público seja, na realidade, um “servidor do público”.

E aos constrangidos e estarrecidos com o aperto de mão de Lula em São Paulo, vale uma reflexão sobre a fala do ministro-chefe da Controladoria Geral da União durante o lançamento da Frente Mista da Gestão Pública: “gestão eficiente é gestão proba. São faces da mesma moeda. A transparência não é apenas a melhor vacina contra a corrupção, mas requisito para melhor eficiência na gestão pública.

 

Aécio Neves e Eduardo Campos no xadrez de 2014

Aécio Neves e Eduardo Campos no xadrez de 2014 – Eles observam desempenho da economia para definir estratégias nas eleições presidenciais.

 Aécio Neves e Educardo Campos: Eleições 2014

Eleições 2104: Aécio Neves e Eduardo Campos em encontro realizado em maio

Eleições 2104: Aécio Neves e Eduardo Campos em encontro realizado em maio

Fonte: Artigo de Raymundo Costa – Valor Econômico

Disputa de 2014 entra no jogo dos aliados

Aécio Neves e Eduardo Campos – A saída de Luiza Erundina (PSB) da chapa de Fernando Haddad (PT) a prefeito de São Paulo é uma verdadeira denúncia do acordo entre Paulo Maluf (PP) e Luiz Inácio Lula da Silva, uma aliança política que até bem pouco tempo seria considerada esdrúxula – como de fato foi por grande parte da militância petista – na maior capital do país. Mas é também a ponta de um iceberg grande o bastante para ter efeitos já nas eleições presidenciais de 2014.

PT e PSB mal cabem já numa sucessão municipal, a de outubro. A relação é altamente conflituosa, só amenizada pelas boas relações pessoais entre o ex-presidente Lula e o governador de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos. Na pré-campanha em curso, as duas siglas já tiveram conflitos em Pernambuco, Sergipe e Ceará.

O curioso é que nesses três casos Lula sempre mediou em favor de Campos, deixando furioso o PT: a contradição é a matriz dessa relação partidária, como deixa exposto o episódio Erundina.

Recentemente, Campos e o senador Aécio Neves (PSDB-MG)nome presidenciável dos tucanos, tiveram uma longa conversa sobre a sucessão presidencial de 2014. Pelo pouco que vazou do encontro, e o Palácio do Planalto tomou conhecimento, CamposAécio teriam concluído que suas candidaturas, já nas próximas eleições, podem ser inevitáveis. Isso ocorreria, especialmente, num cenário de agravamento do  quadro econômico.

Com Dilma, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 2,7% em 2011 e o primeiro trimestre de 2012 foi simplesmente lastimável, com 0,2% em relação ao último trimestre do ano anterior. Os dois jovens herdeiros políticos – Eduardo Campos é neto de Miguel Arraes, uma legenda em Pernambuco, e Aécio Neves, neto do mineiro Tancredo Neves – também analisaram a crise mundial e convergiram no sentimento de que ela pode atingir sim o país com a força maior que a de uma “marolinha”.

Num cenário como esses, eles não apenas deveriam, mas teriam a obrigação de sair candidatos a presidente contra a reeleição de Dilma. Separadamente, cada qual por seu partido: Eduardo Campos pelo PSBAécio Neves pelo PSDB. Um cenário típico de segundo turno, quando então o que ficasse atrás apoiaria o candidato que saísse à frente. Como se observa, não tem a estrela do PT nesse caso. Na verdade, os petistas seriam os adversários a bater.

O PT, acredita-se tanto no PSB de Campos como no PSDB de Aécio, jamais abrirá mão do projeto de se tornar um partido hegemônico, capaz de qualquer acordo que lhe permita manter o poder real nas mãos. A oportunidade para abortar esse plano seria, portanto, as eleições de 2014.

Aécio já é mesmo o nome favorito do PSDB para disputar a Presidência da República em 2014, mas diante do sucesso da dupla Dilma-Lula parecia hesitar até com seus companheiros. Antes de tudo ele precisa manter sob controle o segundo maior colégio eleitoral do país, que também estará em jogo em 2014.O projeto do PSB para Campos é de mais longo prazo: nas próximas eleições o partido manteria o apoio a Dilma Rousseff e ainda tentaria deslocar o PMDB como partido preferencial da aliança governista. Campos poderia ser candidato a vice de Dilma ou de Lula. Em 2018, então, disputaria o Planalto.

Mas o que tanto um como o outro hoje sabem é que o PT, enquanto controlar a máquina pública federal vai trabalhar, nem que seja em três turnos, para fabricar outro candidato a fim de manter a hegemonia.

Aécio Neves e Eduardo Campos – Link da matéria:  http://www.valor.com.br/politica/2720854/disputa-de-2014-entra-no-jogo-dos-aliados

Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade

Mensalão: PT deve acertar contas com a sociedade – PT continua pressão contra o STF e partidários têm dificuldade em conviver com o contraditório.

Mensalão do PT: chega a hora da verdade

Fonte: Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Instituto Teotônio Vilela

Hora de julgar o mensalão

Bastou o Supremo Tribunal Federal fazer o que dele a sociedade brasileira espera para o PT mostrar suas garras. O anúncio da data de julgamento do maior escândalo da história política do país deflagrou os arreganhos autoritários de sempre nos capas-pretas do partido. Como tudo o que cerca o mensalão, os convocados do PT para a “batalha” também têm muito a dever à Justiça.

Em 1° de agosto, desde já uma data histórica para o país, o STF começará a julgar o caso. Com o cronograma previsto, por volta de fins de setembro as sessões do julgamento terão terminado e o Brasil terá, enfim, passado o episódio a limpo, condenando quem merece a pagar pelo que fez e livrando quem nada deve.

Algo simples assim, pelo menos em democracias, está sendo tratado pelo PT quase como um golpe de Estado. É a velha dificuldade que os partidários de Lula, Dilma Rousseff e José Dirceu têm de conviver com o contraditório, dentro dos estritos marcos legais de um Estado democrático de Direito.

O primeiro a espernear foi o secretário de comunicação petista. “Infelizmente, as ações do Supremo não são cercadas da austeridade exigida para uma Corte Suprema“, disse o deputado André Vargas na quinta-feira a O Globo.

No sábado, foi a vez do ex-ministro Márcio Thomaz Bastos – o mesmo que, por R$ 15 milhões, defende o contraventor Carlos Cachoeira, envolvido em grosso desvio de dinheiro público no submundo da política. Em entrevista à BandNews, o advogado disse que a imprensa “tomou partido” contra os réus do mensalão.

Mas quem foi mais longe na afronta a um dos poderes da República foi, como sempre, o ex-ministro e deputado cassado José Dirceu. O chefe da “sofisticada organização criminosa” denunciada pelo Ministério Público Federal conclamou os militantes da UNE a ir para as ruas defendê-lo.

“Todos sabem que este julgamento é uma batalha política. E essa batalha deve ser travada nas ruas também porque se não a gente só vai ouvir uma voz, a voz pedindo a condenação. Eu preciso do apoio de vocês”, discursou Dirceu, conforme registrou O Globo Online na noite de sábado.

Dirceu é o mesmo que, nos idos dos anos 1990, incitou grevistas de escolas de São Paulo a fazer os governantes tucanos do estado “apanhar nas ruas e nas urnas”. Como se vê, os métodos truculentos continuam os mesmos, só os aliados da hora é que mudaram.

Os domesticados militantes da UNE, outrora protagonista de importantes ações em defesa da democracia e do Estado de Direito no país, agora precisam se ocupar em explicar como gastam em farra e bebedeira dinheiro público repassado para capacitação de estudantes e promoção de eventos culturais e esportivos.

Investigação feita pelo Ministério Público aponta irregularidades em convênios do governo federal com a UNE e a União Municipal dos Estudantes Secundaristas (UMES) de São Paulo, que receberam R$ 12 milhões da União entre 2006 e 2010 e usaram notas frias para comprovar os gastos. São aliados desta natureza que Dirceu espera ter na sua “batalha” pela absolvição no Supremo.

“Ao analisar as prestações de contas do convênio do Ministério da Cultura com a UNE para apoio ao projeto Atividades de Cultura e Arte da UNE, o procurador [Marinus] Marsico constatou gastos com a compra de cerveja, vinho, cachaça, uísque e vodca, compra de búzios, velas, celular, freezer, ventilador e tanquinho, pagamento de faturas de energia elétrica, dedetização da sede da entidade, limpeza de cisterna e impressão do jornal da UNE. Além disso, encontrou diversas notas emitidas por bares”, mostrou O Globo na sexta-feira.

O escândalo do mensalão foi conhecido há sete anos e há cinco a denúncia foi apresentada ao Supremo. Neste ínterim, o então presidente Lula – que hoje diz que tudo não passa de uma “farsa” – chegou a pedir desculpas pelo malfeito. Já passa da hora de julgar o caso, algo que os ministros têm plena condição de fazer dentro dos estritos cânones do Direito.

O país só tem a perder com maiores delongas. Basta ver o que está acontecendo, novamente, no Banco do Nordeste. Lá, o mesmo grupo de petistas mensaleiros envolvido no folclórico episódio dos dólares escondidos em cueca está de novo enredado em escândalos e desvios de dinheiro público, como mostrou a edição da revista Época desta semana.

A reação irada de gente como José Dirceu à decisão do Supremo – tomada, aliás, por unanimidade pelos ministros da corte – deixa claro o horror que o PT tem do acerto de contas que terá de fazer com a sociedade brasileira por ter alimentado, durante anos, o maior duto de desvio de dinheiro público da história do país e que até hoje serve de inspiração para malfeitores ao redor do Brasil.

Mensalão do PT – Link da matéria: http://www.itv.org.br/web/noticia.aspx?c=3924