Governador Anastasia se reúne com Aécio Neves e Márcio Lacerda

Foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte
Wellington Pedro/Imprensa MG
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda
O senador Aécio Neves, o governador Antonio Anastasia e o prefeito Marcio Lacerda

O governador Antonio Anastasia reuniu-se, na manhã desta segunda-feira (06), no Palácio Tiradentes, com o senador Aécio Neves e o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda. Durante o encontro, foram tratados assuntos de interesse entre Estado e município, entre eles os preparativos para a Copa do Mundo de 2014 e a ampliação do Metrô de Belo Horizonte.

Fonte: Agência Minas

Redes Sociais ajudam cidadão a retomar iniciativa pela participação política, comenta Aécio em artigo para a Folha

Ética,  jovens na política, 

Fonte: Artigo de Aécio Neves – Folha de S.Paulo

Otimismo  

O final do ano nos humaniza. Traz consigo o calor da família e dos amigos, momento para encontros e reencontros, propício para reparar eventuais omissões, lapsos, encurtar distâncias e também desarmar o estopim da intolerância.

É quando pisamos com outra leveza e a necessária sabedoria o terreno das oportunidades vividas ou perdidas e dos sonhos ainda acalentados.

É quando não podemos deixar de somar ausências, lidar com cadeiras vazias na ceia de Natal e nos darmos conta do que parecemos esquecer no dia a dia: que a marcha do tempo é irremediável. É nessa época que costumamos fazer balanços e nos reencontrar com nós mesmos, com as convicções e esperanças que constroem a identidade de cada um.

No meu caso, nesta perspectiva extensa, vejo que busco manter-me fiel à postura que sempre me impus desde que, há 25 anos, iniciei a minha vida pública – não cair na tentação fácil de tratar adversário como inimigo, de confundir país com governo.

No plano da esperança, apesar das decepções de tarefas inconclusas e das incompreensões da vida pública, constato novas possibilidades sendo vagarosamente gestadas, não pelo mundo do poder, mas pelo amadurecimento de uma nova consciência coletiva acerca dos direitos dos cidadãos e dos deveres de todos nós para com o país.

E é ela, sempre ela, a esperança, que termina por nos conduzir à frente.

Se no Brasil o ano foi engolfado por denúncias no campo ético e marcado por um crônico imobilismo da agenda de transformações, em plano mais ampliado, a história, aqui e fora daqui, registrará 2011 como o momento em que, após longo torpor, a juventude começou a retomar a iniciativa da ação política.

Sou otimista por natureza e é com este sentimento que saúdo a forma com que, graças à tecnologia, mais e mais pessoas se apropriam da política como ela merece ser exercida, como instrumento pessoal e coletivo de transformação da sociedade, longe dos ritos solenes.

Através da internet e das redes sociais, os espaços públicos aqui e no mundo voltaram a ser arejados e rejuvenescidos por contingentes de cidadãos de todas as idades, ávidos em reiterar o valor universal da justiça e da democracia. Como consequência, a política tradicional está sendo obrigada a ecoar cada vez mais esse generoso clamor das ruas. E se o final do ano, repito, nos humaniza, que isso não seja privilégio apenas desses dias.

Que 2012 nos permita encontrar o caminho para novas convivências. Na vida familiar e na atividade profissional. E que essa convivência seja, no primeiro caso, regada apelo afeto. E, no segundo, pelo respeito. Assim, poderemos percorrer 2012 honrando mais e melhor a nós mesmos e a nossa história. Feliz ano novo!

AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna

 

“Liderança de Aécio Neves se firma para, no momento certo, catalisar as energias de um projeto alternativo à hegemonia petista” , diz Pestana em artigo

Fonte: Artigo de Marcus Pestana – O Tempo

Bem-vindo, 2012: balanço, interrogações e esperanças

A crise econômica internacional voltou à cena. Ameaça impor uma severa recessão mundial. O Brasil está melhor que a média, mas continua desperdiçando oportunidades.

Um ano morno, nada de espetacular aconteceu .

Aproxima-se o fim do ano. Hora de balanço e renovação de esperança. Neste momento, melhor é dar voz a nosso poeta maior: “Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número, e outra vontade de acreditar que daqui para diante vai ser diferente” (Carlos Drummond de Andrade).

Chegamos ao fim de um ano morno. Nada de espetacular aconteceu. No Congresso Nacional discutimos o novo Código Florestal buscando o equilíbrio entre agronegócio e sustentabilidade ambiental. Ampliamos o SuperSimples para estimular micro e pequenas empresas. Aprovamos o novo salário mínimo, que agora não será mais discutido lá. Finalmente, regulamentamos a Emenda 29 da saúde, mas sem resolver o problema do financiamento do sistema. Fechamos o ano apoiando músicos e artistas. Mas sem fortalecer a autonomia do Congresso que continua sendo tocado à base de medidas provisórias. E, principalmente, não avançamos na conquista das grandes reformas estruturais.

No governo federal, arrecadação bombando mais uma vez, excesso de ministérios, déficit de iniciativas inovadoras e nenhum esforço reformador mais profundo. Sete ministros caindo, seis por denúncias de corrupção. A verdadeira faxina brota da imprensa, da sociedade e das oposições. Houve a ameaça com tibieza de uma nova política externa ancorada na defesa dos direitos humanos, a adesão sem muita convicção às parcerias com o setor privado, a ameaça de volta da inflação. É verdade, tivemos uma postura mais austera da presidente e gestos maduros e educados a respeito de FHC e do PSDB. Nada de mais, nada de menos. Mas Dilma encerra o ano com aprovação em alta.

No PSDB, a liderança de Aécio Neves se firma para, no momento certo, catalisar as energias de um projeto alternativo à hegemonia petista. Houve também o movimento de Kassab e do PSD. Outras lideranças, como Eduardo Campos, buscaram seu lugar no cenário nacional.

A crise econômica internacional voltou à cena. Ameaça impor uma severa recessão mundial. O Brasil está melhor que a média, mas continua desperdiçando oportunidades.

Discutimos a Copa e as Olimpíadas e, tropeçando na lentidão e em ineficiências, vamos preparando esses dois grandes eventos. Corinthians foi campeão do Brasileiro, os times mineiros quase foram rebaixados e a seleção continuou sem convencer.

Houve a volta do Rock in Rio e o belíssimo disco de Chico, mas a efervescência cultural ficou em banho-maria.

Perdemos Itamar Franco, grande mineiro e o presidente que garantiu a estabilidade e a democracia no Brasil.

Vida que segue. Que venha 2012. Como disse Drummond: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

MARCUS PESTANA deputado federal e presidente do PSDB/MG

 

Aécio em encontro com Anastasia: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado”

Governo
Senador tucano critica postura do comando do PT mineiro, que, segundo ele, ainda não teve uma atuação firme em defesa do estado, limitando-se a reivindicar cargos federais

O senador Aécio Neves (PSDB) cobrou ontem dos parlamentares mineiros do PT uma atuação mais “firme e clara” junto ao Palácio do Planalto em prol dos interesses de Minas Gerais – especialmente em relação a recursos para o metrô de Belo Horizonte, investimentos nas rodovias federais, Rodoanel e aeroporto de Confins. O tucano argumentou que os deputados foram eleitos na defesa do estado e têm se limitado a discutir ocupação de cargos no governo federal.

“O que estou percebendo é que estamos vendo reeditada aquela postura da postergação. Portanto, é hora do PT e dos parlamentares do PT, a direção do PT de Minas Gerais exercerem o mandato que receberam e cobrar do governo federal, fazer ver a sua força política, se é que ela existe”, afirmou o tucano, referindo-se ao fato de os mineiros terem sido “pouco contemplados” na composição do governo federal. Aécio esteve ontem em Belo Horizonte reunido com o governador Antonio Augusto Anastasia (PSDB).

O tucano ainda fez um aviso: “Estaremos denunciando, cobrando do governo federal as ações que dizem respeito ao desenvolvimento do estado. Volto a dizer, espero e acredito que a presidente da República terá uma relação republicana com o estado de Minas Gerais, mas estou no aguardo, digo até com alguma ansiedade, para anúncios de investimentos, de cronogramas, de definição de projetos, de prazos para licitações dessas que são obras estruturantes e que, infelizmente, nos últimos oito anos, não andaram um passo sequer”.

O corte de R$ 50 bilhões anunciado pela equipe econômica do governo Dilma Rousseff (PT) seria mais um motivo para um melhor empenho na busca por recursos para Minas Gerais. Além disso, segundo ele, a medida mostra que a campanha petista à Presidência da República nas eleições de outubro apresentou uma “ilusão” aos eleitores. “O próprio PT, com essas medidas, demonstra que o Brasil apresentado verde e amarelo e, de certa forma, cor-de-rosa para os brasileiros é diferente desse Brasil real”, reclamou.

A expectativa do PSDB é comandar a Comissão de Infraestrutura, cargo que dará mais oportunidade à oposição de fazer um acompanhamento permanente de todos os investimentos feitos pelo governo federal, além de ter mais acesso às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A divisão das comissões temáticas do Senado será feita na semana que vem, a partir de um acordo entre os parlamentares.

Integrante da comissão que vai discutir a polêmica reforma política partidária, o senador Aécio Neves disse ainda ser um “equívoco” aguardar “consensos absolutos” em torno dos projetos que tramitam no Congresso. Ele defendeu que seja feita uma discussão em torno de uma pauta que inclua os temas considerados cruciais para a votação no plenário já no início do segundo semestre deste ano. Na sua avaliação, devem ser prioridade o financiamento público de campanha, o voto distrital misto e a cláusula de desempenho (que garante a existência apenas de partidos que tenham conquistado cadeiras na Câmara dos Deputados nas eleições).

Governador Anastasia defende reforma tributária e cria comitês para ampliar interlocução com a sociedade civil

Anastasia: “Temos duas emergências maiores – redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o pagamento dos royalties minerais”
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), principal aliado do senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) em sua pretensão de ser o candidato presidencial da sigla em 2014, espera negociar um consenso dentro do partido a respeito da reforma tributária, na reunião que os oito governadores tucanos terão em março em Belo Horizonte. Os governadores oposicionistas já estiveram antes da posse, em dezembro, em uma reunião em Maceió. Para Anastasia, a reforma tributária é um tema que pode ser transformado em um dos eixos da atuação do PSDB, uma vez que a insatisfação com o modelo tributário atual atinge também os aliados do governo federal.

Por meio de uma lei delegada aprovada pela Assembleia Legislativa mineira no mês passado, Anastasia tenta construir um diferencial entre a sua gestão e a anterior, de Aécio. O governador começou a estruturar comitês de discussões de temas de modo a estabelecer uma ligação direta entre o governo estadual e o que chama de “sociedade civil”. Já está decidida a criação de comitês de discussão com cafeicultores e produtores de leite e um comitê de assuntos sindicais, que deve contar com a participação das centrais. O governador irá pessoalmente coordenar as reuniões. Anastasia nega a inspiração no modelo criado pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, que instituiu o chamado “Conselhão”, uma câmara de debates que participou das reformas constitucionais no primeiro mandato do petista.

Em seu gabinete na Cidade Administrativa, o complexo de edifícios reunindo a administração do Estado que se tornou a principal obra do governo anterior, Anastasia concedeu a seguinte entrevista ao Valor:

Valor: Quantos são e por que foram criados os comitês em seu governo que vão reunir empresários e sindicalistas?
Antonio Anastasia: Serão vários, formados de acordo com a necessidade dos assuntos sociais e sindicais, com os relativos às questões econômicas. Por qual motivo? Para que eu tenha interlocução permanente com a sociedade civil, de maneira extremamente ágil, não burocrática, sem ser um grande conselho. Uma forma de o governador receber, permanentemente, ideias, sugestões. Em alguns deles, principalmente os da área social, vamos criar laboratórios de ideias.

Valor: A inspiração é o Conselhão do Lula?
Anastasia: É muito diferente. O Conselhão era uma questão formal muito grande. Os nossos serão leves, ágeis, com um número muito menor de pessoas. No máximo, oito, nove, dez pessoas. Isto começou dentro da campanha quando iniciamos a discussão sobre a questão do café. O governo estadual não tem muitos instrumentos para atuar na política do café, mas algumas ideias podem surgir. E o café, junto com o leite, tem importância fundamental em Minas no sentido de gerar riqueza descentralizada. Aí surgiu a ideia de criar comitês com produtores de café e do leite em um primeiro momento.

Valor: Qual o propósito do Comitê de Assuntos Sindicais? É o primeiro passo para o governo do Estado estruturar um salário mínimo regional ou o objetivo é melhorar a relação com o funcionalismo?
Anastasia: Eu recebi aqui a visita das principais centrais sindicais. Combinamos de começar a discutir. A geração de empregos é nossa prioridade absoluta e temos que saber das lideranças dos trabalhadores quais são as ideias boas. O salário mínimo regional é muito difícil em Minas, há muitas dificuldades nas prefeituras, porque Minas não é um Estado homogêneo. Nós temos que ter cautela em relação a isso. Podemos criar ali concentração de qualificação de mão de obra em uma determinada região com a participação dos sindicatos ou a criação de incentivos fiscais. Há várias ações em que os sindicatos podem ter um papel de liderança e eles devem ser procurados como aliados.

Valor: E quem coordenará esses comitês?
Anastasia: O próprio governador. Eu serei o presidente dos comitês quando se fizerem as reuniões.

Valor: Esse tipo de interação com a sociedade civil pode ser uma das bandeiras novas no PSDB dentro da refundação do partido que o ex-governador Aécio Neves e o senhor defendem?
Anastasia: Quando a ideia surgiu, em uma visita da campanha eleitoral à região dos cafeicultores no sul de Minas, eu não vislumbrava este alcance, mas se for um projeto exitoso, e eu espero que seja, não deixará de ser uma referência do governo mineiro, não chegaria a dizer do PSDB.

Valor: A ideia dos comitês é a marca que o senhor busca para este mandato?
Anastasia: Acho que o diferencial será esta proximidade que estou buscando com a sociedade. Não há precedente no Brasil.

Valor: Uma série de ações desenvolvidas no governo Lula não são precedentes?
Anastasia: O governo federal tem seus méritos, mas definitivamente não tem nos métodos de gestão e na questão administrativa a sua grande vitrine, muito pelo contrário.

Valor: Em relação ao PSDB, de que forma o partido vai começar a fazer oposição ao governo? Porque ainda não começou a fazer…
Anastasia: Oposição a governos no Brasil se faz na ação parlamentar, e o Parlamento ainda não reabriu. Então o partido ainda não teve tempo para se reposicionar. Sabemos que não haverá, como nunca houve no passado, enfrentamento entre chefes de governos. Isso não é da tradição política brasileira.

Valor: Quando se fala em refundar o PSDB, estamos falando em uma troca de guarda ou em uma questão maior, de reformular propostas e de mudar a imagem pública do partido?
Anastasia: Esta questão da refundação reflete a necessidade permanente de se recriar. Dizem que nós próprios, humanos, precisamos nos reinventar a cada dia, quanto mais um partido político. O PSDB acabou de passar por três eleições presidenciais seguidas com três derrotas, então naturalmente é uma questão de pensar porque é que não ganhamos. São diversos fatores. O PSDB tem seus pontos fortes e também tem seus pontos fracos, que precisam ser identificados. Tenho certeza que isto será feito ao longo dos próximos anos.

Valor: E quais são esses pontos fortes e pontos fracos?
Anastasia: Os pontos fortes são as marcas da gestão do governo Fernando Henrique Cardoso, que envolveram um determinado padrão de ética, de profissionalização e de meritocracia. Outra marca é a das parcerias com o setor privado. Pontos fracos, cito dois. Um de imagem, que é o tema das privatizações, que pegou uma alcunha muito negativa. O outro, de natureza política, é a necessidade ainda não atendida de se ter um discurso mais inclusivo do ponto de vista social e de fortalecer quadros partidários fora do eixo Minas-São Paulo.

Valor: O que seria uma nova bandeira partidária?
Anastasia: A primeira que eu cito é de uma reforma tributária que prestigie a Federação. Ainda mais porque temos oito governadores no PSDB e é uma responsabilidade nossa discutirmos este assunto, para desconcentrar a política tributária. O PSDB precisa discutir incentivos às políticas de industrialização. Temos ouvido alertas sobre os riscos de uma desindustrialização.

Valor: Dentro do partido já existe a compreensão sobre o fato de o grupo do ex-governador Aécio Neves ter transferido votos para o senhor e para candidatos a prefeito e a senador nas últimas eleições e não transferir votos para presidente?
Anastasia: Para mim sempre esteve perfeitamente claro que a transferência de votos se dá em um nível horizontal e não vertical. Isto aconteceu em relação às eleições de 2006 e 2010. Eu percebi isso conversando com as pessoas durante a campanha. E as transferências têm sempre um limite. Eu acredito que esta percepção é geral dentro do partido. Isto já ficou muito claro.

Valor: Existe uma impressão, sobretudo depois da reunião dos governadores tucanos em Maceió em dezembro, de que Minas ficou um pouco isolada nesta proposta de relançamento do PSDB.
Anastasia: Estive na reunião de Maceió e ali o que se discutiu não foi isso, mas ações políticas conjuntas de outra natureza, quais sejam o comportamento dos governadores diante do governo federal e projetos administrativos comuns. Isto ficará mais nítido na próxima reunião dos governadores tucanos, que será aqui em Belo Horizonte. Projetos comuns dos governadores como forma de unificar o partido.

Valor: É de se prever então que a reforma tributária seja o tema óbvio desta reunião.
Anastasia: Assim espero. Temos duas emergências maiores: redistribuir o bolo tributário sem aumentar a carga e rediscutir o ressarcimento da Lei Kandir e o pagamento dos royalties minerais. Temos que apresentar ao governo federal um posicionamento claro sobre a necessidade de se fazer a reforma tributária.

Valor: Dentro do próprio PSDB as posições e os interesses não são muito divergentes entre os governadores?
Anastasia: Bom, é impossível que saiam todos 100% satisfeitos, mas o consenso ganha chances maiores com o estabelecimento de prazos de carência para mecanismos entrarem em vigor. É possível o consenso partidário. Mas esta questão vai transcender partidos. Não conheço ninguém satisfeito com a situação presente: nenhum empresário, nenhum partido, nenhum cidadão. Estão todos infelizes.

Valor: Sobre a questão da política industrial, o senhor foi surpreendido com o anúncio feito no mês passado pela Fiat de construir uma unidade em Pernambuco?
Anastasia: A surpresa que ocorreu foi para o Brasil inteiro. Foi uma medida provisória que surgiu com nome, endereço e data certa. Criada especificamente para atender àquela situação. Naturalmente não vou criticar a expansão de outros Estados, mas o que não pode haver é a participação da União na guerra fiscal.

Valor: Então o senhor considera que a decisão envolvendo a Fiat foi eminentemente política?
Anastasia: Sim. Quanto a isso não há dúvida alguma. A medida provisória foi criada só para isso.

Valor: O senhor acha que foi uma maneira de o governo federal consolidar a relação com o PSB, partido do governador pernambucano Eduardo Campos?
Anastasia: Esta é uma ilação um pouco além da necessária. Acho que não. Acho que era um compromisso pessoal do ex-presidente com seu Estado de origem.

Valor: Durante o governo Aécio a relação com o governo federal foi muito boa, mas agora a chance de ele se tornar o candidato da oposição em 2014 aumentou em relação à que existia em 2010. Isto não pode tornar a parceria com o Planalto mais difícil?
Anastasia: Minas Gerais é o segundo Estado da Federação e ninguém cogita que Minas e São Paulo possam ser preteridas em alguma coisa por qualquer motivo que seja. Acredito piamente em um relacionamento harmonioso e republicano. A presidente é nascida aqui em Minas. Não acredito em nada diferente do que aconteceu nos últimos anos, até porque a eventualidade na candidatura presidencial do senador Aécio, que conta com todo o nosso apoio, se dará mais adiante, não agora. Na semana que vem mesmo receberemos a visita do ministro da Justiça [José Eduardo Martins Cardozo], que virá conversar sobre um assunto que nos é muito caro, que é o combate às drogas. E esta também é uma prioridade do ministro.

Valor: O senhor decidiu manter a diretoria da Cemig, com uma única modificação, que foi a criação de uma diretoria jurídica. Nada muda no planejamento estratégico da empresa?
Anastasia: A Cemig ganhou muito valor de mercado, é de capital aberto e por necessidade do próprio processo capitalista global teve que se expandir. A diretoria jurídica foi criada tendo justamente em vista estes processos de fusões, aquisições, coligações, compras e subsidiárias. A Cemig já devia ter este grupo mais qualificado na área jurídica há mais tempo. Mas outras modificações serão feitas oportunamente na gestão da empresa. A situação é dinâmica. Eu cobro permanentemente da Cemig questões até como a dos cortes de energia em função de raios e quedas de árvores. Tive uma reunião relativamente longa com a diretoria da Cemig sobre isso. Há necessidade da Cemig melhorar o atendimento dentro de Minas. Ela tem um nome muito bom no mercado, mas há uma impressão forte de que ela tem que melhorar a prestação de serviços aqui em Minas.

 

Fonte: Valor Econômico – César Felício

Governador de Minas diz que é uma responsabilidade “muito grande” suceder tucano Aécio Neves

O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), 49, afirmou que é “muito grande” a responsabilidade de ser a vitrine do eventual projeto presidencial de seu antecessor e padrinho político, o senador eleito Aécio Neves (PSDB).

Anastasia disse ontem em entrevista à Folha que vai trabalhar “à exaustão” para manter o governo mineiro bem avaliado. Sobre a disputa entre tucanos paulistas e mineiros, disse que o PSDB “não tem dono”.

De olho na verba federal no Estado, Anastasia disse que espera ter uma relação “amistosa” com a presidente Dilma Rousseff, com quem disse ter semelhanças.

Vitrine de Aécio
A responsabilidade é muito grande. O [ex-]governador Aécio terminou o mandato com aprovação olímpica. […] Vou trabalhar à exaustão para que as coisas continuem melhorando e o governo continue bem avaliado.

Refundação do PSDB
Precisamos desmistificar algumas coisas. A palavra privatização é uma delas. É preciso demonstrar aos brasileiros que esse processo de parcerias com o setor privado é responsável por milhões de empregos e pelo desenvolvimento do Brasil. […] Muitas vezes esse discurso não chega ao cidadão mais simples. Então precisamos modificar o discurso, fazer uma ação mais assertiva no Nordeste.

Rixa MG X SP
Um partido que se pretende nacional não pode ter dono. Do contrário, ele não é um partido nacional, não reflete anseios nacionais.

Aécio e 2014
Ele terá um papel de grande liderança [no PSDB]. A definição de um candidato três anos antes da eleição é um tanto precoce. As circunstâncias mudam com rapidez. […] Eu defendo Aécio como eleitor mineiro. Ele tem todas as condições de ser candidato, de ser eleito e de ser um grande presidente.

Relação com Dilma
Pretendo ter uma relação muito amistosa, federativa, republicana. Será um tratamento de respeito, até porque ela é de Minas e naturalmente esperamos que ela vai ter por seu Estado sempre uma consideração especial.

Semelhança com Dilma
É uma questão objetiva. Existem trajetórias que são parecidas. É claro que o tipo de conhecimento, de experiência na administração pública, eu acho que é muito semelhante. E essa identidade não nos denigre, ao contrário, ela até nos enobrece.

É claro que nós temos, talvez por formação, pelo tipo de vida que tivemos, alguns princípios e valores que não são os mesmos.

Fonte:  Folha de S.Paulo

Capela de São Gonçalo reabre as portas para a comunidade

Após anos de expectativa a comunidade de Minas Novas não vê a hora de voltar a participar das celebrações na Capela de São Gonçalo. A data já está marcada, 17 de janeiro (segunda-feira), às 19h30. A edificação, de arquitetura simples e harmônica, acaba de ser totalmente restaurada após quase três anos de obras.

As obras arquitetônicas, no valor total de R$ 380 mil, foram contratadas e acompanhadas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha/MG), órgão vinculado ao Sistema Estadual de Cultura, e incluíram reforço de fundação e de toda a estrutura em madeira, remoção de reboco deteriorado, recomposição da alvenaria de adobe, revisão do piso em madeira e recuperação de cobertura e entelhamento.

Ainda foram implantados projetos de prevenção e combate a incêndio e pânico e contra descargas atmosféricas. A capela também recebeu novas instalações elétricas e luminotécnicas, pintura interna e externa e um trabalho especializado de imunização contra insetos. Foi executado ainda um projeto paisagístico para os jardins com novo sistema de irrigação.

Os elementos artísticos da Igreja também foram totalmente recuperados. A restauração de retábulos, presbitério, arco do cruzeiro e outros detalhes ornamentais foi contratada pela prefeitura com uma verba de R$ 200 mil do Fundo Estadual de Cultura, com contrapartida de outros R$ 48 mil do município. Um dos pontos altos do trabalho foi a descoberta, pela restauradora contratada Mara Fantini, de duas figuras no altar mor. Verdadeiras preciosidades recuperadas, as pinturas, imitando trabalho em talha, representam dois santos dominicanos: possivelmente São Domingos e São Gonçalo.

Antes mesmo da reabertura da Capela, a comunidade já recebeu um presente. A imagem recém restaurada de São Pedro, padroeiro de Minas Novas, irá enriquecer ainda mais a ornamentação da edificação. A peça passou por completo trabalho de recuperação no ateliê da Gerência de Elementos Artísticos do Iepha/MG, dentro do Projeto Restauração de Acervos, e foi entregue à comunidade em junho.

Construção do período colonial

A Capela de São Gonçalo apresenta fachada singela, porém de graciosa composição. É composta por nave e capela-mor, sem torres ou sineiras. Um destaque é a pintura do forro da capela-mor representando São Gonçalo, que se acredita datar do século 17.

Apesar da escassa documentação histórica, a Capela de São Gonçalo é considerada pela tradição local como a mais antiga edificação religiosa de Minas Novas e sua construção é atribuída aos portugueses que ali fixaram residência. A edificação é mencionada em textos que precedem a independência do país, em 1822, o que confirma sua construção ainda no período colonial.

 

Aécio Neves prega oposição ”firme” e alfineta Lula, senador criticou processo que levou fábrica da Fiat para PE

Aécio prega oposição ”firme” e alfineta Lula

Fonte: Eduardo Kattah – O Estado de S.Paulo

No dia em que foi diplomado senador, tucano critica processo que levou Fiat a decidir por fábrica em Pernambuco

O senador eleito Aécio Neves (PSDB-MG) reiterou ontem a promessa de uma oposição “firme”, mas “qualificada” ao governo Dilma Rousseff no Congresso. No entanto, ao chegar para a cerimônia de diplomação, não deixou de alfinetar o presidente Lula, a presidente eleita e o PT mineiro ao criticar o processo que levou a Fiat a decidir por instalar uma nova fábrica em Pernambuco.

“Não sei se foi o último presente do presidente Lula a Minas ou se foi o primeiro presente da presidente Dilma”, ironizou Aécio. “Mas o que me parece mais surpreendente de todo esse processo é o silêncio da bancada do PT de Minas, o silêncio dos que estão próximos da atual presidente.”

A montadora receberá incentivos fiscais para a instalação e o governo mineiro alega que não foi informado sobre a negociação. O anúncio gerou, durante a semana, manifestações de revolta na Assembleia deMinas.

Aécio reforçou o discurso pragmático, ressaltando que pretende no Senado defender o diálogo com o governo federal em torno de uma agenda de reformas. Mas recusou o rótulo de líder natural da oposição no Congresso.

 

Aécio Neves e Antonio Anastasia os brasileiros mais influentes de 2010

ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Aécio Neves

Fonte: Revista Época

Líderes, construtores, heróis e artistas: confira quem, do país, exerce mais influência

Qualquer um que queira entender as transformações por que o Brasil vem passando deve olhar com cuidado para a lista que publicamos nas próximas páginas. Nelas estão 100 pessoas que se destacaram pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Este é o quarto ano em que publicamos a lista – e produzi-la é uma tarefa árdua. O trabalho envolveu praticamente toda a redação de ÉPOCA, com a valiosa colaboração de milhares de leitores (que fizeram suas indicações pelo site) e de especialistas nas diversas áreas. Para escrever os perfis, convidamos 99 personalidades (um dos textos é sobre um casal) que tivessem afinidade com o homenageado ou com a área. São a garantia de fornecer a você, leitor, um olhar privilegiado, diverso, atual sobre nossa realidade.

Líderes
Quem são os líderes mais influentes de 2010
As 100 pessoas que se destacaram em 2010 pelo exercício do poder, pela construção de um projeto, pela inspiração, pelo talento, foram classificadas em quatro grupos: líderes, construtores, heróis e artistas. Por meio de seus perfis, é possível entender melhor os caminhos, as apostas, os desafios do país.

Aécio Neves

O grande vencedor da oposição elegeu o sucessor em Minas e terá no Senado uma poderosa tribuna nacional

Admiro o senador Aécio Neves por sua liderança, capacidade administrativa, habilidade política e sensibilidade, que é muito forte. É um político extremamente carismático. Eu o acompanhei durante estes oito anos, como secretário de Estado e depois como vice-governador, e mais intensamente agora, nacampanha eleitoral de 2010 em Minas Gerais.

Percorremos juntos todo o Estado por duas vezes, neste ano. A primeira, no primeiro turno, na campanha que resultaria em minha eleição para o governo do Estado e na de Itamar Franco e do próprio Aécio para o Senado. Depois, no segundo turno, com o candidato à Presidência José Serra. Nós percebemos no governador Aécio, na relação que tem com as pessoas, uma força extraordinária: é naturalmente uma pessoa bem-humorada, de bem com a vida. É muito bom conviver com ele. É um líder único, pois conjuga capacidade de gestão e habilidade política, sempre atento às necessidades da população e das pessoas mais carentes.

Por Antonio Anastasia – Governador eleito (PSDB) de Minas Gerais


ÉPOCA 100 – Os brasileiros mais influentes de 2010 – Antonio Anastasia

O mago da gestão pública de Minas Gerais triunfa nas urnas e alça voo na política

Uma semana após a eleição de Aécio Neves para seu primeiro mandato de governador, em 2001, recebemos, eu e o professor José Godoy, a visita do professor Antonio Anastasia. Ele chegou lá pelas 5 horas da tarde e ficamos conversando até as 9 da noite. Ali, juntos, traçamos o que poderia ser feito de nossa parte para ajudar a resolver o problema de 12% de déficit do Estado de Minas Gerais. Combinamos também como participaríamos da transição.

Sob a liderança de Anastasia, então secretário de Planejamento e Gestão, trabalhamos duro, enfrentando muitas dificuldades. Um ano e meio depois, ogovernador Aécio Neves nos convidou e aos empresários patrocinadores para um almoço no Palácio das Mangabeiras quando, de surpresa, anunciou o tão almejado equilíbrio fiscal. Foi uma festa! Mal sabíamos nós que se iniciava naquela hora um movimento muito positivo no Brasil de engajamento dos políticos na linha da gestão, pelo exemplo de Minas Gerais.

Nós, brasileiros, devemos isso ao governo do Aécio Nevese em particular ao trabalho firme, entusiasmante e dedicado de nosso amigo Antonio Anastasia.

Por Vicente Falconi – Professor, consultor de grandes grupos empresariais brasileiros e orientador técnico do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG)

 

Nova classificação hoteleira é anunciada no Congresso Mineiro de Hotelaria, novo sistema está em conformidade com a Lei nº 11.771/2008

O coordenador geral de Serviços Turísticos do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, fez o pré-lançamento do novo Sistema de Classificação Hoteleira do Ministério do Turismo, durante a programação do primeiro dia do Congresso Mineiro de Hotelaria, em Belo Horizonte. O projeto será apresentado oficialmente pelo Ministério do Turismo (MTur) na próxima quarta-feira (8), em Brasília (DF). “Será um referencial para a hotelaria de todo o país”, afirmou Moesch.

O novo Sistema Brasileiro de Classificação dos Meios de Hospedagem estabelece os requisitos mínimos de atendimento, em conformidade com a Lei nº 11.771/2008. Durante a palestra Classificação Hoteleira e Selo da Qualidade, Ricardo Moesch anunciou que no próximo ano será inaugurado, no Rio de Janeiro, o primeiro Hotel Conceito do Brasil. “Será o primeiro hotel laboratório específico na questão hoteleira”, antecipou.

De acordo com a nova classificação hoteleira, os meios de hospedagem poderão se enquadrar nas seguintes tipologias: Hotel, Resort, Pousada, Hotel-Fazenda, Hotel-Histórico, Flat e Cama & Café. Os estabelecimentos receberão classificação no sistema de uma a cinco estrelas.

Todas as informações sobre como se enquadrar no novo sistema de classificação hoteleira serão disponibilizadas pelo Ministério do Turismo a partir da próxima semana. Porém, a presidente da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira, Silvania Capanema, adiantou que para participar do novo processo de classificação, as empresas hoteleiras deverão estar inscritas no Cadastur (sistema de cadastro de empresas hoteleiras do MTur), solicitar verificação do Inmetro e passar por avaliações agendadas. “Caso a documentação analisada seja aprovada, o MTur terá um prazo de 10 dias para emitir o certificado e autorização para o uso das estrelas”, revelou Capanema.

Palestras, Oficinas e Workshops

Durante a tarde desta terça-feira (30), o público também pôde conferir palestra com o tema Gestão Estratégica da Hotelaria.

Paralelamente à programação das palestras, os profissionais da rede hoteleira de Minas Gerais participaram de oficinas, workshops e clínicas tecnológicas que deram início à capacitação dos mineiros para a Copa de 2014.

Bem Receber Copa

Ainda nesta terça-feira (30), a partir das 19h30, no auditório Granada, a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih), realiza solenidade de formatura de 500 alunos da primeira turma do Programa Bem Receber Copa – Meios de Hospedagem.

O programa foi realizado nos últimos cinco meses em Belo Horizonte. A Escola Virtual foi organizada pela Abih, em parceria com o Ministério do Turismo, e capacitou profissionais da rede hoteleira da capital mineira.

Os alunos receberam qualificação nos cursos de capitão-porteiro, mensageiro, recepcionista, gerência média e governanta em aulas gratuitas, por meio da internet, além de quatro oficinas presenciais.

Outras etapas do Programa Bem Receber Copa serão repetidas, anualmente, até a Copa de 2014, nas cidades-sede do mundial. Os interessados em inscrever profissionais hoteleiros para as próximas edições podem entrar em contato pelo telefone: (31) 3344-9767.

Congresso Mineiro de Hotelaria

O Congresso Mineiro da Hotelaria é realizado pela Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais, em parceria com a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de MG (Abih), e conta com o apoio do Senac-MG, Sebrae-MG e Fatec/CDL.

O evento é dedicado à qualificação hoteleira, e a programação foi planejada em função do maior evento esportivo a ser realizado em Minas Gerais, a Copa de 2014. Hoteleiros, gestores, colaboradores, consultores e profissionais têm a oportunidade de conferir cerca de 20 palestras, ministradas por especialistas e executivos de grandes grupos hoteleiros, sobre as metodologias aplicadas para melhor atender ao turista.

O Congresso Mineiro de Hotelaria continua nesta quarta-feira (1º), no Minascentro, em Belo Horizonte. Os interessados em participar do evento devem se inscrever no www.hotelariamineira.com.br. Toda a programação é gratuita. Informações para o público: (31) 3213-1723 ou congressodehotelaria@integralle.com.br.