Aécio presidente: para Beto Richa PSDB deve apostar no senador

Governador do Paraná Beto Richa acredita que Aécio Neves é o grande nome do PSDB para as eleições presidenciais de 2014.

“Aécio é a bola da vez”

Fonte: Brasil Econômico

ENTREVISTA BETO RICHA Governador do Paraná

Para o governador do Paraná, o nome do senador mineiro tornou-se a opção natural do PSDB para a difícil eleição presidencial de 2014 desde que José Serra decidiu entrar na disputa pela prefeitura paulistana. A

Agora, só falta os tucanos aprenderem a se comunicar melhor com a sociedade

O tempo corre a favor do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB). Aos 46 anos, ele não esconde que seu projeto político é reeleger-se em 2014, mesmo ano em que seu partido enfrentará uma eleição difícil para o Palácio do Planalto. Seja qual for o adversário dos tucanos – Dilma Rousseff, Eduardo Campos ou, por que não?, Luiz Inácio Lula da Silva -, o fato é que o poder do campo “lulista” ainda não deu sinais de esgotamento. Discreto, o governador paranaense não entrou em bola dividida com os caciques do seu partido que têm pressa em chegar ao Palácio do Planalto.

Richa sabe que comanda um estado importante e, se fizer tudo certo, será naturalmente um presidenciável em 2018. Quem sabe até lá o cenário seja mais favorável aos tucanos. Mas o caminho não será tranquilo. Três do principais ministros de Dilma – Gilberto Carvalho, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo – são políticos do seu estado (e de Londrina, como ele). São, portanto, adversários potencialmente difíceis. Se vencê-los, Beto Richa vencerá também, por tabela, todo um campo político.

Nascido em Londrina, o governador é Engenheiro civil e entrou na vida pública em 1994, quando foi eleito deputado estadual por uma pequena margem de votos. Antes disso, em 1992, tentou uma vaga na Câmara dos Vereadores contra a vontade (e sem o apoio) do pai, o ex-governador e senador José Richa. Derrotado, sentiu-se tão frustrado que jurou a si próprio que nunca mais tentaria de novo. Mas dois anos depois, o próprio o fez mudar de ideia. Em 1998 foi reeleito com uma das maiores votações do estado e, enfim, entregou-se de corpo e alma à política.

Em 2000, foi eleito vice-prefeito de Curitiba e exerceu as funções de secretário de Obras. Foi eleito prefeito de Curitiba em 2004, reelegeu- se com folga em 2008 e dois anos depois, ao eleger-se governador, tornou-se um nome de proporções nacionais. Ao assumir o comando do Paraná, Richa encontrou uma máquina marcada pelo radicalismo ideológico do antecessor, Roberto Requião (PMDB). “Antes, ninguém queria passar pelo estado porque o Paraná não respeitava contratos”, diz o governador, nessa entrevista na redação do BRASIL ECONÔMICO, em São Paulo.

Ele conta que, quando era prefeito de Curitiba, tinha uma ótima relação com o governo federal, mas não conseguia dialogar com o governo estadual. “Fui muito perseguido pelo fato de ter apoiado o Osmar Dias (PDT) na campanha de 2006 e não o candidato que ganhou a eleição.” O tucano conta que está se reaproximando de empresas e empresários para recolocar o Paraná na condição de pólo industrial. E, em outra frente, investe em comunicação para mostrar que, nas palavras de um assessor, “o mau humor acabou” (leia mais na coluna Criatividade e Mídia, página 29).

Como nem só de eleição será feito o ano de 2014, a entrevista com o governador paranaense abordou outro tema inevitável: Copa do Mundo. Richa conta que foi difícil convencer o Atlético Paranaense, dono de um dos estádios mais modernos do Brasil, a abraçar a ideia de investir pesado para entrar nos padrões da Fifa. Mas ele encontrou, junto com a prefeitura, uma solução. Ou melhor, uma fórmula: a emissão de títulos de potencial construtivo mais financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Fui pego de surpresa com a exclusão de Curitiba da Copa das Confederações de 2013. Não entendi a razão. Não foi explicado o motivo.”

O cenário na eleição municipal de Curitiba é inusitado. O Gustavo Fruet, que foi um tucano histórico e combateu duramente o governo Lula, mudou de partido (para o PDT) e será candidato à prefeitura com apoio do PT…

Ele não era um tucano histórico. Achei no mínimo estranha a postura do Gustavo Fruet. Ele foi um político que sempre zelou pela coerência e a imagem. Até hoje eu não sei a razão. Ele sempre foi tratado da melhor maneira possível no PSDB, embora nunca tenha convivido partidariamente. Nunca imaginei que ele fosse se abraçar com aqueles que, durante todo seu mandato na Câmara, fez acusações graves sobre comportamentos éticos e morais. Para chegar ao poder, se uniu com aqueles que ele agredia fortemente.

Como era a relação entre vocês?

Fruet se lançou candidato a prefeito de Curitiba, mas nunca veio falar comigo. Em 2011, eu mandava emissários e me mostrava interessado em conversar, mas ele não respondia. Convidei para ser secretário, mas não aceitou. Não foi na nossa posse, nem na comemoração da vitória. Essa opção custará caro para a imagem dele.

O Paraná inverteu mesmo a lógica: lá o PSDB é aliado do PSB, que está na base do governo Dilma…

O PSB é um forte aliado nosso. Tenho uma boa relação com o governador Eduardo Campos. Em todas entrevistas que ele dava em 2010, falava da aliança com o PT, ressaltando que no Paraná estava junto com o projeto do Beto Richa.

O governador de Pernambuco, que também é presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, é um bom nome para disputar a presidência da República?

Sim. Ele é uma jovem liderança e tem todas as condições e qualidades para ser um presidenciável. É muito bem avaliado e tem um desempenho fantástico como governador.

Dentro do PSDB, quem é o melhor presidenciável?

Temos bons nomes, mas não dá para negar que, com a candidatura do (José) Serra (em São Paulo), o (senador) Aécio Neves é a bola da vez. Mas temos também o Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo) e o Marconi (Perilo, governador de Goiás).

O sr. está nessa lista de presidenciáveis do PSDB?

Eu não estou. Muitas pessoas dentro do partido, entre elas o Sérgio Guerra (deputado federal e presidente nacional do PSDB) e o próprio Aécio me cobram para circular mais nacionalmente. Às vezes me chamam para ir ao Nordeste. Mas é muito cedo para mim. Estou concentrado exclusivamente em fazer um bom governo para recuperar o tempo que o estado perdeu. Vou tentar a reeleição no Paraná.

Acha que o Aécio está conseguindo se consolidar com um nome nacional para enfrentar a Dilma em 2014?

Não vai ser fácil enfrentar a reeleição da Dilma. Ela está indo bem e tem uma postura ética. Essa questão da faxina ética está pegando muito bem. A presidente tem sido austera. Além disso, quem está no cargo tem uma certa vantagem. Mas o Aécio foi um grande governador e tem carisma. O desafio dele é tornar-se conhecido no Norte e Nordeste.

Considera uma boa estratégia para o Aécio Neves se posicionar de maneira mais crítica ao governo Dilma?

Ele fez um discurso mais contundente no Senado recentemente. O Aécio comentou comigo que faria isso. Mas falta correr mais o país, coisa que ele não fez na intensidade que deveria. O problema maior é vencer o desconhecimento.

Falta discurso para o PSDB?

Reconhecemos que temos no partido um problema sério de comunicação com a sociedade. Não somos competentes e eficientes como é o PT. Não soubemos faturar os avanços do governo Fernando Henrique Cardoso com a população. Não conseguimos nos aproximar dos movimentos sociais, das lideranças jovens do movimento estudantil e dos sindicatos. Agora estamos acordando para isso. Mas é muito difícil, porque está praticamente tudo ocupado. Os erros que cometemos ao longo do tempo estão custando muito caro ao PSDB hoje.

A eleição em São Paulo é parte importante dessa estratégia?

Sem dúvida. Estive com o Geraldo (Alckmin) recentemente. Ele está animado com a eleição em São Paulo. O Serra é o candidato mais competitivo.

Dois ministros fortes do governo Dilma, Paulo Bernardo e Gleisi Hoffmann, são políticos fortes do seu estado…

Na verdade são três: tem o Gilberto Carvalho também. E todos de Londrina.

Como é a sua relação com o governo federal?

Nunca misturei as coisas. Quando eu era prefeito, tive uma boa relação com o governo federal. A Caixa Econômica sempre disse que a maior parceria do Brasil era com o estado de Curitiba. Fizemos quase 15 mil unidades habitacionais em cinco anos na cidade. Em oito anos, o (Roberto) Requião (ex-governador do PMDB) fez 18 mil casas no Paraná. Depois que passa a campanha, deixo de lado as divergências. A presidente Dilma Rousseff foi três vezes ao estado. Não poupou elogios ao nosso estilo de governar.

Como era essa relação entre os poderes quando o sr. era prefeito de Curitiba?

Quando eu era prefeito de Curitiba não consegui ter essa boa relação com o governo do estado. Fui muito perseguido pelo fato de ter apoiado o Osmar Dias na campanha de 2006 e não o candidato que ganhou a eleição (o Requião).

O que mudou no estilo de governar o Paraná entre a sua gestão e a de Roberto Requião?

Mudou muito. Antes, ninguém queria passar pelo estado porque o Paraná não respeitava contratos. Hoje existe segurança jurídica, diálogo e interesse do governo em atrair o setor produtivo. Tanto é que já temos R$ 15 bilhões de investimentos. Confirmamos o maior investimento privado da história do estado, com a Klabin: R$ 6,8 bilhões. No dia seguinte ao que ganhei a eleição, as ações da Copel (Companhia Paranaense de Energia) deram uma disparada. Mas a situação mais grave era na segurança pública. O efetivo de policiais militares do Paraná é o menor per capta do Brasil. O efetivo hoje é o mesmo de vinte e tantos anos atrás, quando meu pai (José Richa) era governador. A situação de detentos em delegacias de polícia é a pior do país.

Como estão as pendências do Paraná com o Itaú?

Com o Itaú nós estamos negociando. Esses dias nosso procurador esteve com representantes deles. O valor é grande.

A relação entre as concessionárias de estradas do estado era complicada. Melhorou?

Na questão das concessionárias, o pedágio é sempre um tema polêmico. Na eleição de 2002, ele (Roberto Requião) foi categórico durante a campanha: “Não tem que discutir com as concessionárias, tem que baixar o valor e pronto”. Aquilo pegou bem na campanha, mas depois ele não chamou as concessionários para conversar. E não aconteceu nada. Os investimentos nas rodovias estavam paralisados quando assumi. Estamos retomando. Pesquisas mostram que a maior preocupação da população é com a retomada dos investimentos. Em segundo está a redução das tarifas. Estamos duplicando trechos críticos no Oeste do Paraná, onde recentemente morreram crianças em um van. Ainda há possibilidade de redução da tarifa.

Aqui em São Paulo, o governo está implantando uma tarifa eletrônica que cobrará o pedágio por trecho percorrido. Estuda fazer isso no Paraná?

Isso é uma reivindicação no estado. Existem pessoas que têm deslocamento curto e pagam o mesmo de alguém que usa a via inteira. Acho que é justo. Isso está em estudo na nossa secretaria de Infraestrutura e Logística.

Como estavam as contas públicas quando o Sr assumiu?

Com muitas dívidas. Em 2010, o secretário da Fazenda admitiu que a situação econômica do estado era muito difícil e que não havia capacidade de investimento. Eram dívidas com servidores, coisas represadas. Uma medida de austeridade foi reduzir o gasto de custeio dos secretários. Eliminamos desperdícios. A situação está melhorando bastante.

E o Porto de Paranaguá, como estava?

No Porto de Paranaguá não foi feito nenhum investimento no governo anterior. Quando o governo federal mandava recursos para dragagem, o governo estadual devolvia. Fizemos dragagens dos berços de atracação, mas as licenças ambientais são morosas. Vamos modernizar os equipamentos do porto, que são muito obsoletos.

Como está o diálogo entre os governadores do Sul, Sudeste e Nordeste em relação à guerra fiscal?

Cada um defende o seu interesse. Nós somos pelo fim da guerra fiscal. O Haully, que é meu secretário da Fazenda, tem defendido o fim da guerra nas reuniões do Confaz. Traz prejuízos para todo país.

Até onde o Paraná pode ceder para acabar com a guerra?

É complexa essa situação. Tem a questão dos portos e a importação dos produtos, que traz prejuízo à indústria nacional. Somos contra isso, apesar de termos o Porto de Paranaguá. O Espírito Santo é que defende. Temos que pensar no país como um todo. Fizemos reuniões com governadores do Sul e Sudeste com o Guido Mantega. Alguém sai perdendo, mas só momentaneamente.

Apesar da chegada da fábrica da Renault, vários investimentos novos do setor automotivo foram feitos nos últimos anos, mas pouca coisa no Paraná. Tem algum projeto para retomar o estado como polo automotivo?

Não é só na área automotiva. Tivemos muitas dificuldades em atrair investimentos para o Paraná nos últimos oito anos. Era um problema de relacionamento com um governo truculento. Não existia segurança jurídica. Fizemos um programa de atração de investimento com isenção fiscal. A Renault é uma prova que voltaram os investimentos. Carlos Tavares, presidente mundial da Renault, jantei com ele. Está feliz com a relação com o governo. Trouxemos a Packard, quarta maior fabricante de caminhões do mundo. Vai fabricar caminhões em Ponta Grossa. A Caterpillar em Campo Largo. Tem os R$ 6,5 bilhões da Klabin.

Quem mais está na “mira”?

A Volvo está estudando investimentos no estado. Tem uma grande fabricante de pneus que fabricará 15 mil pneus por dia. As Cimenteiras, como a Votorantim, estudam ampliar a produção. As coisas estão acontecendo. Estamos disputando, embora eu reconheça que com certa desvantagem, a BMW.

Por quê? E desvantagem em relação a quem?

Em relação a Santa Catarina. Não sei bem a razão, mas eu soube que estão mais propensos a ir para lá.

Quantas secretarias tem o estado do Paraná?

São 26, mais as companhias, como a Coppel, Sanepar e Copagás.

Como estão os preparativos para a Copa do Mundo?

A dificuldade maior é que temos um estádio particular. Tivemos dificuldades.Como vamos investir ali? Por outro lado, os dirigentes do Atlético Paranaense não tinham interesse nenhum em fazer investimentos desse porte, os exigidos pelo caderno de encargos da Fifa, sem ter retorno. Me disseram na época: “O que vamos fazer com estádio para 40 mil torcedores? Não vamos ter isso nunca. Não interessa. Por que colocar cadeira retrátil? Vão quebrar tudo a cada jogo”. Mas eu os convenci. A prefeitura encontrou uma solução, os títulos de potencial construtivo. Contraíram um financiamento do BNDES, dando como garantia o Centro de Treinamento do Atlético, que é um dos maiores do país.

O cronograma está em dia?

Outro dia eu vi uma avaliação de que eram as obras mais atrasadas do país. Mas isso é relativo. O estádio do Atlético é o mais moderno do país. Só precisa de algumas obras. Surpreendentemente Curitiba não estará entre as seis sedes da Copa das Confederações. Fui pego de surpresa. Achei que seria. Não entendi a razão. Não foi explicado porque.

Como está o aeroporto?

Está dentro do planejamento. Recebi no meu gabinete há um mês o presidente da Infraero. Hoje temos sete fingers (estrutura que liga a sala de embarque ao avião). Vamos dobrar. O governo avalia colocar Curitiba no programa de privatização, digo concessão, dos aeroportos (risos).

Isso era um palavrão entre petistas antigamente…

Hoje eles entendem a necessidade de partir para isso, algo que tanto criticavam. O Estado deve cuidar das áreas essenciais da população.

Uma cena clássica do Paraná são as filas dos caminhões no Porto de Paranaguá na época da colheita. Como resolver isso?

São alguns momentos. Fica a fila um ou dois dias, depois zera. Estamos informatizando o sistema. Os caminhões do interior terão senhas para descarregar. Falta logística de armazenamento no interior. Como eles não têm onde manter o produto,colocam tudo dentro do caminhão e mandam para a estrada. Se pega uma chuva, não embarca. Fica parado.  Quando assumi o governo, fui procurado pelo André Pucinelli (governador do Mato Grosso do Sul) angustiado. Há anos o projeto de construção de uma ferrovia ligando o Mato Grosso do Sul ao Paraná não acontecia porque o governador não queria. Ele não entendia, já que o maior beneficiado seria o Paraná. Tinha federal locado já. Mas por uma questão ideológica, o governador era contra. Fomos a Brasília. O projeto da rodovia está saindo de Maracaju até o Porto de Paranaguá. Será um grande avanço.

Qual sua posição sobre o novo Código Florestal?

Temos que encontrar um meio termo. Medidas de cunho ambiental forte devem ser tomadas, mas não adianta punir os produtores que a vida inteira trabalharam dentro de uma regra.

Seu pai, José Richa, que foi governador do Paraná e senador, sempre lhe incentivou a entrar na política?

Quando fui candidato a vereador, em 1992, em Curitiba, meu pai foi contra e meu deu um sermão de duas horas. Disse que as coisas tinham mudado, que ele estava saindo da política, que não queria ninguém da família disputando e finalizou: “É um direito seu, mas não conte comigo”. Acabei perdendo a eleição e aquilo foi uma frustração muito grande. Depois o partido insistiu muito e fui candidato a deputado estadual. Dessa vez meu pai me apoiou. Fui pegar ele no aeroporto e ele veio dizendo que via uma vocação e que o PSDB precisava de um candidato a Curitiba. Me elegi entre os últimos, com 21 mil votos. Depois fui reeleito com mais do dobro da votação. Fui eleito vice-prefeito de Curitiba, com Cássio Taniguchi.

Na eleição para governador em 2010, o sr. pediu a impugnação das pesquisas e foi muito criticado por isso. Valeu a pena?

Eu apanhei muito na campanha. Fizeram uma matéria na Folha de S.Paulo que era uma porrada. Depois saiu no Jornal Nacional. Me classificaram como antidemocrático e censurador, mas não fui eu que impugnei as pesquisas. Só a Justiça pode fazer isso. Quem impugnou foi o TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Todo cidadão tem o direito de recorrer à justiça. Foi tudo muito bem fundamentado. Tínhamos um trekking diário e de repente os resultados apareceram discrepantes. Então impugnaram as pesquisas. Por sorte, no sábado anterior os institutos conseguiram no Supremo Tribunal Federal divulgar as pesquisas. Deu um empate rigoroso: 49 a 49. No final das contas, ganhei com sete pontos de vantagem do Osmar (Dias). Muito acima da margem de erro. Minha tese estava certa.

Link da matéria: http://www.brasileconomico.ig.com.br/assinaturas/epapers.html

Aécio Neves: senador em artigo critica práticas partidárias

Aécio Neves: senador critica quadro partidário e diz que busca pelo poder no Brasil é o que “inspira as práticas partidárias”, comentou.

Eleições e cidadania

Fonte: artigo do senador Aécio NevesFolha de S.Paulo

O panorama internacional descortina um interessante elenco de disputas presidenciais. Cada qual a seu modo, nos faz encarar questões fundamentais da vida contemporânea – e, claro, da condição política aqui no Brasil.

O que está em jogo em países tão diferentes como a França, os EUA e a Venezuela? Qual o valor da democracia em sociedades pressionadas por transformações vertiginosas e ameaçadas por instabilidades políticas e econômicas?

A eleição presidencial francesa será travada no próximo domingo. Trata-se de pleito acirrado, que dificilmente será decidido em turno único, tal o peso eleitoral de candidatos situados num espectro que vai da esquerda pós-comunista à direita anti-imigração. Ainda assim, o debate se dá em alto nível, com algumas estocadas de ironia, é bem verdade, mas sem as agressões pessoais que costumam caracterizar eleições d’além-mar.

No país que redigiu há mais de 200 anos a primeira Declaração dos Direitos do Homem e consagrou os valores superiores da liberdade, igualdade e fraternidade, a confrontação presidencial se dá essencialmente em um leito de respeito mútuo e princípios elevados. A discussão é secular, civilizada, republicana.

Nos Estados Unidos, o pleito presidencial de novembro será marcado ainda pelas incertezas sobre a economia. O debate se distrai às vezes das responsabilidades da governança para questões menores. De toda forma, em ambos os países os eleitores se identificam com seus respectivos partidos, abraçam -e são acolhidos- por tendências doutrinárias que vão muito além de interesses miúdos e imediatistas.

Comparado com o das democracias mais antigas, o quadro partidário brasileiro lembra um bazar de oportunidades. Não existe clareza de propósitos e de princípios. Defende-se nos palanques as teses mais populares, que muitas vezes não guardam nenhuma coerência com o exercício do governo que vem depois.

A busca insana pelo poder passa a ser a única norma a pautar as disputas e a inspirar as práticas partidárias. Isto nos lembra que as velhas reformas continuam sendo as novas reformas ainda por fazer, como a política. Este ano haverá também eleição presidencial na Venezuela. Ali os hábitos da política contrastam radicalmente com os princípios das repúblicas democráticas.

Acredito que as instituições devem ser sempre maiores e mais importantes que líderes e mitos. Somos todos transitórios. Permanente é a tarefa da construção democrática, que repousa mais nelas do que nos homens, por melhores que sejam eles e suas intenções.

Essa é a lição da história: cumpre melhor o seu papel e merece maior respeito de seu povo o líder que compreende que não é mais importante que o seu país.

AÉCIO NEVES escreve às segundas nesta coluna.

Aécio Neves: líder da oposição ganha destaque no Youtube

Aécio Neves: senador faz discurso histórico contra o governo do PT. Vídeo mostra que senador vai subir o tom da oposição.

Fonte: Jogo do Poder

Aécio Neves líder da oposição, subiu ontem o tom das críticas ao governo federal e, pela primeira vez, atacou diretamente a presidente Dilma Rousseff (PT), a quem responsabilizou por instituir no Brasil o “regime do improviso”.

Aécio reclamou especialmente da suspensão de recursos para construção de 218 UPPs previstas em Minas Gerais.

Falta de projetos, perda de investimentos, imobilismo político e paralisia de projetos de infraestrutura foram algumas das alegações em discurso feito na tribuna do Senado.

O país está paralisado, nenhuma reforma estruturante foi enviada ao Congresso”, protestou o senador.

Para o senador Aécio Neves o país entrou em um processo de “desindustrialização” e retrocedeu aos anos 50: “Voltamos à era pré-JK”, lamentou o senador.

Aécio classificou ainda o cenário econômico atual do Brasil como “desolador“.

Fonte do Vídeo: Tales Faria – Poder Online

O discurso que inaugura a nova fase de Aécio Neves, com ataques diretos contra Dilma Rousseff

Aécio Neves: líder da oposição questiona Governo Dilma do PT

Aécio Neves: líder da oposição também criticou a desindustrialização e diz que Governo do PT vai deixar “herança maldita” para o Brasil.

Em Brasília, senador Aécio Neves critica governo federal por cancelamento de instalação das UPPs em Minas 

Fonte: Site do senador Aécio Neves

Aécio Neves: líder da oposição

Sobre as críticas feitas ao governo federal e à presidente Dilma Rousseff em discurso na tribuna do Senado Federal:

Aécio Neves

“Todo governo tem uma carência. Achamos que essa carência terminou. Nós, da oposição, não apenas do PSDB, mas do Democratas, do PPS e alguns outros senadores e parlamentares que fazem oposição, vamos inaugurar uma nova fase: a da cobrança. A fase onde vamos colocar, de um lado, as promessas e os compromissos do governo, e de outro, a realidade. O governo, e a grande verdade é essa, está absolutamente paralisado. Paralisado do ponto de vista das iniciativas políticas, 15 meses se passaram e nenhuma reforma estrutural chegou a esta Casa. E do ponto de vista administrativo, as grandes obras e os grandes projetos estão todos com seus prazos já vencidos e muitos deles sem qualquer planejamento em relação a quando vai terminar.

“A situação econômica de hoje não é a do passado, o governo parece repetir a mesma receita do governo do presidente Lula, se omitindo em questões essenciais, como, por exemplo, a questão da segurança pública. É vergonhoso o anúncio feito hoje pelo Ministério da Justiça de cancelamento do programa das UPPs. Muitos estados, e Minas Gerais, de forma especial, contavam com isso, esperavam esses recursos. Seriam cerca de 3,3 mil UPPs em todo o Brasil. De hora para a noite – inclusive, apresentei requerimento de informações hoje ao ministro da Justiça – o governo diz que esse projeto não é mais prioritário. Exatamente no momento em que recrudesce a violência em várias partes do País.

“Da mesma forma que o governo virou as costas para a saúde pública, não aprovando a participação de 10% das receitas da União no momento da votação da emenda 29, ao mesmo tempo em que estados e municípios têm seus percentuais obrigatórios, nessa hora o governo também para a segurança pública definitivamente vira as costas. Não dá mais para aceitarmos a propaganda oficial de que estamos vivendo em um país das maravilhas. O Brasil foi o país que menos cresceu em toda a América do Sul. Na América Latina, crescemos mais do que dois países de muito menor porte. Alguma coisa precisa ser feita.

“O processo de desindustrialização é grave. Isso durará anos e essa sim é a herança maldita que o governo do PT vai deixar para o Brasil, o retorno aos idos da década de 1950, quando éramos simplesmente exportadores de commodities, de matérias-primas. Nós, que já tivemos na composição do nosso PIB, 26% de contribuição da indústria, de manufaturados, hoje não chega a 15% essa participação. Portanto, estamos agora começando a fazer alertas claros. Vamos visitar as obras inacabadas.

“Vamos no roteiro que a assessoria, os conselheiros da Presidência, impediram que ela (presidente Dilma Rousseff) fosse. Porque lá estão os canteiros e o desperdício de dinheiro público. Porque não existe, e falo aqui como ex-governador de Minas Gerais, maior desperdício de dinheiro público, maior acinte para com a população, do que uma obra inacabada. Uma obra iniciada sem planejamento, sem financiamento, porque os benefícios dessa obra jamais existirão. Mas os recursos ali alocados estarão perdidos. Portanto, vamos sim, a partir de agora, mensalmente, apresentar os resultados do PAC, o andamento das principais obras e os resultados das políticas sociais, em relação aos quais voltarei à tribuna em algumas semanas para dissecar e mostrar que o Brasil está parado. O que hoje avança no Brasil, e avança de forma muito vigorosa, é a propaganda oficial.”

O senhor está mandando o ofício ao ministro da Justiça?

Estou oficiando ao ministro da Justiça porque não é possível que uma matéria dessa relevância tenha uma solução tão prática. Simplesmente anuncia-se o cancelamento do programa. E o que vai se colocar no lugar? E os estados que esperavam essa parceria com o governo federal? Na segurança pública, o que o governo vem cometendo é uma irresponsabilidade com o País. O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário (Funpen) têm sido, há vários anos, em todo o período do governo do PT, contingenciados ao final de cada ano. Com isso, os estados não planejam a sua segurança com participação de investimentos federais. E, no final do ano, esses recursos são distribuídos de forma muito pouco republicana. Portanto, esse ofício vai cobrar, inclusive, a liberação desses recursos dos fundos, como é feito com a educação, tenho inclusive uma proposta tramitando na Casa, sem o apoio do governo, é preciso que se diga, nessa direção, que esses recursos sejam transferidos por duodécimos para os estados brasileiros para que eles possam planejar seus investimentos em segurança.

A presidente fala, em uma reunião recente com grandes empresários nacionais, que quer caminhar para baixar os impostos no Brasil. Apenas recordo a ela uma proposta feita em sua campanha eleitoral, uma promessa feita, de zerar os impostos, PIS /Cofins, das empresas de saneamento. A proposta está aqui, de minha autoria, tramitando na Casa, sem apoio do governo. As empresas de saneamento estão gastando, e gastaram em 2011, veja bem, mais em impostos do que em obras de saneamento no Brasil. Um país onde 48% da população não têm esgoto dentro de Casa. Portanto, vamos mostrar o País real. Essa é a responsabilidade da oposição e quem sabe, com isso, acordarmos o governo. Tirarmos o governo do imobilismo e do improviso, que tem sido, a meu ver, as duas principais marcas dos 10 anos de governo do PT.

E a campainha da presidente Marta Suplicy, atrapalhou?  (durante o pronunciamento do senador foi interrompido quatro vezes em razão do tempo)

A presidente é muito ciosa em relação ao regimento quanto estão na tribuna membros da oposição. Não tem essa mesma rigidez quando estão, enfim, figuras próximas ao governo ou que ela acha que deveriam ter um pouco mais de tempo. Mas isso é irrelevante. O que queria dizer foi dito. Vamos voltar agora mais cotidianamente à tribuna, para tratar de questões específicas, dos programas sociais, especificamente do que está acontecendo com a saúde pública no Brasil em razão da omissão do governo federal. Os municípios entram com 15% das suas receitas. A União com 12%. Propusemos, aliás, um senador do PT propôs, o senador Tião Viana, que o governo entrasse com 10%, que é quem concentra receitas hoje. É o governo federal. Propusemos que isso pudesse ser feito de forma gradual, paulatina, ao longo dos anos. Nem isso. Há hoje um descompromisso do governo com as promessas de campanha e com aquelas que são as emergências maiores, as demandas maiores, da população brasileira. Em especial segurança pública, saneamento, saúde e educação.

Aécio Neves: líder da oposição renegocia dívidas dos estados

Líder da oposição, o senador Aécio Neves defende problema, até então, sem solução: a renegociação das dívidas dos estados com o Governo Federal.

Fonte: JPSDB-MG

O senador Aécio Neves, líder da oposição, vem chamando a atenção do país para um grande problema que parece não ter solução: a dívida dos estados com a União.

Aécio Neves defende que o governo federal altere o índice atual de correção das dívidas, o IGP-DI, para o IPCA, índice oficial de inflação. Ao longo dos últimos 14 anos, o IGP-DI cresceu muito, elevando a dívida dos estados, contraídas até 1997, sem que suas receitas registrassem aumento sequer.

Aécio Neves, principal líder da oposição no Brasil, considera um absurdo os estados já terem realizado pagamentos substantivos e o valor nominal das dívidas ainda ser, hoje, maior do que era no início do financiamento.

O senador faz duras críticas ao governo federal do PT pelo fato de fazer vistas grossas ao problema dos estados e não rever a correção das dívidas. Ao contrário disso, oferece taxas subsidiadas pelo BNDES para financiar a iniciativa privada.

Realmente, não há justificativa aos estados, responsáveis por investimentos em saúde, educação e segurança, serem penalizados pelo governo com encargos financeiros nas alturas. Alguém está ganhando com isso, e esse alguém só pode ser o governo federal que tem comemorado sucessivos recordes de arrecadação.

Para Aécio Neves, o líder da oposição, a renegociação seria um importante passo para “tirar os estados do sufoco” e evitar um verdadeiro “dominó de falências” e a “morte anunciada” do federalismo nacional

Aécio Neves: senador diz que Governo Dilma evelheceu

Aécio Neves: senador faz oposição e diz que é falsa imagem de Dilma como gestora implacável e impositiva. “O país está paralisado”, lamentou

Aécio “inaugura” era de ataques a Dilma

Tucano faz discurso duro e se posiciona como alternativa para a Presidência

Fonte: O Tempo

BRASÍLIA. “O período de carência acabou” e, de agora em diante, o PSDB vai partir para uma cobrança mais agressiva de resultados do governo Dilma Rousseff. O anúncio foi feito, ontem, pelosenador Aécio Neves (PSDB-MG) em discurso na tribuna do Senado. Citando os indicadores econômicos e sociais, o pré-candidato do PSDB à sucessão do Planalto fez um balanço dos 15 meses da gestão Dilma Rousseff e concluiu que há uma paralisia em todas as áreas.

Segundo ele, é falsa a imagem da gestora implacável e impositiva, “que, por si só, seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do país e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão”.

“Estamos inaugurando uma nova fase de cobrança das promessas em realidade. O país está paralisado, nenhuma reforma estruturante foi enviada ao Congresso. Não dá para viver mais no mundo da propaganda oficial. Não vivemos no país das maravilhas”, criticou Aécio.

Sobre os escândalos que levaram à demissão de vários ministros até agora, o ex-governador disse que a mão de Dilma baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a sua própria mão que os nomeara.

“De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial esvaiu-se, simplesmente”, disse Aécio, completando: “A verdade é que o governo envelheceu. E envelheceu rápido demais”.

Sobre o cenário econômico, o tucano qualificou como “desolador” e disse que o Brasil está na contramão dos vizinhos, puxando o desempenho do continente para baixo, quando sempre liderou o processo de crescimento da América Latina.

Impacto. Aliados aplaudiram o discurso, que durou apenas 15 minutos, sem apartes. “Foi um discurso duro, redondo e afirmativo”, elogiou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

Foi uma bela tijolada. Sinal de que uma nova postura mais agressiva, mais contundente, que corresponde ao tempo político do fim do período de graça, que está começando”, completou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Já os parlamentares da base desdenharam. “Não ouvi não! Tinha muita coisa pra fazer”, respondeu o ex-líder do PT, senador Humberto Costa (PE). O líder do PT, Walter Pinheiro (BA), também preferiu não comentar.

Presidindo

Defensora. Na presidência da Casa, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tocou insistentemente a campainha, por cincovezes, para lembrar a Aécio que o tempo estava esgotado.

Link da matéria: http://www.otempo.com.br/otempo/noticias/?IdNoticia=199533,OTE&IdCanal=1

Aécio Neves: líder da oposição faz discurso duro contra Dilma

Aécio Neves: líder da oposição diz que governo Dilma é uma “usina de malfeitorias” e que presidente é “peça de uma publicidade enganosa”.

Aécio: vendida como ‘gestora impecável’, Dilma revelou-se presidente de um ‘cenário desolador’

Fonte: Blog do  – UOL

O senador Aécio Neves (MG), presidenciável do PSDB, escalou a tribuna do Senadonesta quarta (28). Apontado por seus próprios aliados como um oposicionista apático, pronunciou um discurso duro. O mais incisivo desde que chegou ao Senado, no ano passado.Aécio dividiu o discurso em três partes: Dilma, Dilma e Dilma. Apresentou Dilma como peça de uma publicidade enganosa. Na campanha, “gestora impecável”. No Planalto, uma presidente “incapaz de dar solução aos problemas” do país. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”.Tratou o governo Dilma como uma usina de malfeitorias. “Os escândalos se sobrepuseram em recorde de ministros caídos sob grave suspeição, enquanto avançou à luz do dia, sem constrangimentos, o aparelhamento partidário da máquina governamental.”

Lamentou os primeiros efeitos da administração Dilma. Na economia, “a desindustrialização é um fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.” O crescimento foi “o menor da América Latina.” Na política, “a falta de respeito ao Congresso se transformou em marca registrada das atuais relações entre Executivo e Legislativo.”

Tomada pelas manifestações públicas, disse Aécio, Dilma parece “refém do seu próprio governo.” Considera a pose paradoxal: “É como se não tivesse sido a autoridade central nos oito anos da administração anterior. É como se ela não houvesse, de próprio punho, colocado de pé o atual governo, com as suas incoerências e incongruências irremediáveis”.

Referiu-se com atraso às trocas ministeriais que marcaram 2011. “A mão pesada do poder da Presidência baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a mesma mão que, antes, os nomeara e os conduzira para o governo. Aí descobrimos o inacreditável: havia ministros diversos de Lula e uns poucos de Dilma.”

Sem projetos, disse Aécio, Dilma “responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso.” Enxergou um quê de teatro na reunião que a presidente promoveu com empresários na semana passada. “Ainda não se sabe ao certo a motivação”.

“Se todos conhecem o problema e não há nada de novo no front, só um motivo justificaria a reunião: a mesma pirotecnia de sempre com que se pretende ocupar o vazio e disfarçar a leniência do atual governo.”

Acha que, “se nada for feito para desatar os nós políticos e gerenciais que emperram a máquina pública, o Brasil vai perder a maior janela de oportunidades de sua história.” Avalia que a maioria congressual de Dilma, “montada ao custo que todos conhecemos”, não produziu senão interrogações.

“Onde estão as reformas constitucionais? Discutimos a recomposição do pacto federativo? Reformamos o rito das medidas provisórias? Revisamos os royalties do petróleo e do minério? Renegociamos as dívidas dos governos estaduais? Nada.”

Dilma apanhou indefesa. Exceto pelas interferências de Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão e monitorava o tempo de Aécio com relógio draconiano, não se ouviu no plenário do Senado um mísero contraponto governista.

Link do artigo: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/03/28/aecio-vendida-como-gestora-impecavel-dilma-revelou-se-presidente-de-um-cenario-desolador/

Aécio Neves: líder da oposição aumenta o tom contra Governo do PT

Aécio Neves: líder da oposição aumenta o tom contra Governo do PT e da Tribuna do Senado critica baixo desempenho da economia e a desindustrialização.

Aécio muda o tom e eleva críticas a governo Dilma

Fonte: Valor Econômico

senador Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou ontem, da tribuna, uma nova postura da oposição em relação ao governo. Segundo ele, após 15 meses de gestão, é hora de cobrar promessas de campanha, “reduzidas a resultados medíocres”. Para Aécio, o governo “responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso”.

Ele criticou o baixo desempenho da economia, o “gravíssimo” processo de desindustrialização em curso no país, a “falta de respeito ao Congresso”, a não proposta de reformas constitucionais, o abandono da saúde pública, o baixo investimento em obras de infraestrutura e a ausência de planejamento.

“O crônico imobilismo político transformou-se em inapetência executiva”, disse. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador.”

Segundo Aécio, o governo do PT deixará, como “herança maldita”, o processo de desindustrialização. “Vejam o que está acontecendo com a indústria de transformação, que já chegou a responder por 26% do PIB. Caiu para 16% em 2010 e para 14,6% em 2011. (…) Não é mais hora de se discutir se há ou não desindustrialização no país. É fato. Voltamos à era pré-JK, aos longínquos anos 50.”

Como causas da perda de competitividade da indústria nacional, citou valorização de câmbio, juros altos, alto custo dos insumos, elevada carga tributária e “absoluta ausência de infraestrutura adequada”.

senador tucano, nome mais cotado no PSDB para disputar a Presidência da República, disse que oBrasil puxou o desempenho de toda a América Latina “para baixo”. Criticou o baixo investimento no PAC – apenas 8% do total de recursos aplicados em 2011 saíram do Orçamento da União. O restante saiu de investimentos de empresas públicas e iniciativa privada.

No campo político, disse que os escândalos revelaram “o gravíssimo aparelhamento partidário da máquina governamental” e que a presidente Dilma Rousseff estaria “refém” do governo. “É como se ela não tivesse a autoridade central nos oito anos da administração anterior”, disse. “De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial esvaiu-se simplesmente.”

Segundo Aécio, a “falta de respeito ao Congresso” foi a marca registrada das relações entre Executivo e Legislativo, no governo Dilma.

Link da matéria: http://www.valor.com.br/politica/2593014/aecio-muda-o-tom-e-eleva-criticas-governo-dilma

Aécio Neves: senador diz que oposição vai mostrar o Brasil real

Aécio Neves: líder da oposição endurece tom de críticas contra o governo do PT. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, protestou.

Aécio Neves afirma que oposição do governo vai mostrar o Brasil real

“O governo está absolutamente paralisado. 15 meses se passaram e nenhuma reforma estruturante chegou a esta Casa. As grandes obras e projetos estão com seus prazos já vencidos”, diz Aécio

 Aécio Neves: líder da oposição

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez duras críticas à gestão da presidente Dilma Rousseff durante discurso, nesta quarta-feira (28/03), no Senado. Aécio Neves disse que, vencido o primeiro ano de gestão da presidente, o governo não realizou as mudanças prometidas aos brasileiros e não possui um projeto para o país.

O senador afirmou que, em lugar de uma gestora implacável, a presidente tem se mostrado incapaz de dar soluções aos problemas que o Brasil vive em todos os setores. “Para onde quer que se olhe, o cenário é desolador”, afirmou Aécio Neves.

“O país não tem projeto. Responde estritamente às emergências, institucionalizando o regime do improviso. Multiplicam-se números, multiplicam-se promessas, a maioria delas impossíveis de serem cumpridas. O governo perdeu a capacidade de propor, assim como já havia perdido o compromisso com o diálogo democrático. Impõe a estados e municípios cada vez mais obrigações, ignorando as dificuldades por que passam”, disse o senador em seu discurso.

Em entrevista,Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que a oposição vai mostrar o Brasil real à sociedade brasileira. Ele destacou que as promessas feitas em campanha pela presidente serão comparadas às realizações de sua gestão periodicamente, dando início a uma nova estratégia da oposição

“Todo governo tem uma carência. Essa carência terminou. Nós, da oposição, não apenas do PSDB, mas do Democratas, do PPS e outros senadores e parlamentares que fazem oposição, vamos inaugurar uma nova fase, da cobrança. A fase onde vamos colocar, de um lado, as promessas e os compromissos do governo, e de outro, a realidade. O governo está absolutamente paralisado. Paralisado do ponto de vista das iniciativas políticas – 15 meses se passaram e nenhuma reforma estruturante chegou a esta Casa –, e do ponto de vista administrativo – as grandes obras e projetos estão com seus prazos já vencidos e muitos deles sem qualquer planejamento em relação a quando vai terminar. Vamos mostrar o país real”, afirmou.

Ex-governador de Minas, o senador destacou que não há maior desperdício de dinheiro público do que uma obra inacabada ou paralisada.

“Não existe maior desperdício de dinheiro público, maior acinte para com a população, do que uma obra inacabada. Uma obra iniciada sem planejamento, sem financiamento, porque seus benefícios jamais existirão. Mas os recursos ali alocados estarão perdidos. Vamos, mensalmente, apresentar os resultados do PAC, o andamento das principais obras e os resultados das políticas sociais. O que hoje avança no Brasil, e avança de forma muito vigorosa, é a propaganda oficial”, observou.

Economia

O senador Aécio Neves voltou a alertar para o fraco desempenho da economia brasileira, em especial no setor industrial. E afirmou que não há como aceitar mais a propaganda do governo federal.

“Não dá mais para aceitarmos a propaganda oficial de que estamos vivendo em um país das maravilhas. O Brasil foi o país que menos cresceu em toda a América do Sul. O processo de desindustrialização é grave, isso durará anos e essa sim é a herança maldita que o governo do PT vai deixar para o Brasil, o retorno aos idos da década de 1950, quando éramos simplesmente exportadores de commodities, de matérias-primas. Nós, que já tivemos na composição do nosso PIB, 26% de contribuição da indústria, de manufaturados, hoje não chega a 15% essa participação”, disse.

Cancelamento UPPs

Aécio Neves informou também o envio de requerimento ao Ministério da Justiça pedindo explicações para o cancelamento da implantação de 218 de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em Minas Gerais. As unidades foram prometidas pelo governo federal em 2010.

“Simplesmente anuncia-se o cancelamento do programa. E o que vai se colocar no lugar? E os estados que esperavam essa parceria com o governo federal? Na segurança pública, o que o governo vem cometendo é uma irresponsabilidade com o país. O Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário (Funpen) têm sido, há vários anos, em todo o período do governo do PT, contingenciados ao final de cada ano. Com isso, os estados não planejam a sua segurança com participação de investimentos federais. E no final do ano esses recursos são distribuídos de forma muito pouco republicana”, afirmou.

Aécio Neves: senador inaugura nova fase de cobranças

Aécio Neves: senador reclamou da suspensão de recursos de 218 UPPs para Minas Gerais. O “governo envelheceu rápido demais”, criticou.

Aécio assume postura de pré-candidato e critica o governo

Na tribuna, senador tucano faz balanço de 15 meses do governo Dilma

Fonte: Maria Lima – O Globo

<br /> O senador do PSDB mineiro, Aécio Neves<br /> Foto: O Globo / Aílton de Freitas

O senador do PSDB mineiro, Aécio Neves -O GLOBO / AÍLTON DE FREITAS

BRASÍLIA – O período de carência acabou e daqui pra frente o PSDB vai partir para uma cobrança mais agressiva de resultados do governo. O anúncio foi feito em discurso do senador Aécio Neves  (PSDB-MG) da tribuna do Senado na tarde de quarta-feira. Citando os indicadores econômicos e sociais, o pré-candidato do PSDB à sucessão do Planalto fez um balanço dos 15 meses da gestão Dilma Rousseff e concluiu que há uma paralisia em todas as áreas e que é falsa a imagem da gestora implacável e impositiva, “que por si só seria capaz de tomar heroicamente as rédeas do país e transformar em realidade os tantos sonhos prometidos em vão”.

Aécio reclamou especialmente da suspensão de recursos para construção de 218 UPPs previstas em Minas Gerais. Ele disse que vai oficiar ao ministro da Justiça , José Eduardo Cardoso, pedindo informações sobre a suspensão dos recursos sem nenhuma explicação.

– O período de carência acabou. Estamos inaugurando uma nova fase de cobrança das promessas em realidade. O país está paralisado, nenhuma reforma estruturante foi enviada ao Congresso. Não dá para viver mais no mundo da propaganda oficial. Não vivemos no país das maravilhas – criticou Aécio.

Sobre os escândalos que levaram à demissão de vários ministros até agora, Aécio disse que a mão de Dilma baixou sobre cada um dos suspeitos, como se não fosse a sua própria mão que os nomeara.

– De crise em crise e de queda em queda de autoridades, uma parte importante do mandato presidencial esvaiu-se, simplesmente – disse Aécio, completando:

– A verdade é que o governo envelheceu. E envelheceu rápido demais.

Aliados aplaudiram o discurso que durou apenas 15 minutos, sem apartes.

– Foi um discurso duro, redondo e afirmativo – elogiou o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

– Foi uma bela tijolada. Sinal de que uma nova postura mais agressiva, mais contundente, que corresponde ao tempo político do fim do período de graça para o governo que está começando. Quem quer ser candidato respeita esse período de graças, mas ele acabou. Agora é preciso começar a trabalhar para buscar essa alternância de poder – completou o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP).

Já os parlamentares da base desdenharam:

– Não ouvi não! Tinha muita coisa pra fazer – respondeu o ex-líder do PT, senador Humberto Costa (PE).

O líder do PT , Walter Pinheiro (BA), também preferiu não comentar.

Link da matéria:  http://oglobo.globo.com/pais/aecio-assume-postura-de-pre-candidato-critica-governo-4438269#ixzz1qWsqoclC