Aécio Neves: líder da oposição questiona Governo Dilma do PT

Aécio Neves: líder da oposição também criticou a desindustrialização e diz que Governo do PT vai deixar “herança maldita” para o Brasil.

Em Brasília, senador Aécio Neves critica governo federal por cancelamento de instalação das UPPs em Minas 

Fonte: Site do senador Aécio Neves

Aécio Neves: líder da oposição

Sobre as críticas feitas ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff em discurso na tribuna do Senado Federal:

Aécio Neves

“Todo governo tem uma carência. Achamos que essa carência terminou. Nós, da oposição, não apenas do PSDB, mas do Democratas, do PPS e alguns outros senadores e parlamentares que fazem oposição, vamos inaugurar uma nova fase: a da cobrança. A fase onde vamos colocar, de um lado, as promessas e os compromissos do governo, e de outro, a realidade. O governo, e a grande verdade é essa, está absolutamente paralisado. Paralisado do ponto de vista das iniciativas políticas, 15 meses se passaram e nenhuma reforma estrutural chegou a esta Casa. E do ponto de vista administrativo, as grandes obras e os grandes projetos estão todos com seus prazos já vencidos e muitos deles sem qualquer planejamento em relação a quando vai terminar.

“A situação econômica de hoje não é a do passado, o governo parece repetir a mesma receita do governo do presidente Lula, se omitindo em questões essenciais, como, por exemplo, a questão da segurança pública. É vergonhoso o anúncio feito hoje pelo Ministério da Justiça de cancelamento do programa das UPPs. Muitos estados, e Minas Gerais, de forma especial, contavam com isso, esperavam esses recursos. Seriam cerca de 3,3 mil UPPs em todo o Brasil. De hora para a noite – inclusive, apresentei requerimento de informações hoje ao ministro da Justiça – o governo diz que esse projeto não é mais prioritário. Exatamente no momento em que recrudesce a violência em várias partes do País.

“Da mesma forma que o governo virou as costas para a saúde pública, não aprovando a participação de 10% das receitas da União no momento da votação da emenda 29, ao mesmo tempo em que estados e municípios têm seus percentuais obrigatórios, nessa hora o governo também para a segurança pública definitivamente vira as costas. Não dá mais para aceitarmos a propaganda oficial de que estamos vivendo em um país das maravilhas. O Brasil foi o país que menos cresceu em toda a América do Sul. Na América Latina, crescemos mais do que dois países de muito menor porte. Alguma coisa precisa ser feita.

“O processo de desindustrialização é grave. Isso durará anos e essa sim é a herança maldita que o governo do PT vai deixar para o Brasil, o retorno aos idos da década de 1950, quando éramos simplesmente exportadores de commodities, de matérias-primas. Nós, que já tivemos na composição do nosso PIB, 26% de contribuição da indústria, de manufaturados, hoje não chega a 15% essa participação. Portanto, estamos agora começando a fazer alertas claros. Vamos visitar as obras inacabadas.

“Vamos no roteiro que a assessoria, os conselheiros da Presidência, impediram que ela (presidente Dilma Rousseff) fosse. Porque lá estão os canteiros e o desperdício de dinheiro público. Porque não existe, e falo aqui como ex-governador de Minas Gerais, maior desperdício de dinheiro público, maior acinte para com a população, do que uma obra inacabada. Uma obra iniciada sem planejamento, sem financiamento, porque os benefícios dessa obra jamais existirão. Mas os recursos ali alocados estarão perdidos. Portanto, vamos sim, a partir de agora, mensalmente, apresentar os resultados do PAC, o andamento das principais obras e os resultados das políticas sociais, em relação aos quais voltarei à tribuna em algumas semanas para dissecar e mostrar que o Brasil está parado. O que hoje avança no Brasil, e avança de forma muito vigorosa, é a propaganda oficial.”

O senhor está mandando o ofício ao ministro da Justiça?

Estou oficiando ao ministro da Justiça porque não é possível que uma matéria dessa relevância tenha uma solução tão prática. Simplesmente anuncia-se o cancelamento do programa. E o que vai se colocar no lugar? E os estados que esperavam essa parceria com o governo federal? Na segurança pública, o que o governo vem cometendo é uma irresponsabilidade com o País. O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário (Funpen) têm sido, há vários anos, em todo o período do governo do PT, contingenciados ao final de cada ano. Com isso, os estados não planejam a sua segurança com participação de investimentos federais. E, no final do ano, esses recursos são distribuídos de forma muito pouco republicana. Portanto, esse ofício vai cobrar, inclusive, a liberação desses recursos dos fundos, como é feito com a educação, tenho inclusive uma proposta tramitando na Casa, sem o apoio do governo, é preciso que se diga, nessa direção, que esses recursos sejam transferidos por duodécimos para os estados brasileiros para que eles possam planejar seus investimentos em segurança.

A presidente fala, em uma reunião recente com grandes empresários nacionais, que quer caminhar para baixar os impostos no Brasil. Apenas recordo a ela uma proposta feita em sua campanha eleitoral, uma promessa feita, de zerar os impostos, PIS /Cofins, das empresas de saneamento. A proposta está aqui, de minha autoria, tramitando na Casa, sem apoio do governo. As empresas de saneamento estão gastando, e gastaram em 2011, veja bem, mais em impostos do que em obras de saneamento no Brasil. Um país onde 48% da população não têm esgoto dentro de Casa. Portanto, vamos mostrar o País real. Essa é a responsabilidade da oposição e quem sabe, com isso, acordarmos o governo. Tirarmos o governo do imobilismo e do improviso, que tem sido, a meu ver, as duas principais marcas dos 10 anos de governo do PT.

E a campainha da presidente Marta Suplicy, atrapalhou?  (durante o pronunciamento do senador foi interrompido quatro vezes em razão do tempo)

A presidente é muito ciosa em relação ao regimento quanto estão na tribuna membros da oposição. Não tem essa mesma rigidez quando estão, enfim, figuras próximas ao governo ou que ela acha que deveriam ter um pouco mais de tempo. Mas isso é irrelevante. O que queria dizer foi dito. Vamos voltar agora mais cotidianamente à tribuna, para tratar de questões específicas, dos programas sociais, especificamente do que está acontecendo com a saúde pública no Brasil em razão da omissão do governo federal. Os municípios entram com 15% das suas receitas. A União com 12%. Propusemos, aliás, um senador do PT propôs, o senador Tião Viana, que o governo entrasse com 10%, que é quem concentra receitas hoje. É o governo federal. Propusemos que isso pudesse ser feito de forma gradual, paulatina, ao longo dos anos. Nem isso. Há hoje um descompromisso do governo com as promessas de campanha e com aquelas que são as emergências maiores, as demandas maiores, da população brasileira. Em especial segurança pública, saneamento, saúde e educação.

Aécio Neves: líder da oposição renegocia dívidas dos estados

Líder da oposição, o senador Aécio Neves defende problema, até então, sem solução: a renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal.

Fonte: JPSDB-MG

O senador Aécio Neves, líder da oposição, vem chamando a atenção do país para um grande problema que parece não ter solução: a dívida dos estados com a União.

Aécio Neves defende que o governo federal altere o índice atual de correção das dívidas, o IGP-DI, para o IPCA, índice oficial de inflação. Ao longo dos últimos 14 anos, o IGP-DI cresceu muito, elevando a dívida dos estados, contraídas até 1997, sem que suas receitas registrassem aumento sequer.

Aécio Neves, principal líder da oposição no Brasil, considera um absurdo os estados já terem realizado pagamentos substantivos e o valor nominal das dívidas ainda ser, hoje, maior do que era no início do financiamento.

O senador faz duras críticas ao governo federal do PT pelo fato de fazer vistas grossas ao problema dos estados e não rever a correção das dívidas. Ao contrário disso, oferece taxas subsidiadas pelo BNDES para financiar a iniciativa privada.

Realmente, não há justificativa aos estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, serem penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas. Alguém está ganhando com isso, e esse alguém só pode ser o governo federal que tem comemorado sucessivos recordes de arrecadação.

Para Aécio Neves, o líder da oposição, a renegociação seria um importante passo para “tirar os estados do sufoco” e evitar um verdadeiro “dominó de falências” e a “morte anunciada” do federalismo nacional

Aécio Neves: líder da oposição faz discurso duro contra Dilma

Aécio Neves: líder da oposição diz que governo Dilma é uma “usina de malfeitorias” e que presidente é “peça de uma publicidade enganosa”.

Aécio: vendida como ‘gestora impecável’, Dilma revelou-se presidente de um ‘cenário desolador’

Fonte: Blog do  – UOL

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do PSDB, escalou a tribuna do Senadonesta quarta (28). Apontado por seus próprios aliados como um oposicionista apático, pronunciou um discurso duro. O mais incisivo desde que chegou ao Senado, no ano passado.Aécio dividiu o discurso em três partes: Dilma, Dilma e Dilma. Apresentou Dilma como peça de uma publicidade enganosa. Na campanha, “gestora impecável”. No Planalto, uma presidente “incapaz de dar solução aos problemas” do país. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”.Tratou o governo Dilma como uma usina de malfeitorias. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia, sem constrangimentos, o aparelhamento partidário da máquina governamental.”

Lamentou os primeiros efeitos da administração Dilma. Na economia, “a desindustrialização é um fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.” O crescimento foi “o menor da América Latina.” Na política, “a falta de respeito ao Congresso se transformou em marca registrada das atuais relações entre Executivo e Legislativo.”

Tomada pelas manifestações públicas, disse Aécio, Dilma parece “refém do seu próprio governo.” Considera a pose paradoxal: “É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”.

Referiu-se com atraso às trocas ministeriais que marcaram 2011. “A mão pesada do poder da Presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que, antes, os nomeara e os conduzira para o governo. Aí descobrimos o inacreditável: havia ministros diversos de Lula e uns poucos de Dilma.”

Sem projetos, disse Aécio, Dilma “responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso.” Enxergou um quê de teatro na reunião que a presidente promoveu com empresários na semana passada. “Ainda não se sabe ao certo a motivação”.

“Se todos conhecem o problema e não há nada de novo no front, só um motivo justificaria a reunião: a mesma pirotecnia de sempre com que se pretende ocupar o vazio e disfarçar a leniência do atual governo.”

Acha que, “se nada for feito para desatar os nós políticos e gerenciais que emperram a máquina pública, o Brasil vai perder a maior janela de oportunidades de sua história.” Avalia que a maioria congressual de Dilma, “montada ao custo que todos conhecemos”, não produziu senão interrogações.

“Onde estão as reformas constitucionais? Discutimos a recomposição do pacto federativo? Reformamos o rito das medidas provisórias? Revisamos os royalties do petróleo e do minério? Renegociamos as dívidas dos governos estaduais? Nada.”

Dilma apanhou indefesa. Exceto pelas interferências de Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão e monitorava o tempo de Aécio com relógio draconiano, não se ouviu no plenário do Senado um mísero contraponto governista.

Link do artigo: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/aecio-vendida-como-gestora-impecavel-dilma-revelou-se-presidente-de-um-cenario-desolador/

Aécio é favorito nas eleições 2014

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Sensus sobre as eleições de 2014 aponta que o Senador Aécio Neves, do PSDB, é o grande favorito nas disputas pelo Governo de Minas e pela presidência no estado, é o que mostra reportagem publicada pelo jornal Hoje em Dia, desta quarta-feira (16/11).
De acordo com o cenário espontâneo, o senador lidera a corrida no Estado, bem à frente de todos os outros possíveis adversários. Aécio foi citado espontaneamente por 11% dos entrevistados, Antonio Anastasia, 5,1%, Fernando Pimentel teve 2,6%, Márcio Lacerda, 0,7%, Vanessa Portugal, 0,5%, Patrus Ananias, 0,5%, e Hélio Costa, com 0,5%
Já na estimulada para a presidência, o tucano também vence Dilma Rousseff. Aécio teria 45,1 % da preferência dos mineiros contra 34,8% da presidente. “Aécio será peça chave do processo e caminha para ter um espaço importante”, afirmou Ricardo Guedes.
O Sensus ouviu 1.500 moradores de 53 cidades mineiras, entre os dias 3 e 7 de novembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Aécio em encontro com Anastasia: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado”

Governo
Senador tucano critica postura do comando do PT mineiro, que, segundo ele, ainda não teve uma atuação firme em defesa do estado, limitando-se a reivindicar cargos federais

O senador Aécio Neves (PSDB) cobrou ontem dos parlamentares mineiros do PT uma atuação mais “firme e clara” junto ao Palácio do Planalto em prol dos interesses de Minas Gerais – especialmente em relação a recursos para o metrô de Belo Horizonte, investimentos nas rodovias federais, Rodoanel e aeroporto de Confins. O tucano argumentou que os deputados foram eleitos na defesa do estado e têm se limitado a discutir ocupação de cargos no governo federal.

“O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela postura da postergação. Portanto, é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal, fazer ver a sua força política, se é que ela existe”, afirmou o tucano, referindo-se ao fato de os mineiros terem sido “pouco contemplados” na composição do governo federal. Aécio esteve ontem em Belo Horizonte reunido com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).

O tucano ainda fez um aviso: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado. Volto a dizer, espero e acredito que a presidente da República terá uma relação republicana com o estado de Minas Gerais, mas estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de cronogramas, de definição de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos, não andaram um passo sequer”.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (PT) seria mais um motivo para um melhor empenho na busca por recursos para Minas Gerais. Além disso, segundo ele, a medida mostra que a campanha petista à Presidência da República nas eleições de outubro apresentou uma “ilusão” aos eleitores. “O próprio PT, com essas medidas, demonstra que o Brasil apresentado verde e amarelo e, de certa forma, cor-de-rosa para os brasileiros é diferente desse Brasil real”, reclamou.

A expectativa do PSDB é comandar a Comissão de Infraestrutura, cargo que dará mais oportunidade à oposição de fazer um acompanhamento permanente de todos os investimentos feitos pelo governo federal, além de ter mais acesso às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A divisão das comissões temáticas do Senado será feita na semana que vem, a partir de um acordo entre os parlamentares.

Integrante da comissão que vai discutir a polêmica reforma política partidária, o senador Aécio Neves disse ainda ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso. Ele defendeu que seja feita uma discussão em torno de uma pauta que inclua os temas considerados cruciais para a votação no plenário já no início do segundo semestre deste ano. Na sua avaliação, devem ser prioridade o financiamento público de campanha, o voto distrital misto e a cláusula de desempenho (que garante a existência apenas de partidos que tenham conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições).

Governos Aécio e Anastasia colaboram para ampliar fatia de Minas nas exportações

Estado aumenta sua fatia na exportação

Fonte: Tereza Rodrigues – Estado de Minas

CONJUNTURA
A participação de Minas Gerais nas exportações brasileiras aumentou de 16% em dezembro de 2010 para 17,9% no mês passado. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que o recorde histórico no país para o mês de janeiro, ao atingir a cifra de US$ 15,215 bilhões, foi puxado por um crescimento ainda mais expressivo – as exportações mineiras chegaram a US$ 2,73 bilhões no primeiro mês de 2011, alta de 84,7% em relação ao mesmo período de 2010.

Os dados preliminares foram divulgados ontem pela Central Exportaminas. Para a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico, Dorothea Werneck, os números positivos foram influenciados principalmente pela elevação das cotações internacionais de minério de ferro e de produtos alimentícios. ”O resultado não foi uma surpresa porque é um objetivo aumentar continuamente o nosso percentual de participação nas exportações do país. Os números do último mês, no entanto, são uma junção de vários fatores. Além de os empresários terem aumentado o volume total de mercadorias exportadas, fomos beneficiados pelo bom preço das commodities no mercado internacional”, afirmou a secretária.

De acordo com o diretor da Central Exportaminas, Jorge Duarte de Oliveira, o minério de ferro continua no topo entre os produtos enviados ao exterior. “Acredito que o açúcar também mereça destaque neste ranking, porque houve uma queda expressiva de safra na Índia e os empresários mineiros se beneficiaram ao ter capacidade de ofertar a mercadoria quando a cotação subiu”, explicou.

O óleo de soja também impulsionou o bom resultado para Minas. De acordo com dados da Secretaria da Agricultura do estado, a receita das exportações do grão somou US$ 75,6 milhões em 2010. O valor foi o mais alto desde 2001 e superou em 6,2% o último recorde, registrado em 2008.

Governador de Minas diz que é uma responsabilidade “muito grande” suceder tucano Aécio Neves

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), 49, afirmou que é “muito grande” a responsabilidade de ser a vitrine do eventual projeto presidencial de seu antecessor e padrinho político, o senador eleito Aécio Neves (PSDB).

Anastasia disse ontem em entrevista à Folha que vai trabalhar “à exaustão” para manter o governo mineiro bem avaliado. Sobre a disputa entre tucanos paulistas e mineiros, disse que o PSDB “não tem dono”.

De olho na verba federal no Estado, Anastasia disse que espera ter uma relação “amistosa” com a presidente Dilma Rousseff, com quem disse ter semelhanças.

Vitrine de Aécio
A responsabilidade é muito grande. O [ex-]governador Aécio terminou o mandato com aprovação olímpica. […] Vou trabalhar à exaustão para que as coisas continuem melhorando e o governo continue bem avaliado.

Refundação do PSDB
Precisamos desmistificar algumas coisas. A palavra privatização é uma delas. É preciso demonstrar aos brasileiros que esse processo de parcerias com o setor privado é responsável por milhões de empregos e pelo desenvolvimento do Brasil. […] Muitas vezes esse discurso não chega ao cidadão mais simples. Então precisamos modificar o discurso, fazer uma ação mais assertiva no Nordeste.

Rixa MG X SP
Um partido que se pretende nacional não pode ter dono. Do contrário, ele não é um partido nacional, não reflete anseios nacionais.

Aécio e 2014
Ele terá um papel de grande liderança [no PSDB]. A definição de um candidato três anos antes da eleição é um tanto precoce. As circunstâncias mudam com rapidez. […] Eu defendo Aécio como eleitor mineiro. Ele tem todas as condições de ser candidato, de ser eleito e de ser um grande presidente.

Relação com Dilma
Pretendo ter uma relação muito amistosa, federativa, republicana. Será um tratamento de respeito, até porque ela é de Minas e naturalmente esperamos que ela vai ter por seu Estado sempre uma consideração especial.

Semelhança com Dilma
É uma questão objetiva. Existem trajetórias que são parecidas. É claro que o tipo de conhecimento, de experiência na administração pública, eu acho que é muito semelhante. E essa identidade não nos denigre, ao contrário, ela até nos enobrece.

É claro que nós temos, talvez por formação, pelo tipo de vida que tivemos, alguns princípios e valores que não são os mesmos.

Fonte:  Folha de S.Paulo

Anastasia critica ”luta intestina” em seu partido e diz que seu Estado sonha ver Aécio na Presidência

Sucessor no governo de Minas e fiel escudeiro do senador eleito Aécio Neves (PSDB), Antonio Anastasia (PSDB) engrossa o coro do aliado pela necessidade de refundação da legenda tucana. Ele critica a “luta intestina” na principal sigla de oposição, argumentando que o PSDB é um partido nacional e “não tem dono”.

Qual a sua posição e expectativa sobre o governo da presidente Dilma Rousseff?
Acredito que ela tem condições de fazer um bom governo. Teremos com ela um relacionamento administrativo sereno, tranquilo, harmonioso, de muito respeito. Tenho certeza de que ela terá o mesmo com seu Estado, que é Minas Gerais. O fato de sermos governadores de oposição – e somos dez – certamente não vai trazer nenhuma diferença nesse relacionamento.
Como viu a decisão do ex-presidente Lula de negar a extradição de Cesare Battisti para a Itália?   Sendo uma decisão que tem um cunho jurídico, pode ser revista pelo Supremo Tribunal Federal, que na estrutura dos poderes no Brasil sempre é quem dá a palavra final em caso de conflitos.
Como o sr. vê a concessão de passaportes diplomáticos para parentes de políticos, inclusive filhos do ex-presidente?
Sou legalista por natureza. Acho que devemos observar a legislação, que tem critérios da concessão do passaporte.
No que o seu governo será diferente do governo Aécio?
O objetivo nosso é continuar avançando, com os mesmos princípios, os mesmos valores. Mas sabemos que temos que reinventar sempre, criar novidades sempre, avançar sempre, com o foco maior que é a geração de empregos e grande empenho nosso pela diminuição das desigualdades regionais e da agregação de valor aos produtos mineiros. Para conseguir alcançar nesses três itens sabemos que não é só o governo e não é só um mandato, isso depende de um grande processo.
Como o sr. acha que pode, no governo de Minas, ajudar o projeto político do senador Aécio Neves?É possível imprimir uma marca social à administração tucana?

Nos últimos oito anos conseguimos avanços expressivos. Somos o primeiro no Ideb, do ensino básico, conseguimos redução de indicadores de mortalidade infantil muito bons e em saneamento somos o terceiro do Brasil. Então avançamos bem no sentido amplo de qualidade de vida. Mas em razão da injusta distribuição tributária, os Estados não têm recursos suficientes para universalizar grandes programas.Talvez falte aos nossos governos do PSDB – sei em São Paulo que o governador Alckmin e o governador Serra fizeram grandes projetos sociais – alardear um pouco mais isso em vez de ficar só na questão da gestão.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sempre falou em fila no PSDB para justificar a defesa pela candidatura presidencial de José Serra. Por essa lógica, em 2014 chegou a vez do Aécio?
Todos nós mineiros temos essa natural ansiedade, anseio e vontade. Isso ninguém esconde, de ver um mineiro, Aécio, pelas suas qualidades, pelo carisma e até pela grande dedicação e devoção que os mineiros têm com ele, presidente da República. Acho que será um excepcional presidente. Agora, lamentavelmente, não sou eu que escolho quem é candidato. São as várias circunstâncias que ainda vão demorar a chegar. De fato, o PSDB é um partido importante, que perdeu as últimas três eleições presidenciais e, ainda que tenha uma bancada importante, que tenha oito governadores, acho que o senador Aécio tem todas as condições se as circunstâncias permitirem.
O atual ministro Gilberto Carvalho provocou a oposição ao afirmar que em caso de dificuldades da gestão Dilma o governo tem um “Pelé na reserva” – numa referência ao ex-presidente. Como fica o projeto de poder do PSDB com essa sombra do mito Lula?
A gente não sabe o que vai acontecer daqui a quatro anos, quem serão os candidatos. Nós aqui em Minasgostaríamos que o candidato fosse o Aécio e ele sendo o candidato, ninguém escolhe adversário. A pessoa tem de estar preparada para a disputa e querer ganhar e lutar muito por isso.
O sr. concorda que o PSDB precisa de uma refundação?
Foi um termo polêmico, não é? É uma questão semântica, as pessoas ficam se prendendo a palavras, o que é uma bobagem. Acho que todo o partido, sem exceção, precisa de um permanente processo de oxigenação, de reinvenção e de rediscussão. O PSDB é um partido já de mais de 20 anos. Três derrotas presidenciais, ele tem de debater. Por que é que perdeu? Não é nenhum demérito. Acho que a ideia da refundação, que o senador Aécio levantou e é correta, está dentro desse debate permanente interno. O que nós temos de fazer? Onde vamos melhorar? Isso é que é necessário.
O sr. defende algum nome para a presidência do partido? Faz restrição ao ex-governador José Serra?
Acho que ainda não chegou a hora disso, até porque vai demorar alguns meses e naturalmente as especulações agora estão mais centradas nas mesas em Brasília. A presença do senador Aécio em Brasília, no caso do nosso grupo político, vai favorecer muito. Ele é o líder do nosso grupo político, grande em Minas Gerais e com muitos outros parlamentares e políticos de outros estados também.
A rivalidade entre tucanos de São Paulo e Minas pode ser superada?
O PSDB é um partido nacional, não tem dono, não é de A, de B, de C ou de D. É um partido com milhares de filiados e com milhões de eleitores. E o partido tem de ser nacional. Não é Minas, não é São Paulo, não é o Rio Grande, Ceará ou Goiás. Apesar de chamar partido, ele tem de ser uma unidade programática, uma unidade de princípios, de ação, de propósitos e de objetivos. Se houver uma luta intestina muito forte, com essas rivalidades que não vão a parte alguma, claro que vai isso gerar problema. Mas há uma tendência agora de uma unidade muito forte, exatamente desse movimento de recriação e de fortalecimento do partido para nós reconquistarmos a Presidência. Não uma conquista em si do poder pelo poder, mas para implementar as ideias e os programas do PSDB.

Belo Horizonte recebe 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas

Em janeiro, Belo Horizonte recebe um recorte de uma das mais representativas exposições de arte contemporânea mundial: a 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas. A segunda maior bienal do mundo, que fica atrás apenas da Bienal de Veneza, escolheu os espaços daFundação Clóvis Salgado (FCS) em Belo Horizonte para abrir a itinerância da 29ª edição da mostra.

As obras selecionadas para a exposição em Belo Horizonte poderão ser vistas entre os dias 18 de janeiro e 20 de março de 2011, no Palácio das Artes e Centro de Arte Contemporânea e Fotografia. O público irá conferir os trabalhos de nomes como Jean-Luc Godard, Carlos Garaicoa, Gil Vicente, Hélio Oiticica, Ligia Pape e Matheus Rocha Pitta, entre muitos outros. A curadoria da 29ª Bienal de São Paulo é de Moacir dos Anjos e Agnaldo Faria. No total, estão expostas cerca de 190 obras de 35 artistas brasileiros e internacionais que discutem a ligação profunda entre arte e política.

A 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas é fruto de uma realização conjunta da Fundação Clóvis Salgado e Fundação Bienal de São Paulo, com patrocínio nacional do Banco Itaú e Fiat. A FCS tem ainda o patrocínio local da OI e OI Futuro. A exposição vai ocupar galerias e espaços diversos do Palácio das Artes, como hall de entrada, passeio e Cine Humberto Mauro e o Centro de Arte Contemporânea e Fotografia da FCS. A entrada é franca em todos os espaços e para a mostra de cinema.

29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas

As obras exibidas em Belo Horizonte tiveram, como recorte inicial, os trabalhos dos artistas mineiros que participaram da 29ª Bienal de São Paulo, encerrada no dia 12 de dezembro de 2010. A partir daí foram selecionadas cerca de 190 obras de 35 artistas que poderão ser vistas nos espaços da Fundação Clóvis Salgado.

Em São Paulo a 29ª Bienal foi dividida em núcleos ou blocos curatoriais, trabalhando as relações entre arte e política. Em Belo Horizonte a exposição seguirá a mesma linha, agrupando as obras de acordo com o conceito a que pertencem e mantendo a sua coerência artística. Como resultado deste trabalho conjunto, o público terá acesso a um rico acervo de pinturas, instalações, projeções em vídeo, fotografias, esculturas e ilustrações, entre outras técnicas.

No Cine Humberto Mauro, a mostra de filmes fica em cartaz de 18 de janeiro a 10 de fevereiro e vai exibir produções variadas, que passam, por exemplo, por documentários, ficção e filmes nacionais e internacionais. Ao todo, serão exibidas cerca de 30 obras, divididas em 10 programas diferentes e que agrupam os filmes de acordo com a sua temática comum. Assinam as produções nomes como Eduardo Feller, Agnès Varda, Paul Chan e o brasileiro Glauber Rocha. Os ingressos devem ser retirados na bilheteria do cinema 30 minutos antes de cada sessão.

Uma relação histórica

Desde sua abertura, nos anos 70, o Palácio das Artes tem uma filosofia que vai ao encontro do pensamento dos curadores da 29ª Bienal de São Paulo, que ancora o seu trabalho na convicção de ser impossível separar arte e política. Nos anos de ferro da ditadura militar brasileira, em 1970, o espaço exibiu, em sua inauguração, a mostra Do Corpo à Terra, que tornou-se um dos principais marcos da cultura em Minas Gerais e do Brasil. Com curadoria de Frederico de Morais, a exposição teve a presença de vários artistas que também foram selecionados para a 29ª Bienal de São Paulo, como Cildo Meirelles, Artur Barrio, Nelson Leirner e Carlos Vergara.

Com a realização desse projeto, a Fundação Clóvis Salgado cumpre a maior missão que lhe cabe, que é oferecer ao público mineiro uma programação cultural de conteúdo inquestionável e diversificada.

Ação educativa

Para receber cada público da melhor maneira possível e potencializar o seu contato com as obras da exposição, Belo Horizonte vai contar com um serviço educativo cuidadosamente preparado pela 29ª Bienal de São Paulo. O objetivo é difundir a arte contemporânea para seus mais diversos públicos, passando a eles informações detalhadas sobre os trabalhos da 29ª Bienal, favorecendo o diálogo e estimulando as pessoas a construírem e acreditarem nas suas próprias percepções da arte. As informações sobre a ação educativa e o agendamento de atividades devem ser feitas pelos telefones (31) 3236-7322 ou (31) 3236-7389.

Lista de artistas da 29ª Bienal de São Paulo – Obras Selecionadas (Belo Horizonte)

1. Adrian Piper

2. Alessandra Sanguinetti

3. Antônio Dias

4. Apichatpong Weerasethakul

5. Artur Barrio

6. Carlos Garaicoa

7. Cildo Meireles

8. Cinthia Marcelle

9. Clarice Lispector

10. Efrain Almeida

11. Flávio de Carvalho

12. Gil Vicente

13. Gustav Metzger

14. Hélio Oiticica

15. Jean-Luc Godard

16. Jimmie Durham

17. Joachim Koester

18. Jonathas de Andrade

19. José Leonilson

20. Kendell Geers

21. Lygia Pape

22. Manon de Boer

23. Matheus Rocha Pitta

24. Miguel Angel Rojas

25. Nan Goldin

26. Oscar Bony

27. Rosangela Rennó

28. Samuel Beckett

29. Sandra Gamarra

30. Sara Ramo

31. Sophie Ristelhueber

32. Tamar Guimarães

33. Tatiana Blass

34. Tucuman Arde

35. Wilfredo Prieto

 

Capela de São Gonçalo reabre as portas para a comunidade

Após anos de expectativa a comunidade de Minas Novas não vê a hora de voltar a participar das celebrações na Capela de São Gonçalo. A data já está marcada, 17 de janeiro (segunda-feira), às 19h30. A edificação, de arquitetura simples e harmônica, acaba de ser totalmente restaurada após quase três anos de obras.

As obras arquitetônicas, no valor total de R$ 380 mil, foram contratadas e acompanhadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura, e incluíram reforço de fundação e de toda a estrutura em madeira, remoção de reboco deteriorado, recomposição da alvenaria de adobe, revisão do piso em madeira e recuperação de cobertura e entelhamento.

Ainda foram implantados projetos de prevenção e combate a incêndio e pânico e contra descargas atmosféricas. A capela também recebeu novas instalações elétricas e luminotécnicas, pintura interna e externa e um trabalho especializado de imunização contra insetos. Foi executado ainda um projeto paisagístico para os jardins com novo sistema de irrigação.

Os elementos artísticos da Igreja também foram totalmente recuperados. A restauração de retábulos, presbitério, arco do cruzeiro e outros detalhes ornamentais foi contratada pela prefeitura com uma verba de R$ 200 mil do Fundo Estadual de Cultura, com contrapartida de outros R$ 48 mil do município. Um dos pontos altos do trabalho foi a descoberta, pela restauradora contratada Mara Fantini, de duas figuras no altar mor. Verdadeiras preciosidades recuperadas, as pinturas, imitando trabalho em talha, representam dois santos dominicanos: possivelmente São Domingos e São Gonçalo.

Antes mesmo da reabertura da Capela, a comunidade já recebeu um presente. A imagem recém restaurada de São Pedro, padroeiro de Minas Novas, irá enriquecer ainda mais a ornamentação da edificação. A peça passou por completo trabalho de recuperação no ateliê da Gerência de Elementos Artísticos do Iepha/MG, dentro do Projeto Restauração de Acervos, e foi entregue à comunidade em junho.

Construção do período colonial

A Capela de São Gonçalo apresenta fachada singela, porém de graciosa composição. É composta por nave e capela-mor, sem torres ou sineiras. Um destaque é a pintura do forro da capela-mor representando São Gonçalo, que se acredita datar do século 17.

Apesar da escassa documentação histórica, a Capela de São Gonçalo é considerada pela tradição local como a mais antiga edificação religiosa de Minas Novas e sua construção é atribuída aos portugueses que ali fixaram residência. A edificação é mencionada em textos que precedem a independência do país, em 1822, o que confirma sua construção ainda no período colonial.